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Möet & Chandon lidera, Taittinger é vice e Veuve Clicquot fica em terceiro

O grupo Moët Hennessy perdeu a hegemonia no topo do pódio do ranking de Champagnes importados no Brasil. A turbulência no mercado abriu espaço para que novas marcas que investissem e ganhassem uma fatia maior de participação no setor. Segundo a Ideal Consultoria no novo ranking coloca Moët & Chandon em primeiro lugar, seguida da Taittinger, com Veuve Clicquot em terceiro lugar e Perrier Jouët em quarto fechando grupo de maior volume. Em quinto lugar ficou Louis Roderer e em sexto Nicolas Feuillatte, formam o segundo pelotão ainda distante dos quatro primeiros, mas distanciadas das demais marcas.

Taittinger assume a vice-liderança no ranking de Champagnes no Brasil.

É a primeira vez que Moët Hennessy do Brasil cede um dos dois primeiros lugares no ranking para um concorrente. Historicamente a liderança era de Veuve Clicquot, o grupo não comenta questões estratégicas já nos informou o serviço de imprensa tanto na França quanto no Brasil. A disputa está acirrada e Moët & Chandon somente recuperou o primeiro lugar no último trimestre após um forte sprint final. Em volume foram 5838,6 caixas de 9L,  para Moët & Chandon, 5718 para Taittinger, 4318,6 para Veuve Clicquot e 5258,3 para Perrier Jouët. Em faturamento, que é o que define o ranking, Möet & Chandon US$ 1.671.902,50, Taittinger US$1.312254,30, Veuve Clicquot US$ 1.201.801 e Perrier Jouët US$ 754.666,3. Num outro patamar Louis Roederer com US$ 195.397,60, com 294 caixas e Nicolas Feuillatte US$ 114.959,50 para 630 caixas.

No ano o mercado encolheu. O volume de 2017 foi de 38.043,4 caixas e caiu para 26.464,90 caixas de 9L em 2018. Enquanto faturamento encolheu de US$ 8.486.596,4 para US$ 6.107.190,30 no mesmo período. O câmbio pesou na importação de Champagnes. O cenário parece mais positivo para 2019 prevê Felipe Galtaroça da Ideal Consultoria. Santé.

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Uma taça de prosa com Didier Depond dos Champagnes Salon e Delamotte

Tenho 54 anos e nasci em Tours no Vale do Loire. Em 1986 entrei no grupo Laurent-Perrier e hoje presido o Champagne Salon e Delamotte (ambos fazem parte do grupo) que são vinificados no mesmo local. Comecei minha carreira como vendedor e depois fui para o marketing onde cheguei ao posto de diretor geral em 1997 e presidente em 2000. Meu primeiro vinho – Meu primeiro vinho eu provei muito cedo como é tradição numa família de vinhateiros, meus dois avós eram produtores na Touraine. Respeitando o antigo costume uma gota de vinho na ponta do dedo de meu pai foi colocada na minha boca durante meu batismo. Sorte de iniciante era um bom Sauvignon branco.
Minha harmonização preferida – Sem dúvida Champagne com trufas ou com um Comté, (queijo de massa dura) curtido 12 meses. Já com um Champagne de safra antiga gosto de um “ris de veau” (timo do vitelo) ligeiramente grelhado.

 

Minha região preferida – Quando nós amamos realmente o vinho estamos sempre abertos a diferentes regiões e bons vinhos são produzidos em muitas partes do mundo. Eu prefiro beber os bons e os grandes vinhos, não importa de onde venham. Bordeaux, Borgonha e Champagne são meus prediletos, mas não esqueço a Argentina e seus Malbecs, a Espanha e seu Jerez, nem Portugal e o vinho do Porto.

 

Meu vinho favorito – A ocasiões são muitas para beber bons vinhos e conforme o momento irei mudar. Meus Champagnes, claro. Eu gosto de beber um Fino (Jerez) ou um grande Armand Rousseau, da Côte de Nuits na Borgonha, ou ainda um Léoville Las Cases, de Saint Julien no Médoc.

Didier degusta um Salon 2002. (fotos Michel Jolyot/divulgação)

Minha melhor safra – Produzir vinhos e safras é como o nascimento em uma família. Cada filho é precioso e todos devem ser amados. Eles serão diferentes, cada qual com sua personalidade. Em Delamotte o Blanc des Blancs é um vinho fabuloso, bem equilibrado e verdadeiro. Um vinho para beber e repetir. Ele é a carteira de identidade da nossa “Maison”. Já em Salon somente produzimos nos grandes anos. Foram apenas 37 no século XX, caso único no mundo do vinho em todos os continentes. Então destaco Salon 1997, Salon 2002 e, em breve, Salon 2008 que foi produzido apenas em formato magnum.


Se meu vinho fosse um personagem – Talvez Napoleão pela força e ambição, mas também uma mulher como Audrey Hepburn, a perfeita feminilidade, a perfeita elegância, enfim “la classe”. ( Detalhe de poster Audrey Hepburn)
Santé.

P.S. – O Blog volta na segunda semana de Janeiro. Feliz Ano Novo.

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Uma taça de prosa com Charles Philipponnat da Maison Philipponnat em Champagne

Tenho 56 anos e não sou enólogo. Estudei Direito, Economia e Ciências Políticas. Meu pai era chef de adegas em Champagne, meu avô materno fazia rolhas de Champagne. Sempre trabalhei no mundo do vinho e do Champagne. Aprendi tudo do vinho e do Champagne fazendo. Em 2000 voltei para nossa antiga propriedade familiar em Mareuil sur Aÿ e passei a dirigir o Champagne Philipponnat. (foto divulgação Maison Philipponnat)

Meu primeiro vinho – Foi com meus parentes, claro. Fui batizado com uma gota de Champagne na ponta do dedo, como é a tradição por aqui, mas realmente não me recordo. Minha primeira lembrança remonta a quando tinha 4 ou 5 anos e de molhar um biscoito champanha no fundo de uma taça de vinho tinto do meu pai. Era um Côte du Rhône, sem dúvida, esse era seu vinho do dia a dia. Posteriormente aos 14 anos, num dia de domingo, quando meu pai abria um belo vinho, provei o tinto Château Montrose, onde meu pai atuou como consultor. Eu devia ter 14 anos. Mais tarde ainda eu descobri a Borgonha. Foi um Beaune-Grèves e os Musigny do Domaine Georges de Vogüé.

 

O Gruyère suíço AOC  produzido na região homônima situada no cantão de Fribourg. A foto é um detalhe de um cartaz publicitário que promove a Denominação de Origem Controlada deste queijo. (divulgação)

Minha harmonização predileta – O Champagne e o queijo! Antigos blanc des blancs harmonizo com queijos de massa dura como Comté ou Gruyère, falo do verdadeiro da Suíça. Com Champagnes onde domina a Pinot Noir gosto de queijos de massa mole com a crosta lavada como o Münster, Maroilles ou ainda um Langres.

Minha região preferida – Saindo da Champagne eu aprecio o Pinot Noir, especialmente o borgonhês, pois esta uva extraordinária é também a nossa em Champagne e exige um equilíbrio perfeito entre corpo e fruta, entre suavidade e frescor, sem tender para a oxidação nem para a redução. Degustá-lo e entende-lo é sempre um aprendizado. Também gosto de beber os Rieslings secos, aromaticamente tão diferentes das uvas champanhesas, mas tão similares em termos de estrutura, acidez, textura e intensidade. Mas bebo igualmente outros vinhos, procuro me manter muito eclético.

Meu vinho favorito – É impossível responder a esta questão! Que chatice ter de tomar todo dia a mesma coisa. Na Champagne além do Clos de Goisses, ao qual minha vida é dedicada há 20 anos, amo o respeito do belo classicismo mais que centenário de Pol Roger. Na Borgonha eu tenho uma queda pelo estilo carnudo e frutado do Domaine Méo-Camuzet e, como disse antes, pelos Musigny em geral, eu sei não é difícil… Sem esquecer dos Riesling, os alsacianos sobre um solo de granito e os alemães ensolarados sobre um solo de xisto, como logo ali, mais a oeste em Rüdesheim.

Minha melhor safra – Essa é fácil de dizer: 2008. Um ano excepcional que caiu tão bem ao Clos de Goisses, expressivo, muito longo e cheio de vivacidade. E mais particularmente a parcela “Les Cintres”. Eu sou ainda mais orgulhoso de ter tido êxito no ingrato ano de 2001, que eu apresentava em degustações às cegas e que todos achavam que era do ano de 2002, bem melhor.

Se meu vinho fosse um personagem – São João Evangelista apresentando o Cálice, de El Greco.

 

Quadro El Greco O Evangelho de Saint Jean, museu do Prado. (reprodução)

O Blog segue com o tema Champagne até o final das festas. Santé.

 

 

 

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Descubra os 7 Champagnes safrados avaliados pelo nosso júri

Após termos analisado os Champagnes à base de uvas Pinots passamos a degustar Champagnes exclusivamente safrados de sete produtores (fotos Edith Monseux). Todos de grande qualidade e alguns arrancaram aplausos unânimes dos jurados. A percepção da mudança foi imediata e a presença da Chardonnay foi rapidamente notada. A pontuação segue o padrão Vivino de estrelas e seu valor correspondente na escala Parker. São todos Champagnes para grandes ocasiões. Philipponnat, na foto entrou no post anterior na categoria Blanc des Noirs, mesmo sendo safrado.


Castelnau Brut Millésimé 2006 – Castelnau é uma marca histórica de um grupo de cooperativas que explora 900 hectares em 150 Crus diferentes, o que lhe permite escolher as melhores parcelas para os vinhos que engarrafa e ainda fornecer para algumas das maiores “Maisons” champanhêsas. Elaborado com uma assemblagem de 26 vinhos Premier e Grand Crus onde se destacam parcelas de Aÿ, Bouzy e Mailly o corte é 50% Pinot Noir e 50% Chardonnay e 12 anos de envelhecimento. As bolhas são delicadas e persistentes. No nariz aromas de flores brancas e frutas como pêssego e damasco. Na boca é untuoso, amplo e complexo. Aromas de café torrado e especiarias se destacam. Um vinho de grande equilíbrio e persistência. 4**** ou 90 pontos. No momento sem importador no Brasil, era trazida pela Vinos & Vinos.


Delamotte Blanc des Blancs Brut 2008 – Famosa por ter os melhores Chardonnays da Côte des Blancs essa discreta “Maison” fundada em 1760 é pilotada por Didier Depond que também produz a icônica Salon na mesma adega. Sua cor é ouro esverdeado. O nariz é fino e apresenta aromas de tília, flor de laranjeira, mel e cera. Na boca é muito untuosa e de bela estrutura. Os aromas de frutas cítricas e flores brancas se destacam. Sedutora vivacidade e mineralidade vão marcar um final longo e elegante com enorme equilíbrio. Perfeita para um delicioso aperitivo. 4,4***** ou 93 pontos. A marca Delamotte é importada pela Wine to You.


Charles Ellner brut 2006 – A familia Ellner é de Epernay de onde vêm boa parte das uvas, mas também produzem na montanha de Reims, na Côte des Blancs, Bar sur Aubois e no vale do Marne. Propriedade familiar e independente possuem 50 hectares de vinhedo. Sempre em busca da excelência tem conquistado muitos prêmios e boas notas. A cuvée brut NV está à venda no Supernosso. Sua cor é dourada clara e as bolhas elegantes e persistentes. O nariz expressivo mostra aromas de flores brancas, flor de laranjeira e brioche. Na boca outros aromas se revelam como café torrado, pera e notas minerais. Seu belo frescor, sua untuosidade e seu grande equilíbrio chamaram a atenção dos jurados. 4,5***** ou 93


Lallier Millésimé Grand Cru brut 2010 – Elaborada com Chardonnays de parcelas 100% Grands Crus da Côtes des Blancs e de Pinots Noirs de Aÿ e Verzenay. Pequena dosagem de 7g/l. Sua cor é dourada e suas bolhas perfeitas. O nariz é delicado e mostra aromas de frutas cítricas e flores brancas. Na boca aromas de brioche, pera e notas de mel. De grande complexidade, longo, muito equilibrado e persistente. Um Champagne gastronômico. 4,5***** ou 93 pontos. Importado pela Vinhos do Mundo.


Drappier Millésime Exception 2013 – A presença de Drappier nas degustações do Conexão Francesa é sempre uma alegria. Suas adegas foram construídas por São Bernardo, fundador da Abadia de Clairvaux em 1152. A propriedade familiar nasce em 1808 e hoje é dirigida por Michel Drappier. Preservando tradições seculares ele ainda planta casta antigas e um tanto esquecidas como a Arbane, Petit Meslier e Blanc Vrai. Nesta cuvée de 2013 a Pinot Noir, como é característica da “Maison”, domina. A Chardonnay entra com 40% do corte. O vinho de base é envelhecido em barris de carvalho da região de Limoges. É importado pela Zahil. Sua cor é dourada clara e no nariz complexo flores brancas e amarelas. Na boca um ataque amplo e belo frescor mostram na sequência aromas de marmelada de marmelo (não é goiabada), mel, pão torrado, torrefação e notas minerais. Um Champagne gastronômico, elegante, intenso e de grande complexidade. 4,5***** ou 93 pontos.


Joseph Perrier Cuvée Royale Brut vintage 2008– Este é um Champagne que faz parte da elite seja pela qualidade, seja pela origem da família que tanto marcou a região. Se o parentesco já os aproximou do Champagne Laurent-Perrier, hoje Jean Claude Fourmont posicionou a marca junto ao grupo de Alain Thiénot, seu primo irmão, que possui também Thiénot, Marie Stuart e Canard Duchêne. A direção segue com os herdeiros do fundador: Jean Claude e seu filho Benjamin. Foi o primeiro Champagne que degustamos, às cegas, após os “Blancs de Noirs” e a mudança foi sentida de imediato. O corte é 50% Chardonnay, 41% Pinot Noir e 9% Pinot Meunier de parcelas Premier e Grand Cru, sendo algumas delas do Le Mesnil sur Oger, Chouilly e Sacy. Junte-se a isto um envelhecimento de 6 anos. O resultado é um vinho de cor ouro esverdeado, com um nariz onde tília, flor de laranjeira e frutas brancas se destacam. Na boca aromas de mel, frutas secas, frutas maduras e marmelada. Seu grande frescor é seguido de uma bela estrutura e de grande complexidade aromática. Encantador, equilibradíssimo, intenso, gastronômico com um final que oferece grande prazer. 4,6***** ou 94 pontos. Em breve novamente disponível no mercado nacional.


Nicolas Feuillatte Collection Vintage 2008 – A jovem cooperativa francesa famosa pela sua Brut Sélection NV, líder de mercado na França, mostra nesta cuvée que além de fazer vinhos que agradam a todos sabe fazer aquele que encanta aos mais exigentes. O diretor enólogo Guillaume Roffiaen que foi estagiário no Centro Vinícola Nicolas Feuillate construiu e sua reputação na Drappier voltou às origens e hoje dirige hoje o mestre da adega David Henault. A dupla deu certo. Na taça a cor é ouro acinzentado com bolhas finas e delicadas. Os aromas são expressivos e exalam flores brancas e frutas em compota. Na boca brioche, notas minerais, pão torrado, marmelada e champignon. Untuoso, bela acidez, muitíssimo longo, enorme equilíbrio e muito gastronômico. Enfim, rico, complexo e merecedor de todos os elogios dos jurados. 4,6***** ou 94 pontos. Importado pela Evino a R$ 209,00.
Para o leitor fica a mensagem de que um Champagne safrado vale cada centavo. Ele oferece um prazer diferente que foge das bolinhas frescas e agradáveis dos pequenos espumantes. É de realmente uma bebida para os grandes momentos da vida. Desejo que o leitor tenha muitos e que possa desfrutar estes prazeres nestas festas e nas próximas. Santé

 

O Champagne é vinho ideal para grandes e pequenas belas ocasiões. (Foto Jean-Philippe)

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Degustamos 13 baitas Champagnes para você

O Grande Júri Conexão Francesa se reuniu na última quinta-feira e degustou 6 Champagnes Blanc des Noirs e 7 safrados de grandes “maisons”, de cooperativas e de vinhateiros independentes. Temos certeza que com Champagnes deste nível suas festas vão brilhar. A degustação se deu às cegas e teve como membros do júri: Louis Fabre agrônomo e proprietário do Vignobles Famille Fabre, no Languedoc, onde produz grandes vinhos na denominação Corbières-Boutenac, Corbières e Minervois, e mesmo um espumante. Claire Fabre, esposa e também produtora;  Laure d’Andoque técnica em vitivinicultura e proprietária da Abadia de Fontfroide, no Corbières, onde produz vinhos IGP d’Oc,  Corbières e um espumante método tradicional. Este jornalista técnico em vitivinicultura e consultor.  Estrearam no Grande Júri dois enófilos apaixonados por Champagne Dennis Keller e sua esposa Christine que é champanhesa.

Os jurados Louis Fabre à esquerda, ao centro Rogerio Rebouças e à direita Laure d’Andoque .

Os Champagnes participantes por ordem de degustação foram Drappier Blanc de Noirs Zero Dosage, Montaudon Blanc des Noirs, Lallier Sélection Parcellaire Grand Cru Les Sous Blanc des Noirs, Joseph Perrier Brut Nature La Côte à Bras Cumières Blancs des Noirs 2010, Philipponnat Extra Brut Blancs de Noirs 2012, Nicolas Feuillatte Grand Cru Blancs des Noirs Brut Millésimé 2008. Veja que apesar de serem todos feitos com uvas pretas alguns são safrados, pois o produtor o faz somente neste estilo. Na sequência foram degustados Joseph Perrier Cuvée Royale Brut Vintage 2008, Charles Ellner 2006, Castelnau Millésimé 2006 Brut, Delamotte Blanc des Blancs 2008, Nicolas Feuillatte Collection 2008, Drappier Millésime Exception 2013, Lallier Millésime Grand Cru 2010.

Os jurados Claire Fabre à esquerda, Dennis Keller e Christine Keller à direita.

Os três tipos de produtores franceses da Champagne estavam presentes na degustação. No bloco das cooperativas tivemos os três pesos pesados: Nicolas Feuillatte, o mais vendido da França, Montaudon, marca da Jacquart e Castelnau grupo que reúne 22 cooperativas.  As independentes de vinhateiros Drappier, onde as pinots sempre dominam, Lallier, a estrela em ascensão, e Charles Ellner, sempre surpreendendo. Representando as famosas “maisons” de Champagne Joseph Perrier que é dirigida por Jean Claude e seu filho Benjamin, herdeiros do fundador, Philipponnat que é dirigida por Charles Philipponnat e Delamotte, do grupo Laurent-Perrier, que também produz a icônica Salon. (continua)

Os jurados degustam sem saber qual Champagne estão analisando. Ao fundo à direita uma garrafa envolta em papel alumínio. (Fotos Rogerio Rebouças)

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Está chegando a hora de tomar Champagne

Tomar Champagne é como comemorar um gol numa final, viver um grande amor, curtir uma paixão ou ouvir estrelas. O encanto mágico das sofisticadas bolhas é uma sensação inesquecível, sensual e prazerosa. É entrar em estado de graça. É andar nas nuvens. Se as vendas no Brasil caíram este ano é culpa da economia local que muito sofreu. No resto do mundo não foi assim. Alguns importadores brasileiros e produtores de Champagne seguem acreditando e investem no Brasil. A queda nas vendas das principais marcas do grupo LVMH, leia-se Möet Chandon e Veuve Clicquot, abriu um vácuo que já é ocupado, parcialmente, por diversas outras marcas. Essa mudança não é ainda capaz de repor a perda da líder histórica, mas o mercado está se democratizando. (foto Pinterest).

Nossa seleção de Champagnes para o júri busca refletir essa nova paisagem. Acreditamos e desejamos um Brasil economicamente melhor em 2019 e optamos por degustar dois tipos de Champagne que fogem do habitual. Blancs de Noirs, Champagne que é elaborado somente com Pinots, Noir ou Meunier, uvas escuras, e os safrados que estão no alto da pirâmide. Estes são elaborados somente nos grandes anos. Chega de pessimismo vamos fazer nossa parte e acreditar que o Brasil vai melhorar. Os Champagnes degustados foram: Drappier, Joseph Perrier, Montaudon, Ellner, Delamotte, Nicolas Feuillatte, Lallier, Castelnau e Philipponnat. Um nível altíssimo de qualidade que encantou os jurados. Nos próximos posts vamos publicar os resultados da degustação e apresentar cada produtor. Santé.

 

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Feliz Hallowine

Eu nunca fui muito fã de festa de Halloween. Sempre achei algo importado e que não era da cultura brasileira. Na minha infância era Cosme e Damião. Mas com o tempo percebi que a festa certa é a Hallowine. Ah, se tem vinho eu estou dentro.

Toda desculpa é boa para juntar os amigos, fazer uma festa e beber vinho. Não necessariamente nesta ordem. Decore a mesa com uma grande abóbora, capriche na fantasia, prepare uns beliscos ou tapas. Abra os espumantes, e se puder Champagnes, ou o vinho que preferir. Faça desta festa uma ocasião para abrir boas garrafas. Se quiser incrementar com drinks não esqueça o gelo seco para sair aquela fumacinha bacana.

Uma sugestão? Rosé d’Enfer no Verdemar de Belo Horizonte ou o Démon Noir malbec no Zona Sul do Rio ou Supernosso de BH. Santé.

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Moulin Rouge lidera consumo com 240 mil garrafas de Champagne por ano

O cabaré mais famoso do mundo, o Moulin Rouge de Paris, é o maior consumidor de Champagne do mundo. O Champagne é a bebida oficial da casa e são consumidas anualmente 240 mil garrafas por ano. Com seus 900 lugares, sempre ocupados, a casa oferece uma carta de Champagnes e vinhos franceses de alta qualidade. O serviço é garantido por uma brigada de 120 profissionais: maîtres d’hotel, chefes de setor e garçons. É a maior da França. A cozinha é gastronômica e preparada no local pelo chef David Le Quellec e seus 25 cozinheiros. Dançarinas, dançarinos, cantores, acrobatas, contorcionista e outros artistas fazem no palco um belo e empolgante espetáculo. 400 pessoas trabalham no Cabaré e garantem a sua noite desta que brilha desde 1889.

 

As Doriss Girls em cena. ( fotos Moulin Rouge)

Você não vai ao Moulin Rouge, somente para tomar Champagne. Jantar e dançar na pista antes dos artistas entrarem em cena são momentos encantadores, não perca. Você vai se sentir como no filme homônimo de Baz Luhrmann ao entrar na pista e dançar com sua Satine e ver o famoso Cancan do cabaré onde as dançarinas cantam e gritam, com voz alta e forte, a cada grande movimento. Existem diversos magníficos momentos no espetáculo, mas o clássico dos clássicos é French Cancan. Este que é o mais famoso do mundo é executado pelas belas Doriss Girls.

A revista Féerie acontece em dois espetáculos por dia, 365 dias por ano, executados por 60 dançarinas e 20 dançarinos . A decoração Belle Époque do salão é idêntica àquela em que Nicole Kidman e Ewan McGregor contracenaram. Quando se chega em Montmatre, na Place de Clichy você vê a fachada do moinho vermelho iluminada tal qual no cartaz do filme.

O Champagne La Cuvée Brut de Laurent-Perrier é servido em garrafa ou meia garrafa no balde de prata. (Foto RR)

Os ingressos incluem meia garrafa de Champagne por pessoa por apenas mais 10€ (R$ 44). Na carta os Champagnes começam a ser vendidos a 90€ (R$ 396). Os primeiros da lista, mas nem por isso inferiores, são o Delamotte Brut e Duval-Leroy Brut. Seguidos de Laurent-Perrier La Cuvée, Louis Roederer Brut Premier, Taittinger Cuvée Prestige e Charles Heidsieck Brut Réserve por 98€ (R$ 435). Uma verdadeira tropa de elite nos primeiros preços. A 105€ (R$ 466) Bollinger Spécial Cuvée, Billecart-Salmon Brut (Réserve Moulin Rouge) e Gosset Grande Réserve Brut. A 120€ (R$ 532) Taittinger Prélude e a 130€ (R$577) Duval-Leroy Cuvée MOF. Os 700 baldes do serviço são todos de prata e vem com um pouco de gelo no fundo, peça mais.

O French Cancan é um dos pontos altos do espetáculo Féerie.

As Champagnes de Prestígio são em geral safradas como a Louis Roederer Brut Nature Starck por 200€ (R$ 888) e Bollinger 1999 e 2004, La Grande Année, por 300€ (R$ 1332). Dom Pérignon 2009 e Henri Abelé Cuvée Le Sourire de Reims saem por 380€ (R$ 1687).  Dentre as Blancs des Blancs destaque para D. Ruinart 1990 a 430€ (R$ 1910) e Salon “S” safra 2002, 450€ (R$ 2000).  Fechando a lista das brancas tem a Louis Roederer Cristal, 2002, 2004, 2005 ou 2006, por 550€ (R$ 2442). As Rosés começam com 110€ (R$ 488), passando por uma Perrier-Jouët Belle Époque Rosé por 380€ (R$ 1688). Fechando a lista a D. Pérignon Rosé 2005 por 650€ (R$2886).

As Doriss Girls no camarim

Os vinhos começam a 70€ (R$ 310) com um Château Lagrange, Graves, 2016, Château Larose de Gruaud 2012, o segundo vinho do Gruaud Larose sai por 80€ (R$ 355) e Château Clerc Milon 2004, GCC de Pauillac sai por 110€ (R$  488). A seleção de grandes Bordeaux tem ainda seis grandes vinhos e destaco aqui Château Léoville Poyferré, GCC de Saint Julien, 2003, por 200€ (R$888), Pichon Longueville Comtesse de Lalande, 2004, GCC de Pauillac por 300€ (R$1322) e o mais caro e nobre Château Mouton Rothschild, 1996, GCC de Pauillac por 850€ (R$ 3774). O sommelier da casa não esqueceu as demais regiões da França. Da Borgonha tem Louis Latour, Bouchard Père e Fils, Petit Chablis do Domaine W. Fèvre, do Sul do Rhône tem Dela Frères, e da Provence o Domaine Ott e Château La Martinette. O Loire traz um Vouvray do Château Gaillard e um Sancerre do Domaine du Pré Semelé.

O chef David Le Quellec e duas Doriss Girls

Para tantos vinhos era necessário uma cozinha gastronômica e o Chef David Le Quellec, é contratado em 2015 e deixa o Café Terminus no Hotel Corcorde Opéra. Ele tem uma carreira meteórica e passagem por: Ledoyen Taillevent, a Table du Cinq no Four Seasons George V, o Four Seasons Resort Provence,  o Hotel Impérial Garoube Relais &  Château. No abaré ele passa a servir cerca de 600 jantares por dia, 365 dias por ano, no Moulin Rouge.  Ah, sua esposa é Stéphanie Le Quellec vencedora do Top Chef 2011. Santé.

Feliz Dia dos Pais

 

Serviço:

Endereço:

82 Boulevard de Clichy, 75018 Paris

Como chegar:

Pegue o metrô  e prefira as linhas 2 (Blanche), 13 (Place de Clichy) e 12 (Pigalle).

http://www.moulinrouge.fr

 

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Taittinger desbanca Veuve Clicquot e assume liderança do mercado brasileiro

Pela primeira vez uma marca do grupo Louis Vuitton Möet Hennessy, LVMH, não está no topo das marcas de Champagne mais vendidas no Brasil. O Champagne Taittinger assumiu a pole position provisória do ranking dos últimos 12 meses segundo estudo da Ideal Consultoria. Taittinger era o terceiro colocado e vinha com uma grande taxa de crescimento. A líder histórica do mercado nacional sempre foi a Veuve Clicquot, salvo em 2016 quando esteve no topo a Möet & Chandon, também da LVMH.

Desde que foi lançada pela Interfood no Brasil em 2013 a marca vem conquistando o mercado e agradando ao público apreciador dos melhores Champagnes. Se Taittinger cresceu mais 43,5% nos últimos 12 meses do estudo da Ideal (junho a maio 2017 X junho a maio 2018) Möet & Chandon caiu 46,2% e Veuve Clicquot 59,7%, em valor. Em volume Taittinger cresceu 33,7%, Möet caiu 48,4% e Veuve Clicquot 60,5%. Outras marcas também estão crescendo como Perrier Jouet com mais 81,5%, Montaudon mais 7,8%, Louis Roederer mais 29,9%, Piper Heidsiek mais 66,7% e Nicolas Feuillate mais 712%, mas o volume destas é muito pequeno se comparado à queda das duas principais marcas do grupo LVMH. O mercado está menor e em mudança.

Taittinger Champagne oficial da FIFA , lança série limitada durante a Copa do Mundo. (fotos divulgação)

O segredo deste sucesso nos conta Rafael Martins gerente de marketing de espumantes e do grupo Remy Cointreau na Interfood, importadora exclusiva de Taittinger, nos conta que “o rejuvenescimento da marca através de ações de branding como apoios, patrocínios e parcerias com marcas de luxo e eventos exclusivos tem sido o foco. A grande alavanca estratégica para iniciar este processo de rejuvenescimento foi o fato da marca, em 2013, ter fechado o acordo com a FIFA para ser o Champagne Oficial da Copa do Mundo em 2014 no Brasil e em 2018 na Rússia”, disse.

Para Rafael Martins o “mercado brasileiro está mais maduro, especialmente nas capitais e na região Sudeste, mas ainda temos muitos mercados para melhorar e amadurecer, principalmente para o Champagne. Taittinger está presente em bares, restaurantes, supermercados e lojas especializadas, estes são primordiais para o posicionamento da marca e para o contato com o consumidor final. Uma grande participação nas vendas decorre de eventos sociais e corporativos, ensina.

É este amadurecimento que vai permitir a entrada de outros grandes produtores de Champagne no topo do ranking brasileiro e dar esta sacudida no mercado. A Perrier Joüet já ocupa o 3° lugar em volume deixando Veuve Clicquot em 4°. O market share hoje está assim divido entre os que possuem dois dígitos: Taittinger 21,9%, Möet & Chandon 20,2%, Perrier Joüet 20,5% e Veuve Clicquot 15,2%.

Duas marcas que atuam pela internet estão ganhando mercado, Montaudon, a submarca do grupo Jacquart, que ocupa o 5°lugar com 5,6% de parte de mercado e a recém-chegada, com menos de 3 anos no Brasil, Nicolas Feuillatte, líder na França, já alcançou 2,1%. Todas as demais estão abaixo de 2%.

A família Taittinger com o pai Pierre-Emmanuel, ao centro, o filho Clovis e a filha Vitalie.

A nova líder do mercado tem uma característica que remete aos grandes châteaux de Bordeaux “ela ainda é controlada pela família Taittinger. É a única grande Maison de Champagne que não pertence a um grupo. Por isso a imagem e a qualidade da marca estão muito ligadas às pessoas que fazem parte e dirigem a empresa como Pierre-Emmanuel Taittinger, presidente, e seus filhos Clovis e Vitalie Taittinger, explica o gerente de marketing da Interfood. Na zdorovie !

Observação: Os números da Ideal se referem aos dados de importação. (7/6/2018)

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