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Novas tendências na Prowein

Prowein mostra-se um fortíssimo concorrente da tradicional feira francesa de Vinexpo. Este ano novamente bombou. Foram 6500 expositores de 60 países, um novo recorde alemão, e 58.500 visitantes profissionais. A Itália entrou com 1600 produtores, a França com 1500, a Alemanha com 1000, os países de além-mar eram 600, Áustria, Espanha e Portugal também tiveram presença significativa. Foram três dias intensos, 19 a 21/3, das 10 às 18 horas para o público.

A feira está tão grande que já começou um movimento para que ela dure mais um dia, como na Vinexpo de Bordeaux. Prowein é local de prospecção mas também o melhor local para rever os clientes de todo o planeta. O stand do Wines of Brasil estava ao lado de Chile e Argentina, estes bem maiores. Normal. Portugal e Espanha tinham um pavilhão para eles. França tinha dois. Itália estava enorme.

Barrinhas, Verdemar, Casa Rio Verde, Evino, Wine.com, Grand Cru, Zona Sul e possivelmente outros importadores brasileiros estavam presentes. Além de visitar seus fornecedores vieram em busca por novidades. Novos produtores, novos produtos, descobrir tendências e saber o que anda acontecendo pelo mundo. Nestes salões além da compra e venda há também uma troca de informações muito interessante. Percebe-se que no Brasil há mais confiança. Que o pior já passou, apesar de a crise ainda persistir. Explico. Na ponta da importação é necessário antecipar. Se é a primeira a sofrer com a crise e a alta do câmbio, é também a primeira a perceber a luz no fim do túnel.

Projetos antigos voltam a ser analisados. Vinhos de melhor perfil qualitativo voltam a entrar na pauta. Se a crise democratizou o vinho barato, o chamado primeiro preço, agora ela flerta com os chamados “ coeur de marché”, literalmente coração de mercado. Estes são os vinhos de boa relação qualidade preço. Além destes algumas denominações de maior prestígio voltam a ser estudas e estarão em breve voltando ao portfólio dos nossos importadores.

No entanto, destaque mesmo é para a descoberta de novas denominações de origem que em passado recente estavam ausentes ou pouco presentes no Brasil. Por terem menor notoriedade e preços melhores vão começar a ganhar as mesas e taças do Brasil. São os vinhos regionais, IGP (Indicação Geográfica Protegida), e de denominações menos badaladas como Cahors e Buzet no Sudoeste ou Costières de Nîmes e Ventoux nas margens do Rhône. Bourgogne Grand Ordinaire, Bourgogne Alligoté, Petit Chablis e Beaujolais, patinhos feios da Bourgogne, devem achar um espaço para mostrar suas virtudes e bons preços e podem se transformar em cisnes. Dentre os regionais os vinhos IGP Loire, Pays d’Oc, Pays d’Aude e Pays du Gard devem se destacar. Santé.

Ambiente festivo no pavilhão francês às 18 horas na segunda feira.

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