Publicidade

Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Qual vinho beber com sua paquera?

Para seduzir aquela que faz bater mais forte seu coração você vai precisar de charme, glamour e ousadia. Tudo tem que estar numa mesma garrafa. Leve aos lábios dela um Rosé Piscine, o vinho dos momentos quentes da vida, que se bebe com gelo. A garrafa é linda como a sua paquera. Momentos de sedução entre aromas de pêssego e pequenas frutas vermelhas que incendeiam o coração. Rosé Piscine no Zona Sul a R$ 103,89 ou procure uma loja perto de você. Santé.

Foto acima divulgação Crazy Horse de Paris, Mika Do by Ricardo Tinelli. Foto abaixo divulgação W2You.

Compartilhe:
Comentar

Participamos da degustação do guia Hachette de Vinhos 2020

Guia Hachette de Vinhos, a bíblia francesa dos vinhos, começa a selecionar os vinhos da 35ª edição, a de 2020, que será publicada no segundo semestre de 2019. A etapa de ontem foi no Languedoc, em Montpellier. O júri se reuniu às 10 horas da manhã no Mas de Saporta, a casa dos vinhos do Languedoc, para degustar os tintos das denominações de origem Faugères, Saint Chinian, La Clape, Pézenas, Terrases du Larzac, Pic Saint Loup, e Saint Chinian. O organizador do guia Stéphane Rosa comentou sobre a força do guia junto ao consumidor francês. “São 86.000 exemplares impressos e uma versão on line”, afirmou. Os demais guias vendem em torno de 20 mil exemplares. Para ter no guia 10 mil vinhos a editora conta com a colaboração de 1500 profissionais selecionados que degustam mais de 40 mil vinhos em diversas cidades da França.

 

Tive o prazer de novamente participar desta degustação independente e imparcial. Os vinhos são todos degustados às cegas. Na minha mesa a denominação escolhida foi Pézenas, a terra de Molière, degustamos 15 vinhos sendo 4 de 2017 e 11 de 2016, sempre às cegas e com garrafas apenas numeradas. O nível estava bem alto e representativo da denominação de origem. Os vinhos da zona geográfica AOC Languedoc Pézenas, 24 km2, possuem um solo variado com uma mistura de calcário, xisto e basalto vulcânico. As uvas são Syrah, Grenache e Mourvèdre que devem responder por no mínimo 70% do corte e complementarmente podem ter Carignan e Cinsault. Por ser pequena busca fazer vinhos de muito boa qualidade, as vinhas devem ter ao menos sete anos de idade, o rendimento é inferior ao autorizado e o envelhecimento deve ser de no mínimo um ano. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Que vinho beber com a sua amante?

Pode ser o seu ou a sua amante. O que não pode é faltar o aroma ou a cor do pecado. Nada como os aromas de maça verde de um Crémant de Limoux, o pecado original, digo, terra do espumante original que nasce em 1531. A maçã verde vai deixar seus lábios tão incandescentes que nem o frescor das bolhas vai ser capaz de atenuá-los. Esses momentos românticos merecem glamour, mas não devem deixar você se arruinar. No Zona Sul o Crémant de Limoux Aimery Grand Cuvée 1531, série limitada, está por R$ 83,70 no site. (Foto: Kika Revolver do Crazy Horse nas lentes de François Goize). Santé.

 

 

Compartilhe:
1 Comentário

25ª Prowein é show de eficiência e sucesso de público

Prowein sempre surpreende pelo seu tamanho, número de visitantes e expositores. Todos são profissionais do setor. Amador não entra, nem pagando. O ingresso custa 50€ por dia, para todos. São apenas três dias e nunca dá tempo de visitar todo mundo. Este ano foram 61.500 participantes (60.500 em 2018) de 142 países (133 em 2018). Do outro lado do balcão são 6.800 fornecedores de 64 países. Esta foi a 25ª edição da feira alemã de Dusseldorf que conseguiu se impor como a maior feira mundial de vinhos e destilados.

 

Importadora Expert Wine trará vinhos da Borgonha com a dupla assinatura Bernard Loiseau – Albert Bichot para o Brasil. Na foto (da esquerda para a direita) Orlando Leone,  Albéric Bichot, Eugênio Fernandes e Christian Ciamos comemoram a nova parceria.
Com tanto fornecedor junto este é o momento ideal para que compradores revejam todos os produtores com quem trabalham. Circulando pelos salões notei diversos importadores brasileiros: Grand Cru, Expert Wine, All Wine, Casa Rio Verde, Decanter, Verdemar, Mistral e com certeza muitos outros estavam presentes. No campo dos expositores o Brasil ficou no pavilhão dos ultramarinos, no stand coletivo Wines of Brasil. Estavam lá Casa Valduga, Aurora, Perrini, Salton e vários outros. No mesmo pavilhão ainda tinham os EUA, Nova Zelândia, Austrália, Israel, Chile, Argentina e Uruguai. Já a França e Itália tinha dois pavilhões cada e diversos produtores dispersos no pavilhão alemão onde seus importadores locais expunham seus vinhos para o trade local. Espanha e Portugal dividiam um pavilhão. Tinha mais, mas nem tive tempo de chegar em países do leste e outros.

 

James Tetsuo da curitibana All Wine traz da Prowein os vinhos do Château Maison Blanche da Maison Bouey.
Aconteceram muitos encontros, degustações, algumas palestras e um corre-corre que não acaba mais. Das nove às dezoito horas é um movimento frenético. O primeiro dia é relativamente mais calmo, pois cai num domingo. Já o segundo é uma loucura e tem forte presença alemã. No fim da tarde do terceiro dia muitos começam a correr para pegar seus vôos, antecipando o encerramento da sua participação no salão. Afinal, ninguém quer passar mais uma noite em Dusseldorf. Alguns tentam esticar as degustações e ficar mais um pouco, mas às 19 horas as equipes de desmonte dos stands começam a agir e desmontam tudo. É aquela rigidez alemã característica. Pela manhã não resta pedra sobre pedra. Tudo está pronto para o próximo evento no parque de exposições de Messe. Um salão extremamente profissional, mas sem qualquer glamour. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Brasil é eliminado do concurso de Melhor Sommelier do Mundo

Não foi desta vez que o Brasil passou para uma semifinal do concurso de Melhor Sommelier do Mundo. Em que pese o esforço, a capacidade e a dedicação de Diego Arrebola, nosso representante, o Brasil ainda não está preparado para forjar um campeão. Como nas Olimpíadas o Brasil não tem estrutura para figurar no topo do ranking de medalhas. Não é diferente na “sommellerie” brasileira. A indústria brasileira do vinho ainda não comprou esta briga, como explicou aqui no Conexão Francesa (ver coluna abaixo) o presidente da ABS Dânio Braga. São 19 os candidatos classificados dentre os 66 concorrentes (foto acima). Da América do Sul apenas o argentino Martin Bruno conseguiu se classificar.

Japão emplaca dois candidatos e Europa tem mais semifinalistas.

Diego Arrebola publicou no Instagram que ele não desistiu e vai voltar em 2022. Ele ressaltou a falta de estrutura e de preparação no Brasil comparada a dos demais candidatos. Diego realmente é muito bom e se preparado corretamente certamente pode alçar voos mais altos. Mas não basta apenas ele, temos de melhorar o nível cultural e técnico dos nossos sommeliers. E isto é um processo que depende de produtores, importadores, sindicatos e associações. O setor do vinho no Brasil deveria investir e apoiar nossos profissionais. Isto exige boa remuneração, melhor capacitação técnica e cultural. E da parte dos nossos sommeliers mais ambição, colocar sua meta individual mais alta, pensar grande.

O concurso Challenge Internacional Sud France deve ser uma nova oportunidade para que os melhores sommeliers do Brasil se preparem para um desafio internacional que tem como tema os vinhos do Languedoc Roussillon. As inscrições em breve estarão sendo anunciadas pela ABS. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Danio Braga conta os bastidores do concurso de Melhor Sommelier do Mundo

Ontem começou o mundial dos sommeliers e o Brasil está na disputa com Diego Arrebola, tricampeão brasileiro. Para saber como tudo está acontecendo conversamos com Danio Braga, o presidente da Associação Brasileira de Sommeliers, ABS Brasil, que está em Anvers, na Bélgica acompanhando e participando da organização do XVI concurso de Melhor Sommelier do Mundo.

 

Diego Arrebola é o candidato do Brasil no mundial.

RR – Como está o nível de preparação dos candidatos?

DB – A cada concurso as coisas são sempre mais complicadas. O preparo dos candidatos muda a cada vez que acontece um mundial. O preparo, o coaching como se diz internacionalmente, é um fato que vem acontecendo nos três últimos mundiais. Candidatos muito preparados são treinados por equipes que se dedicam exclusivamente a isso. Vários países que não tinha tradição como os do norte da Europa são hoje extremamente fortes devido ao treinamento. Acho que é cada vez é mais difícil se tornar campeão do mundo. Há 50 anos que existe este Concurso e do primeiro campeão para o 16° existem várias diferenças. A tecnologia ajudou no entanto, o mundo do vinho também mudou muito, as perguntas são inúmeras, a complexidade do mercado também mudou, o consumidor está muito mais esclarecido, …realmente está cada vez mais difícil ser campeão.  É claro que beber e o serviço do vinho pouco mudaram, mas o conhecimento técnico, o conhecimento do mercado faz com que este profissional tenha que se atualizar mais a cada dia, a cada momento.

RR – Neste cenário muito competitivo como se situam nossos sommeliers?

DB – O Diego é um sommelier extremamente preparado, mas acredito que estejamos ainda muito longe do preparo que os candidatos europeus e canadenses possam ter. Nós temos trabalhado muito nestes últimos três concursos e preparado nossos sommeliers com estágio na Europa incentivado pela indústria. Mas nós não temos uma indústria do vinho que tenha ainda a sensibilidade de investir dinheiro para promover o mercado profissional de uma forma um pouco mais ampla, correta e ao meu ver dirigida a um mercado de qualidade. Sem apoios fica difícil criar profissionais. As associações de sommeliers tem trabalhado ultimamente para montarmos um projeto de ensino diferente para melhorar a qualidade dos profissionais. Mas o profissional no Brasil, como você sabe, tem um conhecimento básico, baixo, e com um conhecimento baixo fica difícil querer alcançar grandes resultados lá na frente.

RR – Qual sua expectativa?

DB – Vamos fazer o nosso melhor. Acho que o Diego Arrebola tem grandes chances de poder chegar entre os semifinalistas. Acredito que vai ser um concurso maravilhoso, de grande nível e extremamente rico. Cada vez mais os profissionais estão bem qualificados. Que vença o melhor.

Santé.

 

Compartilhe:
2 Comentários

Qual vinho beber com… os sogros?

Acabou a folia. Agora é a hora de harmonizar vinho e gente. Tem vinho para cada ocasião ou melhor para cada tipo de pessoa que você vai encontrar. Vinho e comida você já está habituado agora vamos ver se você sabe qual vinho vai com cada convidado.

Se você vai na casa dos seus sogros opte por uma solução clássica. Não corra riscos. Leve um bonito Bordeaux branco. Sim, branco, vamos mudar os velhos hábitos. Afinal, não são eles que acabam trazendo de volta os velhos problemas? Sugiro o Château de Parenchère que tem um corte de Sauvignon branca, Sémillon e Muscadelle. Vamos deixar a intensidade somente para os aromas de frutas brancas e cítricos. Seu frescor apaga qualquer início de conversa mais quente. Importado pela Barrinhas (R$90,00) e vendido principalmente em restaurantes. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Diego Arrebola é o Brasil no XVI Concurso de Melhor Sommelier do Mundo

Quem será o 16° campeão mundial de sommellerie? A parada vai ser dura. São 66 candidatos representando 63 países. Três vagas são para os campeões da América, Ásia e da Europa. O concurso vai acontecer de 11 a 15 de março na Bélgica, como a 50 anos quando o francês Armand Melkonian levantou a taça. O concurso é trienal e acontece desde 1969.

A prova vai ter um nível muito alto. Já acompanhei provas internacionais organizadas pela sommellerie francesa e vi o grau de exigência e sofisticação da prova. O mundial a exigência e os candidatos colocam tudo num patamar mais elevado. Além dos 3 campeões continentais chega entre os favoritos o francês David Biraud, que foi finalista no último concurso e que tem por hábito ganhar na sua segunda tentativa. Foi assim quando se sagrou campeão francês. O atual campeão o sueco Jon Arvid Rosengren também bateu na trave em 2013 antes de se sagrar em 2016.

Diego Arrebola é o representante do Brasil no mundial. (foto divulgação)

O Brasil manda seu melhor talento Diego Arrebola três vezes campeão brasileiro e que estará disputando seu terceiro mundial. Mas ele não é o favorito. Diego cita os três campeões continentais e destaca o Raimonds Tonson da Letônia, campeão europeu, vem com muita força, aposta. Cita ainda o David Biraud que “este ano a associação francesa se organizou para ele ter os patrocínios necessários e poder se dedicar de forma exclusiva. Está a cerca de um ano se preparando exclusivamente para o mundial. Vem forte.  A francesa Julie Dupouy, que representa a Irlanda, e que foi finalista em 2016 é força, como se diz no turfe. Cita ainda a argentina Martin Bruno e o tradicional representante do Canadá que vem representado por Carl Villeneuve Lepage, este tem sobrenome de campeão de F1. Correm por fora dez a quinze candidatos que podem surpreender. A disputa vai ser bem acirrada. O Brasil tem sempre as suas limitações na preparação, sempre ligada a falta de apoio. Mas a expectativa é positiva e o primeiro objetivo é melhorar a posição em relação a última participação. Se tudo correr bem e eu conseguir chegar na semifinal aí tudo pode acontecer, profetiza Arrebola.

David Biraud representa a França e é um dos favoritos. (Foto ASI)

Perguntei para Diego Arrebola qual das provas – escrita, reconhecimento de vinhedos e personagens, degustação, harmonização e degustação de destilados e serviço – ele se sentia melhor preparado. “Estou bem preparado, mas como se diz no futebol treino é treino e jogo é jogo. Sou bom nas perguntas escritas, mas isso é até receber a prova e ver as questões (risos). Tudo depende de quais vinhos e perguntas vão ser feitas. É difícil dizer sobre o que estamos preparados. No serviço me sinto confiante, mas teremos de ver as instruções e as demandas dos jurados. Passei uma semana em Londres me preparando para as degustações um item em que fui bem no Pan-americano e espero ir bem aqui no mundial também”, conclui. Boa sorte Diego. Santé

Os 65 candidatos:

  1. Carl Villeneuve Lepage 33 anos Canadá
  2. Andreas Jechsmayr 46 anos Áustria
  3. Aleksandr Rassadkin 31 anos Rússia
  4. Eric Zwiebel 45 anos Inglaterra
  5. Julie Dupouy 35 anos Irlanda
  6. Marc Almert 27 anos Alemanha
  7. Ivan Jug 35 anos Croácia
  8. Thorleifur Sigurbjörnsson 43 anos Islândia
  9. Daniele Arcangeli 42 anos Itália
  10. Piotr Pietras 31 anos Polônia
  11. Jo Wessels 32 anos África do Sul
  12. Kaspars Reitups 28 anos Letônia
  13. Dayana Nassyrova 21 anos Cazaquistão
  14. Andreas Kyprianou 40 anos Chipre
  15. Ivo Peralta 27 anos Portugal
  16. Martin Gruzovin 38 anos Eslovênia
  17. Iulia Scavo 35 anos Romênia
  18. Pakpoom Towatcharakun 34 anos Tailândia
  19. Antoine Lehebel 36 anos Bélgica
  20. Livern Ho 31 anos Malásia
  21. Nina Højgaard Jensen 26 anos Dinamarca
  22. Jeff Luciano Thomé 33 anos Ilhas Maurício
  23. Fabio Masi 36 anos Suíça
  24. Jungmin Ahn 31 anos Coréia do Sul
  25. Máté Horváth 33 anos Hungria
  26. Martynas Pravilonis 32 anos Lituânia
  27. Alp Acik 32 anos Índia
  28. Satoru Mori 41 anos Japão
  29. Anna Pototska 32 anos Ucrânia
  30. Tamaz Tamazashvili 26 anos Geórgia
  31. Bujar Tukuli 33 anos Albânia
  32. Fredrik Lindfors 32 anos Suécia
  33. Simon Zimmermann 29 anos Noruega
  34. Gonzalo Troncoso 36 anos Chile
  35. Oscar Orta 33 anos Venezuela
  36. Vuk Vuletić 27 anos Sérvia
  37. Martin Bruno 35 anos Argentina
  38. Federico de Moura 37 anos Uruguai
  39. Reeze Choi Kam Fung 31 anos China
  40. Diego Arrebola 37 anos Brasil
  41. Aristotelis-Iosif Sklavenitis 31 anos Grécia
  42. Markku Niemi 29 anos Finlândia
  43. Ketri Leis 28 anos Estônia
  44. Bruno Scavo 58 anos Principado de Mônaco
  45. Rastislav Šuták 45 anos Eslováquia
  46. Steve Ayon Espitia 28 anos México
  47. Pier-Alexis Soulière 31 anos Canadá
  48. Raimonds Tomsons 38 anos Letônia
  49. Roberto Duran 38 anos Espanha
  50. Wataru Iwata 29 anos Japão
  51. Chang-Hsun Yeh 40 anos Formosa
  52. Loic Avril 33 anos Austrália
  53. Eanglebert Guina 41 anos Filipinas
  54. David Biraud 46 anos França
  55. Lendl Mijnhijmer 33 anos Holanda
  56. Jakub Přibyl 35 anos República Tcheca
  57. Roberto Araujo 54 anos Paraguai
  58. Joseph Ruiz Acosta 33 anos Peru
  59. Andrea Martinisi 33 anos Nova Zelândia
  60. Zeljko Hajdukovic 29 anos Montenegro
  61. Zakaria Wahby 31 anos Marrocos
  62. Niels Philip Toase 33 anos Luxemburgo
  63. Shu hui Chua 32 anos Singapura
  64. Andres Villegas-Green 36 anos Colômbia
  65. Dario Rosario Mejia 46 anos República Dominicana
  66. Dustin Chabert 32 anos Estados Unidos

 

 

 

 

Compartilhe:
Comentar

Malbec e Cahors perdem um dos seus maiores vinhateiros

Georges Vigouroux, um dos vinhateiros que impulsionou o retorno dos vinhos de Cahors na cena internacional, faleceu dia 7 de fevereiro. Os châteaux de Mercuès e de Haute-Serre são suas propriedades de referência. Inovador soube aliar gastronomia, marketing e a promoção internacional da uva Malbec e dos vinhos de Cahors.

Três gerações da família Vigouroux no vinhedo de Cahors. (Foto divulgação)

 

Nos anos 70 ele criou o vinhedo do Château Haute Serre, época em que a denominação estava em decadência e tinha apenas 400 hectares. Hoje o AOC Cahors pode se orgulhar de ter 4000 ha. Nos anos 80 ele compra o Château de Mercuès, nas portas de Cahors e o transforma num hotel Relais e Châteaux com um restaurante gastronômico. Pilotado pelo chef Julien Poisot o restaurante tem uma estrela Michelin. Na entrada de Cahors ele colocou uma grande e bela loja de vinhos chamada Atrium é um marco na cidade. A partir dos anos 90 ele começa a exportar os vinhos de Haute de Serre para os Estados Unidos e depois para o Canadá. Ele chama a atenção da imprensa americana e ganha notoriedade internacional. Nesta época seu filho Bertrand Gabriel passa a dividir com ele a direção do grupo. A transição já estava consumada. Tal qual seu avô, um dos primeiros a engarrafar vinho na propriedade, ele havia passado o bastão a Georges no século XX ainda em vida. Santé.

Compartilhe:
Comentar

Paris encanta como capital mundial do vinho

Wine Paris terminou nesta quarta-feira, dia 13, e conseguiu mostrar o charme do lado off deste salão dedicado ao vinho. Paralelamente às degustações, palestras e formações durante o dia Paris recebeu à noite eventos que permitem antever o quão atraente para os visitantes pode ser a capital francesa.

Encontros B to B aconteceram de 7 a 10 em um hotel durante o World Wine Meetings. Foi só trabalho. Charmoso mesmo são os eventos para convidados como o organizado por duas Denominações de Origem do Languedoc Fitou, a mais antiga, e Picpoul de Pinet, a maior produtora de brancos da região, que optaram pelo Allénoteque, o novo bar de vinhos do chef triplamente estrelado Yannick Alléno. Show.

Paris é uma atração à parte durante Wine Paris.

Pomerol, uma das mais prestigiosas denominações de Bordeaux, realizou uma degustação no hotel Paris Le Grand, da rede Intercontinental, ao lado da Opéra, ponto turístico obrigatório da cidade. A mais bela jogada foi a dos produtores do Vale do Loire que usaram como palco Paris vista do famoso bateau-mouche. Organizaram um happy hour na terça-feira, de 19 às 22 horas, durante um cruzeiro pelo Sena. Enquanto as papilas dos profissionais e jornalistas degustavam os bons vinhos do Vale do Loire, famoso por seus magníficos de castelos, seus olhos admiravam os maiores monumentos parisienses e a Torre Eiffel iluminada.

Imagine um grande evento como a feira de Bordeaux, Vinexpo, em Paris. Vai ser uma enorme e charmosa festa do vinho. Paris by Wine? Santé.

 

Compartilhe:
Comentar
?>