Publicidade

Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Fondue no Carnaval com vinho rosé ou branco

 

Quando se fala em fondue imediatamente vem na mente a imagem do tradicicional fondue de queijo da Suiça. Esta é a associação automática que faço. Mas para o calor que rola no Brasil nesta época do ano, e no Rio em particular, outros fondues se impõe. O fondue chinês cai bem com esse calorão.

Carnes brancas e camarões mergulhados num caldo bem aromático com vários legumezinhos vão pedir vinho. Para os da “seita” vegetariana ou vegetaliana, basta trocar a carne pelo tofu, se puder legumes orgânicos. Como harmonizar? A escolha pode ser um rosé ou um branco. Mas o fondue vai pedir uma certa estrutura para este vinho, portanto não pode ser um vinho para beber na beira da piscina ou em coquetéis. Os sabores complexos do prato exigem um certo corpinho e boa acidez para refrescar a boca.

Muitas opções podem se apresentar desde um Rieisling da Alsácia, um rosé ou branco da Provence, ou até um Bordeaux branco de Entre Deux Mers. Seriam harmonizações clássicas. Côtes de Provence Blason de Saint Louis que está no Vinho Site por R$ 83,02 faz o papel com louvor.

Uma opção mais audaciosa seria um branco de mais corpo como o Lirac branco do muito bom Domaine Lafond Roc Épine, 2014, com 88 pontos na WS e por R$ 108 na loja virtual da importadora Tahaa Vinhos. Seu corte de Roussanne, Grenache branca e Viognier vai ser show. Esse tem a vantagem de ser orgânico, o que atende aos quesitos vegetarianos e vegetalianos.

Se o orçamento ficar apertado Rosé syrah da Aimery à venda no Zona Sul do Rio que vai te atender direitinho, pois a syrah tem um bom corpo. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Análise do mercado de vinhos importados em 2016

Publico hoje o relatório e análise do consultor Adão Morelatto sobre o mercado de vinhos em 2016. Com estes números você vai perceber que o fundo do poço foi em 2015. Ano passado já se pode observar nitidamente o crescimento do volume das importações, porém adaptadas a uma necessidade de preços mais baixos. Os motivos são impostos mais altos, moeda desvalorizada, desemprego recorde e o menor poder aquisitivo da população. No entanto o hábito de beber vinhos finos permanece. Posso antecipar que a busca por oportunidades e uma readaptação de portfólio dos importadores ainda está em curso. Mas também que já se percebe uma pequena capacidade do mercado em absorver alguns vinhos com valores ligeiramente maiores. Hoje, no Brasil, encontramos uma presença maior de vinhos de primeiro preço, isto é Vinhos da Comunidade Europeia e o vin de table, vinho de mesa, seja português, francês ou espanhol. Estes formam a base da pirâmide. São vinhos corretos e simples que se adaptam ao orçamento atual do consumidor e competem com vantagens com os reservados chilenos. Santé.

 

Faisan D’Or é um VCE, Vinho da Comunidade Europeia, com um corte de tempranillo espanhola e uma ponta de syrah da França onde é  engarrafado.  Leve fresco e frutado faz sucesso na Evino e custa R$25. Justa solução para seu bolso.

“MERCADO DE VINHOS IMPORTARDOS EM 2016”

Caros amigos de Bacco e parceiros de negócio… findo mais um período cíclico, vimos aqui mostrar nossa análise sobre o comportamento do mercado de vinhos em 2016, com suas especificidade e características próprias. Depois de um deprimente e ridículo 2015, ano passado o mercado mostrou-nos uma grata surpresa, com crescimento de 11,50% em volume, porém com uma queda de -3,40% em valor, influenciado pela abrupta queda de -52,04 do Vinho Champagne da França ou USD 9.500.000 a menos… Não temos ainda um feed back que justifique esta queda…..a única possibilidade é que até Setembro de 2016, vivíamos um momento de incerteza muito grande tanto na política como na economia, e este setor é suscetível as mudanças cambiais….lembre-se que tivemos picos na variação cambial de até R$ 4,16 em Janeiro para R$ 3,16 em Setembro, pós queda da Presidente Dilma…é uma diferença de 31%….

Como se manifestou os principais players do segmento, lembrando-os que sempre ao encerrar o período fiscal, agregamos as três tipologias de vinhos com maior peso na cadeia, e os números nos dão algumas divergências estatísticas: Somente na categoria vinhos finos (não considerando Espumantes e Champagnes) tivemos um leve crescimento de 0,74% e de 12,80% em volume, ressaltando que a tendência de que este mercado vem sofrendo uma guinada para produtos de menor valor agregado. Praticamente retornamos aos patamares de 2012 em valor, mas com um considerável crescimento de 21,52% em volume. Como já comentado em análises anteriores, os principais agentes responsáveis por esta dinâmica são as empresas Ecommerce e os supermercadistas, que por sua atividade específica, são menos penalizados tributariamente, conseguindo preços muito atraentes, também conseguem com sua força de venda, penetração, exposição e aquisição, negociar junto aos produtores, vinhos mais econômicos que atendam a esta modalidade.

1º = CHILE: Em 2016, representou 43,97% em valor e 47,77% em volume, se considerar somente os vinhos finos quase beira os 50% em valor. Seu crescimento foi 14,17% em valor e 17,90% em volume. Não há sinais que esta demonstração de penetração se modificará nos próximos cinco anos, com suas marcas fortes e principalmente seus preços atrativos são um ótimo exemplo de que como uma agressiva estratégica comercial aliada a um firme propósito e compromisso de apresentar bons produtos dão resultados promissores a médio e largo prazo. Esta

agressividade mostra-se não somente aqui, mas também em outros mercados importadores, como USA, América latina, Reino Unido, China, Japão e Rússia

2º = ARGENTINA: Já vem em queda de 30% desde 2011, seu melhor ano aqui e em volume retrocedeu aos patamares de 2008. Sua necessidade de agregar valor ao produto, quase 120% de aumento sobre o custo médio do ano de 2006 não acompanhou a trajetória do mercado em adquirir vinhos mais acessíveis. Claro que esta determinação e formação de valor não estão intrinsicamente ligada ao interesse do produtor em enriquecer, muito pelo contrário, em muitas delas, não paga o custo. Temos que recordar que na Argentina não há fomento neste segmento e as políticas impetradas em anos anteriores foram muito danosas ao setor agropecuário em geral. Seus preços são 13,38% mais caros que os do Chile e 15% da Itália e Portugal. Não estivesse hoje no âmbito do MERCOSUL, com as alíquotas mais benéficas, com toda certeza estaria em outro patamar do Ranking….Em 2016 caio -6,81% em valor e cresceu 11,41% em volume. Contribui com aproximadamente 16% de todo o mercado. É decepcionante para quem já teve quase 30%.

3º = PORTUGAL: Seguindo sua trajetória de posicionamento, recuperou a terceira colocação, devido à queda França. Sua performance de 10,45% em valor e de 11,55% em volume, apresenta um crescimento de apenas 2,14% em volume e uma queda -9,37% em valor. Seus preços também apresentaram queda de -12,5% com uma média de USD 2,80 lt. Recuou aos índices de 2010 em valor, porém aumentando o volume em 35% tb sobre 2010.

4º = FRANÇA: Como observado acima, tendo uma forte dependência do vinho Champagne na sua pauta e com a queda vertiginosa deste ítem no ano passado mostrou-nos uma queda de – 32,17% em valor (quase 10.000 milhões de USD) refletindo muito no quesito, porém apresenta também uma queda de quase 4.000 milhões em USD no segmento de vinhos finos. Muito embora tenha verificado um leve crescimento de 1,37% em volume….e uma baixa de -27,53% no custo médio……Recuou aos números de 2008. Custo médio hoje de USD 4,25 Lt. Contribui com 9,93% em valor e 5,36% em volume.

5º = ITÁLIA: O pior desempenho entre os grandes players. Desde 2011 já vem mostrando queda. Em valor enviou valores idênticos ao de 2007 e em volume ao ano de 2006. É de se admirar que um país que possui uma larga produtividade e uma invejável diversidade, apresente este cenário negativo. E ainda mais enigmático porque vem reduzido seu preço médio em 38,60% há quatro anos consecutivos com média USD 2,80 lt. Posicionou-se com 9,11% em valor e 9,86% em volume. Seu produto mais representantivo é o Vinho Espumante tipo Prosecco com 33,52% de share.

6º = ESPANHA: Único europeu a apresentar crescimento nas duas categorias:

 

0,75% de valor e 19,77% em volume. Salientando que há 15 anos vem crescendo sistematicamente…….ou sendo mais específico 313,04% em volume desde 2006……nem mesmo o Chile conseguiu esta proeza em volume…. Acredito seriamente que em um tempo muito curto, teremos a Espanha como um forte competidor por esta massa de consumidores aqui presentes e ávidos por produtos de custos x qualidade, produção imensa e condições favoráveis a isto não lhes faltam e estão tomando gosto pelo mercado brasileiro. Sua participação é de 5,56% em valor e de 5,26% em volume.

DEMAIS PAÍSES: Participam com menos de 5% em Valor e Volume, destaque para o crescimento de 67,46% da Alemanha e 26,54% do Uruguai. Queda de -24,01 dos EUA, -43,73 da África do Sul e -21,88% da Austrália.

INTERNATIONAL CONSULTING – ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO

Compartilhe:
Comentar
?>