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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Bordeaux não para e tira casquinha até do Festival de Cannes.

Enquanto em Bordeaux a place coloca à venda seus grandes vinhos da safra 2016, a campanha de Bordeaux Primeurs. Mouton Cadet que há 25 anos é patrocinador oficial do Festival de Cannes mostra sua força com seu Wine Bar no coração do Festival de Cinema de Cannes. Há cinco anos é aqui o local onde você deve estar (The place to be). Além do best seller Mouton Cadet a maison Baron Philippe de Rothschild oferece também grandes vinhos ao receber os convidados vip do Festival, isto é, membros do júri e artistas de renome mundial.

Na varanda do Mouton Cadet  Wine Bar Julien de Beaumarchais,

Philippe Sereys de Rothschild e Eva Longoria. @MCWB

O Wine bar que se debruça sobre a praia é também um momento de pausa para as estrelas que lá estão livres dos “paparazzis”. O “QG” do júri é aqui, onde podem ficar mais tranquilos. Um local ideal para degustar bons vinhos em Cannes. A marca de Bordeaux mais vendida no mundo produz para o evento uma série limitada, com serigrafia personalizada para o Festival do qual é fornecedora oficial. Quem quer aparecer não deve ir a este wine bar.
Casquinha não, tira pedaço. 😉 Santé.

 

A série especial tem as três cores.

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Fenavin a grande feira espanhola de vinhos

A Feira Nacional de Vinhos da Espanha é o local ideal para encontrar um amplo leque de vinhos espanhóis. O evento acontece na pequena Ciudad Real em pleno vinhedo da Mancha, a maior denominação de origem do mundo. A dificuldade de hospedagem é grande. Acidade não oferece grandes atrativos além da feira. Mas nós viemos para ver vinho, não?

Detalhe do painel dos vinhos da Andaluzia. (foto RR)
A oferta é grande, os preços são bastante atraentes e você pode encontrar muitos vinhos de grande corpo e estrutura e mesmo vinhos elegantes e nem por isso menos potentes. Comparando com Vinexpo, Prowein e Vinisud é uma feiri pequena, mas que vem crescendo. Ela guarda aquele tamanho humano onde o contato acontece sem os efeitos pirotécnicos dos grandes eventos. Vários brasileiros vieram e com certeza encontraram bons vinhos para fazer bons negócios.
Um grande espaço para degustar espumantes e tranquilos permitia uma análise isenta.Gostei da feira. Santé.

Detalhe do espaço de degustação livre. (foto divulgação)

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O vinho das mães

O vinho das mães não pode nunca ser qualquer vinho. Tem de ser escolhido com amor, carinho e afeto. Pode ser vinho, francês, italiano, espanhol, brasileiro ou mesmo de garrafão. Mas no seu ventre tem de ter um rebento que exale os aromas mais profundos do milagre da vida. Pouco importa a cor escolhida. Branca, rosada ou tinta a cor do amor tem que conter.
Se a mãe prefere um rosado, um branco inspirado ou tinto do sangue eterno não deixe de oferecer. Afinal, ela fez por merecer. Seja você o portador da garrafa almejada que decante este amor. Santé.

P.S.: Abra com carinho

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Taittinger vai produzir espumante na Inglaterra

A tradicional produtora de champagne Taittinger plantou 70 hectares de videiras em solo inglês, na região de Kent. O objetivo produzir um “sparkling wine” de alta qualidade. É bem verdade que a Inglaterra já vinha produzindo espumantes de qualidade (veja nossa matéria sobre a vinícola Denbies). O vinhedo foi comprado em 2015 junto à família Gaskain que produzia maçãs, pera e ameixa. Naquele ano as vinhas foram plantadas.
Em pleno cenário de Brexit, saída do Reino Unido da Europa, a Maison Taittinger investe na instalação de uma produção num território desconhecido. O solo inglês é similar ao da Champagne explicou em um comunicado Pierre Emmanuel Taittinger, o Presidente. “Nós continuaremos a amar os ingleses mesmo depois do Brexit. As primeiras garrafas ainda vão levar ao menos 6 anos para chegar ao mercado. Não adianta fazer fila. Santé.

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Chef Marc Veyrat leva o ar puro dos Alpes a Paris

O chef Marc Veyrat, três estrelas Michelin, abriu em Paris o restaurante Rural, que traz um pouco do ar puro das montanhas da Savoie para a capital. Instalado no XVII arrondissement, no Palais de Congrès, propõe uma cozinha autêntica da roça como o nome sugere. Traz à mesa os clássicos das montanhas alpinas. Tartiflette revisitada, a tradicionalíssima blanquette de veau (vitelo) e gâteau de Savoie Os pratos são bem copiosos como se faz no interior. O café da manhã é servido a partir das 9 horas, com direito a um autêntico pão de campanha.

 

O chef Marc Veyrat e seu chapéu na inauguração. (foto: Jean Michel Crozieres)

O projeto é uma parceria do chef com Benjamin Patou, presidente do grupo de eventos Moma. Os dois se conheceram nos Alpes há alguns anos, onde ambos têm seus refúgios secretos. Nasceu ali uma amizade unida pelo gosto da autencidade. Esta que Marc se propôs a levar para Paris por um preço bastante abordável. O menu entrada, prato principal e sobremesa sai por 29,50€ (R$ 97). Mas não bastava a cozinha e os vinhos o ar rural tinha de de estar realmente lá. É aí que entra o arquiteto belga Lionel Jadot, que também tem um esconderijo nos Alpes. Ele fez o restaurante com um verdadeiro estilo rústico das montanhas francesas.

Cochonnailles, os frios são uma das boas opções no Rural. (foto: Jean Michel Crozieres)

Conexão Francesa entrevistou Hélène Savoye, diretora comercial de Vins du Monde, que elaborou a carta e nos sugeriu algumas harmonizações. A carta ilustra exatamente o espírito do local! A ideia é de propor bebidas naturais, autênticas e generosas para um momento agradável. Para elaborar a carta Quentin Roussel, diretor de compras de bebidas do grupo MoMA, que possui diversas casas em Paris como Victoria Paris, L’Arc, Manko, Bus Palladium… e trabalha com bons produtores me chamou. Buquei fazer uma seleção precisa e qualitativa de vinhos de toda a França que cultivam sua uvas respeitando as tradições, o terroir e preocupados em produzir as castas locais. O objetivo da seleção era de ser coerente com a proposta do restaurante, assim uma presença de vinhos dos Alpes se impôs, mas a maior parte das regiões francesas está presente na carta. Sempre tendo em vista propor belas expressões aromáticas elaboradas por pequenos produtores excepcionais, disse.

 

Hélène nos propõe algumas harmonizações. Pouco importa a hora que você venha uma farta bandeja de cochonnailles (presuntos e salames diversos de porco) que você vai poder comer acompanhado de um Borgonha regional Haute Côtes de Nuits do Domaine Dubois, 2015, tinto de “filosofia” orgânica. Para as “quenelles” em brochete do lago da Mémé Caravi a sugestão é o belo branco Roussette da Savoie – Autrement Altesse, orgânico, do inspirado Jacques Maillet, 2015, branco. Para os que são montanheses na alma Heléne sugere o Savagnin à La Fauquette, 2013, orgânico, do Jura da família Tissot que fará um par perfeito com a tartiflette revisitada do simpático chef Marc Veyret, que tive a oportunidade de conhecer durante um copioso café da manhã do evento Toques et Clochers em Limoux. Santé.

Serviço:
Rural by Marc Veyrat
Palais des Congrès
2 place de la porte Maillot 75017 Paris & 78 Boulevard Gouvion St Cyr 75017 Paris
Tél. : 01 72 69 03 03
Aberto todos os dias, de 9h às 22h30

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