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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

JM Wines traz vinhos diferenciados a preços agressivos

Jessica Marinzeck ama os vinhos e os desafios. Cedo deixou São Paulo para se aventurar nos céus de uma companhia aérea internacional de um país árabe. Voava pelo mundo afora e morava na Arábia Saudita. Mas o vinho falou mais forte e ela voltou. Estudou, cresceu e foi a compradora principal da Evino durante bastante tempo. Comprava vinho de todo o mundo. Mas era na França que a Evino tinha seu foco e ela conhecia a fundo os vinhos e seus principais produtores. Achava belas pepitas, pois sabia degustar bem e pesquisava. Hábil negociadora conseguiu belas barganhas. Trabalhou com vinhos em Malta, Alemanha e nos Estados Unidos. Mas voltou de novo para Sampa.

Jessica Marinzeck sempre rindo e alegre. (foto Jussara Martins)

Ainda estava na Califórnia quando começou a planejar o lançamento de uma marca própria de vinhos. Inicialmente serão do Chile. Mas o projeto deu uma mudada e primeiro ela abriu um grande quiosque no shopping Cidade Jardim em SP. Os vinhos JM Wines do Chile, Las Vacaciones, logo estarão chegando na loja. Conhecedora do mercado abriu a loja com vinhos do mundo e do Brasil, neste caso é um bom produtor de espumantes. Tem Chile, Argentina, Eslovênia, Portugal, Itália, Espanha e com grande destaque a França. Graças ao seu conhecimento junto a Evino trouxe dois rótulos campeões do site de e-commerce. Um é o Anciano Gran Reserva 10 anos Valdepenas 2006, que está por R$ 54,90 e o segundo o premiado Champagne Nicolas Feuillatte brut, o rótulo mais vendido da França e que já é um top tem no Brasil, que sai por apenas R$199,00. Uma exclusividade em lojas físicas. Tem Borgonha, Provence, Alsace, Languedoc, Bordeaux e Fronsac – fica do lado de Saint Émillion, mas é bem mais barato. Mas vai chegar mais. Para ver toda a oferta entre no site da JM Wines.

Tive a oportunidade de diversas vezes degustar com a Jessica na França e mesmo fazermos juntos uma degustação de Primeurs. Ela entende mesmo. É sempre legal ver alguém empreender no Brasil no mundo do vinho, ainda mais num projeto ousado e com marcas próprias. Crescendo a ideia da Jessica é abrir franquias dos quiosques. Os vinhos da loja não se encontram à venda em qualquer lugar. Foram selecionados por sua qualidade e raridade. As margens são pequenas, os preços muito competitivos e os vinhos diferenciados. Santé.

 

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Colheita manual ou colheita mecanizada?

Existem duas maneiras de colher a uva no vinhedo: manualmente ou por meio de máquinas colheitadeiras. Hoje a qualidade dessas máquinas evoluiu muito e elas não causam mais danos às videiras, como no passado. Foram aperfeiçoadas e uma boa regulagem permite uma colheita adequada dos cachos e mesmo seu desengaço. Ela é rápida, eficiente e de baixo custo. E hoje o vinhedo é plantado para permitir este método de colheita. Mas nada substitui uma bem efetuada colheita manual. Mais onerosa, mais lenta e mais perfeccionista a colheita manual é a escolha ideal para os grandes vinhos.

Se você está buscando um vinho de boa relação qualidade preço pode ter certeza de que a colheita foi mecanizada. Se você busca um grande vinho são grandes as chances de que a colheita tenha sido manual, com triagem das uvas para selecionar apenas as melhores. Quando se busca a perfeição cada bago da uva que entrar na composição do vinho fará diferença. É na preocupação com cada detalhe que se obtém os grandes vinhos. É na colheita que se faz a primeira seleção. Santé.

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Produção mundial de vinho cresce 13% e atinge 279 milhões de hl

Organização Internacional da vinha e do vinho, OIV, comunicou os novos números da produção mundial de vinhos e reviu ligeiramente para baixo a estimativa precedente publicada em outubro de 282 milhões de hl. Mas não se desespere a safra é bem maior do que a de 2017, os preços em Bordeaux já estão refletindo esta maior oferta. Ano passado os 3 maiores produtores mundiais – Itália, França e Espanha – sofreram com a intempéries climáticas.  Como este ano mãe natureza não foi madrasta as colheitas voltaram aos patamares normais. Só para lembrar a presidente da OIV é a brasileira Regina Vanderlinde.  Santé.

 

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Os estragos que podem causar uma chuva de granizo

Muitas vezes não nos damos conta dos estragos que uma chuva de granizo pode causar. Na cidade do Rio de Janeiro, eu ainda era menino, quando uma chuvinha de granizo me pegou ao voltar da praia. Eram pedrinhas de gelo que me batiam nas costas, mas eram pequeninas, um pouco menor do que uma jujuba. A chuva foi muito rápida e eu correndo atravessei o calçadão e me abriguei sob a marquise do prédio. O vinhedo não consegue correr e se proteger. Na França essas chuvas podem tomar proporções importantes.

As bolas de granizo podem ter tamanho que causam grande impacto no vinhedo. (fotos divulgação Sieur d’Arques)

No ultimo verão, em julho, uma chuva de granizo atingiu alguns vinhedos franceses como Languedoc e Bordeaux. São grandes regiões produtoras e as chuvas são localizadas. Não sei por que razão, mas muitas vezes são as mesmas parcelas que são atingidas. Não é coincidência. Um dos vinhedos mais atingidos este ano foi o de Limoux, especialmente o terroir de Mediterranée. Não eram bolinhas de gelo do tamanho de uma jujuba, mas de bolas de ping-pong! Quando estas atingem os vinhedos em pleno verão as uvas, ramos e cachos são derrubados. É muito triste ver todas aquelas uvas no chão. É uma safra perdida.

A força da chuva quebra os ramos e derrubas os cachos de uva.

Em Limoux o terroir mais atingido foi o de Mediterranée, mas Autan e Océanique também foram castigados. Nestes locais a destruição foi forte e as perdas foram grandes. De 500 a 600 hectares de vinhedo tiveram perdas de 10 a 100% no Mediterranée, o setor mais ao sul. No alto Corbières, Malepère e no Cabardès, que são zonas limítrofes, também houve danos. Quem tem seguro salva alguma coisa, mas não resolve. Evidente que a produção nestes setores foi menor. Felizmente o impacto é limitado. Santé.

Mapa mostra as regiões mais atingidas na Denominação de Origem Limoux e os percentuais de perda.

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Lagosta e Champagne formam um par perfeito

Os ventos do otimismo sopram no Brasil após as eleições. Investimentos são anunciados e empregos devem ser criados. Mais vendas e mais negócios nos estimulam a uma gastronomia mais nobre. Que tal harmonizar lagosta? Vamos aproveitar a promoção do Zona Sul? Lagosta fresca a R$51,99. Ou você pode ir na feira ou peixaria e encomendar sua lagosta.

Que tal preparar uma lagosta na brasa com molho de limão siciliano ou um risoto de lagosta. Vamos harmonizar?

Champagne Rosé Nicolas Feuillatte vem com bolsa térmica em couro na Evino.

Lagosta na brasa – Minha escolha preferencial será por um champagne rosé. Tem muita coisa boa no mercado. Nossa escolha vai para o Champagne Nicolas Feuillatte brut rosé que tem um precinho muito camarada e 91 pontos na Wine Spectator. As bolhas finas e delicadas, os aromas de pequenas frutas vermelhas e a intensidade que nasce do corte onde dominam as uvas escuras Pinot Noir (60%) e Pinot Meunier (30%). Um par perfeito. Na Evino por R$ 239,00.  Outra opção, pra quem não quiser um rosé é o Champagne Drappier Carte d’Or onde 93% são de uvas são Pinots. Na Zahil por R$ 462,00.

O Chablis do domaine Seguin-Manuel é vinificado como um Grand Cru.

O risoto de lagosta vai pedir com uma certa mineralidade e uma ponta de perfumes cítricos. Um Riesling será uma boa escolha. Domaine Paul Blank Riesling 2006 tem muito boa tensão, aromas cítricos e notas florais vai fazer o serviço. Na Decanter por R$ 216,67. Prefere Borgonha? Que tal um Chablis com uma bela mineralidade? Experimente o Chablis, 2016, do Domaine Manuel Seguin. O enólogo e produtor é o craque Thibaud Marion. O vinho é vinificado e envelhecido como um Grand Cru. Um chablis para quem gosta de belos vinhos. Na Wine To You por R$ 492,50. Santé.

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Borgonha – 28° Concurso dos vinhos do Grand Auxerrois

Uma Borgonha desconhecida pode ser encontrada no vinhedo do Grand Auxerrois, não estou falando da uva branca Auxerrois da região de Lorraine, mas de um vinhedo da nobre Borgonha. A cidade de Auxerre é situada no departamento do Yonne o mesmo da famosa denominação Chablis.

Grand Auxerrois tem quatro zonas de produção de referência, terroirs. Auxerrois que cobre dez vilarejos ao sul e sudeste de Auxerre. Mais a leste depois de passar por Chablis está o vinhedo do Tonnerrois no vale de Armançon que cobre o vilarejo de Tonerre. Ao sul fica o Vézélien com seus quatro vilarejos, que tem seu nome emprestado da cidadezina de Vézelay. Completando o terroir temos as encostas de Jovinien, ano norte, com um vinhedo que se estende pelo vilarejo de Joigny. A produção do Grand Auxerrois é de quase 100 mil hectolitros repartidos sobre 2000 hectares de vinhedo.

Uma explicação mais detalhada me pareceu necessária para poder comentar o resultado do 28° Concurso dos Vinhos do Grande Auxerrois. O concurso reuniu 55 jurados que incluem enófilos experientes, jornalistas especializados, enólogos, agentes, comerciantes e outros profissionais do vinho. Eles degustaram 201 amostras de 51 produtores. Somente foram 79 premiados: 15 de ouro, 34 de prata e 30 de bronze. As denominações villages desta região da Borgonha são Irancy, Saint Bris e Vézelay. As regionais exclusivas do Grand Auxerrois são: Bourgogne Chitry, Bourgogne Côte Saint-Jacques, Bourgogne Côtes d’Auxerre, Bourgogne Coulanges-la-Vineuse, Bourgogne Epineuil e Bourgogne Tonnerre. Além de denominações comuns à Borgonha como: Bourgogne, Bourgogne Aligoté, Bourgogne Passe-tout-grains, Coteaux Bourguignons et Crémant de Bourgogne.

Nestas mais conhecidas vi dois vinhos da maison Pascal Bouchard, hoje fazendo parte do grupo Albert Bichot, que foram premiados. O Bourgogne Aligoté, 2017, com a medalha de prata e o Crémant de Bourgogne com a de bronze. O primeiro está disponível no Brasil pelas mãos da Barrinhas com a safra 2015. Pascal Bouchard é famosa pelos são grandes Chablis.

O Bourgogne Aligoté cuvée Saint Pierre 2015 que a Barrinhas trouxe também é premiado. Foi selecionado pelo mais importante guia francês o Hachette e tem elogios da revista americana Wine Enthusiast. Uma excelente relação qualidade preço para um Borgonha. A Barrinhas também tem na sua carta o Chablis Classique, os Borgonhas Chardonnay e Pinot Noir Réserve Saint Pierre. Complementando a linha o Pinot Noir Louis e o Chardonnay Cleophas, ambos Pays d’Oc da Bouchard. Santé.

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Feliz Hallowine

Eu nunca fui muito fã de festa de Halloween. Sempre achei algo importado e que não era da cultura brasileira. Na minha infância era Cosme e Damião. Mas com o tempo percebi que a festa certa é a Hallowine. Ah, se tem vinho eu estou dentro.

Toda desculpa é boa para juntar os amigos, fazer uma festa e beber vinho. Não necessariamente nesta ordem. Decore a mesa com uma grande abóbora, capriche na fantasia, prepare uns beliscos ou tapas. Abra os espumantes, e se puder Champagnes, ou o vinho que preferir. Faça desta festa uma ocasião para abrir boas garrafas. Se quiser incrementar com drinks não esqueça o gelo seco para sair aquela fumacinha bacana.

Uma sugestão? Rosé d’Enfer no Verdemar de Belo Horizonte ou o Démon Noir malbec no Zona Sul do Rio ou Supernosso de BH. Santé.

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Ingleses acham que entendem mais de vinho do que os franceses

 

A empresa de consultoria Sowine, especializada no mundo do vinho, publicou no final de setembro um estudo comparando hábitos de consumo de franceses x britânicos. Por mais surpreendente que seja a geração milênio britânica (42%) se considera mais conhecedora em vinho do que seu equivalente francês (30%). Eles também se consideram mais interessados em aprender sobre vinho do que os franceses (38% x 23%). Para apreciar um bom vinho os franceses (67%) acham que se deve conhecer um pouco mais sobre o vinho do que os ingleses (54%).

A geração milênio britânica posta mais fotos de vinhos que a francesa. (ilustrações Sowine)
Os franceses (34%) são consumidores mais regulares de vinho do que os ingleses (26%). Eles também preferem tomar o vinho na tranquilidade do lar enquanto que os ingleses optam por ir a espaços públicos ou ao pub. Os britânicos postam mais fotos dos vinhos degustados na rede social (48%) do que os franceses (24%). Os súditos da rainha (40%) compram mais pela web do que os descendentes dos gauleses (29%). Na hora de comprar pela rede os ingleses procuram sites de supermercados já os franceses tiram onda e compram diretamente no site dos produtores. Afinal, a França é o país dos grandes vinhos a bom preço. Santé.

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Itália segue como maior produtor mundial de vinhos

Apesar da boa colheita de uvas na França o resultado não permite ultrapassar a Itália e recuperar o posto de maior produtor mundial de vinhos em volume. Mesmo com um aumento de 27% em relação a 2017, ano complicadíssimo, a França tem que se contentar com o segundo lugar mundial. A Itália também trabalhou bem e projeta uma safra com mais 15% e 49 milhões de hectolitros no total. A França fica com a marca de 46,7 milhões de hectolitros. Dados estimativos divulgados nesta segunda feira por France Agrimer.

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O crescimento francês foi prejudicado por algumas circunstâncias climáticas que desencadearam importantes ataques de míldio, fungo que se propaga com a chuva, na bacia do Mediterrâneo. Comparando com a média dos últimos cinco anos o Languedoc Roussillon, o Sudeste (leia-se Provence e Rhône) e a Córsega ficaram abaixo da média. Para os consumidores e importadores fica a certeza de que não vai faltar vinho para abastecer o mercado. Os preços não serão puxados para cima como em 2017, quando a quebra da safra provocou importantes altas. Observando a tabela  percebe-se o aumento enorme na produção em algumas regiões como Bordeaux, Champagne e Vale do Loire. Isto se deve à reduzida produção do ano anterior. Bordeaux foi com certeza o mais prejudicado em 2017, conforme contamos aqui no Conexão Francesa na época. Tanto grandes e famosas propriedades como pequenos produtores de Entre-Deux-Mers foram castigados pela mãe natureza. Voltamos a normalidade com uma safra de grande qualidade e boa quantidade. Santé.

 

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Faleceu Armando Martini da Casa do Vinho de BH

Armando Martini lutava contra o câncer e faleceu ontem dia 18 de outubro. Ele se vai, mas nos deixa uma longa história em prol dos bons vinhos e belas recordações. Sua família é pioneira em Minas na venda e importação de vinhos. Nos anos 70, época em que dominavam os vinhos de baixa qualidade no Brasil e os bons vinhos nacionais eram capitaneados pelo Château Duvalier, a Casa do Vinho da Famiglia Martini era um oásis em Belo Horizonte. Era lá que meus sogros, que nesta época moravam em Conselheiro Lafayette onde estavam construindo a fábrica da francesa Poclain, iam se abastecer.

Conheci Armando durante os festivais Sud de France que organizei por diversas vezes no Rio, São Paulo e em Belo Horizonte. Nos demos bem. Um dia o convidei para vir participar do leilão de vinhos de Toques e Clochers, da cooperativa Sieur d’Arques em Limoux. Ele aceitou e foi o primeiro importador brasileiro a trazer uma barrica, 300 garrafas dos grandes chardonnays da AOP Limoux. Foi no domingo de Ramos de 2008. Sua escolha recaiu pelo Clocher de La Gardie, do vinhateiro Jacques Sire. Veja o vídeo.

Arthur Azevedo contou como aconteceu o arremate em 2008, na revista Wine Style: – “A boa surpresa estava reservada para o final (do leilão), mais especificamente no lote 113, um chardonnay de Gardie, produzido por Jacques Sire, no terroir Méditerranéen. Degustado pela manhã, destacou-se pelos aromas frutados intensos, com elegantes notas de tostado, textura macia, boa concentração e longa persistência. Foi intensamente disputado e no final, arrematado pelo brasileiro Armando Martini. Curiosa foi a reação da plateia, que ao saber a nacionalidade do lance vencedor, aplaudiu intensamente, vibrando muito.” Era a primeira vez que um brasileiro arrematava um grande branco de Limoux.

Armando Martini logo após arrematar a barrica em Limoux. (foto Arthur Azevedo)

Voltei várias vezes à Casa do Vinho e pude participar de alguns almoços de sábado. Momento de confraternização, amizade e carinho em torno de grandes vinhos. Numa das vezes fui com Laurent Mingaud, na época diretor de exportação da Sieur d’Arques. Armando por suas origens amava a Itália e seus vinhos. Mas também os franceses e especialmente os vinhos de La Clape no Languedoc. Desta pequena denominação, hoje comunal, traz vinhos de dois belos produtores Château Camplazens e Mas de Soleilla. Apesar de vizinhos cada um possui um estilo diferente e Armando soube compreender isto e colocou os dois na sua carta.

Armando com André e Luiza. (foto Facebook)

Conheci os dinâmicos e simpáticos filhos André e Luíza que estão no negócio e que com certeza vão manter altiva a tradição da Famiglia Martini. Armando deixa muitos amigos e saudades. Santé.

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