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Jornal do Brasil

Faixa Preta – JBlog – Jornal do Brasil

Wocs 39: Em noite de lutas rápidas, Oton Jasse finaliza Caçapa

Na estreia do evento em Rio Bonito, atleta da TFT finaliza rival e seis combates terminam no primeiro assalto; Última edição do ano terá três disputas de cinturão

Em noite com apenas um combate decidido nas papeletas dos juízes e seis lutas terminadas no primeiro round, Oton Jasse (TFT) finalizou Raphael Caçapa (PRVT), no evento principal do Wocs 39 e conquistou sua nona vitória na carreira. O Complexo Esportivo Bonitão, em Rio Bonito, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, recebeu pela primeira vez o show, neste sábado, dia 22 de novembro. A edição que fecha o ano acontece no dia 13 de dezembro, no Rio de Janeiro, com três disputas de cinturão.

O duelo principal da noite começou bastante movimentado com os dois atletas em busca do nocaute, mas Jasse logo prensou o adversário na grade e encaixou um justo triângulo de braço, forçando Caçapa a dar os três tapinhas no início do primeiro assalto, em combate que ocorreu em peso combinado de até 75kg. Ainda no cage, Oton agradeceu o apoio da sua equipe e levantou a possibilidade de descer para a categoria dos leves (até 70kg).

“Me diverti nessa luta. Queria agradecer aos meus professores da TFT que me deram muito apoio para esse combate. Prometi para muita gente que ia agarrar o pescoço dele e não podia decepcionar essa galera que torce por mim. Talvez desça para os leves, já que tenho batido o peso muito tranquilo, então essa é uma ideia que está sendo amadurecida”, afirmou Jasse.

40ª edição fecha o ano do Wocs com três disputas de cinturão

O último show do Wocs no ano já tem data e local confirmados: será no tradicional berço da organização, o Clube Oasis, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, no dia 13 de dezembro. Comemorando a marca de quarenta edições realizadas, o evento contará com três disputas de cinturão nas categorias dos meio-médios (até 77kg), penas (até 66kg) e moscas (até 57kg).

“Depois de belas lutas que tivemos aqui em Rio Bonito, vamos com tudo para fechar o ano com chave de ouro. Montamos um grande card na edição 40, com três disputas de título e tenho certeza que quem for ao Oasis no dia 13 vai assistir a grandes combates recheados de emoção”, confia Tatá Duarte, um dos organizadores do evento, junto com Phillip Lima.

Nocaute relâmpago, vitórias no primeiro round e desclassificações agitam público

Na co-luta principal da noite do Wocs 39, pela divisão dos penas (até 66kg), Junior Orelha e Vitor de Souza faziam um duelo muito equilibrado, até que no terceiro round, quando Vitor encaixou um belo arm-lock, Orelha acertou uma pisada ilegal na cabeça do oponente e foi desclassificado, coroando o atleta da casa com a vitória. No único duelo da noite que durou os três rounds, o experiente Jamilson Daduzinho venceu Douglas Ribeiro por decisão dividida dos árbitros laterais, conquistando sua oitava vitória na carreira, em duelo pela categoria dos moscas (até 57kg).

Fazendo seu debute no MMA, o peso-pena (até 66kg) Alex Trem Bala estreou em grande estilo e nocauteou Fernando Haddad com apenas oito segundos do primeiro round. Em confronto de dois lutadores com grande envergadura, pela categoria dos leves (até 70kg), Rodrigo Zoi nocauteou Eduardo Dudu com uma sequência incrível de socos, que culminaram na desistência de Dudu ainda no primeiro assalto.

Natural de Rio Bonito, João Paulo Cardozo aproveitou o embalo da torcida, não decepcionou e conquistou seu segundo triunfo na carreira. Cardozo derrotou Matheus Soldado com um belo mata-leão, também no primeiro round, em duelo até 52kg. Na primeira luta da noite, pela categoria dos penas (até 66kg), Braga Neto foi desclassificado ao acertar um golpe ilegal conhecido como ‘pedalada’ no seu oponente Felipe Jones. Assim, o lutador da DTM teve o braço erguido, mais uma vez antes do término do primeiro round.

Wocs 39 – Serviço

Data: Sábado, 22 de novembro de 2014
Local: Complexo Esportivo Bonitão – Rio Bonito, Rio de Janeiro

Resultados oficiais

Até 75kg: Oton Jasse (TFT) finalizou Raphael Caçapa (PRVT) com um triângulo de mão aos 1min e 07seg do primeiro round
Até 66 kg: Vitor de Souza (PRVT Rio Bonito) venceu Junior Orelha (Relma) por desclassificação (golpe ilegal) aos 3min e 32seg do terceiro round
Até 57kg: Jamilson Daduzinho (TFT) venceu Douglas Ribeiro (BST/Team Baioneta) por decisão dividida dos juízes laterais
Até 66kg: Alex Trem Bala (Max Gideon MMA) venceu Fernando Hadad (NJ JJ) por nocaute técnico aos oito segundos do primeiro round
Até 70kg: Rodrigo Zoi (TFT) venceu Eduardo Dudu (DTM) por nocaute técnico aos 1min e 52seg do primeiro round
Até 52kg: João Paulo Cardoso (PRVT Rio Bonito) finalizou Matheus Soldado (Ric House) com um mata-leão aos 1min e 55seg do primeiro round
Até 66kg: Felipe Jones (DTM) venceu Braga Neto (TFT) após desclassificação (golpe ilegal) aos 4min e 21seg do primeiro round

Postado por oscardaniotti às 8:34

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Duelo entre brasileiros e ucranianos marcam XFCi 7

Todos os atletas do card bateram o peso sem problemas e estão aptos a entrar no hexágono, neste sábado, dia 1º de novembro

Brasil contra Ucrânia. O duelo entre as duas nações marca o XFCi 7, neste sábado, 1º de novembro, no Ginásio do São Paulo Futebol Clube, na capital paulista. Na luta principal, Allan “Puro Osso” Nascimento terá pela frente Ruslan Abiltarov, numa superluta peso-mosca. Ambos bateram o peso da categoria mosca (até 56,7kg) com 56,3kg e 56kg, respectivamente. A batalha brasileira contra o país soviético ainda terá outras fases, antes de chegar ao ápice: na co-luta principal, a catarinense Julie Werner pega Iryna Shaparenko, pelo peso-mosca feminino. A brasileira marcou na balança 56,7kg, enquanto sua adversária apontou 56,6 kg, com as duas atingindo o limite do peso da categoria. No card preliminar, Karine Silva abre a tríplice de confrontos contra o país do Leste Europeu diante de Marina Moroz.

Os ingressos estão à venda no site Ticket360.com.br e custam entre R$ 40 a arquibancada (R$ 20 – meia entrada) e R$ 100 a área VIP (R$ 50 – meia entrada). A RedeTV! transmite, ao vivo, o card principal do evento a partir das 0h30 de sábado para domingo (horário brasileiro de verão). Além das duas lutas principais, a emissora exibe dois duelos do GP masculino peso-meio-médio (até 77,1kg), entre Cairo Rocha e o russo Sergei Bal e entre o guianense radicado no Rio de Janeiro Carlston Harris e o brasileiro Ariel Jaeger.

O responsável pelo casamento das lutas do XFC é Eduardo Duarte, matchmaker e faixa preta de jiu-jitsu, graduado por André Pederneiras. Ele explicou, durante a pesagem ao vivo, nesta sexta-feira, como é feito o trabalho de prospecção dos atletas do Leste Europeu.

“São lutadores duros demais. Parecem ser frios. Gostam de andar para frente e são difíceis de serem derrubados. Estão entre os melhores e prontos para dar o show que o público merece. É um trabalho árduo de prospecção, que em algumas fases durou mais de dez horas diárias analisando vídeos e buscando referências, mas que foi feito com dedicação e trará resultados”, opinou.

Presidente da organização, Myron Molotky, não escondeu a empolgação para a sétima edição do XFCi. “A expectativa é muito grande, não tem como ser diferente. Temos no duelo principais dois jovens atletas com um talento incrível. Tenho certeza que o show será completo. E minha torcida? Será pelo vencedor (risos)”, declarou.

Encarada tensa marca duelo entre brasileiro e guianense

Na primeira rodada do GP dos meio-médios da segunda temporada, o atleta da RFT, natural da Guiana, Carlston Lindsay Harris, enfrenta o brasileiro Ariel Jaeger. Os dois protagonizaram a encarada mais tensa da noite. A dupla não teve problemas com a balança, assim como Cairo Rocha e Sergei Bal, que também lutam pelo GP, ficaram dentro do limite.

XFC International 7 – Serviço

Data: Sábado, 1º de novembro de 2014
Local: Ginásio do São Paulo Futebol Clube – Rua Dr. Erasmo Teixeira de Assunção, Portão 13 – Morumbi, São Paulo
Abertura dos portões: 19h30
Horário: 21h
Transmissão: Ao Vivo na RedeTV! a partir de 0h30 de sábado para domingo

Card Principal
Ao vivo na RedeTV! a partir de 00h30 (sábado para domingo)

Até 56,7kg: Ruslan Abiltarov (UCR) x Allan “Puro Osso” Nascimento – Superluta
Até 52,2kg: Iryna Shaparenko (UCR) x Julie Werner – Superluta
Até 80kg: Gilson Santos x Will Galvão – Superluta
Até 77,1kg: Sergei Bal (RUS) x Cairo Rocha – GP peso meio-médio

Card Preliminar
Transmissão na semana seguinte

Até 52,2kg: Marcela Yineris (COL) x Liana Ferreira Pirosin – GP feminino peso-palha
Até 52,2kg: Marina Moroz (UCR) x Karine Silva – GP feminino peso-palha
Até 77,1kg: Carlston Lindsay Harris (GUI) x Ariel Jaegger – GP peso meio-médio
Até 52,2kg: Dora Perjes (HUN) x Luana Santos – GP feminino peso-palha
Até 77,1kg: Anthony Suárez (VEN) x Paulo César dos Santos – GP peso meio-médio
Até 52,2kg: Fernanda Priscila Barros x Viviane “Sucuri” Pereira – GP feminino peso-palha
Até 77,1kg: Michel Pereira x Geraldo “Luan Santana” Coelho – GP peso meio-médio
Até 65,8kg: Romeiro Nunes Santa x Islan Reis – Luta reserva GP peso-pena
Até 70,3kg: Willian Cilli x Reinaldo Ekson – Luta reserva GP peso-leve

Postado por oscardaniotti às 11:09

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Rodrigo Minotauro ministra workshop de MMA em Londrina

Os paranaenses que gostam de MMA já tem uma ótima opção de lazer no próximo sábado (13/7). Sob o comando de Rodrigo Minotauro, astro do UFC, o Boulevard Londrina Shopping recebe um workshop de artes marciais no pátio principal do estabelecimento. O evento, que será aberto ao público, terá seu início às 16h.

Durante o aulão, Minotauro terá a companhia dos companheiros de equipe Bruno Frazatto e Rafael Feijão. Especialista em jiu-jitsu, Bruno, que possui cinco vitórias e nenhuma derrota no MMA, explicou como será a didática das apresentações.

“A ideia é mostrar que as lutas podem ser praticadas por todos os tipos de pessoas. Nós vamos ensinar um pouco de defesa pessoal e explicar sobre a acescência das artes marciais. A luta não é mais aquele esporte estritamente masculino, hoje, o Team Nogueira tem pelo menos 60% dos seus alunos composto por mulheres e crianças”, disse Frazatto.

Após o término do workshop, Rodrigo Minotauro estará disponível para sessão de fotos e autógrafos. A iniciativa é uma parceria entre o shopping Boulevard e a academia Team Nogueira Londrina, inaugurada em fevereiro deste ano.

Postado por oscardaniotti às 15:15

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Vitor Belfor se lesiona e coloca Wanderlei Silva no UFC 139

Vitor Belfort se machuca e oferece a Wanderlei Silva a oportunidade de redenção no UFC.  O carioca, que iria enfrentar Cung Le no dia 19 de novembro, sofreu uma grave lesão e será substituído por Wanderlei Silva.

A notícia foi divulgada por Dana White em seu Twitter nesta terça-feira.

Após sofrer uma derrota amarga para Chris Leben,  Wanderlei vai ter nova  chance graças ao seu desafeto, Belfort.  Wand vai pegar perigoso Cung Le, ex-campeão do Strikeforce e dono de potentes chutes. Esperamos desta vez que Wanderlei venha mais focado e com a mesma vontade dos tempos do Pride, pois a mesma chance não bate a porta duas vezes.

Recentemente, dana White declarou que o melhor para Wanderlei seria a aposentadoria.

Na luta principal do UFC 139, Maurício Shogun duela contra Dan Henderson.

Foto: UFC

 

Postado por oscardaniotti às 14:23

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Aqui, é o país do MMA

Foto: Marcio Rodrigues

O Brasil é o país do MMA. A capital fluminense, em especial,  respira o esporte, neste mês.   São eventos espalhados por toda a  cidade:  Clube da Luta; Wocs 13Celeiro Fight , Wocs 14 e no  dia 27 de agosto, o mais famoso de todos, o UFC. O evento, em sua edição carioca, vai contar com um card recheado de brasileiros que conquistaram o mundo, levantando nossa bandeira e homenageando o país que mais forma lutadores.

Há pouco tempo, comentava-se, entre os principais veículos de luta, que   os americanos podem dominar este esporte, em breve, já que eles aprendem wrestling, em suas escolas e tem condições econômicas de levar, daqui, bons professores de jiu-jitsu.  Já os brasileiros, que são bons na arte suave, acabam deixando a desejar no wrestling, pois não tem capital suficiente para trazer americanos para treiná-los aqui, no Brasi.

O Brasil nunca vai deixar de ser o número 1,  neste esporte. Além dele ter vindo do jiu-jitsu, desenvolvido, aqui, pela família Gracie, temos um histórico  de superação do nosso povo. Os ingleses inventaram o futebol, mas foi o brasileiro, provido da mesma disposição, que conquistou o mundo com seus dribles.

Nossos octógonos, espalhados  pelos quatro cantos, deste Brasil,  apresenta, a cada dia, lutadores com qualidades e acima de tudo, muita garra. Nomes como Anderson Silva, Minotauro, Vitor Belfort, fazem com que garotos, de regiões pobres  sonhem, um dia,  ganhar uma bolsa milionária no UFC.  Fato que acontece, desde sempre,  no futebol.

O MMA virou uma fonte de inspiração para jovens, brasileiros, que sonham em dar uma condição melhor para sua família, já que, ainda, brigamos por uma educação, pública,  mais digna.

 

 

Postado por oscardaniotti às 14:48

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Dudu Nobre busca condicionamento físico, nas artes marciais.

Foto: Divulgação.

Para quem não sabe, Dudu Nobre, sambista renomado,  é um aficcionado por lutas, em especial o MMA.  O sambista é um bom striker, pratica  Muay Thai, há alguns anos, além de ser faixa roxa de jiu-jitsu.

Dudu é aluno do faixa preta, Eduardo “Brigadeiro”, que vem ensinando, ao cantor, os segredos da arte suave. “Ele veio para o jiu-jitsu com o objetivo de buscar melhor condicionamento físico e mostrou-se um bom aluno, além de já possuir um conhecimento razoável de grappling (jiu-Jitsu sem kimono)”, declarou o professor.

Dudu Nobre é  amigo do campeão do UFC, Anderson Silva, e também, Vitor Belfort,
inclusive,  já foi várias vezes ao exterior para assistir as lutas de seu amigo e ídolo.
A procura pela arte suave cresce a cada dia. Dudu é um entre muitas pessoas, públicas, que  já aderiram a prática da arte suave.

Postado por oscardaniotti às 21:17

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De La Riva: “Quero fazer dessa luta de despedida uma coisa especial, não só para mim, mas para minha família, para o meu filho.”

Personagem marcante da história do jiu-jítsu brasileiro, Mestre Ricardo de La Riva, conhecido por lutas memoráveis e, por fazer posições de uma forma única, nas quais tem até seu nome impresso (guarda de La Riva, gancho de La Riva e de La Riva reverse), nos fala do aprimoramento da guarda e do gancho, da importância de suas viagens para ministrar seminários em diversos países, de sua volta para participar de uma luta oficial e do preparo de seu aluno faixa-preta Rodrigo Minotauro para o UFC Rio.

O que te levou a aprimorar o modo de fazer guarda, tornando-se a maior referência?

Desde garoto, ainda na faixa amarela, eu dificultava muito a passagem de guarda, sempre conseguindo repor, por ter uma flexibilidade articular muito boa e um bom alongamento muscular. E, por impor essa dificuldade, todo mundo queria passar minha guarda.

No começo eu não atacava muito, era uma guarda defensiva, até que comecei a ver que o ataque era a melhor forma de me defender, mesmo sendo por baixo. Como não dava para fazer guarda fechada, eu abria e tentava raspar. O que não era comum na época. Quase ninguém puxava para a guarda, e quando isso acontecia era para a fechada, onde se buscava a finalização.

Ajudou muito eu fazer parte da escola do Mestre Carlson Gracie, que era especialmente uma academia de passadores de guarda e eu, muito flexível e alongado, fui aprimorando.

Como foi criar os detalhes do gancho de La Riva, o desequilíbrio que ele provoca, e as diversas posições que saem dele?

Comecei a trabalhar esse gancho sem querer. Muito flexível, eu sentia que segurava o oponente quando o gancho entrava ali, no meio das pernas, dificultando a passagem. Percebi a eficiência do movimento, que me dava um leque maior de opções, podendo fazer o desequilíbrio do adversário para os dois lados e para frente e para trás, diferente dos outros ganchos que, praticamente, você só consegue raspar para um lado. A partir daí comecei a trabalhar as raspagens, posições para travar o adversário, e até mesmo movimentos para buscar a finalização.

Hoje, vários lutadores trabalham esse gancho, desenvolvendo até outras técnicas, tão bem quanto eu.

Os movimentos básicos são o ponto forte da arte suave?

O básico é o mais importante, é a base. Se você não trabalhar isso não adianta chegar com posições mirabolantes.

Tem que saber dar uma tesourada, uma raspagem de quadril, enfim, essas coisas básicas que são primordiais. Tem pessoas que pulam essa fase, mas não é o ideal. Colocamos nossos filhos com três anos na escola, para eles chegarem à faculdade com uma boa base, porque entrar direto para a faculdade não dá, fica difícil, e é o que muita gente está querendo, ir direto para a faculdade.

Viajar pelo mundo ministrando seminários e difundindo o jiu-jítsu brasileiro é importante para a preservação dessa arte marcial peculiar?

Hoje, uma das minhas missões é divulgar mais o jiu-jítsu, e uma das maneiras é fazendo seminários. Procuro aceitar todos os convites, principalmente nos locais em que ainda não fui. Faço questão que conheçam meu estilo.

Acho que todo professor que ministra aulas deveria pensar em mostrar o que tem de melhor nas técnicas, com toda riqueza dos detalhes. Despertando mais o interesse dos lutadores.

Seus alunos têm você como referência. Não só como um Mestre, mas, como um amigo, um pai. Como é essa relação?

É boa! Eu tenho o maior cuidado com eles. Penso muito no que vou falar e em como me dirigir a eles. Às vezes, a pessoa está em um momento difícil e é importante você sentir isso para saber dar o tratamento adequado, para não atingi-lo de uma forma que não seja a melhor.

Não me preocupo só com o treino. Quero que eles melhorem no jiu-jítsu, mas que tenham o mesmo rendimento no trabalho, na escola e um bom entendimento com todos que os cercam. Então, eu procuro em 1:30h de treino, estar conversando e dando um direcionamento para que os hábitos deles sejam melhores.

Ser mestre é ensinar mais que arte marcial?

É fácil chegar à academia, mandar o pessoal correr e botar para treinar, o resto é que é complicado. É preciso fazer a pessoa entender que tem que ter dedicação e respeito pelos seus companheiros de treino, e que isso ele tem que refletir na vida dele, fora dos tatames. Não adianta só formar um lutador, um cara duro, é preciso formar um bom cidadão para enfrentar a vida.

Como está sendo o preparo para o retorno aos tatames?

Eu sempre gostei de me cuidar, procurando manter uma vida regrada com boa alimentação, com a preocupação de não deixar de treinar, trabalhando minhas técnicas e cuidando da saúde. E é isso que tem me ajudado nos treinos mais pesados que venho fazendo para alcançar uma preparação plena para minha despedida.

São treinos um pouco mais sérios, mais duros. Tem que ter uma dedicação diferenciada dos treinos que eu faço em uma aula normal. São três dias na semana de treinos mais fortes, que desgastam um pouco. Mas a preocupação que eu sempre tive de estar bem e ir treinando com uma regularidade, tem ajudado bastante nesse preparo. Claro que fazer uma preparação à parte está um pouco mais puxado, mas isso já era o esperado.

Será mesmo a última luta?

Eu achei que minha missão já estava cumprida desde a última vez que lutei. Achei que já tinha finalizado esse ciclo. Mas meu filho Daniel, em uma conversa no ano passado, me falou desse desejo de me ver lutar, que acabou me despertando essa vontade de voltar, por ele. Foi exclusivamente o único motivo que conseguiu despertar meu interesse.

Quero fazer dessa luta de despedida uma coisa especial, não só para mim, mas para minha família, para o meu filho.

Eu tinha como intenção inicial, nessa volta, participar de alguma competição no mês de julho (Rio International Open ou o International Master and Sênior), só que duas viagens para ministrar seminários acabaram quebrando a rotina dos treinamentos e, para fazer, eu prefiro fazer direito. Para fazer mais ou menos, eu prefiro deixar para lá. A idéia é participar de uma boa competição, mas se não tiver essa oportunidade posso fazer uma luta especial. Vai ser divertido.

Dentre tantos atletas de renome que enfrentou qual foi o mais duro, e quais dificuldades ele te impôs?

Toda luta é difícil e importante. Quando entro no tatame, com qualquer oponente, a mentalidade é a mesma, a preocupação é a mesma.

Mas tiveram as lutas diferenciadas, e as melhores foram com o Royler Gracie, que é um lutador fora de série. Ganhou tudo que se propôs a ganhar, todas as competições de que participou. Indiscutivelmente, um excelente atleta.

Foram três lutas especiais independente dos resultados.

Está mesmo ajudando no preparo do lutador de MMA Rodrigo Minotauro, que se formou faixa-preta em sua academia, para sua próxima luta no UFC Rio?

Surgiu a oportunidade de fazer um trabalho com o Rodrigo, especificamente para essa luta. Ele está afiado tanto na parte de cima como no chão, que é sua especialidade, onde está cada vez melhor. Até lá ele estará bem preparado, apesar das duas cirurgias e um tempo parado.

Fizemos um treino e ele partiu para cima o tempo todo, buscando a finalização. Se ele entrar com esse espírito, lá no octógono, ele vai nocautear ou, se a luta for para baixo, finalizar.

Colaborou: Thiago Rosa.

Postado por oscardaniotti às 23:03

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Rickson Gracie. O Jiu-Jitsu como filosofia de vida.

Vindo de uma família, que praticamente já nasce de quimono, Rickson Gracie é considerado uma lenda do jiu-jitsu. Mundialmente conhecido, este sobrenome agrega peso e muita, muita responsabilidade.
Rickson dispensa maiores apresentações, mas ele sempre assumiu uma postura de quem nasceu para vencer.
Desprovido de muitos apegos, ele gosta de pensar e analisar o ser humano.

Como já entrevistei seu pai, Hélio Gracie, pude perceber que Rickson mantém vivo o legado Gracie. Digo legado, não apenas pela parte física da coisa, mas, por outro lado, pelo prisma emocional e filosófico.
Hélio possuía um caderninho, onde estava escrito, quase, uma infinidade de adjetivos. Para cada um deles, ao lado, ele escrevia um conceito; uma explicação uma justificativa.

A partir dali, já se percebe o pensamento de um homem que foi o responsável pela criação de um jiu-jitsu, elaborado para o não uso da força. Esse jiu-jitsu deveria ser chamado Gracie Jiu-Jitsu, que foi aprimorado e, portanto, modificado, do jiu-jitsu inicial, praticado pelos monges budistas que atravessavam desertos e precisavam se defender de ataques. Entretanto, o jiu-jitsu acabou ficando, mundialmente conhecido como Brazilian Jiu-Jitsu. E a família Gracie famosa também, nos quatro cantos do planeta, devido, lá no início, quando Hélio desafiava lutadores para mostrar que o jiu-jitsu era uma arte marcial superior.
E isso acabou sendo confirmado pelas próprias lutas de Vale-Tudo, em que o jiu-jitsu aparecia, sempre, com muita eficiência.

 

Muitos membros da família são lutadores profissionais e professores, no Brasil e no exterior. Rickson mantém fiel a proposta do Hélio e dá exemplo de boa alimentação; conhecimento de si próprio e do ser humano, além de posturas e condutas na vida.
Rickson assumiu cedo a condição de um representante da família. As pessoas já se dirigiam a ele, desde criança, com determinados comentários, como: “Coloca o quimono…”; “você já sabe lutar?” ; “você vai ser campeão?”.
“Sendo assim, eu já absorvi desde garoto, esse conceito e pressão, ao mesmo tempo. Eu interiorizei que as pessoas estariam me olhando e que eu não poderia ser menos do que sou”, afirmou Rickson.
Apesar da pressão que sempre vivenciou por ser um Gracie, ele transformou essa energia, em esforço. Se havia algum sofrimento, este seria revertido para garra e determinação. Isso foi fazendo dele, um grande ídolo, que marcou gerações.

Devido à própria expectativa que foi criada, já no núcleo familiar, Rickson tem um grande auto-conhecimento; ele soube usar essa pressão para conseguir muitas vitórias.
O fato de ser Gracie também sempre gerou, nele, o estigma de ter um nome famoso que os outros não tem. Essa responsabilidade, sempre o obrigou a ser o melhor: treinar mais; se esforçar mais. Por ele ter uma boa estrutura emocional, o fez de forma sábia e segura.

Outro fator também presente no pensamento de seu pai e no seu é a questão da competição. Tanto para um, quanto para o outro, a competição acaba excluindo pessoas, que gostam de treinar, mas não possuem espírito competitivo. Em ambas opiniões, o jiu-jitsu tem um grande poder de modificar e equilibrar o ser humano. Quem é muito dono de si, pode se nivelar àquele que é mais humilde; o tímido é capaz de se soltar mais; aquele que usa força, vai ser capaz de perceber que a alavanca tem grande poder, enfim, que o jiu-jitsu pode nivelar uma turma e um ser humano.


O que fazer quando se luta com uma pessoa que acha que a força é o mais importante num treino de jiu-jitsu?

“Essa capacidade de entendimento profundo, do ser humano. A primeira atitude que tenho que tomar quando percebo que a pessoa está usando força é encontrar uma posição em que ele sinta uma certa impotência. Se essa pessoa achar que a força resolve o problema, ela vai, sempre, partir para a força. Outra alternativa que você pode fazer é cansar essa pessoa e deixá-la na exaustão . Aí eu pergunto: você, agora, está sem gás. Como vai resolver esta situação? Depois disso, ela vai começar a pensar de uma forma, que nunca havia pensado antes. Assim que essa pessoa tiver uma imagem despida de si própria, ela pode pensar num plano B.
Se você, acredita, que na hora do sufoco, existe um segundo plano. Quando o ser humano descobre isso, ele entra em contato com algo muito profundo, de si próprio. Ele encontra saída, onde esta parecia não existir.


Quais os benefícios que o jiu-jitsu pode trazer para a educação infantil?

Os benefícios para crianças, que o jiu-jitsu pode trazer, são inúmeros, seja no campo físico; intelectual e emocional. O jiu-jitsu atende a uma necessidade muito profunda do ser humano: que é de se conhecer.
O jiu-jitsu desenvolve auto-conhecimento das possibilidades; dos medos e, essencialmente, na sua capacidade de pensar sob pressão. Existem diversos fatores num treino: a pressão do oponente; as expectativas com o resultado. Todos os desconfortos fazem você ficar mais perto de situações trazidas pelo cotidiano. Existe um crescimento em cima dessa pressão; um ganho de maior estabilidade e auto-confiança. E com este crescimento, o indivíduo pode olhar para trás e dizer: “estou mais forte hoje, do que ontem”.
O jiu-jitsu aproxima as pessoas, não há frieza. Ele gera emoção; contato. O jiu-jitsu propicia a pessoa um nivel superior de conduta e condicionamento interno.
O conhecimento das suas reais necessidades é passado através do jiu-jitsu. Hoje, posso dizer que não consigo pensar o jiu-jitsu sem incorporá-lo às crianças.


O que você pensa a respeito do jiu-jitsu que é ensinado, hoje, nas academias?

A arte marcial pode se encaixar na vida de qualquer um, mas a competição, se encaixa na vida de alguns, daqueles que são favoráveis a isso. O lado da defesa pessoal abrange a família, como um todo. O chato disso tudo é que hoje, você entra numa academia de jiu-jitsu e dificilmente você vai ver um Programa de Fundamentos ou de Defesa Pessoal. Essa coisa muito “passa a guarda”, “sai de gravata”, treinamento competitivo é o que muito se vê. Não tiro o valor de um ambiente de competição, mas eu acho que a arte marcial atinge muito mais ao fraco e tímido do que apenas aquele grupo de pessoas que precisam apenas de um pouco mais de condição técnica. O jiu-jitsu tem muito a oferecer. Não podemos deixar que o extinto da competição seja a mola mestra dos treinos.

O que é, em sua opinião, ser um bom professor de jiu-jitsu?

O professor não pode ser aquele que se limita a mostrar posição. No jiu-jitsu, o professor é muito mais do que isso. Ele precisa ensinar como lidar com relações humanas. O jiu-jitsu prima pela eficiência e o professor, muitas vezes, acaba super valorizando isso e se esquece de formar o aluno em questões como respeito, por exemplo.
A partir do momento em que você abre a porta e entra um aluno, você acaba sendo responsável por ensinar alguma coisa para ele, que não se restringe, apenas, aos tatames e sim descobertas de si próprio e equilibrio. O professor precisa ter sensibilidade e fazer um trabalho individual. Eu não quero que meu aluno vá embora. Um, bom, professor de jiu-jitsu é um psicólogo. São atitudes baseadas no amor, porque ninguém deve estar ali apenas pelo dinheiro, da aula, e sim pelo amor ao que faz.
A minha idéia hoje é fazer as pessoas campeãs na vida: a pessoa que não conseguia olhar no olho, que passe a encarar. Isso para mim, vale mais do que muitas medalhas. Este valor agregado está sendo cada vez menos usado dentro do jiu-jistu. Essa é a minha missão e para o resto da vida.

Publicada na edição 31 da revista FAIXA PRETA DIGITAL.

Postado por oscardaniotti às 21:55

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Entenda como são preparados, grandes nomes do MMA brasileiro.

O mais novo blog do Jornal do Brasil, Faixa Preta, esteve na academia X-Gym, no Recreio dos Bandeirantes,  para entrevistar duas feras do MMA. Mas nossos entrevistados não sobem, ao octógono, para lutar e sim para preparar nossos lutadores para o combate.
Josué Distak (treinador de boxe) e Rogério Camões (preparador  físico),  cuidam do treinamento de feras como:  Anderson Silva, Rafael Feijão, Erick Silva, Ronaldo Jacaré entre outros tantos lutadores.
Nesta entrevista, você vai entender, melhor, como um lutador, de MMA, é preparado para lutar.
Confira o vídeo.


Osssssssssss!

Postado por oscardaniotti às 16:03

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