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Degustamos 11 champagnes que cabem no seu bolso – final

Nesta parte final publico as notas e comentários dos champagnes que obtiveram as melhores avaliações do júri. Na Champagne a classificação dos terroirs é de Cru, Premier Cru e Grand Cru, sendo esta a mais alta na hierarquia. Alguns dos vinhos deste lote final vem destes territórios mais nobres, assim possuem preço mais alto.

charles ellner

7- Charles Ellner Grande Réserve Brut – Um champagne de vinhateiro que vem ganhando prestígio da crítica internacional. Recentemente esta Cuvée recebeu 91 pontos na WS. Ainda sem importador no Brasil ela possui um preço competitivo por aqui acima de 20€. No nariz expressivo se destacam aromas de damasco e pêssego que evoluem para notas de brioche e torradas. “Na boca uma bela acidez e um longo comprimento. Surpreendente”, afirma a produtora Laure de Chevron Villette. Sem importador no momento. 4****

brut-premier-cru

8 – Cattier Brut Antique Premier Cru – Este vinho é feito apenas de parcelas classificadas como Premier Cru. O corte é 40% Pinot Meunier, 35% Pinot Noir e 25% Chardonnay. Sua cor ouro bronze a diferencia. Seu perfume de lichia fresco é flagrante. Mas tem ainda notas de caramelo, brioche e uma ponta de café. Na boca tem muito boa estrutura, percebe-se frutas cítricas, uma vivacidade muito boa e longa persistência. “Os aromas me encantaram”, atesta a consultora gastronômica Edith Monseux. http://www.vinhoeponto.com.br/ Preço R$ 458,00. 4****

lallier

9 – Lallier Grand Réserve Brut – Um dos raros casos em Champagne onde o proprietário também é o enólogo. Francis Tribaut adquire em 2004 a propriedade e um grande esforço é feito para que esta pequena Maison champanhesa de Aÿ atinja uma qualidade excepcional. Hoje ela é vista pela crítica francesa como uma das melhores. É a estrela em ascensão. Suas uvas são todas de parcelas classificadas como Grand Cru. A seleção final conta com a consultoria de Serge Dubs, sommelier campeão mundial. O corte é Chardonnay de Avize e Cramant, 35% e Pinot Noir de Aÿ e Verzenay, 65%. Terroirs de muito prestígio. Sua cor é dourada com reflexos esverdeados. No nariz bem aberto tem flor de laranjeira, frutas maduras, pão de mel e especiarias mostrando grande complexidade. Na boca o ataque é fresco e estruturado. Os aromas se confirmam. Para Laurent Mingaud um produto apetitoso que vai à mesa e pode acompanhar um salmão defumado ou marinado. Importado pela Vinhos do Mundo. Preço R$ 656,47 no site Bebidas do Sul. 4****

delamotte

10 – Delamotte Brut – Situada na Côtes de Blancs no magnífico terroir de Mesnil Sur Oger divide o espaço com sua irmã Salon, um ícone champanhês. Todas as uvas de Delamotte vêem de terroirs Grand Cru como Avize, Cramant, Mesnil sur Oger e Oger. No corte domina a branca Chardonnay que traz a estrutura, a Pinot Noir entra para trazer produndidade e o aroma frutado. A Pinot Meunier, menos ácida, colabora com a densidade aromática. No nariz perfumado percebe-se o mel, especiarias, torradas e marmelo. O ataque é magnífico, na boca é estruturado e potente, afirma o blogueiro. Vai à mesa com louvor. Importador Franco Suíça. O site não informa o preço. 4,5****

philipponnat

11 – Philipponnat Royale Réserve Brut – Considerada uma das champagnes de referência ela é dirigida por Charles Philipponat. Possui uma parcela ícone chamada Clos de Goisses que se projeta sobre o rio Marne e que faz parte da propriedade desde 1935. O vinhedo fica em Aÿ e domina a uva Pinot Noir com 65%, 30% de Chardonnay e 5% de Pinot Meunier. Neste momento sem importador no Brasil, a versão rose era servida em taça nos restaurantes do grupo Fasano. Seu preço na França está situado no segmento alto acima de 30€. O nariz é aberto e complexo com notas de flores brancas, pêssego, damasco e marmelo. “ O ataque é sedutor, preciso e de bela vicacidade. A Pinot Noir se afirma mostrando potência. O vinho é untuoso e longo. Belo equilíbrio conclui Laurent Mingaud. 4,5****

Minha conclusão é que a melhor relação qualidade preço nesta categoria Premium é a Nicolas Feuillatte. Para quem pode pagar um pouco a mais Joseph Perrier, Cattier Premier Cru e Charles Legend fazem bonito. Lallier e Delamotte são as melhores disponíveis sem safra. Boas festas e Santé.

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