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Rio perde mais uma

Depois de ter largado na pole-position para sediar a etapa brasileira da Fórmula Indy, que acabou indo para as ruas de São Paulo, Ribeirão Preto poderá abraçar uma das mais importantes corridas do calendário nacional. As ruas da cidade do interior paulista brigam para ter a Corrida do Milhão da Stock Car, que será disputada no dia 6 de junho. Esta seria a segunda prova de rua da categoria em 2010 – Salvador já foi selecionada para receber a Stock Car no dia 15 de agosto.

A data está definida pela organização da categoria, mas o local ainda é incerto. Certo mesmo é que a corrida de dará ao vencedor US$ 1 milhão voltará ao calendário em 2010 – no ano passado, a premiação da prova foi suspensa. A Corrida do Milhão aconteceu pela primeira vez em 2008, no Rio de Janeiro; o paraibano Valdeno Brito foi o felizardo e desfila por aí (com toda razão!) com o anel que recebeu depois de subir no lugar mais alto do pódio desta prova..

(Stock Car Website)

Nos últimos dias, cresceram os rumores de que o município poderá ganhar o direito a sediar a corrida. Mas isso não significa que Ribeirão Preto será o local da corrida do dia 6 de junho. A cidade do interior largou na frente para a disputa da Fórmula Indy e, aos poucos, foi perdendo velocidade até perder a glória para São Paulo.

Independentemente se a Corrida do Milhão será ou não em Ribeirão preto, fato é que o Rio de Janeiro perdeu mais uma – o que já era de se esperar. Esta é mais uma derrota para o automobilismo do município. Nas últimas décadas, a cidade maravilhosa perdeu a Fórmula 1, a Fórmula Indy e, agora, a Corrida do Milhão.

Para piorar, o Rio está bem perto de não ter local para abrigar corridas de carros. O autódromo está com os dias contados – será destruído para dar lugar a um Centro de Treinamento Olímpico – e os responsáveis pelo esporte a motor não se pronunciam se a cidade terá ou não um novo autódromo. A história de que Deodoro será o endereço da nova pista no Rio de Janeiro já virou lenda urbana.

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Uma foto histórica

Um internauta enviou para mim uma foto que é bastante conhecida de qualquer amante da Fórmula 1. O que chamou atenção foi o diferente ângulo da fotografia, registrada minutos antes da largada do Grande Prêmio de Portugal, no Estoril, em 1986. Naquele 21 de setembro, Ayrton Senna, de Lotus-Renault preta e dourada, Alain Prost, de McLaren-TAG-Porsche, e Nigel Mansell e Nélson Piquet, de Williams-Honda, disputavam o mundial.


O autor da façanha em reunir inimigos (Mansell e Piquet e Senna) e futuros inimigos (Senna e Prost) foi Bernie Ecclestone. O todo-poderoso conseguiu um feito que, para muitos, seria impossível até mesmo naquela época. Duvido que, mesmo ele, tivesse conseguido fazer esta mesma foto alguns anos depois...

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Um pé no chão, outro no acelerador

O ótimo desempenho da BMW-Sauber nos testes coletivos da Fórmula 1 em Valência não alimenta os sonhos da dupla de pilotos de Peter Sauber. O veterano espanhol Pedro de la Rosa e o jovem nipônico Kamui Kobayashi bateram os tempos da Mercedes (com heptacampeão e tudo), da McLaren (dos campeões Jenson Button e Lewis Hamilton), da Williams, da Renault e da STR.

(Formula 1 Website) De volta como piloto titular, Pedro de la Rosa participou de dois dias de treinos e só foi superado pelas Ferrari

Superados apenas pela dupla da Ferrari, os pilotos da equipe suíça jogam a responsabilidade por vitórias para o cavalinho rampante. No geral, os tempos registrados pelos carros da BMW-Sauber ficaram em terceiro e quarto lugares. Confira os melhores tempos dos três dias de testes:

1º Fernando Alonso (Ferrari): 1min11s470 – registrado no terceiro dia
2º Felipe Massa (Ferrari): 1min11s722 – registrado no segundo dia
3º Kamui Kobayashi (BMW-Sauber-Ferrari): 1min12s056 – registrado no segundo dia
4º Pedro de la Rosa (BMW-Sauber-Ferrari): 1min12s094 – registrado no terceiro dia
5º Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min12s256 – registrado no segundo dia
6º Robert Kubica (Renault): 1min12s426 – registrado no segundo dia
7º Michael Schumacher (Mercedes): 1min12s438 – registrado no terceiro dia
8º Felipe Massa (Ferrari): 1min12s564 – registrado no primeiro dia

O tsunami provocado pelos carros vermelhos de Felipe Massa e Fernando Alonso coloca a Ferrari como candidata a vitórias na temporada 2010. Os bólidos de Maranello provaram que as flechas são vermelhas, e não mais pratas. Pior para o time com os dois últimos campeões mundiais, que terá de engolir a poeira de Valência e tentar acompanhar a dupla Massa-Alonso de perto em Jerez de la Frontera, local do próximo período de treinos coletivos da Fórmula 1.

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Estreia ameaçada

O pessoal da Stefan GP está igual a raposa em galinheiro. Ronda pra cá, ronda pra lá, uma voltinha para disfarçar... Pois é, depois de o sérvio Zoran Stefanovich anunciar que estará com toda parafernália no Grande Prêmio do Bahrein, um diário europeu informa que a Campos, equipe de Bruno Senna, tem sua estreia colocada em xeque.

Segundo as informações que circulam no Velho Continente, a escuderia de Adrian Campos ainda estaria devendo uma grana preta para a Dallara, responsável pela construção do chassi do carro da equipe. Os burburinhos dizem que se o ex-piloto espanhol não quitar a tal dívida até as próximas horas, o time ficará sem chassi e, consequentemente, poderá estar ausente do grid na primeira corrida de 2010. E, do jeito que está, começo a ter dúvida se a Campos estará presente em algum Grande Prêmio desta temporada. É bom o sobrinho de Ayrton Senna começar a mexer os pauzinhos para tentar garantir vaga nesta temporada da F1.

(Up Date F1 Website)

Esta situação deixou a Stefan GP ainda mais animada. Com o aval do todo-poderoso Bernie Ecclestone, o time sérvio estaria com tudo em dia para substituir a Campos. O japonês Kazuki Nakajima, filho do lendário Satoru, e o alemão Ralf Schumacher (irmão do heptacampeão), tido como um dos mais “simpáticos” dos últimos anos, seriam os nomes da escuderia; Sebastien Bourdais, hoje na Fórmula Superliga, e Jacques Villeneuve (outro bem “simpático” que já passou pelo circo) correm por fora.

Os sérvios têm como vantagem já terem em mãos o projeto de carro desenvolvido pela Toyota, já que Zoran Stefanovich comprou o desenho que os nipônicos tinham feito para 2010. O novo time entraria em acordo com a Dallara apenas para desenvolvimento do bólido. Parece um plano holiudiano, mas, com o passar dos dias, começo a achar que isso é bem mais palpável do que se imagina.

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Túnel de vento: é realmente necessário?

A participação de todos aqui no COCKPIT é fundamental para mantermos a sintonia com o mundo da velocidade. Ontem mesmo (no post daqui de baixo sobre o lançamento do carro da Virgin Racing), um internauta indagou se a equipe está no caminho certo ao ignorar o túnel de vento.

Pois bem, acho que este é um passo que pode se tornar um marco na Fórmula 1 (e, consequentemente, para as outras categorias automobilísticas), caso dê certo. A primeira das novatas a apresentar o modelo 2010 (aí não considero nem Mercedes, que é a nova Brawn GP, nem BMW-Sauber, por motivos óbvios), a Virgin saiu na frente de Lotus (que apesar do nome é completamente nova), USF1 e Campos.

(Virgin Racing Website)

Concebido inteiramente de forma digital, através do sistema Computational Fluid Dynamics (CFD), o modelo VR01 saiu da garagem (ainda não para as pistas) mais barato do que muitos imaginavam. Na balança, o CFD é menos caro do que longas horas no túnel de vento. Para quem não conhece, o sistema é bastante utilizado nas engenharias mecânica, naval e civil. Para um time estreante, a economia de alguns milhares de dólares é sempre bem-vinda.

Com um modelo de linhas suaves, sem barbatanas na tampa do motor, bicos na altura dos pneus dianteiros e outras feiúras aerodinâmicas (aí, neste caso, o tal do “beleza não põe mesa” serve para mim), o VR01 é filho de Nick Wirth – aquele mesmo da Simtek e da Benetton.

(Virgin Racing Website)

Senti falta de uma asa dianteira visualmente mais complexa. Com um tanque de gasolina maior (este ano o reabastecimento está proibido durante as corridas) e com pneus dianteiros três centímetros mais estreitos, os modelos do mundial de 2010 dependerão – e muito – dos freios e da asa dianteira para buscar velocidade.

Por falar em carros velozes, a primeira impressão do motor Cosworth, que equipa, além da Virgin, a Williams e as outras (realmente) novatas foi bastante ruim. Nos testes coletivos realizados em Valência, entre os dias 1º e 3 de fevereiro, o time de Rubens Barrichello não conseguiu fazer o propulsor desenvolver nas retas. A média de velocidade da Williams foi bem abaixo do esperado; apesar de a escuderia de Frank não ter divulgado números a esse respeito, Rubinho não mediu palavras ao falar do desempenho do carro nas retas do circuito espanhol: “Parecia que estava a 10 Km/h”.

Pois é, ou o motor Cosworth é bem fraquinho, o que seria ruim também para Lucas di Grassi e Bruno Senna, ou o modelo FW32 nasceu com alguma imperfeição, que será difícil de consertá-la, já que pau que nasce torto... Mas, de nada adianta criarmos ilusões e suposições. Só saberemos se os propulsores Cosworth são bons depois do fim de semana do Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1.

(Virgin Racing Website)

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Virgin ignora túnel de vento para fazer carro

Longe de toda agitação do terceiro dia de testes coletivos da Fórmula 1, a Virgin Racing, equipe de Timo Glock e Lucas di Grassi, apresentou o modelo VR01. Com as cores vermelha e preta, o bólido que disputará o mundial 2010 da F1 não passou por testes em túnel do vento. Projetado digitalmente, o modelo, segundo a equipe, dispensa horas e mais horas no túnel de vento.

(Formula 1 Website)

O lançamento, que seguiu a tendência da moda da Ferrari e da McLaren, foi feito com transmissão pela internet. A quantidade de acessos até que foi bem moderada, mas o sistema da escuderia falhou e os usuários ficaram um bom tempo parados num pit stop obrigatório aguardando o restabelecimento do sinal.

Tanto o alemão Glock, quanto o brasileiro Di Grassi, estavam empolgados com o novo carro. Digo e repito. Beleza não põe mesa. O belo carro da Virgin precisa de quilometragem para que seus pilotos façam acertos para buscar pontos no mundial deste ano. O (por muitos apontado) feinho da BMW-Sauber não se importou com beleza e fez bonito em Valência; só foi superado pela Ferrari. O (agora de volta) chefe Peter Sauber deixou Mercedes, McLaren e outras grandes para trás.

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Dobradinha da Espanha na pista espanhola

Não poderia deixar de contar aqui no COCKPIT que não teve para ninguém! A Ferrari dominou todos os três dias de testes coletivos da Fórmula 1. No circuito Ricardo Tormo, em Valência, a equipe de Maranello voltou a andar forte neste último dia de treinos. A novidade foi o temporal de Fernando Alonso. Na primeira vez que sentou no cockpit vermelho, o bicampeão desbancou o brasileiro Felipe Massa e cravou o melhor tempo de todos estes dias. Depois de 127 voltas, o espanhol voltou aos boxes com o tempo de 1min11s470 – marca 0,3s mais rápida do que a registrada por Massa.

(Formula 1 Website)

Se no lançamento da Ferrari, o site da escuderia na internet congestionou, os torcedores espanhóis causaram o maior alvoroço e um trânsito de alguns muitos quilômetros nas imediações do autódromo; foram mais de 27 mil fãs enlouquecidos para ver o filho da terra no cockpit da Ferrari. Depois de parar literalmente o trânsito, Dom Fernando das Astúrias aproveitou a boa performance do carro guiado por Felipe e acelerou fundo. Ainda de manhã, Alonso quebrou o tempo de Massa; na parte da tarde, ele melhorou ainda mais o tempo.

Além da capacidade de pilotar um Fórmula 1 a muitos quilômetros por hora, o bicampeão teve a vantagem que a pista, a cada dia que passa e a cada treino que termina, fica mais emborrachada. Isso facilita para quem tem talento e um carro veloz e estável. Mas, o que vale mesmo é que o bicampeão saiu na frente do brasileiro na guerra psicológica. Independentemente dos detalhes que aconteceram, fato é que Alonso ficou com o melhor tempo destes três dias de treinos. E, agora, Felipe vai ter de correr atrás do espanhol.

(Formula 1 Website)

Novamente, a BMW-Sauber fez bonito e só ficou atrás da Ferrari. De volta ao cockpit, Pedro de la Rosa desbancou (apesar de ter feito tempo pior do que Kobayashi) alguns favoritos do dia, inclusive o campeão Jenson Button. Para a torcida que compareceu ao autódromo, o dia foi de festa. Os pilotos espanhóis Fernando e Pedro ficaram em primeiro e segundo neste treino. Quem ficou atrás da dupla da Espanha foi Michael Schumacher. O heptacampeão foi prejudicado por um vazamento de óleo em seu Mercedes e só conseguiu guiar por 82 voltas.

O campeão de 2009, Jenson Button, parece ter ficado preocupado apenas em posar para fotos e, no final do dia, amargou um quinto lugar. Pior foi mesmo ter de ficar atrás da STR de Jaime Alguersuari – outro espanhol que acelerou na pista de Valência neste terceiro dia de testes. Estreantes em 2010, Nico Hülkenberg (Williams) e Vitaly Petrov (Renault) comeram um pouco de poeira e ficaram com as duas últimas posições no treino.

(Formula 1 Website)

Equipes e pilotos voltam a treinar no dia 10 de fevereiro em Jerez de la Frontera, também na Espanha. Confira os melhores tempos dos pilotos que participaram do terceiro dia de treinos coletivos:
1º Fernando Alonso (Ferrari): 1min11s470 – 127 voltas
2º Pedro de la Rosa (BMW-Sauber-Ferrari): 1min12s094 – 80 voltas
3º Michael Schumacher (Mercedes): 1min12s438 – 82 voltas
4º Jaime Alguersuari (STR-Ferrari): 1min12s576 – 97 voltas
5º Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min12s951 – 82 voltas
6º Vitaly Petrov (Renault): 1min13s097 – 75 voltas
7º Nico Hülkenberg (Williams-Cosworth): 1min13s669 – 126 voltas

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Heavy Metal em Interlagos

Para os roqueiros que tiveram o prazer de assistir à (pelo menos) uma apresentação da lendária banda de heavy metal Metallica em São Paulo ou Porto Alegre, uma boa notícia. O vocalista do grupo, James Hetfield é mais um de nós. Amante da velocidade, o cantor deu algumas voltas a bordo de um Porsche 911 da categoria GT3. A foto foi feita horas antes da apresentação da banda no domingo (31 de janeiro), mas só foi divulgada hoje cedo.

(Porsche GT3 Cup)

Para se ambientar, James ficou de carona com Max Wilson, que também disputa o campeonato brasileiro de Stock Car. Pouco minutos depois, Hetfield não resistiu e assumiu o volante do bólido. Procurando o limite do carro, James não segurou o Porsche na Curva do Lago e rodou. O metaleiro saiu em êxtase do carro. Talvez, por isso, a apresentação da banda tenha sido inesquecível por aqui!

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Ninguém tira Felipe Massa da ponta

O brasileiro Felipe Massa mostrou que está com fome de guiar, acelerar e vencer. O ferrarista foi novamente o mais rápido do segundo dia de testes da Fórmula 1. Na sessão de testes coletivos, que acontece no circuito Ricardo Tormo, em Valência, Massa cravou 1min11s722, melhorando o tempo marcado por ele mesmo no primeiro dia de treino. Mesmo tendo sido o piloto que mais voltas fez neste segundo dia de testes, Felipe mostrou que está afinado e com sede de vitórias.

(Formula 1 Website)

Estes dois dias de testes coletivos serviram para acabar com as especulações sobre a real condição física de Felipe Massa. Os pessimistas de plantão que achavam que ele ficaria alguns décimos de segundo mais lento por causa do acidente se enganaram. O brasileiro está voando na pista espanhola e é um dos homens a ser batido em 2010.

A maior ausência do dia foi Michael Schumacher. O heptacampeão, como a Mercedes havia antecipado, não entrou no carro. Filho do campeão Keke, Nico Rosberg foi o responsável em colocar o bólido da equipe alemã para correr em Valência. Apesar de ter melhorado seu tempo em 0,6s, o jovem alemão não chegou nem perto do temporal de Felipe. Vale lembrar que a melhora dos tempos é natural, já que a pista fica mais emborrachada, aumentando a aderência.

Mais uma vez, a BMW-Sauber (que numa visão lateral mais parece uma faca pontiaguda) andou bem e ficou apenas atrás da Ferrari. Neste segundo dia, o veterano Pedro de la Rosa deu lugar à jovem promessa japonesa, Kamui Kobayashi. O nipônico acelerou fundo e ficou a 0,3s de Felipe.

(Formula 1 Website)

O tempo pífio feito por Robert Kubica ficou para trás. O polonês da Renault acertou o carro e fez um tempo bem melhor do que o registrado no primeiro dia. Hoje (2 de fevereiro), Lewis Hamilton sentou no cockpit da McLaren para acertar o MP4-25. O inglês deu mais de cem voltas – a maioria na parte da tarde – a ficou com o terceiro melhor tempo.

(Formula 1 Website)

Depois de ter sofrido com um problema eletrônico no primeiro dia de testes, Rubens Barrichello não conseguiu sair da posição conquistada no primeiro dia de treino; o brasileiro terminou a sessão na sexta colocação.

Chamou-me atenção a troca de capacetes durante estes treinos. O desfile de novas cores passou pela Renault e Ferrari. Em determinado momento, Felipe Massa entrou na pista com uma peça preta com detalhes em branco, completamente diferente do tradicional amarelo, verde e azul usado por ele há anos. Na Renault, Robert Kubica optou por um modelo negro. As cores azul, vermelha e branca ficaram para trás no gosto do polonês; pelo menos neste treino.

(Formula 1 Website)

Amanhã (3 de fevereiro) será o último dia de treinos coletivos em Valência. Na Ferrari, Felipe Massa dará lugar a Fernando Alonso, que dará, oficialmente, as primeiras voltas no lendário carro vermelho. Na McLaren, sai o campeão de 2008 e entra o campeão de 2009: Jenson Button vai estrear no time de Woking. No terceiro e último dia de testes em Valência, a Mercedes dará vez a Michael Schumacher. Será o primeiro de muitos duelos entre Alonso e Schumacher. Surpresa destes dias, a BMW-Sauber entrará na pista com Pedro de la Rosa. Depois de dois dias, Rubinho dará a vez ao estreante (e campeão da GP2) Nico Hülkenberg.

Confira os melhores tempos dos pilotos que aceleraram no circuito espanhol neste segundo dia de testes coletivos:
1º Felipe Massa (Ferrari): 1min11s722 – 124 voltas
2º Kamui Kobayashi (BMW-Sauber-Ferrari): 1min12s056 – 96 voltas
3º Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min12s256 – 108 voltas
4º Robert Kubica (Renault): 1min12s426 – 119 voltas
5º Nico Rosberg (Mercedes): 1min12s899 – 119 voltas
6º Rubens Barrichello (Williams-Cosworth): 1min13s377 – 102 voltas
7º Sebastien Buemi (STR-Ferrari): 1min13s823 – 107 voltas

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Aprendiz dá lição no mestre

Agora a temporada 2010 da Fórmula 1 realmente começou. Ainda estamos a pouco mais de um mês da largada do Grande Prêmio do Bahrein, mas o início da sessão de testes coletivos é o começo do trabalho para pilotos e equipes. Neste primeiro dia de testes no circuito Ricardo Tormo, em Valência, Felipe Massa não respeitou seu mestre e amigo Michael Schumacher e, depois de 101 voltas, marcou o melhor tempo com 1min12s574. Quando chegou na Ferrari, Massa fez questão de grudar no alemão e aprender tudo o que Schumy tinha a ensinar. Agora, três anos depois, foi a vez de o aprendiz ensinar ao mestre.

(Formula 1 Website)

Mas, há de se esclarecer que Felipe foi o piloto que mais voltas fez neste primeiro dia de testes. Assim, com o talento dele, a chance de cravar uma volta voadora seria maior. Além disso, Felipe precisava pilotar exaustivamente para ver suas reais condições depois do acidente de Hungaroring. Depois de sua recuperação, Massa guiou karts, F1 antigos da Ferrari e simuladores. Mas nada como sentar num modelo novinho em folha e acelerar pra valer!

Apesar de alguns subestimarem este período de treinos, é ali na pista espanhola que começamos a ver quem é quem em 2010. Neste primeiro dia de testes, Schumacher não guiou nos dois períodos (manhã e tarde), já que dividiu o cockpit da Mercedes com o companheiro e compatriota Nico Rosberg.

(Formula 1 Website)

A boa surpresa do dia foi o veterano espanhol Pedro de la Rosa, agora titular da BMW-Sauber (aquela branquinha, praticamente sem patrocínios) depois de três anos seguidos como piloto de testes da McLaren, se sentiu em casa – literalmente – e ficou com o segundo melhor tempo, superando, inclusive, o heptacampeão. E isso não aconteceu por acaso: Pedro liderou a maior parte do treino da tarde; só perdeu a ponta nos minutos finais para o brasileiro da Ferrari. Uma boa estreia para um carro que não teve muita badalação em sua apresentação.

Também sem divulgação, a Williams de Rubens Barrichello foi direto para a pista, sem formalidade para fotografias e entrevistas coletivas. Para decepção da torcida brasileira, Rubinho teve problemas no final do treino e provocou uma bandeira vermelha, retardando o final da sessão em dez minutos. Companheiro de Barrichello na Williams, Nico Hulkenberg entrará na pista somente na quarta-feira.

(Formula 1 Website)

Neste primeiro dia, observei que a Ferrari dará a volta por cima em 2010 e a Mercedes dará muito trabalho para as equipes de ponta, sendo candidata a vitórias nesta temporada. A surpresa ficou por conta da BMW-Sauber. Amanhã tem mais! Confira os melhores tempos dos pilotos que entraram na pista de Valência neste primeiro dia de testes:
1º Felipe Massa (Ferrari): 1min12s564 – 101 voltas
2º Pedro de la Rosa (BMW-Sauber-Ferrari): 1min12s784 – 74 voltas
3º Michael Schumacher (Mercedes): 1min12s947 – 40 voltas
4º Nico Rosberg (Mercedes): 1min13s543 – 39 voltas
5º Gary Paffett (McLaren-Mercedes): 1min13s846 – 86 voltas
6º Rubens Barrichello (Williams-Cosworth): 1min14s449 – 75 voltas
7º Sebastien Buemi (STR-Ferrari): 1min14s762 – 18 voltas
8º Robert Kubica (Renault): 1min15s000 – 69 voltas

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