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Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Vinhos orgânicos triplicam de volume e Millésime Bio cresce

Millésime Bio comemorará seus 25 anos em Montpellier, sua cidade preferida, depois de realizar a feira de 2017 em Marselha devido a um conflito de datas e interesses com Vinisud. Apesar dos bons números de Marselha nada melhor do que voltar ao seu “estádio” predileto, o Parque de Exposições de Montpellier. Este ano serão utilizados 3 halls para receber 950 expositores de 16 países e 5000 compradores. O evento acontece de 29 a 31 de janeiro. Conexão Francesa estará presente.

Os países que lideram esta que é a maior feira de vinhos orgânicos do mundo são França, Espanha e Itália. Lá 40% da oferta de vinho orgânico do mundo estará presente. Uma forte presença de compradores de países do norte da Europa é esperada, mas também de todos os países desenvolvidos onde o mercado de orgânicos está em franco crescimento. Cem expositores ficaram na lista de espera. O Brasil começa a ver de longe esta onda se formar.

Na França o valor comercializado de vinhos “bio”, pronuncia-se biô, o jeito francês de falar biológico (orgânico) triplicou em 7 anos e já representa um faturamento de 1,2 bilhões de euros. Em 2016 as vendas na França cresceram 18% em relação ao ano anterior.  A Espanha tem 27% do seu vinhedo em condução orgânica, a Itália 23% e a França 21%.

Selecionado por Dionísio Chaves L’Origine é conduzido em modo orgânico por Eric Prisset.

Os bichos grilo estão ficando ricos? Nada disso. O mercado saiu há bastante tempo deste nicho. Médios e grandes produtores, no padrão europeu, produzem hoje diversos vinhos “bio”. Cave de Buzet no Sudoeste, Gérard Bertrand e Famille Fabre no Languedoc e tantos outros nomes conhecidos participam da Millésime Bio. Outros que ainda não frequentam a feira já possuem rótulos de parcelas conduzidas por este método onde o meio ambiente é privilegiado. A presença de grandes atores passou a permitir uma oferta de vinhos bio de preço mais competitivo, devido a uma escala de produção maior. Hoje estes vinhos são encontrados com facilidade em supermercados. No Rio de Janeiro a linha Reserva Especial do Zona Sul traz um vinho francês orgânico Coteaux du Languedoc, o Origine 2014 da Villa Symposia produzido por Eric Prisset e vendido por R$199,80. Um vinho de alta qualidade. Santé.

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Château Chasse Spleen não vai aderir aos Crus Bourgeois

Conexão Francesa ouviu Jean Pierre Foubet, o proprietário do Château Chasse Spleen, um dos mais consagrados Crus Excepcionnels do Médoc sobre a nova classificação dos vinhos Crus Bourgeois aprovadas pela Alliance de Crus Bourgeois. Chasse Spleen que estava no topo da hierarquia na classificação de 1932, tem sempre uma boa aceitação da crítica francesa e anglo-saxã. Considerado pelo mais respeitado crítico francês, Michel Bettanne como um Château mítico e um dos mais reputados de Moulis. Mesmo seu segundo vinho Clos de L’Oratoire é bem recebido na França pelos especialistas.

Ao responder à Conexão Francesa J.P. Foubet avisou logo que “fala por ele e não pelos outros Crus Exceptionnels ou Supérieurs. Não conheço a política dos outros produtores. Chasse Spleen não vai aderir a família dos Crus Bourgeois.” A classificação anterior, me parece, já valorizava o mérito. Era a qualidade do vinho que prevalecia. Mas o que me incomodava é que a classificação anual produzia uma espera entre o momento da colocação do vinho no mercado e a obtenção eventual da certificação. Na verdade, era mais uma certificação do que uma classificação. Para Fubet a nova regulamentação que prevê uma validade de cinco anos é um avanço importante.

Mas Fubet prevê problemas pela frente para a Alliance de Crus Bourgeois. A reintrodução da hierarquia vai produzir com certeza descontentes, é da natureza do homem. A questão vai voltar aos tribunais e a confusão vai se estabelecer nos corações e mentes dos nossos clientes, profetiza o proprietário de Chasse Spleen e Camensac em Saint Julien.

Jean Pierre Fubet é proprietário dos Châteaux Chasse Spleen e Camensac.

Apesar de ver aspectos positivos na nova regulamentação dos Crus Bourgeois do Médoc Fubet não vai aderir. A disputa judicial foi uma constante na classificação dos Grands Crus de Saint Emillion e o importante produtor acredita que os tribunais serão os árbitros. Afinal, quem não obtiver a classificação máxima ou se sentir prejudicado vai recorrer à justiça. Santé.

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Cru Bourgeois – Nova hierarquia chama os grandes de volta

Homologação ministerial do caderno de encargos da classificação dos Crus Bourgeois do Médoc restabelece a antiga hierarquia em três níveis segundo o mérito: Cru Bourgeois, Cru Bourgeois Supérieur e Cru Bourgeois Excepctionnel. A mudança abre as portas para o retorno dos mais prestigiados châteaux do Médoc à Aliança dos Crus Bourgeois. Eram 9 os Crus Excepcionais: Chasse-Spleen, Poujeaux, Pez, Les Ormes de Pez, Potensac, Haut-Marbuzet, Phélan Ségur, Siran e Labegorce (ex-Labegorce Zédé).

As antigas safras de Potensac vinham com a menção Cru Bourgeois Exceptionnel.

Com a volta da classificação por mérito as etiquetas das safras de 2018 já terão as novas menções hierárquicas, tal qual era em 1932. A portaria foi publicada na última quinta-feira, 4 de janeiro, no Diário Oficial. O caderno de encargos prevê a degustação às cegas de várias safras, júri independente, empresa certificadora, respeito ao meio-ambiente, valorização de pontos positivos de cada château, diversos controles, respeito ao consumidor, traçabilidade e autenticação de cada garrafa.

A volta da hierarquização é muito importante, pois trará de volta os grandes e valorizará todos os bons vinhos das 7 denominações do Médoc: Médoc, Haut-Médoc, Listrac, Moulis, Margaux, Saint-Julien, Pauillac e Saint-Estèphe. Com certeza uma grande vitória do Sindicato dos Crus Bourgeois do Médoc que mostrou força, determinação e união. Santé.

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Epifânia, Dia de Reis, galette des rois e espumantes

Terminadas as festas de fim de ano chega a Epifânia, popularmente conhecida como dia de Reis. A tradição trouxe a galette des rois (bolo de reis) e a coroa briochée muito popular na Europa e na França em particular. As padarias possuem todas as suas galettes e coroas para propor aos seus clientes. As crianças adoram, pois dentro da galette se esconde uma fava, hoje um bonequinho de porcelana, e quem a encontra coloca a coroa e vira Rei! A data é o dia 6 de janeiro, mas o Concílio Vaticano II (1962/1965) colocou a Epifânia do primeiro domingo depois do primeiro dia do ano. Portanto não deixe passar esta oportunidade. Na Polônia, país muito católico o feriado, é hoje. Na França não é mais feriado, mas todos comemoram no dia 6.

Galette e espumante fazem um par perfeito.

Entre os adultos é um bom momento para se fazer uma harmonização com espumante. Seja um espumante de método tradicional, charmat ou ancestral todos os espumantes serão um par perfeito para valorizar esta tradição. Como fazer uma Galette des Rois? Vou dar o link do site Sabor Intenso que é igualzinha a da versão francesa que conheço. A harmonização tanto pode ser com um brut como um meio seco.

 

 

 

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Rede Zona Sul passa a oferecer grandes vinhos de Bordeaux

O supermercado carioca Zona Sul trouxe no final de Dezembro uma série de vinhos de Bordeaux de alta qualidade. A nova seleção tem o dedo do sommelier Dionísio Chaves que vem fazendo uma atualização da carta de vinhos da rede. Desta vez algumas grandes referências de Bordeaux entraram na carta. Seguindo a tendência mais recente do mercado de optar por segundos vinhos de grandes Châteaux ou por vinhos de pedigree a seleção trouxe produtos produzidos nos Châteaux Issan, em Margaux, Branaire Ducru e Tour Carnet no Haut Médoc ou ainda Potensac no Médoc. Os preços variam entre R$ 69,30 e R$ 297,00 e ainda não entraram no site.

Dionísio realizou a seleção durante a principal feira de vinhos do mundo a Prowein, de Dusseldorf na Alemanha. “O Zona Sul tem um consumidor extremante esclarecido, culto, de bom poder aquisitivo, que viaja pelo mundo e que é habituado a desfrutar de belos produtos. Com o vinho não é diferente. Precisávamos de uma linha de franceses que levasse em conta este perfil, explica. Já tínhamos alguns vinhos de qualidade como Châteauneuf du Pape Les Granitières do Château La Nerthe, o Sauternes Grand Jauga, o Cahors do Château Bru Lagardette, o chileno de raízes francesas Almaviva, mas nos faltavam grandes nomes da principal região da França: Bordeaux”, explica Chaves.

A seleção trouxe vinhos de produtores de renome como Jean Philippe Janoueix e Bernard Magrez. O primeiro produz dentre outros os Grands Crus La Confession em Saint Émilion e Château La Croix Saint Georges em Pomerol. O Zona Sul trouxe de Janoueix o Château Croix Mouton, Bordeaux Supérieur, 2010, R$ 129. De Bernard Magrez chegou o Tempérance de La Tour Carnet, R$ 189, do Château La Tour Carnet, IV Cru Classé do Médoc. Magrez é famoso pela excelência dos seus vinhos e por possuir quatro Châteaux Grands Crus Classés, com destaque para Pape Clément.

O abre alas da nova seleção é o Blason d’Issan de Margaux.

Com sobrenome vieram Blason de Issan 2015, R$ 297, o segundo vinho do III Grand Cru Classé de Margaux Château Issan, o Haut Médoc do Château Branaire Ducru, IV Grand Cru Classé de Saint Julien, Chapelle de Potensac 2011, o segundo vinho do badalado Château Potensac por R$129,60. O Cru Bourgeois Château Charmail 2007, R$ 167,40, no Haut Médoc, vizinho do famoso Château Sociando Malett, e dista apenas 2 km de Saint Estèphe. Já o Crus Bourgeois Château Sénéjac, também do Haut-Médoc, safra 2014 está por R$ 139,50 e tem como proprietário a família Bignon-Cordier, que possui o Château Talbot, Grand Cru Classé de Saint Julien. Dionísio apostou também em Bordeaux de muita qualidade Château Monroze Bordeaux Supérieur 2011, R$ 69,30, um antigo premier Cru de Fronsac.

O futebol uniu Eric Prisset e Dionísio Chaves.

O futebol, paixão eterna de Dionísio o levou a se apaixonar pelos vinhos de Eric Prisset, ex-líbero do Lille, primeira divisão francesa e ex-proprietário do Château Rol Valentin em Saint Émilion. Trouxe seu Château du Roc 2014, R$ 119,70, um Côtes de Castillon, denominação vizinha a Saint Émilion e também sua grande estrela do Languedoc o Villa Symposia L’Origine 2014, R$ 199,80, Coteaux du Languedoc. Com uma pequena produção de apenas 10 mil garrafas o vinho é vinificado em tonéis e envelhecido em barris de carvalho por 12 meses. “Uma jóia de Pézenas, terra de Molière. A nova seleção deve incomodar os importadores tradicionais e dar uma sacudida no mercado carioca, profetiza Dionísio Chaves.

O ano de 2018 nem começou e a disputa no segmento top de vinhos fica mais acirrada. Desejo aos leitores do JB e do Conexão Francesa um 2018 repleto se sucesso, paz e alegria. Voltamos na próxima semana. Santé.

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As notas dos 8 Blanc des Blancs

As notas e comentários do júri

Joseph Perrier Blanc de Blancs 2010 Extra Brut Esprit de Victoria – Fundada em 1825 por Joseph Perrier em Châlons en Champagne vai ganhar fama ao se tornar o Champagne oficial da Rainha Vitória e do Rei Eduardo VII. Daí surge o título de Esprit de Victoria para esta cuvée Blanc des Blancs 2010 Extra Brut. A vinícola é dirigida pela mesma família a 5 gerações. Este 100% Chardonnay vem de parcelas de Premier e Grand Cru de Chouilly, Mesnil sur Oger e Bassuet. É envelhecida seis anos antes da expedição. Foi a segunda colocada na degustação e agradou tanto especialistas quanto consumidores. Suas bolhas são elegantes e finas, tem ótimo frescor, um belo nariz com aromas de frutas, mel, brioche apresentando grande complexidade. Na boca é untuosa e muito equilibrada. 5***** Vinho e Co. Preço sob consulta.

Cattier Blanc des Blancs Premier Cru, Maison familiar e independente há 11 gerações, desde 1763, e fica situada na montanha de Reims. Seus vinhedos se estendem por mais de 30 hectares, o que em Champagne é uma enormidade. 100% Chardonnay é produzida unicamente com uvas de parcelas Premier Cru. Suas bolhas são firmes e persistentes, os aromas de cítricos, frutas em compotas e cera se destacam. Na boca é fresco e de aromas delicados. Uma opção segura para todos os públicos. 4**** Na Vinho e Ponto por R$ 518,00.

Crémant de Bourgogne Blanc des Blancs Bernard Loiseau- Albert Bichot – O nosso intruso fez bonito. Seu corte é 95% Chardonnay e 5% Aligotté. Os terroirs das uvas são de Côtes de Beaune e Côtes Chalonaises a base dos vinhos é de 2009. O envelhecimento é de 12 meses sobre as lias finas. A sua dosagem é de 8 gramas apenas. Suas bolhas são finas e a cor é ouro palha. O nariz bem aberto traz aromas de flores brancas e secas e limão. No final é rico e equilibrado. Ideal no aperitivo ou para acompanhar entradas. 4**** Ainda não está no Brasil na boutique dos restaurantes Bernard Loiseau por 15€.

Arthur e Adrien 7 (Bouché Père et Fils) – A família Bouché é proprietária em Champagne desde 1920 75% do vinhedo familiar é classificado como Premier e Grand Cru vindo dos vilarejos de Pierry, Chouilly, Verzenay, Verzy et Tauxieres. Esta cuvée 7 tem dez anos de envelhecimento e a Chardonnay domina. André e Adrien fizeram uma assemblagem com três Crus para criar a cuvée 7. O resultado é um vinho de grande qualidade. No nariz complexo tem flores de laranja e cítricos. Na boca é rico e intenso a dosagem é um pouco acima do ideal. Um dos dois preferidos de Laurent Mingaud. À venda apenas na França pelo site de Arthur e Adrien por 28€. 4****.

Nicolas Feuillatte Blanc des Blancs 2008 – Centro Vinícola Nicolas Feuillatte tem apenas 41 anos, mas já é a marca mais vendida na França e a terceira do mundo. O queridinho dos franceses fez bonito e chegou em terceiro lugar. Foi o preferido de Laure d’Andoque. O nariz expressivo mostrou notas de cítricos, brioche, mel, marmelo e suas bolhas são finas e harmoniosas. Na boca é untuoso e as notas de mel se confirmam. Um belo ataque, com ótimo frescor e muito bem equilibrado. 4,5**** O preço praticado pela Evino R$ 199,90 o torna uma escolha prioritária para quem busca um grande Champagne.

Charles Légend Blanc des Blancs – Mickaël Devena mora no Brasil e é proprietário do Champagne Charles Legend. O nome é uma homenagem ao Rei da Inglaterra Charles II que se apaixonou pelas bolhas de Champagne enquanto esteve exilado na França. Foi o preferido de Claire Fabre por sua cor ouro verde e suas bolhas bem sustentadas e consistentes, seus aromas cítricos com destaque para o limão e frutas secas. Na boca é untuoso, complexo e aéreo, é também redondo e equilibrado. Um Champagne de aperitivo que foi o preferido da jovem Isabelle Rebouças. 4**** Empório do Mundo. Preço sob consulta.

Nicolas Feuillatte 2010 Grand Cru orgânico – Ainda não está presente no Brasil este Grand Cru “biô”, como se diz orgânico na França. Obteve a mesma pontuação do que o 2008 de NF dividindo o terceiro lugar, mas com estilo bem diferente. Laurent Mingaud e este jornalista amaram, foi a segunda escolha de Laure. Sua cor ouro esverdeada e suas bolhas intensas e delicadas marcam o olhar. No nariz mineral, flores brancas e musgo. Na boca é guloso, equilibrado e longo, explica Mingaud. 4,5**** Ainda não disponível no Brasil.

Drappier Blanc des Blancs 2007 – Propriedade familiar que chega a sua oitava geração. Tudo começou em 1808 quando François Drappier se instala em Urville, na Côte de Bar. A cave de Drappier é um anexo da abadia de Clairvaux e foi construída por São Bernado, em 1152. A aqui bebe-se história em bolhas. Uau. Foi uma escolha unânime. Um pouco superior ao segundo colocado agradou especialistas e consumidores. Foi também um dos meus dois preferidos. Laurent Mingaud lhe deu praticamente a nota máxima. Um Champagne para ir à mesa com certeza, mas que agrada aos mais exigentes no aperitivo. Suas bolhas são finas e delicadas. No nariz destaque para as notas de torrada e brioche. Na boca é vivo e equilibrado com um belo comprimento. Eu adoro, afirma Laure d’Andoque. 5***** Importado pela Zahil. Preço sob consulta.

Todas as opções são boas e servem para diversas ocasiões e bolsos. Curta suas festas com um bom Champagne. Xô crise. Santé.

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Testamos 8 Blanc des Blancs para suas festas

O Grande Júri Conexão Francesa se reuniu na última sexta-feira e degustou 7 Champagnes Blanc des Blancs –  e um  Crémant de Bourgogne, o intruso. Como a crise está querendo passar optamos este ano por uma seleção de Blancs des Blancs com ênfase em safrados. Nossa tradicional degustação de final de ano mostrou vinhos de extrema qualidade. Com estes vinhos seu Réveillon será branco paz e amor em 2018.

Da esquerda para a direita Joseph Perrier 2010, Cattier Premier Cru, Crémant de Bourgogne Bernard Loiseau/Albert Bichot, Arthur e Adrien 7, Nicolas Feuillatte 2008, Charles Légend, Nicolas Feuillatte Grand Cru 2010 e Drappier 2007.

A degustação se deu às cegas e contou este ano com os seguintes especialistas: Laurent Mingaud, enólogo, diretor de Vignobles Roux e ex- diretor de Sieur d’Arques, grande produtor de Crémants et Blanquettes; Louis Fabre agrônomo e proprietário do Domaine Louis Fabre no Languedoc onde também produz um espumante; Laure d’Andoque técnica em vitivinicultura e proprietária da vinícola Abadia de Fontfroide no Corbières onde produz método tradicional e charmat e deste jornalista técnico em vitivinicultura.  Estrearam no Grande Júri Claire Fabre, esposa de Louis e produtora e a jovem Isabelle Rebouças ambas representando o público consumidor.

Da esquerda para a direita os jurados Louis Fabre, Rogerio Rebouças, Laure d’Andoque e Laurent Mingaud.

Os Champagnes participantes por ordem de degustação foram Joseph Perrier Blanc de Blancs 2010, Cattier Blanc des Blancs Premier Cru, Crémant de Bourgogne Blanc des Blancs Bernard Loiseau/ Albert Bichot, Arthur e Adrien 7 (Bouché Père et Fils), Nicolas Feuillatte Blanc des Blancs 2008, Charles Légend Blanc des Blancs, Nicolas Feuillatte 2010 Grand Cru orgânico e Drappier Blanc des Blancs 2007.

As juradas Claire Fabre e Isabelle Rebouças são consumidoras experientes que amaram o Crémant de Bourgogne.

Como sempre podemos ver uma certa diferença em alguns Champagnes entre o gosto de especialistas e os de amadores que costumam preferir os vinhos mais fáceis de beber, mas desta vez as notas foram mais harmônicas do que em outros anos. Um destaque positivo foi a qualidade do Crémant de Bourgogne co-assinado pelo triplamente estrelado Bernard Loiseau e pelo famoso produtor da Borgonha Albert Bichot. Também se destacou a seleção de Arthur e Adrien 7. É uma assemblagem de três crus do vinhateiro independente Bouché Père et Fils, um champanhês que também produz espumantes em Limoux. Uma certeza e unanimidade os safrados foram os maiores vencedores, como manda o figurino. No próximo post publicaremos os resultados e comentários. Santé.

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Veuve Clicquot volta ao topo do ranking no Brasil, Möet & Chandon cai

Veuve Clicquot retoma o posto de Champagne líder no mercado brasileiro em 2017. Faltam ainda dois meses para o encerramento do ano, mas não há dúvidas de que Möet et Chandon cai muito nas vendas e volta para sua posição de vice-líder dos Champagnes mais vendidos no Brasil. Historicamente Veuve Clicquot sempre é a primeira colocada, mas um 2016 atípico fez a sua coirmã Möet et Chandon trazer para o Brasil um volume acima do habitual e assim ser içada ao topo do pódio. Pelo visto houve um descompasso entre importação e vendas e os volumes não se sustentaram em 2017. Ambas pertencem ao grupo LVMH, no Brasil Möet Hennessy Brasil, que detém ainda Ruinart, Krug e D. Pérignon.

As vendas caíram e Möet et Chandon voltou para o segundo lugar no ranking.

Em 2016 Möet et Chandon trouxe para o Brasil 167.683 garrafas e somente 93.459 em 2017. Já Veuve Clicquot importou 120.414 em 2016 e 118.962 esse ano. Esses dados mostram uma queda de 44,3% em volume e 53,8% em valor e uma queda de 1,2% em volume e de 4% em valor para Veuve Clicquot. Os dados são da Ideal Consulting, empresa de consultoria especializada em importações, e abrangem os primeiros 10 meses deste ano, janeiro a outubro de 2017. Para o diretor da Ideal Felipe Galtaroça a situação é provocada por uma mudança nos hábitos de consumo. Alguns fatores são fundamentais nessa mexida como a variação cambial, o aumento do IPI dos espumantes em dezembro de 2015 e a migração do consumidor para outros espumantes importados, especialmente o francês. Outro aspecto importante é o aumento da importação de Champagnes, espumantes e vinhos pelas empresas digitais e os supermercados.

O que se percebe analisando esses números é que a marca de menor glamour do grupo LVMH perde muito espaço para os novos players do mercado. Notadamente os Champagnes importados pelas empresas digitais como Montaudon, a submarca do Champagne Jacquart dedicada a supermercados na França e produzido por Alliance Champagne, é importada pela Wine.com cresceu 65%. A recém-chegada Nicolas Feuillatte trazida pela Evino é a líder na França e terceira do mundo e no Brasil já é a oitava, com crescimento de 493% em volume. Importantíssimo destacar o crescimento de terceira colocada Taittinger, com mais 69% em volume atingindo 69.912 garrafas e não muito distante Perrier-Jouët que com mais 49,5% em volume chega a 63.456 garrafas, ambas crescem devido a uma agressiva política de vendas. A Piper Heidsieck, trazida pelo Bev Group e posicionada no off trade, vendas em lojas e supermercados, também chega forte e conquista mercado na grande distribuição alcançando o sétimo lugar. Neste ritmo Taittinger pode em breve assumir a segunda posição.

Para o diretor da Ideal, as empresas digitais estão fazendo um grande bem ao mercado. São extremamente profissionais e estão ampliando o consumo de vinho no Brasil. Elas ainda possuem algumas vantagens de ICMS, o que as torna muito competitivas, mas que devem terminar em dois anos, afirma Galtaroça. O fim deste incentivo não deve mudar o cenário já que seu grande ganho é não ter de pagar a ST, substituição tributária.  A queda no consumo total de Champagne que havia chegado a ultrapassar a marca de 1 milhão de garrafas antes da crise econômica cai e abre espaço para que o espumante francês ocupe espaço neste segmento premium. Outro fator que deve aumentar as vendas  em um futuro próximo é o provável acordo do Mercosul com a União Europeia que deve retirar o imposto de importação dos vinhos e espumantes europeus.

Observando o antigo estudo do CIVC (Comitê Interprofissional dos Vinhos de Champagne) de 2010, época em que Veuve Clicquot importava 267 mil garrafas e Möet Chandon 180 mil, D. Pérignon 10 mil e que juntas detinham 70% do mercado percebemos hoje uma democratização das marcas líderes, com Taittinger saltando de 4% para 16,8% e Perrier-Jouët atingindo 13,3% quando em 2010 se contentava com 1%. Montaudon 3,2%, Louis Roederer 2,5%, Piper Heidseick 1,7%, Nicolas Feuillatte 1% e Laurent Perrier com 1%, mas com queda 30%, completam a lista dos 9 primeiros colocados.

Apesar de ter recebido as informações da Ideal para análise a Möet Hennesy Brasil preferiu “não comentar os dados de vendas. Além disso é política da empresa não citar números de importação”, afirmou a assessora de imprensa Gabriela Galvêz da Tema Assessoria de Comunicação. Santé.

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Aumentam as vendas de Champagne 2017

As vendas de Champagne aumentaram em 2017. Depois de ter recuado 2% ano passado os dados parciais de 2017 permitem prever um crescimento de 1 a 2% este ano. O aumento foi sustentado pela exportação. A França que representa pouco mais de 50% do volume teve queda de 15%, houve queda também nos países mais tradicionais como Reino Unido e Bélgica. São os mercados mais distantes que progrediram mais como os Estados Unidos. (Fonte CIVC). Santé.

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Homens preferem champagnes orgânicos

O mais importante site de venda on line de Champagnes da França, Plus de Bulles (literalmente Mais Bolhas) encomendou uma pesquisa sobre o consumo de Champagne orgânico na França. O resultado o Conexão Francesa traz na íntegra para você. Interessante ver que são os homens que preferem comprar orgânico. No estudo por faixa etária mostra que o consumidor com 35 a 44 anos e o de 45 a 55 anos são os que preferem comprar orgânico. Os Champagnes orgânicos possuem um preço médio maior e as vendas estão com um crescimento em volume de +40% em 2017 com relação a 2016. Bela performance.

O vinho orgânico em geral tem atraído o interesse do consumidor que muitas vezes se dispõe a pagar um pouco mais caro por um produto mais ecológico. O que não significa um melhor produto na taça. Em geral os produtores têm melhorado globalmente sua maneira de conduzir o vinhedo adotando diversas práticas protetoras do meio ambiente e da emissão de CO2, pegada de carbono, sem necessariamente serem orgânicos. Santé.

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