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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

A Black Friday e o vinho

A moda americana chegou para ficar no Brasil. Alguns atores do mercado se programaram, fizeram compras melhores e apresentaram ofertas realmente boas. Sacrificaram margens e ofereceram bom desconto. Não acredito que no Brasil a Black Friday deva acontecer no mesmo momento que nos EUA. No entanto ela é uma boa oportunidade para quem quer antecipar as compras de Natal ou os vinhos para as festas de final de ano. Tenha cuidado com as falsas promoções.

Ainda acho que as grandes liquidações de vinhos no Brasil terão sempre melhor sucesso em janeiro. Uma Black Friday de conceito tropical funcionaria perfeitamente na segunda sexta-feira de janeiro. Quando já estamos habituados às tradicionais liquidações.

Simples de entender. A turma comprou e gastou o que podia e o que não podia nas festas de final de ano. O comércio parado precisa de caixa para fechar as contas do mês que é um dos piores do ano. Natural que se faça promoções para aumentar o faturamento. Em janeiro e mesmo em fevereiro, as promoções são ótimas pois a corda aperta e os preços caem.

Mas para não dizer que não falei de vinho recomendo uma pesquisa nos sites de vinho como Evino, Belle Cave, Vinho Site, Wine ou em bons supermercados como Zona Sul, Verdemar e Supernosso. Que fazem importação direta e oferecem bons preços. Santé.

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Hospices de Beaune – Barril dos Presidentes é arrematado por 200.000€

O emblemático Barril dos Presidentes, 228 litros de Corton Bressandes Grand Cru, atingiu a soma de 200.000 euros e foi co-arrematado por Jean-Claude Bernard, diretor do hotel do CEP e Yan Hong Cao, uma empresária chinesa e enófila. O 156º leilão dos Hospices de Beaune atingiu a marca de 8,4 milhões de euros. Foram leiloados 470 barris de tintos, Pinot Noir e 126 de brancos, Chardonnay de diversas Denominações de Origem da Borgonha e ainda 4 barris de destilado.

Hospices

Claude Lelouch, Valérie Bonneton, Virginie Ledoyen e Kathia Buniatishvili animaram o leilão do Barril dos Presidentes.

O leilão deste ano teve como beneficiários do Barril dos Presidentes as obras caritativas Fondation Coeur e Recherches (Fundação Coração e Pesquisas) representados por Claude Lelouch e Valérie Bonneton e L’ARC, (Associação para a Pesquisa sobre o Câncer) na presença de Virginie Ledoyen e Kathia Buniatishvili que co-presidiram o leilão. Os demais barris vão para as obras dos Hospices de Beaune. O leilão foi organizado por Christie’s.

Vale lembrar que a safra 2015 foi de excepcional qualidade o que certamente atraiu os amantes dos bons vinhos. Albert Bichot, produtor e negociante de alta qualidade, oferecia em seu site a oportunidade para que pessoas físicas co-arrematassem pequenas quantidades de uma seleção previamente estabelecida. Santé.

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A volta do cabinho

Ouvi dizer muitas vezes que o viticultor que fazia desengaço, retirada do cabinho, nunca mais voltava a vinificar com cabinho. Falso. A grande verdade é que os cabinhos verdes podem trazer notas vegetais e amargor. Mas quando o cabinho está mais seco, menos verde em quantidades menores, de 10% a 25% dos cachos somente ele traz virtudes interessantes. Se no Rhône e na Borgonha a prática já vinha acontecendo ela agora chega em Bordeaux.

cabinho

Cabinho volta a ser usado também em Bordeaux por grandes produtores.

Até os anos 80 utilizava-se regularmente os cabinhos para baixar a acidez dos vinhos por causa da riqueza em potássio que fazia precipitar o ácido tártrico, explica o enólogo Stéphane Derenoncourt. Hoje no entanto com colheitas mais tardias e portanto com uvas mais maduras e maior teor de açúcar a tendência é faltar acidez. No entanto é muito interessante observar que para as uvas Cabernet Sauvignion e Cabernet Franc os cabinhos trazem notas florais e de especiarias. Elas ainda valorizam as tramas tânicas de final de boca, podem trazer uma tensão ao vinho e diminuem o excesso de compota. Isto é trazem elegância. Alguns châteaux de prestígio como Smith Haut Lafitte em Péssac Léognan e Berliquet em Saint Emilion, já vem utilizando um percentual de cabinhos. Santé.

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Trump brut para qualquer ocasião

A vitória espetacular e surpreendente de Donald Trump sobre a candidata Democrata Hillary Clinton merece ser bebida. Como dizia Napoleão na derrota nós precisamos, na vitória nó merecemos. Assim sendo os dois campos podem beber um espumante americano, de muito boa qualidade produzido pelo presidente eleito americano, em nome da reconciliação.

trump brut blanc

Isso mesmo Trump tem um vinhedo na Virgínia. Ele o adquiriu num leilão, foi uma pechincha. O Kluge Estate Winery and Vineyards of Virginia estava avaliado em 70 milhões de dólares. Mas o miliardário o arrematou por 6,2 milhões em 2011. O Kluge é a maior propriedade da costa leste e inclui um magnífico hotel, uma especialidade de Trump. O local é cenário ideal para casamentos.

hotel trump

O vinhedo é dirigido por Eric Trump, filho de Donald e Ivana, nasceu em 1984 e a vinícola foi apontada pela Wine Enthusiast como uma “”Estrela em Ascenção. Já o espumante Trump, Blancs des Blancs, Brut, 2009 foi degustado pela Wine Advocate, e recebeu do crítico Mark Squires 88 pontos e vários elogios. “ Muito saboroso e uma barganha que todos podem desfrutar. O enólogo é Jonathan Wheeler que veio de Finger Lakes. A Virgínia tem nos espumantes seus melhores vinhos, assegura Squires.

trump brut

O preço de mercado é em torno de US$24. Vai encarar? Santé.

 

 

 

 

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Château Cap Saint Martin, Côtes de Blaye, quase um Médoc por R$ 135

A Denominação de Origem Blaye Côtes de Bordeaux fica na margem direita do rio Gironde bem em frente do vinhedo de Listrac-Médoc e de Saint Julien, ambos no Médoc. Basta atravessar o rio.  Portanto, o clima não é diferente e tem no estuário um fator determinante na atenuação do clima no inverno. O solo é que trará diferenças, mas terão o calcário como ponto de maior semelhança. De um lado o calcário de Saint Estéphe, do Eoceno Superior, que está presente perto de Beychevelle. Já em Blaye, de solo muito complexo, terá na localidade do Château Cap Saint Martin, o calcário de Blaye do Eoceno Médio, também de origem marinha. Ambos propícios a vinhos de grande fineza. O corte das duas zonas diferem. A uva Cabernet Sauvignion domina em Saint Julien, e a Merlot em Blaye. No passado a Cot ou Malbec era também plantada em Blaye, e alguns produtores estão replantando. Blaye oferece bons vinhos com preços bem mais em conta.

 

Château Cap Saint Martin, 2012, tinto, AOP Blaye Côtes de Bordeaux

cap saint martin

Os produtores são Béatrice e Pierre Ardoin que cuidam desta propriedade familiar de 22 hectares. As uvas Merlot (95%) e Cabernet Sauvignion (5%) são plantadas em elevada densidade com 5500 mil pés por hectare. O rendimento é de apenas 50 hl/ha, a colheita tem uma triagem metódica com desengaço, descarte de grãos verdes e de resíduos vegetais, como nos grandes vinhos do Médoc. O vinho é envelhecido 18 meses sendo de 6 a 9 em barris de carvalho de 2 e 3 vinhos. A maceração é longa de 3 a 4 semanas.

O resultado é um vinho de muito boa qualidade como atesta o guia Bettane e Desseauve que pontuou 15/20 ou 7,5 nas universidades brasileiras. Não custa lembrar que a pontuação francesa é mais rigorosa, como nas boas escolas. Assim, considere esta nota como um 88 pontos. “Muito charme para este vinho de nariz intenso de frutas pretas, resinoso, alcaçuz e violeta, na boca é saboroso e ligeiramente amadeirado, profundo com taninos elegantes e um perfeito equilíbrio”, assegura B&D em seu guia.

Onde encontrar: Vinos e Vinos – R$135,00. Se telefonar sempre tem um desconto. Santé.

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