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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Lagosta e Champagne formam um par perfeito

Os ventos do otimismo sopram no Brasil após as eleições. Investimentos são anunciados e empregos devem ser criados. Mais vendas e mais negócios nos estimulam a uma gastronomia mais nobre. Que tal harmonizar lagosta? Vamos aproveitar a promoção do Zona Sul? Lagosta fresca a R$51,99. Ou você pode ir na feira ou peixaria e encomendar sua lagosta.

Que tal preparar uma lagosta na brasa com molho de limão siciliano ou um risoto de lagosta. Vamos harmonizar?

Champagne Rosé Nicolas Feuillatte vem com bolsa térmica em couro na Evino.

Lagosta na brasa – Minha escolha preferencial será por um champagne rosé. Tem muita coisa boa no mercado. Nossa escolha vai para o Champagne Nicolas Feuillatte brut rosé que tem um precinho muito camarada e 91 pontos na Wine Spectator. As bolhas finas e delicadas, os aromas de pequenas frutas vermelhas e a intensidade que nasce do corte onde dominam as uvas escuras Pinot Noir (60%) e Pinot Meunier (30%). Um par perfeito. Na Evino por R$ 239,00.  Outra opção, pra quem não quiser um rosé é o Champagne Drappier Carte d’Or onde 93% são de uvas são Pinots. Na Zahil por R$ 462,00.

O Chablis do domaine Seguin-Manuel é vinificado como um Grand Cru.

O risoto de lagosta vai pedir com uma certa mineralidade e uma ponta de perfumes cítricos. Um Riesling será uma boa escolha. Domaine Paul Blank Riesling 2006 tem muito boa tensão, aromas cítricos e notas florais vai fazer o serviço. Na Decanter por R$ 216,67. Prefere Borgonha? Que tal um Chablis com uma bela mineralidade? Experimente o Chablis, 2016, do Domaine Manuel Seguin. O enólogo e produtor é o craque Thibaud Marion. O vinho é vinificado e envelhecido como um Grand Cru. Um chablis para quem gosta de belos vinhos. Na Wine To You por R$ 492,50. Santé.

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Borgonha – 28° Concurso dos vinhos do Grand Auxerrois

Uma Borgonha desconhecida pode ser encontrada no vinhedo do Grand Auxerrois, não estou falando da uva branca Auxerrois da região de Lorraine, mas de um vinhedo da nobre Borgonha. A cidade de Auxerre é situada no departamento do Yonne o mesmo da famosa denominação Chablis.

Grand Auxerrois tem quatro zonas de produção de referência, terroirs. Auxerrois que cobre dez vilarejos ao sul e sudeste de Auxerre. Mais a leste depois de passar por Chablis está o vinhedo do Tonnerrois no vale de Armançon que cobre o vilarejo de Tonerre. Ao sul fica o Vézélien com seus quatro vilarejos, que tem seu nome emprestado da cidadezina de Vézelay. Completando o terroir temos as encostas de Jovinien, ano norte, com um vinhedo que se estende pelo vilarejo de Joigny. A produção do Grand Auxerrois é de quase 100 mil hectolitros repartidos sobre 2000 hectares de vinhedo.

Uma explicação mais detalhada me pareceu necessária para poder comentar o resultado do 28° Concurso dos Vinhos do Grande Auxerrois. O concurso reuniu 55 jurados que incluem enófilos experientes, jornalistas especializados, enólogos, agentes, comerciantes e outros profissionais do vinho. Eles degustaram 201 amostras de 51 produtores. Somente foram 79 premiados: 15 de ouro, 34 de prata e 30 de bronze. As denominações villages desta região da Borgonha são Irancy, Saint Bris e Vézelay. As regionais exclusivas do Grand Auxerrois são: Bourgogne Chitry, Bourgogne Côte Saint-Jacques, Bourgogne Côtes d’Auxerre, Bourgogne Coulanges-la-Vineuse, Bourgogne Epineuil e Bourgogne Tonnerre. Além de denominações comuns à Borgonha como: Bourgogne, Bourgogne Aligoté, Bourgogne Passe-tout-grains, Coteaux Bourguignons et Crémant de Bourgogne.

Nestas mais conhecidas vi dois vinhos da maison Pascal Bouchard, hoje fazendo parte do grupo Albert Bichot, que foram premiados. O Bourgogne Aligoté, 2017, com a medalha de prata e o Crémant de Bourgogne com a de bronze. O primeiro está disponível no Brasil pelas mãos da Barrinhas com a safra 2015. Pascal Bouchard é famosa pelos são grandes Chablis.

O Bourgogne Aligoté cuvée Saint Pierre 2015 que a Barrinhas trouxe também é premiado. Foi selecionado pelo mais importante guia francês o Hachette e tem elogios da revista americana Wine Enthusiast. Uma excelente relação qualidade preço para um Borgonha. A Barrinhas também tem na sua carta o Chablis Classique, os Borgonhas Chardonnay e Pinot Noir Réserve Saint Pierre. Complementando a linha o Pinot Noir Louis e o Chardonnay Cleophas, ambos Pays d’Oc da Bouchard. Santé.

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Feliz Hallowine

Eu nunca fui muito fã de festa de Halloween. Sempre achei algo importado e que não era da cultura brasileira. Na minha infância era Cosme e Damião. Mas com o tempo percebi que a festa certa é a Hallowine. Ah, se tem vinho eu estou dentro.

Toda desculpa é boa para juntar os amigos, fazer uma festa e beber vinho. Não necessariamente nesta ordem. Decore a mesa com uma grande abóbora, capriche na fantasia, prepare uns beliscos ou tapas. Abra os espumantes, e se puder Champagnes, ou o vinho que preferir. Faça desta festa uma ocasião para abrir boas garrafas. Se quiser incrementar com drinks não esqueça o gelo seco para sair aquela fumacinha bacana.

Uma sugestão? Rosé d’Enfer no Verdemar de Belo Horizonte ou o Démon Noir malbec no Zona Sul do Rio ou Supernosso de BH. Santé.

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Ingleses acham que entendem mais de vinho do que os franceses

 

A empresa de consultoria Sowine, especializada no mundo do vinho, publicou no final de setembro um estudo comparando hábitos de consumo de franceses x britânicos. Por mais surpreendente que seja a geração milênio britânica (42%) se considera mais conhecedora em vinho do que seu equivalente francês (30%). Eles também se consideram mais interessados em aprender sobre vinho do que os franceses (38% x 23%). Para apreciar um bom vinho os franceses (67%) acham que se deve conhecer um pouco mais sobre o vinho do que os ingleses (54%).

A geração milênio britânica posta mais fotos de vinhos que a francesa. (ilustrações Sowine)
Os franceses (34%) são consumidores mais regulares de vinho do que os ingleses (26%). Eles também preferem tomar o vinho na tranquilidade do lar enquanto que os ingleses optam por ir a espaços públicos ou ao pub. Os britânicos postam mais fotos dos vinhos degustados na rede social (48%) do que os franceses (24%). Os súditos da rainha (40%) compram mais pela web do que os descendentes dos gauleses (29%). Na hora de comprar pela rede os ingleses procuram sites de supermercados já os franceses tiram onda e compram diretamente no site dos produtores. Afinal, a França é o país dos grandes vinhos a bom preço. Santé.

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Itália segue como maior produtor mundial de vinhos

Apesar da boa colheita de uvas na França o resultado não permite ultrapassar a Itália e recuperar o posto de maior produtor mundial de vinhos em volume. Mesmo com um aumento de 27% em relação a 2017, ano complicadíssimo, a França tem que se contentar com o segundo lugar mundial. A Itália também trabalhou bem e projeta uma safra com mais 15% e 49 milhões de hectolitros no total. A França fica com a marca de 46,7 milhões de hectolitros. Dados estimativos divulgados nesta segunda feira por France Agrimer.

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O crescimento francês foi prejudicado por algumas circunstâncias climáticas que desencadearam importantes ataques de míldio, fungo que se propaga com a chuva, na bacia do Mediterrâneo. Comparando com a média dos últimos cinco anos o Languedoc Roussillon, o Sudeste (leia-se Provence e Rhône) e a Córsega ficaram abaixo da média. Para os consumidores e importadores fica a certeza de que não vai faltar vinho para abastecer o mercado. Os preços não serão puxados para cima como em 2017, quando a quebra da safra provocou importantes altas. Observando a tabela  percebe-se o aumento enorme na produção em algumas regiões como Bordeaux, Champagne e Vale do Loire. Isto se deve à reduzida produção do ano anterior. Bordeaux foi com certeza o mais prejudicado em 2017, conforme contamos aqui no Conexão Francesa na época. Tanto grandes e famosas propriedades como pequenos produtores de Entre-Deux-Mers foram castigados pela mãe natureza. Voltamos a normalidade com uma safra de grande qualidade e boa quantidade. Santé.

 

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Faleceu Armando Martini da Casa do Vinho de BH

Armando Martini lutava contra o câncer e faleceu ontem dia 18 de outubro. Ele se vai, mas nos deixa uma longa história em prol dos bons vinhos e belas recordações. Sua família é pioneira em Minas na venda e importação de vinhos. Nos anos 70, época em que dominavam os vinhos de baixa qualidade no Brasil e os bons vinhos nacionais eram capitaneados pelo Château Duvalier, a Casa do Vinho da Famiglia Martini era um oásis em Belo Horizonte. Era lá que meus sogros, que nesta época moravam em Conselheiro Lafayette onde estavam construindo a fábrica da francesa Poclain, iam se abastecer.

Conheci Armando durante os festivais Sud de France que organizei por diversas vezes no Rio, São Paulo e em Belo Horizonte. Nos demos bem. Um dia o convidei para vir participar do leilão de vinhos de Toques e Clochers, da cooperativa Sieur d’Arques em Limoux. Ele aceitou e foi o primeiro importador brasileiro a trazer uma barrica, 300 garrafas dos grandes chardonnays da AOP Limoux. Foi no domingo de Ramos de 2008. Sua escolha recaiu pelo Clocher de La Gardie, do vinhateiro Jacques Sire. Veja o vídeo.

Arthur Azevedo contou como aconteceu o arremate em 2008, na revista Wine Style: – “A boa surpresa estava reservada para o final (do leilão), mais especificamente no lote 113, um chardonnay de Gardie, produzido por Jacques Sire, no terroir Méditerranéen. Degustado pela manhã, destacou-se pelos aromas frutados intensos, com elegantes notas de tostado, textura macia, boa concentração e longa persistência. Foi intensamente disputado e no final, arrematado pelo brasileiro Armando Martini. Curiosa foi a reação da plateia, que ao saber a nacionalidade do lance vencedor, aplaudiu intensamente, vibrando muito.” Era a primeira vez que um brasileiro arrematava um grande branco de Limoux.

Armando Martini logo após arrematar a barrica em Limoux. (foto Arthur Azevedo)

Voltei várias vezes à Casa do Vinho e pude participar de alguns almoços de sábado. Momento de confraternização, amizade e carinho em torno de grandes vinhos. Numa das vezes fui com Laurent Mingaud, na época diretor de exportação da Sieur d’Arques. Armando por suas origens amava a Itália e seus vinhos. Mas também os franceses e especialmente os vinhos de La Clape no Languedoc. Desta pequena denominação, hoje comunal, traz vinhos de dois belos produtores Château Camplazens e Mas de Soleilla. Apesar de vizinhos cada um possui um estilo diferente e Armando soube compreender isto e colocou os dois na sua carta.

Armando com André e Luiza. (foto Facebook)

Conheci os dinâmicos e simpáticos filhos André e Luíza que estão no negócio e que com certeza vão manter altiva a tradição da Famiglia Martini. Armando deixa muitos amigos e saudades. Santé.

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Recorde – Uma garrafa de Romanée-Conti é arrematada por US$558.000

Uma garrafa do vinho borguinhão Romanée-Conti safra 1945 foi leiloada ontem por US$558.000 (US$482.000 sem taxas) durante uma venda organizada pela casa Sotheby’s em Nova Iorque, estabelecendo um novo recorde. Na verdade, o recorde foi quebrado duas vezes na noite. Uma outra garrafa do mesmo ano saiu por US$496.000. O recorde anterior era de US$233.000 por um Château Lafite Rothschild de1869, vendido em Hong Kong.

O motivo do preço ir tão alto é que esta garrafa, manchada, foi uma das 600 garrafas produzidas em 1945, justamente antes que o Domaine Romanée-Conti arrancasse as vinhas para fazer o replantio. Portanto, eram as últimas garrafas com as vinhas que não mais existem. O valor final com as habituais taxas e comissões do leiloeiro corresponde a um preço 17 vezes superior a estimação inicial de modestos US$32.000. O lote veio da coleção particular de Robert Drouhin, que dirigiu a casa Joseph Drouhin de 1957 a 2003 uma das mais importantes da Borgonha. Muitos outros vinhos do Domaine Romanée-Conti foram leiloados nesta noite e pertenciam ao Drouhin. Santé.

 

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Prepare-se para o Challenge Internacional Sud France etapa Brasil

Sud France e ABS-Rio estão planejando realizar em 2019 o Concurso Expert Sud de France que é a etapa classificatória para disputar o Challenge International Sud de France que vai acontecer na França em 2020. Todo sommelier sócio da ABS poderá participar. O Objetivo é forjar um campeão em condições de vencer a competição. As regras estão sendo definidas e até janeiro o cronograma oficial será lançado. O concurso é nacional e a prova final será no Rio. O vencedor da etapa Brasil ganha uma viagem à França e o vencedor do Challenge ganha uma luxuosa viagem para ser jurado numa etapa de 2021 do concurso numa dessas cidades: Londres, Xangai ou Nova Iorque.

Como nossa ambição é de trazer o caneco vai ser necessário que o sommelier seja capaz de se expressar em francês ou inglês. Não dá para chegar na disputa sem ter um mínimo de fluência técnica em um segundo idioma. Assim, desde a primeira etapa será exigido mostrar que você consegue se expressar na língua de Shakespeare ou de Molière. Nessa etapa uma redação sobre os vinhos do Sul da França será exigida. O resumo dela deverá estar em um dos dois idiomas. O tema exato será definido pelo Comitê Sud France/ABS-Rio.

Edmond Gasser, de punhos cerrados, comemora a vitória em 2016 tendo a sua direita Diego Cosaquiviti.

Teremos aulas preparatórias sobre o Sul da França e depois a prova teórica. Para isto eu mesmo estarei me preparando. Fazendo um curso de Master of Wine South France em novembro com prova e tudo. Cruzemos os dedos. Para passar precisarei tirar ao menos 75 e para dar aula certificadora 85! Somente depois poderei dar uma formação aos candidatos.

Na prova escrita será exigida uma nota mínima de 70 pontos sobre 100. Não basta ser melhor do que os outros vai ser necessário ser muito bom. A final será no Rio. A prova prática terá degustação às cegas, harmonização com menu real, isto é, com pratos, vinhos, chef e convidados. A correção do cardápio vai exigir conhecimento. A prova vai cobrar desenvoltura e precisão. Vamos limitar o número de finalistas para poder oferecer a todos eles as melhores condições de disputa na final. Inclusive com passagem e hospedagem no Rio. Portanto comecem a se preparar.

Ao vencedor vamos oferecer e exigir um compromisso para que se dedique a uma preparação para o Challenger. Inclusive com aulas de francês ou inglês. O desafio está lançado. Preparem-se. Santé.

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O vinhedo francês votou na direita mostra estudo de esquerda

Nesse momento de colheita das uvas na França a Fundação Jean Jaurés, um think thank de esquerda, encomendou um estudo ao Instituto Francês de Opinião Pública, IFOP, sobre o resultado das eleições presidenciais de 2017 que colocou no segundo turno uma França rural pró Front National, FN, extrema direita, e a França das metrópoles de Emmanuel Macron, o candidato do centro.

O voto de Bordeaux, Bourgogne, Champagne, Beaujolais ou do Midi não é uniforme. Na Borgonha quem leva a melhor é o candidato da direita François Fillon, Les Républicains, sua votação vai de 30% no norte em Aloxe Corton a 56,7% em Volnay mais ao sul, um recorde. Na Côtes de Nuits Fillon faz seus melhores resultados com 50% em Vosne- Romanée. Nas comunas onde se concentram os Grands Crus Fillon lidera com folga. A extrema direta tem votação importante nos vilarejos rurais onde não há mais produção agrícola.

Mais a denominação de origem possui prestígio mais o voto dela é para a direita, são vinhedos que ganharam com a mundialização, explica o estudo. Ele barra o voto da extrema direita. O FN vai ter maior presença onde o terroir se vende com maior dificuldade e é menos lucrativo. É o caso de Rully et Saint Véran.

Votos de François Fillon e Marine Le Pen no primeiro turno nos vilarejos do Marne classificados Premier Cru. (Fonte Fundação Jean Jaurès)

Na Alsácia Fillon lidera com tranquilidade. Já no Beaujolais apesar de Fillon estar quase sempre na frente de Marine Le Pen vem coladinha. Na região de Champagne o efeito terroir é menos importante. Mesmo assim Fillon vence nos 16 vilarejos classificados como Premier Cru e em Reims. Já Marine Le Pen leva em Épernay.

Na região bordalesa a comparação entre o Médoc e Saint Emilion e seus satélites também mostra diferenças. No Médoc grandes grupos financeiros investem e controlam as propriedades e châteaux de maior prestígio. Já na margem direita os vinhedos estão ainda com muitos pequenos produtores. Eles irrigam a economia local e aqui Fillon prospera. No Médoc que utiliza mão de obra externa, prestadores de serviço subcontratados para trabalhos temporários, o FN lidera.

A queda do consumo do vinho na França nos últimos 50 anos teve repercussão importante no vinhedo que no passado era responsável pelo vinho industrial, o vinho das massas populares. O Languedoc Roussillon, principal vinhedo francês, situado no chamado Midi vermelho perdeu nos últimos 45 anos 43% da sua área plantada. O número de cooperativas caiu de 550 para 200 em 2012. Essas estruturas são o elemento principal da identidade de esquerda no Midi vermelho. Vai ser exatamente nestes vilarejos que o FN vai colher mais votos. Mas aqui ela rivaliza com Jean-Luc Mélenchon o candidato da extrema esquerda. Ele ganha nos terroirs de altitude e Marine nos da planície. Estes tiveram um aumento de população vindas de outras regiões, a construção de polos comerciais e conjuntos residenciais. Aqui desemprego e imigração são preocupações que fizeram com que Le Pen ganhasse. O Midi vermelho passa a ter uma cor bem desbotada, mostra o estudo da Fundação Jean Jaurés. Santé.

 

 

 

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Rosé Piscine lidera mercado e vira “case” de marketing

Estive na última semana no Brasil acompanhando o lançamento mundial da garrafa de formato Magnum, do vinho Rosé Piscine, o líder entre os rosés. Segmento onde a França domina. O Rosé Piscine não é um vinho como os outros. Ele foi concebido para ser bebido com gelo. Este jeito descontraído do francês beber seu rosé na beira da praia ou da piscina no verão deu muito certo no Brasil. Este sucesso foi construído em apenas quatro anos.

Garrafa magnum e um drinque com frutas criado pela master chef Luri Toledo. (fotos divulgação)

Isto é o que se chama de case de marketing. A ESPM deveria se debruçar e analisar. Uma importadora pequena, Wine 2 You, pega um produto que não é um vinho clássico, que tem uma bela garrafa e o transforma no líder dos rosés. Ele já fazia sucesso na França onde nasceu há 15 anos, portanto antes do champagne da Moët et Chandon Ice. Foi o pioneiro do conceito on ice, isto é, com gelo. Criou um segmento novo no mercado, como a Apple. São 2 milhões de garrafas por ano em mais de 20 países. Aqui, em plena crise, ele deve atingir 200 mil garrafas este ano. No Brasil ele é muito consumido no segmento feminino, mas os homens também gostam bastante. Faz sucesso em casamentos onde é a escolha da noiva, em detrimento de espumantes de prestígio como o Chandon. Nas baladas e festas é presença garantida.

Hildebrando Lacerda, um distribuidor,  a master chef Luri Toledo e Jacques Tranier presidente da Vinovalie.

Camaleão pode ser consumido tanto à noite como de dia. Ele também se presta muito bem a coquetéis como nos ensinou a bela master chef Luri Toledo no Bardega, em São Paulo, onde preparou uma série de drinks com frutas e especiarias e os harmonizou com diversos “tapas” concebidos especialmente para o evento de lançamento da garrafa Magnum de 1,5 litros. No Rio conquistou os quiosques de praia mais badalados como o Pesqueiro e o Cavalo Marinho. Hoje estreia nos bares e camarotes do HSBC Arena no show dos Tribalistas.

Momento descontraído no Donna em Jurerê Internacional.

Vai ser no lançamento em Florianópolis no Art’s, no Donna e no Acqua em Jurerê Internacional onde vai mostrar toda sua alegria e força. Nessas casas praianas ele faz sucesso tanto na beira da praia quanto nas festas noturnas.  Ele amplia a franja dos consumidores de vinho e agrada a diversas gerações de consumidores. Faz tanto sucesso que o presidente da Vinovalie, a vinícola produtora, enviou para o lançamento mundial seu presidente Jacques Tranier. Afinal, o Brasil hoje é o segundo mercado do Rosé Piscine no planeta. Santé.

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