Publicidade

Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Ótimos Bordeaux com pedigree

Com os preços dos Grandes Vinhos de Bordeaux nas alturas e mesmo de alguns segundos vinhos mais badalados, algumas propriedades de prestígio passaram a produzir sob o guarda-chuva genérico de Bordeaux alguns vinhos muito interessantes. Já havíamos comentado aqui no blog sobre os brancos secos de produtores de Sauternes. Hoje vamos ver alguns Bordeaux elaborados com o esmero de grandes Crus a preços bastante acessíveis.

A estratégia de ter um vinho que leve o nome do château, mas que possa atingir um público mais amplo tem tudo para dar certo. No campo do marketing é importante que a diferença entre o irmão mais nobre seja nítida, isto é, que não se venda gato por lebre. Porém é também necessário que o prestigio emprestado ao vinho de uma denominação menor, seja Bordeaux, Bordeaux Superior, Côtes de Castillon ou mesmo um Médoc tenha na taça o DNA da família. O que tenho visto justifica a aposta.

Durante a Vinexpo conheci o D de Dauzac, o Bordeaux do Grand Cru Classé de Margaux Château Dauzac. 2015 foi a primeira safra do D, que apesar de ser um vinho que não necessita ser guardado anos a fio antes de ser aberto, é feito dentro do ritual técnico do Margaux, isto é, como vinho de gente grande. Já estou com uma amostra da safra 2016 que será engarrafada em meados de Setembro. Depois eu conto.

Em julho quando estava no Japão me deparei com um vinho muito interessante Château Chapelle d’Alienor by La Gaffelière, 1° Grand Cru Classé de Saint Émilion, aqui é a assinatura que garante a qualidade. Este Bordeaux Superior é muito interessante.  Na mesma linha existe o Ronan By Clinet, do Château Clinet no Pomerol.

Um que me encantou e que aos meus olhos é realmente uma grande opção é o Moulin d’Issan, do Château Issan, 3° Grand Cru Classé de Margaux. Produzindo este Bordeaux desde 2004 este vinho tem tudo para alegrar os paladares mais exigentes que não queiram pagar o preço do vinho principal ou do segundo vinho deste château de Margaux. É vinho para fazer sucesso nas boas mesas de restaurantes de São Paulo e Rio. Tive a oportunidade de degustar este vinho com diferentes sommeliers que atuam no Brasil. Massimo Leoncini da Grand Cru é um que adorou este vinho. Longo, sedutor, com frutas maduras e boa complexidade com taninos finos e suaves. Harmônico expressa muito bem a uva merlot que domina no corte.

A curiosidade é que o Moulin de Issan fica ali mesmo em Margaux , mas nas zonas onde as terras são inundáveis e, portanto, não se beneficia da famosa e cara denominação. Em 2012 O Château Issan foi adquirido por François e Jacky Lorenzetti que possuem também os renomados Château Pedesclaux em Pauillac e Lilian Ladouys em Saint-Estèphe. Só fez melhorar. Santé.

 

 

 

 

Compartilhe:
Comentar

Comentar:

?>