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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Uma taça de prosa com Arnaud Thomassin do Château de France, Péssac-Léognan

Arnaud Thomassin – Tenho 49 anos e nasci em L’Isle Adam na região parisiense. Me formei em viticultura e enologia no Beaujolais! Sou tecnólogo de nível superior tenho um BTS, Brevê Técnico Superior.  Nessa época eu morava no monte Brouilly, região do Beaujolais e terroir do Cru homônimo. Sempre que vejo um Broully na carta de um restaurante eu peço. Me traz sempre boas lembranças. Fiz meu estágio nos Hospices de Beaujeu, no Beaujolais. Terminei meus estudos em 1992. No ano seguinte fiz meu serviço militar na Gendarmerie que aqui equivale à Polícia Militar. Foi nesse período que eu degustei pela primeira vez o Château Haut Brion! Não me lembro mais da safra. Já em 1994 eu fui para a propriedade familiar o Château de France, que na época era dirigido por meu pai, Bernard, falecido em 2013 (Nota do Conexão Francesa: já participei de uma deliciosa e simpática degustação com Bernard Thomassin na antiga loja do Club de Tastevin, na Av. Almirante Barroso no Rio, do François Dupuis).  Minha primeira safra foi a de 1996. Uma safra muito boa com a Cabernet Sauvignon bem madura. Um belo vinho de guarda. Hoje sou o diretor geral do Château de France que é situado em Péssac, na denominação de origem Péssac-Léognan.

 

Vista do Château de France em Péssac, Bordeaux. (foto divulgação)

Meu primeiro vinho – Eu tinha 12 anos e meu pai me fez provar um vinho branco da Alsácia, Gewurztraminer, colheita tardia, que tinha uma boa dose de açúcar residual, da Cave d’Eguisheim. Eu bebi toda minha taça. Era tão bom e a taça tão pequena…

Minha harmonização predileta – Uma bisteca de Bazas (uma carne com Indicação Geográfica Protegida) com um Crozes-Hermitage do Domaine Michelas Saint Jemms, do vilarejo de Mercurol no norte do Rhône.

Minha região de produção preferida – Côte Rôtie, também no norte do Rhône. Um vinho incomparável. A Syrah, novamente ela, em todo seu esplendor. É um vinho com um belo frescor e muito complexo.

Meu vinho favorito – Château de France 2014

Minha melhor safra -Eu diria o 1996. Foi a minha primeira vez. Como este vinho é enorme.

Nelson Mandela durante a campanha Dê um minuto da sua vida para parar a AIDS. (foto divulgação Nações Unidas)

Se meu vinho fosse um personagem – Nelson Mandela: aberto, generoso, longevo,…

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Uma taça de prosa com Laurent Fortin do Château Dauzac – 5° Cru Classé de Margaux

Laurent Fortin – Nasci na região parisiense por acaso, minhas raízes estão no Aveyron, departamento francês famoso por produzir o queijo Roquefort. Estudei numa escola de Comércio, Marketing & MBA. Trabalhei nos Estados Unidos e no Sudoeste francês. Sou diretor do Château Dauzac, Grand Cru Classé da Denominação Margaux desde 2013. Onde tenho feito um trabalho de renovação com uma abordagem de proteção ao meio ambiente.

Meu primeiro vinho – Claro, foi um vinho do Aveyron. Era um Marcillac, da casta Fer Servadou (também conhecida pelos nomes de Braucol, Pinenc e Mansois) produzido de um vinhedo plantado por meu bisavô. Um vinho rústico com aromas de frutas vermelhas.

Minha harmonização predileta – Um grande Sauternes com um Roquefort da fazenda.

Minha região de produção preferida – Margaux evidentemente, vinhos refinados, que se apoiam na fruta-  cassis e framboesa – de taninos sofisticados e longos na boca.

Meu vinho favorito – Sem hesitação um Screaming Eagle, um grande Cabernet Sauvignion do Napa Valley.

Minha melhor safra – Château Dauzac 2015.

Se meu vinho fosse um personagem – Um cavalheiro fazendeiro, culto, refinado tendo pleno conhecimento do seu terroir.

Santé.

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