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Uva nazista gera polêmica na Áustria

O mundo vitícola da Áustria debate se deve mudar o nome da uva mais utilizada na produção de vinhos locais. A tinta Zweigelt nasce do cruzamento da Saint Laurent, antigamente cultivada no Sudoeste e na Alsácia, e da Blaufränkisch, uva tinta com origem nos países do leste europeu. Criada entre as duas Guerras Mundiais pelo botânico austríaco Fritz Zweigelt (1888-1964) ela é hoje objeto de grande polêmica. Afinal, Fritz era nazista de primeira hora e antissemita convicto. (Na foto vinho austríaco com o rosto do botânico nazista.)

Inicialmente batizada “rotburger” a uva desde 1975 usa o nome do seu criador. É com este nome que o vinho desta cepa é hoje comercializado em restaurantes e lojas. A Áustria que nunca assumiu sua culpa pela colaboração com o nazismo convive com este debate. Dois vinhateiros e um restaurante de Viena passaram a chamar o vinho “Blauer Montag” (Segunda Azul) uma alusão a um início de semana difícil depois de ter enchido a cara no final de semana.

A uva austríaca é também cultivada na Alemanha e Inglaterra.

O organismo de promoção do vinho austríaco Österreich Wein Marketing, se disse aberto a discussão caso o tema seja aprofundado e tudo comprovado. Há um precedente na Alemanha onde uma uva chamada Dr.Wagnerrebe, o que era uma homenagem a um dirigente agrícola do III Reich, foi renomeada “scheurebe”  depois da II Guerra, nome de seu inventor. Já na Áustria é chamada “sämling 88”, isto é, semente 88. Durma-se com um barulho desse. Já demorou demais a mudar de nome. Santé.

(no próximo post publicamos o resultado final da degustação de Champagnes).

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