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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Prowein é show de profissionalismo

A Alemanha não é um grande produtor de vinho, mas a feira de Prowein reúne os mais importantes do mundo vinícola. Aqui em Düsseldorf italianos, gregos, franceses, portugueses, americanos, espanhóis, chilenos, brasileiros e vinhateiros de muitas outras nacionalidades comparecem para vender seus vinhos pelo mundo.
Os produtores chegam antes das 9 horas para aprontar seus stands e poder receber compradores dos quatro cantos da terra. As garrafas começam a ser abertas e as rolhas cedo estão a estourar num mágico ritual. Santé.

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Grandes vinhos a preço de loja nos restaurantes

Carte sur Table é uma ação de marketing do negociante francês Duclot, especializado nos grandes vinhos de Bordeaux, que chega faz ano  sua sexta edição. É um sucesso. Carte sur Table quer dizer jogo aberto ou mostrando as cartas. Uma parceria com bons restaurantes que permite ao consumidor tomar alguns grandes Crus de Bordeaux por um preço em torno de 100€ (R$ 330).

Participam restaurantes estrelados Michelin e também Brasseries e bistrôs de qualidade gastronômica. Na França devido ao baixo custo dos vinhos os restaurantes multiplicam os preços por 3 ou 4 nas cartas. O que torna muitas vezes alguns vinhos proibitivos para a classe média. A parceria inclui também os produtores que tem seus vinhos em destaque. Este ano alguns dos vinhos são: Pape Clément branco 2013 de Péssac Léonan, Château Gazin 2012 de Pomerol, Château Lafite Rothschild 2002 de Pauillac e o Sauternes de Guiraud 1997.

Na brasserie do hotel Thoumieux em Paris, dois toques no guia Gault e Millau, pode-se tomar o Château Talbot, Saint Julien, 2003, por 95€ (R$315). No Gordon Ramsay o restaurante do Trianon Palace, em Versalhes com 1 estrela Michelin, você tem a oportunidade de beber um Château Canon 2008 por 90€ (R$300). Vários restaurantes também oferecem esses vinhos em taças. Grandes vinhos em grandes mesas com preços para lá de moderados durante todo o mês de março. Oba.

Dá para fazer a mesma coisa no Brasil? Não com os mesmos vinhos. Mas o conceito bem que podia ser aplicado por importadores brasileiros em parceria com bons restaurantes. Imagine se um Cru Bourgeois, um Cru do Rhône, um Cru Boutenac, um Chablis ou Champagne que chegassem na mesa de um restaurante na casa dos 200 reais? Sonho? Nada disso. Basta ver preços na Cadeg, nos sites e em delis para ver que é possível. O que o restaurante perder na margem do vinho vai ganhar no menu harmonizado. O importador vai divulgar seus vinhos e ter volume junto a um cliente que habitualmente não tem giro nesta categoria. Todos ganham. Santé.

 

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Fondue no Carnaval com vinho rosé ou branco

 

Quando se fala em fondue imediatamente vem na mente a imagem do tradicicional fondue de queijo da Suiça. Esta é a associação automática que faço. Mas para o calor que rola no Brasil nesta época do ano, e no Rio em particular, outros fondues se impõe. O fondue chinês cai bem com esse calorão.

Carnes brancas e camarões mergulhados num caldo bem aromático com vários legumezinhos vão pedir vinho. Para os da “seita” vegetariana ou vegetaliana, basta trocar a carne pelo tofu, se puder legumes orgânicos. Como harmonizar? A escolha pode ser um rosé ou um branco. Mas o fondue vai pedir uma certa estrutura para este vinho, portanto não pode ser um vinho para beber na beira da piscina ou em coquetéis. Os sabores complexos do prato exigem um certo corpinho e boa acidez para refrescar a boca.

Muitas opções podem se apresentar desde um Rieisling da Alsácia, um rosé ou branco da Provence, ou até um Bordeaux branco de Entre Deux Mers. Seriam harmonizações clássicas. Côtes de Provence Blason de Saint Louis que está no Vinho Site por R$ 83,02 faz o papel com louvor.

Uma opção mais audaciosa seria um branco de mais corpo como o Lirac branco do muito bom Domaine Lafond Roc Épine, 2014, com 88 pontos na WS e por R$ 108 na loja virtual da importadora Tahaa Vinhos. Seu corte de Roussanne, Grenache branca e Viognier vai ser show. Esse tem a vantagem de ser orgânico, o que atende aos quesitos vegetarianos e vegetalianos.

Se o orçamento ficar apertado Rosé syrah da Aimery à venda no Zona Sul do Rio que vai te atender direitinho, pois a syrah tem um bom corpo. Santé.

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Análise do mercado de vinhos importados em 2016

Publico hoje o relatório e análise do consultor Adão Morelatto sobre o mercado de vinhos em 2016. Com estes números você vai perceber que o fundo do poço foi em 2015. Ano passado já se pode observar nitidamente o crescimento do volume das importações, porém adaptadas a uma necessidade de preços mais baixos. Os motivos são impostos mais altos, moeda desvalorizada, desemprego recorde e o menor poder aquisitivo da população. No entanto o hábito de beber vinhos finos permanece. Posso antecipar que a busca por oportunidades e uma readaptação de portfólio dos importadores ainda está em curso. Mas também que já se percebe uma pequena capacidade do mercado em absorver alguns vinhos com valores ligeiramente maiores. Hoje, no Brasil, encontramos uma presença maior de vinhos de primeiro preço, isto é Vinhos da Comunidade Europeia e o vin de table, vinho de mesa, seja português, francês ou espanhol. Estes formam a base da pirâmide. São vinhos corretos e simples que se adaptam ao orçamento atual do consumidor e competem com vantagens com os reservados chilenos. Santé.

 

Faisan D’Or é um VCE, Vinho da Comunidade Europeia, com um corte de tempranillo espanhola e uma ponta de syrah da França onde é  engarrafado.  Leve fresco e frutado faz sucesso na Evino e custa R$25. Justa solução para seu bolso.

“MERCADO DE VINHOS IMPORTARDOS EM 2016”

Caros amigos de Bacco e parceiros de negócio… findo mais um período cíclico, vimos aqui mostrar nossa análise sobre o comportamento do mercado de vinhos em 2016, com suas especificidade e características próprias. Depois de um deprimente e ridículo 2015, ano passado o mercado mostrou-nos uma grata surpresa, com crescimento de 11,50% em volume, porém com uma queda de -3,40% em valor, influenciado pela abrupta queda de -52,04 do Vinho Champagne da França ou USD 9.500.000 a menos… Não temos ainda um feed back que justifique esta queda…..a única possibilidade é que até Setembro de 2016, vivíamos um momento de incerteza muito grande tanto na política como na economia, e este setor é suscetível as mudanças cambiais….lembre-se que tivemos picos na variação cambial de até R$ 4,16 em Janeiro para R$ 3,16 em Setembro, pós queda da Presidente Dilma…é uma diferença de 31%….

Como se manifestou os principais players do segmento, lembrando-os que sempre ao encerrar o período fiscal, agregamos as três tipologias de vinhos com maior peso na cadeia, e os números nos dão algumas divergências estatísticas: Somente na categoria vinhos finos (não considerando Espumantes e Champagnes) tivemos um leve crescimento de 0,74% e de 12,80% em volume, ressaltando que a tendência de que este mercado vem sofrendo uma guinada para produtos de menor valor agregado. Praticamente retornamos aos patamares de 2012 em valor, mas com um considerável crescimento de 21,52% em volume. Como já comentado em análises anteriores, os principais agentes responsáveis por esta dinâmica são as empresas Ecommerce e os supermercadistas, que por sua atividade específica, são menos penalizados tributariamente, conseguindo preços muito atraentes, também conseguem com sua força de venda, penetração, exposição e aquisição, negociar junto aos produtores, vinhos mais econômicos que atendam a esta modalidade.

1º = CHILE: Em 2016, representou 43,97% em valor e 47,77% em volume, se considerar somente os vinhos finos quase beira os 50% em valor. Seu crescimento foi 14,17% em valor e 17,90% em volume. Não há sinais que esta demonstração de penetração se modificará nos próximos cinco anos, com suas marcas fortes e principalmente seus preços atrativos são um ótimo exemplo de que como uma agressiva estratégica comercial aliada a um firme propósito e compromisso de apresentar bons produtos dão resultados promissores a médio e largo prazo. Esta

agressividade mostra-se não somente aqui, mas também em outros mercados importadores, como USA, América latina, Reino Unido, China, Japão e Rússia

2º = ARGENTINA: Já vem em queda de 30% desde 2011, seu melhor ano aqui e em volume retrocedeu aos patamares de 2008. Sua necessidade de agregar valor ao produto, quase 120% de aumento sobre o custo médio do ano de 2006 não acompanhou a trajetória do mercado em adquirir vinhos mais acessíveis. Claro que esta determinação e formação de valor não estão intrinsicamente ligada ao interesse do produtor em enriquecer, muito pelo contrário, em muitas delas, não paga o custo. Temos que recordar que na Argentina não há fomento neste segmento e as políticas impetradas em anos anteriores foram muito danosas ao setor agropecuário em geral. Seus preços são 13,38% mais caros que os do Chile e 15% da Itália e Portugal. Não estivesse hoje no âmbito do MERCOSUL, com as alíquotas mais benéficas, com toda certeza estaria em outro patamar do Ranking….Em 2016 caio -6,81% em valor e cresceu 11,41% em volume. Contribui com aproximadamente 16% de todo o mercado. É decepcionante para quem já teve quase 30%.

3º = PORTUGAL: Seguindo sua trajetória de posicionamento, recuperou a terceira colocação, devido à queda França. Sua performance de 10,45% em valor e de 11,55% em volume, apresenta um crescimento de apenas 2,14% em volume e uma queda -9,37% em valor. Seus preços também apresentaram queda de -12,5% com uma média de USD 2,80 lt. Recuou aos índices de 2010 em valor, porém aumentando o volume em 35% tb sobre 2010.

4º = FRANÇA: Como observado acima, tendo uma forte dependência do vinho Champagne na sua pauta e com a queda vertiginosa deste ítem no ano passado mostrou-nos uma queda de – 32,17% em valor (quase 10.000 milhões de USD) refletindo muito no quesito, porém apresenta também uma queda de quase 4.000 milhões em USD no segmento de vinhos finos. Muito embora tenha verificado um leve crescimento de 1,37% em volume….e uma baixa de -27,53% no custo médio……Recuou aos números de 2008. Custo médio hoje de USD 4,25 Lt. Contribui com 9,93% em valor e 5,36% em volume.

5º = ITÁLIA: O pior desempenho entre os grandes players. Desde 2011 já vem mostrando queda. Em valor enviou valores idênticos ao de 2007 e em volume ao ano de 2006. É de se admirar que um país que possui uma larga produtividade e uma invejável diversidade, apresente este cenário negativo. E ainda mais enigmático porque vem reduzido seu preço médio em 38,60% há quatro anos consecutivos com média USD 2,80 lt. Posicionou-se com 9,11% em valor e 9,86% em volume. Seu produto mais representantivo é o Vinho Espumante tipo Prosecco com 33,52% de share.

6º = ESPANHA: Único europeu a apresentar crescimento nas duas categorias:

 

0,75% de valor e 19,77% em volume. Salientando que há 15 anos vem crescendo sistematicamente…….ou sendo mais específico 313,04% em volume desde 2006……nem mesmo o Chile conseguiu esta proeza em volume…. Acredito seriamente que em um tempo muito curto, teremos a Espanha como um forte competidor por esta massa de consumidores aqui presentes e ávidos por produtos de custos x qualidade, produção imensa e condições favoráveis a isto não lhes faltam e estão tomando gosto pelo mercado brasileiro. Sua participação é de 5,56% em valor e de 5,26% em volume.

DEMAIS PAÍSES: Participam com menos de 5% em Valor e Volume, destaque para o crescimento de 67,46% da Alemanha e 26,54% do Uruguai. Queda de -24,01 dos EUA, -43,73 da África do Sul e -21,88% da Austrália.

INTERNATIONAL CONSULTING – ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO

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Entrevista: Stéphane Ettore importador da Bahia

 

 

O blog está em Montpellier acompanhando a feira Vinisud, a segunda maior da França, e entrevistou o proprietário da importadora Vida Vinhos de Salvador. Ele é francês e casado com a baiana Gerusa juntos dirigem ainda a pousada Vila Bela no bairro de Santo Antônio. Stéphane é de natural de Montpellier ama os vinho do Sul da França e o rúgbi, o esporte mais popular na região. Veja o vídeo. Santé.

 

 

 

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Três importadores do Brasil convidados para a feira Vinisud

O ano de 2017 mal começa e os salões do vinho vão acontecer já este mês. Pela primeira vez na França Vinisud, em Montpellier, será uma feira anual e não mais bienal em alternância com Vinexpo em Bordeaux como rezava a tradição. A sede é tanta que ela coincide com a Millésime Bio, que se viu obrigada a mudar para Marselha por falta de acordo entre as duas feiras. Vamos ver no que vai dar afinal, os produtores e negociantes possuem um orçamento limitado e não podem fazer tantos eventos assim. Além destes existem feiras de grande porte fora da França como a Prowein e as Vinexpo de Tokyo e Hong Kong. Inúmeros outros salões de porte médio acontecem pelo mundo e também concorrem pela verba dos vinhateiros.

Da minha parte vou deixar de ir à Millésime Bio, que sempre procurei acompanhar e aqui publiquei diversas matérias e entrevistas. Pelo porte e esperada grandeza da Vinisud não vai dar para deixar de acompanhar. É o segundo maior evento de vinho da França ,  reúne a nata dos produtores do Mediterrâneo e fica somente a uma hora de casa. Serão três dias se folia e alegria, de 29 a 31 de janeiro, para tudo se acabar na terça-feira. Serão 20 mil foliões, digo, visitantes sendo 6000 internacionais de 70 países. Destes 400 são compradores de grande porte e a organização convidou 200 de diferentes países, sendo três do Brasil: os paulistas Ari Gorenstein da Evino, Matthieu Péluchon da Rouge Brasil e Stéphane Ettore da baiana Vida Vinhos.

Em breve conto as novidades do salão e, se possível, os vinhos que irão chegar ao Brasil. Santé.

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Wine Advocate degusta 500 vinhos do Languedoc

De 9 a a 11 de Janeiro Jebb Dunnuck, crítico do guia de Robert Parker, Wine Advocate, degustou 500 vinhos do Languedoc. São vinhos de produtores independentes, cooperativas e negociantes que são uma bela amostra da diversidade da região. Deste total 75% já são comercializados nos Estados Unidos, mas 25% entram numa cota “novidades” que o CIVL, Comitê Interprofissional dos Vinhos do Languedoc, sugere ao crítico americano de descobrir. A degustação aconteceu nas instalações do CIVL.

Jeb Dunnuck, à direita, e Jerôme Villaret diretor geral do CIVL.

 

É normal que Dunnuck faça o acompanhamento dos vinhos que já estão presentes no mercado americano, afinal a WA é uma publicação ianque. O legal é que o CIVL tem a liberdade de apresentar novos vinhos o que abre a possibilidade do vinho ser comentado mesmo sem ser ainda exportado para a América. Como você sabe esta referência abre portas em muitos países inclusive no Brasil. Santé.

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Com que taça eu vou?

Terminaram as festas de fim de ano e o blog Conexão Francesa volta a ativa. Antes de entrar no tema da coluna aproveito para desejar a todos os leitores e amigos do Blog um Feliz Ano Novo repleto de paz, alegria e bons vinhos.

 

Com que taça devo beber um champagne ou espumante? Durante a degustação dos post anterior comecei o serviço com uma “coupe” (copa), mas ela dificulta a percepção dos aromas e rapidamente trocamos por “flutes” (flautas). Poderíamos ter optado por taças de vinho, mas estas são mais apropriadas para grandes Champagnes, do tipo que podem mesmo merecer ser decantados, como um D. Pérignon ou uma Cristal.

A “coupe” é a taça clássica que é raramente recomendada pelos sommeliers. Sua forma representa o seio esquerdo (!) da Marquesa de Pompadour, para outras fontes ela tem a forma dos seios de Marie Antoinette.  Há controvérsia. Marcelo Copello e eu adoramos estas taças que colocam em evidência as bolhas. Afinal, estamos bebendo um vinho borbulhante e não um vinho tranqüilo.

A “flute” é a taça mais usada hoje. Muito recomendada pelos especialistas tem na sua forma de tulipa a capacidade de reter os aromas e valorizá-los. Já a taça de champagne, quase uma novidade, pois como as “flutes” profissionais tem uma ranhura no fundo da taça para que a bolhas nunca parem de bailar. Estas são ideais para Champagnes de grande estirpe, safradas e que apresentem grande complexidade.

Consegui comprar (na verdade ganhei de um casal amigo que possui um antiquário) um conjunto de “coupe” de vidro, muito antiga e delicada que uso constantemente para meus bruts sem safra. Quando abro um champagne especial como o Clos de Goisses 2000 da Maison Philipponnat, foi o caso no dia 1º de janeiro, optei pela taça de Arnaud Baratte, a qual além das ranhuras no fundo possui três hélices de tamanho diferente para liberar os aromas.

Se você prefere ver o passeio das bolhas e apreciar com carinho os aromas vá de “flute”, se você tem um champagne excepcional use uma taça de vinho branco ou de Champagne. Se você é um saudosista que curte o charme das bolhas no nariz e que se contenta de sentir os aromas apenas no momento em que é servido vá de “coupe”. Santé.

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Degustamos 11 champagnes que cabem no seu bolso – final

Nesta parte final publico as notas e comentários dos champagnes que obtiveram as melhores avaliações do júri. Na Champagne a classificação dos terroirs é de Cru, Premier Cru e Grand Cru, sendo esta a mais alta na hierarquia. Alguns dos vinhos deste lote final vem destes territórios mais nobres, assim possuem preço mais alto.

charles ellner

7- Charles Ellner Grande Réserve Brut – Um champagne de vinhateiro que vem ganhando prestígio da crítica internacional. Recentemente esta Cuvée recebeu 91 pontos na WS. Ainda sem importador no Brasil ela possui um preço competitivo por aqui acima de 20€. No nariz expressivo se destacam aromas de damasco e pêssego que evoluem para notas de brioche e torradas. “Na boca uma bela acidez e um longo comprimento. Surpreendente”, afirma a produtora Laure de Chevron Villette. Sem importador no momento. 4****

brut-premier-cru

8 – Cattier Brut Antique Premier Cru – Este vinho é feito apenas de parcelas classificadas como Premier Cru. O corte é 40% Pinot Meunier, 35% Pinot Noir e 25% Chardonnay. Sua cor ouro bronze a diferencia. Seu perfume de lichia fresco é flagrante. Mas tem ainda notas de caramelo, brioche e uma ponta de café. Na boca tem muito boa estrutura, percebe-se frutas cítricas, uma vivacidade muito boa e longa persistência. “Os aromas me encantaram”, atesta a consultora gastronômica Edith Monseux. http://www.vinhoeponto.com.br/ Preço R$ 458,00. 4****

lallier

9 – Lallier Grand Réserve Brut – Um dos raros casos em Champagne onde o proprietário também é o enólogo. Francis Tribaut adquire em 2004 a propriedade e um grande esforço é feito para que esta pequena Maison champanhesa de Aÿ atinja uma qualidade excepcional. Hoje ela é vista pela crítica francesa como uma das melhores. É a estrela em ascensão. Suas uvas são todas de parcelas classificadas como Grand Cru. A seleção final conta com a consultoria de Serge Dubs, sommelier campeão mundial. O corte é Chardonnay de Avize e Cramant, 35% e Pinot Noir de Aÿ e Verzenay, 65%. Terroirs de muito prestígio. Sua cor é dourada com reflexos esverdeados. No nariz bem aberto tem flor de laranjeira, frutas maduras, pão de mel e especiarias mostrando grande complexidade. Na boca o ataque é fresco e estruturado. Os aromas se confirmam. Para Laurent Mingaud um produto apetitoso que vai à mesa e pode acompanhar um salmão defumado ou marinado. Importado pela Vinhos do Mundo. Preço R$ 656,47 no site Bebidas do Sul. 4****

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10 – Delamotte Brut – Situada na Côtes de Blancs no magnífico terroir de Mesnil Sur Oger divide o espaço com sua irmã Salon, um ícone champanhês. Todas as uvas de Delamotte vêem de terroirs Grand Cru como Avize, Cramant, Mesnil sur Oger e Oger. No corte domina a branca Chardonnay que traz a estrutura, a Pinot Noir entra para trazer produndidade e o aroma frutado. A Pinot Meunier, menos ácida, colabora com a densidade aromática. No nariz perfumado percebe-se o mel, especiarias, torradas e marmelo. O ataque é magnífico, na boca é estruturado e potente, afirma o blogueiro. Vai à mesa com louvor. Importador Franco Suíça. O site não informa o preço. 4,5****

philipponnat

11 – Philipponnat Royale Réserve Brut – Considerada uma das champagnes de referência ela é dirigida por Charles Philipponat. Possui uma parcela ícone chamada Clos de Goisses que se projeta sobre o rio Marne e que faz parte da propriedade desde 1935. O vinhedo fica em Aÿ e domina a uva Pinot Noir com 65%, 30% de Chardonnay e 5% de Pinot Meunier. Neste momento sem importador no Brasil, a versão rose era servida em taça nos restaurantes do grupo Fasano. Seu preço na França está situado no segmento alto acima de 30€. O nariz é aberto e complexo com notas de flores brancas, pêssego, damasco e marmelo. “ O ataque é sedutor, preciso e de bela vicacidade. A Pinot Noir se afirma mostrando potência. O vinho é untuoso e longo. Belo equilíbrio conclui Laurent Mingaud. 4,5****

Minha conclusão é que a melhor relação qualidade preço nesta categoria Premium é a Nicolas Feuillatte. Para quem pode pagar um pouco a mais Joseph Perrier, Cattier Premier Cru e Charles Legend fazem bonito. Lallier e Delamotte são as melhores disponíveis sem safra. Boas festas e Santé.

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Degustamos 11 champagnes que cabem no seu bolso – parte 2

Hoje publicamos a primeira parte dos comentários e pontuações dos 11 champagnes degustados às cegas. Vamos apresentá-los pela ordem de pontuação do menor para o maior. Todos os champagnes atenderam a um alto padrão de qualidade. Agradam a públicos diferentes e podem ser servidos em momentos distintos. Os mais complexos são ideais para irem à mesa e outros estão mais indicados para o aperitivo. Destacaremos os comentários do jurado que mais gostou de cada produto. Todos os champagnes são NV, isto é, não safrados. Os ideais para todas as ocasiões.

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1 – Drappier Carte d’Or Brut – Propriedade familiar que chega a oitava geração. Tudo começou em 1808 quando François Drappier se instala em Urville, na Côte de Bar. A cave de Drappier é um anexo da abadia de Clairvaux e foi construída por São Bernado, em 1152. A aqui bebe-se história em bolhas. O corte é dominante Pinot Noir 75%, 15% Chardonnay e 10% Pinot Meunier. Seus aromas de flor de laranja, marmelo e frutas maduras mostram a boa complexidade e o estilo Drappier. Para Edith e um vinho de fácil compreensão. Ideal para o aperitivo. Importador Zahil www.zahil.com.br Preço R$336,80 – 3,5***

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2 – Cattier Brut Icône – Maison familiar e independente há 11 gerações, desde 1763, e fica situada na montanha de Reims. Seus vinhedos se estendem por mais de 30 hectares, o que em Champagne é uma enormidade. O corte é 50% Pinot Meunier, 30% Pinot Noir e 20% Chardonnay. No nariz frutado traz aromas cítricos e minerais. Anne Marie viu aqui “um bom frescor num ataque que agrada, no final delicada mineralidade”. Um champagne para o aperitivo que harmoniza com tira gostos à base de peixes. Importador Vinho e Ponto. http://www.vinhoeponto.com.br/ Preço: R$ 393,00

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3 – Nicolas Feuillatte Brut – Centro Vinícola Nicolas Feuillate tem apenas 40 anos, mas já é a marca mais vendida na França e a terceira do mundo. A queridinha dos franceses tem um corte de 40% Pinot Noir, 40% Pinot Meunier e 20% Chardonnay, No nariz flores brancas, frutas como pêra e damasco. Na boca pão de mel e boa vivacidade. Para o enólogo Laurent Mingaud ela é “apetitosa, rica, complexa e elegante”. Agrada tanto no aperitivo como pode ir à mesa. Uma excelente relação prazer e preço. Importador Evino www.evino.com.br. Preço R$ 179,90. 3,5***

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4 – Roux de Beaucès Grande Réserve – Este champagne é produzido pela família Roux proprietáriade  vários châteaux em Bordeaux e dentre estes o Crus Bourgeois Taffard de Blaignan, no Médoc. Este Champagne é uma das belas jóias da casa. O corte é o clássico com as três uvas em proporções similares. Seus aromas de limão e tangerina tem destaque, mas flor de laranjeira e frutas em compota também estão presentes. Na boca é untuosa e equilibrada. Para este blogueiro sua persistência é um ponto forte. Não disponível no Brasil. 3,5***

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5 – Joseph Perrier Cuvée Royale Brut – Fundada em 1825 por Joseph Perrier em Châlons en Champagne vai ganhar fama ao se tornar o champagne oficial da Rainha Vitória e do Rei Eduardo VII. Daí surge o título de Royale Cuvée. A vinícola é dirigida pela mesma família a 5 gerações. O corte é 35% Chardonnay, 35% Pinot Noir e 30% Pinot Meunier que vem dos vinhedos de Cumières, Damery, Verneuil e Hautvilliers – bem pertinho da abadia de D. Pérignon). O nariz é discreto e complexo com notas de agrumes, flores brancas e brioche. Para Nicolas de Chevron Villette é um “champagne de boa estrutura, bastante potente e muito agradável podendo ir à mesa”. Importador Wine Mundi. 21 3860 1701. 4****

charles legend brut

6 – Charles Legend Brut Royal – Mickaël Devena mora no Brasil e é proprietário do Champagne Charles Legend. O nome é uma homenagem ao Rei da Inglaterra Charles II que se apaixonou pelas bolhas de Champagne enquanto esteve exilado na França. O corte tem 80% Pinot Noir e 20% de Chardonnay. Este vinho tem um nariz amplo com aromas de pão de mel, torradas e rosas secas com muito boa complexidade. É um vinho aéreo e muito bem equilibrado. Encantou Laurent Mingaud pela sua elegância. Onde comprar: http://www.emporiomundo.com.br. Preço não disponível no site. 4****

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