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Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

6500 garrafas no fundo do mar

Amphoris, empresa francesa, cria cave submarina e já tem 6500 garrafas envelhecendo a 60 metros de profundidade no oceano. Em 12 de março 4000 novas garrafas se juntaram aos 2500 crus que chegaram em junho de 2015 e  que envelhecem nas águas da ilha de Ouessant, no Finistére. O local é onde o Canal da Mancha joga suas águas no Atlântico. Este encontro das águas oferece uma temperatura constante e estável em torno dos 13°C. A nova remessa deve ficar um ano nas profundezas e o primeiro lote deve subir à superfície em maio. O serviço é oferecido pela empresa da Bretã e já conquistou produtores da Champagne, Bourgogne, Bordeaux e mesmo do Vale do Loire, afirma o diretor Pierre Recoules.

Amphoris oferece aos produtores sua expertise marítima e tecnologia que tem como ponto forte a escolha do local ideal para a guarda e envelhecimento dos vinhos. Uma pressão de atmosférica de 6 bars, temperatura entre 11°C e 13°C durante todo o ano, ausência de luz, posição horizontal e garrafas bem fixadas para evitar choques são as condições ótimas oferecidas por Amphoris, assegura seu presidente Denis Drouin.

Para Drouin as principais diferenças em relação a uma adega de envelhecimento clássica são a pressão de 6 bars que modifica a troca de gases e a ausência de ondas eletromagnéticas. Os primeiros lotes serão analisados e permitirão uma comparação com as adegas tradicionais, conclui Drouin. O blog vai acompanhar o resultado e em maio veremos se realmente deu certo a experiência. O Chile tem vinhos envelhecidos de forma similar. Santé.

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França tem novo recorde de importação de vinhos.

Isso mesmo a França, maior produtor mundial de vinhos, importou em 2015 7,2 milhões de hectolitros (100L). O que representa uma alta de 11% em relação a 2014, que já havia subido 23%. Destes vinhos 81% chegam em cisternas e a Espanha responde por 75%, dominam os vinhos sem indicação geográfica. Em valor o aumento é menos importante e se contenta com 8%. O total é de impressionar: 672 milhões de euros. Este vinho é depois engarrafado na França e a maior parte é exportada com a menção vinho europeu. Porém se for transformado em espumante, normalmente pelo método charmat, sai como produto francês. O vinho espanhol é mais barato e ajuda a atender a demanda de uma faixa de preço baixo tanto no mercado francês quanto para exportação. Santé

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Degustamos os 120 vinhos do 27º leilão de Toques e Clochers

O segundo maior leilão de vinhos da França acontece neste domingo em Limoux, no Languedoc, Sul da França. O mega evento organizado pela vinícola de Sieur d’Arques começa hoje com a festa popular no vilarejo de Pomas, na AOP Limoux. Amanhã, Domingo de Ramos, é o momento do famoso leilão de vinhos 100% chardonnay, envelhecidos em barris de carvalho, e do jantar de gala que este ano será assinado pelo chef três estrelas Michelin Arnaud Donckele, do restaurante La Vague d’Or em Saint Tropez. Além de compradores franceses vieram também dezenas de importadores dos quatro continentes para arrematar os grandes vinhos brancos de Limoux e levá-los para as melhores mesas do mundo.

Conexão Francesa veio à degustação prévia organizada para alguns importadores e provou amostras dos 104 lotes que estarão sendo colocados à venda. Um destaque importante este ano são os Crémant de Limoux que este ano são pintados pelo artista belga Didier Goessens. A vinificação é supervisionada pelo craque Denis Dubourdieu. A safra 2013 mostra uma grande complexidade e uma cremosidade encantadora. Mas a imensa maioria dos vinhos do leilão são os chardonnays AOP Limoux provenientes de cada um dos 40 vilarejos que compõem a denominação de origem. Uma seleção parcelar extremamente rigorosa e uma vinificação no melhor estilo borguinhão são efetuadas pelas equipes de enólogos e técnicos da Sieur d’Arques. Na importadora Vinos e Vinos de SP você pode encontrar dois brancos dos macros terroirs de Autan e Mediterranée, além do tinto Occursus que nasceu da parceira original com a Baronesa Philippine de Rothschild. Provamos todos os lotes e a safra que amadureceu rápido se mostra homogênea com destaque para os macro terroirs Océanique e Haute Vallé, mas alguns vinhos do terroir Mediterranée estão acima da média, que é alta. Conexão Francesa entrevistou Sabine Jullien, a diretora técnica da Sieur d’Arques. Veja o vídeo. Santé.

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Prowein é a grande feira alemã e dos profissionais do vinho

Esta é a feira onde os importadores podem visitar seus principais clientes em um só lugar. Os grandes de todos o mundo estão aqui. Seja de Israel, da Hungria, do Brasil ou da França os produtores de destaque ou de grande porte não deixam de comparecer. Prowein dura apenas três dias e o domingo é a grande oportunidade para os compradores alemães, restaurantes, delis e supermercados, visitarem seus distribuidores ou produtores. Na segunda a feira ferve e os stands tem um encontro atrás do outro.

prowein 2016 A

Momento de descontração no final do salão, coquetel de vinhos do Loire entre produtores.

Os importadores alemães trazem seus fornecedores dos quatro cantos do mundo, mas os produtores se distribuem por país em 9 grandes pavilhões. A França, Itália e Alemanha ocupavam dois pavilhões cada. Portugal e Espanha, parte menor, dividiram um. Um pavilhão era para os que vinham de além-mar EUA, Brasil e companhia. É uma rara oportunidade de descobrir também novidades e buscar produtores de países longínquos.

prowein 2016 D

Os produtores do Rhône escalaram seus “pernas de pau” para atrair a atenção.

Essencialmente é uma feira que se prepara com antecedência, sem improvisos, agenda lotada das 10 às 19 horas, non stop. Essa é a rotina. Extremamente profissional não dá espaço para quem não veio à trabalho. Aqui todos pagam para entrar, sem jeitinho. Os importadores pagam ou recebem convites, também pagos, pelo produtor. Não tem choro. Ah, a comida é sofrível. Santé.

prowein 2016 B

O Château de Gillières, no vale do Loire, importado pela Decanter, se destacou por trazer um espumante onde a uva dominante é a Folle Blanche, raridade.

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Crise na classe A – cai a importação de Champagne no Brasil

O Brasil em crise não acompanhou o crescimento do consumo mundial de Champagnes e demais espumantes em 2015 (veja coluna de abaixo). No último ano a queda foi de -23% em valor e -14.59% em volume para os Champagnes franceses. O Brasil importou 826.835 garrafas de champagne com um total de 16.520.096,00 € passando a ocupar o 22º lugar no ranking dos maiores importadores atrás da Finlândia que cresceu 15,12% e da Rússia, que caiu 28% em volume, informa o Comitê Interprofissional dos Vinhos de Champagne. A crise atinge todos os segmentos no Brasil, inclusive o topo da pirâmide.

Veuve Clicquot Rosé1O Champagne Rosé tem 8,5% de parte de mercado.

Em 2011 e em 2014 o Brasil havia superado a marca de 1 milhão de garrafas vendidas e oscilado em 2012 e 2013 na casa dos 980 mil. Os champagnes rosés representam 8,5% do total e as cuvées de prestígio, como as safradas 4%. A queda em valor foi menor se contentando com 14,59%. O que mostra que bem no topo da pirâmide a crise não muda os hábitos de consumo. As grandes Maisons de Champagne (negociantes) ficam com 94% do mercado, os vinhateiros independentes e cooperativas respondem por apenas 6%, informa o CIVC. O que demonstra a força de empresas como LVMH – Moët et Chandon, Veuve Clicquot e D. Pérignon – no mercado internacional.

Resumo: quem pode tomar champagne está comprando os de melhor qualidade. Santé.

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Exportação mundial de espumantes franceses cresce 14% em 2015

taça champagne CIVC

Segundo a Federação de Exportadores de Vinhos e Espirituosos da França, FEVS, a exportação de espumantes franceses, com amplo destaque para o Champagne, cresceu 14% de 2014 para 2015. A boa notícia veio da China, país que até então era um tanto avesso às bolhas,  que teve um crescimento de 60% e importou 23 milhões de euros. O crescimento nos EUA é outro destaque positivo com mais 36% para um total de 563 milhões de euros em efervescentes importados. O Reino Unido aumentou suas importações de 8%, atingiu 526 milhões de euros em espumantes importados, mas cedeu o posto de primeiro importador para os EUA. Santé.

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Saint Amour um filme sobre vinho e amor

Com dois grandes nomes do cinema europeu, o francês Gérard Depardieu e o belga Benoît Poelvoorde, Saint Amour leva o cinéfilo a um grande tour pelo vinhedo francês. Curiosamente ele não mostra os famosos Grandes Crus, mas leva o público a descobrir outros bons vinhos como Gaillac. A película tem amor, humor, belas imagens, o drama da sucessão da propriedade agrícola como pano de fundo e bons pileques. Não se trata de uma versão francesa de Sideways, nada disso. É um filme que começa no Salão de Agricultura, que por sinal ainda está rolando em Paris, e que segue pela estrada numa grande volta pelos campos de videiras francesas, num estilo “rock and roll”, pleno de improvisações no diálogo.

O novo filme de Benoît Delépine e Gustav Kervern valorizam o vinho francês

Todo ano Bruno (Poelvoorde) faz a rota dos vinhos sem sair do Salão de Agricultura, mas este ano seu pai Jean (Depardieu) decide impulsivamente fazer com ele uma verdadeira viagem. Politicamente corretos vão de táxi (se dirigir não beba). Oportunidade para pai e filho se aproximarem, conhecerem diversas mulheres, beberem bastante e brindarem ao amor.

Saint Amour é o menor dos 10 Crus do Beaujolais, apenas 323 hectares, e é o que fica mais ao norte. Quando você desce pela Borgonha é o primeiro vinhedo do Beaujolais. Plantado a 250 metros de altitude seu solo é granítico, argilo silicoso e tem camadas de xisto. A uva como em todo o Beaujolais é a gamay. Aqui o resultado é um vinho de cor púrpura, elegante, charmoso e encorpado. O estilo do vinho depende da vinificação, se o produtor optar por um período em cubas curto, 8 a 10, dias o vinho vai ser mais frutado e floral e estará pronto em um ano meio. Se a maceração for longa o vinho ganha em corpo e longevidade e deverá ser bebido depois de três anos, podendo ser guardado por até dez anos. Evidentemente é o vinho ideal para o dia dos Namorados ou Saint Valentin. O filme fala de muitos outros vinhos e esta denominação de origem tem a honra de oferecer o título. Santé.

 

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