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O discípulo de Michel Rolland faz um belo Bordeaux

Em abril, durante as degustação de “primeurs” no estádio de Bordeaux, entrevistei o enólogo e discípulo de Michel Rolland, Benoît Prevôt que dirige a pequena propriedade familiar de 7 hectares em Sainte Regonde, a cerca de 15 km dos melhores vinhedos de Saint Émilion. Neste grande terroir do Libournais, Prevôt que está à frente de diversos projetos de Rolland tanto na França, Châteaux Fontenil e Bon Pasteur, como na Argentina e mesmo na China faz com muito esmero o vinho da família seguindo as técnicas que aprendeu desde os tempos em que era estagiário do “Guru do Vinho”. O vinho, como citei na coluna anterior, pode ser encontrado no Rio (A Garrafeira) e em Minas Gerais (Supernosso). Santé.

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O vinho de domingo: Château Fontaine de Genin 4****

fontaine de genin 1

Esse vinho é realmente uma barbada. Preço bem comportado, muita regularidade, sempre bem pontuado e premiado em concursos. No Brasil temos duas safras no momento, a 2011 importada pela carioca Nunes Martins, pode ser encontrada na deli A Garrafeira, no Leblon, na rua Dias Ferreira 259 A (tel.: 21 25123336). A safra 2013 está no Supernosso de Belo Horizonte (R$69,90).

A Revista francesa La Revue du Vin de France, na sua edição de junho de 2014, analisou a difícil safra de 2013 em Bordeaux e Bordeaux superiéur. Nesta categoria apenas um vinho obteve a classificação máxima de êxito excepcional: Château Fontaine de Genin. O proprietário é Benoît Prevot, enólogo que também é responsável pelo Château Bon Pasteur, Château Fontenil e de vários outros projetos do famoso consultor Michel Rolland.

Nesta safra domina a Merlot com 80%, associada à Cabernet Franc 15% e à Cabernet Sauvignion, 5%, que vão conferir ao vinho aromas intensos de frutas com destaque para ameixa fresca, amora madura e cacau. O vinho tem bom corpo e é elegante com taninos macios e aveludados. Robert Parker degustou pessoalmente as duas safras em “primeur”, isto é, com o vinho ainda não engarrafado. Para o ano de 2013 pontuou com 85/86 e 85/87 para o de 2011. Santé.

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O vinho de domingo: Monte da Baía, Península de Setúbal

Monte da Baía, 2014, Península de Setúbal – A Casa Ermelinda Freitas data de 1920, está na segunda geração e segue pilotada por mulheres. O enólogo é Jaime Quendera nascido na própria região, em Palmela. Engenheiro agrícola e com mestrado em marketing de vinhos teve como mestre João Portugal Ramos, com quem trabalhou na Cooperativa de Santo Isidro de Pegões. O vinho é produzido na Península de Setúbal, IGP, e tem um corte de 40% Castelão, 30% Touriga Nacional e 30% Syrah. Seu envelhecimento de 4 meses em barris americanos e franceses lhe conferem taninos macios e um ligeiro toque de baunilha. A Castelão é uma uva bem aromática e sua presença confere tipicidade. O vinho tem muito boa estrutura e complexidade. Seu final ligeiramente adocicado o torna muito agradável com um longo final.

monte da baia tinto

A revista americana Wine Enthusiast provou e deu 85 pontos. Já a Wine Advocate de Robert Parker, provou a safra anterior e teve a mesma nota. É um dos vinhos do mês do Clube Red da Evino. Uma barbada, como se diria no turfe. Santé.

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Restaurante parisiense faz homenagem ao Brasil

O Le Spicy Home é um restaurante fusion franco asiático especializado em coquetéis bem temperados. A cada duas estações trocam o cardápio para se adaptar aos legumes da época. Aproveitam também estas mudanças para homenagear um país e desta vez o escolhido foi o Brasil. Afinal, somos notícia todos os dias nos jornais internacionais. Pena que não seja sobre os Jogos Olímpicos. No estilo francês vão propor um menu completo com entrada, prato principal e sobremesa, guardando sempre o conceito fusion. Portanto, não espere encontrar a cozinha brasileira do dia a dia, mas uma cozinha francesa inspirada nos ingredientes brasileiros.

spicy vinhos

Vinhos espanhóis, argentinos e asutralianos fazem parte da seleção do Spicy. Fotos Eric Rebouças.

Nesse momento a oferta Brasil tem happy hour das 17 às 21 horas com coquetéis, cervejas e salgados brasileiros. A caipirinha foi revisitada, como é do feitio da casa com seus coquetéis, além de vários outros drinks clássicos com um toque de Brasil. O menu Brasil tem na entrada um velouté de xuxu com pérolas de mandioca e chips de mamão papaya. O prato de resistência é um hambúrguer de frango empanado intitulado Hambúrquer Amazonas. Vem no pão de milho, tem creme de feijão roxo, mousse de abacate e aipim frito acompanhando. Na sobremesa um Brownie com castanha do Pará.

 

spicy burguer

Hamburguer Amazonas do Spicy.

O chef Rajah Mathevannan trabalhou no badalado Les Costes, de onde saiu para abrir o Spicy em novembro de 2015. Sua sócia é Nii Motte, tailandesa, começou cozinhando na Bretanha, na cidade portuária de Saint Malo, onde trabalhou em vários restaurantes Thai até abrir seu próprio estabelecimento. Ao encontrar Rajah decidiu acompanhá-lo nesta aventura fusion da cozinha francesa. Apaixonados por temperos e especiarias buscam sempre criar novas associações.

No cardápio habitual cassoulet, prato típico do sul da França com linguiça de porco, pato e feijão branco, foi transformado numa versão vegetariana com Shitake, Tofu e claro, feijão branco. Um rolinho primavera, Nem, de pato com xarope balsâmico é outra opção de entrada. Ambos são servidos como entrada.

A decoração tem muitas plantas verdes e móveis de madeira rústica para tirar o cliente da atmosfera parisiense e se sentir nos trópicos. Na entrada algumas garrafas de vinho colocadas na sobre um aparador como o Rawson’s Retreat , Shiraz –Cabernet Sauvignion, 2012, da Penfolds, sul da Austrália ou ainda o argentino Santa Ercilia, Malbec, 2005. O espanhol Senorio de Sarria, 2011, da região de Navarra. A casa não tem uma carta de vinhos, uma pena. Especializada em coquetéis a casa oferece diversas opções criativas, um ponto forte.

Outra coisa legal deste simpático e animado bar e restaurante é que você pode vir para o café da manhã ou para uma saideira às duas da madrugada, ou ainda após uma visita ao Centre Georges Pompidou, ou simplesmente Beaubourg como dizem os parisienses, que fica bem pertinho. Santé. (Reportagem Eric Rebouças, com nossa supervisão).

 
Serviço: Le Spicy Home Paris

Boulevard Sebastopol, 65 – 1º Arrondissement. Perto das estações do Metrô Etienne Marcel linha 4 e da Rambuteau linha 11. Preços médios.

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Exclusivo: Revelamos os segredos da elaboração do champagne Nicolas Feuillatte

Para finalizarmos a trilogia de posts sobre a líder de vendas de champagne na França, Nicolas Feuillatte, entrevistamos o Diretor de Enologia e Qualidade Guillaume Roffiaen. Afinal, quem mais do que o enólogo pode nos contar os verdadeiros segredos de um champagne? Ele nos dá informações nesta conversa exclusiva que nos permite entender de onde vem a força do líder.

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Guillaume Roffiaen, diretor de Enologia e Qualidade da Nicolas Feuillate,  no laboratório degustando os vinhos de reserva. (Foto divulgação)

RR – De onde vem a força do líder?

GR – A força vem de seus 4500 viticultores e do nosso vinhedo, que cobre 7% de toda a área de plantação da champagne. Temos 13 dos 17 Grandes Crus, 33 dos 44 Premiers Crus e 259 dos 320 Crus da Denominação de Origem. Somos grandes e isto nos permite escolher o melhor.

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Guillaume Roffiaen julgando em comitê os vinhos de reserva. (Foto Divulgação)

RR – Todos estes Crus entram na elaboração da assemblagem do brut Nicolas Feuillatte que será comercializado pela Evino?

GR – O Brasil faz parte dos três novos mercados que abrimos este ano, juntamente com México e Índia, estamos em 96 países. O Brut sem Ano ou safra, como este que a Evino está trazendo, representa mais de 80% das nossas vendas. Para elaborá-lo utilizamos uma seleção de mais de 150 Crus, chegando às vezes mesmo a 200.

RR – Qual o papel do vinho de reserva, aquele dos anos anteriores, na assemblage?

GR – Este é um trabalho importante que resulta da boa adequação entre o vinho do ano e a diversidade dos vinhos de reserva que participam com 40% da assemblage. Muitos pensam que ele é usado para consertar eventuais defeitos de vinhos do ano. Eles não estão lá para compensar nada, mas para sustentar o vinho do ano, lhe dar estrutura e garantir um estilo perfeito ao champagne escolhido. Uma parte importante do vinho de reserva tende a torná-lo apto ao consumo mais cedo, após 24 a 36 meses de envelhecimento. Já um Brut Réserve exige ao menos mais 12 meses de envelhecimento.

RR – Qual o segredo desta alquimia com até 200 Crus?

GR– O segredo reside em escapar dos riscos da acidez do vinho do ano. É importante ter vinhos de reserva adaptados e diversificados. Na Champagne Nicolas Feuillatte nós conservamos oitos dos últimos melhores anos, os reavaliamos diversas vezes por ano para termos certeza da sua aptidão à conservação e ao seu potencial de evolução. Praticamente todos os Crus que recebemos são disponíveis em reserva de diversas safras. O vinho que a Evino trouxe é o número 1 da França.

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