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Jornal do Brasil

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Cabo Frio registra média de 29h sem energia elétrica em 2016

O fornecimento de energia elétrica no estado do Rio piorou nos últimos cinco anos. De acordo com o estudo “Retrato da Qualidade da Energia no Estado do Rio de Janeiro”, divulgado pelo Sistema FIRJAN nesta terça-feira durante o seminário “Energia Elétrica, Indústria e Competitividade”, em média, os municípios fluminenses ficaram 25 horas sem energia em 2016. Na comparação com 2011, o tempo de interrupção aumentou 10,2%. A média nacional é de 16 horas sem fornecimento. “Um cenário assim afasta novos investidores e inibe qualquer iniciativa de expansão”, disse o vice-presidente do Sistema FIRJAN, Carlos Mariani Bittencourt, na abertura do evento.

Na Região dos Lagos, em 2016, a cidade de Cabo Frio registrou 29 horas de falta de energia. Já os municípios de Rio das Ostras e Arraial do Cabo apontaram, respectivamente, 25h e 22h com falta de energia. Em seguida, vem Búzios (20h).

Niterói, por exemplo, ficou mais de 16 horas sem energia. E, São Gonçalo registrou mais de 17 horas de interrupção. O estudo, elaborado com base em indicadores da Aneel, aponta ainda que, em média, o tempo sem fornecimento no Leste Fluminense, desde 2011, aumentou 19,26%.

Na análise regional, que considera tanto o tempo sem energia como a quantidade de interrupções, mostra que os consumidores tiveram o fornecimento interrompido 14 vezes, um aumento de 63,67% em relação a 2011. Silva Jardim é o município com o pior nível de qualidade. Em 2016, foram 44 horas sem energia.

De acordo com o Sistema FIRJAN, o acesso à energia elétrica com qualidade, segurança e a preços baixos é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico e industrial. Para melhorar o serviço oferecido no estado, a Federação das Indústrias defende investimentos por parte das distribuidoras, além de uma modernização da regulação a partir de uma visão integrada de todo o setor.

As propostas apresentadas pelo Sistema FIRJAN para a melhoria do ambiente regulatório são a criação de indicadores que mensurem as interrupções abaixo de três minutos, a identificação das classes de consumo nos conjuntos elétricos, o desenvolvimento de pacotes de fornecimento de energia elétrica com qualidade e preço diferenciado para a indústria e o estímulo à expansão das redes inteligentes de energia, as chamadas smart grids.

Segundo o superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações de Transmissão e Distribuição da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Ivo Sechi Nazareno, a agência tem trabalhado para encontrar, cada vez mais, a relação de equilíbrio entre qualidade, investimento e tarifa. O presidente da Enel Distribuição Rio, Ramon Castañeda, citou algumas das medidas que a empresa vem adotando para melhorar a qualidade do fornecimento de energia. “Temos um plano de manutenção e identificação de defeitos na rede, assim como investimentos para a melhoria da rede e a adoção de novas tecnologias”, comentou Castañeda.

Também participaram do seminário o presidente da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), Nelson Leite, e o presidente do Conselho Empresarial de Energia Elétrica do Sistema FIRJAN, Sergio Malta. Representando os consumidores industriais, também estavam o presidente da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres), Edvaldo Santana, e o presidente do Sindisal (Sindicato da Indústria de Refinação e Moagem de Sal do Estado do Rio de Janeiro), Luis Césio Caetano. No encontro, o Sistema FIRJAN lançou seu novo site de energia elétrica (www.firjan.com.br/energiaeletrica).

Estudo da Federação aponta que tempo sem fornecimento no Leste Fluminense aumentou 19,26% desde 2011. Na Região dos Lagos, em 2016, a cidade de Cabo Frio registrou 29 horas de falta de energia.

 

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