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Veuve Clicquot volta ao topo do ranking no Brasil, Möet & Chandon cai

Veuve Clicquot retoma o posto de Champagne líder no mercado brasileiro em 2017. Faltam ainda dois meses para o encerramento do ano, mas não há dúvidas de que Möet et Chandon cai muito nas vendas e volta para sua posição de vice-líder dos Champagnes mais vendidos no Brasil. Historicamente Veuve Clicquot sempre é a primeira colocada, mas um 2016 atípico fez a sua coirmã Möet et Chandon trazer para o Brasil um volume acima do habitual e assim ser içada ao topo do pódio. Pelo visto houve um descompasso entre importação e vendas e os volumes não se sustentaram em 2017. Ambas pertencem ao grupo LVMH, no Brasil Möet Hennessy Brasil, que detém ainda Ruinart, Krug e D. Pérignon.

As vendas caíram e Möet et Chandon voltou para o segundo lugar no ranking.

Em 2016 Möet et Chandon trouxe para o Brasil 167.683 garrafas e somente 93.459 em 2017. Já Veuve Clicquot importou 120.414 em 2016 e 118.962 esse ano. Esses dados mostram uma queda de 44,3% em volume e 53,8% em valor e uma queda de 1,2% em volume e de 4% em valor para Veuve Clicquot. Os dados são da Ideal Consulting, empresa de consultoria especializada em importações, e abrangem os primeiros 10 meses deste ano, janeiro a outubro de 2017. Para o diretor da Ideal Felipe Galtaroça a situação é provocada por uma mudança nos hábitos de consumo. Alguns fatores são fundamentais nessa mexida como a variação cambial, o aumento do IPI dos espumantes em dezembro de 2015 e a migração do consumidor para outros espumantes importados, especialmente o francês. Outro aspecto importante é o aumento da importação de Champagnes, espumantes e vinhos pelas empresas digitais e os supermercados.

O que se percebe analisando esses números é que a marca de menor glamour do grupo LVMH perde muito espaço para os novos players do mercado. Notadamente os Champagnes importados pelas empresas digitais como Montaudon, a submarca do Champagne Jacquart dedicada a supermercados na França e produzido por Alliance Champagne, é importada pela Wine.com cresceu 65%. A recém-chegada Nicolas Feuillatte trazida pela Evino é a líder na França e terceira do mundo e no Brasil já é a oitava, com crescimento de 493% em volume. Importantíssimo destacar o crescimento de terceira colocada Taittinger, com mais 69% em volume atingindo 69.912 garrafas e não muito distante Perrier-Jouët que com mais 49,5% em volume chega a 63.456 garrafas, ambas crescem devido a uma agressiva política de vendas. A Piper Heidsieck, trazida pelo Bev Group e posicionada no off trade, vendas em lojas e supermercados, também chega forte e conquista mercado na grande distribuição alcançando o sétimo lugar. Neste ritmo Taittinger pode em breve assumir a segunda posição.

Para o diretor da Ideal, as empresas digitais estão fazendo um grande bem ao mercado. São extremamente profissionais e estão ampliando o consumo de vinho no Brasil. Elas ainda possuem algumas vantagens de ICMS, o que as torna muito competitivas, mas que devem terminar em dois anos, afirma Galtaroça. O fim deste incentivo não deve mudar o cenário já que seu grande ganho é não ter de pagar a ST, substituição tributária.  A queda no consumo total de Champagne que havia chegado a ultrapassar a marca de 1 milhão de garrafas antes da crise econômica cai e abre espaço para que o espumante francês ocupe espaço neste segmento premium. Outro fator que deve aumentar as vendas  em um futuro próximo é o provável acordo do Mercosul com a União Europeia que deve retirar o imposto de importação dos vinhos e espumantes europeus.

Observando o antigo estudo do CIVC (Comitê Interprofissional dos Vinhos de Champagne) de 2010, época em que Veuve Clicquot importava 267 mil garrafas e Möet Chandon 180 mil, D. Pérignon 10 mil e que juntas detinham 70% do mercado percebemos hoje uma democratização das marcas líderes, com Taittinger saltando de 4% para 16,8% e Perrier-Jouët atingindo 13,3% quando em 2010 se contentava com 1%. Montaudon 3,2%, Louis Roederer 2,5%, Piper Heidseick 1,7%, Nicolas Feuillatte 1% e Laurent Perrier com 1%, mas com queda 30%, completam a lista dos 9 primeiros colocados.

Apesar de ter recebido as informações da Ideal para análise a Möet Hennesy Brasil preferiu “não comentar os dados de vendas. Além disso é política da empresa não citar números de importação”, afirmou a assessora de imprensa Gabriela Galvêz da Tema Assessoria de Comunicação. Santé.

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