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Degustamos 11 champagnes que cabem no seu bolso

Este ano o tema da nossa degustação de Champagnes de final de ano é o brut sem safra. Aquele que tem o menor preço nas prateleiras. O motivo? A situação econômica atual impõe, para uma grande maioria, um aperto no orçamento e levamos isto em consideração. Claro que o leitor pode optar por um espumante brasileiro, francês, italiano, espanhol ou mesmo português. O blog Conexão Francesa não quis romper com sua tradicional degustação de Champagnes, afinal Réveillon é apenas uma vez por ano.

champagnes 2016 juri

Estive na champagne este mês e pude constatar nas minhas conversas, leituras e principalmente nas taças que está em curso uma grande evolução na qualidade dos vinhos efervescentes produzidos nesta mítica região. Seja uma melhoria no vinhedo, fundamental para se ter melhor matéria-prima, seja no que concerne a dosagem, o licor de expedição que contém açúcar. Este se dá por dois motivos principais. 1 – Uma colheita de uvas mais maduras e portanto com menor acidez. 2- A outra explicação é que o paladar do consumidor segue evoluindo para um vinho com maior precisão, mais direto, menos suave. Tal tendência se constata pelo surgimento do nicho “dosagem zero”, sem a adição de açúcar do licor de expedição, o que exige um champagne de menor acidez e de grande qualidade. Como disse, trata-se de um nicho formado por “experts”, mas que aponta uma tendência. As grandes “Maisons” de champagnes e importantes vinhateiros diminuíram suas dosagens.

Este ano degustamos 11 Champagnes de diferentes estilos, “terroirs”, preço e tamanho de propriedade. Selecionamos produtores independentes, os chamados “Champagnes de Vignerons” (vinhateiros), como Charles Ellner e Lallier. De pequenos negociantes como Charles Legend, o proprietário Mikäel Devena mora no Brasil, e Roux de Beaucés, que pertence ao produtor do Château homônimo em Bordeaux. Incluímos também Casas de prestígio internacional como Joseph Perrier, Philipponnat, Delamotte, Drappier e Cattier. As cooperativas estão representadas por Nicolas Feuillatte que enviou seu brut mais vendido na França, aquele que os franceses escolhem para todas as ocasiões: Nicolas Feuillatte Brut. Poderia ter optado pelo Brut Réserve, um pouco mais caro, mas com 90 pontos na WS. Para quem não sabe Nicolas Feuillatte é a marca mais vendida na França. Seu volume é superior ao de Moët et Chandon e Veuve Clicquot reunidas!

O júri deste ano contou com os produtores da Abbaye de Fontfroide, famosa também pelos seus vinhos do Corbières, Laure e Nicolas de Chevron Villette, este já trabalhou na “Maison” champanhesa Pommery. O enólogo Laurent Mingaud, ex-diretor da Cave de Sieur d’Arques em Limoux, famosa por seus espumantes e brancos, e sua esposa Anne Marie, consumidora habituada ao champagne. Edith Monseux Rebouças, minha esposa e consultora gastronômica e este jornalista que é formado em vitivinicultura no CFPPA de Narbonne, onde ser forma boa parte dos vinhateiros do Languedoc, tal qual os Chevron Villette. Continua na próxima coluna. Santé.

Nicolas laure

Nicolas  e Laure de Chevron Villette produtores de vinho no Corbières, Sul da França.

laurent mingaud  anne marie

O enólogo Laurent Mingaud e sua esposa Anne Marie.

edith  rogerio

Edith consultora em gastronomia e seu blogueiro Rogerio Rebouças.

 

 

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