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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Moulin Rouge lidera consumo com 240 mil garrafas de Champagne por ano

O cabaré mais famoso do mundo, o Moulin Rouge de Paris, é o maior consumidor de Champagne do mundo. O Champagne é a bebida oficial da casa e são consumidas anualmente 240 mil garrafas por ano. Com seus 900 lugares, sempre ocupados, a casa oferece uma carta de Champagnes e vinhos franceses de alta qualidade. O serviço é garantido por uma brigada de 120 profissionais: maîtres d’hotel, chefes de setor e garçons. É a maior da França. A cozinha é gastronômica e preparada no local pelo chef David Le Quellec e seus 25 cozinheiros. Dançarinas, dançarinos, cantores, acrobatas, contorcionista e outros artistas fazem no palco um belo e empolgante espetáculo. 400 pessoas trabalham no Cabaré e garantem a sua noite desta que brilha desde 1889.

 

As Doriss Girls em cena. ( fotos Moulin Rouge)

Você não vai ao Moulin Rouge, somente para tomar Champagne. Jantar e dançar na pista antes dos artistas entrarem em cena são momentos encantadores, não perca. Você vai se sentir como no filme homônimo de Baz Luhrmann ao entrar na pista e dançar com sua Satine e ver o famoso Cancan do cabaré onde as dançarinas cantam e gritam, com voz alta e forte, a cada grande movimento. Existem diversos magníficos momentos no espetáculo, mas o clássico dos clássicos é French Cancan. Este que é o mais famoso do mundo é executado pelas belas Doriss Girls.

A revista Féerie acontece em dois espetáculos por dia, 365 dias por ano, executados por 60 dançarinas e 20 dançarinos . A decoração Belle Époque do salão é idêntica àquela em que Nicole Kidman e Ewan McGregor contracenaram. Quando se chega em Montmatre, na Place de Clichy você vê a fachada do moinho vermelho iluminada tal qual no cartaz do filme.

O Champagne La Cuvée Brut de Laurent-Perrier é servido em garrafa ou meia garrafa no balde de prata. (Foto RR)

Os ingressos incluem meia garrafa de Champagne por pessoa por apenas mais 10€ (R$ 44). Na carta os Champagnes começam a ser vendidos a 90€ (R$ 396). Os primeiros da lista, mas nem por isso inferiores, são o Delamotte Brut e Duval-Leroy Brut. Seguidos de Laurent-Perrier La Cuvée, Louis Roederer Brut Premier, Taittinger Cuvée Prestige e Charles Heidsieck Brut Réserve por 98€ (R$ 435). Uma verdadeira tropa de elite nos primeiros preços. A 105€ (R$ 466) Bollinger Spécial Cuvée, Billecart-Salmon Brut (Réserve Moulin Rouge) e Gosset Grande Réserve Brut. A 120€ (R$ 532) Taittinger Prélude e a 130€ (R$577) Duval-Leroy Cuvée MOF. Os 700 baldes do serviço são todos de prata e vem com um pouco de gelo no fundo, peça mais.

O French Cancan é um dos pontos altos do espetáculo Féerie.

As Champagnes de Prestígio são em geral safradas como a Louis Roederer Brut Nature Starck por 200€ (R$ 888) e Bollinger 1999 e 2004, La Grande Année, por 300€ (R$ 1332). Dom Pérignon 2009 e Henri Abelé Cuvée Le Sourire de Reims saem por 380€ (R$ 1687).  Dentre as Blancs des Blancs destaque para D. Ruinart 1990 a 430€ (R$ 1910) e Salon “S” safra 2002, 450€ (R$ 2000).  Fechando a lista das brancas tem a Louis Roederer Cristal, 2002, 2004, 2005 ou 2006, por 550€ (R$ 2442). As Rosés começam com 110€ (R$ 488), passando por uma Perrier-Jouët Belle Époque Rosé por 380€ (R$ 1688). Fechando a lista a D. Pérignon Rosé 2005 por 650€ (R$2886).

As Doriss Girls no camarim

Os vinhos começam a 70€ (R$ 310) com um Château Lagrange, Graves, 2016, Château Larose de Gruaud 2012, o segundo vinho do Gruaud Larose sai por 80€ (R$ 355) e Château Clerc Milon 2004, GCC de Pauillac sai por 110€ (R$  488). A seleção de grandes Bordeaux tem ainda seis grandes vinhos e destaco aqui Château Léoville Poyferré, GCC de Saint Julien, 2003, por 200€ (R$888), Pichon Longueville Comtesse de Lalande, 2004, GCC de Pauillac por 300€ (R$1322) e o mais caro e nobre Château Mouton Rothschild, 1996, GCC de Pauillac por 850€ (R$ 3774). O sommelier da casa não esqueceu as demais regiões da França. Da Borgonha tem Louis Latour, Bouchard Père e Fils, Petit Chablis do Domaine W. Fèvre, do Sul do Rhône tem Dela Frères, e da Provence o Domaine Ott e Château La Martinette. O Loire traz um Vouvray do Château Gaillard e um Sancerre do Domaine du Pré Semelé.

O chef David Le Quellec e duas Doriss Girls

Para tantos vinhos era necessário uma cozinha gastronômica e o Chef David Le Quellec, é contratado em 2015 e deixa o Café Terminus no Hotel Corcorde Opéra. Ele tem uma carreira meteórica e passagem por: Ledoyen Taillevent, a Table du Cinq no Four Seasons George V, o Four Seasons Resort Provence,  o Hotel Impérial Garoube Relais &  Château. No abaré ele passa a servir cerca de 600 jantares por dia, 365 dias por ano, no Moulin Rouge.  Ah, sua esposa é Stéphanie Le Quellec vencedora do Top Chef 2011. Santé.

Feliz Dia dos Pais

 

Serviço:

Endereço:

82 Boulevard de Clichy, 75018 Paris

Como chegar:

Pegue o metrô  e prefira as linhas 2 (Blanche), 13 (Place de Clichy) e 12 (Pigalle).

http://www.moulinrouge.fr

 

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Safra 2018 terá maior volume do que a de 2017

A safra de 2017 foi pequena em toda a França devidos aos caprichos da mãe natureza. Já 2018 com as boas chuvas de maio e junho e o calor do verão promete uma colheita bem maior. Mas nem tudo é alegria. Fortes ataques de míldio, especialmente no sul da França, que prejudicou sobretudo os que conduzem o vinhedo em modo orgânico, e um tanto de granizo e geada tiraram a alegria de alguns produtores. A produção vai ser maior e a safra promete ser de boa qualidade. Em consequência devemos ter menor pressão sobre os preços.

As videiras possuem raízes que podem chegar a 40 metros de profundidade.

O forte calor das últimas semanas na França tem prejudicado os cerais e outras lavouras. Mas a uva ama o sol. Suas raízes profundas encontram a água a dezenas de metros da superfície. Vamos aguardar e ver como vai ser a colheita que já está começando em algumas regiões. Somente ao final poderemos ter um balanço mais preciso. Santé.

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Paris 39°C e os restaurantes dos parisienses

A temperatura anda bastante quente neste verão em Paris e para a próxima terça feira o serviço meteorológico – Météo France – prevê máxima de 39°C.  Mas não anda longe disso nestes dias. Nessas horas achar uma sombra é maravilhoso. Mais parece o Rio de Janeiro de tão quente. Os parisienses sabedores da situação já viajaram para o litoral. Aqui até o governo fecha no verão. Férias são férias. Eu que saí da beira do Mediterrâneo para visitar Paris estou sentindo este calor na pele. Ao cair da noite, lá pelas 21 horas as ruas se enchem e a festa começa. Nessas andanças descobri três pequenos restaurantes de cozinha regional que são bem interessantes. Sendo o terceiro israelense.

Truffade é o acompanhamento da “onglet”, corte de carne típico da França.

Um fica em Montparnasse é o Le Plomb du Cantal, a comida é típica do departamento de Auvergne de onde vem o conhecido queijo Cantal. Plomb quer dizer chumbo e posso afirmar que a comida vai pesar no estômago. O omelete é feito com três ovos, papo sério pode ver na carta. Mas o que marca mesmo são dois acompanhamentos clássicos a “truffade” e o “aligot”. Eles acompanham magret de pato, entrecôte, e outras carnes. A “truffade” é um prato à base de batata, queijo Tomme do Cantal, alho e bacon. Vem muito bem servido. Já o “aligot” vai ter a textura de um purê de batatas puxa-puxa, pois além das batatas tem o Tomme do Cantal derretido, creme de leite e alho. Outra delícia regional francesa. Na taça, jarra ou garrafa o restaurante propõe o Brouilly de Louis Tête, muito bom produtor e algumas outras regiões. Mas vale descobrir a jarra de vinho da região de Auvergne, tem em garrafa também. Muito bom para harmonizar com os copiosos pratos regionais.  São três restaurantes iguais e fui no Jolivet, que está agora fechado para férias, mas a 50 metros no 3, rue de la Gaïté tem outro idêntico.

 

Salada diamant do Chez Gladines, uma instituição parisiense.

Do outro lado da cidade, em Saint Germain, tem o Chez Gladines, no melhor estilo pé sujo, traz a cozinha do país basco, Sudoeste francês. Pedi uma salada diamant que de salada tinha um leito de alface e alguns tomates que dava cor a moela de pato, fígado, queijo, batatas, ovo estrelado, bacon e “fines herbes”. Tem uma seleção de vinhos do Sudoeste e de outras regiões da França. Este está aberto em agosto. São cinco restaurantes.

 

Cerveja Maccabee de Israel leve, agradável e com ligeiro amargor.

Para quem for ao Marais e gostar de um Fallafel sugiro o L’As do Fallafel. Tem para levar e para comer no local, mais de cem lugares. Sanduíches ou pratos. Tem vinho de Israel (Carmel, Yarden e Gamla) e francês na carta, inclusive em meia garrafa. Também de Israel a cerveja Maccabee. Lugar simples e comida muito boa com precinho pequeno. Tem fila na porta.

Com esse calor tirei folga e tomei uma gelada. Santé.

 

Serviço:

Le Plomb du Cantal Jolivet 

5, rue du Maine – XIV –

Tel. :0142 -7989- 79

Preço – €€

Chez Gladines  

11 bis, Rue des Halles

Tel. :0142- 2107- 00

Preço – €€

L’ As du Fallafel

34, Rue de Rosiers

Tel.: 0148- 8763 -60

Preço – €€

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O Grand Bistro causa sensação no verão parisiense

Garry Dorr deu uma sacudida no menu dos seus quatro Grandes Bistros e no Bistro des Deux Théâtres, em Paris, ao chamar os gêmeos Jacques e Laurent Pourcel, chefs triplamente estrelados de Montpellier, para assinar um menu de verão dos seus restaurantes. Grand Bistro tem uma cozinha que o francês chama de “bistronomic”, isto é um Bistro gastronômico. A carta de vinhos é ampla e contempla muitos países. Elaborada por Maxime Barraud, sommelier do ano 2017 da Wine Spectator. Além de garrafas oferece 22 vinhos na taça. Vai do Champagne ao Languedoc passando pelo Vale do Loire e Borgonha.

Os irmãos Purcel, chefs estrelados de Montpellier (foto divulgação)

Fui no Grand Bistro de Breteuil que é bem decorado, tem grande espaço e bonita adega no final do salão. Tem na sua carta garrafas de vinho de 19€ (R$83), um IGP d’Oc do Domaine Nicole até um Pavillon Rouge do Château Margaux 2005 por 249€ (R$ 1095). Para quem está acostumado a tomar um Chardonnay de Paul Mas no Brasil, trazido pela Decanter, pode pedir a taça que sai por apenas 5€ (R$22). Tem para todos os bolsos. Bistro é assim.

Bacana é que o menu não mudou de preço com a chegada dos irmãos Pourcel. O menu tudo incluído sai por 44€ (R$194) e o sem bebidas sai por 35€ (R$154). Veja tudo que tem na oferta. O aperitivo é uma taça de Kir Royal (Champagne mais licor de cassis) ou um americano acompanhado com torradas e tapenade (pasta de azeitona). Depois você pode escolher entre 9 entradas – provamos três de cada -, 8 pratos principais e 9 sobremesas assinadas aqui por Ihlan Moudnib, Master Chef e vice-campeão mundial de pâtisserie. Para fechar a conta Ihlan propõe também o café o café gourmet, é o café acompanhado de mini sobremesas. A fórmula parece estar agradando, afinal a frequência dobrou em relação à do ano passado.

Magret de pato é um dos destaques do novo menu de verão. (fotos Rogerio Rebouças)

Madame M. e eu tomamos o Kir Royal. A tapenade estava muito bem-feita. Depois degustamos três entradas: sardinha marinada no sal e seu caviar de berinjela, posta de salmão defumado e creme de ruibarbo e a entrada do dia burrata com pesto de rúcula. A sardinha veio num molho de tomate com aniz, pimentão, tomate e beldroega também chamada no Brasil de salada de negro. O molho estava muito interessante. O salmão defumado cortado em fatia grossa faz uma grande diferença na boca e na apresentação. A compota de ruibarbo tinha limão e mostarda à l’ancienne decorada com pequenas folhas de espinafre. Delicioso. A burrata era de muita qualidade e saborosa veio com um molho pesto de rúcula, ananás zebra (variedade de tomate criada por Tom Wagner), azeite de olivas perfumado com manjericão. Tudo muito bem equilibrado.

Um dos bons vinhos da carta é o Bordeaux B de Maucaillou.

Descobrimos três dos pratos principais dos irmãos Pourcel e vimos passar para a mesa ao lado um belo brochete de vieiras e camarão vg que estava de dar água na boca. Atum meio cozido com duo de alcachofra, crocante de trilha com tomate em compota e tiras de magret de pato nas peras formaram nosso trio de resistência. A trilha tinha no molho uma base de creme de leite e cebolinha, caviar de berinjela, tomate confitado, cebola grelhada, beterraba e a trilha estava dentro de folha de brick, massa mais fina que a de pastel). O meio cozido de atum e seu purê de alcachofra de berrigule, maçã na grelhada e alcachofra crua completando o duo. O pato suculento tinha um cozimento perfeito, o que valorizou a carne, o pêssego cozido quase ao ponto, era acompanhado de um gratin dauphinois perfeito. A casa tem fritas secas e crocantes como manda o figurino. Acompanhamento ideal do steack tartare. Afinal, Bistro sem fritas não existe.

Para harmonizar na taça você tem como várias boas opções como o Sancerre de Thierry Merlin Cherrier para o que vem do mar. Eu optei pela terra e fui de B de Maucaillou 2016, um Bordeaux Superior. Château Maucaillou é um Moulis em Médoc, que vale um Grand Cru Classé e nesse preço é vendido. O seu Bordeaux, o primo mais em conta, é intenso, sedoso, longo e com aromas de frutas vermelhas e pretas maduras com notas de baunilha e especiarias. Um vinho com estirpe.

Champagne Ayala faz parte da elite

A sobremesa também veio em dose tripla de degustação. O mil folhas dos anjos é uma tentação de grande tamanho. Enorme e deliciosa. A torta fina de maça com sorvete é um clássico. A salada de frutas de época é apresentada sobre um leito fino de abacaxi. Tudo lindo e perfeito. Harmonizei com uma taça de Champagne Ayala Brut Majeur. Esta Maison é uma das grandes referências de Champagne. A uvas vem de parcelas Premier Cru e Grand Cru com 45% de Pinot Noir, 30% de Chardonnay e 25% de Pinot Meunier e tem 3 anos de envelhecimento na adega, o que lhe confere grande complexidade. Belo frescor e mineralidade num estilo aéreo. Fechou com louvor o almoço “bistronomic” de alta qualidade assinados pelos chefs Pourcel. Santé.

 

 

 

 

 

Mil folhas dos anjos vem no tamanho grandes prazeres.

 

Serviço:

Grand Bistro Breteuil
3, place de Breteuil
Paris 7ème

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Printemps du Goût traz chef estrelado e vista incrível de Paris

As férias começaram para os parisienses. Este final de semana é aquele em que todos que tiram férias em agosto, ampla maioria, partem. Neste momento não há muitos parisienses em Paris. Turistas aos montes circulam pela cidade, muitos são brasileiros, buscando descobrir e desfrutar da Cidade das Luzes. Conexão Francesa já mostrou Lido e Crazy Horse, duas das mais badaladas casas de espetáculos de Paris, Gallerie Lafayette, e diversos restaurantes frequentados por parisienses e turistas. Agora fomos ao Printemps du Goût (Primavera do Gosto), no oitavo andar de Printemps Homme, a famosa galeria de lojas situada perto da Opera e ao lado de Galerie Lafayette. O departamento feminino fica no prédio ao lado, Printemps Femme, que tem uma brasserie no 7° andar. Não é possível passar de um prédio para outro internamente, salvo no segundo andar.

Espaço Fromage, queijos, no Printemps du Goût.

Printemps foi fundada em 1865 e hoje pertence ao grupo italiano Borletti  traz neste verão novidades gastronômicas. São dois andares dedicados à gastronomia, o 7° e o 8°. No primeiro está uma grade delicatessen, como chamamos no Rio, aqui você vai encontrar grandes marcas como Byzance para o caviar, Dubernet & Thierry Marx (chef de Top Chef na França) para salames, Balme para as trufas, Lomi com seus cafés, Maison du Chocolat, claro, chocolate e Palais des Thès para os chás. Os vinhos ficam a cargo do Repaire de Bacchus, uma das melhores referências de lojas de vinho de Paris. São 200m2 de vinhos e destilados distribuídos em 1500 referências.

Mas vai ser no 8° andar que você vai ficar realmente encantado. O restaurante se divide em 4 temas e oferece uma vista panorâmica de toda Paris. Os que se sentam na varanda, sob o sol, podem ter a Torre Eiffel aos seus pés. Os que se sentam no interior ficam no ar condicionado, mas também conseguem desfrutar da paisagem.

Laurent Dubois, Akrame, Gontran Cherrie e Christophe Michalak à direita.

Quatro craques assinam os espaços temáticos do Printemps do Goût, literalmente primavera do gosto. Chef Akrame que foi formado por Ferran Adrià e Pierre Gagnaire, ambos 3 estrelas, possui um restaurante estrelado que leva seu nome e diversos bistrôs na cidade assina o espaço Viande (carne). Na entrada do restaurante uma geladeira de maturação de carne já te deixa de água na boca. Mas Akrame também serve peixes e ostras. São 124 lugares sendo 70 na varanda.

A geladeira de maturação de carnes me deixou com água na boca.

Laurent Dubois vencedor do concurso Melhor Artesão de Queijos (MOF) vai assinar o espaço Fromage. Especialista em selecionar e curtir queijos no grande respeito das tradições francesas vai oferecer um menu com saladas e queijos de alta qualidade como Brie de Meux e Saint Marcelin. Quem quiser apenas comprar um queijo também pode.

O pão, coisa levada muito a sério na França, ficou com Gontran Cherrier, ele é a quarta geração de padeiros da família. Tem 3 padarias na capital francesa e 23 no mundo. Me marcou um pão totalmente negro, ele não está queimado, a cor vem da tinta de polvo que é usada. Os doces estão com o campeão mundial de “patisserie” Christophe Michalak. Tortas e doces vão encantar mesmo os mais incrédulos.

Borgonha branco do domaine  Michel Juillot 2016 é servido em taças.

A seleção de vinhos no restaurante não é enorme e as taças e garrafas não são baratinhas como no Languedoc. Normal em razão de um certo luxo e do alto padrão. Tomei uma taça de Borgonha do Domaine Michel Juillot, 2016, 9€ (R$39), a garrafa custa 39€ ( R$170) que se deu bem com uma salada com “toast” de Saint Marcelin du Dauphiné cremoso 16€ (R$70). Na carta destaco um vinho que você encontra no Brasil o Blason d’Issan, segundo vinho do Château d’Issan em Margaux, a taça sai por 15€ (R$65) e a garrafa 80€ (R$350). As taças variam entre 7€ (R$30) e 15€ (R$65). São vinhos muito bons. A carta é curta mas é boa. Um Champagne, Baron de Rothschild, um rosé da Provence , 4 brancos e 4 tintos. Santé.

P.S. No espaço café do 7°andar você pode pedir seu espresso em português, pois é uma brasileira quem gere o “comptoir” café.

 

 

 

Serviço:

Printemps du Gôut

Preço – €€€

64, Boulevard Haussmann – Paris

Metrô – Havre-Caumartin

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Champagne é o patinho feio do grupo LVMH no balanço do semestre

O grupo Louis Vuitton Moët Henessy, presidido por Bernard Arnault, publicou seu balanço semestral no último dia 24. O resultado foi aplaudido pelo mercado e as ações subiram. As divisões de moda e couro, perfume e cosméticos, relógios e joias, e distribuição seletiva tiveram crescimento de dois dígitos (25% a 46%). O patinho feio foi a divisão de vinhos e espirituosos que cresceu apenas 7% em perímetro constante (nominal menos 1%). O cognac Hennessy segue forte nos EUA e com rápido crescimento na China. O comunicado ao mercado segue explicando que no segmento “Champagne as cuvées de maior prestígio seguem dinâmicas e a política de aumento de preços continua. Europa e Japão crescem enquanto que os EUA recuam devido a um problema na expedição de produtos”, explica o comunicado.

Bernard Arnault presidente da LVMH não deve estar feliz com os resultados dos champagnes no Brasil

Bom para os acionistas é que o mercado Brasil de Champagnes é insignificante de maneira global. Caso contrário a queda seria enorme. Mas com certeza Moët Hennessy Brasil não atingiu o resultado desejado por Bernard Arnault para suas duas principais marcas no Brasil, Moët Chandon e Veuve Clicquot Ponsardin, que seguem perdendo mercado (veja coluna de 7/7). Talvez por um foco maior nas marcas como Ruinart, D. Pérginon e Krug, como deixa sugerir o comunicado oficial.

Amanhã estarei em Paris e irei sugerir e comentar bares, restaurantes, lojas de vinho e espetáculos que podem atrair a atenção dos amantes da boa mesa e dos bons vinhos. Trazer um pouco mais da cultura parisiense para este JBlog. Santé.

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Uma taça de prosa com Mirem de Lorgeril do Château de Pennautier

 

 Mirem de Lorgeril – Tenho 54 anos e nasci em Versailles. Sou formada em História e tenho mestrado em Relações Internacionais e especialização em Direito da Vinha e do Vinho. Foi durante estes estudos que conheci Chantal Comte, proprietária do Château de Tuilleries na AOC Costières de Nïmes, foi ela quem me formou. Comecei como responsável de zona de exportação. Três anos depois assumi a propriedade familiar e criei o Grupo Lorgeril que possui 6 domaines em 9 Denominações de Origem do Languedoc-Roussillon, com um total de 350 hectares. Em 2009, junto com meu marido Nicolas de Lorgeril, renovei totalmente o Château de Pennautier, patrimônio histórico, que hoje é uma grande atração turística, com restaurante, boutique e muito atuante no enoturismo. Fui escolhida empresária do ano pela Tribune Women’s Award em 2015.

Meu primeiro vinho – Foi um Côte Rotie, mas não me lembro do nome. Eu tinha 15 anos. Eu ainda não sabia apreciar, mas sei que ele era de grande qualidade, um vinho enorme.

Minha harmonização predileta – Um grande branco mineral, como um Sancerre, com um peixe de carne branca – linguado ou dourado – cozido ao ponto.

Minha região de produção preferida – O Languedoc, claro! Porque eu o conheço, sei de todos os seus tesouros e do potencial que ainda precisa ser descoberto.

Meu vinho favorito – Impossivel de dizer… cada vinho corresponde a um momento e se não for adequado tudo pode mudar…

Minha melhor safra – L’Esprit de Pennautier 2014, AOC Cabardès Grand Vin. (Os vinhos de Lorgeril são importados pela Evino)

Cary Grant em Ladrão de Casaca ( fotos divulgação)

Se meu vinho fosse um personagem – Deveria se parecer com Cary Grant. Fino, elegante, bonito, apetitoso, sedutor, longilíneo (longo), surpreendente…

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Drone serve vinho rosé na praia de Saint Tropez

A cooperativa Les Maitres Vignerons de Saint Tropez conseguiu um grande golpe de marketing ao fazer com que um drone transportasse uma garrafa de Rosé da Provence do seu vinhedo até a uma mesa na praia de Saint Tropez. Foi no último dia 13 na badalada praia francesa. O objetivo foi mostrar aos veranistas que pertinho da praia está o famoso vinhedo da Provence. O vinho escolhido foi o Élegance du Mas de Pampelonne, um Côte de Provence. O drone cumpriu bem sua missão. Ele saiu da vinícola e o depositou precisamente num balde de gelo. Os veranistas aproveitaram para filmar e aplaudir a iniciativa. Confira os melhores momentos no vídeo acima.

 

O Mas de Pampelonne vem de um vinhedo próximo da praia e tem 15 hectares de uvas Grenache e Cinsault. O solo é arenoso e se situa na nobre denominação de origem Côtes de Provence. A propriedade existe desde 1886 e segue na família pelas mãos de Camile Coste. Santé.

 

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Azeite com chocolate, Mersault e vieiras “snackées” fazem trio ousado

Situado no lindo vale des Baux de Provence o Château d’Estoublon é um importante produtor de azeites da Provence, a referência francesa quando se fala de azeite. Com 120 hectares a propriedade cultiva oliveiras desde 1731. Neste mês de julho a família Schneider, proprietária desde 1999, decidiu ampliar a linha de azeites AOP Valée des Baux com um inusitado azeite aromatizado ao chocolate.

Para chegar a este resultado Valérie Schneider explica que foi feita uma maceração de favas de cacau dentro do azeite produzido no Château. Na boca vamos perceber que ele vai mostrar um estilo doce, suave e de muita fineza. Os chefs ou os apreciadores da boa mesa vão poder usá-lo para receitas doces ou salgadas. O objetivo é dar uma nota de originalidade em sobremesas como sorvete de baunilha ou de tomilho com pêra, salada de frutas ou ainda num crumble recém-saído do forno. Para Valérie o azeite com chocolate também tem lugar num magret de pato, num filé de peru, numa polenta e em molhos vinagretes.

Vieiras “snackées” fazem trio perfeito com o azeite aromatizado ao chocolate e um Mersault

O Conexão Francesa encontrou outras receitas que lhe pareceram mais interessantes. Com sorvetes experimentamos no de morango e de pêssego chato (pêche de vignes) e ficou delicioso. Outra sugestão é alterar a receita do creme de papaia e substituir o licor de cassis pelo azeite com chocolate, fica bom. Mas uma sugestão mais ousada, para uma entrada e fácil para o leitor fazer, seria com vieiras snackées. Um vapt vupt na frigideira em fogo alto e um fio de azeite do Château d’Estoublon com chocolate. Para harmonizar um belo vinho da Borgonha. Mas tem de chutar forte para poder encarar de frente. Pegue um Mersault, um Puligny-Montrachet, (…) de bom produtor. Tá bom, sei que o orçamento anda apertado e não vai dar para gastar mais de 400 reais nesse Chardonnay porreta. Seguem algumas sugestões mais em conta. Um Limoux branco terroir de Autan 2012, tem uma boa estrutura e boa acidez sai por R$164 no site da Winetoyou. Um Chablis de alta qualidade como o do Domaine Olivier vendido na Tahaa por R$185 deve fazer bonito.

Minha escolha ideal seria o Mersault Les Pierres de Jean Chartron.

O Château d’Estoublon produz também azeites com aromas de limão, alho, pimenta de Espelette, tomilho, manjericão e, claro, natural (14,90€). O Château 5 estrelas também recebe hóspedes. Com 10 quartos disponíveis as diárias variam de 400€ a 1250€ dependendo da época do ano. Santé.

 

 

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Uma taça de prosa com Laurent Fortin do Château Dauzac – 5° Cru Classé de Margaux

Laurent Fortin – Nasci na região parisiense por acaso, minhas raízes estão no Aveyron, departamento francês famoso por produzir o queijo Roquefort. Estudei numa escola de Comércio, Marketing & MBA. Trabalhei nos Estados Unidos e no Sudoeste francês. Sou diretor do Château Dauzac, Grand Cru Classé da Denominação Margaux desde 2013. Onde tenho feito um trabalho de renovação com uma abordagem de proteção ao meio ambiente.

Meu primeiro vinho – Claro, foi um vinho do Aveyron. Era um Marcillac, da casta Fer Servadou (também conhecida pelos nomes de Braucol, Pinenc e Mansois) produzido de um vinhedo plantado por meu bisavô. Um vinho rústico com aromas de frutas vermelhas.

Minha harmonização predileta – Um grande Sauternes com um Roquefort da fazenda.

Minha região de produção preferida – Margaux evidentemente, vinhos refinados, que se apoiam na fruta-  cassis e framboesa – de taninos sofisticados e longos na boca.

Meu vinho favorito – Sem hesitação um Screaming Eagle, um grande Cabernet Sauvignion do Napa Valley.

Minha melhor safra – Château Dauzac 2015.

Se meu vinho fosse um personagem – Um cavalheiro fazendeiro, culto, refinado tendo pleno conhecimento do seu terroir.

Santé.

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