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Chupar pedra e beber água da montanha permitem entender a mineralidade no vinho

Ontem, no jantar, para acompanhar um bacalhau fresco com molho de manteiga branca e limão, servido com espinafre e batatas “Daulphine” abri um Chablis Bernard Loiseau & Albert Bichot, 2016. Produto da parceria do restaurante estrelado e do famoso produtor da Borgonha. É degustando o delicioso vinho que começo a sentir aromas minerais. Descrever estes aromas é sempre um desafio pela falta de referência do leitor e mesmo daquele que degusta.

Chablis com dupla assinatura Bernard Loiseau e Albert Bichot tem aromas minerais.

A geologia de Chablis é de origem sedimentar que data do período entre o Jurássico superior e Cretáceo inferior. O solo calcário tem formação geológica do Kimmeridigiano e Portlandiano. Vai ser ele que vai levar estes aromas complexos ao vinho. Como bem descrever esses aromas?

Enquanto você não chupar uma pedra ou beber água pura e cristalina de um rio de montanha é difícil perceber essa especificidade aromática. Atrás do termo mineralidade encontram-se aromas como giz, iôdo, sal e pedra de isqueiro. Este você percebe facilmente ao cheirar a faísca do isqueiro ou ao friccionar duas pedras do terroir de Muscadet Côte de Grand Lieu no Vale do Loire. Os aromas de iôdo que vão favorecer harmonizações com ostras como as de Arcachon no Atlântico, mais do que as do Mediterrâneo. Esses perfumes podem estar presentes em certos vinhos, especialmente brancos do Vale do Loire como Muscadet e Sancerre, e na Borgonha o Chablis. Eles vão trazer sensações salinas e iodadas. Alguns tintos leves ou de velhas vinhas ou ainda de terroirs frios, vão oferecer sensações minerais. Boa degustação. Santé.

 

 

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2 Comentários

Comentários:

  • Coisas sem importância….

    Jean Peaget

    11 de setembro de 2018 às 15:03

    • Uma questão de ponto de vista. Claro que o prazer gastronômico não é o calor da política.

      Rogerio Rebouças

      12 de setembro de 2018 às 10:35

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