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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Esteva da Casa Ferreirinha é o tinto na classe econômica da TAP

esteva

Caro leitor estive no Brasil nas duas últimas semanas e o tempo andou arisco para manter o blog em velocidade de cruzeiro. Viajei desta vez pela TAP  e tive uma agradável surpresa. Os aviões são modernos, com TV e serviço de bordo bom, o que não é o caso da Iberia (sem TV individual, ao menos para o Rio e comida sofrível). O vinho que é o nosso tema de sempre estava acima das minhas expectativas na companhia lusitana. Bem melhor do que Iberia, Air France, KLM ou British que são as companhias que uso com mais frequência. Falo dos vinhos da econômica. Enquanto a Iberia vem com um vinho básico da região de La Mancha, Air France com regional (IGP, o antigo Vin de Pays), ambos apenas corretos, a TAP ataca de Douro e Alentejo. O Douro é da Casa Ferreirinha, o Esteva e o branco é o Paulo Laureano Clássico, ambos 2015. Todos produtores renomados. O espumante era o Colinas Brut Nature  Bairrada 2012. Neste item a Air France sempre se sai bem, pois oferece um champagne de boa qualidade. É verdade um bom Rhône ou Bordeaux de competitivo poderia ser usado na Air France.

O Esteva é o vinho Douro do dia a dia da prestigada Casa Ferreirinha ele fica na base da pirâmide dos seus vinhos do Douro, onde no topo está o famoso Barca Velha. O Reserva branco 2014 do Paulo Laureano ganhou este ano o prêmio de melhor branco na categoria Business das companhias aéreas, promovido pela revista Global Travelers.

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Na categoria Business tive oportunidade de provar algumas vezes os da Air France e Iberia e quando se paga mais caro você é quase sempre bem servido. O nível evidentemente sobe bastante. Conforme sua revista de bordo a TAP propõe, sempre variando conforme o destino, Deu La Deu, branco Alvarinho, Verde, 2015; Quinta da Alorna Reserva Arinto/Chardonnay, Tejo, 2015; Esporão Verdelho, branco, Alentejo, 2015 e Luís Pato Espumante Blancs de Blancs, Maria Gomes e Sercialinho, Bairrada 2015. Nos tintos Dona Maria, Alentejo, 2013, Vale da Raposa, Douro, 2014 e o Churchill’s Estate Grande Reserva Douro 2012.  O Porto era o Quinta do Porto Tawny 10 anos. Outros vinhos aparecem no site da TAP. Todos com bom berço. Santé ô pá.

 

P.S.: A passagem saiu do MEU bolso, como de hábito.

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Degustando no Canal do Midi

Foi às margens das calmas águas do Canal do Midi, classificado como patrimônio da humanidade pela Unesco, que aconteceu a segunda edição do “Tastes em Minervois”, no último final de semana, no porto do vilarejo de Homps. O evento reuniu 80 produtores da Denominação de Origem Minervois, 4 chefs de prestígio do sul da França e 4500 visitantes. O ingresso custava 15€ por pessoa (R$ 55) e dava direito a uma taça para degustar quantos vinhos quisesse e a uma bandeja com cinco provas de pratos. O resultado foi casa cheia e barriga, quase, vazia.
Degustar os vinhos era fácil e agradável. Bastava se aproximar do produtor e você recebia sua prova e ainda ouvia os comentários do vinhateiro. Cada um só pôde levar um vinho e como Minervois é um vinhedo onde os tintos dominam amplamente apenas quatro brancos e rosés estavam disponíveis. Mas a turma foi esperta e colocou os tintos em baldes de gelo e estes ficavam fresquinhos e aliviavam o forte calor do verão languedociano. Afinal, o verão é bastante quente e seco por aqui.

taste minervois cazal

Chapéu de palha, lenço do evento e balde davam um ar festivo aos vinhos no Canal do Midi.

 
O Minervois é uma bela denominação do Mediterrâneo, mais ainda pouco conhecida no Brasil. Um dos vinhos que gosto e pude provar novamente foi o Prima Donna, do Domaine de L’Oustal Blanc, um Cru Minervois La Livinière, o terroir top da denominação. O corte é de Grenache e Syrah. O envelhecimento em barris de carvalho é de 12 meses e ao ser feita a mistura o vinho fica ainda mais seis meses em cubas para ficar bem homogêneo. O resultado é um vinho elegante, potente e sedutor. Um clássico. O top da casa. Mas tinha muita gente boa como os Domaines Vordy, Herbe Sainte, Le Cazal, L’Ostal Cazes, La Prade Mari, os Châteaux Pique Perlou e Sainte Eulalie, dentre tantos outros. O nível dos vinhos era de muito bom a excelente.

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Produtora mostra os vinhos do Château Pique Perlou.

 
Os chefs tinham como maior destaque Lionel Giraud, da Table de Saint Crescent em Narbonne, com uma estrela Michelin. Lionel já esteve no Brasil participando do Festival Sul da França e cozinhou no Sofitel, foi um sucesso na época. Cada chef tinha um tema que orientava seu cardápio. Para Lionel foi a comida de rua (Street Food), Nicolas Brousse do restaurante Monsieur Marius, Toulouse, Cozinha do Mundo, Bruno Capellari do restaurante L’Harmonie, em Sérignan, perto de Béziers foi a Cozinha Tradicional. Marc Schwall, do Cuisiniers Caviste de Narbonne no seu Carré Vert, quadrado verde, vegetariano. Quatro estilos diferentes em ritmo de alta gastronomia. Ah, se os pratos fossem maiores. Deu água na boca e gostinho de quero mais. O pequeno problema é que o público chegou em número bem maior do que o previsto e nem pagando dava para repetir. Em todo caso, uma boa iniciativa do sindicato dos produtores do Minervois que espero se repita ano que vem. Santé.

taste lionel

O Chef Lionel Giraud valoriza sua brigada na hora do clic.

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Feirão de vinhos, o paraíso é aqui

 

Aqui na França chegou a hora de encher a adega para encarar outono e inverno. A caixa de correio veio cheia de ofertas. Catálogos e folhetos oferecendo vinhos do dia a dia, vinhos muito bons e excelentes a preços bem ousados. Quem anda colocando as manguinhas de fora é a rede de supermercados alemã Lidl, um player do hard discount (desconto duro, preços incríveis)que tem buscado ampliar seu público e transmitir uma imagem menos popular. E o grande momento é este. Nas lojas e no site ofertas incríveis.

lidl foire aux vins

Detalhe do encarte do supermercado Lidl na França.

Colocaram na venda on line o champagne D. Pérignon 2004 (95 pontos RP e WS) por 129€ (R$451), enquanto no site Cdiscount (também de preços agressivos) do grupo Casino, no Brasil Sendas, Pão de Açúcar, está por 132€. Já o champagne Ruinart sai por apenas 39,90€ (R$260) e no Cdistount 47,04€. Mesmo vinhos do leilão dos Hospices de Beaune podem ser encontrados. É o caso do  Beaune Premier Cru cuvée Guigone de Salins, 2014, tinto, por 69€ e do Pulilly Fuissée cuvée Françoise Poisard, 2014, branco, que está por 60€ (R$219). Château Yquem 2008 por 199€ (R$ 696). Nos negociantes, isto é, o intermediário que vende para comerciantes e importadores, esse vinho pode ser encontrado por 190€, ainda sem TVA de quase 20%!! Mas a seleção além destes mais famosos tem muita coisa boa como o Nuit Saint Georges Les Versants,2013, tinto por 23,49€ (R$82,21). O Médoc La Clare 2012, tinto, de Rolland de By por 14,99€ (R$156). Vinhos de grande qualidade que cabem no bolso ocasionalmente.

Mas tem muito vinho bom e de preço em conta como o Château Matalin, Bordeaux Supérieur, 86 pontos, que está a 2,46€ (R$16) comprando em caixa de seis. Já o Bordeaux Terres d’Exception, 2015, com, 85 pontos sai por somente 1,89€. Com o câmbio melhorou – 1€ = R$ 3,65 – este vinho sai a menos de R$ 6,90 reais. E têm muito mais em todos os supermercados, sites de vinho e delis da França. Moro no paraíso e não sabia. Santé.

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Descobrindo Portugal: Porto a preferida

Saindo de Lisboa fui para a cidade que mais conheço e que sempre me encanta: Porto. Situada na foz do Douro a cidade se divide em Vila Nova de Gaia e Porto propriamente dito, esta na margem direita. Unidas por diversas pontes e um povo adorável. Aqui envelhecem os vinhos do Porto cujas uvas são produzidas e vinificdas no vale do Douro.

Alguns passeios são obrigatórios como andar de barco no Douro e se possível ir até Peso da Régua. Não deixe de visitar a Igreja de São Francisco, a bela estação de trem e o Café Majestic, a versão pequenina da carioca Confeitaria Colombo na rua Gonçalves Dias, com seu estilo art nouveau. Pertinho do Hotel do Teatro uma lojinha de doces, a pastelaria Tupi, faz a festa dos mais gulosos. Para comer e beber bem evite os restaurantes à beira do Rio, em geral a comida é mediana e mais cara, mas a vista é linda. Sua escolha.

Para quem gosta de uma jantar romântico e de alta qualidade por um precinho camarada o Graham’s Port Lodge é o restaurante certo. Qualidade e serviço de restaurante estrelado com vista panorâmica incrível da embocadura do Douro e das duas cidades. O Instituto do Vinho do Porto é parada obrigatória entre um monumento histórico e uma igreja no passeio pela zona turística da cidade. Momento de aprendizado e degustação.grahams

A vista magnífica do Graham’s Port Lodge, seus preços abordáveis, a gastronomia sofisticada e a bela carta de vinhos são atrativos desta bela casa. Foto Divulgação.

Desta vez descobri o muito bom restaurante do Golf da Quinta do Porto, numa encantadora paisagem bucólica. Comida boa, farta – como manda a tradição lusitana – e uma seleção de vinhos bem caprichada com preços muito afáveis. O site que uso para obter descontos e dicas de restaurantes é o La Fourchette, literalmente o garfo, e funciona por toda Europa. Santé.

Os vinhos:

Monsul

Conde de Monsul, Douro, 2015, branco, Rozés – O corte é de Viosinho, Gouveio, Rabigato e Malvasia Fina. Usei para abrir os trabalhos e acompanhar o couvert que sempre tem um pouquinho de bacalhau. O vinho é leve e de bom frescor. Muito agradável no verão. 3,5***

in culto

In Culto Reserva, Douro, 2012, tinto, Casa Agrícola Pinto Barbosa – O corte é de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, com passagem em barricas novas americanas e de segundo vinho francesas por 10 meses. A madeira está bem integrada e fruta madura se destaca. Os taninos estão macios e o vinho é longo. 4****

Serviço: Pastelaria Tupi –  R. de Sá da Bandeira 144, Porto

 

 

 

 

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