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Nicolas Feuillatte – As origens do líder

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Nicolas Feuillatte (Foto Divulgação).

Nicolas Feuillatte nasce em 1926 em Paris e cresce numa família de negociantes. Quando começa a Segunda Guerra Mundial embarca para os Estados Unidos e faz fortuna negociando café e cacau. Em 1962 torna-se delegado permanente na ONU como representante da Costa do Marfim, maior exportador mundial de cacau. Além de rico é um homem muito bem relacionado junto ao jet set mundial e à elite americana. Em 1972 volta à França e decide comprar o Domaine de Bouleuse, no vale do Ardre, perto de Reims na Champagne, com modestos 12 hectares. Neste momento nasce o Champagne Nicolas Feuillatte.  Seu objetivo vender seu próprio champagne para seus amigos do Jet set americano e para o mundo. Afinal, é amigo de atrizes como Lauren Bacall, de grande sucesso na época, do ícone americano Jackie Kennedy e de Lady Di, a princesa de Gales.

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Lady Di e Nicolas Feuillatte (Foto Divulgação).

Craque na comunicação, conectado e com um produto de alta qualidade na mão vê o sucesso chegar rapidamente.  A notoriedade cruza o Atlântico e ganha força na França e no Reino Unido. A produção é insuficiente e o magnata precisa aumentar a produção. Foi neste momento que ele conheceu o jovem e dinâmico Henri Macquart que acabara de fundar o Centre Viticole de Champagne, CVC, uma jovem união de cooperativas sem um produto de referência. A aliança ganha força e o CVC cresce, ganha novas adesões e a notoriedade do Champagne Nicolas Feuillatte cruza o mundo. No dia 6 de março de 1986 Nicolas cede definitivamente a marca ao CVC que mais tarde vai se chamar Centre Viticole – Champagne Nicolas Feuillate, CV-CVF ou simplesmente Nicolas Feuillatte.

Em menos de vinte anos o ousado sonho de um negociante de café e cacau se torna um sério concorrente das grandes marcas champanhesas como Pommery, Lanson e Moët Chandon. Hoje Nicolas Feuillatte está presente em quase 80 países, lideras as vendas na França, é muito forte nos Estados Unidos e mundialmente está atrás apenas das duas marcas do grupo LVMH: Moët et Chandon e Veuve Clicquot. Nicolas Feuillatte faleceu em agosto de 2014. Santé.

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Nicolas Feuillatte – O champagne nº 1 da França volta ao Brasil pela Evino

A marca de champagne mais vendida da França e terceira do mundo volta ao Brasil pelas mãos da Evino.  A loja on line que mais cresce no país traz a partir de junho, em importação exclusiva, a champagne preferida dos franceses. Isso mesmo Nicolas Feuillatte é a líder com 5,8 milhões de garrafas distanciando-se do segundo colocado por quase dois milhões. Não é pouco. O preço de lançamento está estimado em R$ 190, o que deve agradar ao consumidor e incomodar a concorrência.

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O champagne Brut mais vendido na França. (Foto divulgação).

Para Ari Gorenstein sócio, e fundador da Evino, “a parceria internacional com a líder francesa é uma grande conquista, pois este é um produto diferenciado, que fortalece o portfólio e que valida nossa estratégia de também oferecer aos nossos clientes produtos consagrados de uma categoria Premium. Nossa expectativa é que a Nicolas Feuillatte seja, em dois anos, uma das marcas de Champagne mais vendidas pela internet no Brasil. Este desempenho permitirá a Evino crescer no segmento Premium”.

Segundo Olivier Zorel, diretor de Exportação da Nicolas Feuillatte, a escolha da Evino foi estratégica em função do alinhamento de valores e objetivos entre as empresas. “Voltamos ao Brasil com a nossa principal marca, a campeã francesa. Nosso objetivo é conquistarmos no Brasil o espaço que a Nicolas Feuillatte está habituada a ocupar nos vários mercados nos quais está presente. Os franceses adoram a Nicolas Feuillatte brut por sua harmonia e elegância”, reforça o diretor.

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Dados da revista americana Shanken’s Impact, mesma editora da revista americana Wine Spectator, apontam que, em 2014, a Nicolas Feuillatte vendeu, na França, mais de 5,8 milhões de garrafas, superando o segundo colocado em quase dois milhões de garrafas. Criada em 1976, a Nicolas Feuillatte produz cerca 10,6 milhões de garrafas por ano e leva o nome de seu fundador, que morreu em 2014 aos 88 anos. A marca acumula um histórico de altas notas na Wine Spectator para seus diversos champagnes.

Nicolas Feuillatte foi fundada em 1972 e reúne 82 cooperativas e 4500 produtores. São 2200 hectares distribuídos por toda a Champagne, o que equivale a 7% do vinhedo da denominação de origem, o que é enorme.  É a mais nova das grandes “Maisons” de champagne. Foi fundada por Nicolas Feuillatte em 1976. Santé.

O Blog continuará com o tema e contará as origens do champagne Nicolas Feuillatte.

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Novo sistema de pontuação une paixão e espírito analítico

A recém-lançada ferramenta web para análise de vinhos, Wine Lister, faz uma análise qualitativa do vinho, da força da marca e do seu valor econômico. A holística plataforma juntou quatro craques internacionais para a análise dos vinhos. O americano Antonio Galloni crítico de vinhos na Wine Advocate de Robert Parker de 2006 a 2013 e fundador do site Vinous. A inglesa Jancis Robinson autora de site homônimo, escreve também no Financial Times e é consultora da adega da Rainha Elizabeth II. Os franceses Michel Bettane e Thierry Desseauve, as maiores referências francesas, autores do guia Bettane e Desseauve e da revista Em Magnum. Timaço.

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Wine Lister analisou a força da marca e a amplitude de sua distribuição nos melhores restaurantes do mundo. Para saber quais os vinhos são mais procurados na web foi escalado o site de vinho mais visitado da rede: Wine-Searcher. No aspecto econômico a ferramenta analisa a evolução do preço e os dados de volume, leilões e muito mais do Wine Market Journal e do Wine Owners. Tudo isso é compilado e analisado com algoritmos imparciais que exploram de forma anônima a base de dados que é colocada à disposição de Wine-Lister. Neste momento são 20.000 vinhos de diferentes safras, ou seja, 2000 marcas analisadas dos principais países produtores, especialmente os mais conhecidos de Bordeaux, Champagne, Bourgogne, Ribera Del Duero, Toscana e mesmo Mendoza. A pontuação dos três grandes fatores – qualidade, marca e volume – se faz sobre 1000 pontos, já que a precisão é ambiciosa.

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Lister é o sobre nome de Ella Lister fundadora presidente do site de análise. Ela também é fã de vinho e escreve na Decanter e Financial Times. Já foi consultora para colecionadores e por quatro anos da inglesa Octavian, especializada na estocagem de grandes vinhos. Wine Lister nasceu do desejo de Ella de criar um sistema de pontuação de vinhos fácil de entender, lógico e progressivo que permitisse combinar paixão com espírito analítico. Foram quatro anos de pesquisa, análise e doze meses de entrevistas com os mais importantes players do mercado do vinho.

Um trabalho sério que tem como foco os profissionais, ou seja, os clientes típicos de Ella Lister. Ao analisar vinhos de maior qualidade e vendas em restaurantes, as vendas em supermercado me parecem ter menor peso até o momento, o que é em parte compensado pelas buscas no Wine Searcher. O que pode prejudicar marcas mais populares. Santé.

 

 

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Meu vinho de domingo: Fleur de Schistes

fleur de schistes

Este AOP Roussillon Villages tinto, 2014, produzido pela cooperativa Vignerons Catalans é um perfeito exemplar desta denominação pouco conhecida no Brasil. A região tem como vinho emblemático o Banyuls, este “primo” do Porto é cortejado pelos nossos sommeliers. Mas os tintos também merecem destaque. A Catalunha do norte, que é francesa, tem neste terroir do Vale de Agly, ao pé dos Pirineus, uma sucessão de colinas a 300 metros de altitude com um solo de xisto e areia granítica. O corte é de Syrah, Grenache e velhas vinhas de Carignan. O envelhecimento é de 4 a 6 meses em cubas de cimento.

A cor é de um grená escuro com reflexos violáceos. O nariz é intenso e delicado com notas de cassis e amora. Na boca tem boa intensidade, é potente e elegante. Seu perfume de “garrigue” (lavanda, tomilho, madressilva) e pimenta escura são sedutores. Seu muito bom equilíbrio o faz um par perfeito para um churrasco com sal grosso na mais pura tradição gaúcha. 4**** (no padrão Vivino). Santé.

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Geada atinge vinhedo francês

A França teve um inverno ameno o que provocou o início prematuro do ciclo vegetativo. Os viticultores temiam o pior: o frio na primavera. Esta sombria perspectiva se confirmou. A geada causou estragos importantes em muitas zonas de produção. A mais recente foi o Vale do Loire fortemente atingido pela geada. Tanto na faixa litorânea, AOP Muscadet, como próximo à cidade de Tours, AOP Chinon e mesmo no Centro nas AOPs  Menetou-Salon e Poully-Fumé. No final de Abril o Languedoc já havia sido atingido pela geada. Poucos dias antes a Borgonha foi castigada pelo granizo.

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Vinhedo do Corbières central e de Cabardès foram os mais atingidos pela geada, Foto Câmara de Agricultura do Aude.

Próximo a Nantes e ao lago de Grand Lieu, perto do oceano Atlântico, o Domaine de Gillières teve 8% das vinhas atingidas, já mais para o interior em Muscadet Sèvre e Maine o Château de Gillières teve 10% das parcelas prejudicadas, afirma o produtor Dominique Regnier. Em Chinon, terra de tintos, alguns produtores tiveram perda de 50% nas parcelas atingidas, confirma o presidente do sindicato AOC Chinon Jean Martin Doutour. Em Puligny, na Borgonha, o produtor Jean Chartron , duramente atingido por duas geadas sucessivas, enviou email aos seus clientes cancelando a venda em primeur dos seus melhores vinhos por não ter mais a quantidade prevista.

No Languedoc os mais atingidos foram as AOPs Cabardès, a mais ao norte e o Corbières central onde certas parcelas foram 100% impactadas. Mas também foram atingidos os vinhedos das zonas de Narbonne, Limoux, Béziers e Minerve. Santé.

 

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