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Jornal do Brasil

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‘Viúva da Mega-Sena’ segue na cadeia por falta de tornozeleira eletrônica

A falta de tornozeleira de monitoramento eletrônico está mantendo Adriana Ferreira de Almeida, que ficou conhecida como a “Viúva da Mega-Sena”, na cadeia desde segunda-feira (19), quando a defesa conseguiu o alvará de soltura para que ela cumpra a pena domiciliar. Adriana foi condenada a 20 anos de prisão pelo homicídio do marido Renné Senna, em 2007, mas teve a prisão revogada na noite de segunda depois que a defesa entrou com pedido de anulação do julgamento. O pedido foi concedido pela Justiça, porém, a crise no estado atingiu o fornecedor da tornozeleira, que não recebe desde agosto.

Segundo a decisão do juiz Pedro Amorim, de Rio Bonito, Adriana não poderá manter contato com a família da vítima e terá que comparecer mensalmente em juízo para informar suas atividades. Adriana terá que permanecer em casa no período da noite, no Condomínio Village Ipanema I, em Cachoeiras de Macacu, e nos fins de semana.

A alegação da defesa de Adriana, e que foi aceita pela Justiça, é que ela tem endereço fixo e que não oferece risco de fuga. O Ministério Público informou na manhã desta terça-feira (20) que analisa a possibilidade de recorrer da decisão do juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, que converteu em domiciliar a prisão de  Adriana Ferreira de Almeida.

Renné foi morto com quatro tiros em um bar de Rio Bonito. Os dois assassinos foram descobertos e condenados a dezoito anos de prisão. A promotoria defendeu a tese que os assassinos foram pagos por Adriana. Ela teria planejado o assassinato depois que o companheiro descobriu que ela tinha um amante e ameaçou tirá-la do testamento. O interrogatório da ex-cabeleireira durou mais de cinco horas e o julgamento durou três dias.

Adriana Ferreira Almeida, viúva de René Sena, milionário da Mega Sena, durante julgamento no Fórum de Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (Foto: Severino Silva/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)

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