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Faixa Preta – JBlog – Jornal do Brasil

STEPHAN BONNAR, SOBRE A LUTA CONTRA ANDERSON SILVA: ‘ESTOU ATERRORIZADO, MAS O MEDO ME MOTIVA’

Não é qualquer lutador de MMA que aceita lutar com Anderson Silva, considerado o “melhor de todos os tempos”, segundo palavras do presidente do UFC Dana White, a menos de um mês de um evento e, ainda por cima, na casa do brasileiro. Stephan Bonnar topou. Porém, engana-se quem pensa que o americano aceitou por não temer campeão dos médios. “Estou aterrorizado, mas o medo me motiva e é isso que vai me dar o fogo para treinar nas próximas semanas”, disse o “American Psycho”, algo como psicopata americano, apelido do lutador, em conferência por telefone realizada nesta quarta-feira (19), exclusiva para a imprensa brasileira.

A conferência contou também com a presença de seu compatriota Dave Herman, que enfrenta o brasileiro Rodrigo Minotauro, na co-luta principal da noite do dia 13 de outubro. O UFC® Rio 3 SILVA x BONNAR será o quarto evento do UFC realizado no Brasil em pouco mais de um ano. Após ir para Belo Horizonte pela primeira vez em junho com o UFC® 147 SILVA x FRANKLIN II, o UFC retorna ao Rio de Janeiro, onde promoveu o UFC® 134 SILVA x OKAMI, em agosto de 2011, e UFC® 142 ALDO x MENDES, em janeiro deste ano. Desta vez, o UFC leva um empolgante card de 13 lutas para a HSBC Arena, com 17 brasileiros.

Pressão e favoritismo do brasileiro

As bolsas de apostas apontam o assustador favoritismo de Anderson Silva. Porém, isso não abala o americano Stephan Bonnar, que diz que até seus familiares acham que ele vai perder, e se diz satisfeito, pois está com uma luta muito importante pela frente: “Isso é tanta loucura assim (lutar com Anderson)? Sempre quis uma grande luta e ela veio. Adoro o Rio de Janeiro, lá vivi os melhores dias da minha vida e espero dar um bom show para a torcida”, explicou. Sobre as apostas, Bonnar disse que não colocaria dinheiro nele mesmo, mas por superstição. “Não sou de apostar. Na última luta, eu também era azarão. Até a minha família acha que eu vou perder. Eles acham que eu posso sair morto lá de dentro do octógono”.

Influências e experiências com Griffin e Sonnen

Bonnar é um dos rostos mais populares do UFC nos Estados Unidos, desde quando foi finalista da primeira edição do reality show “The Ultimate Fighter”, protagonizando uma das mais famosas lutas da história do UFC contra o vencedor da categoria na mesma temporada, Forrest Griffin. Sobre seu adversário nessa épica batalha, que já enfrentou Anderson Silva e sofreu um rápido nocaute, Bonnar disse que aprendeu algumas coisas.

“Uma coisa que aprendi com ele (Griffin), foi a não sair do octógono chorando”, cutucou Bonnar. O americano, grande amigo de Chael Sonnen, que é considerado o lutador que chegou mais próximo de ganhar do brasileiro, garante não ter pedido ajuda para o ex-desafiante dos médios: “Não cheguei a conversar com ele (Sonnen) dessa vez. Embora, sejamos parecidos em algumas características, sou um lutador diferente. Posso até tentar buscar quedas, mas não sou um wrestler ‘puro’ como Chael e não vou conseguir mudar isso em algumas semanas”.

Dave Herman: “Quero aposentar o Minotauro”

O americano peso pesado Dave Herman vem de duas derrotas no UFC e irá encarar o brasileiro Rodrigo Minotauro, ex-campeão do UFC e do PRIDE, considerado uma das lendas do esporte. Mas nada que tire o sono de Herman, que encara o desafio com normalidade e mais: pretende aposentar o brasileiro.

“Quero aposentar o Minotauro. Concordo sim que ele é uma lenda, já lutou com muitos nesse esporte. Eu não pedi essa luta, mas estou muito feliz”, disse o americano para depois completar: “o jiu-jitsu não funciona e, depois dessa luta, todos vão perceber isso”.

Card oficial do UFC Rio 3*

Card principal

Anderson Silva vs Stephan Bonnar

Rodrigo “Minotauro” Nogueira vs Dave Herman

Glover Teixeira vs Fabio Maldonado

Jon Fitch vs Erick Silva

Phil Davis vs Wagner “Caldeirão” Prado

Demian Maia vs Rick Story

Card preliminar

Rony Jason vs Sam Sicilia

Gabriel “Napão” Gonzaga vs Geronimo “Mondragon” dos Santos

Diego Brandão vs Joey Gambino

Francisco “Massaranduba” Trinaldo vs Gleison Tibau

Sergio Moraes vs Renee Forte

Luiz “Banha” Cane vs Chris Camozzi

Cristiano Marcello vs Reza Madadi

*card sujeito a alterações

Postado por oscardaniotti às 14:05

1 Comentário

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Minha maior vitória foi mudar meu destino, pois quando você vem de uma comunidade carente, não tem tantas escolhas.

Jackson Souza é, hoje, uma grata revelação do Jiu-Jitsu nacional. Nascido e criado na comunidade do morro do Cantagalo, na zona sul do Rio de janeiro, Jackson vem demostrando grande perfomance nas competições que vem disputando. Faixa marrom, do prof. Ricardo Vieira, Tio jack, deu seus primeiros passos na arte suave com o ícone do jiu-jitsu, Fernando Tererê.
Veja a entrevista completa.

1 – Como você começou no jiu-jitsu?

Comecei a treinar, Jiu Jitsu, no Projeto “Amigos do Morro” ( criado por Ricardo Vieira e Fernando Tererê ) por volta dos 12 anos. Meu interesse pelo esporte surgiu por causa de um amigo da escola. O meu professor foi Leandro “Leu” Martins, primo do Fernando Tererê. Nessa época, o Tererê também dava aula no projeto. Com a ida dele para São Paulo o Leu ficou puxando os treinos.

2 – Você tem uma história muito parecida com a do seu primeiro professor, Fernando Tererê. Afinal, vocês foram criados na comunidade do Cantagalo. Como é isso para você?

Desde pequeno, eu via o Fernando como exemplo para muitas crianças do Morro do Cantagalo. Naquela época, vivíamos sob ameaça do tráfico; tiroteios, diários, entre policia e traficantes. Apesar de tudo, ele tentava nos orientar em conversas e nos tirar desse caminho, usando a si mesmo como exemplo, falando de sua história (que antes do Jiu Jitsu era um flanelinha que trabalhava na rua Farme de Amoedo, em Ipanema), e sempre mostrando o quanto o Jiu Jitsu tinha mudado sua vida. com novas oportunidades, nessa mesma época ele já era campeão mundial , então era muito emociante ter um cara que vinha da mesma favela, ser meu professor. Eu queria seguir seus passos.

3 – Sair de uma comunidade carente e se tornar um campeão é, com certeza, a maior vitória de todas. Como foi a sua infância?

Graças ao Jiu Jitsu, descobri um prazer muito maior que ter uma simples profissão: ser campeão é consequência do meu trabalho. Na minha infância, vivi, diretamente com o tráfico. Eu tive amigos próximos que estavam no mundo do crime, pessoas que treinaram comigo na infância que, hoje, são presidiários. Já os que tiveram menos sorte, estão mortos. Graças a Deus tenho uma mãe (Simone Hilario) e uma familia que me motivavam a continuar no caminho certo. Ele viam que, no Jiu Jitsu, eu poderia realizar meus sonhos, e ao mesmo tempo ficar longe do trafico, já que tinha muita tentação. Sempre enxerguei o tráfico como o caminho errado. Hoje dou graças a Deus pelo caminho que escolhi, pois tive diversas conquistas e vitórias com o Jiu Jitsu.

4 – O esporte quando entra nas comunidades, é considerado um grande alicerce na educação das crianças, transformando a vida de todos que ali estão. É verdade que na época em tinhamos o trafico em certas comunidades acontecia aliciamento para crianças entrarem na criminalidade? O esporte evita isso?

Claro. O tráfico tinha uma preferência por garotos menores de idade, devido ao fato de que o menor de idade tem uma série de benefícios perante a lei. Sempre que um menor é pego, por policiais, ele não pode ser preso. Quando você é criança, dentro de uma comunidade com traficantes, você vê aqueles homens com roupas de marca, cordões de ouro, mulheres e acha que eles são seus heróis por ter tudo. A partir do momento que se tem um professor que conversa com você e fala que o mundo é bem maior que aquilo; que você tem outras opções para adquirir as coisas . O esporte, com certeza, é a melhor forma de socializar crianças.

5 – Nos atuais campeonatos de JJ, você tem vencido tudo. Como é a sua preparação para esses feitos?

Eu treino duas vezes por dia, de segunda a sábado, na Figth Zone (equipe Checkmat BJJ), com o meu mestre Ricardo Vieira, que foi nove vezes campeão mundial. Os treinos são duros, com ritmo de competição, sempre. Graças a Deus, tenho muitos amigos dentro da academia que me motivam e fazem sparring comigo. Faço posição, todos dias, com grande numero de repetições. Também faço preparação segunda, quarta e sexta com o preparador fisico, Henri Ribeiro e Leco Cardillo, no Studio Fun Training, em Ipanema. Como vocês veem, não descanso nunca. Estou sempre treinando e buscando sempre melhorar minha performance. Oss

6 – Você representa o prof. Ricardo Vieira. O que, na verdade, ele representa para você?

Sempre tive uma admiração pelo Mestre Ricardinho, mas só tinha visto ele, por fotos. Em 2006, tive o prazer de vê-lo lutar, pessoalmente. Era a Copa do Mundo, da CBJJO 2006. Naquele ano, vi um atleta completo e, nesse mesmo ano, o Fernando teve um problema com a justiça, nos Estados Unidos e o Leu já estava, em São Paulo. O Alan Finfou me convidou para treinar com o Ricardinho. O Mestre, para mim, representa uma pessoa muito motivadora, humilde, sempre tentando ajudar o próximo. Ele transmite alegria, e é, com certeza, a maior figura paterna que já tive, pois perdi meu pai, aos oito anos de idade. Tudo que um pai ensina para um filho, praticamente, aprendi com o Ricardinho. Até conselhos familiares, era com ele que eu perguntava as coisas quando tinha dúvidas de como agir com minha familia, por exemplo. Junto com o mestre tenho a certeza que nunca estou sozinho. Teve um episódio, engraçado, no qual o Marola, da Nova União, tentou me pegar e o Ricardinho se jogou na frente para resolver o problema. Eu sei que eu era moleque e estava errado pois o Marola já era um faixa preta e eu estava tirando o juizo dele (risos). Hoje, sou muito amigo do Marola. Hoje em dia, o Ricardinho assumiu, praticamente, sozinho o projeto de crianças, no Cantagalo. Vejo ele se dedicando, de corpo e alma, para aquelas crianças. Tenho muito orgulho dele por isso, pois apesar de não ser da comunidade, ele deu continuidade ao projeto do qual fiz parte. Osss

7 – O Jiu-Jitsu mudou sua vida, mas você pensa no MMA?

Claro. Penso sim, mas sem pressa, pois tenho sonho em ser campeão mundial na faixa preta. Primeiramente, pretendo conquistar a faixa preta e, em seguida, vencer o mundial, na preta, pois esse é o sonho de qualquer atleta de Jiu Jitsu.

8 – Atualmente, você tem dado aulas de jiu-jitsu. Em que local, acontece as aulas?

Atualmente, dou aula de Jiu Jitsu, no CT Champions Factory, na Rua Pompeu Loreiro, no Clube Olímpico, em Copacabana (Segunda, quarta e sexta, às 16h; 17h e 20h. As terças e quintas, às 21h. Estou com uma turma iniciante, de faixas branca, e estou adorando a experiência de passar meu conhecimento. Também dou aula, para crianças, no projeto social VB Team Cantagalo, às 18:00 e 19h30. Além de ser professor, auxiliar, na Figth Zone, ajudando o Mestre, Ricardo Vieira.

9 – Qual é o seu maior desejo no jiu-jitsu? Algo sobre campeonato e futuro?

Meu maior desejo é viver, financeiramente, do Jiu Jitsu. Enfim, poder sustentar minha família com a profissão que escolhi, que é ser atleta. Em relação a campeonatos, meu maior desejo é coneguir meu visto americana para poder competir na Califórnia, pois é o único campeonato (da CBJJ-IBJJF) que, ainda, não tenho, no meu currículo. Tive meu visto negado, esse ano. Mas tenho fé, em Deus, que, no próximo ano, vou conseguir e vou poder lutar na Califórnia.

10 – Gostaria que você me falasse de um grande momento ao lado do seu 1º professor, Fernando Tererê.

Foi em um campeonato Sul-americano, em 2004, no Rio de Janeiro, quando ele sagrou-se campeão. Eu estava presente, juntamente, com os maiores nomes da equipe, como por exemplo: Leon, Leu, Telles, Ronaldo Jacaré, André Galvão e outros. No final da luta, foi muito divertido. Comemoramos com músicas e danças, foi tudo muito emocionante.

11 – Deixe, por favor, um recado para os leitores do portal faixapreta.com

Primeiramente, gostaria de agradecer a Deus pelas conquistas e oportunidades. Quero agradecer também em poder compartilhar um pouco de minha vida, até aqui, e falar, para vocês, que ainda vão ouvir falar no meu nome. Pode ter certeza, que continuarei sendo essa mesma pessoa, alegre, que sou. Também, vou manter meu ritmo de treino, e vou buscar tudo isso com minha humildade, de sempre.
Gostaria de deixar uma frase que meu Mestre, Ricardo Vieira, sempre fala: “Nunca desista dos seus sonhos”. Um forte abraço!

Postado por oscardaniotti às 19:04

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