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Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

O incrível crescimento dos vinhos rosés franceses

O aumento nas vendas dos vinhos rosés franceses no Brasil é impressionante. Nos últimos cinco anos sua taxa de crescimento foi de 244%, contra 16% dos brancos e 3,7% dos tintos. Hoje o “market share” dos roses é de 25,4% em volume. Os tintos seguem liderando com 61,5% e os brancos se contentam com 13,1%. Os rosés cresceram principalmente em cima dos tintos nos mostram o estudo da Ideal Consultoria.

Série histórica da Ideal Consultoria sobre a importação de vinhos franceses.

O clima tropical brasileiro ajuda a explicar esta mudança de comportamento do consumidor. Mas não basta. Um amplo trabalho foi feito pelos produtores franceses e principalmente pela região de Provence, grande produtora de rosés. Enquanto denominação de origem a Provence cresceu nos últimos cinco anos exatos 265,7% em volume e atingiu em 2018 a marca de 64.814 caixas de 12 garrafas. O aumento não é apenas dos rosés da Provence. Estes são a ponta de lança de uma tendência mundial. Vamos ter um forte incremento nas outras denominações de origem e principalmente nos vinhos com Indicação Geográfica Protegida – IGP – os regionais, e também os genéricos Vin de France, também classificados como sem IG, ganhando mercado.

O crescimento do consumo de vinhos rosés é global. De 2002 a 2016 o crescimento foi de 32% e totalizou 24 milhões de hectolitros. O Brasil segue esta tendência. A França é líder mundial no consumo com 35% e tem 28% da produção dos rosados. Os Estados Unidos são o segundo país consumidor com 14% e a Alemanha o 3° com 8%. O consumo na França está tão aquecido que ela tem importado vinho rosé apesar do crescimento da produção dos vinhos com IGP e dos vinhos sem IG. A França exporta 16% do volume de vinhos rosés e 32% em valor, nos informa o Observatório do Rosé 2018, com dados de 2016.

Cena do filme Crô em família com o Rosé Piscine como coadjuvante.

Esse crescimento espetacular, tendência global, chegou ao Brasil e alçou ao topo da pirâmide de mais vendidos o Rosé Piscine, um vinho que se bebe com gelo.Para o diretor da Ideal Consultoria, Felipe Galtaroça, o brasileiro gosta de tudo mais doce e o maior açúcar residual em alguns rosés, o elevado investimento em marketing e a maior oferta ajudam a explicar o fenômeno dos rosados franceses. Os tempos mudaram. Santé.

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O vinhedo da Serra Gaúcha é destaque no jornal francês Le Figaro

O jornal francês Le Figaro, líder com 310.000 exemplares, publicou na sua edição de hoje uma página sobre o enoturismo brasileiro e seu vinhedo. Isso mesmo. O enviado especial Sébastian Lapaque foi até Bento Gonçalves contar um pouco da história e do trabalho dos vinhateiros brasileiros do Rio Grande do Sul. Claro, que ele descobriu Brasil bem diferente daquele de Rio e São Paulo. Na matéria os principais personagens são o enólogo Luiz Henrique Zanini e o diretor do Ibravin Diego Bertolini.

Lapaque conta as origens italianas da viticultura brasileira e mostra que no Brasil foi feito um grande trabalho para adaptar as uvas viníferas ao clima da Serra Gaúcha. Três uvas mereceram destaque a Trebbiano (Ugni Blanc na França), Teroldego e Peverella. Elas fazem parte de um processo de adaptação e seleção ao clima úmido e a um amadurecimento tardio. “São 90 mil hectares de vinhedo e 85% da produção nacional”, relata o correspondente. Comenta sobre as ambições do espumante brasileiro que deseja ser a grande referência da América do Sul e cita Chandon, Valduga, Vallontano, Angheben, Dal Pizzol, Miolo, Lídio Carraro, Salton e a cooperativa Aurora como os grandes “players” da viticultura brasileiros.

Zanini contou ao Le Figaro que a uva Peverella é uma produção confidencial no Sul com apenas 14 hectares plantados, no máximo. Foi substituída ao longo dos anos pela Chardonnay. Esta uva de origem italiana chegou ao Brasil por volta de 1920. Não há mais produção na sua terra natal, explicou Zanini. A reportagem conta também que tal qual na Europa a produção é principalmente familiar com pequenas e médias plantações. Santé.

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Qual vinho beber com um especialista em vinhos?

Se seu amigo conhece muito sobre vinhos não adianta querer levar uma garrafa de uma denominação famosa, ou um vinho badalado e pontuado. Ele já conhece. Para surpreender um especialista você tem de fugir do pré-estabelecido. Patience (Paciência) é um Vin de France 100% Cabernet Franc elaborado na região de Cabardès, sul da França. Por não usar as uvas da denominação ele é desclassificado e tem que se contentar com a categoria mais baixa dos vinhos franceses. Mas não se iluda ele é vinificado como um grande vinho em pequenas cubas de inox e o rendimento no vinhedo é baixo  e tem apenas 30 hl/ha. Um vinho de guarda, por isso tenha paciência e espere uns três anos antes de servir. Os vinhos da Maison Ventenac estarão em breve no Brasil, mas para esta cuvée ainda vai ser necessário ter um pouco de paciência. Santé.

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Qual vinho beber com… os sogros?

Acabou a folia. Agora é a hora de harmonizar vinho e gente. Tem vinho para cada ocasião ou melhor para cada tipo de pessoa que você vai encontrar. Vinho e comida você já está habituado agora vamos ver se você sabe qual vinho vai com cada convidado.

Se você vai na casa dos seus sogros opte por uma solução clássica. Não corra riscos. Leve um bonito Bordeaux branco. Sim, branco, vamos mudar os velhos hábitos. Afinal, não são eles que acabam trazendo de volta os velhos problemas? Sugiro o Château de Parenchère que tem um corte de Sauvignon branca, Sémillon e Muscadelle. Vamos deixar a intensidade somente para os aromas de frutas brancas e cítricos. Seu frescor apaga qualquer início de conversa mais quente. Importado pela Barrinhas (R$90,00) e vendido principalmente em restaurantes. Santé.

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Rosé Piscine é o vinho francês N°1 do Brasil

Os números de 2018 não deixam margem para dúvidas o vinho francês mais vendido no Brasil é o Rosé Piscine, aquele que se bebe com gelo. Com apenas 4 anos de mercado este vinho descolado que rompe com as tradicionais normas de consumo caiu no gosto de brasileiras e brasileiros. Plenamente adaptado ao clima tropical, com garrafa insinuante e charmosa ele faz sucesso em todos os segmentos de distribuição do mercado. Com 2% de “market share” ele deixou para trás marcas tradicionais do mercado como os tintos de JP Chenet, Vieux Papes ou o Bordeaux Grand Thêatre. Rosé vendendo mais do que tinto. Os dados foram consolidados pela Ideal Consultoria.
O vinho é bom, bem feito, cumpre o que promete e tem uma embalagem que encantou o consumidor. O auge das vendas é no verão, mas mesmo em pleno inverno as vendas conseguem manter um ritmo que muitos tintos não conseguem acompanhar. Nas festas, baladas e casamentos já virou presença garantida. Muitas noivas trocaram o tradicional espumante pelo Rosé Piscine. Nas lojas especializadas é presença obrigatória. Nos melhores supermercados, apenas nestes, estão presentes. Nas lojas “duty free” da suíça Dufry, nos terminais internacionais, o estoque é zerado a cada chegada de voo. Também pode ser encontrado nas lojas dos voos domésticos.

As mulheres adotaram o Rosé Piscine. ( foto divulgação Donna Jurerê Internacional)

É um case de marketing. Acho que alguém da ESPM devia fazer um estudo e publicar a tese. O vinho não é baratinho, primeiro preço, é do segmento médio. Custa entre 85 e 110 reais dependo do Estado em função de impostos. O adocicado agradável, o gelo refrescante, a bela cor rosa clara e as listras azuis e brancas fizeram um conjunto perfeito. Famosos adotaram o produto espontaneamente com a apresentadora Ana Hickmann.
Esse vinho que rompe etiquetas tem um papel importantíssimo ao ampliar a franja de consumidores de vinho. Trazer clientes novos é tarefa hercúlea. O Rosé Piscine deveria receber uma medalha da Associação Brasileira de Sommeliers por ampliar a base de consumidores de vinho, em especial junto ao segmento feminino e por desmistificar o consumo do vinho. Um bom vinho refrescante é tudo o que os brasileiros precisavam. Em 2018 foram importadas 180.000 garrafas informa a vinícola produtora Vinovalie. Santé.

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Descubra os 7 Champagnes safrados avaliados pelo nosso júri

Após termos analisado os Champagnes à base de uvas Pinots passamos a degustar Champagnes exclusivamente safrados de sete produtores (fotos Edith Monseux). Todos de grande qualidade e alguns arrancaram aplausos unânimes dos jurados. A percepção da mudança foi imediata e a presença da Chardonnay foi rapidamente notada. A pontuação segue o padrão Vivino de estrelas e seu valor correspondente na escala Parker. São todos Champagnes para grandes ocasiões. Philipponnat, na foto entrou no post anterior na categoria Blanc des Noirs, mesmo sendo safrado.


Castelnau Brut Millésimé 2006 – Castelnau é uma marca histórica de um grupo de cooperativas que explora 900 hectares em 150 Crus diferentes, o que lhe permite escolher as melhores parcelas para os vinhos que engarrafa e ainda fornecer para algumas das maiores “Maisons” champanhêsas. Elaborado com uma assemblagem de 26 vinhos Premier e Grand Crus onde se destacam parcelas de Aÿ, Bouzy e Mailly o corte é 50% Pinot Noir e 50% Chardonnay e 12 anos de envelhecimento. As bolhas são delicadas e persistentes. No nariz aromas de flores brancas e frutas como pêssego e damasco. Na boca é untuoso, amplo e complexo. Aromas de café torrado e especiarias se destacam. Um vinho de grande equilíbrio e persistência. 4**** ou 90 pontos. No momento sem importador no Brasil, era trazida pela Vinos & Vinos.


Delamotte Blanc des Blancs Brut 2008 – Famosa por ter os melhores Chardonnays da Côte des Blancs essa discreta “Maison” fundada em 1760 é pilotada por Didier Depond que também produz a icônica Salon na mesma adega. Sua cor é ouro esverdeado. O nariz é fino e apresenta aromas de tília, flor de laranjeira, mel e cera. Na boca é muito untuosa e de bela estrutura. Os aromas de frutas cítricas e flores brancas se destacam. Sedutora vivacidade e mineralidade vão marcar um final longo e elegante com enorme equilíbrio. Perfeita para um delicioso aperitivo. 4,4***** ou 93 pontos. A marca Delamotte é importada pela Wine to You.


Charles Ellner brut 2006 – A familia Ellner é de Epernay de onde vêm boa parte das uvas, mas também produzem na montanha de Reims, na Côte des Blancs, Bar sur Aubois e no vale do Marne. Propriedade familiar e independente possuem 50 hectares de vinhedo. Sempre em busca da excelência tem conquistado muitos prêmios e boas notas. A cuvée brut NV está à venda no Supernosso. Sua cor é dourada clara e as bolhas elegantes e persistentes. O nariz expressivo mostra aromas de flores brancas, flor de laranjeira e brioche. Na boca outros aromas se revelam como café torrado, pera e notas minerais. Seu belo frescor, sua untuosidade e seu grande equilíbrio chamaram a atenção dos jurados. 4,5***** ou 93


Lallier Millésimé Grand Cru brut 2010 – Elaborada com Chardonnays de parcelas 100% Grands Crus da Côtes des Blancs e de Pinots Noirs de Aÿ e Verzenay. Pequena dosagem de 7g/l. Sua cor é dourada e suas bolhas perfeitas. O nariz é delicado e mostra aromas de frutas cítricas e flores brancas. Na boca aromas de brioche, pera e notas de mel. De grande complexidade, longo, muito equilibrado e persistente. Um Champagne gastronômico. 4,5***** ou 93 pontos. Importado pela Vinhos do Mundo.


Drappier Millésime Exception 2013 – A presença de Drappier nas degustações do Conexão Francesa é sempre uma alegria. Suas adegas foram construídas por São Bernardo, fundador da Abadia de Clairvaux em 1152. A propriedade familiar nasce em 1808 e hoje é dirigida por Michel Drappier. Preservando tradições seculares ele ainda planta casta antigas e um tanto esquecidas como a Arbane, Petit Meslier e Blanc Vrai. Nesta cuvée de 2013 a Pinot Noir, como é característica da “Maison”, domina. A Chardonnay entra com 40% do corte. O vinho de base é envelhecido em barris de carvalho da região de Limoges. É importado pela Zahil. Sua cor é dourada clara e no nariz complexo flores brancas e amarelas. Na boca um ataque amplo e belo frescor mostram na sequência aromas de marmelada de marmelo (não é goiabada), mel, pão torrado, torrefação e notas minerais. Um Champagne gastronômico, elegante, intenso e de grande complexidade. 4,5***** ou 93 pontos.


Joseph Perrier Cuvée Royale Brut vintage 2008– Este é um Champagne que faz parte da elite seja pela qualidade, seja pela origem da família que tanto marcou a região. Se o parentesco já os aproximou do Champagne Laurent-Perrier, hoje Jean Claude Fourmont posicionou a marca junto ao grupo de Alain Thiénot, seu primo irmão, que possui também Thiénot, Marie Stuart e Canard Duchêne. A direção segue com os herdeiros do fundador: Jean Claude e seu filho Benjamin. Foi o primeiro Champagne que degustamos, às cegas, após os “Blancs de Noirs” e a mudança foi sentida de imediato. O corte é 50% Chardonnay, 41% Pinot Noir e 9% Pinot Meunier de parcelas Premier e Grand Cru, sendo algumas delas do Le Mesnil sur Oger, Chouilly e Sacy. Junte-se a isto um envelhecimento de 6 anos. O resultado é um vinho de cor ouro esverdeado, com um nariz onde tília, flor de laranjeira e frutas brancas se destacam. Na boca aromas de mel, frutas secas, frutas maduras e marmelada. Seu grande frescor é seguido de uma bela estrutura e de grande complexidade aromática. Encantador, equilibradíssimo, intenso, gastronômico com um final que oferece grande prazer. 4,6***** ou 94 pontos. Em breve novamente disponível no mercado nacional.


Nicolas Feuillatte Collection Vintage 2008 – A jovem cooperativa francesa famosa pela sua Brut Sélection NV, líder de mercado na França, mostra nesta cuvée que além de fazer vinhos que agradam a todos sabe fazer aquele que encanta aos mais exigentes. O diretor enólogo Guillaume Roffiaen que foi estagiário no Centro Vinícola Nicolas Feuillate construiu e sua reputação na Drappier voltou às origens e hoje dirige hoje o mestre da adega David Henault. A dupla deu certo. Na taça a cor é ouro acinzentado com bolhas finas e delicadas. Os aromas são expressivos e exalam flores brancas e frutas em compota. Na boca brioche, notas minerais, pão torrado, marmelada e champignon. Untuoso, bela acidez, muitíssimo longo, enorme equilíbrio e muito gastronômico. Enfim, rico, complexo e merecedor de todos os elogios dos jurados. 4,6***** ou 94 pontos. Importado pela Evino a R$ 209,00.
Para o leitor fica a mensagem de que um Champagne safrado vale cada centavo. Ele oferece um prazer diferente que foge das bolinhas frescas e agradáveis dos pequenos espumantes. É de realmente uma bebida para os grandes momentos da vida. Desejo que o leitor tenha muitos e que possa desfrutar estes prazeres nestas festas e nas próximas. Santé

 

O Champagne é vinho ideal para grandes e pequenas belas ocasiões. (Foto Jean-Philippe)

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Degustamos 13 baitas Champagnes para você

O Grande Júri Conexão Francesa se reuniu na última quinta-feira e degustou 6 Champagnes Blanc des Noirs e 7 safrados de grandes “maisons”, de cooperativas e de vinhateiros independentes. Temos certeza que com Champagnes deste nível suas festas vão brilhar. A degustação se deu às cegas e teve como membros do júri: Louis Fabre agrônomo e proprietário do Vignobles Famille Fabre, no Languedoc, onde produz grandes vinhos na denominação Corbières-Boutenac, Corbières e Minervois, e mesmo um espumante. Claire Fabre, esposa e também produtora;  Laure d’Andoque técnica em vitivinicultura e proprietária da Abadia de Fontfroide, no Corbières, onde produz vinhos IGP d’Oc,  Corbières e um espumante método tradicional. Este jornalista técnico em vitivinicultura e consultor.  Estrearam no Grande Júri dois enófilos apaixonados por Champagne Dennis Keller e sua esposa Christine que é champanhesa.

Os jurados Louis Fabre à esquerda, ao centro Rogerio Rebouças e à direita Laure d’Andoque .

Os Champagnes participantes por ordem de degustação foram Drappier Blanc de Noirs Zero Dosage, Montaudon Blanc des Noirs, Lallier Sélection Parcellaire Grand Cru Les Sous Blanc des Noirs, Joseph Perrier Brut Nature La Côte à Bras Cumières Blancs des Noirs 2010, Philipponnat Extra Brut Blancs de Noirs 2012, Nicolas Feuillatte Grand Cru Blancs des Noirs Brut Millésimé 2008. Veja que apesar de serem todos feitos com uvas pretas alguns são safrados, pois o produtor o faz somente neste estilo. Na sequência foram degustados Joseph Perrier Cuvée Royale Brut Vintage 2008, Charles Ellner 2006, Castelnau Millésimé 2006 Brut, Delamotte Blanc des Blancs 2008, Nicolas Feuillatte Collection 2008, Drappier Millésime Exception 2013, Lallier Millésime Grand Cru 2010.

Os jurados Claire Fabre à esquerda, Dennis Keller e Christine Keller à direita.

Os três tipos de produtores franceses da Champagne estavam presentes na degustação. No bloco das cooperativas tivemos os três pesos pesados: Nicolas Feuillatte, o mais vendido da França, Montaudon, marca da Jacquart e Castelnau grupo que reúne 22 cooperativas.  As independentes de vinhateiros Drappier, onde as pinots sempre dominam, Lallier, a estrela em ascensão, e Charles Ellner, sempre surpreendendo. Representando as famosas “maisons” de Champagne Joseph Perrier que é dirigida por Jean Claude e seu filho Benjamin, herdeiros do fundador, Philipponnat que é dirigida por Charles Philipponnat e Delamotte, do grupo Laurent-Perrier, que também produz a icônica Salon. (continua)

Os jurados degustam sem saber qual Champagne estão analisando. Ao fundo à direita uma garrafa envolta em papel alumínio. (Fotos Rogerio Rebouças)

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Está chegando a hora de tomar Champagne

Tomar Champagne é como comemorar um gol numa final, viver um grande amor, curtir uma paixão ou ouvir estrelas. O encanto mágico das sofisticadas bolhas é uma sensação inesquecível, sensual e prazerosa. É entrar em estado de graça. É andar nas nuvens. Se as vendas no Brasil caíram este ano é culpa da economia local que muito sofreu. No resto do mundo não foi assim. Alguns importadores brasileiros e produtores de Champagne seguem acreditando e investem no Brasil. A queda nas vendas das principais marcas do grupo LVMH, leia-se Möet Chandon e Veuve Clicquot, abriu um vácuo que já é ocupado, parcialmente, por diversas outras marcas. Essa mudança não é ainda capaz de repor a perda da líder histórica, mas o mercado está se democratizando. (foto Pinterest).

Nossa seleção de Champagnes para o júri busca refletir essa nova paisagem. Acreditamos e desejamos um Brasil economicamente melhor em 2019 e optamos por degustar dois tipos de Champagne que fogem do habitual. Blancs de Noirs, Champagne que é elaborado somente com Pinots, Noir ou Meunier, uvas escuras, e os safrados que estão no alto da pirâmide. Estes são elaborados somente nos grandes anos. Chega de pessimismo vamos fazer nossa parte e acreditar que o Brasil vai melhorar. Os Champagnes degustados foram: Drappier, Joseph Perrier, Montaudon, Ellner, Delamotte, Nicolas Feuillatte, Lallier, Castelnau e Philipponnat. Um nível altíssimo de qualidade que encantou os jurados. Nos próximos posts vamos publicar os resultados da degustação e apresentar cada produtor. Santé.

 

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Recorde – Uma garrafa de Romanée-Conti é arrematada por US$558.000

Uma garrafa do vinho borguinhão Romanée-Conti safra 1945 foi leiloada ontem por US$558.000 (US$482.000 sem taxas) durante uma venda organizada pela casa Sotheby’s em Nova Iorque, estabelecendo um novo recorde. Na verdade, o recorde foi quebrado duas vezes na noite. Uma outra garrafa do mesmo ano saiu por US$496.000. O recorde anterior era de US$233.000 por um Château Lafite Rothschild de1869, vendido em Hong Kong.

O motivo do preço ir tão alto é que esta garrafa, manchada, foi uma das 600 garrafas produzidas em 1945, justamente antes que o Domaine Romanée-Conti arrancasse as vinhas para fazer o replantio. Portanto, eram as últimas garrafas com as vinhas que não mais existem. O valor final com as habituais taxas e comissões do leiloeiro corresponde a um preço 17 vezes superior a estimação inicial de modestos US$32.000. O lote veio da coleção particular de Robert Drouhin, que dirigiu a casa Joseph Drouhin de 1957 a 2003 uma das mais importantes da Borgonha. Muitos outros vinhos do Domaine Romanée-Conti foram leiloados nesta noite e pertenciam ao Drouhin. Santé.

 

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Moulin Rouge lidera consumo com 240 mil garrafas de Champagne por ano

O cabaré mais famoso do mundo, o Moulin Rouge de Paris, é o maior consumidor de Champagne do mundo. O Champagne é a bebida oficial da casa e são consumidas anualmente 240 mil garrafas por ano. Com seus 900 lugares, sempre ocupados, a casa oferece uma carta de Champagnes e vinhos franceses de alta qualidade. O serviço é garantido por uma brigada de 120 profissionais: maîtres d’hotel, chefes de setor e garçons. É a maior da França. A cozinha é gastronômica e preparada no local pelo chef David Le Quellec e seus 25 cozinheiros. Dançarinas, dançarinos, cantores, acrobatas, contorcionista e outros artistas fazem no palco um belo e empolgante espetáculo. 400 pessoas trabalham no Cabaré e garantem a sua noite desta que brilha desde 1889.

 

As Doriss Girls em cena. ( fotos Moulin Rouge)

Você não vai ao Moulin Rouge, somente para tomar Champagne. Jantar e dançar na pista antes dos artistas entrarem em cena são momentos encantadores, não perca. Você vai se sentir como no filme homônimo de Baz Luhrmann ao entrar na pista e dançar com sua Satine e ver o famoso Cancan do cabaré onde as dançarinas cantam e gritam, com voz alta e forte, a cada grande movimento. Existem diversos magníficos momentos no espetáculo, mas o clássico dos clássicos é French Cancan. Este que é o mais famoso do mundo é executado pelas belas Doriss Girls.

A revista Féerie acontece em dois espetáculos por dia, 365 dias por ano, executados por 60 dançarinas e 20 dançarinos . A decoração Belle Époque do salão é idêntica àquela em que Nicole Kidman e Ewan McGregor contracenaram. Quando se chega em Montmatre, na Place de Clichy você vê a fachada do moinho vermelho iluminada tal qual no cartaz do filme.

O Champagne La Cuvée Brut de Laurent-Perrier é servido em garrafa ou meia garrafa no balde de prata. (Foto RR)

Os ingressos incluem meia garrafa de Champagne por pessoa por apenas mais 10€ (R$ 44). Na carta os Champagnes começam a ser vendidos a 90€ (R$ 396). Os primeiros da lista, mas nem por isso inferiores, são o Delamotte Brut e Duval-Leroy Brut. Seguidos de Laurent-Perrier La Cuvée, Louis Roederer Brut Premier, Taittinger Cuvée Prestige e Charles Heidsieck Brut Réserve por 98€ (R$ 435). Uma verdadeira tropa de elite nos primeiros preços. A 105€ (R$ 466) Bollinger Spécial Cuvée, Billecart-Salmon Brut (Réserve Moulin Rouge) e Gosset Grande Réserve Brut. A 120€ (R$ 532) Taittinger Prélude e a 130€ (R$577) Duval-Leroy Cuvée MOF. Os 700 baldes do serviço são todos de prata e vem com um pouco de gelo no fundo, peça mais.

O French Cancan é um dos pontos altos do espetáculo Féerie.

As Champagnes de Prestígio são em geral safradas como a Louis Roederer Brut Nature Starck por 200€ (R$ 888) e Bollinger 1999 e 2004, La Grande Année, por 300€ (R$ 1332). Dom Pérignon 2009 e Henri Abelé Cuvée Le Sourire de Reims saem por 380€ (R$ 1687).  Dentre as Blancs des Blancs destaque para D. Ruinart 1990 a 430€ (R$ 1910) e Salon “S” safra 2002, 450€ (R$ 2000).  Fechando a lista das brancas tem a Louis Roederer Cristal, 2002, 2004, 2005 ou 2006, por 550€ (R$ 2442). As Rosés começam com 110€ (R$ 488), passando por uma Perrier-Jouët Belle Époque Rosé por 380€ (R$ 1688). Fechando a lista a D. Pérignon Rosé 2005 por 650€ (R$2886).

As Doriss Girls no camarim

Os vinhos começam a 70€ (R$ 310) com um Château Lagrange, Graves, 2016, Château Larose de Gruaud 2012, o segundo vinho do Gruaud Larose sai por 80€ (R$ 355) e Château Clerc Milon 2004, GCC de Pauillac sai por 110€ (R$  488). A seleção de grandes Bordeaux tem ainda seis grandes vinhos e destaco aqui Château Léoville Poyferré, GCC de Saint Julien, 2003, por 200€ (R$888), Pichon Longueville Comtesse de Lalande, 2004, GCC de Pauillac por 300€ (R$1322) e o mais caro e nobre Château Mouton Rothschild, 1996, GCC de Pauillac por 850€ (R$ 3774). O sommelier da casa não esqueceu as demais regiões da França. Da Borgonha tem Louis Latour, Bouchard Père e Fils, Petit Chablis do Domaine W. Fèvre, do Sul do Rhône tem Dela Frères, e da Provence o Domaine Ott e Château La Martinette. O Loire traz um Vouvray do Château Gaillard e um Sancerre do Domaine du Pré Semelé.

O chef David Le Quellec e duas Doriss Girls

Para tantos vinhos era necessário uma cozinha gastronômica e o Chef David Le Quellec, é contratado em 2015 e deixa o Café Terminus no Hotel Corcorde Opéra. Ele tem uma carreira meteórica e passagem por: Ledoyen Taillevent, a Table du Cinq no Four Seasons George V, o Four Seasons Resort Provence,  o Hotel Impérial Garoube Relais &  Château. No abaré ele passa a servir cerca de 600 jantares por dia, 365 dias por ano, no Moulin Rouge.  Ah, sua esposa é Stéphanie Le Quellec vencedora do Top Chef 2011. Santé.

Feliz Dia dos Pais

 

Serviço:

Endereço:

82 Boulevard de Clichy, 75018 Paris

Como chegar:

Pegue o metrô  e prefira as linhas 2 (Blanche), 13 (Place de Clichy) e 12 (Pigalle).

http://www.moulinrouge.fr

 

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