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Château Chasse Spleen não vai aderir aos Crus Bourgeois

Conexão Francesa ouviu Jean Pierre Foubet, o proprietário do Château Chasse Spleen, um dos mais consagrados Crus Excepcionnels do Médoc sobre a nova classificação dos vinhos Crus Bourgeois aprovadas pela Alliance de Crus Bourgeois. Chasse Spleen que estava no topo da hierarquia na classificação de 1932, tem sempre uma boa aceitação da crítica francesa e anglo-saxã. Considerado pelo mais respeitado crítico francês, Michel Bettanne como um Château mítico e um dos mais reputados de Moulis. Mesmo seu segundo vinho Clos de L’Oratoire é bem recebido na França pelos especialistas.

Ao responder à Conexão Francesa J.P. Foubet avisou logo que “fala por ele e não pelos outros Crus Exceptionnels ou Supérieurs. Não conheço a política dos outros produtores. Chasse Spleen não vai aderir a família dos Crus Bourgeois.” A classificação anterior, me parece, já valorizava o mérito. Era a qualidade do vinho que prevalecia. Mas o que me incomodava é que a classificação anual produzia uma espera entre o momento da colocação do vinho no mercado e a obtenção eventual da certificação. Na verdade, era mais uma certificação do que uma classificação. Para Fubet a nova regulamentação que prevê uma validade de cinco anos é um avanço importante.

Mas Fubet prevê problemas pela frente para a Alliance de Crus Bourgeois. A reintrodução da hierarquia vai produzir com certeza descontentes, é da natureza do homem. A questão vai voltar aos tribunais e a confusão vai se estabelecer nos corações e mentes dos nossos clientes, profetiza o proprietário de Chasse Spleen e Camensac em Saint Julien.

Jean Pierre Fubet é proprietário dos Châteaux Chasse Spleen e Camensac.

Apesar de ver aspectos positivos na nova regulamentação dos Crus Bourgeois do Médoc Fubet não vai aderir. A disputa judicial foi uma constante na classificação dos Grands Crus de Saint Emillion e o importante produtor acredita que os tribunais serão os árbitros. Afinal, quem não obtiver a classificação máxima ou se sentir prejudicado vai recorrer à justiça. Santé.

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