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Vinho chileno pode interromper Tour de France

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Carro faz promoção do vinho Cono Sur no Reino Unido. Foto Helen Olney.

O presidente do Sindicato dos Viticultores do Aude, Frédèric Rouanet, promete barrar o percurso do Tour de France, a mais importante corrida de bicicletas do mundo, quando passar pelo departamento localizado no sul da França. O motivo de tal cólera é que o vinho chileno Cono Sur é o patrocinador oficial da competição. “É inconcebível que um vinho estrangeiro patrocine o Tour de France. Não precisa ser um vinho do Aude, mas tem de ser francês. O vinho é um símbolo nacional e o Tour é o símbolo do ciclismo no mundo”, concluiu.

O contrato foi assinado em 2014 para as edições 2015, 2016 e 2017 do Tour de France, mas a marca só pode aparecer nas etapas internacionais, pois a legislação francesa, lei Evin, impede que bebidas sejam associadas ao esporte. Ainda em 2014 quando ainda não era patrocinador oficial teve sua marca exposta nas três etapas do Reino Unido e o grupo Cono sur viu suas vendas aumentarem de 10% na terra da Rainha Elizabeth. O alerta de Rouanet é tardio e não deve canelar o contrato com os organizadores do Tour de France. Mas criou polêmica internacional e ele promete barrar a etapa local, 13 de julho, quando a corrida deverá passar por Carcassonne, a capital do departamento do Aude.  Santé.

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Três ótimos vinhos regionais do Mediterrâneo

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Diego Cosaquiviti no wine truck de vinhos regionais do Mediterrâneo.

Semana passada dei uma volta na feira de vinhos do Mediterrâneo, Vinisud, com o sommelier Expert Sud France do Brasil, Diego Cosaquiviti, quando nos deparamos com um wine truck do Pays d’Oc e logo depois com outro de VDP do Mediterrâneo. Paramos, tiramos foto e eu pedi às recepcionistas que me mostrassem seus vinhos preferidos, um de cada cor. Uma maneira de ver do que elas gostam e o que há de melhor no caminhão.

wine truck maud Maud e seu rosé de uva Caladoc

A jovem Maud nos trouxe um rosé da cooperativa dos vinhateiros do Garlaban, na Provence, da casta Caladoc. O vinho é frutado, equilibrado e de bom frescor. Esta uva nasce do cruzamento da Grenache Noir com a Malbec (Cot) Noir.  Já Diane nos apresenta um branco de uva Viognier do Domaine Grangeon, no departamento da Ardèche, que tem como particularidade efetuar sua fermentação alcoólica e malolática em barril. O resultado é um vinho untuoso e frutado. Jade escolhe o tinto Le Page do Château Vignelaure com um corte típico do Médoc com 90% de Cabernet Sauvignion, 10% merlot e que é envelhecido 12 meses em barricas de carvalho.

wine truck Jade Le Page um tinto de boa linhagem.

Veja que as três jovens escolheram vinhos diferentes do habitual. A Caladoc é uma uva de produção mais confidencial e usada secundariamente para fazer rosados. A Viognier vinificada como um grande vinho do norte do Rhône, berço de formação do seu produtor Christophe Reybouard. Já o tinto vem de uma propriedade situada a 400 metros de altitude, em Coteaux d’Aix en Provence, cujas mudas foram trazidas nos anos 60 do Château La Lagune um GCC do Médoc. Belas escolhas com ricas histórias. Santé.

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Bonito o caminhão de vinhos do Pays d’Oc.

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Saiba como foi a prova do Challenge Internacional Sud de France

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Edmond Gasser, de punhos cerrados, comemora a vitória tendo a sua direita Diego Cosaquiviti.

Na grande final do Challenge Internacional Sud de France Edmond Gasser, que representava a Alemanha, país onde sagrou-se melhor jovem sommelier, conquistou o primeiro Challenge Internacional Sud de France. O sul coreano Jung-Min An foi o melhor nas degustações e ganhou uma menção honrosa. A prova consistiu de 4 etapas: serviço, análise sensorial, análise de carta e harmonização. O nível das provas foi muito alto e os competidores se deram ao máximo. O carioca Diego Cosaquiviti representou o Brasil.

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Leo Au Sin Lun, de Hong Kong, abre a magnum durante o serviço.

A regra do jogo. Cada questão é lida apenas uma vez, sem direito a repetição, afinal, o sommelier não precisa anotar o pedido duas vezes, certo? As provas exigiram muita atenção, precisão e eficiência dentro de um tempo bastante restrito. Na mesa com quatro convivas o sommelier recebe o pedido de um dos convidados em inglês ou francês. Sua missão servir uma magnum do Château Cébène, AOC Faugères, safra 2014. Mas veja que o sommelier tem de achar o vinho numa adega climatizada de 96 garrafas repleta de magnums de outros vinhos e safras. Preparada a mesa, feito o serviço e apresentado o vinho uma das convidadas diz que não gostou do vinho e que não sabe explicar o motivo. Saia justa. Nesse momento o sommelier tem de atender a demanda e propor uma solução. Se não falar bem alguns dos idiomas fica complicado tanto para apresentar o vinho quanto para propor uma solução. O chinês Leo Au Sin Lun, que fez um belo percurso, propôs uma taça de vinho, já que apenas uma das convivas não havia gostado da escolha do seu amigo. Tempo 8 minutos.

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Leo Au Sin Lun, analisa o vinho tinto do Château Haut Gléon.

 

 

Numa outra mesa com 4 jurados a análise sensorial começa por um vinho tinto Corbières do Château Haut Gléon. Cinco minutos para a descrição do vinho que foi servido às cegas. Na sequência 5 taças de cor clara e estilos diversos são servidos e o candidato tem 3 minutos para identificá-los. Dificílima sendo que um dos vinhos é uma Cartagène, vinho licoroso doce típico do Languedoc e de uma Fine do Languedoc, uma aguardente de vinho de produção regulamentada e de zona geográfica definida. São dois vinhos que raramente podemos ver no Brasil.

 

challenge diego sensorial Diego Cosaquitivi durante análise sensorial

 

A prova de correção dos erros da carta era a única “teórica”, mas tinha uma pegadinha no idioma de Molière. O AOP Cru Berlou com um “p” após o “u”, que dá em francês “loup” (lobo). O grau de exigência também era alto e exigia conhecimento e muita atenção em 5 minutos.

 

challenge 3 carta

Detalhe da carta de vinhos a ser corrigida.

Ao final uma sobremesa feita por um restaurante 1 estrela Michelin, um criativo bavarois de chocolate era proposto com um Maury. A questão era identificar, comentar e justificar em 5 minutos a escolha do restaurante para os quatro jurados. Devido à criatividade da receita a justificativa e eventual sugestão tinha de ser precisa já que chocolate com Maury é um clássico.

challenge harmonizacaoDiego Cosaquiviti degusta o bavarois de chocolate.

Os sommeliers que mais se destacaram foram especialmente treinados e preparados para as provas. Isto é, tinham um “coach” acompanhando a preparação que atendeu a prova. E, claro, os que não eram francófonos falavam muito bem inglês, caso da espanhola, do sul coreano e do chinês. Desenvoltura em cena, conhecimento aprofundado, precisão e experiência em concursos foram virtudes que pude detectar nos melhores. Foi a primeira prova do Diego Cosaquiviti que com certeza estará mais tarimbado e preparado no futuro.

O concurso foi promovido por Sud de France e organizado pela Sommellerie Française e sua regional Languedoc Roussillon e Vale do Rhône Sul. Ao final houve a entrega dos prêmios e um coquetel de confraternização. Santé.

 

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Vinisud traz Bordeaux à Montpellier

A feira de vinhos de Vinisud é físicamente menor do que Vinexpo e Prowein, mas reúne os produtores da maior região vitícola do planeta. É a primeira zona exportadora mundial em volume e valor. Representa 63% do comércio mundial afinal, com França, Itália e Espanha no time fica fácil liderar. Mas a feira tem o mérito de valorizar os vinhedos do Rhône, Languedoc-Roussillon, Sudoeste, Córsega e Provence, é aqui que se encontram as melhores oportunidades da França. Mas também tem muitos expositores da Itália, Espanha, Portugal e Argélia. Duas novidades: Vinisud passa a ser anual e Bordeaux , convidado de honra, traz 52 expositores. Santé.

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10 sommeliers e um desafio internacional

luxury trip

São 8 países disputando o Challenge Sud de France de La Sommellerie 2016. Os sete vencedores das provas em 2015, em seus países de origem, terão como companhia na grande final os três melhores sommeliers franceses, que terão disputado na véspera a etapa local do Expert Sud de France, como é conhecido no Brasil. Na final teremos Reino Unido, Bélgica, Estados Unidos, Alemanha, China (Hong Kong), Coréia do Sul, França e Brasil. Com três candidatos na finalíssima, que acontece nesta segunda-feira em Montpellier, a França tem ainda a vantagem do tema e de jogar em casa. A parada vai ser dura para o nosso campeão, Diego Cosaquiviti, formado na ABS-Rio e que atua no restaurante Fasano Al Mare em Ipanema.

A organização é da Sud France Desenvolvimento em colaboração com a Union pour La Sommelerie Française, a ABS daqui. Veja que a organização acontece nos mesmos moldes da etapa Brasil. Onde o concurso é realizado em parceria com a ABS-Rio. No dia 15 durante a feira de vinhos Vinisud, a segunda maior da França, os 10 sommelliers vão mostrar seus conhecimentos sobre o vinhedo do Languedoc-Roussillon e do sul do vale do Rhône. Não esqueçam que Sud de France é um organismo administrativo regional de desenvolvimento e sua zona geográfica inclui Lirac, Tavel e Costières de Nîmes, os quais não fazem parte do Languedoc-Roussillon vitícola.

Os sommeliers já conhecidos da final são os das etapas internacionais. Ana Martinez de origem espanhola, mas que vem representando o Reino Unido onde trabalha no Hotel Terravina de Gérard Basset, sommellier campeão mundial em 2010. Leo Au Sin Lun, de Hong Kong, foi duas vezes melhor sommelier da grande China, e trabalha como chef Sommelier na The Upper House Swire Hotels. O francês Edmond Gasser foi consagrado na Alemanha, em 2015, como melhor jovem sommelier alemão, país que representa nesta competição por ter vencido a etapa alemã quando trabalhava no restaurante Königshof de Munique. Hoje trabalha no hotel Beau Rivage em Genebra. Pieter Verheyde já trabalhou no restaurante de Alain Ducasse no Intercontinental de Paris, foi sommelier em Londres, Los Angeles e em um 3 estrelas na Bélgica. Hoje está no Terminus, na fronteira franco-belga, que se orgulha de ter uma carta com 400 referências. Jung-min An trabalha para o Queen’s Park que faz parte do grupo SPC, o maior grupo agro-alimentar sul coreano. Dos EUA Ryan Totman do restaurante e “wine bar” Corkbuzz, uma referência em vinho na cidade da maçã. O Brasil vai representado pelo carioca Diego Cosaquiviti que começou no restaurante Salitre em Ipanema e trabalha há cinco anos no Fasano Al Mare. Venceu a etapa Rio de Janeiro do Expert Sul da França. Boa sorte Diego.

O prêmio para o vencedor será uma viagem de luxo para Ásia ou Europa onde fará parte do júri de uma competição de vinhos de Sud de France. Certamente na Vinexpo Hong Kong ou Bordeaux, dependendo da origem do candidato. Um baita prêmio para o futuro campeão.

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