Publicidade

Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Tesouras de poda em ação na França

Com a chegada do outono a colheita se acelera por toda a França. Depois dos vinhedos mais precoces como a Champagne chegou a vez das maiores regiões produtoras entrarem num ritmo acelerado. Os tratores circulam pelas estradas e cidades puxando caçambas repletas de uvas. Brigadas de colhedores de uvas avançam sobre as parcelas com suas tesouras de poda e baldes. De dia como de noite as colheitas se fazem desde que as uvas atingem o ponto ideal de maturação.

Depois de colhidas as uvas passam por uma triagem antes de serem vinificadas. (foto divulgação Vins de Bourgogne)

Na Borgonha, ao final de setembro, a maior parte do vinhedo já foi colhido e os produtores estão contentes. As parcelas mais precoces começaram a ser colhidas em 20 de agosto, as denominações mais tardias como Chablis, Hautes Côtes e certos ‘climats” des Côtes estão tendo, neste início de outono, um clima seco e quente o que vai permitir um amadurecimento perfeito das uvas. Este ano como nos diz Thibaud Marion do Domaine Seguin Manuel, – “Teremos quantidade e qualidade. Um ano maravilhoso. As degustações de final de novembro que precedem as vendas dos Hospices de Beaune devem confirmar esta primeira impressão”, conclui.

No Languedoc a colheita também se acelera e as uvas tintas começam a entrar nas adegas. Em Bordeaux também constatamos que os grandes châteaux iniciaram as colheitas e o tempo bom prenuncia mais uma grande safra. Bordeaux, no entanto, teve uma redução de volume devido a fortes ataques de míldio e chuvas de granizo. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Feirão de vinhos deve faturar mais de 400 milhões de euros

O faturamento do feirão de vinhos na França mostra a força do vinho como negocio e paixão. Na maior parte do comércio ele começa em setembro. É o feirão do outono, o original, que se explica por aproveitar o momento da chegada da nova safra nas adegas e a necessidade de abrir espaço nas vinícolas, seja nos tanques seja nos depósitos. É também uma oportunidade para produtores menores se exporem em grandes redes. Momento para o consumidor fazer bons negócios e boas compras. Todos ganham. Você vai ver que os números são robustos.

Carrefour investe e tem o sommelier campeão Paolo Basso assinando sua seleção de vinhos.

Segundo a revista especializada com enfoque nos profissionais do segmento, Rayon Boisson, a progressão de vendas é espetacular. Em 2016 foram 62 milhões de litros e em 2017 65 milhões. Em valor a vendas atingiram 414 milhões de euros contra 390 milhões no ano anterior. O que representa um crescimento de 3,8% em volume e 6,9% em valor comparando com 2016. Segundo especialistas do setor a tendência é de alta.

Nestas horas é que Bordeaux mostra sua força ao responder por 70% das vendas. Ao longo do ano se contenta com 58%. Para a região de Bordeaux os feirões respondem por 18% do faturamento anual, para a Borgonha e Languedoc-Roussillon ficam respectivamente com as duas outras posições do podium.

Outro detalhe importante, já que este é um momento onde o consumidor busca fazer seu estoque ao aproveitar as oportunidades, a venda de tintos é superior alta e atinge 60%. Os vinhos rosés tem um volume um pouco maior do que os brancos, mas o faturamento deste é mais alto.

Como funciona? Preços bem baixos para atrair a clientela levam o consumidor aos sites e lojas. Mas quando chegar na loja tem de ter paciência para pesquisar. O ideal é ter analisado com antecedência as ofertas para não comprar apenas o encalhe ou cair numa pegadinha. Para isto basta entrar nos sites de jornais e revistas e ver a seleção das melhores oportunidades, os melhores vinhos e suas ofertas. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Setembro é o mês para se comprar vinhos na França

Mês de setembro na França marca o final das férias, a volta às aulas, ao trabalho, a colheita entra num ritmo mais forte e os Foire aux Vins (Feirões de Vinhos) tomam contas de sites, lojas e supermercados. Marca também a chegada dos novos guias de vinho às prateleiras e das edições especiais de revistas e jornais sobre as melhores ofertas dos Feirões. Eles vão ajudar o consumidor nas suas compras. Os Feirões representam cerca de 15% das vendas anuais para grandes supermercados como Carrefour ou o líder francês E. Leclerc, que não está presente no Brasil.

Inacreditável que grandes revistas não especializadas como Le Point e jornais como Le Figaro, e tantos outros, publiquem cadernos grandes sobre o tema. As revistas especializadas mergulham fundo na análise das ofertas das principais redes de supermercados e de “cavistes” (lojas de vinho) com lojas físicas e virtuais. Páginas de tabelas com as principais ofertas, seus preços, relação custo benefício, seleção de favoritos e muito mais. Matéria de TV e radio complementam a oferta de informação. Afinal, o Feirão já está na paisagem há 40 anos.

Tem de tudo nas ofertas de vinho. Vai desde o AOP baratinho a 1,99€, tipo compre 4 e leve 6, caso do AOP Saint Chinian, Mermian tradição 2017 do Lidl, o hard-discount alemão, literalmente desconto duro, que tomou banho de loja, que também oferece o Château la Tour Carnet, GCC do Haut Médoc, 2016, com 93 pontos RP por 25,95€. Recebi agora na caixa do correio o catálogo do Intermarché. A oferta é bem mais ampla do que no Lidl, afinal é uma rede tradicional. O favorito da Borgonha é o Gevrey Chambertin do Domaine Nicolas Theuriet, 2016, tinto por 27,95€. Esta rede usou a consultoria de três enólogos experientes: Christophe Coppolani, Michel Petitjean e Georges La Fay. Além deles devem ser adicionadas as medalhas de concursos e notas de guias franceses e internacionais. No final do catálogo estão os Champagnes. Ao comprar 3 garrafas do Champagne Nicolas Feuillatte Grand Réserve o preço cai para fica por 19,96€ (R$ 97) cada garrafa. Moleza, não?

O catálogo do Aldi, outro hard-discount, também de origem alemã, traz na capa o Cru Bourgeois do Médoc Château Rollan de By, 2014, tinto claro. Um belo vinho que sai por apenas 14,99€ e foi selecionado por Dominque Laporte, sommelier campeão francês e melhor “ouvrier” da França, ambos em 2004. A lista é ampla e tem Côte du Rhône (6,49€) e Saint Joseph (13,99€) de Guigal, Alsace Gewurztraminer Grand Cru Hengst 2015 por 8,99€. O câmbio hoje está a R$4,83 por 1€. Arredonda para 5 que fica mais fácil de fazer a conta, vai. Mas tem muito mais nas lojas e sites tem muitos Grand Cru Classé, especialmente nos supermercados das grandes cidades. Eu que moro na roça tenho uma oferta maior de vinhos regionais do Sul da França. Santé.

 

 

Compartilhe:
Comentar

Chupar pedra e beber água da montanha permitem entender a mineralidade no vinho

Ontem, no jantar, para acompanhar um bacalhau fresco com molho de manteiga branca e limão, servido com espinafre e batatas “Daulphine” abri um Chablis Bernard Loiseau & Albert Bichot, 2016. Produto da parceria do restaurante estrelado e do famoso produtor da Borgonha. É degustando o delicioso vinho que começo a sentir aromas minerais. Descrever estes aromas é sempre um desafio pela falta de referência do leitor e mesmo daquele que degusta.

Chablis com dupla assinatura Bernard Loiseau e Albert Bichot tem aromas minerais.

A geologia de Chablis é de origem sedimentar que data do período entre o Jurássico superior e Cretáceo inferior. O solo calcário tem formação geológica do Kimmeridigiano e Portlandiano. Vai ser ele que vai levar estes aromas complexos ao vinho. Como bem descrever esses aromas?

Enquanto você não chupar uma pedra ou beber água pura e cristalina de um rio de montanha é difícil perceber essa especificidade aromática. Atrás do termo mineralidade encontram-se aromas como giz, iôdo, sal e pedra de isqueiro. Este você percebe facilmente ao cheirar a faísca do isqueiro ou ao friccionar duas pedras do terroir de Muscadet Côte de Grand Lieu no Vale do Loire. Os aromas de iôdo que vão favorecer harmonizações com ostras como as de Arcachon no Atlântico, mais do que as do Mediterrâneo. Esses perfumes podem estar presentes em certos vinhos, especialmente brancos do Vale do Loire como Muscadet e Sancerre, e na Borgonha o Chablis. Eles vão trazer sensações salinas e iodadas. Alguns tintos leves ou de velhas vinhas ou ainda de terroirs frios, vão oferecer sensações minerais. Boa degustação. Santé.

 

 

Compartilhe:
2 Comentários

Colheita termina na Champagne e safra deve ser excepcional

A colheita foi precoce, qualitativa e abundante. Foi realmente excepcional. Começou cedo em 20 de agosto nos setores mais prematuros, como o departamento do Aube mais ao sul. É a quinta vez em 15 anos que ela começa em agosto, afirma Thibaut Le Mailloux do Comitê Champagne. A colheita na região de Reims, coração da Champagne, começou depois afirmou Franck Protin do Champagne Haton.  Ela é de grande qualidade, assegurou.

Colheita no vinhedo do champagne Nicolas Feuillatte, o n°1 da França. (foto divulgação)

Após um inverno bem chuvoso na região champanhesa tivemos um mês de abril bem ensolarado com temperaturas amplamente superiores à média do decênio. Graças a um clima muito favorável a videira evoluiu rapidamente. As condições da do desenvolvimento vegetativo foram perfeitas e na hora da colheita os cachos eram numerosos, com um estado sanitário ideal. Uma bela concentração de açúcar e riqueza aromática acima da média alegou os vinhateiros. A colheita, obrigatoriamente manual, foi tranquila e realizada com um tempo seco e quente, o que não impediu que a temperatura matinal chegasse a zero grau, como aconteceu no dia 26 de agosto em Reims.

O rendimento de 10.800 kg/ha deve ser atingido em todos os setores. Esta safra abundante permitirá aos produtores de reporem o estoque regulador. Isto é, colocar em reserva vinho de bons anos para suprir ou corrigir eventuais problemas nos próximos anos. A excelente qualidade do mosto é sinal de que teremos belas “cuvées” e champagnes safrados em grande parte dos produtores. Para Olivier Zorel do Champagne Nicolas Feuillatte a expectativa é de um grande ano. Agora é aguardar a confirmação desta enorme qualidade nas degustações de inverno e da próxima primavera. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Festas marcam o final do verão e o começo das colheitas na França

Com o verão chegando ao fim e as colheitas começando por toda França as últimas festas e eventos de enoturismo vão marcar o final da estação em todas as regiões de produção. O Château Grand Moulin, aqui no Corbières, fez seu último jantar na adega na quinta-feira passada, Montpellier encerrou ontem suas Estivais na praça Charles de Gaulle. Ontem, também foi a vez da noite Escargots à Catalã no Domaine M P Berthier, de Morgane e Paul, no alto Corbières. Tinha queijos e frios para quem não é fã dos caracóis na brasa. Lembre-se o norte da Catalunha é francês.

Hoje tem a festa do Terroir de Cascastel com direto a passeio no vinhedo, visita do Château, animação para as crianças, peça de teatro e um jantar com os produtores. A grande estrela é a muito boa cave cooperativa que leva o nome da cidade. O terroir cobre três Denominações de Origem Controlada Fitou, Corbières e Muscat de Rivesaltes e o regional IGP Valée du Paradis.

Alguns momentos do Tastes en Minervois em 2017. (fotos divulgação)

Do outro lado do departamento do Aude, em Bize-Minervois, quase no departamento do Hérault, teremos hoje e amanhã o Tastes en Minervois, os melhores vinhos da denominação estarão sendo degustados e acompanhados de mini-pratos elaborados por quatro chefs cada um com um estilo diferente. Stéphane Lavaux traz uma cozinha tradicional, Fabien de Bruyn uma cozinha do mundo, Nicolas Servent street food, e Jerôme Ryon, do estrelado restaurante La Barbacane de Carcassonne, ficou responsável pelas sobremesas.

 

100 vinhos diferentes, boa gastronomia, música e muita animação no Tastes en Minervois. ( fotos divulgação)

O Minervois é famoso por ter tintos consistentes e rústicos onde a Syrah, e a Grenache dominam. É uma região de tintos por excelência, que dominam a produção dom 86%. Mas vai ter rosé, Muscat de Saint Jean de Minervois, o melhor dos Muscats do Sul da França, já que a altitude do vinhedo lhe confere uma maior acidez, e alguns brancos. Além de vinho e gastronomia vai ter música harmonizada com cada estilo de cozinha. Santé.

 

 

Compartilhe:
Comentar

Criança também gosta de alta gastronomia

Ao menos esta é a aposta do chef triplamente estrelado Pierre Gagnaire, ao assinar um menu crianças para a brasserie do Fouquet’s, o mítico restaurante parisiense que recebe anualmente a festa de entrega do César, prêmio do cinema francês atribuído aos profissionais da 7a arte. Gagnaire espera com esta iniciativa transmitir à garotada o amor pela gastronomia francesa e seus bons produtos.

Menino com o “toque” e o prato principal à mesa. (foto divulgação)

Na entrada camarão, milho e queijo Comté se envolvem de manteiga branca. O prato principal é um escalope de vitelo cozinhado em “cordon bleu” e acompanhado de saborosos purês de legumes verdes e batata. Na sobremesa sorvete de baunilha com mousse de chocolate aerado. Isso é que é papa fina! O cenário é trabalhado com uma apresentação lúdica, jogos de mesa para colorir, e brindes para os pequeninos. A cada menu comprado um toque (o chapéu do chef) assinado Fouquet’s é dado para a criança.  Bom motivo para levar os filhos ao Champs-Elysées em Paris.

O Fouquet’s faz parte do grupo hoteleiro Barrière e a iniciativa não fica restrita à Paris, e acontece também em La Baule, Cannes, Toulouse, Enghien-les-Bains e mesmo em Marrakech, no Marrocos. O lúdico menu estará sendo servido durante todo o mês de setembro. Só faltou o suco de uva para a garotada já ir se acostumando ao vinho, a grande bebida francesa. Santé.

Serviço:

99, avenue des Champs-Elysées

75 008 Paris

Tel: +33 140696050

 

Compartilhe:
Comentar

Exclusivo: França deve produzir entre 44,5 e 46 milhões de hectolitros de vinho

O presidente do Comitê Vinho de France Agrimer, Jerôme Despey, afirmou em coletiva à imprensa hoje, que a safra 2018 deve ficar em 44,5 milhões de hectolitros. Os cálculos do governo, mais otimistas, apontam para 46,1 milhões de hectolitros. Segundo o diretor do setor Vinho Didier Josso, que entrevistamos com exclusividade, os produtores preferem ser mais comedidos nos números. Essa diferença se dá devido a uma menor colheita em dois vinhedos: Charente, onde o rendimento deve ser um pouco menor do que o previsto, e na região de Bordeaux onde a previsão inicial de 5,7 milhões de hl não deve se confirmar. Aqui a colheita deve se contentar com 5 milhões.

Jerôme Despey presidente do Comitê Vinho de France Agrimer. (foto divulgação)

Didier Josso nos diz que a colheita ainda está no começo e fica difícil ser mais preciso. Na região bordalesa a colheita vai começar dentro de dez dias e na região de Charente, onde o Cognac é produzido, somente dia 20 de setembro. O Languedoc também teve sua estimativa reduzida. No início o governo previa 12,4 milhões de hl e baixou para 12 milhões, já os produtores, sempre mais conservadores, preveem 11,9 milhões de hl. Aqui a diminuição foi provocada por fortes ataques de míldio.

A safra deve ter um crescimento médio de 20% em relação ao pequeno ano de 2017, quando a produção se limitou a 36,8 milhões de hl.  A Itália deve manter a liderança mundial de produção com 47 a 49 milhões hl e a Espanha encosta no pelotão da frente com 42 a 43 milhões hl. A colheita promete ser de muito boa qualidade, assegura Josso.  Santé.

Compartilhe:
Comentar

Moulin Rouge lidera consumo com 240 mil garrafas de Champagne por ano

O cabaré mais famoso do mundo, o Moulin Rouge de Paris, é o maior consumidor de Champagne do mundo. O Champagne é a bebida oficial da casa e são consumidas anualmente 240 mil garrafas por ano. Com seus 900 lugares, sempre ocupados, a casa oferece uma carta de Champagnes e vinhos franceses de alta qualidade. O serviço é garantido por uma brigada de 120 profissionais: maîtres d’hotel, chefes de setor e garçons. É a maior da França. A cozinha é gastronômica e preparada no local pelo chef David Le Quellec e seus 25 cozinheiros. Dançarinas, dançarinos, cantores, acrobatas, contorcionista e outros artistas fazem no palco um belo e empolgante espetáculo. 400 pessoas trabalham no Cabaré e garantem a sua noite desta que brilha desde 1889.

 

As Doriss Girls em cena. ( fotos Moulin Rouge)

Você não vai ao Moulin Rouge, somente para tomar Champagne. Jantar e dançar na pista antes dos artistas entrarem em cena são momentos encantadores, não perca. Você vai se sentir como no filme homônimo de Baz Luhrmann ao entrar na pista e dançar com sua Satine e ver o famoso Cancan do cabaré onde as dançarinas cantam e gritam, com voz alta e forte, a cada grande movimento. Existem diversos magníficos momentos no espetáculo, mas o clássico dos clássicos é French Cancan. Este que é o mais famoso do mundo é executado pelas belas Doriss Girls.

A revista Féerie acontece em dois espetáculos por dia, 365 dias por ano, executados por 60 dançarinas e 20 dançarinos . A decoração Belle Époque do salão é idêntica àquela em que Nicole Kidman e Ewan McGregor contracenaram. Quando se chega em Montmatre, na Place de Clichy você vê a fachada do moinho vermelho iluminada tal qual no cartaz do filme.

O Champagne La Cuvée Brut de Laurent-Perrier é servido em garrafa ou meia garrafa no balde de prata. (Foto RR)

Os ingressos incluem meia garrafa de Champagne por pessoa por apenas mais 10€ (R$ 44). Na carta os Champagnes começam a ser vendidos a 90€ (R$ 396). Os primeiros da lista, mas nem por isso inferiores, são o Delamotte Brut e Duval-Leroy Brut. Seguidos de Laurent-Perrier La Cuvée, Louis Roederer Brut Premier, Taittinger Cuvée Prestige e Charles Heidsieck Brut Réserve por 98€ (R$ 435). Uma verdadeira tropa de elite nos primeiros preços. A 105€ (R$ 466) Bollinger Spécial Cuvée, Billecart-Salmon Brut (Réserve Moulin Rouge) e Gosset Grande Réserve Brut. A 120€ (R$ 532) Taittinger Prélude e a 130€ (R$577) Duval-Leroy Cuvée MOF. Os 700 baldes do serviço são todos de prata e vem com um pouco de gelo no fundo, peça mais.

O French Cancan é um dos pontos altos do espetáculo Féerie.

As Champagnes de Prestígio são em geral safradas como a Louis Roederer Brut Nature Starck por 200€ (R$ 888) e Bollinger 1999 e 2004, La Grande Année, por 300€ (R$ 1332). Dom Pérignon 2009 e Henri Abelé Cuvée Le Sourire de Reims saem por 380€ (R$ 1687).  Dentre as Blancs des Blancs destaque para D. Ruinart 1990 a 430€ (R$ 1910) e Salon “S” safra 2002, 450€ (R$ 2000).  Fechando a lista das brancas tem a Louis Roederer Cristal, 2002, 2004, 2005 ou 2006, por 550€ (R$ 2442). As Rosés começam com 110€ (R$ 488), passando por uma Perrier-Jouët Belle Époque Rosé por 380€ (R$ 1688). Fechando a lista a D. Pérignon Rosé 2005 por 650€ (R$2886).

As Doriss Girls no camarim

Os vinhos começam a 70€ (R$ 310) com um Château Lagrange, Graves, 2016, Château Larose de Gruaud 2012, o segundo vinho do Gruaud Larose sai por 80€ (R$ 355) e Château Clerc Milon 2004, GCC de Pauillac sai por 110€ (R$  488). A seleção de grandes Bordeaux tem ainda seis grandes vinhos e destaco aqui Château Léoville Poyferré, GCC de Saint Julien, 2003, por 200€ (R$888), Pichon Longueville Comtesse de Lalande, 2004, GCC de Pauillac por 300€ (R$1322) e o mais caro e nobre Château Mouton Rothschild, 1996, GCC de Pauillac por 850€ (R$ 3774). O sommelier da casa não esqueceu as demais regiões da França. Da Borgonha tem Louis Latour, Bouchard Père e Fils, Petit Chablis do Domaine W. Fèvre, do Sul do Rhône tem Dela Frères, e da Provence o Domaine Ott e Château La Martinette. O Loire traz um Vouvray do Château Gaillard e um Sancerre do Domaine du Pré Semelé.

O chef David Le Quellec e duas Doriss Girls

Para tantos vinhos era necessário uma cozinha gastronômica e o Chef David Le Quellec, é contratado em 2015 e deixa o Café Terminus no Hotel Corcorde Opéra. Ele tem uma carreira meteórica e passagem por: Ledoyen Taillevent, a Table du Cinq no Four Seasons George V, o Four Seasons Resort Provence,  o Hotel Impérial Garoube Relais &  Château. No abaré ele passa a servir cerca de 600 jantares por dia, 365 dias por ano, no Moulin Rouge.  Ah, sua esposa é Stéphanie Le Quellec vencedora do Top Chef 2011. Santé.

Feliz Dia dos Pais

 

Serviço:

Endereço:

82 Boulevard de Clichy, 75018 Paris

Como chegar:

Pegue o metrô  e prefira as linhas 2 (Blanche), 13 (Place de Clichy) e 12 (Pigalle).

http://www.moulinrouge.fr

 

Tags: , , , , , , ,

Compartilhe:
Comentar

Paris 39°C e os restaurantes dos parisienses

A temperatura anda bastante quente neste verão em Paris e para a próxima terça feira o serviço meteorológico – Météo France – prevê máxima de 39°C.  Mas não anda longe disso nestes dias. Nessas horas achar uma sombra é maravilhoso. Mais parece o Rio de Janeiro de tão quente. Os parisienses sabedores da situação já viajaram para o litoral. Aqui até o governo fecha no verão. Férias são férias. Eu que saí da beira do Mediterrâneo para visitar Paris estou sentindo este calor na pele. Ao cair da noite, lá pelas 21 horas as ruas se enchem e a festa começa. Nessas andanças descobri três pequenos restaurantes de cozinha regional que são bem interessantes. Sendo o terceiro israelense.

Truffade é o acompanhamento da “onglet”, corte de carne típico da França.

Um fica em Montparnasse é o Le Plomb du Cantal, a comida é típica do departamento de Auvergne de onde vem o conhecido queijo Cantal. Plomb quer dizer chumbo e posso afirmar que a comida vai pesar no estômago. O omelete é feito com três ovos, papo sério pode ver na carta. Mas o que marca mesmo são dois acompanhamentos clássicos a “truffade” e o “aligot”. Eles acompanham magret de pato, entrecôte, e outras carnes. A “truffade” é um prato à base de batata, queijo Tomme do Cantal, alho e bacon. Vem muito bem servido. Já o “aligot” vai ter a textura de um purê de batatas puxa-puxa, pois além das batatas tem o Tomme do Cantal derretido, creme de leite e alho. Outra delícia regional francesa. Na taça, jarra ou garrafa o restaurante propõe o Brouilly de Louis Tête, muito bom produtor e algumas outras regiões. Mas vale descobrir a jarra de vinho da região de Auvergne, tem em garrafa também. Muito bom para harmonizar com os copiosos pratos regionais.  São três restaurantes iguais e fui no Jolivet, que está agora fechado para férias, mas a 50 metros no 3, rue de la Gaïté tem outro idêntico.

 

Salada diamant do Chez Gladines, uma instituição parisiense.

Do outro lado da cidade, em Saint Germain, tem o Chez Gladines, no melhor estilo pé sujo, traz a cozinha do país basco, Sudoeste francês. Pedi uma salada diamant que de salada tinha um leito de alface e alguns tomates que dava cor a moela de pato, fígado, queijo, batatas, ovo estrelado, bacon e “fines herbes”. Tem uma seleção de vinhos do Sudoeste e de outras regiões da França. Este está aberto em agosto. São cinco restaurantes.

 

Cerveja Maccabee de Israel leve, agradável e com ligeiro amargor.

Para quem for ao Marais e gostar de um Fallafel sugiro o L’As do Fallafel. Tem para levar e para comer no local, mais de cem lugares. Sanduíches ou pratos. Tem vinho de Israel (Carmel, Yarden e Gamla) e francês na carta, inclusive em meia garrafa. Também de Israel a cerveja Maccabee. Lugar simples e comida muito boa com precinho pequeno. Tem fila na porta.

Com esse calor tirei folga e tomei uma gelada. Santé.

 

Serviço:

Le Plomb du Cantal Jolivet 

5, rue du Maine – XIV –

Tel. :0142 -7989- 79

Preço – €€

Chez Gladines  

11 bis, Rue des Halles

Tel. :0142- 2107- 00

Preço – €€

L’ As du Fallafel

34, Rue de Rosiers

Tel.: 0148- 8763 -60

Preço – €€

Compartilhe:
Comentar
?>