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Jornal do Brasil

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UPA de Cabo Frio registra aumento nos casos de pacientes com doenças de inverno

No inverno, muitas pessoas são acometidas pelas alergias respiratórias. O clima seco e mudanças bruscas de temperatura colaboram para que enfermidades como gripes, resfriados, amidalites e dores de ouvido se espalhem rapidamente. Dos problemas mais comuns que se agravam com a temporada fria estão a rinite, a bronquite e a asma, que atingem principalmente as crianças.

Na UPA do Parque Burle, nos últimos meses, as ocorrências dessas doenças aumentaram em 40%. Em alguns casos, como a sinusite, este número é quase 80% maior.

– Se tratadas adequadamente, essas doenças não têm maior gravidade, embora tragam grande desconforto. Por isso, é fundamental conhecer suas diferenças e ficar de olhos nos sintomas – diz a pediatra Gabriela Magalhães.

A alergia é um problema de saúde relacionado ao sistema imunológico, que se desenvolve dependendo de fatores como: contato com substâncias reconhecidas como estranhas para aquele organismo ou ambiente onde a pessoa vive e que podem ou não facilitar o desencadeamento da hipersensibilidade. Muitas vezes, sintomas que as pessoas entendem por gripe ou resfriado são, na verdade, alergias. Esses sintomas se agravam no inverno porque a proliferação de mofo encontra no tempo frio a temperatura ideal, e os ácaros, que se multiplicaram durante todo o resto do ano, saem dos casacos e mantas que ficam guardados no armário. O resultado é a manifestação das alergias de inverno.

De acordo com a médica Gabriela Magalhães, que coordena a pediatria da unidade de saúde, é importante que as pessoas estejam atentas a sintomas característicos, como tosse constante, dor no peito, coriza abundante, espirros frequentes e, ao aparecimento deles, busquem ajuda médica. Na maioria dos casos, as alergias podem ser controladas evitando-se o contato com as substâncias causadoras, monitorando o ambiente e eliminando os fatores externos que possam estar desencadeando o processo.

Evitar tapetes, cortinas, brinquedos de pelúcia, animais dentro de casa, cobrir travesseiros e colchão com capa antialérgica (trocar a cada dois anos), e a cada 15 dias colocar para pegar sol, além de medidas de limpeza para remoção do ácaro e da poeira, também podem ajudar a evitar as alergias.

– É importante não fazer a automedicação. Procure um pediatra para fazer o tratamento mais adequado para o seu filho – alerta a médica.

Ela lembrou ainda que crianças não devem usar descongestionantes nasais, principalmente as menores de sete anos. O uso do soro fisiológico ajuda a lavar as narinas, e tornar a secreção mais fluida, o que torna mais fácil a sua eliminação, na deglutição ou pelo nariz. E ainda ajuda a evitar as doenças bacterianas, pela contaminação da secreção que se acumula.

“Se tratadas adequadamente, essas doenças não têm maior gravidade, embora tragam grande desconforto. Por isso, é fundamental conhecer suas diferenças e ficar de olhos nos sintomas”, diz a pediatra Gabriela Magalhães.

 

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