Publicidade

Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Harmonização: champagne e suspiros

 

Harmonizar um champagne com sobremesa andava meio fora de moda. Mas não é que a Champagne Taittinger ousou uma parceria que recoloca na ordem do dia a harmonização de um Champagne rosé com suspiros numa deliciosa receita elaborada pela tradicional casa especializada La Meringaie de Paris. Os suspiros de La Meringaie são leves, frutados, frescos e audaciosos. Que se harmonizaram super bem com o Champagne Taittinger Prestige rosé, fresco, frutado e bem equilibrado. O que inspirou Vitalie Taittinger, diretora de marketing da Casa champanhesa, a criar uma parceria e uma harmonização com suspiros da famosa confeitaria da capital francesa.

Champagne Taittinger Prestige Rosé e suspiros com morango. (foto divulgação)

Já pensando no Natal os confeiteiros Benoit e Marie Bardon, proprietários de La Meringaie, criaram um kit de natal com uma meia garrafa de Champagne Taittinger Rosé acompanhado de suspiros. Mas não espere o Natal vá ao seu confeiteiro preferido encomende suspiros, pegue um bom pote de chantilly, morangos ou framboesa e encha uma taça de Champagne rosé, se o orçamento ficar apertado um bom crémant rosé. Coma e beba. Vai ficar uma delícia. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Termina a colheita em Champagne

Terminou na última semana a colheita na região de Champagne. Foi uma das colheitas mais precoces desde 1950, sendo superada apenas pelas de 2003, 2007 e 2011. As primeiras uvas foram colhidas ainda em agosto, no dia 26. A chamada Campanha 2017 foi marcada por uma primavera com importantes geadas que provocaram uma perda de 23% dos brotos sobre o total da Denominação. De maio a julho um forte calor que bateu recordes em diversos setores. Até final de julho o estado sanitário do vinhedo estava perfeito apesar de um pequeno déficit hídrico.

Em agosto as uvas já estavam maduras. Quando a colheita começa as chuvas provocam focos de podridão (botrytis) o que obriga os vinhateiros a fazer uma triagem rigorosa das uvas. O rendimento autorizado este ano é de 10300 kg/ha, que não será atingido em todas as zonas de produção. O que obrigará as grandes “Maisons” de Champagne a fazer uso dos seus estoques de reserva para completar o volume necessário. O volume de álcool é em geral superior a 10% vol., a acidez total é satisfatória e o equilíbrio do mosto muito promissor. A qualidade da safra somente poderá ser confirmada no momento da degustação dos vinhos “ clairs” (claros), isto é, antes da segunda fermentação.

O enólogo Guillaume Roffiaen de Nicolas Feuillate no momento de degustar vinhos “clairs”.

Em resumo a safra é menor e para saber se o vinho será bom ainda temos de aguardar. Fique tranquilo, não vai faltar Champagne para suas festas de final de ano. Santé.

 

Compartilhe:
Comentar

O vinho mais antigo do mundo é siciliano

Segundo a mais recente descoberta arqueológica efetuada por um grupo de pesquisadores na Itália, na costa oeste da Sicília, mais precisamente no Monte Kronio, foram encontrados traços de uvas fermentadas que datam de 4000 A.C, segundo publica hoje no seu site a Revue du Vin de France. Como já havia publicado a imprensa local e mesmo o jornal inglês The Guardian.Segundo Enrico Greco químico da Universidade de Catania tudo leva a crer  nesta afirmação. A pesquisa que foi publicada na revista científica Micro Chemical Journal, o que confirma a seriedade. A coordenação da pesquisa é do arqueólogo italiano Davide Tanasi da Universidade da Flórida.

Pesquisadores encontram ânforas na Sicília. Foto Dr. David Tanasi Universidade da Florida

Ânforas foram descobertas na gruta de Kronio, perto de Agrigente e continha resíduos de uvas fermentadas. A gruta local possivelmente era um local de devoção e o tipo de local ajudou a conservar a jarra e os resíduos mesmo que eles tenham se solidificado com o tempo. Análises de ressonância magnética nuclear atestam a presença de ácido tartárico, o mais abundante no vinho. A datação efetuada e as análises combinadas das vasilhas encontradas o coloca ao menos 3000 anos anterior a mais antiga conhecida na Itália. Existe da mesma época uma descoberta na Armênia, mas tratava-se de fermentação de romã e não de uva. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Campeões mundiais selecionam os vinhos dos supermercados na França

Os supermercados franceses raramente têm nas suas gôndolas sommeliers para orientar os clientes na escolha dos seus vinhos. Afinal, os franceses se consideram todos especialistas. Isso acontece nas boas lojas do ramo, aqui chamadas de caviste. No entanto, durante a Foire aux Vins ( Feirão dos Vinhos) não apenas na gôndola haverá alguém para ajudar na escolha dos vinhos como contratam os melhores sommeliers para assinar a seleção dos vinhos em destaque.

O sueco Andreas Larson campeão mundial em 2007. (Divulgação)

O grupo Carrefour ataca de Paolo Basso o italiano campeão mundial em 2013 e consultor da Air France. Já no supermercado Lidl, a rede alemã é a campeão do hard discount, traz uma seleção assinada por Adam Lapierre um dos 356 Masters of Wine do mundo. Lidl segue sua linha de mudança de imagem e de perfil, cada vez mais qualitativo, o que tende a oferecer maior margem, e oferece uma escolha de tops e outros de custos benefício. Duas escolas distintas de sommeliers e MW. Na França acredito que esta opção por um sommleier campeão é mais valorizada. Já o pioneiro E. Leclerc, foi ele quem criou o conceito de Feirão de Vinhos, traz novamente o sempre simpático Andreas Larson, o campeão Mundial de sommellerie em 2007. A rede inovou e colocou ao seu lado o chef Gilles Goujon que propõe harmonizações e receitas. Além de sortear um jantar gastronômico no restaurante 3 estrelas do chef. Na minha opinião uma ótima ideia, afinal o restaurante é bem pertinho da minha cidade, no interior da denominação Corbières. Vou correndo me inscrever no sorteio. No Brasil as boas redes também usam especialistas de renome. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Jardim de filtros o Big Bang da proteção ambiental

A adega de Buzet é conhecida pelo seu pioneirismo e por seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. Ela tem um certificado que é superbacana o Bee Friendly (amigo das abelhas), pois não usam nenhum produto que faça mal às abelhas. Afinal, são elas que polinizam 82% das espécies vegetais europeias. E, talvez, o mais importante 0% de resíduo de pesticida nos vinhos o que é autenticado em laboratório por Vin & Santé (Vinho e Saúde). Para sacramentar todo este esforço Buzet, mais uma vez pioneira, inaugurou nesta sexta-feira, durante o Ban de Vendanges, abertura oficial da colheita, o seu Jardim de Filtros (foto). Um ecossistema de tratamento natural das águas usadas pela adega. Esta estação vem coroar todo o esforço de proteção ao meio ambiente e ao uso racional da água efetuado pelos produtores.

O Jardim de Filtros trata as águas usadas com plantas. Um projeto calcado no bio-mimetismo, um método muito mais barato do que os tratamentos clássicos, econômico no consumo de energia e sem adição de produtos químicos. O jardim com seu chafariz passa a ser aberto ao público e é mais uma atração para o visitante que aprende noções ecológicas ao passear pela vinícola. O tratamento se dá pela interação entre micro-organismos, plantas locais e o solo. Depois a água é devolvida para o lençol freático. Este ecossistema de tratamento é o maior da Europa com 5000 m e 9000 plantas de 30 espécies diferentes originárias da própria região produtora. Este processo custou duas vezes menos do que uma estação de tratamento tradicional e foi produzida pela Blueset.

O circuito de filtros horizontais e verticais garante o tratamentos das águas. 

Buzet são 1870 hectares de vinhedo, 188 vinhateiros, 95 assalariados para 12 milhões de garrafas vendidas. Sendo 65% de tintos (Cabernet Sauvignion, Cabernet Franc, Merlot e Malbec), rosés 32% e 2% de brancos (Sauvignion Blanc e Sémillon). Não é pequenina e faz um grande esforço pela proteção do meio ambiente. Bola dentro. Santé.

A água recuperada é aerada e oxigenada o que vai estimular os microrganismos a degradar as matérias orgânicas.

Compartilhe:
Comentar

O Big “Ban des Vendanges”, começa a colheita

Estou tomando meu café e escrevendo esta coluna em um pequeno hotel em Darmazan cidadezinha vizinha de Buzet sur Baïse, que empresta seu nome à Denominação de Origem Buzet no Sudoeste francês. Faz parte da região administrativa da Nouvelle Aquitaine, cuja capital é Bordeaux e situada a apenas 100km. É a denominação do Sudoeste mais próxima de Bordeaux. Por decisão dos produtores eles preferem ficar no Sudoeste, mas nada os impediria de se filiar à interprofissão de Bordeaux. Culturalmente estamos numa região Occitana, como no Languedoc.

Vinhedo de Buzet conduzido em gobelet e sustentado por fios de arame.

Vim para o lançamento do Ban des Vendanges, isto é, a grande abertura oficial da colheita da safra em Buzet. Como este ano a colheita está quinze dias adiantada na maior parte da França, inclusive aqui, o “Big” Ban é uma formalidade, pois a colheita das brancas já terminou. Diferentemente de Bordeaux a geada quase não atacou o vinhedo por aqui. As perdas se limitam a 5% e não a 50% como Entre- Deux-Mers, principal região produtora dos pequenos Bordeaux genéricos, que fica a algumas dezenas de quilômetros de Buzet.

O evento foi organizado pela Cave de Buzet, a cooperativa que reúne 96% da produção de Buzet. O corte é tipicamente bordalês com presença das duas cabernets -franc e sauvignion- e merlot. A Cave é pioneira no desenvolvimento sustentável na França, todos os seus vinhos podem ser considerados Vegan. Alguns são orgânicos e produz ainda vinhos sem sulfitos. Continuo na próxima coluna. Santé

Compartilhe:
Comentar
?>