Publicidade

Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Novas uvas em Champagne?

A região produtora de Champagne autoriza sete uvas para elaboração deste efervescente mítico, apesar de três serem as mais utilizadas: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, também chamada simplesmente de Meunier. As quatro outras são Arbane, Petit-Mesnier, Pinot Branco, Pinot Gris (cinza). Os três primeiros respondem por 99,69% e os 4 outros por apenas 0,31%.

flor castrada

A flor do cacho de chardonnay é castrada manualmente para poder ser fecundada com pólen de variedade resistente. Foto divulgação.

Mas o mundo tem mudado e em busca de uvas adaptadas às mudanças climáticas que estão acontecendo e para diminuir os tratamentos contra doenças da vinha o CIVC, Comitê Interprofissional dos Vinhos de Champagne, em parceria com o INRA (Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola), centro de Colmar, está buscando criar híbridos, técnica milenar, combinada com marcadores genéticos. O objetivo é ter uvas de maturidade mais tardias e resistentes ao oídio e míldio, mas que preservem o estilo e a alta qualidade da champagne. O desafio é enorme e o processo deve durar de 15 a 20 anos, explica Thibaut Le Mailloux diretor de comnicação do CIVC. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Gérard Perse exige rigor e precisão no Château Pavie

Gerard Persie e Rogerio Rebouças

Nessa apresentação de Primeurs de Bordeaux 2015 tive a oportunidade de visitar o Château Pavie, Grand Cru Classé A de Saint Émilion e de entrevistar seu proprietário Gérard Perse (foto) e também seu genro e diretor do Château Pavie Henrique Alves. Lá degustei Château Monbousquet e seu Angélique de Montbousquet, Bellevue Mondotte, Clos Lunelles, Château Pavie Decesse, Château Lusseau, Château Pavie, Arômes de Pavie e Esprit de Pavie. Todos em um nível altíssimo e Pavie sublime nesta safra 2015.

O que pude perceber é que aqui não existe improviso, tudo é meticulosamente estudado e executado nos mínimos detalhes. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Descubra as diferenças entre Château Palmer e Alter Ego

palmer alter ego 2006

Conexão francesa esteve na degustação de primeurs de Bordeaux 2015 e visitou o Château Palmer, 3º Cru Classé de Margaux que produz dois grandes vinhos Château Palmer e Alter Ego, o outro eu do mesmo château como diria o poeta Fernando Pessoa. Entrevistei o inglês, Cris Meyers, diretor de exportação que fala perfeitamente francês. Afinal ele morou na Bélgica, em Waterloo, onde Napoleão foi derrotado pelos ingleses. Que topete. Nessa entrevista o objetivo foi mostrar quais as diferenças entre cada vinho. Afinal, nenhum dos dois é um “segundo” vinho. No vinhedo a merlot tem um peso superior ao que é habitual na margem esquerda bordalêsa. Santé.

Compartilhe:
2 Comentários

Os segredos do Château Pontet-Canet, o único Grand Cru Classé biodinâmico

anfora pontet
Estivemos esta semana no Château Pontet-Canet durante a degustação de vinhos Primeurs de Bordeaux, safra 2015. Entrevistei o gerente Jean Michel Comme deste que é o único Château Grand Cru Classé a conduzir seu vinhedo em biodinâmica. Venha conosco conhecer os segredos deste grande vinho de Pauillac. Santé.

Compartilhe:
2 Comentários

Bordeaux Primeurs 2015 – Graves e Pessac Léognan

primeurs2015
Cheguei hoje pouco antes do almoço em Bordeaux. Fui à degustação “privé” da LD Vins, um dos grandes negociantes da “place” de Bordeaux, num salão construído especialmente para esta degustação nas margens do rio Garonne. Antes do almoço pude degustar alguns grandes vinhos da nova safra de Saint Émilion, Pessac Léonan e Graves, não deu tempo de provar todos. Vontade não faltou. Tinha de ir em seguida à grande degustação da UGCB, União de Grandes Crus de Bordeaux, no novo estádio de futebol da cidade. O que pude constatar nesse primeiro momento é que o nível este ano está bem alto e a qualidade bastante homogênea. Dois destaques um em Graves Château Floriden e outro em Pessac Léognan Château Baret. Ambos possuem um grande potencial. Santé.

Compartilhe:
Comentar

L’Expection um Fitou 4,5****

l'exception

Abri ontem um grande vinho de Fitou que ganhei de Delphine Auriol, colega de turma no curso de viticultura que fiz em 2004/2005. Ela e o marido são membros ativos da cooperativa de Mont Auch, no Languedoc. Dinâmica domina a produção dos vinhos da denominação com seus 1500 hectares e 200 viticultores. O segredo para que os produtores tragam boas uvas é simples, me dizia Delphine – “Um caderno de encargos rigoroso e remuneração melhor para quem traz as melhores uvas, quem não se enquadra sai. Simples assim”, afirmava.

Claro que Mont Tauch faz vinhos regionais e AOCs de diversos níveis, mas são todos de muito boa qualidade. Um dos tops da vinícola na época era o L’Exception, que por sinal não tinha nada de absurdo no preço e devia custar uns 12€, menos de R$50. O corte é dominado pela syrah e grenache com uma pitada de syrah. A garrafa que tenho é de 2004 e o vinho que é tradicionalmente muito potente estava domado e delicioso. É elaborado com uvas vindo das melhores parcelas dos melhores produtores. O vinho ficou 11 anos na minha adega subterrânea, está macio, com bela acidez, aveludado e sedoso. Seus aromas de especiarias, frutas negras e licor de ameixa pedem uma carne. Na etiqueta a logo de Mont Auch traz uma cabeça de javali, nada mais sugestivo para acompanhar este grande vinho. Um vinho reflexivo e sedutor. Infelizmente ainda não disponível no Brasil. 4.5**** Santé.

mont tauch

Compartilhe:
Comentar
?>