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Moët Chandon e Veuve Clicquot confirmam queda nas vendas

A Moët Henessy Brasil, grupo LVMH, entrou em contato com o Conexão Francesa para afirmar que “o líder de venda no país no segmento Champagne é a Moët & Chandon”. Para garantir o que afirma a assessora de imprensa Gabriela Galvêz, enviou dados estatísticos trimestrais de importação de Champagnes elaborado pela Product Audit Internacional, de São Paulo. Os dados da Ideal Consultoria que publicamos no post anterior são mais atuais já que são mensais. Ambos os estudos são baseados em números da Receita Federal. A grande diferença é que os da Ideal estão atualizados até maio. Portanto são dois estudos com períodos um pouco diferentes, mas que vão mostrar a mesma tendência de queda acentuada nas vendas. O tira teima acontecerá no final do ano.

Champagne Taittinger assume liderança Brasil. (foto divulgação)

O que os números da Product Audit (por 1000 garrafas de 750ml) nos mostram é que as marcas líderes do grupo estão perdendo mercado a uma velocidade alucinante. Veuve Clicquot Ponsardin, VCP na tabela, e Moët Chandon estão em queda livre nos últimos três anos. 2016 foi complicado para os Champagnes no Brasil, mas o ano seguinte foi de crescimento para todos os demais produtores, exceto a Willian Deutz, que, no entanto, aparenta já ter retomado o caminho positivo em 2018. Veuve Clicquot, o líder histórico no Brasil, cai 59,3% em dois anos, Moët Chandon cai 48% no mesmo período. Já o challenger (desafiante) Taittinger se recupera da queda de 2016, cresce 78,9% e retorna ao patamar de volume de 2015.

Se olhamos os últimos 12 meses, coluna da direita na tabela, percebemos que a queda das duas líderes se acentua. VCP cai 51%, Moët Chandon diminui o ritmo da queda para menos 16,8%. D. Pérignon e Ruinart, duas marcas do grupo LVMH, que focam no alto da pirâmide dos Champagnes crescem. Enquanto Taittinger cai apenas 8,8%. O quadro mostra também que Perrier Jouët, grupo Pernod Ricard, se recupera da queda de 2016, se aproxima dos números de 2015 e fica provisoriamente na segunda posição com 76.000 garrafas vendidas nos últimos 12 meses, segundo a Product Audit.

Os dados da Product Audit, enviados em nome da Moët Henessy Brasil pela Tema Assessoria, confirmam que o mercado de Champagne no Brasil encolheu, mas o único a perder venda foi a Moët Henessy Brasil. Todos os demais cresceram. O que está acontecendo na Moët Henessy do Brasil? Maison que tanto fez pelo desenvolvimento do Champagne no mercado nacional? Neste estudo da Product que traz a Perrier Jouët em segundo lugar, não deixa dúvidas que a Moët Chandon ainda aparece como líder, mas o relatório os mais recente da Ideal aponta para uma perda da posição. Pernod Ricard que possui também a marca Mumm, aquela que era aberta pelos vencedores de GP de Formula 1, mudou o foco e apostou na Perrier Jouët, que está com taxas de crescimento insolentes nos dois estudos. Vai disputar lugar no podium.

O ranking é estabelecido com base nos volumes importados, sell in, já que os de sell out (vendas para o mercado) entram no campo do sigilo fiscal e não são divulgados para as auditorias e nem pelas empresas. Para vender tem que importar e estes são os números que valem.

Outra informação relevante e agora falando em garrafas e não em caixas, feitos pela Ideal Consultoria e enviados por seu diretor Felipe Galtaroça, e atualizada até maio. São números que a Moët Henessy Brasil ainda não recebeu já que a tabela da Product Audit é mais antiga. O cenário mais recente é o seguinte:

Janeiro a Maio 2018

Taittinger – 27.291 garrafas

Moët Chandon- 23.670 garrafas

Perrier Jouët – 15.847 garrafas

Veuve Clicquot – 15.204 garrafas

No ano móvel Junho 2017 a Maio 2018

 Taittinger – 82.785 garrafas

Moët Chandon- 78.981 garrafas

Perrier Jouët – 75.665 garrafas

Veuve Clicquot – 57.873 garrafas

Montaudon – 21.840

Nicolas Feuillatte – 7.800

 

Os líderes de 2018 provavelmente serão outros. Santé.

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