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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

25ª Prowein é show de eficiência e sucesso de público

Prowein sempre surpreende pelo seu tamanho, número de visitantes e expositores. Todos são profissionais do setor. Amador não entra, nem pagando. O ingresso custa 50€ por dia, para todos. São apenas três dias e nunca dá tempo de visitar todo mundo. Este ano foram 61.500 participantes (60.500 em 2018) de 142 países (133 em 2018). Do outro lado do balcão são 6.800 fornecedores de 64 países. Esta foi a 25ª edição da feira alemã de Dusseldorf que conseguiu se impor como a maior feira mundial de vinhos e destilados.

 

Importadora Expert Wine trará vinhos da Borgonha com a dupla assinatura Bernard Loiseau – Albert Bichot para o Brasil. Na foto (da esquerda para a direita) Orlando Leone,  Albéric Bichot, Eugênio Fernandes e Christian Ciamos comemoram a nova parceria.
Com tanto fornecedor junto este é o momento ideal para que compradores revejam todos os produtores com quem trabalham. Circulando pelos salões notei diversos importadores brasileiros: Grand Cru, Expert Wine, All Wine, Casa Rio Verde, Decanter, Verdemar, Mistral e com certeza muitos outros estavam presentes. No campo dos expositores o Brasil ficou no pavilhão dos ultramarinos, no stand coletivo Wines of Brasil. Estavam lá Casa Valduga, Aurora, Perrini, Salton e vários outros. No mesmo pavilhão ainda tinham os EUA, Nova Zelândia, Austrália, Israel, Chile, Argentina e Uruguai. Já a França e Itália tinha dois pavilhões cada e diversos produtores dispersos no pavilhão alemão onde seus importadores locais expunham seus vinhos para o trade local. Espanha e Portugal dividiam um pavilhão. Tinha mais, mas nem tive tempo de chegar em países do leste e outros.

 

James Tetsuo da curitibana All Wine traz da Prowein os vinhos do Château Maison Blanche da Maison Bouey.
Aconteceram muitos encontros, degustações, algumas palestras e um corre-corre que não acaba mais. Das nove às dezoito horas é um movimento frenético. O primeiro dia é relativamente mais calmo, pois cai num domingo. Já o segundo é uma loucura e tem forte presença alemã. No fim da tarde do terceiro dia muitos começam a correr para pegar seus vôos, antecipando o encerramento da sua participação no salão. Afinal, ninguém quer passar mais uma noite em Dusseldorf. Alguns tentam esticar as degustações e ficar mais um pouco, mas às 19 horas as equipes de desmonte dos stands começam a agir e desmontam tudo. É aquela rigidez alemã característica. Pela manhã não resta pedra sobre pedra. Tudo está pronto para o próximo evento no parque de exposições de Messe. Um salão extremamente profissional, mas sem qualquer glamour. Santé.

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Qual vinho beber com… os sogros?

Acabou a folia. Agora é a hora de harmonizar vinho e gente. Tem vinho para cada ocasião ou melhor para cada tipo de pessoa que você vai encontrar. Vinho e comida você já está habituado agora vamos ver se você sabe qual vinho vai com cada convidado.

Se você vai na casa dos seus sogros opte por uma solução clássica. Não corra riscos. Leve um bonito Bordeaux branco. Sim, branco, vamos mudar os velhos hábitos. Afinal, não são eles que acabam trazendo de volta os velhos problemas? Sugiro o Château de Parenchère que tem um corte de Sauvignon branca, Sémillon e Muscadelle. Vamos deixar a intensidade somente para os aromas de frutas brancas e cítricos. Seu frescor apaga qualquer início de conversa mais quente. Importado pela Barrinhas (R$90,00) e vendido principalmente em restaurantes. Santé.

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Diego Arrebola é o Brasil no XVI Concurso de Melhor Sommelier do Mundo

Quem será o 16° campeão mundial de sommellerie? A parada vai ser dura. São 66 candidatos representando 63 países. Três vagas são para os campeões da América, Ásia e da Europa. O concurso vai acontecer de 11 a 15 de março na Bélgica, como a 50 anos quando o francês Armand Melkonian levantou a taça. O concurso é trienal e acontece desde 1969.

A prova vai ter um nível muito alto. Já acompanhei provas internacionais organizadas pela sommellerie francesa e vi o grau de exigência e sofisticação da prova. O mundial a exigência e os candidatos colocam tudo num patamar mais elevado. Além dos 3 campeões continentais chega entre os favoritos o francês David Biraud, que foi finalista no último concurso e que tem por hábito ganhar na sua segunda tentativa. Foi assim quando se sagrou campeão francês. O atual campeão o sueco Jon Arvid Rosengren também bateu na trave em 2013 antes de se sagrar em 2016.

Diego Arrebola é o representante do Brasil no mundial. (foto divulgação)

O Brasil manda seu melhor talento Diego Arrebola três vezes campeão brasileiro e que estará disputando seu terceiro mundial. Mas ele não é o favorito. Diego cita os três campeões continentais e destaca o Raimonds Tonson da Letônia, campeão europeu, vem com muita força, aposta. Cita ainda o David Biraud que “este ano a associação francesa se organizou para ele ter os patrocínios necessários e poder se dedicar de forma exclusiva. Está a cerca de um ano se preparando exclusivamente para o mundial. Vem forte.  A francesa Julie Dupouy, que representa a Irlanda, e que foi finalista em 2016 é força, como se diz no turfe. Cita ainda a argentina Martin Bruno e o tradicional representante do Canadá que vem representado por Carl Villeneuve Lepage, este tem sobrenome de campeão de F1. Correm por fora dez a quinze candidatos que podem surpreender. A disputa vai ser bem acirrada. O Brasil tem sempre as suas limitações na preparação, sempre ligada a falta de apoio. Mas a expectativa é positiva e o primeiro objetivo é melhorar a posição em relação a última participação. Se tudo correr bem e eu conseguir chegar na semifinal aí tudo pode acontecer, profetiza Arrebola.

David Biraud representa a França e é um dos favoritos. (Foto ASI)

Perguntei para Diego Arrebola qual das provas – escrita, reconhecimento de vinhedos e personagens, degustação, harmonização e degustação de destilados e serviço – ele se sentia melhor preparado. “Estou bem preparado, mas como se diz no futebol treino é treino e jogo é jogo. Sou bom nas perguntas escritas, mas isso é até receber a prova e ver as questões (risos). Tudo depende de quais vinhos e perguntas vão ser feitas. É difícil dizer sobre o que estamos preparados. No serviço me sinto confiante, mas teremos de ver as instruções e as demandas dos jurados. Passei uma semana em Londres me preparando para as degustações um item em que fui bem no Pan-americano e espero ir bem aqui no mundial também”, conclui. Boa sorte Diego. Santé

Os 65 candidatos:

  1. Carl Villeneuve Lepage 33 anos Canadá
  2. Andreas Jechsmayr 46 anos Áustria
  3. Aleksandr Rassadkin 31 anos Rússia
  4. Eric Zwiebel 45 anos Inglaterra
  5. Julie Dupouy 35 anos Irlanda
  6. Marc Almert 27 anos Alemanha
  7. Ivan Jug 35 anos Croácia
  8. Thorleifur Sigurbjörnsson 43 anos Islândia
  9. Daniele Arcangeli 42 anos Itália
  10. Piotr Pietras 31 anos Polônia
  11. Jo Wessels 32 anos África do Sul
  12. Kaspars Reitups 28 anos Letônia
  13. Dayana Nassyrova 21 anos Cazaquistão
  14. Andreas Kyprianou 40 anos Chipre
  15. Ivo Peralta 27 anos Portugal
  16. Martin Gruzovin 38 anos Eslovênia
  17. Iulia Scavo 35 anos Romênia
  18. Pakpoom Towatcharakun 34 anos Tailândia
  19. Antoine Lehebel 36 anos Bélgica
  20. Livern Ho 31 anos Malásia
  21. Nina Højgaard Jensen 26 anos Dinamarca
  22. Jeff Luciano Thomé 33 anos Ilhas Maurício
  23. Fabio Masi 36 anos Suíça
  24. Jungmin Ahn 31 anos Coréia do Sul
  25. Máté Horváth 33 anos Hungria
  26. Martynas Pravilonis 32 anos Lituânia
  27. Alp Acik 32 anos Índia
  28. Satoru Mori 41 anos Japão
  29. Anna Pototska 32 anos Ucrânia
  30. Tamaz Tamazashvili 26 anos Geórgia
  31. Bujar Tukuli 33 anos Albânia
  32. Fredrik Lindfors 32 anos Suécia
  33. Simon Zimmermann 29 anos Noruega
  34. Gonzalo Troncoso 36 anos Chile
  35. Oscar Orta 33 anos Venezuela
  36. Vuk Vuletić 27 anos Sérvia
  37. Martin Bruno 35 anos Argentina
  38. Federico de Moura 37 anos Uruguai
  39. Reeze Choi Kam Fung 31 anos China
  40. Diego Arrebola 37 anos Brasil
  41. Aristotelis-Iosif Sklavenitis 31 anos Grécia
  42. Markku Niemi 29 anos Finlândia
  43. Ketri Leis 28 anos Estônia
  44. Bruno Scavo 58 anos Principado de Mônaco
  45. Rastislav Šuták 45 anos Eslováquia
  46. Steve Ayon Espitia 28 anos México
  47. Pier-Alexis Soulière 31 anos Canadá
  48. Raimonds Tomsons 38 anos Letônia
  49. Roberto Duran 38 anos Espanha
  50. Wataru Iwata 29 anos Japão
  51. Chang-Hsun Yeh 40 anos Formosa
  52. Loic Avril 33 anos Austrália
  53. Eanglebert Guina 41 anos Filipinas
  54. David Biraud 46 anos França
  55. Lendl Mijnhijmer 33 anos Holanda
  56. Jakub Přibyl 35 anos República Tcheca
  57. Roberto Araujo 54 anos Paraguai
  58. Joseph Ruiz Acosta 33 anos Peru
  59. Andrea Martinisi 33 anos Nova Zelândia
  60. Zeljko Hajdukovic 29 anos Montenegro
  61. Zakaria Wahby 31 anos Marrocos
  62. Niels Philip Toase 33 anos Luxemburgo
  63. Shu hui Chua 32 anos Singapura
  64. Andres Villegas-Green 36 anos Colômbia
  65. Dario Rosario Mejia 46 anos República Dominicana
  66. Dustin Chabert 32 anos Estados Unidos

 

 

 

 

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Malbec e Cahors perdem um dos seus maiores vinhateiros

Georges Vigouroux, um dos vinhateiros que impulsionou o retorno dos vinhos de Cahors na cena internacional, faleceu dia 7 de fevereiro. Os châteaux de Mercuès e de Haute-Serre são suas propriedades de referência. Inovador soube aliar gastronomia, marketing e a promoção internacional da uva Malbec e dos vinhos de Cahors.

Três gerações da família Vigouroux no vinhedo de Cahors. (Foto divulgação)

 

Nos anos 70 ele criou o vinhedo do Château Haute Serre, época em que a denominação estava em decadência e tinha apenas 400 hectares. Hoje o AOC Cahors pode se orgulhar de ter 4000 ha. Nos anos 80 ele compra o Château de Mercuès, nas portas de Cahors e o transforma num hotel Relais e Châteaux com um restaurante gastronômico. Pilotado pelo chef Julien Poisot o restaurante tem uma estrela Michelin. Na entrada de Cahors ele colocou uma grande e bela loja de vinhos chamada Atrium é um marco na cidade. A partir dos anos 90 ele começa a exportar os vinhos de Haute de Serre para os Estados Unidos e depois para o Canadá. Ele chama a atenção da imprensa americana e ganha notoriedade internacional. Nesta época seu filho Bertrand Gabriel passa a dividir com ele a direção do grupo. A transição já estava consumada. Tal qual seu avô, um dos primeiros a engarrafar vinho na propriedade, ele havia passado o bastão a Georges no século XX ainda em vida. Santé.

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Paris encanta como capital mundial do vinho

Wine Paris terminou nesta quarta-feira, dia 13, e conseguiu mostrar o charme do lado off deste salão dedicado ao vinho. Paralelamente às degustações, palestras e formações durante o dia Paris recebeu à noite eventos que permitem antever o quão atraente para os visitantes pode ser a capital francesa.

Encontros B to B aconteceram de 7 a 10 em um hotel durante o World Wine Meetings. Foi só trabalho. Charmoso mesmo são os eventos para convidados como o organizado por duas Denominações de Origem do Languedoc Fitou, a mais antiga, e Picpoul de Pinet, a maior produtora de brancos da região, que optaram pelo Allénoteque, o novo bar de vinhos do chef triplamente estrelado Yannick Alléno. Show.

Paris é uma atração à parte durante Wine Paris.

Pomerol, uma das mais prestigiosas denominações de Bordeaux, realizou uma degustação no hotel Paris Le Grand, da rede Intercontinental, ao lado da Opéra, ponto turístico obrigatório da cidade. A mais bela jogada foi a dos produtores do Vale do Loire que usaram como palco Paris vista do famoso bateau-mouche. Organizaram um happy hour na terça-feira, de 19 às 22 horas, durante um cruzeiro pelo Sena. Enquanto as papilas dos profissionais e jornalistas degustavam os bons vinhos do Vale do Loire, famoso por seus magníficos de castelos, seus olhos admiravam os maiores monumentos parisienses e a Torre Eiffel iluminada.

Imagine um grande evento como a feira de Bordeaux, Vinexpo, em Paris. Vai ser uma enorme e charmosa festa do vinho. Paris by Wine? Santé.

 

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Feira mundial de vinhos orgânicos cresce 10%

Millésime Bio, a feira mundial de vinhos orgânicos, segue tendo um crescimento de expositores e de visitantes. Este ano o número de frequentadores profissionais aumentou em 10%, segundo os organizadores. O parque de exposições de Montpellier recebeu de 28 a 30 de janeiro 6200 pessoas que puderam degustar vinhos orgânicos de 1200 produtores de 22 países e 5 continentes. França (859), Itália (100), Espanha (81) e Áustria (26) eram os países com maior número de expositores. Argentina e Chile com quatro produtores cada um representaram a América do Sul. O Brasil não teve representantes.

Millésime Bio é um salão dedicado exclusivamente aos vinhos orgânicos certificados. (foto divulgação)

O leitor do blog sabe que Millésime Bio é a mais igualitária das feiras. Aqui cada produtor tem uma mesa, independentemente de seu poder econômico. Quem é analisado e degustado é o vinho, o marketing é deixado de lado e os produtores são todos apresentados de forma igual. Para participar o produtor tem que ser certificado como orgânico. Os franceses usam o termo biológico e o abreviam para Bio (pronuncia-se Biô). Em 2020 o salão Millésime Bio acontecerá de 27 a 29 de janeiro em Montpellier. Santé

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Rosé Piscine é o vinho francês N°1 do Brasil

Os números de 2018 não deixam margem para dúvidas o vinho francês mais vendido no Brasil é o Rosé Piscine, aquele que se bebe com gelo. Com apenas 4 anos de mercado este vinho descolado que rompe com as tradicionais normas de consumo caiu no gosto de brasileiras e brasileiros. Plenamente adaptado ao clima tropical, com garrafa insinuante e charmosa ele faz sucesso em todos os segmentos de distribuição do mercado. Com 2% de “market share” ele deixou para trás marcas tradicionais do mercado como os tintos de JP Chenet, Vieux Papes ou o Bordeaux Grand Thêatre. Rosé vendendo mais do que tinto. Os dados foram consolidados pela Ideal Consultoria.
O vinho é bom, bem feito, cumpre o que promete e tem uma embalagem que encantou o consumidor. O auge das vendas é no verão, mas mesmo em pleno inverno as vendas conseguem manter um ritmo que muitos tintos não conseguem acompanhar. Nas festas, baladas e casamentos já virou presença garantida. Muitas noivas trocaram o tradicional espumante pelo Rosé Piscine. Nas lojas especializadas é presença obrigatória. Nos melhores supermercados, apenas nestes, estão presentes. Nas lojas “duty free” da suíça Dufry, nos terminais internacionais, o estoque é zerado a cada chegada de voo. Também pode ser encontrado nas lojas dos voos domésticos.

As mulheres adotaram o Rosé Piscine. ( foto divulgação Donna Jurerê Internacional)

É um case de marketing. Acho que alguém da ESPM devia fazer um estudo e publicar a tese. O vinho não é baratinho, primeiro preço, é do segmento médio. Custa entre 85 e 110 reais dependo do Estado em função de impostos. O adocicado agradável, o gelo refrescante, a bela cor rosa clara e as listras azuis e brancas fizeram um conjunto perfeito. Famosos adotaram o produto espontaneamente com a apresentadora Ana Hickmann.
Esse vinho que rompe etiquetas tem um papel importantíssimo ao ampliar a franja de consumidores de vinho. Trazer clientes novos é tarefa hercúlea. O Rosé Piscine deveria receber uma medalha da Associação Brasileira de Sommeliers por ampliar a base de consumidores de vinho, em especial junto ao segmento feminino e por desmistificar o consumo do vinho. Um bom vinho refrescante é tudo o que os brasileiros precisavam. Em 2018 foram importadas 180.000 garrafas informa a vinícola produtora Vinovalie. Santé.

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Möet & Chandon lidera, Taittinger é vice e Veuve Clicquot fica em terceiro

O grupo Moët Hennessy perdeu a hegemonia no topo do pódio do ranking de Champagnes importados no Brasil. A turbulência no mercado abriu espaço para que novas marcas que investissem e ganhassem uma fatia maior de participação no setor. Segundo a Ideal Consultoria no novo ranking coloca Moët & Chandon em primeiro lugar, seguida da Taittinger, com Veuve Clicquot em terceiro lugar e Perrier Jouët em quarto fechando grupo de maior volume. Em quinto lugar ficou Louis Roderer e em sexto Nicolas Feuillatte, formam o segundo pelotão ainda distante dos quatro primeiros, mas distanciadas das demais marcas.

Taittinger assume a vice-liderança no ranking de Champagnes no Brasil.

É a primeira vez que Moët Hennessy do Brasil cede um dos dois primeiros lugares no ranking para um concorrente. Historicamente a liderança era de Veuve Clicquot, o grupo não comenta questões estratégicas já nos informou o serviço de imprensa tanto na França quanto no Brasil. A disputa está acirrada e Moët & Chandon somente recuperou o primeiro lugar no último trimestre após um forte sprint final. Em volume foram 5838,6 caixas de 9L,  para Moët & Chandon, 5718 para Taittinger, 4318,6 para Veuve Clicquot e 5258,3 para Perrier Jouët. Em faturamento, que é o que define o ranking, Möet & Chandon US$ 1.671.902,50, Taittinger US$1.312254,30, Veuve Clicquot US$ 1.201.801 e Perrier Jouët US$ 754.666,3. Num outro patamar Louis Roederer com US$ 195.397,60, com 294 caixas e Nicolas Feuillatte US$ 114.959,50 para 630 caixas.

No ano o mercado encolheu. O volume de 2017 foi de 38.043,4 caixas e caiu para 26.464,90 caixas de 9L em 2018. Enquanto faturamento encolheu de US$ 8.486.596,4 para US$ 6.107.190,30 no mesmo período. O câmbio pesou na importação de Champagnes. O cenário parece mais positivo para 2019 prevê Felipe Galtaroça da Ideal Consultoria. Santé.

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Uma taça de prosa com Didier Depond dos Champagnes Salon e Delamotte

Tenho 54 anos e nasci em Tours no Vale do Loire. Em 1986 entrei no grupo Laurent-Perrier e hoje presido o Champagne Salon e Delamotte (ambos fazem parte do grupo) que são vinificados no mesmo local. Comecei minha carreira como vendedor e depois fui para o marketing onde cheguei ao posto de diretor geral em 1997 e presidente em 2000. Meu primeiro vinho – Meu primeiro vinho eu provei muito cedo como é tradição numa família de vinhateiros, meus dois avós eram produtores na Touraine. Respeitando o antigo costume uma gota de vinho na ponta do dedo de meu pai foi colocada na minha boca durante meu batismo. Sorte de iniciante era um bom Sauvignon branco.
Minha harmonização preferida – Sem dúvida Champagne com trufas ou com um Comté, (queijo de massa dura) curtido 12 meses. Já com um Champagne de safra antiga gosto de um “ris de veau” (timo do vitelo) ligeiramente grelhado.

 

Minha região preferida – Quando nós amamos realmente o vinho estamos sempre abertos a diferentes regiões e bons vinhos são produzidos em muitas partes do mundo. Eu prefiro beber os bons e os grandes vinhos, não importa de onde venham. Bordeaux, Borgonha e Champagne são meus prediletos, mas não esqueço a Argentina e seus Malbecs, a Espanha e seu Jerez, nem Portugal e o vinho do Porto.

 

Meu vinho favorito – A ocasiões são muitas para beber bons vinhos e conforme o momento irei mudar. Meus Champagnes, claro. Eu gosto de beber um Fino (Jerez) ou um grande Armand Rousseau, da Côte de Nuits na Borgonha, ou ainda um Léoville Las Cases, de Saint Julien no Médoc.

Didier degusta um Salon 2002. (fotos Michel Jolyot/divulgação)

Minha melhor safra – Produzir vinhos e safras é como o nascimento em uma família. Cada filho é precioso e todos devem ser amados. Eles serão diferentes, cada qual com sua personalidade. Em Delamotte o Blanc des Blancs é um vinho fabuloso, bem equilibrado e verdadeiro. Um vinho para beber e repetir. Ele é a carteira de identidade da nossa “Maison”. Já em Salon somente produzimos nos grandes anos. Foram apenas 37 no século XX, caso único no mundo do vinho em todos os continentes. Então destaco Salon 1997, Salon 2002 e, em breve, Salon 2008 que foi produzido apenas em formato magnum.


Se meu vinho fosse um personagem – Talvez Napoleão pela força e ambição, mas também uma mulher como Audrey Hepburn, a perfeita feminilidade, a perfeita elegância, enfim “la classe”. ( Detalhe de poster Audrey Hepburn)
Santé.

P.S. – O Blog volta na segunda semana de Janeiro. Feliz Ano Novo.

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Uma taça de prosa com Charles Philipponnat da Maison Philipponnat em Champagne

Tenho 56 anos e não sou enólogo. Estudei Direito, Economia e Ciências Políticas. Meu pai era chef de adegas em Champagne, meu avô materno fazia rolhas de Champagne. Sempre trabalhei no mundo do vinho e do Champagne. Aprendi tudo do vinho e do Champagne fazendo. Em 2000 voltei para nossa antiga propriedade familiar em Mareuil sur Aÿ e passei a dirigir o Champagne Philipponnat. (foto divulgação Maison Philipponnat)

Meu primeiro vinho – Foi com meus parentes, claro. Fui batizado com uma gota de Champagne na ponta do dedo, como é a tradição por aqui, mas realmente não me recordo. Minha primeira lembrança remonta a quando tinha 4 ou 5 anos e de molhar um biscoito champanha no fundo de uma taça de vinho tinto do meu pai. Era um Côte du Rhône, sem dúvida, esse era seu vinho do dia a dia. Posteriormente aos 14 anos, num dia de domingo, quando meu pai abria um belo vinho, provei o tinto Château Montrose, onde meu pai atuou como consultor. Eu devia ter 14 anos. Mais tarde ainda eu descobri a Borgonha. Foi um Beaune-Grèves e os Musigny do Domaine Georges de Vogüé.

 

O Gruyère suíço AOC  produzido na região homônima situada no cantão de Fribourg. A foto é um detalhe de um cartaz publicitário que promove a Denominação de Origem Controlada deste queijo. (divulgação)

Minha harmonização predileta – O Champagne e o queijo! Antigos blanc des blancs harmonizo com queijos de massa dura como Comté ou Gruyère, falo do verdadeiro da Suíça. Com Champagnes onde domina a Pinot Noir gosto de queijos de massa mole com a crosta lavada como o Münster, Maroilles ou ainda um Langres.

Minha região preferida – Saindo da Champagne eu aprecio o Pinot Noir, especialmente o borgonhês, pois esta uva extraordinária é também a nossa em Champagne e exige um equilíbrio perfeito entre corpo e fruta, entre suavidade e frescor, sem tender para a oxidação nem para a redução. Degustá-lo e entende-lo é sempre um aprendizado. Também gosto de beber os Rieslings secos, aromaticamente tão diferentes das uvas champanhesas, mas tão similares em termos de estrutura, acidez, textura e intensidade. Mas bebo igualmente outros vinhos, procuro me manter muito eclético.

Meu vinho favorito – É impossível responder a esta questão! Que chatice ter de tomar todo dia a mesma coisa. Na Champagne além do Clos de Goisses, ao qual minha vida é dedicada há 20 anos, amo o respeito do belo classicismo mais que centenário de Pol Roger. Na Borgonha eu tenho uma queda pelo estilo carnudo e frutado do Domaine Méo-Camuzet e, como disse antes, pelos Musigny em geral, eu sei não é difícil… Sem esquecer dos Riesling, os alsacianos sobre um solo de granito e os alemães ensolarados sobre um solo de xisto, como logo ali, mais a oeste em Rüdesheim.

Minha melhor safra – Essa é fácil de dizer: 2008. Um ano excepcional que caiu tão bem ao Clos de Goisses, expressivo, muito longo e cheio de vivacidade. E mais particularmente a parcela “Les Cintres”. Eu sou ainda mais orgulhoso de ter tido êxito no ingrato ano de 2001, que eu apresentava em degustações às cegas e que todos achavam que era do ano de 2002, bem melhor.

Se meu vinho fosse um personagem – São João Evangelista apresentando o Cálice, de El Greco.

 

Quadro El Greco O Evangelho de Saint Jean, museu do Prado. (reprodução)

O Blog segue com o tema Champagne até o final das festas. Santé.

 

 

 

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