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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Entrevista: Stéphane Ettore importador da Bahia

 

 

O blog está em Montpellier acompanhando a feira Vinisud, a segunda maior da França, e entrevistou o proprietário da importadora Vida Vinhos de Salvador. Ele é francês e casado com a baiana Gerusa juntos dirigem ainda a pousada Vila Bela no bairro de Santo Antônio. Stéphane é de natural de Montpellier ama os vinho do Sul da França e o rúgbi, o esporte mais popular na região. Veja o vídeo. Santé.

 

 

 

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Três importadores do Brasil convidados para a feira Vinisud

O ano de 2017 mal começa e os salões do vinho vão acontecer já este mês. Pela primeira vez na França Vinisud, em Montpellier, será uma feira anual e não mais bienal em alternância com Vinexpo em Bordeaux como rezava a tradição. A sede é tanta que ela coincide com a Millésime Bio, que se viu obrigada a mudar para Marselha por falta de acordo entre as duas feiras. Vamos ver no que vai dar afinal, os produtores e negociantes possuem um orçamento limitado e não podem fazer tantos eventos assim. Além destes existem feiras de grande porte fora da França como a Prowein e as Vinexpo de Tokyo e Hong Kong. Inúmeros outros salões de porte médio acontecem pelo mundo e também concorrem pela verba dos vinhateiros.

Da minha parte vou deixar de ir à Millésime Bio, que sempre procurei acompanhar e aqui publiquei diversas matérias e entrevistas. Pelo porte e esperada grandeza da Vinisud não vai dar para deixar de acompanhar. É o segundo maior evento de vinho da França ,  reúne a nata dos produtores do Mediterrâneo e fica somente a uma hora de casa. Serão três dias se folia e alegria, de 29 a 31 de janeiro, para tudo se acabar na terça-feira. Serão 20 mil foliões, digo, visitantes sendo 6000 internacionais de 70 países. Destes 400 são compradores de grande porte e a organização convidou 200 de diferentes países, sendo três do Brasil: os paulistas Ari Gorenstein da Evino, Matthieu Péluchon da Rouge Brasil e Stéphane Ettore da baiana Vida Vinhos.

Em breve conto as novidades do salão e, se possível, os vinhos que irão chegar ao Brasil. Santé.

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Wine Advocate degusta 500 vinhos do Languedoc

De 9 a a 11 de Janeiro Jebb Dunnuck, crítico do guia de Robert Parker, Wine Advocate, degustou 500 vinhos do Languedoc. São vinhos de produtores independentes, cooperativas e negociantes que são uma bela amostra da diversidade da região. Deste total 75% já são comercializados nos Estados Unidos, mas 25% entram numa cota “novidades” que o CIVL, Comitê Interprofissional dos Vinhos do Languedoc, sugere ao crítico americano de descobrir. A degustação aconteceu nas instalações do CIVL.

Jeb Dunnuck, à direita, e Jerôme Villaret diretor geral do CIVL.

 

É normal que Dunnuck faça o acompanhamento dos vinhos que já estão presentes no mercado americano, afinal a WA é uma publicação ianque. O legal é que o CIVL tem a liberdade de apresentar novos vinhos o que abre a possibilidade do vinho ser comentado mesmo sem ser ainda exportado para a América. Como você sabe esta referência abre portas em muitos países inclusive no Brasil. Santé.

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Com que taça eu vou?

Terminaram as festas de fim de ano e o blog Conexão Francesa volta a ativa. Antes de entrar no tema da coluna aproveito para desejar a todos os leitores e amigos do Blog um Feliz Ano Novo repleto de paz, alegria e bons vinhos.

 

Com que taça devo beber um champagne ou espumante? Durante a degustação dos post anterior comecei o serviço com uma “coupe” (copa), mas ela dificulta a percepção dos aromas e rapidamente trocamos por “flutes” (flautas). Poderíamos ter optado por taças de vinho, mas estas são mais apropriadas para grandes Champagnes, do tipo que podem mesmo merecer ser decantados, como um D. Pérignon ou uma Cristal.

A “coupe” é a taça clássica que é raramente recomendada pelos sommeliers. Sua forma representa o seio esquerdo (!) da Marquesa de Pompadour, para outras fontes ela tem a forma dos seios de Marie Antoinette.  Há controvérsia. Marcelo Copello e eu adoramos estas taças que colocam em evidência as bolhas. Afinal, estamos bebendo um vinho borbulhante e não um vinho tranqüilo.

A “flute” é a taça mais usada hoje. Muito recomendada pelos especialistas tem na sua forma de tulipa a capacidade de reter os aromas e valorizá-los. Já a taça de champagne, quase uma novidade, pois como as “flutes” profissionais tem uma ranhura no fundo da taça para que a bolhas nunca parem de bailar. Estas são ideais para Champagnes de grande estirpe, safradas e que apresentem grande complexidade.

Consegui comprar (na verdade ganhei de um casal amigo que possui um antiquário) um conjunto de “coupe” de vidro, muito antiga e delicada que uso constantemente para meus bruts sem safra. Quando abro um champagne especial como o Clos de Goisses 2000 da Maison Philipponnat, foi o caso no dia 1º de janeiro, optei pela taça de Arnaud Baratte, a qual além das ranhuras no fundo possui três hélices de tamanho diferente para liberar os aromas.

Se você prefere ver o passeio das bolhas e apreciar com carinho os aromas vá de “flute”, se você tem um champagne excepcional use uma taça de vinho branco ou de Champagne. Se você é um saudosista que curte o charme das bolhas no nariz e que se contenta de sentir os aromas apenas no momento em que é servido vá de “coupe”. Santé.

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