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Sauternes é muito mais do que um vinho de sobremesa

Sauternes é aquele branco licoroso de cor dourada e com aromas de frutas em compota, cítricos, mel e especiarias. Ele anda meio fora de moda, apesar de ser excelente. A produção diminuiu de 24% nos últimos 20 anos. São apenas 6 milhões de garrafas vendidas por ano, uma gota se comparado ao total bordalês de 645 milhões. Com ele sofrem também o Muscat, Saint Croix du Mont, e também o Tokay da Hungria e Passito da Itália. Os vinhos de colheita tardia e os botritisados, a chamada podridão nobre, andam em baixa.

Château Rieussec 1°Cru Classé de Sauternes (fotos divulgação)

 

O Sauternes custa na França o dobro do preço de um Bordeaux médio. Outras denominações francesas são mais em conta e nem por isso surfam numa onda de sucesso. A moda anda mais para seco e menos para doce.

Na classificação de 1855 Sauternes tem no topo Château d’Yquem como um Primeiro Grand Cru Classé Superior, é o único nesta posição. Os demais 26 se distribuem em Primeiros Crus e Segundos Crus Classés. Nesta época ele era mais caro do que os tintos do mesmo naipe. Sauternes são 185 produtores em 2000 hectares nos vilarejos de  Fargues, Preignac, Bommes, Sauternes e Barsac. Suas uvas são a Muscadelle, Sauvignon e Sémillon.

Um esforço de diversos châteaux em ampliar sua capacidade de receber visitantes tem sido feita na região. Alguns se dotaram de restaurantes, salas de recepção para eventos e o Château d’Yquem abriu mesmo uma lojinha. Localmente o enoturismo é um caminho para a revitalização da denominação de origem.

Globalmente acho que as harmonizações são fundamentais. Deixar de ser um vinho de sobremesa e ser um vinho de diversos momentos. A clássica harmonização com o foie gras é perfeita, mas não é a única. É importante na escolha ter ao menos um dos aromas dominantes do vinho como frutas tropicais, mel, cítricos, …mas de forma relativamente discreta. Outra opção são toques de frutas secas ou mel no prato principal fazendo a ligação com o Sauternes. Na linha do contraste a opção pode ser com cozinha asiática que leve curry ou gengibre. E mesmo peixes com molho e alguns crustáceos nobres como lagosta e vieira.

Sauternes e Roquefort é um clássico da harmonização

Uma opção clássica é com queijos tipo Roquefort e Gorgonzola ou qualquer queijo azul. No Brasil o Sauternes pode ser servido até no aperitivo com torrada e pasta de queijos. Acompanhar uma entrada com suflé ou torta de Roquefort. E também figos frescos com queijo de cabra e mel.  Se o prato principal for uma codorna com uvas, frango ao limão ou um coelho à gorgonzola ele será o par ideal. Você pode ousar e ensaiar uma harmonização com uma ricota acompanhada de morangos. Na sobremesa as harmonizações são muitas. Pode ser com um delicioso Saint Honoré, um cheesecake ou simplesmente uma torta de maça com sorvete de baunilha. Não deixe de experimentar com profiteroles. Santé.

A Wine To You aposta no bastardo Sauternes Prestige

Onde Encontrar:

Na Grand Cru diversos grandes vinhos de Sauternes disponíveis como os châteaux Climens, Coutet, Suduiraut, Guiraud e Rieussec

Na Wine To You o Sauternes Prestige não é um GCC, não tem o pedigree. É chamado no site de “bastardo” do Château d’Yquem, pois é feito com as uvas que o d’Yquem desclassifica e vende aos negociantes.  É opção interessante e percebe-se o ADN. Realmente um bastardo.

Na Decanter Châteaux Gravas, Gilette e Les Justices.

 

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