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Möet & Chandon lidera, Taittinger é vice e Veuve Clicquot fica em terceiro

O grupo Moët Hennessy perdeu a hegemonia no topo do pódio do ranking de Champagnes importados no Brasil. A turbulência no mercado abriu espaço para que novas marcas que investissem e ganhassem uma fatia maior de participação no setor. Segundo a Ideal Consultoria no novo ranking coloca Moët & Chandon em primeiro lugar, seguida da Taittinger, com Veuve Clicquot em terceiro lugar e Perrier Jouët em quarto fechando grupo de maior volume. Em quinto lugar ficou Louis Roderer e em sexto Nicolas Feuillatte, formam o segundo pelotão ainda distante dos quatro primeiros, mas distanciadas das demais marcas.

Taittinger assume a vice-liderança no ranking de Champagnes no Brasil.

É a primeira vez que Moët Hennessy do Brasil cede um dos dois primeiros lugares no ranking para um concorrente. Historicamente a liderança era de Veuve Clicquot, o grupo não comenta questões estratégicas já nos informou o serviço de imprensa tanto na França quanto no Brasil. A disputa está acirrada e Moët & Chandon somente recuperou o primeiro lugar no último trimestre após um forte sprint final. Em volume foram 5838,6 caixas de 9L,  para Moët & Chandon, 5718 para Taittinger, 4318,6 para Veuve Clicquot e 5258,3 para Perrier Jouët. Em faturamento, que é o que define o ranking, Möet & Chandon US$ 1.671.902,50, Taittinger US$1.312254,30, Veuve Clicquot US$ 1.201.801 e Perrier Jouët US$ 754.666,3. Num outro patamar Louis Roederer com US$ 195.397,60, com 294 caixas e Nicolas Feuillatte US$ 114.959,50 para 630 caixas.

No ano o mercado encolheu. O volume de 2017 foi de 38.043,4 caixas e caiu para 26.464,90 caixas de 9L em 2018. Enquanto faturamento encolheu de US$ 8.486.596,4 para US$ 6.107.190,30 no mesmo período. O câmbio pesou na importação de Champagnes. O cenário parece mais positivo para 2019 prevê Felipe Galtaroça da Ideal Consultoria. Santé.

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Uma taça de prosa com Didier Depond dos Champagnes Salon e Delamotte

Tenho 54 anos e nasci em Tours no Vale do Loire. Em 1986 entrei no grupo Laurent-Perrier e hoje presido o Champagne Salon e Delamotte (ambos fazem parte do grupo) que são vinificados no mesmo local. Comecei minha carreira como vendedor e depois fui para o marketing onde cheguei ao posto de diretor geral em 1997 e presidente em 2000. Meu primeiro vinho – Meu primeiro vinho eu provei muito cedo como é tradição numa família de vinhateiros, meus dois avós eram produtores na Touraine. Respeitando o antigo costume uma gota de vinho na ponta do dedo de meu pai foi colocada na minha boca durante meu batismo. Sorte de iniciante era um bom Sauvignon branco.
Minha harmonização preferida – Sem dúvida Champagne com trufas ou com um Comté, (queijo de massa dura) curtido 12 meses. Já com um Champagne de safra antiga gosto de um “ris de veau” (timo do vitelo) ligeiramente grelhado.

 

Minha região preferida – Quando nós amamos realmente o vinho estamos sempre abertos a diferentes regiões e bons vinhos são produzidos em muitas partes do mundo. Eu prefiro beber os bons e os grandes vinhos, não importa de onde venham. Bordeaux, Borgonha e Champagne são meus prediletos, mas não esqueço a Argentina e seus Malbecs, a Espanha e seu Jerez, nem Portugal e o vinho do Porto.

 

Meu vinho favorito – A ocasiões são muitas para beber bons vinhos e conforme o momento irei mudar. Meus Champagnes, claro. Eu gosto de beber um Fino (Jerez) ou um grande Armand Rousseau, da Côte de Nuits na Borgonha, ou ainda um Léoville Las Cases, de Saint Julien no Médoc.

Didier degusta um Salon 2002. (fotos Michel Jolyot/divulgação)

Minha melhor safra – Produzir vinhos e safras é como o nascimento em uma família. Cada filho é precioso e todos devem ser amados. Eles serão diferentes, cada qual com sua personalidade. Em Delamotte o Blanc des Blancs é um vinho fabuloso, bem equilibrado e verdadeiro. Um vinho para beber e repetir. Ele é a carteira de identidade da nossa “Maison”. Já em Salon somente produzimos nos grandes anos. Foram apenas 37 no século XX, caso único no mundo do vinho em todos os continentes. Então destaco Salon 1997, Salon 2002 e, em breve, Salon 2008 que foi produzido apenas em formato magnum.


Se meu vinho fosse um personagem – Talvez Napoleão pela força e ambição, mas também uma mulher como Audrey Hepburn, a perfeita feminilidade, a perfeita elegância, enfim “la classe”. ( Detalhe de poster Audrey Hepburn)
Santé.

P.S. – O Blog volta na segunda semana de Janeiro. Feliz Ano Novo.

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Está chegando a hora de tomar Champagne

Tomar Champagne é como comemorar um gol numa final, viver um grande amor, curtir uma paixão ou ouvir estrelas. O encanto mágico das sofisticadas bolhas é uma sensação inesquecível, sensual e prazerosa. É entrar em estado de graça. É andar nas nuvens. Se as vendas no Brasil caíram este ano é culpa da economia local que muito sofreu. No resto do mundo não foi assim. Alguns importadores brasileiros e produtores de Champagne seguem acreditando e investem no Brasil. A queda nas vendas das principais marcas do grupo LVMH, leia-se Möet Chandon e Veuve Clicquot, abriu um vácuo que já é ocupado, parcialmente, por diversas outras marcas. Essa mudança não é ainda capaz de repor a perda da líder histórica, mas o mercado está se democratizando. (foto Pinterest).

Nossa seleção de Champagnes para o júri busca refletir essa nova paisagem. Acreditamos e desejamos um Brasil economicamente melhor em 2019 e optamos por degustar dois tipos de Champagne que fogem do habitual. Blancs de Noirs, Champagne que é elaborado somente com Pinots, Noir ou Meunier, uvas escuras, e os safrados que estão no alto da pirâmide. Estes são elaborados somente nos grandes anos. Chega de pessimismo vamos fazer nossa parte e acreditar que o Brasil vai melhorar. Os Champagnes degustados foram: Drappier, Joseph Perrier, Montaudon, Ellner, Delamotte, Nicolas Feuillatte, Lallier, Castelnau e Philipponnat. Um nível altíssimo de qualidade que encantou os jurados. Nos próximos posts vamos publicar os resultados da degustação e apresentar cada produtor. Santé.

 

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Chuvas aceleram colheita no Languedoc, causam desastres e 12 mortes

Sexta-feira, sábado e domingo visitei em companhia de alguns amigos da ABS-Rio quatro propriedades do Languedoc. Em La Clape, a bela denominação comunal próxima de Narbonne, visitei o Château d’Anglès, em Cabardès, perto de Carcassonne e mais no interior, visitei o Château de Pennautier do Conde de Lorgeril e o Château Ventenac dois estilos bem diferentes apesar da proximidade. Domingo estive numa outra denominação comunal, a de Corbières-Boutenac, no Château de Luc da família Fabre. Todos tinham a preocupação de terminar a colheita no mais tardar no domingo, pois uma previsão de chuva forte se anunciava. Todos conseguiram aumentar a cadência e terminar a colheita. Em breve conto os detalhes das visitas. Mas isto não foi o mais importante do dia.

Clique para ver imagens aéreas da situação.

 

Rio Orbieu que normalmente é um riacho. (foto Didier Granat)

Ninguém poderia imaginar que a chuva seria tão forte no departamento do Aude. A meteorologia francesa previu chuva forte, lançou um alerta laranja. Foi pouco. A chuva começou tarde da noite. Somente na segunda feira às 6 horas da manhã o serviço meteorológico trocou o alerta de laranja para vermelho. Muito tarde. Cidades inundadas, pessoas mortas, rios e canais transbordaram e pontes rompidas. Foi terrível. Em menos de 5 horas 295 mm forma despejados dos céus, o que representa aqui seis meses de chuva. O rio Orbieu subiu 8 metros. Em belas casas como na cidade de Trèbes a água atingiu 2 metros dentro das residências. Até o momento são confirmados 12 mortos, 1 desaparecido, 8 feridos e 3331 lares evacuados para evitar o pior. Uma barragem foi aberta, pois poderia romper. A coisa foi tão sinistra que o Primeiro Ministro Eduard Philippe veio fazer uma visita para acompanhar a situação. Santé.

Ce pont a été détruit par les terribles inondations dans l'Aude

Ce pont a été détruit par les terribles inondations dans l'Aude

Posted by BFMTV on Monday, October 15, 2018

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Rosé Piscine lidera mercado e vira “case” de marketing

Estive na última semana no Brasil acompanhando o lançamento mundial da garrafa de formato Magnum, do vinho Rosé Piscine, o líder entre os rosés. Segmento onde a França domina. O Rosé Piscine não é um vinho como os outros. Ele foi concebido para ser bebido com gelo. Este jeito descontraído do francês beber seu rosé na beira da praia ou da piscina no verão deu muito certo no Brasil. Este sucesso foi construído em apenas quatro anos.

Garrafa magnum e um drinque com frutas criado pela master chef Luri Toledo. (fotos divulgação)

Isto é o que se chama de case de marketing. A ESPM deveria se debruçar e analisar. Uma importadora pequena, Wine 2 You, pega um produto que não é um vinho clássico, que tem uma bela garrafa e o transforma no líder dos rosés. Ele já fazia sucesso na França onde nasceu há 15 anos, portanto antes do champagne da Moët et Chandon Ice. Foi o pioneiro do conceito on ice, isto é, com gelo. Criou um segmento novo no mercado, como a Apple. São 2 milhões de garrafas por ano em mais de 20 países. Aqui, em plena crise, ele deve atingir 200 mil garrafas este ano. No Brasil ele é muito consumido no segmento feminino, mas os homens também gostam bastante. Faz sucesso em casamentos onde é a escolha da noiva, em detrimento de espumantes de prestígio como o Chandon. Nas baladas e festas é presença garantida.

Hildebrando Lacerda, um distribuidor,  a master chef Luri Toledo e Jacques Tranier presidente da Vinovalie.

Camaleão pode ser consumido tanto à noite como de dia. Ele também se presta muito bem a coquetéis como nos ensinou a bela master chef Luri Toledo no Bardega, em São Paulo, onde preparou uma série de drinks com frutas e especiarias e os harmonizou com diversos “tapas” concebidos especialmente para o evento de lançamento da garrafa Magnum de 1,5 litros. No Rio conquistou os quiosques de praia mais badalados como o Pesqueiro e o Cavalo Marinho. Hoje estreia nos bares e camarotes do HSBC Arena no show dos Tribalistas.

Momento descontraído no Donna em Jurerê Internacional.

Vai ser no lançamento em Florianópolis no Art’s, no Donna e no Acqua em Jurerê Internacional onde vai mostrar toda sua alegria e força. Nessas casas praianas ele faz sucesso tanto na beira da praia quanto nas festas noturnas.  Ele amplia a franja dos consumidores de vinho e agrada a diversas gerações de consumidores. Faz tanto sucesso que o presidente da Vinovalie, a vinícola produtora, enviou para o lançamento mundial seu presidente Jacques Tranier. Afinal, o Brasil hoje é o segundo mercado do Rosé Piscine no planeta. Santé.

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Château Grand Moulin faz do enoturismo uma ferramenta de marketing e vendas

No verão os châteaux e domaines abrem suas portas aos visitantes. Sejam turistas de passagem, moradores do entorno, frequentadores e amigos. Na França a estação estival faz com que as pessoas saiam de casa e busquem o sol. O dia termina tarde e o sol vai se pôr lá pelas dez da noite. Enquanto a colheita não entra no seu ritmo frenético os vinhateiros aproveitam para ganhar um extra com o enoturismo. Afinal, nada melhor do que vender sem intermediários a bom preço e criar novos embaixadores, como nos ensinam as boas regras de marketing.

 

Le 49.3 é um Vin de France que qualidade que cabe em qualquer ocasião. (fotos divulgação)

Os eventos pequenos e grandes pipocam em todas as regiões produtoras. Bem pertinho de casa acontece toda quinta-feira o jantar do Château Grand Moulin, da AOP Corbières. O Jean Nöel Bousquet produtor emblemático de Lézignan-Corbières, minha cidade, organiza um jantar que oferece entrada, prato principal, queijo e sobremesa por modestos 22€ e tem direito ao vinho do aperitivo à vontade, até o momento de ser iniciado o serviço. Você pode escolher qualquer das cores. Não precisa se limitar ao branco e ao rosé, como manda o figurino. As mesas são colocadas entre as cubas inox de vinificação. Cerca de 150 pessoas se deliciaram com a bisteca, o prato de resistência, aqui chamada de côte de boeuf. Uma verdadeira instituição do churrasco francês. Evidentemente a churrasqueira era alimentada por cepas de videiras que conferem à carne um gosto especial. Os vinhos eram vendidos ao preço da lojinha do Château, ou mesmo mais barato para facilitar o troco.

Carignan, Syrah e Grenache é o corte do La CSG também um Vin de France.

 

Enquanto a brigada do traiteur contratado servia as mesas o cliente ia ao balcão, eles têm um amplo bar para fazer o serviço de degustação, e escolhia seu vinho. Dois vinhos tintos descomplicados faziam sucesso o Le 49.3 e o La C.S.G. O primeiro é uma alusão a um recurso presidencial para impor a aprovação de uma lei  sem submetê-la ao voto do parlamento e CSG é a abreviação de Contribuição Social Generalizada, um imposto similar ao Cofins no Brasil. O Le 49.3 é um vinho que serve para qualquer ocasião e La CSG é o corte Carignan, Syrah e Grenache. Este tem um vermelho violáceo profundo, aromas de frutas negras, alcaçuz e possui  bom corpo. Já o Le 49.3 é um vinho frutado com aromas de pequenas frutas vermelhas e bem fácil de beber. Como o artifício legal pode se impor em qualquer ocasião. Custavam no jantar apenas 8€.

Já foi o top da casa, mas segue em alto nível.

 

Na hora em que a bisteca enorme chegou optei por um vinho mais tradicional o Terres Rouges (terras vermelhas) alusão a uma parcela do terroir de Lézignan, próximo ao vilarejo de Conilhac-Corbières, que tem esta cor e onde uma parte das vinhas estão plantadas. Quando fiz minha visita técnica ao Grand Moulin em 2005, durante minha formação em enologia, este era o vinho top da casa. Hoje existem ainda dois Corbières-Boutenac,  no alto da pirâmide. Por 10 euros você recebia um vinho de corte Syrah e Grenache de parcelas selecionadas, com envelhecimento de 12 meses, sendo 1/3 do vinho em barris franceses e 2/3 em cubas de inox. Terres Rouges vai ter uma nota de baunilha que não vai esconder os deliciosos aromas de frutas vermelhas e negras maduras, nem as especiarias. De bela elegância este vinho é encorpado e tem um final longo. Um vinho que você pode guardar mais de dez anos. Na saída Jean-Noël Bousquet se despedia de cada conviva personalizando o evento e captando novos embaixadores. Seus vinhos ainda não estão disponíveis no Brasil. Santé.

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Moulin Rouge lidera consumo com 240 mil garrafas de Champagne por ano

O cabaré mais famoso do mundo, o Moulin Rouge de Paris, é o maior consumidor de Champagne do mundo. O Champagne é a bebida oficial da casa e são consumidas anualmente 240 mil garrafas por ano. Com seus 900 lugares, sempre ocupados, a casa oferece uma carta de Champagnes e vinhos franceses de alta qualidade. O serviço é garantido por uma brigada de 120 profissionais: maîtres d’hotel, chefes de setor e garçons. É a maior da França. A cozinha é gastronômica e preparada no local pelo chef David Le Quellec e seus 25 cozinheiros. Dançarinas, dançarinos, cantores, acrobatas, contorcionista e outros artistas fazem no palco um belo e empolgante espetáculo. 400 pessoas trabalham no Cabaré e garantem a sua noite desta que brilha desde 1889.

 

As Doriss Girls em cena. ( fotos Moulin Rouge)

Você não vai ao Moulin Rouge, somente para tomar Champagne. Jantar e dançar na pista antes dos artistas entrarem em cena são momentos encantadores, não perca. Você vai se sentir como no filme homônimo de Baz Luhrmann ao entrar na pista e dançar com sua Satine e ver o famoso Cancan do cabaré onde as dançarinas cantam e gritam, com voz alta e forte, a cada grande movimento. Existem diversos magníficos momentos no espetáculo, mas o clássico dos clássicos é French Cancan. Este que é o mais famoso do mundo é executado pelas belas Doriss Girls.

A revista Féerie acontece em dois espetáculos por dia, 365 dias por ano, executados por 60 dançarinas e 20 dançarinos . A decoração Belle Époque do salão é idêntica àquela em que Nicole Kidman e Ewan McGregor contracenaram. Quando se chega em Montmatre, na Place de Clichy você vê a fachada do moinho vermelho iluminada tal qual no cartaz do filme.

O Champagne La Cuvée Brut de Laurent-Perrier é servido em garrafa ou meia garrafa no balde de prata. (Foto RR)

Os ingressos incluem meia garrafa de Champagne por pessoa por apenas mais 10€ (R$ 44). Na carta os Champagnes começam a ser vendidos a 90€ (R$ 396). Os primeiros da lista, mas nem por isso inferiores, são o Delamotte Brut e Duval-Leroy Brut. Seguidos de Laurent-Perrier La Cuvée, Louis Roederer Brut Premier, Taittinger Cuvée Prestige e Charles Heidsieck Brut Réserve por 98€ (R$ 435). Uma verdadeira tropa de elite nos primeiros preços. A 105€ (R$ 466) Bollinger Spécial Cuvée, Billecart-Salmon Brut (Réserve Moulin Rouge) e Gosset Grande Réserve Brut. A 120€ (R$ 532) Taittinger Prélude e a 130€ (R$577) Duval-Leroy Cuvée MOF. Os 700 baldes do serviço são todos de prata e vem com um pouco de gelo no fundo, peça mais.

O French Cancan é um dos pontos altos do espetáculo Féerie.

As Champagnes de Prestígio são em geral safradas como a Louis Roederer Brut Nature Starck por 200€ (R$ 888) e Bollinger 1999 e 2004, La Grande Année, por 300€ (R$ 1332). Dom Pérignon 2009 e Henri Abelé Cuvée Le Sourire de Reims saem por 380€ (R$ 1687).  Dentre as Blancs des Blancs destaque para D. Ruinart 1990 a 430€ (R$ 1910) e Salon “S” safra 2002, 450€ (R$ 2000).  Fechando a lista das brancas tem a Louis Roederer Cristal, 2002, 2004, 2005 ou 2006, por 550€ (R$ 2442). As Rosés começam com 110€ (R$ 488), passando por uma Perrier-Jouët Belle Époque Rosé por 380€ (R$ 1688). Fechando a lista a D. Pérignon Rosé 2005 por 650€ (R$2886).

As Doriss Girls no camarim

Os vinhos começam a 70€ (R$ 310) com um Château Lagrange, Graves, 2016, Château Larose de Gruaud 2012, o segundo vinho do Gruaud Larose sai por 80€ (R$ 355) e Château Clerc Milon 2004, GCC de Pauillac sai por 110€ (R$  488). A seleção de grandes Bordeaux tem ainda seis grandes vinhos e destaco aqui Château Léoville Poyferré, GCC de Saint Julien, 2003, por 200€ (R$888), Pichon Longueville Comtesse de Lalande, 2004, GCC de Pauillac por 300€ (R$1322) e o mais caro e nobre Château Mouton Rothschild, 1996, GCC de Pauillac por 850€ (R$ 3774). O sommelier da casa não esqueceu as demais regiões da França. Da Borgonha tem Louis Latour, Bouchard Père e Fils, Petit Chablis do Domaine W. Fèvre, do Sul do Rhône tem Dela Frères, e da Provence o Domaine Ott e Château La Martinette. O Loire traz um Vouvray do Château Gaillard e um Sancerre do Domaine du Pré Semelé.

O chef David Le Quellec e duas Doriss Girls

Para tantos vinhos era necessário uma cozinha gastronômica e o Chef David Le Quellec, é contratado em 2015 e deixa o Café Terminus no Hotel Corcorde Opéra. Ele tem uma carreira meteórica e passagem por: Ledoyen Taillevent, a Table du Cinq no Four Seasons George V, o Four Seasons Resort Provence,  o Hotel Impérial Garoube Relais &  Château. No abaré ele passa a servir cerca de 600 jantares por dia, 365 dias por ano, no Moulin Rouge.  Ah, sua esposa é Stéphanie Le Quellec vencedora do Top Chef 2011. Santé.

Feliz Dia dos Pais

 

Serviço:

Endereço:

82 Boulevard de Clichy, 75018 Paris

Como chegar:

Pegue o metrô  e prefira as linhas 2 (Blanche), 13 (Place de Clichy) e 12 (Pigalle).

http://www.moulinrouge.fr

 

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O Grand Bistro causa sensação no verão parisiense

Garry Dorr deu uma sacudida no menu dos seus quatro Grandes Bistros e no Bistro des Deux Théâtres, em Paris, ao chamar os gêmeos Jacques e Laurent Pourcel, chefs triplamente estrelados de Montpellier, para assinar um menu de verão dos seus restaurantes. Grand Bistro tem uma cozinha que o francês chama de “bistronomic”, isto é um Bistro gastronômico. A carta de vinhos é ampla e contempla muitos países. Elaborada por Maxime Barraud, sommelier do ano 2017 da Wine Spectator. Além de garrafas oferece 22 vinhos na taça. Vai do Champagne ao Languedoc passando pelo Vale do Loire e Borgonha.

Os irmãos Purcel, chefs estrelados de Montpellier (foto divulgação)

Fui no Grand Bistro de Breteuil que é bem decorado, tem grande espaço e bonita adega no final do salão. Tem na sua carta garrafas de vinho de 19€ (R$83), um IGP d’Oc do Domaine Nicole até um Pavillon Rouge do Château Margaux 2005 por 249€ (R$ 1095). Para quem está acostumado a tomar um Chardonnay de Paul Mas no Brasil, trazido pela Decanter, pode pedir a taça que sai por apenas 5€ (R$22). Tem para todos os bolsos. Bistro é assim.

Bacana é que o menu não mudou de preço com a chegada dos irmãos Pourcel. O menu tudo incluído sai por 44€ (R$194) e o sem bebidas sai por 35€ (R$154). Veja tudo que tem na oferta. O aperitivo é uma taça de Kir Royal (Champagne mais licor de cassis) ou um americano acompanhado com torradas e tapenade (pasta de azeitona). Depois você pode escolher entre 9 entradas – provamos três de cada -, 8 pratos principais e 9 sobremesas assinadas aqui por Ihlan Moudnib, Master Chef e vice-campeão mundial de pâtisserie. Para fechar a conta Ihlan propõe também o café o café gourmet, é o café acompanhado de mini sobremesas. A fórmula parece estar agradando, afinal a frequência dobrou em relação à do ano passado.

Magret de pato é um dos destaques do novo menu de verão. (fotos Rogerio Rebouças)

Madame M. e eu tomamos o Kir Royal. A tapenade estava muito bem-feita. Depois degustamos três entradas: sardinha marinada no sal e seu caviar de berinjela, posta de salmão defumado e creme de ruibarbo e a entrada do dia burrata com pesto de rúcula. A sardinha veio num molho de tomate com aniz, pimentão, tomate e beldroega também chamada no Brasil de salada de negro. O molho estava muito interessante. O salmão defumado cortado em fatia grossa faz uma grande diferença na boca e na apresentação. A compota de ruibarbo tinha limão e mostarda à l’ancienne decorada com pequenas folhas de espinafre. Delicioso. A burrata era de muita qualidade e saborosa veio com um molho pesto de rúcula, ananás zebra (variedade de tomate criada por Tom Wagner), azeite de olivas perfumado com manjericão. Tudo muito bem equilibrado.

Um dos bons vinhos da carta é o Bordeaux B de Maucaillou.

Descobrimos três dos pratos principais dos irmãos Pourcel e vimos passar para a mesa ao lado um belo brochete de vieiras e camarão vg que estava de dar água na boca. Atum meio cozido com duo de alcachofra, crocante de trilha com tomate em compota e tiras de magret de pato nas peras formaram nosso trio de resistência. A trilha tinha no molho uma base de creme de leite e cebolinha, caviar de berinjela, tomate confitado, cebola grelhada, beterraba e a trilha estava dentro de folha de brick, massa mais fina que a de pastel). O meio cozido de atum e seu purê de alcachofra de berrigule, maçã na grelhada e alcachofra crua completando o duo. O pato suculento tinha um cozimento perfeito, o que valorizou a carne, o pêssego cozido quase ao ponto, era acompanhado de um gratin dauphinois perfeito. A casa tem fritas secas e crocantes como manda o figurino. Acompanhamento ideal do steack tartare. Afinal, Bistro sem fritas não existe.

Para harmonizar na taça você tem como várias boas opções como o Sancerre de Thierry Merlin Cherrier para o que vem do mar. Eu optei pela terra e fui de B de Maucaillou 2016, um Bordeaux Superior. Château Maucaillou é um Moulis em Médoc, que vale um Grand Cru Classé e nesse preço é vendido. O seu Bordeaux, o primo mais em conta, é intenso, sedoso, longo e com aromas de frutas vermelhas e pretas maduras com notas de baunilha e especiarias. Um vinho com estirpe.

Champagne Ayala faz parte da elite

A sobremesa também veio em dose tripla de degustação. O mil folhas dos anjos é uma tentação de grande tamanho. Enorme e deliciosa. A torta fina de maça com sorvete é um clássico. A salada de frutas de época é apresentada sobre um leito fino de abacaxi. Tudo lindo e perfeito. Harmonizei com uma taça de Champagne Ayala Brut Majeur. Esta Maison é uma das grandes referências de Champagne. A uvas vem de parcelas Premier Cru e Grand Cru com 45% de Pinot Noir, 30% de Chardonnay e 25% de Pinot Meunier e tem 3 anos de envelhecimento na adega, o que lhe confere grande complexidade. Belo frescor e mineralidade num estilo aéreo. Fechou com louvor o almoço “bistronomic” de alta qualidade assinados pelos chefs Pourcel. Santé.

 

 

 

 

 

Mil folhas dos anjos vem no tamanho grandes prazeres.

 

Serviço:

Grand Bistro Breteuil
3, place de Breteuil
Paris 7ème

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Uma taça de prosa com Laurent Fortin do Château Dauzac – 5° Cru Classé de Margaux

Laurent Fortin – Nasci na região parisiense por acaso, minhas raízes estão no Aveyron, departamento francês famoso por produzir o queijo Roquefort. Estudei numa escola de Comércio, Marketing & MBA. Trabalhei nos Estados Unidos e no Sudoeste francês. Sou diretor do Château Dauzac, Grand Cru Classé da Denominação Margaux desde 2013. Onde tenho feito um trabalho de renovação com uma abordagem de proteção ao meio ambiente.

Meu primeiro vinho – Claro, foi um vinho do Aveyron. Era um Marcillac, da casta Fer Servadou (também conhecida pelos nomes de Braucol, Pinenc e Mansois) produzido de um vinhedo plantado por meu bisavô. Um vinho rústico com aromas de frutas vermelhas.

Minha harmonização predileta – Um grande Sauternes com um Roquefort da fazenda.

Minha região de produção preferida – Margaux evidentemente, vinhos refinados, que se apoiam na fruta-  cassis e framboesa – de taninos sofisticados e longos na boca.

Meu vinho favorito – Sem hesitação um Screaming Eagle, um grande Cabernet Sauvignion do Napa Valley.

Minha melhor safra – Château Dauzac 2015.

Se meu vinho fosse um personagem – Um cavalheiro fazendeiro, culto, refinado tendo pleno conhecimento do seu terroir.

Santé.

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Trilha com vinhos e alta gastronomia em La Clape no Languedoc

No último domingo participei do XV Sentiers Gourmands em La Clape Vinhateiro, uma trilha apetitosa no sul da França. Foram 9,5 km de marcha acompanhados da boa cozinha do chef Marc Schwall, Cuisiniers Cavistes de Narbonne, dos bons vinhos da denominação e de um lindo dia ensolarado na beira do Mediterrâneo. Cheguei com um grupo às 11:45 e pegamos em seguida nosso kit para a trilha: chapéu de palha, taça de vinho, caderneta com os nomes dos vinhos e roteiro, lápis e os tickets para cada prato do programa. Tudo dentro de uma bolsinha tiracolo para pendurar no pescoço. 1450 pessoas pagaram 56€ para participar do evento. Era forte a presença de ingleses e belgas.

Participantes retiram os seus kits no Château Pech-Céleyran em La Clape.

A primeira parada era pertinho do Château Pech-Céleyran, nosso ponto de partida. Bastaram 250 metros e ostras da ilha Saint Martin em Gruissan e um gaspacho Andaluz com pão frito e olivas em compota nos esperavam. Para degustar tínhamos seis vinhos sendo quatro brancos e dois rosés, onde destaco dois brancos. Château La Negly, Brise Marine, 2017, que foi muito bem com o gaspacho, importado pela Grand Cru. E o branco da cooperativa Cave de Gruissan, La Clape, 2017, que com seu frescor e aromas fez bom duo com as ostras. Em La Clape os vinhos brancos têm na Bourboulenc e Grenache branca as uvas dominantes, mas também são importantes a Marsanne, Roussane, Clairette, Rolle (Vermentino na Itália) e Picpoul, além de outras complementares.

Vista da tenda onde foi servido o prato principal.

Subimos a colina e aproveitamos a bela vista que nos oferecia de um lado os arredores de Narbonne, vinhedos e do outro o Mediterrâneo. Atravessamos umas parcelas de vinha e após uns vinte minutos de marcha e muito bate papo chegamos na segunda etapa do percurso. Uma entrada fria nos aguardava. Era um Entremelé de tourteau (siri gigante) e camarão num molho vinagrete de maracujá, muito bom. Aqui tivemos quatro brancos, um rosé e um tinto. O branco Classique do Château d’Anglès 2016 é um vinho de grande qualidade. O proprietário é Eric Fabre, ex-diretor técnico de Lafite Rothschild. Importado pelo Supernosso de BH.

O La Clape branco da Cave de Gruissan sendo servido.

Seguimos avançando com nosso grupo e chegamos na entrada quente. Era um delicioso raviole de pato confitado acompanhado de um minestrone de legumes, molho de vinho da uva grenache e um tomme de ovelha ralado. Quatro tintos e um rosé se apresentaram. Me chamou a atenção o Château Capitoul, Rocaille, 2016, que agora gira em torno do grupo Bonfils um dos grandes players do Languedoc. Os tintos têm nas uvas Syrah, Grenache e Mourvèdre sua base. Carignan e Cinsault são utilizadas de forma complementar.

Mais uma boa marcha, outra colina e chegou a vez de comermos um feijão branco com uma linguiça de porco preto ao torresmo. Delícia para matar a fome acompanhado do habitual pedaço de pão. Este é obrigatório nas refeições francesas. Aqui tinha mesa e conseguimos sentar na sombra. Que beleza. Os bons vinhos, seis tintos e um rosé, faziam a alegria dos participantes. Muitos destaques e cito aqui Château Rouquette sur Mer com sua Cuvée Amarante, tinto, 2015. A propriedade fica debruçada ao Mediterrâneo na antiga ilha de La Clape. Isso mesmo na época galo-romana era uma ilha, hoje está unida ao continente. Este vinho de Jacques Boscary é o ADN do Château. É o AOC mais em conta da casa, mas o que melhor expressa o terroir. Château Mire l’Etang, 2016, Duc de Fleury e o L’Intrus, 2016, do Mas de Soleilla (importado por Casa do Vinho do Armando Martini em BH). Outro bom vinho é o do Domaine Sarrat de Goundy, Le Planteur, tinto 2016. O Rosé Domaine d’Angel 2017 fez bonito.

 

Penúltima etapa antes do retorno ao ponto de partida nos levou a um queijo de cabra da fazenda, isto é, não pasteurizado, La Chamoise. Para escoltá-lo três brancos e dois tintos. O branco da Abbaye des Monges, Augustine, 2016, é produzido por um amigo, Paul de Chefdebien, nesta abadia cisterciense que data de 1202, do qual nos resta a capela Nossa Senhora dos Olieux. O vinho tem um corte de Bourboulenc (60%) e Rousanne e seu nariz é floral. Na boca frutas brancas e cítrico, tônico e com bom frescor. Um par perfeito para o queijo de cabra.

Ao final da trilha todos os vinhos do evento podiam ser novamente degustados ou comprados ao preço Château.

Descendo a colina voltamos ao Château Pech-Celéyran para sobremesa e café. Como na denominação não tem vinho doce ou espumante, a mousse de chocolate que estava dentro de uma casca de ovo, o petit gâteau e a compota de framboesas tiveram de se contentar com água e café Lavazza. Outra opção é o participante recomeçar a degustação ao som de bandas de música por todo o entardecer. Santé.

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