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Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Drone serve vinho rosé na praia de Saint Tropez

A cooperativa Les Maitres Vignerons de Saint Tropez conseguiu um grande golpe de marketing ao fazer com que um drone transportasse uma garrafa de Rosé da Provence do seu vinhedo até a uma mesa na praia de Saint Tropez. Foi no último dia 13 na badalada praia francesa. O objetivo foi mostrar aos veranistas que pertinho da praia está o famoso vinhedo da Provence. O vinho escolhido foi o Élegance du Mas de Pampelonne, um Côte de Provence. O drone cumpriu bem sua missão. Ele saiu da vinícola e o depositou precisamente num balde de gelo. Os veranistas aproveitaram para filmar e aplaudir a iniciativa. Confira os melhores momentos no vídeo acima.

 

O Mas de Pampelonne vem de um vinhedo próximo da praia e tem 15 hectares de uvas Grenache e Cinsault. O solo é arenoso e se situa na nobre denominação de origem Côtes de Provence. A propriedade existe desde 1886 e segue na família pelas mãos de Camile Coste. Santé.

 

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Azeite com chocolate, Mersault e vieiras “snackées” fazem trio ousado

Situado no lindo vale des Baux de Provence o Château d’Estoublon é um importante produtor de azeites da Provence, a referência francesa quando se fala de azeite. Com 120 hectares a propriedade cultiva oliveiras desde 1731. Neste mês de julho a família Schneider, proprietária desde 1999, decidiu ampliar a linha de azeites AOP Valée des Baux com um inusitado azeite aromatizado ao chocolate.

Para chegar a este resultado Valérie Schneider explica que foi feita uma maceração de favas de cacau dentro do azeite produzido no Château. Na boca vamos perceber que ele vai mostrar um estilo doce, suave e de muita fineza. Os chefs ou os apreciadores da boa mesa vão poder usá-lo para receitas doces ou salgadas. O objetivo é dar uma nota de originalidade em sobremesas como sorvete de baunilha ou de tomilho com pêra, salada de frutas ou ainda num crumble recém-saído do forno. Para Valérie o azeite com chocolate também tem lugar num magret de pato, num filé de peru, numa polenta e em molhos vinagretes.

Vieiras “snackées” fazem trio perfeito com o azeite aromatizado ao chocolate e um Mersault

O Conexão Francesa encontrou outras receitas que lhe pareceram mais interessantes. Com sorvetes experimentamos no de morango e de pêssego chato (pêche de vignes) e ficou delicioso. Outra sugestão é alterar a receita do creme de papaia e substituir o licor de cassis pelo azeite com chocolate, fica bom. Mas uma sugestão mais ousada, para uma entrada e fácil para o leitor fazer, seria com vieiras snackées. Um vapt vupt na frigideira em fogo alto e um fio de azeite do Château d’Estoublon com chocolate. Para harmonizar um belo vinho da Borgonha. Mas tem de chutar forte para poder encarar de frente. Pegue um Mersault, um Puligny-Montrachet, (…) de bom produtor. Tá bom, sei que o orçamento anda apertado e não vai dar para gastar mais de 400 reais nesse Chardonnay porreta. Seguem algumas sugestões mais em conta. Um Limoux branco terroir de Autan 2012, tem uma boa estrutura e boa acidez sai por R$164 no site da Winetoyou. Um Chablis de alta qualidade como o do Domaine Olivier vendido na Tahaa por R$185 deve fazer bonito.

Minha escolha ideal seria o Mersault Les Pierres de Jean Chartron.

O Château d’Estoublon produz também azeites com aromas de limão, alho, pimenta de Espelette, tomilho, manjericão e, claro, natural (14,90€). O Château 5 estrelas também recebe hóspedes. Com 10 quartos disponíveis as diárias variam de 400€ a 1250€ dependendo da época do ano. Santé.

 

 

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Uma taça de prosa com Laurent Fortin do Château Dauzac – 5° Cru Classé de Margaux

Laurent Fortin – Nasci na região parisiense por acaso, minhas raízes estão no Aveyron, departamento francês famoso por produzir o queijo Roquefort. Estudei numa escola de Comércio, Marketing & MBA. Trabalhei nos Estados Unidos e no Sudoeste francês. Sou diretor do Château Dauzac, Grand Cru Classé da Denominação Margaux desde 2013. Onde tenho feito um trabalho de renovação com uma abordagem de proteção ao meio ambiente.

Meu primeiro vinho – Claro, foi um vinho do Aveyron. Era um Marcillac, da casta Fer Servadou (também conhecida pelos nomes de Braucol, Pinenc e Mansois) produzido de um vinhedo plantado por meu bisavô. Um vinho rústico com aromas de frutas vermelhas.

Minha harmonização predileta – Um grande Sauternes com um Roquefort da fazenda.

Minha região de produção preferida – Margaux evidentemente, vinhos refinados, que se apoiam na fruta-  cassis e framboesa – de taninos sofisticados e longos na boca.

Meu vinho favorito – Sem hesitação um Screaming Eagle, um grande Cabernet Sauvignion do Napa Valley.

Minha melhor safra – Château Dauzac 2015.

Se meu vinho fosse um personagem – Um cavalheiro fazendeiro, culto, refinado tendo pleno conhecimento do seu terroir.

Santé.

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Moët Chandon e Veuve Clicquot confirmam queda nas vendas

A Moët Henessy Brasil, grupo LVMH, entrou em contato com o Conexão Francesa para afirmar que “o líder de venda no país no segmento Champagne é a Moët & Chandon”. Para garantir o que afirma a assessora de imprensa Gabriela Galvêz, enviou dados estatísticos trimestrais de importação de Champagnes elaborado pela Product Audit Internacional, de São Paulo. Os dados da Ideal Consultoria que publicamos no post anterior são mais atuais já que são mensais. Ambos os estudos são baseados em números da Receita Federal. A grande diferença é que os da Ideal estão atualizados até maio. Portanto são dois estudos com períodos um pouco diferentes, mas que vão mostrar a mesma tendência de queda acentuada nas vendas. O tira teima acontecerá no final do ano.

Champagne Taittinger assume liderança Brasil. (foto divulgação)

O que os números da Product Audit (por 1000 garrafas de 750ml) nos mostram é que as marcas líderes do grupo estão perdendo mercado a uma velocidade alucinante. Veuve Clicquot Ponsardin, VCP na tabela, e Moët Chandon estão em queda livre nos últimos três anos. 2016 foi complicado para os Champagnes no Brasil, mas o ano seguinte foi de crescimento para todos os demais produtores, exceto a Willian Deutz, que, no entanto, aparenta já ter retomado o caminho positivo em 2018. Veuve Clicquot, o líder histórico no Brasil, cai 59,3% em dois anos, Moët Chandon cai 48% no mesmo período. Já o challenger (desafiante) Taittinger se recupera da queda de 2016, cresce 78,9% e retorna ao patamar de volume de 2015.

Se olhamos os últimos 12 meses, coluna da direita na tabela, percebemos que a queda das duas líderes se acentua. VCP cai 51%, Moët Chandon diminui o ritmo da queda para menos 16,8%. D. Pérignon e Ruinart, duas marcas do grupo LVMH, que focam no alto da pirâmide dos Champagnes crescem. Enquanto Taittinger cai apenas 8,8%. O quadro mostra também que Perrier Jouët, grupo Pernod Ricard, se recupera da queda de 2016, se aproxima dos números de 2015 e fica provisoriamente na segunda posição com 76.000 garrafas vendidas nos últimos 12 meses, segundo a Product Audit.

Os dados da Product Audit, enviados em nome da Moët Henessy Brasil pela Tema Assessoria, confirmam que o mercado de Champagne no Brasil encolheu, mas o único a perder venda foi a Moët Henessy Brasil. Todos os demais cresceram. O que está acontecendo na Moët Henessy do Brasil? Maison que tanto fez pelo desenvolvimento do Champagne no mercado nacional? Neste estudo da Product que traz a Perrier Jouët em segundo lugar, não deixa dúvidas que a Moët Chandon ainda aparece como líder, mas o relatório os mais recente da Ideal aponta para uma perda da posição. Pernod Ricard que possui também a marca Mumm, aquela que era aberta pelos vencedores de GP de Formula 1, mudou o foco e apostou na Perrier Jouët, que está com taxas de crescimento insolentes nos dois estudos. Vai disputar lugar no podium.

O ranking é estabelecido com base nos volumes importados, sell in, já que os de sell out (vendas para o mercado) entram no campo do sigilo fiscal e não são divulgados para as auditorias e nem pelas empresas. Para vender tem que importar e estes são os números que valem.

Outra informação relevante e agora falando em garrafas e não em caixas, feitos pela Ideal Consultoria e enviados por seu diretor Felipe Galtaroça, e atualizada até maio. São números que a Moët Henessy Brasil ainda não recebeu já que a tabela da Product Audit é mais antiga. O cenário mais recente é o seguinte:

Janeiro a Maio 2018

Taittinger – 27.291 garrafas

Moët Chandon- 23.670 garrafas

Perrier Jouët – 15.847 garrafas

Veuve Clicquot – 15.204 garrafas

No ano móvel Junho 2017 a Maio 2018

 Taittinger – 82.785 garrafas

Moët Chandon- 78.981 garrafas

Perrier Jouët – 75.665 garrafas

Veuve Clicquot – 57.873 garrafas

Montaudon – 21.840

Nicolas Feuillatte – 7.800

 

Os líderes de 2018 provavelmente serão outros. Santé.

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Taittinger desbanca Veuve Clicquot e assume liderança do mercado brasileiro

Pela primeira vez uma marca do grupo Louis Vuitton Möet Hennessy, LVMH, não está no topo das marcas de Champagne mais vendidas no Brasil. O Champagne Taittinger assumiu a pole position provisória do ranking dos últimos 12 meses segundo estudo da Ideal Consultoria. Taittinger era o terceiro colocado e vinha com uma grande taxa de crescimento. A líder histórica do mercado nacional sempre foi a Veuve Clicquot, salvo em 2016 quando esteve no topo a Möet & Chandon, também da LVMH.

Desde que foi lançada pela Interfood no Brasil em 2013 a marca vem conquistando o mercado e agradando ao público apreciador dos melhores Champagnes. Se Taittinger cresceu mais 43,5% nos últimos 12 meses do estudo da Ideal (junho a maio 2017 X junho a maio 2018) Möet & Chandon caiu 46,2% e Veuve Clicquot 59,7%, em valor. Em volume Taittinger cresceu 33,7%, Möet caiu 48,4% e Veuve Clicquot 60,5%. Outras marcas também estão crescendo como Perrier Jouet com mais 81,5%, Montaudon mais 7,8%, Louis Roederer mais 29,9%, Piper Heidsiek mais 66,7% e Nicolas Feuillate mais 712%, mas o volume destas é muito pequeno se comparado à queda das duas principais marcas do grupo LVMH. O mercado está menor e em mudança.

Taittinger Champagne oficial da FIFA , lança série limitada durante a Copa do Mundo. (fotos divulgação)

O segredo deste sucesso nos conta Rafael Martins gerente de marketing de espumantes e do grupo Remy Cointreau na Interfood, importadora exclusiva de Taittinger, nos conta que “o rejuvenescimento da marca através de ações de branding como apoios, patrocínios e parcerias com marcas de luxo e eventos exclusivos tem sido o foco. A grande alavanca estratégica para iniciar este processo de rejuvenescimento foi o fato da marca, em 2013, ter fechado o acordo com a FIFA para ser o Champagne Oficial da Copa do Mundo em 2014 no Brasil e em 2018 na Rússia”, disse.

Para Rafael Martins o “mercado brasileiro está mais maduro, especialmente nas capitais e na região Sudeste, mas ainda temos muitos mercados para melhorar e amadurecer, principalmente para o Champagne. Taittinger está presente em bares, restaurantes, supermercados e lojas especializadas, estes são primordiais para o posicionamento da marca e para o contato com o consumidor final. Uma grande participação nas vendas decorre de eventos sociais e corporativos, ensina.

É este amadurecimento que vai permitir a entrada de outros grandes produtores de Champagne no topo do ranking brasileiro e dar esta sacudida no mercado. A Perrier Joüet já ocupa o 3° lugar em volume deixando Veuve Clicquot em 4°. O market share hoje está assim divido entre os que possuem dois dígitos: Taittinger 21,9%, Möet & Chandon 20,2%, Perrier Joüet 20,5% e Veuve Clicquot 15,2%.

Duas marcas que atuam pela internet estão ganhando mercado, Montaudon, a submarca do grupo Jacquart, que ocupa o 5°lugar com 5,6% de parte de mercado e a recém-chegada, com menos de 3 anos no Brasil, Nicolas Feuillatte, líder na França, já alcançou 2,1%. Todas as demais estão abaixo de 2%.

A família Taittinger com o pai Pierre-Emmanuel, ao centro, o filho Clovis e a filha Vitalie.

A nova líder do mercado tem uma característica que remete aos grandes châteaux de Bordeaux “ela ainda é controlada pela família Taittinger. É a única grande Maison de Champagne que não pertence a um grupo. Por isso a imagem e a qualidade da marca estão muito ligadas às pessoas que fazem parte e dirigem a empresa como Pierre-Emmanuel Taittinger, presidente, e seus filhos Clovis e Vitalie Taittinger, explica o gerente de marketing da Interfood. Na zdorovie !

Observação: Os números da Ideal se referem aos dados de importação. (7/6/2018)

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Sauternes é muito mais do que um vinho de sobremesa

Sauternes é aquele branco licoroso de cor dourada e com aromas de frutas em compota, cítricos, mel e especiarias. Ele anda meio fora de moda, apesar de ser excelente. A produção diminuiu de 24% nos últimos 20 anos. São apenas 6 milhões de garrafas vendidas por ano, uma gota se comparado ao total bordalês de 645 milhões. Com ele sofrem também o Muscat, Saint Croix du Mont, e também o Tokay da Hungria e Passito da Itália. Os vinhos de colheita tardia e os botritisados, a chamada podridão nobre, andam em baixa.

Château Rieussec 1°Cru Classé de Sauternes (fotos divulgação)

 

O Sauternes custa na França o dobro do preço de um Bordeaux médio. Outras denominações francesas são mais em conta e nem por isso surfam numa onda de sucesso. A moda anda mais para seco e menos para doce.

Na classificação de 1855 Sauternes tem no topo Château d’Yquem como um Primeiro Grand Cru Classé Superior, é o único nesta posição. Os demais 26 se distribuem em Primeiros Crus e Segundos Crus Classés. Nesta época ele era mais caro do que os tintos do mesmo naipe. Sauternes são 185 produtores em 2000 hectares nos vilarejos de  Fargues, Preignac, Bommes, Sauternes e Barsac. Suas uvas são a Muscadelle, Sauvignon e Sémillon.

Um esforço de diversos châteaux em ampliar sua capacidade de receber visitantes tem sido feita na região. Alguns se dotaram de restaurantes, salas de recepção para eventos e o Château d’Yquem abriu mesmo uma lojinha. Localmente o enoturismo é um caminho para a revitalização da denominação de origem.

Globalmente acho que as harmonizações são fundamentais. Deixar de ser um vinho de sobremesa e ser um vinho de diversos momentos. A clássica harmonização com o foie gras é perfeita, mas não é a única. É importante na escolha ter ao menos um dos aromas dominantes do vinho como frutas tropicais, mel, cítricos, …mas de forma relativamente discreta. Outra opção são toques de frutas secas ou mel no prato principal fazendo a ligação com o Sauternes. Na linha do contraste a opção pode ser com cozinha asiática que leve curry ou gengibre. E mesmo peixes com molho e alguns crustáceos nobres como lagosta e vieira.

Sauternes e Roquefort é um clássico da harmonização

Uma opção clássica é com queijos tipo Roquefort e Gorgonzola ou qualquer queijo azul. No Brasil o Sauternes pode ser servido até no aperitivo com torrada e pasta de queijos. Acompanhar uma entrada com suflé ou torta de Roquefort. E também figos frescos com queijo de cabra e mel.  Se o prato principal for uma codorna com uvas, frango ao limão ou um coelho à gorgonzola ele será o par ideal. Você pode ousar e ensaiar uma harmonização com uma ricota acompanhada de morangos. Na sobremesa as harmonizações são muitas. Pode ser com um delicioso Saint Honoré, um cheesecake ou simplesmente uma torta de maça com sorvete de baunilha. Não deixe de experimentar com profiteroles. Santé.

A Wine To You aposta no bastardo Sauternes Prestige

Onde Encontrar:

Na Grand Cru diversos grandes vinhos de Sauternes disponíveis como os châteaux Climens, Coutet, Suduiraut, Guiraud e Rieussec

Na Wine To You o Sauternes Prestige não é um GCC, não tem o pedigree. É chamado no site de “bastardo” do Château d’Yquem, pois é feito com as uvas que o d’Yquem desclassifica e vende aos negociantes.  É opção interessante e percebe-se o ADN. Realmente um bastardo.

Na Decanter Châteaux Gravas, Gilette e Les Justices.

 

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