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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Criança também gosta de alta gastronomia

Ao menos esta é a aposta do chef triplamente estrelado Pierre Gagnaire, ao assinar um menu crianças para a brasserie do Fouquet’s, o mítico restaurante parisiense que recebe anualmente a festa de entrega do César, prêmio do cinema francês atribuído aos profissionais da 7a arte. Gagnaire espera com esta iniciativa transmitir à garotada o amor pela gastronomia francesa e seus bons produtos.

Menino com o “toque” e o prato principal à mesa. (foto divulgação)

Na entrada camarão, milho e queijo Comté se envolvem de manteiga branca. O prato principal é um escalope de vitelo cozinhado em “cordon bleu” e acompanhado de saborosos purês de legumes verdes e batata. Na sobremesa sorvete de baunilha com mousse de chocolate aerado. Isso é que é papa fina! O cenário é trabalhado com uma apresentação lúdica, jogos de mesa para colorir, e brindes para os pequeninos. A cada menu comprado um toque (o chapéu do chef) assinado Fouquet’s é dado para a criança.  Bom motivo para levar os filhos ao Champs-Elysées em Paris.

O Fouquet’s faz parte do grupo hoteleiro Barrière e a iniciativa não fica restrita à Paris, e acontece também em La Baule, Cannes, Toulouse, Enghien-les-Bains e mesmo em Marrakech, no Marrocos. O lúdico menu estará sendo servido durante todo o mês de setembro. Só faltou o suco de uva para a garotada já ir se acostumando ao vinho, a grande bebida francesa. Santé.

Serviço:

99, avenue des Champs-Elysées

75 008 Paris

Tel: +33 140696050

 

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Exclusivo: França deve produzir entre 44,5 e 46 milhões de hectolitros de vinho

O presidente do Comitê Vinho de France Agrimer, Jerôme Despey, afirmou em coletiva à imprensa hoje, que a safra 2018 deve ficar em 44,5 milhões de hectolitros. Os cálculos do governo, mais otimistas, apontam para 46,1 milhões de hectolitros. Segundo o diretor do setor Vinho Didier Josso, que entrevistamos com exclusividade, os produtores preferem ser mais comedidos nos números. Essa diferença se dá devido a uma menor colheita em dois vinhedos: Charente, onde o rendimento deve ser um pouco menor do que o previsto, e na região de Bordeaux onde a previsão inicial de 5,7 milhões de hl não deve se confirmar. Aqui a colheita deve se contentar com 5 milhões.

Jerôme Despey presidente do Comitê Vinho de France Agrimer. (foto divulgação)

Didier Josso nos diz que a colheita ainda está no começo e fica difícil ser mais preciso. Na região bordalesa a colheita vai começar dentro de dez dias e na região de Charente, onde o Cognac é produzido, somente dia 20 de setembro. O Languedoc também teve sua estimativa reduzida. No início o governo previa 12,4 milhões de hl e baixou para 12 milhões, já os produtores, sempre mais conservadores, preveem 11,9 milhões de hl. Aqui a diminuição foi provocada por fortes ataques de míldio.

A safra deve ter um crescimento médio de 20% em relação ao pequeno ano de 2017, quando a produção se limitou a 36,8 milhões de hl.  A Itália deve manter a liderança mundial de produção com 47 a 49 milhões hl e a Espanha encosta no pelotão da frente com 42 a 43 milhões hl. A colheita promete ser de muito boa qualidade, assegura Josso.  Santé.

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Uma taça de prosa com Arnaud Thomassin do Château de France, Péssac-Léognan

Arnaud Thomassin – Tenho 49 anos e nasci em L’Isle Adam na região parisiense. Me formei em viticultura e enologia no Beaujolais! Sou tecnólogo de nível superior tenho um BTS, Brevê Técnico Superior.  Nessa época eu morava no monte Brouilly, região do Beaujolais e terroir do Cru homônimo. Sempre que vejo um Broully na carta de um restaurante eu peço. Me traz sempre boas lembranças. Fiz meu estágio nos Hospices de Beaujeu, no Beaujolais. Terminei meus estudos em 1992. No ano seguinte fiz meu serviço militar na Gendarmerie que aqui equivale à Polícia Militar. Foi nesse período que eu degustei pela primeira vez o Château Haut Brion! Não me lembro mais da safra. Já em 1994 eu fui para a propriedade familiar o Château de France, que na época era dirigido por meu pai, Bernard, falecido em 2013 (Nota do Conexão Francesa: já participei de uma deliciosa e simpática degustação com Bernard Thomassin na antiga loja do Club de Tastevin, na Av. Almirante Barroso no Rio, do François Dupuis).  Minha primeira safra foi a de 1996. Uma safra muito boa com a Cabernet Sauvignon bem madura. Um belo vinho de guarda. Hoje sou o diretor geral do Château de France que é situado em Péssac, na denominação de origem Péssac-Léognan.

 

Vista do Château de France em Péssac, Bordeaux. (foto divulgação)

Meu primeiro vinho – Eu tinha 12 anos e meu pai me fez provar um vinho branco da Alsácia, Gewurztraminer, colheita tardia, que tinha uma boa dose de açúcar residual, da Cave d’Eguisheim. Eu bebi toda minha taça. Era tão bom e a taça tão pequena…

Minha harmonização predileta – Uma bisteca de Bazas (uma carne com Indicação Geográfica Protegida) com um Crozes-Hermitage do Domaine Michelas Saint Jemms, do vilarejo de Mercurol no norte do Rhône.

Minha região de produção preferida – Côte Rôtie, também no norte do Rhône. Um vinho incomparável. A Syrah, novamente ela, em todo seu esplendor. É um vinho com um belo frescor e muito complexo.

Meu vinho favorito – Château de France 2014

Minha melhor safra -Eu diria o 1996. Foi a minha primeira vez. Como este vinho é enorme.

Nelson Mandela durante a campanha Dê um minuto da sua vida para parar a AIDS. (foto divulgação Nações Unidas)

Se meu vinho fosse um personagem – Nelson Mandela: aberto, generoso, longevo,…

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Château Grand Moulin faz do enoturismo uma ferramenta de marketing e vendas

No verão os châteaux e domaines abrem suas portas aos visitantes. Sejam turistas de passagem, moradores do entorno, frequentadores e amigos. Na França a estação estival faz com que as pessoas saiam de casa e busquem o sol. O dia termina tarde e o sol vai se pôr lá pelas dez da noite. Enquanto a colheita não entra no seu ritmo frenético os vinhateiros aproveitam para ganhar um extra com o enoturismo. Afinal, nada melhor do que vender sem intermediários a bom preço e criar novos embaixadores, como nos ensinam as boas regras de marketing.

 

Le 49.3 é um Vin de France que qualidade que cabe em qualquer ocasião. (fotos divulgação)

Os eventos pequenos e grandes pipocam em todas as regiões produtoras. Bem pertinho de casa acontece toda quinta-feira o jantar do Château Grand Moulin, da AOP Corbières. O Jean Nöel Bousquet produtor emblemático de Lézignan-Corbières, minha cidade, organiza um jantar que oferece entrada, prato principal, queijo e sobremesa por modestos 22€ e tem direito ao vinho do aperitivo à vontade, até o momento de ser iniciado o serviço. Você pode escolher qualquer das cores. Não precisa se limitar ao branco e ao rosé, como manda o figurino. As mesas são colocadas entre as cubas inox de vinificação. Cerca de 150 pessoas se deliciaram com a bisteca, o prato de resistência, aqui chamada de côte de boeuf. Uma verdadeira instituição do churrasco francês. Evidentemente a churrasqueira era alimentada por cepas de videiras que conferem à carne um gosto especial. Os vinhos eram vendidos ao preço da lojinha do Château, ou mesmo mais barato para facilitar o troco.

Carignan, Syrah e Grenache é o corte do La CSG também um Vin de France.

 

Enquanto a brigada do traiteur contratado servia as mesas o cliente ia ao balcão, eles têm um amplo bar para fazer o serviço de degustação, e escolhia seu vinho. Dois vinhos tintos descomplicados faziam sucesso o Le 49.3 e o La C.S.G. O primeiro é uma alusão a um recurso presidencial para impor a aprovação de uma lei  sem submetê-la ao voto do parlamento e CSG é a abreviação de Contribuição Social Generalizada, um imposto similar ao Cofins no Brasil. O Le 49.3 é um vinho que serve para qualquer ocasião e La CSG é o corte Carignan, Syrah e Grenache. Este tem um vermelho violáceo profundo, aromas de frutas negras, alcaçuz e possui  bom corpo. Já o Le 49.3 é um vinho frutado com aromas de pequenas frutas vermelhas e bem fácil de beber. Como o artifício legal pode se impor em qualquer ocasião. Custavam no jantar apenas 8€.

Já foi o top da casa, mas segue em alto nível.

 

Na hora em que a bisteca enorme chegou optei por um vinho mais tradicional o Terres Rouges (terras vermelhas) alusão a uma parcela do terroir de Lézignan, próximo ao vilarejo de Conilhac-Corbières, que tem esta cor e onde uma parte das vinhas estão plantadas. Quando fiz minha visita técnica ao Grand Moulin em 2005, durante minha formação em enologia, este era o vinho top da casa. Hoje existem ainda dois Corbières-Boutenac,  no alto da pirâmide. Por 10 euros você recebia um vinho de corte Syrah e Grenache de parcelas selecionadas, com envelhecimento de 12 meses, sendo 1/3 do vinho em barris franceses e 2/3 em cubas de inox. Terres Rouges vai ter uma nota de baunilha que não vai esconder os deliciosos aromas de frutas vermelhas e negras maduras, nem as especiarias. De bela elegância este vinho é encorpado e tem um final longo. Um vinho que você pode guardar mais de dez anos. Na saída Jean-Noël Bousquet se despedia de cada conviva personalizando o evento e captando novos embaixadores. Seus vinhos ainda não estão disponíveis no Brasil. Santé.

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Moulin Rouge lidera consumo com 240 mil garrafas de Champagne por ano

O cabaré mais famoso do mundo, o Moulin Rouge de Paris, é o maior consumidor de Champagne do mundo. O Champagne é a bebida oficial da casa e são consumidas anualmente 240 mil garrafas por ano. Com seus 900 lugares, sempre ocupados, a casa oferece uma carta de Champagnes e vinhos franceses de alta qualidade. O serviço é garantido por uma brigada de 120 profissionais: maîtres d’hotel, chefes de setor e garçons. É a maior da França. A cozinha é gastronômica e preparada no local pelo chef David Le Quellec e seus 25 cozinheiros. Dançarinas, dançarinos, cantores, acrobatas, contorcionista e outros artistas fazem no palco um belo e empolgante espetáculo. 400 pessoas trabalham no Cabaré e garantem a sua noite desta que brilha desde 1889.

 

As Doriss Girls em cena. ( fotos Moulin Rouge)

Você não vai ao Moulin Rouge, somente para tomar Champagne. Jantar e dançar na pista antes dos artistas entrarem em cena são momentos encantadores, não perca. Você vai se sentir como no filme homônimo de Baz Luhrmann ao entrar na pista e dançar com sua Satine e ver o famoso Cancan do cabaré onde as dançarinas cantam e gritam, com voz alta e forte, a cada grande movimento. Existem diversos magníficos momentos no espetáculo, mas o clássico dos clássicos é French Cancan. Este que é o mais famoso do mundo é executado pelas belas Doriss Girls.

A revista Féerie acontece em dois espetáculos por dia, 365 dias por ano, executados por 60 dançarinas e 20 dançarinos . A decoração Belle Époque do salão é idêntica àquela em que Nicole Kidman e Ewan McGregor contracenaram. Quando se chega em Montmatre, na Place de Clichy você vê a fachada do moinho vermelho iluminada tal qual no cartaz do filme.

O Champagne La Cuvée Brut de Laurent-Perrier é servido em garrafa ou meia garrafa no balde de prata. (Foto RR)

Os ingressos incluem meia garrafa de Champagne por pessoa por apenas mais 10€ (R$ 44). Na carta os Champagnes começam a ser vendidos a 90€ (R$ 396). Os primeiros da lista, mas nem por isso inferiores, são o Delamotte Brut e Duval-Leroy Brut. Seguidos de Laurent-Perrier La Cuvée, Louis Roederer Brut Premier, Taittinger Cuvée Prestige e Charles Heidsieck Brut Réserve por 98€ (R$ 435). Uma verdadeira tropa de elite nos primeiros preços. A 105€ (R$ 466) Bollinger Spécial Cuvée, Billecart-Salmon Brut (Réserve Moulin Rouge) e Gosset Grande Réserve Brut. A 120€ (R$ 532) Taittinger Prélude e a 130€ (R$577) Duval-Leroy Cuvée MOF. Os 700 baldes do serviço são todos de prata e vem com um pouco de gelo no fundo, peça mais.

O French Cancan é um dos pontos altos do espetáculo Féerie.

As Champagnes de Prestígio são em geral safradas como a Louis Roederer Brut Nature Starck por 200€ (R$ 888) e Bollinger 1999 e 2004, La Grande Année, por 300€ (R$ 1332). Dom Pérignon 2009 e Henri Abelé Cuvée Le Sourire de Reims saem por 380€ (R$ 1687).  Dentre as Blancs des Blancs destaque para D. Ruinart 1990 a 430€ (R$ 1910) e Salon “S” safra 2002, 450€ (R$ 2000).  Fechando a lista das brancas tem a Louis Roederer Cristal, 2002, 2004, 2005 ou 2006, por 550€ (R$ 2442). As Rosés começam com 110€ (R$ 488), passando por uma Perrier-Jouët Belle Époque Rosé por 380€ (R$ 1688). Fechando a lista a D. Pérignon Rosé 2005 por 650€ (R$2886).

As Doriss Girls no camarim

Os vinhos começam a 70€ (R$ 310) com um Château Lagrange, Graves, 2016, Château Larose de Gruaud 2012, o segundo vinho do Gruaud Larose sai por 80€ (R$ 355) e Château Clerc Milon 2004, GCC de Pauillac sai por 110€ (R$  488). A seleção de grandes Bordeaux tem ainda seis grandes vinhos e destaco aqui Château Léoville Poyferré, GCC de Saint Julien, 2003, por 200€ (R$888), Pichon Longueville Comtesse de Lalande, 2004, GCC de Pauillac por 300€ (R$1322) e o mais caro e nobre Château Mouton Rothschild, 1996, GCC de Pauillac por 850€ (R$ 3774). O sommelier da casa não esqueceu as demais regiões da França. Da Borgonha tem Louis Latour, Bouchard Père e Fils, Petit Chablis do Domaine W. Fèvre, do Sul do Rhône tem Dela Frères, e da Provence o Domaine Ott e Château La Martinette. O Loire traz um Vouvray do Château Gaillard e um Sancerre do Domaine du Pré Semelé.

O chef David Le Quellec e duas Doriss Girls

Para tantos vinhos era necessário uma cozinha gastronômica e o Chef David Le Quellec, é contratado em 2015 e deixa o Café Terminus no Hotel Corcorde Opéra. Ele tem uma carreira meteórica e passagem por: Ledoyen Taillevent, a Table du Cinq no Four Seasons George V, o Four Seasons Resort Provence,  o Hotel Impérial Garoube Relais &  Château. No abaré ele passa a servir cerca de 600 jantares por dia, 365 dias por ano, no Moulin Rouge.  Ah, sua esposa é Stéphanie Le Quellec vencedora do Top Chef 2011. Santé.

Feliz Dia dos Pais

 

Serviço:

Endereço:

82 Boulevard de Clichy, 75018 Paris

Como chegar:

Pegue o metrô  e prefira as linhas 2 (Blanche), 13 (Place de Clichy) e 12 (Pigalle).

http://www.moulinrouge.fr

 

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Safra 2018 terá maior volume do que a de 2017

A safra de 2017 foi pequena em toda a França devidos aos caprichos da mãe natureza. Já 2018 com as boas chuvas de maio e junho e o calor do verão promete uma colheita bem maior. Mas nem tudo é alegria. Fortes ataques de míldio, especialmente no sul da França, que prejudicou sobretudo os que conduzem o vinhedo em modo orgânico, e um tanto de granizo e geada tiraram a alegria de alguns produtores. A produção vai ser maior e a safra promete ser de boa qualidade. Em consequência devemos ter menor pressão sobre os preços.

As videiras possuem raízes que podem chegar a 40 metros de profundidade.

O forte calor das últimas semanas na França tem prejudicado os cerais e outras lavouras. Mas a uva ama o sol. Suas raízes profundas encontram a água a dezenas de metros da superfície. Vamos aguardar e ver como vai ser a colheita que já está começando em algumas regiões. Somente ao final poderemos ter um balanço mais preciso. Santé.

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Paris 39°C e os restaurantes dos parisienses

A temperatura anda bastante quente neste verão em Paris e para a próxima terça feira o serviço meteorológico – Météo France – prevê máxima de 39°C.  Mas não anda longe disso nestes dias. Nessas horas achar uma sombra é maravilhoso. Mais parece o Rio de Janeiro de tão quente. Os parisienses sabedores da situação já viajaram para o litoral. Aqui até o governo fecha no verão. Férias são férias. Eu que saí da beira do Mediterrâneo para visitar Paris estou sentindo este calor na pele. Ao cair da noite, lá pelas 21 horas as ruas se enchem e a festa começa. Nessas andanças descobri três pequenos restaurantes de cozinha regional que são bem interessantes. Sendo o terceiro israelense.

Truffade é o acompanhamento da “onglet”, corte de carne típico da França.

Um fica em Montparnasse é o Le Plomb du Cantal, a comida é típica do departamento de Auvergne de onde vem o conhecido queijo Cantal. Plomb quer dizer chumbo e posso afirmar que a comida vai pesar no estômago. O omelete é feito com três ovos, papo sério pode ver na carta. Mas o que marca mesmo são dois acompanhamentos clássicos a “truffade” e o “aligot”. Eles acompanham magret de pato, entrecôte, e outras carnes. A “truffade” é um prato à base de batata, queijo Tomme do Cantal, alho e bacon. Vem muito bem servido. Já o “aligot” vai ter a textura de um purê de batatas puxa-puxa, pois além das batatas tem o Tomme do Cantal derretido, creme de leite e alho. Outra delícia regional francesa. Na taça, jarra ou garrafa o restaurante propõe o Brouilly de Louis Tête, muito bom produtor e algumas outras regiões. Mas vale descobrir a jarra de vinho da região de Auvergne, tem em garrafa também. Muito bom para harmonizar com os copiosos pratos regionais.  São três restaurantes iguais e fui no Jolivet, que está agora fechado para férias, mas a 50 metros no 3, rue de la Gaïté tem outro idêntico.

 

Salada diamant do Chez Gladines, uma instituição parisiense.

Do outro lado da cidade, em Saint Germain, tem o Chez Gladines, no melhor estilo pé sujo, traz a cozinha do país basco, Sudoeste francês. Pedi uma salada diamant que de salada tinha um leito de alface e alguns tomates que dava cor a moela de pato, fígado, queijo, batatas, ovo estrelado, bacon e “fines herbes”. Tem uma seleção de vinhos do Sudoeste e de outras regiões da França. Este está aberto em agosto. São cinco restaurantes.

 

Cerveja Maccabee de Israel leve, agradável e com ligeiro amargor.

Para quem for ao Marais e gostar de um Fallafel sugiro o L’As do Fallafel. Tem para levar e para comer no local, mais de cem lugares. Sanduíches ou pratos. Tem vinho de Israel (Carmel, Yarden e Gamla) e francês na carta, inclusive em meia garrafa. Também de Israel a cerveja Maccabee. Lugar simples e comida muito boa com precinho pequeno. Tem fila na porta.

Com esse calor tirei folga e tomei uma gelada. Santé.

 

Serviço:

Le Plomb du Cantal Jolivet 

5, rue du Maine – XIV –

Tel. :0142 -7989- 79

Preço – €€

Chez Gladines  

11 bis, Rue des Halles

Tel. :0142- 2107- 00

Preço – €€

L’ As du Fallafel

34, Rue de Rosiers

Tel.: 0148- 8763 -60

Preço – €€

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O Grand Bistro causa sensação no verão parisiense

Garry Dorr deu uma sacudida no menu dos seus quatro Grandes Bistros e no Bistro des Deux Théâtres, em Paris, ao chamar os gêmeos Jacques e Laurent Pourcel, chefs triplamente estrelados de Montpellier, para assinar um menu de verão dos seus restaurantes. Grand Bistro tem uma cozinha que o francês chama de “bistronomic”, isto é um Bistro gastronômico. A carta de vinhos é ampla e contempla muitos países. Elaborada por Maxime Barraud, sommelier do ano 2017 da Wine Spectator. Além de garrafas oferece 22 vinhos na taça. Vai do Champagne ao Languedoc passando pelo Vale do Loire e Borgonha.

Os irmãos Purcel, chefs estrelados de Montpellier (foto divulgação)

Fui no Grand Bistro de Breteuil que é bem decorado, tem grande espaço e bonita adega no final do salão. Tem na sua carta garrafas de vinho de 19€ (R$83), um IGP d’Oc do Domaine Nicole até um Pavillon Rouge do Château Margaux 2005 por 249€ (R$ 1095). Para quem está acostumado a tomar um Chardonnay de Paul Mas no Brasil, trazido pela Decanter, pode pedir a taça que sai por apenas 5€ (R$22). Tem para todos os bolsos. Bistro é assim.

Bacana é que o menu não mudou de preço com a chegada dos irmãos Pourcel. O menu tudo incluído sai por 44€ (R$194) e o sem bebidas sai por 35€ (R$154). Veja tudo que tem na oferta. O aperitivo é uma taça de Kir Royal (Champagne mais licor de cassis) ou um americano acompanhado com torradas e tapenade (pasta de azeitona). Depois você pode escolher entre 9 entradas – provamos três de cada -, 8 pratos principais e 9 sobremesas assinadas aqui por Ihlan Moudnib, Master Chef e vice-campeão mundial de pâtisserie. Para fechar a conta Ihlan propõe também o café o café gourmet, é o café acompanhado de mini sobremesas. A fórmula parece estar agradando, afinal a frequência dobrou em relação à do ano passado.

Magret de pato é um dos destaques do novo menu de verão. (fotos Rogerio Rebouças)

Madame M. e eu tomamos o Kir Royal. A tapenade estava muito bem-feita. Depois degustamos três entradas: sardinha marinada no sal e seu caviar de berinjela, posta de salmão defumado e creme de ruibarbo e a entrada do dia burrata com pesto de rúcula. A sardinha veio num molho de tomate com aniz, pimentão, tomate e beldroega também chamada no Brasil de salada de negro. O molho estava muito interessante. O salmão defumado cortado em fatia grossa faz uma grande diferença na boca e na apresentação. A compota de ruibarbo tinha limão e mostarda à l’ancienne decorada com pequenas folhas de espinafre. Delicioso. A burrata era de muita qualidade e saborosa veio com um molho pesto de rúcula, ananás zebra (variedade de tomate criada por Tom Wagner), azeite de olivas perfumado com manjericão. Tudo muito bem equilibrado.

Um dos bons vinhos da carta é o Bordeaux B de Maucaillou.

Descobrimos três dos pratos principais dos irmãos Pourcel e vimos passar para a mesa ao lado um belo brochete de vieiras e camarão vg que estava de dar água na boca. Atum meio cozido com duo de alcachofra, crocante de trilha com tomate em compota e tiras de magret de pato nas peras formaram nosso trio de resistência. A trilha tinha no molho uma base de creme de leite e cebolinha, caviar de berinjela, tomate confitado, cebola grelhada, beterraba e a trilha estava dentro de folha de brick, massa mais fina que a de pastel). O meio cozido de atum e seu purê de alcachofra de berrigule, maçã na grelhada e alcachofra crua completando o duo. O pato suculento tinha um cozimento perfeito, o que valorizou a carne, o pêssego cozido quase ao ponto, era acompanhado de um gratin dauphinois perfeito. A casa tem fritas secas e crocantes como manda o figurino. Acompanhamento ideal do steack tartare. Afinal, Bistro sem fritas não existe.

Para harmonizar na taça você tem como várias boas opções como o Sancerre de Thierry Merlin Cherrier para o que vem do mar. Eu optei pela terra e fui de B de Maucaillou 2016, um Bordeaux Superior. Château Maucaillou é um Moulis em Médoc, que vale um Grand Cru Classé e nesse preço é vendido. O seu Bordeaux, o primo mais em conta, é intenso, sedoso, longo e com aromas de frutas vermelhas e pretas maduras com notas de baunilha e especiarias. Um vinho com estirpe.

Champagne Ayala faz parte da elite

A sobremesa também veio em dose tripla de degustação. O mil folhas dos anjos é uma tentação de grande tamanho. Enorme e deliciosa. A torta fina de maça com sorvete é um clássico. A salada de frutas de época é apresentada sobre um leito fino de abacaxi. Tudo lindo e perfeito. Harmonizei com uma taça de Champagne Ayala Brut Majeur. Esta Maison é uma das grandes referências de Champagne. A uvas vem de parcelas Premier Cru e Grand Cru com 45% de Pinot Noir, 30% de Chardonnay e 25% de Pinot Meunier e tem 3 anos de envelhecimento na adega, o que lhe confere grande complexidade. Belo frescor e mineralidade num estilo aéreo. Fechou com louvor o almoço “bistronomic” de alta qualidade assinados pelos chefs Pourcel. Santé.

 

 

 

 

 

Mil folhas dos anjos vem no tamanho grandes prazeres.

 

Serviço:

Grand Bistro Breteuil
3, place de Breteuil
Paris 7ème

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