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Descobrindo Portugal: Cascais e Lisboa

Após rápida passagem por Coimbra, a cidade universitária, seguimos para a linda Cascais, pertinho de Lisboa. Ficamos no bairro Monte Estoril, num apartamento de um amigo. Praias, cassino, museus, monumentos e boas mesas. Fui a algumas tascas e ao Mercado da Vila de Cascais, que lembra em parte a Cobal. Neste dia havia uma festa popular do lado externo com barracas de doces e salgados, com destaque para a sardinha na brasa. Tudo animado por músicas e danças típicas, num estilo bem popular. Do lado interno um ambiente mais refinado, os micros restaurantes ficavam dentro de boxes e serviam as mesas do entorno que se protegiam do sol com grandes ombrelones. Bolinhos, frios, bacalhau, frutos do mar, doces finos, vinhos e cervejas de diversas marcas eram servidos. Do lado oposto uma feirinha de bijuterias e artesanato e alguns restaurantes. Muito agradável. Vinhos em taça e em garrafa, sempre bons.mercado de cascais

Mercado de Cascais no cair da noite.

Em Lisboa o Mercado da Ribeira também é excelente e oferece grande oportunidade para degustar bons vinhos, já que muitos são vendidos em taças. Tem feira no melhor estilo Cobal e uma enorme praça de alimentação. A cidade é riquíssima em história e não me caberia aqui descrever tudo, mas no link você verá muitas coisas imperdíveis. O Fado ainda tem seu espaço e as casas de Fado são muito interessantes, são restaurantes com música ao vivo. Come-se bem, mas devido ao “couvert” artístico embutido no preço é melhor prever 40€ por pessoa e uma garrafa de vinho não sai por menos de 24€, o dobro da maior parte dos bons lugares. Vale cada centavo.

Imperdível é uma visita ao Terreiro do Paço, do qual o Paço Imperial do Rio certamente se inspirou. Além da beleza e história tem a sala de provas da Wines of Portugal. Um templo da degustação dos bons vinhos lusitanos. Preços (moderados) por quantidade em máquinas dosadoras com cartões magnéticos. Muito legal. Tem também no Porto.

Ah, não deixe de ir a Sintra é uma charmosa Petrópolis na Serra pertinho de Lisboa. Santé.

 

Os vinhos:

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Chaminé, Alentejo, 2013, tinto – Um vinho de qualidade, bem equilibrado e com aromas de frutas maduras. Taninos estavam macios e aveludados. O estilo moderno não me enche os olhos. É produzido pela Cortes de Cima. Nota: 3,5***

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Diálogo, Douro, 2013, branco – Um vinho de muito boa relação qualidade preço onde o quesito qualidade predomina. Falta um pouco de acidez, mas tem boa complexidade e é bem aromático, com destaque para notas cítricas. Produzido pela Niepoort 3,5***

Serviço:

Mercado de Cascais: Rua Padre Moisés da Silva, 29. Aberto até às 02:00 horas.

Mercado da Ribeira, Lisboa – Avenida 24 de Julho

Sala de Provas Wijes of Portugal , Lisboa – Terreiro do Paço

 

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Descobrindo Portugal: Aveiro, Tomar e Fátima

Segui rumo a Aveiro cidade litorânea onde o bacalhau é rei e tem direito até a museu, muito interessante por sinal. Nas praias sol, areia, uma arquitetura característica na Costa Nova e o mercado de peixes. Passeios pelos rios de barco, restaurantes de boa qualidade e preço muito em conta. Seja na beira do mar, seja na cidade de Aveiro propriamente dita.

papa figos 2

O campeão de vendas da Casa Ferreirinha, famosa pelo Barca Velha, é muito bom.

Depois de Aveiro fiz uma parada em Fátima, cidade santuário, e fui a Tomar, cidade sede da Ordem do Templo, aquela dos cavaleiros templários, passagem obrigatória. Se em Fátima encontramos a força da fé em Tomar é a Ordem de Cristo que se impõe. Tomar possui c omo principal atração histórica e arquitetônica o castelo Templário (século XII) e o Convento de Cristo (XIV e XVI), ficam no mesmo local. Lembre-se que as caravelas de Cabral tinham estampadas em suas velas a cruz da Ordem de Cristo, sucessora da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Jesus Cristo. Uma sinagoga construída no século XV mostra a importância dos judeus na história de Portugal. Ao final da Reconquista 13% da população lusitana era de origem judaica. No Brasil com seus milhares de cristãos novos sua participação na colonização e nas Bandeiras foi fundamental.

aveiro

A arquitetura na Costa Nova é de bela harmonia.

Nas lojinhas turísticas seja no Convento ou na cidade é possível encontrar alguns rótulos de vinhos que remetem aos templários. Mas optei por outros vinhos.

Papa Figos 2014, Douro, tinto – Este campeão de vendas da Casa Ferreirinha que começou com 100.000 garrafas em 2010 está batendo a casa de 1 milhão de garrafas vendidas. Apesar de fazer grande volume a qualidade está presente. Frutas vermelhas maduras, compota e taninos macios. Muito bem equilibrado. Os vinhos da Casa Ferreirinha são sempre muito bons. É o que no futebol se chama uma bola de segurança. Quando tiver dúvida na carta de vinhos em Portugal vá de Ferreirinha, tem para todos os níveis de orçamento. Este é o mais em conta na faixa de 6 a 8€ (27 a 36 reais). Não é sem razão que é um campeão. 4****

Tapada do Chaves 2014, Alentejo, branco – Vinho aromático, de boa estrutura e muito boa complexidade. Na boca é amplo e tem boa concentração. 4****

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Descobrindo Potugal: Bragança

Portugal realmente é uma joia como disse duas colunas acima. Vou contar os bons endereços que descobri para comer e o que de bom pude beber a preços módicos. Isso mesmo, em Portugal é difícil pagar caro para comer e beber bem. Claro, sempre existem mesas mais sofisticadas que tem preços altos, mas comparando com os restaurantes médios e bons da França, e do Brasil, posso dizer que os preços são, em geral, 50% mais baratos do que os franceses e mais ainda em relação aos de Rio e São Paulo. Idem para os vinhos nos restaurantes e nos supermercados. Apesar de tudo ser faturado em euros o preço é bem mais em conta e a qualidade está lá.

solar

O jantar é à luz de velas no bucólico Solar Bragançano.

Em Bragança, no norte, fui a um restaurante tido como gastronômico o Solar Bragançano. Situado bem no centro, a fachada esconde um lugar romântico, bucólico, bem decorado e com belos azulejos portugueses. O maior destaque é a muito boa carta de vinhos. A comida é boazinha, nada demais. As alheiras e a sopa de castanhas estavam muito boas. O javali e o caldo verde decepcionaram. Os vinhos vão do vinho de mesa, agradavelmente bom o branco, ao Pêra Manca passando por Tapada do Chaves, Barca Velha e outras boas garrafas de todo o vinhedo português. O preço médio é de 25€, o que para Portugal é médio alto. Não deixe de visitar na cidade o castelo medieval de Bragança.

vinhos bragançano

Cesta de vinhos faz parte da decoração de bom gosto.

Os vinhos da noite

Monte dos Amigos 2015 – Vinho Regional Alentejano tinto. As uvas são Syrah, Aragonez e Touriga Nacional. Bom vinho para o dia a dia. 3***

Casal da Fradissa 2014 – DOC Tràs os Montes tinto. Touriga Nacional, Tinta Amarela e Tinta Roriz são as uvas. Vinho bom para acompanhar refeições de carnes com molhos. Boa qualidade para um preço bem comportado. 3,5***

Solar Bragançano: Praça da Sé, 34.

 

 

 

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Morreu o enólogo Denis Dubourdieu, o craque dos brancos

Denis Dubourdieu faleceu semana passada, aos 67 anos, era pesquisador, enólogo, proprietário do Château Doisy-Daëne -2º Grand Cru Classé de Barsac- e fundador do Instituto de Ciências da Vinha e do Vinho. Era também consultor de grandes châteaux como Yquem e Cheval Blanc. Suas pesquisas sobre os vinhos brancos ajudaram a moldar os brancos modernos. Santé.

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