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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Uma taça de prosa com Didier Depond dos Champagnes Salon e Delamotte

Tenho 54 anos e nasci em Tours no Vale do Loire. Em 1986 entrei no grupo Laurent-Perrier e hoje presido o Champagne Salon e Delamotte (ambos fazem parte do grupo) que são vinificados no mesmo local. Comecei minha carreira como vendedor e depois fui para o marketing onde cheguei ao posto de diretor geral em 1997 e presidente em 2000. Meu primeiro vinho – Meu primeiro vinho eu provei muito cedo como é tradição numa família de vinhateiros, meus dois avós eram produtores na Touraine. Respeitando o antigo costume uma gota de vinho na ponta do dedo de meu pai foi colocada na minha boca durante meu batismo. Sorte de iniciante era um bom Sauvignon branco.
Minha harmonização preferida – Sem dúvida Champagne com trufas ou com um Comté, (queijo de massa dura) curtido 12 meses. Já com um Champagne de safra antiga gosto de um “ris de veau” (timo do vitelo) ligeiramente grelhado.

 

Minha região preferida – Quando nós amamos realmente o vinho estamos sempre abertos a diferentes regiões e bons vinhos são produzidos em muitas partes do mundo. Eu prefiro beber os bons e os grandes vinhos, não importa de onde venham. Bordeaux, Borgonha e Champagne são meus prediletos, mas não esqueço a Argentina e seus Malbecs, a Espanha e seu Jerez, nem Portugal e o vinho do Porto.

 

Meu vinho favorito – A ocasiões são muitas para beber bons vinhos e conforme o momento irei mudar. Meus Champagnes, claro. Eu gosto de beber um Fino (Jerez) ou um grande Armand Rousseau, da Côte de Nuits na Borgonha, ou ainda um Léoville Las Cases, de Saint Julien no Médoc.

Didier degusta um Salon 2002. (fotos Michel Jolyot/divulgação)

Minha melhor safra – Produzir vinhos e safras é como o nascimento em uma família. Cada filho é precioso e todos devem ser amados. Eles serão diferentes, cada qual com sua personalidade. Em Delamotte o Blanc des Blancs é um vinho fabuloso, bem equilibrado e verdadeiro. Um vinho para beber e repetir. Ele é a carteira de identidade da nossa “Maison”. Já em Salon somente produzimos nos grandes anos. Foram apenas 37 no século XX, caso único no mundo do vinho em todos os continentes. Então destaco Salon 1997, Salon 2002 e, em breve, Salon 2008 que foi produzido apenas em formato magnum.


Se meu vinho fosse um personagem – Talvez Napoleão pela força e ambição, mas também uma mulher como Audrey Hepburn, a perfeita feminilidade, a perfeita elegância, enfim “la classe”. ( Detalhe de poster Audrey Hepburn)
Santé.

P.S. – O Blog volta na segunda semana de Janeiro. Feliz Ano Novo.

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