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Taittinger desbanca Veuve Clicquot e assume liderança do mercado brasileiro

Pela primeira vez uma marca do grupo Louis Vuitton Möet Hennessy, LVMH, não está no topo das marcas de Champagne mais vendidas no Brasil. O Champagne Taittinger assumiu a pole position provisória do ranking dos últimos 12 meses segundo estudo da Ideal Consultoria. Taittinger era o terceiro colocado e vinha com uma grande taxa de crescimento. A líder histórica do mercado nacional sempre foi a Veuve Clicquot, salvo em 2016 quando esteve no topo a Möet & Chandon, também da LVMH.

Desde que foi lançada pela Interfood no Brasil em 2013 a marca vem conquistando o mercado e agradando ao público apreciador dos melhores Champagnes. Se Taittinger cresceu mais 43,5% nos últimos 12 meses do estudo da Ideal (junho a maio 2017 X junho a maio 2018) Möet & Chandon caiu 46,2% e Veuve Clicquot 59,7%, em valor. Em volume Taittinger cresceu 33,7%, Möet caiu 48,4% e Veuve Clicquot 60,5%. Outras marcas também estão crescendo como Perrier Jouet com mais 81,5%, Montaudon mais 7,8%, Louis Roederer mais 29,9%, Piper Heidsiek mais 66,7% e Nicolas Feuillate mais 712%, mas o volume destas é muito pequeno se comparado à queda das duas principais marcas do grupo LVMH. O mercado está menor e em mudança.

Taittinger Champagne oficial da FIFA , lança série limitada durante a Copa do Mundo. (fotos divulgação)

O segredo deste sucesso nos conta Rafael Martins gerente de marketing de espumantes e do grupo Remy Cointreau na Interfood, importadora exclusiva de Taittinger, nos conta que “o rejuvenescimento da marca através de ações de branding como apoios, patrocínios e parcerias com marcas de luxo e eventos exclusivos tem sido o foco. A grande alavanca estratégica para iniciar este processo de rejuvenescimento foi o fato da marca, em 2013, ter fechado o acordo com a FIFA para ser o Champagne Oficial da Copa do Mundo em 2014 no Brasil e em 2018 na Rússia”, disse.

Para Rafael Martins o “mercado brasileiro está mais maduro, especialmente nas capitais e na região Sudeste, mas ainda temos muitos mercados para melhorar e amadurecer, principalmente para o Champagne. Taittinger está presente em bares, restaurantes, supermercados e lojas especializadas, estes são primordiais para o posicionamento da marca e para o contato com o consumidor final. Uma grande participação nas vendas decorre de eventos sociais e corporativos, ensina.

É este amadurecimento que vai permitir a entrada de outros grandes produtores de Champagne no topo do ranking brasileiro e dar esta sacudida no mercado. A Perrier Joüet já ocupa o 3° lugar em volume deixando Veuve Clicquot em 4°. O market share hoje está assim divido entre os que possuem dois dígitos: Taittinger 21,9%, Möet & Chandon 20,2%, Perrier Joüet 20,5% e Veuve Clicquot 15,2%.

Duas marcas que atuam pela internet estão ganhando mercado, Montaudon, a submarca do grupo Jacquart, que ocupa o 5°lugar com 5,6% de parte de mercado e a recém-chegada, com menos de 3 anos no Brasil, Nicolas Feuillatte, líder na França, já alcançou 2,1%. Todas as demais estão abaixo de 2%.

A família Taittinger com o pai Pierre-Emmanuel, ao centro, o filho Clovis e a filha Vitalie.

A nova líder do mercado tem uma característica que remete aos grandes châteaux de Bordeaux “ela ainda é controlada pela família Taittinger. É a única grande Maison de Champagne que não pertence a um grupo. Por isso a imagem e a qualidade da marca estão muito ligadas às pessoas que fazem parte e dirigem a empresa como Pierre-Emmanuel Taittinger, presidente, e seus filhos Clovis e Vitalie Taittinger, explica o gerente de marketing da Interfood. Na zdorovie !

Observação: Os números da Ideal se referem aos dados de importação. (7/6/2018)

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Festival de Cannes é um grande negócio para alimentos e bebidas

Os eventos aumentam em muito o consumo habitual de alimentos e bebidas nos hotéis. O departamento de A&B tem nos eventos uma fonte muito importante de faturamento. Na verdade, ele não se limita a servir café da manhã, refeições e bebidas aos hóspedes. Os salões, quando bem trabalhados, são fundamentais. No caso de Cannes, onde demos números na coluna anterior, mostram a força dos eventos.  O Festival de Cannes não se limita a um concurso para escolher os melhores filmes, atrizes, atores, roteiros e companhia. Se fosse isso seria apenas mais um dia na alta temporada. É o maior evento da indústria cinematográfica mundial. Em paralelo acontecem encontros que geram negócios, muitos negócios.

Ilha de queijos na Praia Majestic.

O Marché du Film é o mais importante centro de negócios do cinema reunindo 12000 profissionais sendo 3200 produtores, 1200 vendedores, 1750 compradores e 800 programadores de festivais. Percebeu que não tem ator e diretor na lista? Tem que alimentar esse povo todo. O hotel Majestic Barrière recebeu nesta última semana os profissionais do Marché. Foi lá na praia Majestic onde além do píer o hotel tem um restaurante que se debruça sobre as areias do Mediterrâneo. Ostras, queijos, canapés, vinhos e champagnes em profusão mantiveram o clima de negócio animado. Nas fotos abaixo e com os números que dei fica fácil acreditar que se consomem 18500 garrafas de vinhos e espumantes em 12 dias além de toneladas de alimentos. Santé.

 

Milhares de ostras vão ser consumidas no Majestic durante o Marché du Film. (As fotos são uma cortesia da produtora brasileira Mares Filmes.)

Os convidados no píer Majestic se servem de canapés.

Taças de vinho esperam os participantes no final do píer. 

 

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Homens preferem rosé e as loiras

Continuando a degustar a pesquisa da Sowine/SSI para Vinisud nos deparamos com a questão sobre a cor preferida dos vinhos para a geração Milênios. Quando a questão é saber qual a cor do vinho preferida as duas cidades estão de acordo e a ordem de preferência é a mesma: 1° tinto, 2° branco e 3° rosé. A surpresa que rompe com estereótipos é que dentre os que preferem rosé a maioria é de homens. O rosé é mais consumido por homens, 56% em NY e 45% em Londres, do que por mulheres, 31% e 24% respectivamente. Definitivamente os homens preferem rosés e as loiras, como diz o título do filme dirigido por Howard Hawks e que tem Marilyn Monroe como ícone.

Espumantes lideram em Londres na geração Milênios. (arte Sowine)

Em uma coisa os dois sexos concordam: amam espumantes. O vinho preferido dos ingleses é o espumante com 41%, e olha que o Champagne está fora desta pesquisa, o que com certeza elevaria o índice, mas quem comprou a pesquisa foi Vinisud, do sul e não os champanheses, situados mais ao norte. Os Yankees colocam os espumantes em segundo com 36%. E 40% consomem as bolhas uma ou mais vezes por semana enquanto 36% dos ingleses a bebem mais ocasionalmente. Os homens consomem muito mais frequentemente os espumantes do que as mulheres, essas sempre nos surpreendendo. Em NY 54% dos homens bebem uma ou mais vezes espumante durante a semana, as mulheres são apenas 27% e em Londres 22%.

Quando esta geração bebe? De noite, né? Na noite e nos finais de semana é a escolha de 60% dos britânicos, já em NY eles são 50%. Mas nas noites durante a semana o consumo também é grande e um há um empate técnico entre Londres, 47% e NY 46%. No almoço durante a semana é a vez dos americanos mostrarem força com 23% contra 13% dos súditos de sua majestade. O local de preferência é, pela ordem, em casa, nos restaurantes e nas casas dos amigos, os índices são iguais ou acima de 50%. Nos bares apenas 29% dos ingleses e 24% dos nova-iorquinos bebem vinho. Devem tomar cerveja ou será que os pubs estão vazios? Os americanos fazem compras mais vezes por semana 49% contra 40% dos britânicos. Os ingleses preferem nitidamente comprar em lojas de varejo e supermercados 66%, tal qual na França os supermercados lideram. Afinal, sempre tem excelentes preços. Os americanos se contentam com 51%. Nas lojas especializadas 45% de americanos e 30% de londrinos. Na internet os Yankees são 25% a preferir este meio de compra enquanto os ingleses são 16%. No Brasil estima-se em 26%. Enquanto na China 40% das vendas seriam on line. Outro estudo da Sowine, genérico e não restrito a uma geração apenas, diz que no Reino Unido este índice seria de 30%. Acredito que nas grandes cidades a facilidade de comprar por impulso e a presença de muitos pontos de vendas próximos diminua a força da internet.

A geração muda, mas o bolso continua sendo a parte onde mais sensível do corpo humano. Os dois principais critérios para compra são o preço 40% em NY e 47% em Londres. No segundo critério temos outro empate. A origem do vinho é importante para 36% dos consumidores da geração Milênios. Praticamente no mesmo patamar, mas em terceiro lugar, as qualidades gustativas e olfativas do vinho. Logo depois são os tipos de uvas que determinam a escolha. E só então entra a força da marca que alcança expressivos 24% em NY e 14% em Londres. Uma coisa é certa as etiquetas devem ser de fácil leitura. Os rótulos clássicos ou modernas oferecem o mesmo grau de atração. O que ninguém gosta é de etiqueta maluca, as chamadas originais.

Anúncio desta semana do supermercado Lidl oferece preços baixos e bons vinhos.

Na outra pesquisa da Sowine, genérica, temos o orçamento médio do parisiense por garrafa que oscila entre 5€ e 10€ e o do nova-iorquino entre 11€ e 20€. Veja como é bom morar num país produtor onde o vinho não é taxado como álcool forte ou produto de luxo. Claro que mais perto de 10€ o vinho é melhor, mas este intervalo permite comprar vinhos muito bons. Santé.

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