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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Qual vinho beber com sua paquera?

Para seduzir aquela que faz bater mais forte seu coração você vai precisar de charme, glamour e ousadia. Tudo tem que estar numa mesma garrafa. Leve aos lábios dela um Rosé Piscine, o vinho dos momentos quentes da vida, que se bebe com gelo. A garrafa é linda como a sua paquera. Momentos de sedução entre aromas de pêssego e pequenas frutas vermelhas que incendeiam o coração. Rosé Piscine no Zona Sul a R$ 103,89 ou procure uma loja perto de você. Santé.

Foto acima divulgação Crazy Horse de Paris, Mika Do by Ricardo Tinelli. Foto abaixo divulgação W2You.

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Meus votos de Feliz Natal

Chegou Natal festa da confraternização universal que comemora a chegada do menino Jesus. Ele nasce em Israel, país que produz vinhos há milênios, como seus vizinhos. Neste Natal comemore com sua família e com seus amigos este momento histórico. Momento de amor e emoção. Nascimento é sempre repleto de alegria. Aprecie tintos, brancos, rosados, fortificados ou espumantes. De onde vier serão bem vindos. Abra o coração e aceite todos no Natal. Santé.

 

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Descubra os 7 Champagnes safrados avaliados pelo nosso júri

Após termos analisado os Champagnes à base de uvas Pinots passamos a degustar Champagnes exclusivamente safrados de sete produtores (fotos Edith Monseux). Todos de grande qualidade e alguns arrancaram aplausos unânimes dos jurados. A percepção da mudança foi imediata e a presença da Chardonnay foi rapidamente notada. A pontuação segue o padrão Vivino de estrelas e seu valor correspondente na escala Parker. São todos Champagnes para grandes ocasiões. Philipponnat, na foto entrou no post anterior na categoria Blanc des Noirs, mesmo sendo safrado.


Castelnau Brut Millésimé 2006 – Castelnau é uma marca histórica de um grupo de cooperativas que explora 900 hectares em 150 Crus diferentes, o que lhe permite escolher as melhores parcelas para os vinhos que engarrafa e ainda fornecer para algumas das maiores “Maisons” champanhêsas. Elaborado com uma assemblagem de 26 vinhos Premier e Grand Crus onde se destacam parcelas de Aÿ, Bouzy e Mailly o corte é 50% Pinot Noir e 50% Chardonnay e 12 anos de envelhecimento. As bolhas são delicadas e persistentes. No nariz aromas de flores brancas e frutas como pêssego e damasco. Na boca é untuoso, amplo e complexo. Aromas de café torrado e especiarias se destacam. Um vinho de grande equilíbrio e persistência. 4**** ou 90 pontos. No momento sem importador no Brasil, era trazida pela Vinos & Vinos.


Delamotte Blanc des Blancs Brut 2008 – Famosa por ter os melhores Chardonnays da Côte des Blancs essa discreta “Maison” fundada em 1760 é pilotada por Didier Depond que também produz a icônica Salon na mesma adega. Sua cor é ouro esverdeado. O nariz é fino e apresenta aromas de tília, flor de laranjeira, mel e cera. Na boca é muito untuosa e de bela estrutura. Os aromas de frutas cítricas e flores brancas se destacam. Sedutora vivacidade e mineralidade vão marcar um final longo e elegante com enorme equilíbrio. Perfeita para um delicioso aperitivo. 4,4***** ou 93 pontos. A marca Delamotte é importada pela Wine to You.


Charles Ellner brut 2006 – A familia Ellner é de Epernay de onde vêm boa parte das uvas, mas também produzem na montanha de Reims, na Côte des Blancs, Bar sur Aubois e no vale do Marne. Propriedade familiar e independente possuem 50 hectares de vinhedo. Sempre em busca da excelência tem conquistado muitos prêmios e boas notas. A cuvée brut NV está à venda no Supernosso. Sua cor é dourada clara e as bolhas elegantes e persistentes. O nariz expressivo mostra aromas de flores brancas, flor de laranjeira e brioche. Na boca outros aromas se revelam como café torrado, pera e notas minerais. Seu belo frescor, sua untuosidade e seu grande equilíbrio chamaram a atenção dos jurados. 4,5***** ou 93


Lallier Millésimé Grand Cru brut 2010 – Elaborada com Chardonnays de parcelas 100% Grands Crus da Côtes des Blancs e de Pinots Noirs de Aÿ e Verzenay. Pequena dosagem de 7g/l. Sua cor é dourada e suas bolhas perfeitas. O nariz é delicado e mostra aromas de frutas cítricas e flores brancas. Na boca aromas de brioche, pera e notas de mel. De grande complexidade, longo, muito equilibrado e persistente. Um Champagne gastronômico. 4,5***** ou 93 pontos. Importado pela Vinhos do Mundo.


Drappier Millésime Exception 2013 – A presença de Drappier nas degustações do Conexão Francesa é sempre uma alegria. Suas adegas foram construídas por São Bernardo, fundador da Abadia de Clairvaux em 1152. A propriedade familiar nasce em 1808 e hoje é dirigida por Michel Drappier. Preservando tradições seculares ele ainda planta casta antigas e um tanto esquecidas como a Arbane, Petit Meslier e Blanc Vrai. Nesta cuvée de 2013 a Pinot Noir, como é característica da “Maison”, domina. A Chardonnay entra com 40% do corte. O vinho de base é envelhecido em barris de carvalho da região de Limoges. É importado pela Zahil. Sua cor é dourada clara e no nariz complexo flores brancas e amarelas. Na boca um ataque amplo e belo frescor mostram na sequência aromas de marmelada de marmelo (não é goiabada), mel, pão torrado, torrefação e notas minerais. Um Champagne gastronômico, elegante, intenso e de grande complexidade. 4,5***** ou 93 pontos.


Joseph Perrier Cuvée Royale Brut vintage 2008– Este é um Champagne que faz parte da elite seja pela qualidade, seja pela origem da família que tanto marcou a região. Se o parentesco já os aproximou do Champagne Laurent-Perrier, hoje Jean Claude Fourmont posicionou a marca junto ao grupo de Alain Thiénot, seu primo irmão, que possui também Thiénot, Marie Stuart e Canard Duchêne. A direção segue com os herdeiros do fundador: Jean Claude e seu filho Benjamin. Foi o primeiro Champagne que degustamos, às cegas, após os “Blancs de Noirs” e a mudança foi sentida de imediato. O corte é 50% Chardonnay, 41% Pinot Noir e 9% Pinot Meunier de parcelas Premier e Grand Cru, sendo algumas delas do Le Mesnil sur Oger, Chouilly e Sacy. Junte-se a isto um envelhecimento de 6 anos. O resultado é um vinho de cor ouro esverdeado, com um nariz onde tília, flor de laranjeira e frutas brancas se destacam. Na boca aromas de mel, frutas secas, frutas maduras e marmelada. Seu grande frescor é seguido de uma bela estrutura e de grande complexidade aromática. Encantador, equilibradíssimo, intenso, gastronômico com um final que oferece grande prazer. 4,6***** ou 94 pontos. Em breve novamente disponível no mercado nacional.


Nicolas Feuillatte Collection Vintage 2008 – A jovem cooperativa francesa famosa pela sua Brut Sélection NV, líder de mercado na França, mostra nesta cuvée que além de fazer vinhos que agradam a todos sabe fazer aquele que encanta aos mais exigentes. O diretor enólogo Guillaume Roffiaen que foi estagiário no Centro Vinícola Nicolas Feuillate construiu e sua reputação na Drappier voltou às origens e hoje dirige hoje o mestre da adega David Henault. A dupla deu certo. Na taça a cor é ouro acinzentado com bolhas finas e delicadas. Os aromas são expressivos e exalam flores brancas e frutas em compota. Na boca brioche, notas minerais, pão torrado, marmelada e champignon. Untuoso, bela acidez, muitíssimo longo, enorme equilíbrio e muito gastronômico. Enfim, rico, complexo e merecedor de todos os elogios dos jurados. 4,6***** ou 94 pontos. Importado pela Evino a R$ 209,00.
Para o leitor fica a mensagem de que um Champagne safrado vale cada centavo. Ele oferece um prazer diferente que foge das bolinhas frescas e agradáveis dos pequenos espumantes. É de realmente uma bebida para os grandes momentos da vida. Desejo que o leitor tenha muitos e que possa desfrutar estes prazeres nestas festas e nas próximas. Santé

 

O Champagne é vinho ideal para grandes e pequenas belas ocasiões. (Foto Jean-Philippe)

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Uva nazista gera polêmica na Áustria

O mundo vitícola da Áustria debate se deve mudar o nome da uva mais utilizada na produção de vinhos locais. A tinta Zweigelt nasce do cruzamento da Saint Laurent, antigamente cultivada no Sudoeste e na Alsácia, e da Blaufränkisch, uva tinta com origem nos países do leste europeu. Criada entre as duas Guerras Mundiais pelo botânico austríaco Fritz Zweigelt (1888-1964) ela é hoje objeto de grande polêmica. Afinal, Fritz era nazista de primeira hora e antissemita convicto. (Na foto vinho austríaco com o rosto do botânico nazista.)

Inicialmente batizada “rotburger” a uva desde 1975 usa o nome do seu criador. É com este nome que o vinho desta cepa é hoje comercializado em restaurantes e lojas. A Áustria que nunca assumiu sua culpa pela colaboração com o nazismo convive com este debate. Dois vinhateiros e um restaurante de Viena passaram a chamar o vinho “Blauer Montag” (Segunda Azul) uma alusão a um início de semana difícil depois de ter enchido a cara no final de semana.

A uva austríaca é também cultivada na Alemanha e Inglaterra.

O organismo de promoção do vinho austríaco Österreich Wein Marketing, se disse aberto a discussão caso o tema seja aprofundado e tudo comprovado. Há um precedente na Alemanha onde uma uva chamada Dr.Wagnerrebe, o que era uma homenagem a um dirigente agrícola do III Reich, foi renomeada “scheurebe”  depois da II Guerra, nome de seu inventor. Já na Áustria é chamada “sämling 88”, isto é, semente 88. Durma-se com um barulho desse. Já demorou demais a mudar de nome. Santé.

(no próximo post publicamos o resultado final da degustação de Champagnes).

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Descubra os 6 Champagnes Blanc de Noirs da nossa degustação

Os safrados se destacaram nesta degustação de Blanc de Noirs, branco de uvas pretas. Natural que estes se sobressaiam, pois são produzidos somente em grandes anos, envelhecem mais tempo e tendem a ser mais complexos. Tivemos um empate técnico entre um Champagne de vinhateiro que apesar de não ser safrado tinha um belo diferencial. É elaborado a partir de uma seleção parcelar classificada como Grand Cru. Com o mesmo total de pontos um representante das cooperativas cujas uvas também têm suas origens em parcelas classificadas como Grand Cru. Na pontuação optamos por apresentar as notas com estrelas no popular padrão Vivino e as converter segundo a tabela Vivino para o padrão Parker para facilitar a compreensão de todos.

Montaudon Blanc de Noirs, Brut, NV – Produzido pela cooperativa Alliance Champagne que tem como marca principal Jacquart. Montaudon foi fundada em 1891 pelo chef de adega Auguste Louis a “Maison” deixa de ser familiar em dezembro de 2010 quando é comprada pela Alliance. Importada pela Wine tem 3 anos de envelhecimento na adega. Preço R$ 582,40. Sua cor é dourada clara, o nariz é discreto com notas de flores brancas e pêssego, nos aromas secundários percebemos acácia e rosa branca. Na boca se nota se uma dosagem um pouco maior (10g/l), como é tradição do produtor, tem com boa estrutura, final agradável e acidez mediana. 3,7 ****ou 88 pontos.

Drappier Brut Nature Zéro Dosage, Blanc de Noirs, NV – Uma referência dentre os produtores do departamento do Aube na região de Champagne, mais ao sul. Situado em Urville na Côte de Bar Drappier é conhecida por fazer vinhos com baixa dosagem, plenos e vinosos. Este não foge à regra, sem adição de licor de expedição seu açúcar é natural. Aqui cabe uma explicação o licor de expedição que contém vinho e açúcar. É ele que vai definir o estilo final do Champagne. Hoje a tendência é de reduzir esta dosagem. O produtor quando não adiciona açúcar e o vinho não tem mais de 3g/l ele pode ser chamado de Brut Nature, Não Dosado ou ainda Zero Dosagem. Importado pela Zahil e esgotado no site do importador neste momento. De cor ouro acinzentado tem bolhas finas e delicadas. No nariz flores brancas, frutas cítricas e aromas secundários de frutas maduras e amêndoas. Na boca o ataque é franco, intenso e com um belo frescor. Um agradável amarguinho no final de boca. 3,8 **** ou 89 pontos.

Philipponnat Extra Brut, Blanc des Noirs, 2012 – Extra brut, significa que o teor de açúcar está entre 0 e 6g/l de açúcar, portanto uma dosagem bem baixa. Charles Philipponnat, que dirige a Casa optou por uma dosagem mínima de apenas 4,5g/l. Importadora da marca é a Clarets, mas não consta ainda no site. A cor é amarela clara, o nariz bem aberto e expressivo, apresenta aromas de frutas, mel, caramelo, cítricos, e flores brancas. Na boca é vivo, intenso, equilibrado, aéreo e elegante. Seu final é persistente e muito agradável.  3,8**** ou 90 pontos.

Joseph Perrier Brut Nature, La Côte à Bras Cumières, Blanc des Noirs 2010 – Um outro com dosagem zero, o que confirma uma tendência. Joseph Perrier é uma das joias da Champagne e possui um conjunto de vinhos que tem como característica a complexidade e a fineza. A quinta geração mantém esta pequena “Maison” no alto do pódio. A parcela fica em Cummières na montanha de Reims, pertinho de Hautvillers onde D. Pérignon fez suas primeiras bolhas. Estará em breve no Brasil. A cor é amarela clara e as bolhas desfilam elegantemente na taça. Os aromas exalam flores de laranja, frutas amarelas, cítricos, frutas em compota e frutas secas. Girando mais a taça pão de mel, marmelada e baunilha. O ataque é vivo, na boca percebe-se o grande equilíbrio. É aéreo, complexo e untuoso. Os aromas se confirmam na boca mostrando grande complexidade. Tem um belo corpo e um longo final. 4,1**** ou 91 pontos.

Nicolas Feuillatte Grand Cru Blanc des Noirs, Millésimé 2008 – A jovem cooperativa de apenas 42 anos, conseguiu a façanha de ser o Champagne mais vendido da França e o terceiro do mundo neste curto espaço de tempo. Para você ter uma ideia ela vende mais do que a soma de Möet Chandon e Veuve Cliquot na França, o maior mercado mundial do Champagne. A marca é vendida no Brasil pela Evino, mas o Blancs de Noirs ainda não está disponível. A dosagem é de 6g/l. As parcelas estão na montanha de Reims principalmente em Verzy e Verzenay. Sua cor é dourada clara, no nariz sutileza e complexidade. Começa com aromas florais, flor de laranjeira e cítricos. Na sequência flores secas, pão de mel e café. Na boca um belo ataque e aromas de brioche, frutas tropicais e notas minerais. Um champanhe gastronômico, de bela acidez, untuoso e com ótima estrutura. Um longo e magnífico final num equilíbrio perfeito. Encantou aos jurados. 4,4 ***** ou 93 pontos

Lallier Sélection Parcelaire, Grand Cru Les Sous, Blanc de Noirs, Extra Brut NV – Lallier é a estrela em ascenção em Champagne. Francis Tribaut é um apaixonado e excelente vinificador. Ele produz somente Champagnes Grand Cru, à exceção do Rosé que é um Premier Cru. Sua pequena “Maison” fica em Aÿ, famosa por ser uma terra de predileção da Pinot Noir. Claro que a parcela em questão, Les Sous, fica em Aÿ. São produzidas apenas 4000 garrafas. A importadora é a Vinhos do Mundo que ainda não tem este lançamento recente da Lallier. Sua cor é dourada clara, o nariz é fino e expressivo. Destacam-se num primeiro momento frutas amarelas, como o damasco e tropicais. Depois frutas em compota, maduras e mel. Na boca o ataque é amplo, os aromas se confirmam e passeiam nas papilas. Um vinho de bela complexidade, rico, intenso e harmônico. Apresenta um final longo e delicioso. Outra unanimidade entre os jurados. 4,4 ***** ou 93 pontos. (Continua)

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Degustamos 13 baitas Champagnes para você

O Grande Júri Conexão Francesa se reuniu na última quinta-feira e degustou 6 Champagnes Blanc des Noirs e 7 safrados de grandes “maisons”, de cooperativas e de vinhateiros independentes. Temos certeza que com Champagnes deste nível suas festas vão brilhar. A degustação se deu às cegas e teve como membros do júri: Louis Fabre agrônomo e proprietário do Vignobles Famille Fabre, no Languedoc, onde produz grandes vinhos na denominação Corbières-Boutenac, Corbières e Minervois, e mesmo um espumante. Claire Fabre, esposa e também produtora;  Laure d’Andoque técnica em vitivinicultura e proprietária da Abadia de Fontfroide, no Corbières, onde produz vinhos IGP d’Oc,  Corbières e um espumante método tradicional. Este jornalista técnico em vitivinicultura e consultor.  Estrearam no Grande Júri dois enófilos apaixonados por Champagne Dennis Keller e sua esposa Christine que é champanhesa.

Os jurados Louis Fabre à esquerda, ao centro Rogerio Rebouças e à direita Laure d’Andoque .

Os Champagnes participantes por ordem de degustação foram Drappier Blanc de Noirs Zero Dosage, Montaudon Blanc des Noirs, Lallier Sélection Parcellaire Grand Cru Les Sous Blanc des Noirs, Joseph Perrier Brut Nature La Côte à Bras Cumières Blancs des Noirs 2010, Philipponnat Extra Brut Blancs de Noirs 2012, Nicolas Feuillatte Grand Cru Blancs des Noirs Brut Millésimé 2008. Veja que apesar de serem todos feitos com uvas pretas alguns são safrados, pois o produtor o faz somente neste estilo. Na sequência foram degustados Joseph Perrier Cuvée Royale Brut Vintage 2008, Charles Ellner 2006, Castelnau Millésimé 2006 Brut, Delamotte Blanc des Blancs 2008, Nicolas Feuillatte Collection 2008, Drappier Millésime Exception 2013, Lallier Millésime Grand Cru 2010.

Os jurados Claire Fabre à esquerda, Dennis Keller e Christine Keller à direita.

Os três tipos de produtores franceses da Champagne estavam presentes na degustação. No bloco das cooperativas tivemos os três pesos pesados: Nicolas Feuillatte, o mais vendido da França, Montaudon, marca da Jacquart e Castelnau grupo que reúne 22 cooperativas.  As independentes de vinhateiros Drappier, onde as pinots sempre dominam, Lallier, a estrela em ascensão, e Charles Ellner, sempre surpreendendo. Representando as famosas “maisons” de Champagne Joseph Perrier que é dirigida por Jean Claude e seu filho Benjamin, herdeiros do fundador, Philipponnat que é dirigida por Charles Philipponnat e Delamotte, do grupo Laurent-Perrier, que também produz a icônica Salon. (continua)

Os jurados degustam sem saber qual Champagne estão analisando. Ao fundo à direita uma garrafa envolta em papel alumínio. (Fotos Rogerio Rebouças)

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Brasil fica em último no ranking mundial do vinho

Brasil segue estagnado em último lugar no ranking de competidores no mercado do vinho. É o que afirma o estudo Inteligência Competitiva 2017 (Veille Concurrentiel) elaborado pelo organismo francês France Agrimer. A classificação não é apenas por produção, mas por capacidade de competir no mercado mundial. Em primeiro está a Itália, seguida da França, Espanha, Austrália, Chile e Estados Unidos.

O ranking possui diversos parâmetros: 1 – potencial do produtor  2 – clima e meio ambiente 3 – capacidade de conquistar mercados 4- carteira de clientes e equilíbrio de fluxo 5 – dinâmica do setor e investimentos e 6 –  Ambiente macro-econômico. (fonte France Agrimer)

Em 13° lugar o Brasil merece uma análise de um parágrafo. “O Brasil é uma potência emergente. Tem a força de um mercado interior de 200 milhões de habitantes, o consumo do vinho está crescendo e as importações de vinhos espumantes progridem. No entanto, a situação política precária e a recessão atingem também a indústria vinícola e penalizam o Brasil que segue bloqueado no último lugar da tabela.” Tomara que esta situação também mude no Brasil.

Cinco fatos merecem destaque no estudo: Itália segue na frente, França mantém a segunda posição e reduz a diferença em relação ao líder, os Estados Unidos recuam, a Espanha sobe no pódio e a Alemanha ganha três posições. A disputa no primeiro pelotão é feroz. Chile e Austrália conservam suas posições, mas continuam longe do primeiro grupo e possuem foco na exportação. Portugal mostra sinal de renovação e novas denominações de origem seduzem os consumidores. A Argentina sofre com seus dez anos de crises econômicas, baixo rendimento e renovação. Santé.

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JM Wines traz vinhos diferenciados a preços agressivos

Jessica Marinzeck ama os vinhos e os desafios. Cedo deixou São Paulo para se aventurar nos céus de uma companhia aérea internacional de um país árabe. Voava pelo mundo afora e morava na Arábia Saudita. Mas o vinho falou mais forte e ela voltou. Estudou, cresceu e foi a compradora principal da Evino durante bastante tempo. Comprava vinho de todo o mundo. Mas era na França que a Evino tinha seu foco e ela conhecia a fundo os vinhos e seus principais produtores. Achava belas pepitas, pois sabia degustar bem e pesquisava. Hábil negociadora conseguiu belas barganhas. Trabalhou com vinhos em Malta, Alemanha e nos Estados Unidos. Mas voltou de novo para Sampa.

Jessica Marinzeck sempre rindo e alegre. (foto Jussara Martins)

Ainda estava na Califórnia quando começou a planejar o lançamento de uma marca própria de vinhos. Inicialmente serão do Chile. Mas o projeto deu uma mudada e primeiro ela abriu um grande quiosque no shopping Cidade Jardim em SP. Os vinhos JM Wines do Chile, Las Vacaciones, logo estarão chegando na loja. Conhecedora do mercado abriu a loja com vinhos do mundo e do Brasil, neste caso é um bom produtor de espumantes. Tem Chile, Argentina, Eslovênia, Portugal, Itália, Espanha e com grande destaque a França. Graças ao seu conhecimento junto a Evino trouxe dois rótulos campeões do site de e-commerce. Um é o Anciano Gran Reserva 10 anos Valdepenas 2006, que está por R$ 54,90 e o segundo o premiado Champagne Nicolas Feuillatte brut, o rótulo mais vendido da França e que já é um top tem no Brasil, que sai por apenas R$199,00. Uma exclusividade em lojas físicas. Tem Borgonha, Provence, Alsace, Languedoc, Bordeaux e Fronsac – fica do lado de Saint Émillion, mas é bem mais barato. Mas vai chegar mais. Para ver toda a oferta entre no site da JM Wines.

Tive a oportunidade de diversas vezes degustar com a Jessica na França e mesmo fazermos juntos uma degustação de Primeurs. Ela entende mesmo. É sempre legal ver alguém empreender no Brasil no mundo do vinho, ainda mais num projeto ousado e com marcas próprias. Crescendo a ideia da Jessica é abrir franquias dos quiosques. Os vinhos da loja não se encontram à venda em qualquer lugar. Foram selecionados por sua qualidade e raridade. As margens são pequenas, os preços muito competitivos e os vinhos diferenciados. Santé.

 

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Colheita manual ou colheita mecanizada?

Existem duas maneiras de colher a uva no vinhedo: manualmente ou por meio de máquinas colheitadeiras. Hoje a qualidade dessas máquinas evoluiu muito e elas não causam mais danos às videiras, como no passado. Foram aperfeiçoadas e uma boa regulagem permite uma colheita adequada dos cachos e mesmo seu desengaço. Ela é rápida, eficiente e de baixo custo. E hoje o vinhedo é plantado para permitir este método de colheita. Mas nada substitui uma bem efetuada colheita manual. Mais onerosa, mais lenta e mais perfeccionista a colheita manual é a escolha ideal para os grandes vinhos.

Se você está buscando um vinho de boa relação qualidade preço pode ter certeza de que a colheita foi mecanizada. Se você busca um grande vinho são grandes as chances de que a colheita tenha sido manual, com triagem das uvas para selecionar apenas as melhores. Quando se busca a perfeição cada bago da uva que entrar na composição do vinho fará diferença. É na preocupação com cada detalhe que se obtém os grandes vinhos. É na colheita que se faz a primeira seleção. Santé.

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Produção mundial de vinho cresce 13% e atinge 279 milhões de hl

Organização Internacional da vinha e do vinho, OIV, comunicou os novos números da produção mundial de vinhos e reviu ligeiramente para baixo a estimativa precedente publicada em outubro de 282 milhões de hl. Mas não se desespere a safra é bem maior do que a de 2017, os preços em Bordeaux já estão refletindo esta maior oferta. Ano passado os 3 maiores produtores mundiais – Itália, França e Espanha – sofreram com a intempéries climáticas.  Como este ano mãe natureza não foi madrasta as colheitas voltaram aos patamares normais. Só para lembrar a presidente da OIV é a brasileira Regina Vanderlinde.  Santé.

 

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