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Meu réveillon é no Alegria

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O Réveillon é realmente um momento de festa repleto de alegria onde desejamos aos amigos e a quem gostamos um Ano Novo repleto de paz, saúde e felicidade. Tudo num clima de enorme alegria.

Por coincidência estarei no restaurante e bar de tapas Alegria na minha cidade, Lézignan-Corbières Sul da França. O restaurante é bom, simpático e tem bons vinhos da região. Um menu de gala com vinhos inclusos por modestos 95€. Vai ter música, dançarinas e um mágico. A quem vou pedir que num passe de mágica leve a crise para bem longe. Não se compara à festa do Lido ou ao menu do Fouquet’s, mas é na minha cidade e estarei com amigos.

Vou brindar o Ano Novo com uma garrafa de Champagne Nicolas Feuillatte, Chardonnay, 2006, que levo comigo. Tomara que esta safra nos traga sorte e alegria como diz a simpatia.

A todos os leitores e amigos desejo um muito Feliz Ano Novo.

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Réveillon em Paris é no Fouquet’s

Escolher um lugar para passar o Réveillon em Paris é um prazer. As escolhas podem ser clássicas como passeio e jantar nos Bateaux-Mouches, ao romântico e de vista magnífica como o restaurante Jules Verne na Tour Eiffel ou ainda o espetáculo no Lido de Paris. Como também pode-se optar, como alguns parisienses, por eventos de bairro como o teatro Comédie Nation, que propõe uma noite em torno do Jazz. No entanto, a principal artéria de Paris é o Champs Élysées com dezenas de opções para o turista. Que tanto pode escolher um restaurante como passear pela avenida lotada com sua garrafa de champagne na mão. Quem conhece a capital francesa sabe que o coração do Champs Élysées bate na brasserie Fouquet’s.

fouquet paris O Fouquet’s faz parte do patrimônio histórico francês.

Inaugurado em 1899 o Fouquet’s faz esquina com a Rua George V. Suas mesas foram frequentadas no início do século passado pelos pioneiros da aviação, como Santos Dumont, foram eles que deram origem ao nome do bar da casa L’Escadrille (A Esquadrilha). É aqui que as grandes comemorações acontecem em Paris. Seja para a festa do Cesar, o Oscar do cinema francês, seja para comemorar a conquista da Copa de 98 ou a eleição de um presidente da República, como fez Nicolas Sarkozy em 2007. Além de artistas e estrelas do cinema o local é frequentado por políticos de todas as tendências. O ex-presidente socialista François Mitterrand tinha como cativa a mesa de nº 83. O restaurante também é muito frequentado por empresários, personagens do Jet set e também turistas.  Estes preferem as mesas com vista para o Champs Élysées, já os notáveis as mesas com vista para o interior, para ver e serem vistos pelas pessoas que contam em Paris.

Se você quiser entrar neste mundo de luzes e glamour pegue o telefone e faça uma reserva. Caso contrário será barrado no baile. Não tenha medo se você não falar francês, fale com Nina na recepção, ela é portuguesa. Para conseguir uma boa mesa, chame Christophe ele é o maître d’hôtel, o manda chuva do salão. Simpático e atencioso. Desculpe, todos são muitos simpáticos e atenciosos, além de extremamente eficientes. Característica do grupo hoteleiro Barrière, a qual pertence o restaurante. Os preços fora do Réveillon são abordáveis e a cozinha de brasserie tem um toque mágico do chef três estrelas Pierre Gagnaire, consultor do grupo. No Brasil os preços do Réveillon são sempre bem mais altos. Não será diferente em Paris, mas o menu é um luxo e os vinhos também.  Fez a reserva? Conseguiu seu lugar? Sentou? Então vamos à mesa.

 

carta taças

A carta de vinhos em taças vai de 14€ a 36€ e tem boas escolhas.

Nos outros dias do ano o menu com entrada, prato principal e sobremesa custa em média 90€. Já o menu “Folie de Fêtes du Nouvel An” (Folia de Festas do Ano Novo) sai por 480€ + 90€ com as bebidas selecionadas pelo sommelier. Mas você terá ainda um ambiente festivo, com música ao vivo, numa noite que promete ser animada. O sommelier caprichou nas escolhas e o branco é o Chablis Premier Cru Fourchaumes, 2011, do Domaine Laroche. A propriedade hoje está nas mãos do grupo Advini, leia-se Jean Jean, e tem a consultoria do respeitado Stéphane Derenoncourt. O resultado é uma muito boa seleção em função da harmonização com o fricassé de homard (lavagante) ou com o haddock e sua raspa de trufas negras. Para acompanhar o lombo de veado assado, carne de caça, a opção do sommelier foi o Château D’Armailhac 2007, 5º Grand Cru Classé de Pauillac, propriedade do Baron Philippe de Rothschild. Um grande château consegue se sobressair nos anos difíceis como 2007. Um corte com 56% de Cabernet Sauvignion, mas com 22% de Merlot e 20% de Cabernet Franc, que vão dar uma bela arredondada e uma maciez suplementar a este grande vinho. O néctar vem evoluindo bem na garrafa e vai lhe surpreender. O champagne é da casa Pommery, parceira do grupo Barrière, Pop Earth Pommery. Este tem um conceito ecológico com redução da emissão de carbono (garrafa mais leve, papel reciclado na etiqueta, tintas à base de água…) boa ideia para um ano que começa. Na taça um muito bom champagne de bom frescor, alegre, com notas de maçã e flores brancas. É bem equilibrado.

lafond Um Pinot Noir que me agradou bastante.

Christophe me contou que a clientela aqui gosta de vinhos conhecidos, se você olhar a carta vai ver que os vinhos possuem notoriedade, existem algumas escolhas que o comprador e o sommelier fazem que são mais confidenciais, mas a casa pelo seu público e pelo volume de bebida que vende não pode se dar ao luxo de ter produtores muito pequenos, pois estes vinhos estariam rapidamente em ruptura. O consumo aqui é bema maior do que no Brasil. Assim as denominações de origem mais conhecidas e os châteaux mais renomados têm a preferência na carta. Tem lógica. Dentro destas linhas básicas o sommelier faz boas escolhas como você pode verificar na carta (foto). Veja que nos vinhos em taça você pode encontrar o Domaine Cigalus, uma dos vinhos de referência de Gérard Bertrand no Languedoc e da Provence o repeitado Château Minuty. Duas escolhas que confirmam a filosofia do sommelier. Mas toda regra tem exceção e o Domaine Lafond no Loire, AOC Reuilly, é uma sugestão de um antigo maître do salão da casa que habitava na região. Este Pinot Noir é muito interessante com aromas de frutas vermelhas maduras, leve e equilibrado. Acompanhou meu Tartare Fouquet’s que une carne de boi, atum vermelho, arenque defumado, queijo Beaufort e sorvete de foie gras. As sobremesas encantam e deixaram madame M., que me acompanhava, muito feliz. A carta acolhe mesmo alguns vinhos do Chile, Espanha e Itália.

Milleufeuille Tradition Fouquet's HR

O mil folhas é uma das sobremesas que mais faz sucesso no Fouquet’s.  Foto divulgação.

Aos os leitores e amigos do blog Conexão Francesa meus mais sinceros votos de um Feliz Ano Novo repleto de saúde, alegria e bons vinhos. Santé.

Serviço:

Restaurent Le Fouquet’s – Reservas Tel: +33 (0)140696064 ou 0140696050.

Por email : celebrate@lucienbarriere.com

99, Avenue du Champs Élysées – Paris

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Provamos os 15 melhores champagnes rosés – final

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Os últimos quatro vinhos da nossa degustação impressionaram e a decisão final saiu no photochart, como diriam os amantes do turfe. No balde destaque para o Palmes D’Or 2006 que junto com Veuve Clicquot Vintage 2004 obteve 5 estrelas do júri.

 

Clos du Moulin Rosé + coffret

Clos du Moulin Cattier Premier Cru Rosé NV –  4,5**** Esse champagne não é exatamente um NV mas um MV, “multi vintage », Isto é, ele foi elaborado com vinhos de três safras: 2006, 2007 e 2008. Apenas 4284 garrafas foram produzidas e os jurados tiveram o prazer de degustar a de número 24. O Clos du Moulin é uma parcela de 2,2 hectares próxima de Chigny Les Roses e o corte deste lote foi 60% Pinot Noir e 40% Chardonnay a dosagem é de 7g/L. A garrafa bem diferente é escura e opaca. Sua cor é salmão brilhante e sua perlage é fina e persistente. Os aromas iniciais são de flores brancas, tília e flor de laranja. Na boca os aromas vão das frutas vermelhas às flores secas. De muito boa intensidade e de vinosidade marcante é um champagne gastronômico. Importador Vinho e Ponto.

drappier sendre

Drappier Grande Sendrée Rosé 2006 – 4,5**** O nome da Cuvée tem origem numa parcela que pegou fogo em 1836, cendrée que quer dizer cinzento e vem de cinzas (cendre), um erro de grafia colocou o S. A parcela guardou no nome a lembrança do incêndio. Esta Cuvée rara vem unicamente desta parcela, tal qual a versão brut. A técnica de vinificação é a do sangramento da Pinot Noir com m toque de Chardonnay. Seus aromas são intensos com notas de mel e flores brancas. Na boca seu ataque impressiona com grande vinosidade e seu sabor de kirsh, o álcool de cereja. É amplo, potente e tem grande equilíbrio. Um dos meus preferidos. Importadora Zahil.

Vintage 2004 Rosé petit

Veuve Clicquot Vintage 2004 Rosé – 5***** O júri se curvou ao líder. Talvez se a degustação não fosse às cegas alguns ficassem encabulados de escolher como um dos melhores. Mas a verdade é que a LVMH sabe fazer grandes vinhos. O ano ofereceu um Chardonnay de personalidade e um Pinot Noir frutado e amplo. Sua cor é de um rosa médio com muito brilho. O nariz é intenso e os primeiros aromas são de flores brancas, tília e notas minerais. Depois notas de laranja “sanguine” em compota e frutas negras e vermelhas. Um grande equilíbrio, muita estrutura, maravilhosa untuosidade, enorme fineza e elegância num final muito longo com grande profundidade. Excelente. Importadora LVMH

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Nicolas Feuillatte Palmes D’Or 2005 – 5**** O outro líder de mercado mundial também fez bonito. O sucesso que Palme d’Or tem encontrado na crítica especializada foi referendado pelo Grande Júri do Conexão Francesa. Apesar de não estarmos em Cannes ele mereceu as nossas palmas. As uvas vem de Riceys e de Bouzy e a vinificação é por “sangramento”. Sua cor é rosa salmão escuro. As bolhas finas, elegantes e de muita persistência. O nariz exala um perfume intenso de flores brancas e de frutas vermelhas e negras. Na boca é amplo, vinoso, potente e de grande estrutura. Tem sabores de kirsh e frutas vermelhas. De grande corpo e enorme equilíbrio. Seu final é muito longo e elegantíssimo. Vai se harmonizar tanto com queijos como com carnes e peixes. Impressionou aos jurados pela sua expressão produnda e precisa. Santé.

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Provamos os 15 melhores champagnes rosés – parte 3

drappier

Drappier Rosé NV – 4,5**** Propriedade familiar que chega a oitava geração. Tudo começou em 1808 quando François Drappier se instala em Urville, na Côte de Bar. Em 1920, depois da Filoxera, o pulgão que destruiu os vinhedos europeus, Georges Drappier, também conhecido como Pai Pinot planta um Pinot Noir de seleção massal chamado de Pinot Fino. O vinho destas cepas tinham uma delicadeza incomparável. A cave de Drappier é um anexo da abadia de Clairvaux e foram construídas por São Bernado, em 1152, aqui bebe-se história em bolhas. A Pinot Noir domina 70% da plantação e este rose é 100% Pinot Noir. Sua cor é de um rosa salmão intenso e brilhante. Seu nariz é expressivo e exala aromas primários de tília, depois aromas de marmelada de marmelo e frutas em compota com grande complexidade. Na boca é delicado e de bela acidez numa espuma sobmedida. Uma grande persistência num final muito agradável. Importadora Zahill no site por R$395.

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Castelnau Rosé NV – 4,5**** Fundada em 1916 tem seu nome em homenagem ao General De Castelnau, chefe do Estado Maior na I Guerra Mundial, ficou na família durante três gerações e hoje é o porta-estandarte do grupo CRVC, Coopérative Régionale des Vins de Champagne, sua enorme capacidade produtiva, 900 hectares de 150 crus diferentes, permite uma seleção sem igual. O grupo fornece para as mais famosas casas da Champagne e guarda o que considera o melhor para fazer Castelnau, seu vinho é todo originado na primeira prensagem. O corte é 41% Pinot Meunier, 37% Chardonay e 22% Pinot Noir e tem 15% de vinhos de reserva. A produção é relativamente pequena e em 2016 apenas 500 mil garrafas serão produzidas. O objetivo em médio prazo é de atingir 1 milhão de garrafas. Portanto, com esse enorme vinhedo nas mãos fica nítido que seu maior negócio é vender vinho para os demais produtores e que a afirmação de guardar para si apenas o que realmente acredita ser o melhor confere, foi o que constatamos. Uma decisão unânime do júri que se surpreendeu ao ver que esta marca menos badalada tinha tamanha qualidade. Afinal, foi apenas em 2003 que a marca começou a ser trabalhada como a grande referência da CRVC. O Champagne Castelnau Rosé NV é um vinho de compreensão fácil, apesar de bem complexo, e tem tudo para fazer enorme sucesso. O aroma é intenso, com destaque para as frutas vermelhas, no começo e depois as cítricas. Na boca um frescor muito agradável com notas de brioche e baunilha. No final muito persistente um grande equilíbrio. Importadora Vinos e Vinos.

philipponnat

Philipponnat Royal Réserve Rosé NV 4,5**** A Philipponnat é dirigida por Charles Philipponnat, mas pertence hoje ao grupo Boizel Chanoine Champagne, BCC, e seus vinhos são de altíssima qualidade como atesta seu ícone Clos de Goisses, que rivaliza com Cristal e D. Péerignon. Até este ano era importada pela Vinos e Vinos e hoje busca um reposicionamento. Sua contraetiqueta, bem informativa, mostra a data do “dégorgement”, a dosagem do licor de expedição, o ano de base e a porcentagem dos vinhos de reserva, o que os profissionais reconhecem como um sinal de qualidade. Seu Pinot Noir, 75%, vem do terroir de Mareuil sur Aÿ sendo as parcelas de Premier Cru e Grand Crus, o Chardonnay representa 20% e o Pinot Meunier 5%. Parte do vinho passa em barris para ganhar complexidade.  Suas bolhas são delicadas, cremosas e muito persistentes. Os aromas abrem com frutas vermelhas e passam para os cítricos, laranja e toranja. Na boca um belo ataque num equilíbrio perfeito. Amplo seduz por sua precisão e longo comprimento.

lallier

Lallier Rosé Grand Cru Brut NV 4,5**** – A propriedade de referência do enólogo Francis Tribaud foi adquirida em 2004. É um dos raros chefes de adega que é ao mesmo tempo enólogo e patrão. Na Lallier onde todos os vinhedos são todos Grand Cru tem a chance de ter a consultoria de Serge Dubas, melhor sommelier do mundo em 1989. As uvas vêm dos famosos terroirs de Aÿ, Bouzy e Avize com um corte de 80% Pinot Noir e 20% Chardonnay, sendo 15% de vinhos de reserva. Tem ainda envelhecimento de 36 meses nas adegas e aguarda de 3 a 6 meses depois do dégorgement para poder ser comercializado. Em Champagne é visto como uma estrela em ascensão ao topo da pirâmide. O resultado os jurados perceberam na degustação. Sua brilhante cor salmão agrada aos olhos mais exigentes. Na boca frutas vermelhas pequenas e um final mineral. Um champagne me se destaca “pela elegância e fineza, muitíssimo agradável”, destacou Nicolas de Chevron Villette. Uma boca ampla, muito sedutora e um final muito agradável, constata o enólogo Vincent Dubernet Dubernet. Importadora Vinhos do Mundo.

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Após a degustação os champagnes ficaram à disposição dos jurados.

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Provamos os 15 melhores champagnes rosés – parte 2

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Nicolas Feuillatte Rosé Brut NV – 4**** A marca de champagne número 1 da França e terceira do planeta reúne 5000 viticultores e 2200 hectares distribuídos por toda a região champanhesa. Apesar de líder é pouco conhecida no Brasil. Já esteve nas mãos da carioca Reloco, que fechou, e mais recentemente da paulista Ravin. Hoje está se reposicionando no mercado. O corte é de 60% Pinot Noir, 30% Pinot Meunier e 10% Chardonnay, de mais de 100 crus da champagne que descansam mais de três anos antes de serem comercializados. Ela mostrou sua força na degustação agradou amplamente aos jurados. Suas bolhas delicadas e finas ofereciam um aroma marcado por frutas onde se destacam framboesa e mirtilo. A espuma envolvente num belo frescor tem equilíbrio e delicadeza. Bem persistente e untuoso.

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Joseph Perrier Cuvée Royale Rosé Brut NV – 4**** Casa histórica dirigida por Jean Claude Fourmon, quinta geração de Joseph Perrier, a menção real foi dada pela rainha Vitória e pelo rei Eduardo VII.  JP se destaca por ter seu vinhedo de 21 hectares situados em áreas nobres do Vale do Marne: Hautvillers e Cumières. O corte é 75% Pinots e 25% Chardonnay. Sua cor é de um rosa salmão e suas bolhas são intensas e harmoniosas. No aroma frutas vermelhas frescas e em compota, brioche e flores secas. Na boca percebe-se uma vinosidade e aromas de kirsh e uma pequena evolução. Um champagne para ir à mesa. Importador Wine Mundi.

Rosé Antique

Cattier Premier Cru Brut Rosé Antique NV4**** Maison familiar e independente há 11 gerações. Esta cuvée é produzida com uvas de vinhedos Premier Cru e tem um posicionamento totalmente diferente da Cuvée Glamour. A dosagem é de 9g/L muito bem equilibrada. O corte é de 50% Pinot Noir, 40% Pinot Meunier e 10% Chardonnay. Sua bonita cor rosa claro brilhante agrada aos olhos tanto como a dança das suas finas bolhas. O nariz é expressivo e exala perfumes de frutas vermelhas secas e brioche. Um belo ataque, boa untuosidade e um final cristalino muito agradável. Importador Vinho e Ponto.

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Joseph Perrier Esprit de Victoire Brut Rosé 2005 – 4,5**** Essa homenagem à rainha Vitória encontra na grande safra de 2005 sua justa reverência. O ano conferiu às uvas Chardonnays um comprimento enorme e graças a sua bela maturidade são doces e aromáticas. As Pinots são frescas e estruturadas. O resultado é um vinho de um rosa médio salmão. No nariz aberto notas de mel, flores secas e frutas vermelhas que se confirmam na boca ampla, potente e sedutora vinosidade. Um belo equilíbrio e linda acidez. Importador Wine Mundi.

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Provamos os 15 melhores champagnes rosés do mercado – 1

Como a vida no Brasil não anda nada fácil, não que por aqui esteja nenhuma Brastemp, o blog Conexão Francesa optou por eleger como tema da sua degustação anual de champanhesa o champagne rosé, safrado ou não. Assim, ao menos aqui, as coisas vão ficar mais cor de rosa. Um leve alento para este final de ano. Solicitei a alguns produtores de primeiríssima linha para que nos enviassem amostras e tivemos a gentil colaboração das “Maisons” Veuve Clicquot, Cattier, Castelnau, Lallier, Philipponnat, Nicolas Feuillate, Joseph Perrier e Drappier, todas presentes no Brasil. O que nos permitiu degustar 15 vinhos de alto nível com perfis bem diferentes. Participaram como jurados do Grande Júri Conexão Francesa Laure e Nicolas de Chevron Villette, produtores na Abbaye de Fontfroide, Corbières, sendo que Nicolas já trabalhou na Maison Pommery, Vincent Dubernet, enólogo e diretor do Château Fontarèche no Corbières, e de Jean Marc Le Mehaute, courtier de vinhos e Edith Monseux, consultora. Todos com ampla experiência em degustação e ligados ao mundo do vinho. Como sempre a degustação foi às cegas e as garrafas foram embrulhadas em folhas de alumínio e numeradas aleatoriamente.

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Após a degustação as champagnes ficaram a disposição dos jurados.

Os jurados perceberam que alguns champagnes estavam com uma dose maior de açúcar o que facilita o acesso ao grande público e agrada particularmente parte do paladar feminino. “Sei que tem uma dose maior, mas está delicioso. Alguns se destacaram pelos aromas de kirsh, destilado de cereja, são aromas que encontramos nos grandes champagnes safrados”, assegura Laure ao resumir algumas percepções dos jurados.

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Cattier Rosé Glamour NV sec- 3,5*** estrelas. Uma cuvée assumidamente com uma dose maior de açúcar, 25g/L, é classificado como sec e não brut. Recebeu comentários açucarados das mulheres do júri e inspirou receitas de drinks. A proposta de um champagne piscina, onde cabe mesmo o gelo, não passou despercebida. Pode também acompanhar sobremesas. Seu corte tem 40% Pinot Meunier, 50% Pinot Noir e 10% chardonnay, se propõe a ser um champagne de verão, coquetéis ou ainda acompanhar sobremesas com frutas. Uma proposta diferente que tende a achar um mercado bem na moda. A cor é rosa médio, com bolhas finas e persistentes, os aromas oferecem um leque bastante amplo de frutas cítricas, vermelhas e tropicais com notas de baunilha e caramelo. O final é fresco e suave. O que para a proposta é muito bom. Importadora Vinho e Ponto.

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Georges Lacombe Rosé Brut NV – 4**** Importado pela Grand Cru este champagne é produzido pelo enólogo Francis Tribaud. A propriedade tem 20 hectares principalmente no Vale do Marne.  O corte é 60% Pinot Noir, 20% Pinot Meunier e 20% chardonnay. As bolhas são delicadas e firmes sua cor é de um rosa médio alaranjado. Os aromas de frutas vermelhas frescas onde se destaca a framboesa. Seu muito bom frescor e equilíbrio o tornam um vinho ideal para o aperitivo. Preço R$192,75 no site da Grand Cru.

 

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Veuve Clicquot Rosé Brut NV- 4**** Mostra a força de um champagne líder e que agrada a todos os paladares e mesmo aos mais exigentes. Fácil compreensão sem ser banal. Com uma dosagem de 10g/L (um brut tem que ter menos de 12g/L) bem equilibrada. O corte oscila e tem um domínio de Pinot Noir, entre 44% e 48%, Chardonnay entre 25% e 29%, Pinot Meunier entre 13% e 18% e 12% de vinho tinto, para dar a cor. O “robe” é de um rosa médio brilhante. Os aromas se distinguem pequenas frutas vermelhas frescas e notas de brioche. Tem boa acidez e equilíbrio. Um final bem agradável e persistente. Importado por LVMH.

Santé. (Continua).

 

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Lido – Champagne e Réveillon em Paris

taça champa

O enorme lustre que sobe ao palco remete a uma taça de champagne sendo servida. Foto Stéphane Cardinale.

Paris, a cidade das luzes, brilha com mais intensidade nesta época do ano. A capital francesa se veste para as grandes festas de final de ano. O Champs Elysée, passarela obrigatória para turistas e personalidades, recebe milhões de pessoas. Faz frio, é o inverno. Mas o calor humano aquece corações e mentes. Enquanto alguns perambulam pela majestosa avenida decorada, outros entram no mítico Lido para dançar, jantar e assistir a nova revista Paris Merveilles. Um show de figurino, de grandes artistas, mímica, acrobacia, mágica e belas mulheres, as Blue Bell Girls, num grandioso espetáculo.

PARIS, FRANCE - APRIL 08: (EDITORS NOTE: Image contains partial nudity.)  Dancers perform on stage during the 'Paris Merveilles',  Lido New Revue show at Le Lido on April 8, 2015 in Paris, France.  (Photo by Pascal Le Segretain/Getty Images For Le Lido)

Cantora e dançarina no show Paris Merveilles do Lido de Paris. Foto de Pascal Le Segretain.

A casa tem o tamanho certo. O ideal é chegar às 19 horas, vir para o jantar, muito bom, dançar no palco do Lido, no palco do Lido, viu? Ao chegar você é amavelmente recebido e guiado à sua mesa. Éramos dois à mesa. O menu é delicioso e bem trabalhado, sem exageros. A grata surpresa é que numa enorme casa de espetáculos, lotada, come-se e bebe-se muito bem. O menu Festivo, de todo dia, começa com um capuccino de cogumelos morel no purê de batatas, que é servido rapidinho enquanto você toma sua taça de champagne Lido Premier Cru NV (sem safra). O Lido é fresco, sedutor, de boa acidez, com boa tipicidade, aromas de brioche e notas florais e de fácil compreensão, como exige a ocasião. São diversas as opções de entrada que vão do salmão gravlax ao tradicionalíssimo foie gras de pato confit. Que você pode acompanhar com o champagne ou com o Chablis do Domaine de Chaude Écuelle, a tradução literal do nome da propriedade é “da tigela quente”, seu nome tem origem na localidade onde o vinho é produzido. A parcela de terra ficava longe das habitações e os viticultores tinham de levar a marmita, a tigela quente, para almoçar no vinhedo. O produtor é apreciado pela crítica francesa pelo seu estilo equilibrado e sedutor. É um vinho que se faz presente nos bons restaurantes de Paris. Chardonnay mineral de muito bom frescor.

image6 O Chablis do Domaine Chaude Écuelle.

Para o prato principal escolhemos o escalope de vieira com arroz negro e o filé de marreco laqueado com mel e pimentas. Duas escolhas de vinho no menu completam as possibilidade de harmonização o Rosé Côtes de Provence Château Minuty, Coté Presqu’île e o Bordeaux Château Haut Selve. O Minuty fica na península de Saint Tropez sua fama já chegou ao Brasil e hoje seus vinhos são importados pela Premium Drinks. A cuvée Coté Presqu’île é uma marca do Château Minuty e faz sucesso nos restaurantes da Côte d’Azur. Já o Haut Selve fica em Graves e seu corte é dominado pela cabernet sauvignion de boa intensidade aromática e complexidade. O corpo é de leve para médio e tem cor violeta. Se adapta bem ao menu e ao ambiente. As sobremesas que escolhemos foram um vacherin baunilha cassis e um rocambole natalino ao chocolate que harmonizei com o champagne Lido. Por pessoa 165€ (R$676) com o show, jantar e bebidas inclusas.

Mas para a noite do Réveillon tem muito mais. Orquestra internacional de Dov Amiel com 20 músicos e mais quatro violinistas que tocam nas mesas, bem do seu lado. O menu muda e vem da inspiração do chef Philippe Lacroix. Tem caviar Kaspia no gelo com blinis, foie gras na frigideira envolto num veludo de castanhas, homard (lavagante) com trufas negras e filé mignon de vitelo acompanhado de um tatin Anna e cogumelos. Para adoçar a boca um bastão de sorvete de Gianduja ou quenelle ao calissons d’Aix em Provence e docinhos do Lido de Paris de dar água na boca. O champagne será um Ruinart Blanc des Blancs. Cuvée emblemática de Ruinart, 100% chardonnay de diferentes anos, é uma excelente escolha que valoriza um menu luxuoso. Por aqui custa na casa dos 60€ a garrafa, tem nota 17/20 (8,5) no guia Bettane e Desseauve e 91 pontos na americana Wine Spectator.

bluegirls As Bluebell girls do Lido. Foto Lido.

À meia noite a orquestra de Dov Amiel faz a contagem regressiva e você dança ao ritmo do rock, do soul, pop… cercado pelas belas Bluebell Girls até o raiar do dia. Preço: 680€ (R$2.788) por pessoa. Santé.

 

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Comprando vinhos na França com desconto de 12% ou mais

fachada direita lavinia fachada esq

A magnífica fachada da Lavinia em Paris, ao lado da place Madeleine, valoriza os champagnes.

Nessa época do ano as vitrines francesas estão magníficas e repletas de promoções para atrair a clientela. Seja nas grandes lojas de departamento como Galerie Laffayette e Printemps como nas lojas de vinho, aqui chamadas de “caviste”. Outra informação importante que o turista deve saber é que ele pode se fazer reembolsar da TVA de 12%, o que é chamado de “détaxe”. Para isso o melhor é ir às lojas que são adaptadas ao cliente turista. As lojas especializadas já tem o formulário pronto e cuidam de todas as formalidades. Para tanto a compra mínima deve ser superior a 175€.

Uma das lojas de vinho de referência de Paris a Lavinia, situada no Boulevard de La Madeleine nº3, cuida do seu reembolso que são cumulativos com as promoções da loja. O reembolso é sobre o valor final da nota. O cliente pode ser ressarcido diretamente no cartão de crédito.

Lavinia é um verdadeiro templo do vinho. A decoração é suntuosa sem criar barreiras psicológicas para o consumidor. Ele se sente à vontade neste ambiente espaçoso e arejado. São três andares onde o cliente vai poder encontrar vinhos de 30 países e mais de 6000 referências. Diversas máquinas Enomatic estão à disposição para que o cliente deguste um amplo leque de vinhos. Mesmo o espumante Miolo tradição pode ser encontrado a 14,40€ (R$ 59) preço semelhante ao de uma Blanquette de Limoux na loja. A busca por novidades é uma constante.

miolo  Miolo pode ser encontrado na Lavinia.

A seleção de vinhos da Lavinia responde a diversos critérios como a qualidade do vinho e o histórico do produtor. Lá você encontrará os clássicos de Bordeaux e Borgonha em diferentes safras. Champagnes de grandes marcas como também as de vinhateiros independentes. A clientela se divide entre os que buscam vinhos e champagnes notórios, mas também os que preferem as pepitas menos badaladas e de menor produção. Raridades e achados fazem parte das ofertas da loja. 40% das vendas de champagne acontecem nesta época, para as festas de final de ano.

enomatic Grandes vinhos em pequenas doses cabem em todos os bolsos.

A maquininhas de dose de vinho permitem ao cliente provar taças de 3 cl à partir de 1€ e que podem chegar a 12€ para o espanhol Pingus ou 15,20€ para o Château Beychevelle, 1996, de Saint Julien. O cliente pode comprar no caixa cartões de degustação de 10€ (R$ 41) a 50€ (R$205). Além disso, toda uma ala oferece uma grande variedade de taças, decantadores, saca rolhas, nariz do vinho e todos os demais apetrechos para o enófilo exigente. Quem subir ao restaurante no primeiro andar terá a sua disposição centenas de opções de destilados com destaque para os cognacs, armagnacs e whiskys. No subsolo os grandes vinhos e espumantes encontram seu lugar.

lavinia restaurante No restaurante também há a possibilidade de degustar, beliscar ou almoçar.

Outras lojas de bairro e redes como a tradicionalíssima Nicolas, mas um tanto vetusta no que concerne a decoração e ao espaço, estão em cada esquina com grandes ofertas e promoções. Por muitas vezes mais agressivas, como mostra o cartaz. Se o R de Ruinart custa 42,20€ na Nicolas e 44€ na Lavinia, esta o faz por 37,50€ se o cliente comprar 3 garrafas. Ambos terão champagnes de qualidade na casa dos 20€. Claro que se você for a um supermercado ou hard discount você encontrará champagne de primeiro preço, qualidade irregular, entre 11 e 15€. Santé.

nicolas

Cartaz da Nicolas propões 20% de desconto para diversas marcas de champagne.

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Crise afeta o vinho importado

taça champagne CIVC

Espumantes e champagnes franceses resistem à crise.

Olhando os dados estatísticos da Uvibra, União Brasileira de Vitivinicultura, podemos perceber que a crise econômica está afetando a importação de vinho no Brasil e esta perda está sendo suprida pelo vinho nacional. Comparando os nove primeiros meses do ano de 2014 (jan. a set.) com o mesmo período de 2015 os países exportadores deixaram de vender um milhão e oitocentos e oitenta mil litros. O grande perdedor nos vinhos tranquilos é a Argentina que viu sua contribuição diminuir em 808 mil litros, seguida de Portugal com menos 589 mil litros. No segmento champagnes e espumantes a perda é bem menor e fica limitada a 104 mil litros. Novamente a Argentina é o patinho feio e perde 263 mil litros enquanto Itália, Espanha e França crescem. O espumante nacional tem um incremento de 1624 mil litros e ganha mais 4% do mercado.

A crise e a queda do Real ajudam o vinho nacional, mas não ampliam o mercado. Veremos até o final do ano quais serão os números finais. A queda no vinho argentino e português é forte. Torço para que melhorem e que todos cresçam. Santé.

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