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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Festival de Cannes é um grande negócio para alimentos e bebidas

Os eventos aumentam em muito o consumo habitual de alimentos e bebidas nos hotéis. O departamento de A&B tem nos eventos uma fonte muito importante de faturamento. Na verdade, ele não se limita a servir café da manhã, refeições e bebidas aos hóspedes. Os salões, quando bem trabalhados, são fundamentais. No caso de Cannes, onde demos números na coluna anterior, mostram a força dos eventos.  O Festival de Cannes não se limita a um concurso para escolher os melhores filmes, atrizes, atores, roteiros e companhia. Se fosse isso seria apenas mais um dia na alta temporada. É o maior evento da indústria cinematográfica mundial. Em paralelo acontecem encontros que geram negócios, muitos negócios.

Ilha de queijos na Praia Majestic.

O Marché du Film é o mais importante centro de negócios do cinema reunindo 12000 profissionais sendo 3200 produtores, 1200 vendedores, 1750 compradores e 800 programadores de festivais. Percebeu que não tem ator e diretor na lista? Tem que alimentar esse povo todo. O hotel Majestic Barrière recebeu nesta última semana os profissionais do Marché. Foi lá na praia Majestic onde além do píer o hotel tem um restaurante que se debruça sobre as areias do Mediterrâneo. Ostras, queijos, canapés, vinhos e champagnes em profusão mantiveram o clima de negócio animado. Nas fotos abaixo e com os números que dei fica fácil acreditar que se consomem 18500 garrafas de vinhos e espumantes em 12 dias além de toneladas de alimentos. Santé.

 

Milhares de ostras vão ser consumidas no Majestic durante o Marché du Film. (As fotos são uma cortesia da produtora brasileira Mares Filmes.)

Os convidados no píer Majestic se servem de canapés.

Taças de vinho esperam os participantes no final do píer. 

 

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Château Croix Mouton é um grande vinho a preço bem comportado

Jean Philippe Janoueix é a quarta geração de uma família que sabe produzir e vender vinhos. As origens remontam a 1867, mas será em 1930 que seu avô Joseph comprará a primeira propriedade Château Haut Sarpe e posteriormente La Croix e La Croix Saint Georges em Pomerol. Seu pai Jean François expande as propriedades adquirindo outros châteaux na margem direita. Em 1994 o caçula Jean Philippe pilota o Château Chambrun de apenas 1,7 hectares em Pomerol, lá as propriedades são pequenas mesmo, e se destaca. O seu sucesso permite buscar outras aventuras e possuir alguns ícones da margem direita como Château La Confession, Saint Émilion Grand Cru, e Château La Croix Saint Georges em Pomerol. Parker o considera um belo produtor e suas notas estão em geral acima de 90 nestes dois vinhos, chega a atingir 93 em 2010 no de Saint Émilion e 93+ com o Pomerol em 2012. Além de possuir outros bons vinhos em áreas nobres como Sacré Coeur também em Pomerol, Cap Saint George em Saint Émilion e Cap D’Or na denominação satélite Saint Georges Saint Emilion.

A cada ano a fonte e a cor da letra M mudam marcando a diferença entre as safras do Château Croix Mouton.

Além destes grandes vinhos Jean Philippe tem ainda outras belas propriedades que buscam produzir vinhos que não necessitam de um longo de envelhecimento para se ter prazer. Não necessitam, mas podem envelhecer por vários anos. Falo de 20 Mille, Château Le Conseiller e Château Croix Mouton todos em Bordeaux Supérieur. Vou me restringir a este último pois é facilmente encontrado no Brasil.

 

Dionísio Chaves sommelier bicampeão brasileiro, degusta atrás das garrafas os vinhos de J.P. Janoueix

Duas safras distintas estão no mercado neste momento. A rede carioca Zona Sul selecionou Château Croix Mouton 2010 e a escolha do sommelier consultor Dionísio Chaves não se deu apenas porque o ano foi fantástico, mas por também estar pronto para beber e no seu apogeu. Um dos critérios da seleção de toda a linha Reserva Especial. O preço é R$ 129,60. Já a Evino, site de vendas on line, optou pela safra 2014 um ano dito clássico, isto é, bom sem ser excepcional, e está hoje sendo vendido a R$ 127,90. Para Robert Parker o 2010 do talentoso Jean Philippe é um “excepcional de uma denominação modesta” (outstanding wine from a humble appellation) e sapecou 90 pontos. Foi Neal Martin quem provou 2014 no guia americano e o defende de quem o considera de estilo moderno alegando que é equilibrado e potente. Deu 87 pontos e pode ser bebido agora ou dentro de alguns anos. Críticos diferentes e anos diferentes. Mas sempre com patamares altos de notas.

Com os vinhos de Jean Philippe Janoueix a certeza é que mesmo em denominações mais modestas o rigor no cultivo, na seleção das uvas e na vinificação estão presentes. A uva dominante é a merlot, a densidade chega a atingir 6600 pés por hectare, o rendimento é inferior a 46 hl/ha, quase igual ao do La Confession  que tem 42, idem para o período na cubas. A idade das vinhas é de 39 anos quando em La Confession é de 40. Outro terroir e outras características, mas um grande vinho por um preço bastante justo para os padrões brasileiros. Santé.

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Fusion N’ Rolls é um japa inovador com anões no jardim

Fusion N’Rolls Sushi é um restaurante com conceito inovador que desafia a cozinha tradicional Japonesa, graças ao seus maki rolls de estilo americano. Fusão que vai dar origem ao nome da casa. Situado não longe de Paris, em Bourg La Reine, o restaurante recebe em um ambiente animado com mesas no exterior. Francês adora ir para a calçada quando abre um solzinho. Garçons e garçonetes tem todos esses sorrisos cúmplices, que nascem da segurança da qualidade dos pratos que servem. O menu oferece pratos mais tradicionais (gyozas, sashimis, sushis e mochis recheados de sorvetes) e outros mais vanguardistas, porém todos são de alta qualidade, fartos e com preços razoáveis.

 

Tartare de abacate e gyozas à direita.

Devido às inúmeras escolhas, que parecem cada uma melhor do que a outra, pedi que a garçonete me explicasse o menu e recomendasse os top-sellers. Optei na entrada pelos famosos gyozas que são suculentos e crocantes (eles são ligeiramente fritos), até me disseram que haviam clientes que vinham só por causa deles! Em seguida veio um tartare delicioso de abacate, salmão com o molho especial da casa que realmente amplia a harmonia entre esses dois ingredientes.

Para o prato principal segui os conselhos que me foram dados e experimentei um roll de 10 peças de “Saumon Roll” (salmão meio-cozido por fora, cru no interior, abacate e molho do chefe), um roll de “Dragon Roll” (abacate no exterior, tempura de camarão, e um molho maionese com notas de cheddar) e para acabar um “Crunchy Roll” (tempura de camarão, surimi e abacate, isso tudo frito). Os três vêem em um prato de ardósia preta e a única maneira de descrever isso é como numa obra de arte, dá quase pena de comer, quase!

Ardósia de Saumon Roll, Dragon Roll e Crunchy Roll

O “Saumon Roll”, bem que mais clássico, mistura diferentes texturas que lhe dão um relevo particular e um refino certo. O “Dragon Roll” já é mais ousado, como uma aposta que você ganhou. Ingredientes japoneses são misturados com uma maionese que me parecia ligeiramente apimentada com notas de cheddar, definitivamente único e saboroso. E por último, o “Crunchy Roll” era o mais farto e crocante. Sua decoração, com flocos de Bonito secos que se mexem com o calor faz com que o prato pareça vivo!

O Chenin branco e seu anão do jardim

Para acompanhar tudo isso o restaurante propõe uma cerveja importada de uma pequena cervejaria Japonesa “Coedo”, da cidade de Kawagoe, e claro vinhos. Para acompanhar meus pratos de peixes e abacates nesse dia ensolarado, escolhi um vinho fresco e leve, um IGP Val de Loire, Chenin de Jardin bio de J. Mourat, 2016, 15€ (65 reais). Esse Chenin é jovem, com aromas de frutas, puro, com uma ligeira acidez que traz bom frescor e como diz na etiqueta é conduzido em modo orgânico. Seu rótulo descontraído traz um gnomo (anão) no jardim com uma taça na mão. O que em francês permite um trocadilho com anão (nain) do jardim, aqueles cafonas da branca de neve. Hilário.

A carta é curta mas atende plenamente e possui preços muito bem comportados.

Apesar de ficar longe de Paris, com o RER B em apenas meia hora do centro você pode chegar lá. O restaurante é bom e altamente recomendado pelo seu visual trabalhado e seu preço razoável. Santé. (fotos e texto Eric Rebouças)

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El Regajal tem a assinatura de Jerome Bougnaud (Pingus)

Me encantou o vinho espanhol El Regajal que provei na Alimentaria. Este projeto de origem familiar do advogado Daniel Pita com um vinhateiro conhecido, Ignacio de Miguel, vai nascer em 2001. O desafio é fazer um grande vinho numa DOC ainda pouco conhecida: Madri. Na Ribeira del Duero, Rioja ou Toro existem muitos. Madri apesar de ter grande potencial ainda precisa mostrar ao que veio. Em 2002 Daniel Pita Junior e o enólogo Jerome Bougnaud, do famoso Pingus, se juntam ao projeto. O foco é na qualidade.

Jerome Bougnaud enólogo de Pingus e de El Regajal. (foto divulgação)

O vinhedo fica em Aranjuez, ao sul de Madri e tem 16 hectares. Em 1998 foram plantadas 4 variedades de uvas: tempranillo, cabernet sauvignion, syrah e merlot. Em 2001 chegou a Petit Verdot. O vinhedo é conduzido em modo orgânico e a colheita é manual. Toda a equipe foi formada pelo craque Jerome Bougnaud, bela escolha. A vinícola El Gegajal produz  2 vinhos El Regajal e Las Retamas del Regajal.

El Regajal 2015 é um corte de Tempranillo, Syrah Cabernet Sauvignion e Merlot com envelhecimento de 13 meses em barricas. O resultado é um vinho que valoriza e muito a DOC Madri. Intenso, mas elegante, muito bem equilibrado e com complexos aromas de frutas escuras. Madeira muito bem integrada e longo comprimento na boca. Um vinho de qualidade excepcional. 4,5****

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Pipi de gato é aroma de sucesso

Degustar um vinho é sempre um prazer. Na hora de beber tente apreciar suas sutilezas. Em cada gole uma oportunidade de descobrir aromas e compartilhar sensações com quem estiver dividindo a garrafa e o momento. Para alguns a identificação de cada aroma surge muito naturalmente, para outros existe uma maior dificuldade de traduzi-las. Nada impede o prazer.

Quem gosta de cozinhar vai percebendo o desfile de aromas que lhe são familiares especiarias doces, morango, mirtilho, jabuticada, cereja, ameixa… para os tintos. Para os brancos os perfumes serão de damasco, limão, pêra, pêssego fresco, abacaxi … ou ainda aromas florais de acácia, rosa, menta, pimentão, tomilho e tantos outros. Nem todos percebem tudo e cada um percebe de forma diferente certos gostos e sensações. É da natureza humana. Se quiser se aprofundar pratique, compartilhe, troque comentários ao beber ou trine com os kits de aromas. Ou apenas beba.

Tem aromas que nada tem a ver com os odores da cozinha como o couro, suor de cavalo, a pelica ou o pipi de gato. Este é uma característica de alguns vinhos brancos feitos com a uva Sauvignion.  Quando colhida um pouco verde apresenta este cheiro. Isso acontece devido à presença da molécula de mercapto butano (4MMP) que em função das suas diferentes concentrações pode trazer aromas de cassis, broto de cassis ou pipi de gato. Todos estes aromas em pequenas proporções são interessantes e agradáveis. Alguns gostam com maior intensidade e outros detestam. A cada um seu gosto.

Rótulo do vinho da neozelandesa Cooper’s Creek.

Onde achar o pipi de gato? Em vinhos de Sauvignon branca do Vale do Loire, de Bordeaux, Bergerac e mesmo da Nova Zelândia onde é muito apreciado. Tão apreciado que a vinícola Cooper’s Creek lançou a marca Cat’s Pee on a Gooseberry Bush. Jogada de marketing. Santé.

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Novidades e negócios ditam o ritmo na Prowein

Dusseldorf é o palco da Prowein. O frio alemão nos acolhe com sua tradicional hospitalidade. Neva. Hoje, sábado, os últimos preparativos são realizados pelos produtores para poder receber os visitantes, leia-se compradores, na amanhã de domingo. A feira dura três dias e acaba no final da tarde de terça-feira. Prowein é imensa, circular entre os diversos pavilhões e visitar a todos exige do comprador disciplina e preparo físico. Selecionar vinhos vai ser quase uma maratona.

França, Itália e Alemanha são os países que ocupam dois pavilhões cada na Prowein.

Conferências, lançamentos e degustações especiais estão previstas. O Champagne Chassenay d’Arce vai lançar, em avant première, seu Pinot Blanc Extra Brut 2009 na segunda feira às 11 horas da manhã. Não será a única a trazer novidades o Champagne Bernard Remy também promete chamar a atenção. A União de Grands Crus de Bordeaux organiza uma degustação para mostrar os grandes vinhos de bordaleses. Não vão faltar novidades na Prowein. Santé.

Pode-se ver ao fundo os palets durante a montagem da feira no sábado.

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Homens preferem rosé e as loiras

Continuando a degustar a pesquisa da Sowine/SSI para Vinisud nos deparamos com a questão sobre a cor preferida dos vinhos para a geração Milênios. Quando a questão é saber qual a cor do vinho preferida as duas cidades estão de acordo e a ordem de preferência é a mesma: 1° tinto, 2° branco e 3° rosé. A surpresa que rompe com estereótipos é que dentre os que preferem rosé a maioria é de homens. O rosé é mais consumido por homens, 56% em NY e 45% em Londres, do que por mulheres, 31% e 24% respectivamente. Definitivamente os homens preferem rosés e as loiras, como diz o título do filme dirigido por Howard Hawks e que tem Marilyn Monroe como ícone.

Espumantes lideram em Londres na geração Milênios. (arte Sowine)

Em uma coisa os dois sexos concordam: amam espumantes. O vinho preferido dos ingleses é o espumante com 41%, e olha que o Champagne está fora desta pesquisa, o que com certeza elevaria o índice, mas quem comprou a pesquisa foi Vinisud, do sul e não os champanheses, situados mais ao norte. Os Yankees colocam os espumantes em segundo com 36%. E 40% consomem as bolhas uma ou mais vezes por semana enquanto 36% dos ingleses a bebem mais ocasionalmente. Os homens consomem muito mais frequentemente os espumantes do que as mulheres, essas sempre nos surpreendendo. Em NY 54% dos homens bebem uma ou mais vezes espumante durante a semana, as mulheres são apenas 27% e em Londres 22%.

Quando esta geração bebe? De noite, né? Na noite e nos finais de semana é a escolha de 60% dos britânicos, já em NY eles são 50%. Mas nas noites durante a semana o consumo também é grande e um há um empate técnico entre Londres, 47% e NY 46%. No almoço durante a semana é a vez dos americanos mostrarem força com 23% contra 13% dos súditos de sua majestade. O local de preferência é, pela ordem, em casa, nos restaurantes e nas casas dos amigos, os índices são iguais ou acima de 50%. Nos bares apenas 29% dos ingleses e 24% dos nova-iorquinos bebem vinho. Devem tomar cerveja ou será que os pubs estão vazios? Os americanos fazem compras mais vezes por semana 49% contra 40% dos britânicos. Os ingleses preferem nitidamente comprar em lojas de varejo e supermercados 66%, tal qual na França os supermercados lideram. Afinal, sempre tem excelentes preços. Os americanos se contentam com 51%. Nas lojas especializadas 45% de americanos e 30% de londrinos. Na internet os Yankees são 25% a preferir este meio de compra enquanto os ingleses são 16%. No Brasil estima-se em 26%. Enquanto na China 40% das vendas seriam on line. Outro estudo da Sowine, genérico e não restrito a uma geração apenas, diz que no Reino Unido este índice seria de 30%. Acredito que nas grandes cidades a facilidade de comprar por impulso e a presença de muitos pontos de vendas próximos diminua a força da internet.

A geração muda, mas o bolso continua sendo a parte onde mais sensível do corpo humano. Os dois principais critérios para compra são o preço 40% em NY e 47% em Londres. No segundo critério temos outro empate. A origem do vinho é importante para 36% dos consumidores da geração Milênios. Praticamente no mesmo patamar, mas em terceiro lugar, as qualidades gustativas e olfativas do vinho. Logo depois são os tipos de uvas que determinam a escolha. E só então entra a força da marca que alcança expressivos 24% em NY e 14% em Londres. Uma coisa é certa as etiquetas devem ser de fácil leitura. Os rótulos clássicos ou modernas oferecem o mesmo grau de atração. O que ninguém gosta é de etiqueta maluca, as chamadas originais.

Anúncio desta semana do supermercado Lidl oferece preços baixos e bons vinhos.

Na outra pesquisa da Sowine, genérica, temos o orçamento médio do parisiense por garrafa que oscila entre 5€ e 10€ e o do nova-iorquino entre 11€ e 20€. Veja como é bom morar num país produtor onde o vinho não é taxado como álcool forte ou produto de luxo. Claro que mais perto de 10€ o vinho é melhor, mas este intervalo permite comprar vinhos muito bons. Santé.

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6500 garrafas no fundo do mar

Amphoris, empresa francesa, cria cave submarina e já tem 6500 garrafas envelhecendo a 60 metros de profundidade no oceano. Em 12 de março 4000 novas garrafas se juntaram aos 2500 crus que chegaram em junho de 2015 e  que envelhecem nas águas da ilha de Ouessant, no Finistére. O local é onde o Canal da Mancha joga suas águas no Atlântico. Este encontro das águas oferece uma temperatura constante e estável em torno dos 13°C. A nova remessa deve ficar um ano nas profundezas e o primeiro lote deve subir à superfície em maio. O serviço é oferecido pela empresa da Bretã e já conquistou produtores da Champagne, Bourgogne, Bordeaux e mesmo do Vale do Loire, afirma o diretor Pierre Recoules.

Amphoris oferece aos produtores sua expertise marítima e tecnologia que tem como ponto forte a escolha do local ideal para a guarda e envelhecimento dos vinhos. Uma pressão de atmosférica de 6 bars, temperatura entre 11°C e 13°C durante todo o ano, ausência de luz, posição horizontal e garrafas bem fixadas para evitar choques são as condições ótimas oferecidas por Amphoris, assegura seu presidente Denis Drouin.

Para Drouin as principais diferenças em relação a uma adega de envelhecimento clássica são a pressão de 6 bars que modifica a troca de gases e a ausência de ondas eletromagnéticas. Os primeiros lotes serão analisados e permitirão uma comparação com as adegas tradicionais, conclui Drouin. O blog vai acompanhar o resultado e em maio veremos se realmente deu certo a experiência. O Chile tem vinhos envelhecidos de forma similar. Santé.

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