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Château Dauzac subiu para a elite de Margaux

Durante a Vinexpo tive uma oportunidade única de visitar e almoçar no Château Dauzac, Cru Classé de Margaux, com seu diretor geral Laurent Fortin. Um grande esforço e investimento foi realizado na adega e no vinhedo para que o vinho brilhasse na elite de Margaux, sem ter preço exagerado. Uma nova adega foi instalada e lembra bastante a moderna adega de Vega Sicília na Espanha. O vinhedo hoje é conduzido pelo método orgânico e está migrando para a biodinâmica.

Detalhe da adega de envelhecimento em barris do Château Dauzac.

São poucos os grandes vinhos de Bordeaux que são conduzidos desta forma. Pessoalmente e cientificamente falando (falo respaldado por enólogos e mesmo pesquisadores do INRA) a condução do vinhedo em biodinâmica não é cientificamente comprovada. A condução orgânica sim. Mas tem muitos adeptos e em geram apresentam excelente resultado. Como sempre digo o que vale é o teste no copo, ao menos para o consumidor. A evolução pode ser constatada pelas notas do guia de Robert Parker a partir de 2014 quanto teve 91, 2015 com 90/92 e 2016 com 90/93, estes ainda no Barril. Cito Parker pois em Bordeaux é o guia de maior influência. Fortin assumiu há exatamente 4 anos e vem fazendo um trabalho dinâmico e de fôlego.

Os novos tanques em madeira de Dauzac. (fotos: RR)

Dauzac produz hoje o D de Dauzac, um Bordeaux com pedigree e muita tipicidade, um Médoc, um segundo vinho de muito boa envergadura e seu primeiro vinho que é excelente. Degustamos diversas safras do segundo e do primeiro vinho, mas também o D de Dauzac, bem mais em conta. Santé.

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