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Force India no topo, mas Red Bull é força

A Force India ratificou a boa fase nos treinos coletivos da formula 1 em Barcelona. Nesse segundo dia de testes, o alemão Nico Hulkenberg ficou com o melhor tempo do circuito de Montmeló. É verdade que o tempo registrado por Hulkenberg, de 1min22s608, foi feito com pneus supermacios.

(Formula 1 Website)

Com o mesmo tipo de composto, Sergio Perez voou baixo em Barcelona e ficou a 0s040 do alemão da Force India. O mexicano da Sauber foi um dos pilotos que menos andou na pista espanhola. Ainda assim, passou a maior parte do tempo simulando um GP.

Apesar dos dois pilotos terem ficado no topo, entendo que Vettel foi o grande nome desse segundo dia de treinos coletivos. O bicampeão ficou em terceiro com pneus macios; porém seu segundo melhor tempo foi feito com pneus duros. Isso, sjm, foi a grande volta do dia.

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Chamou-me atenção o tempo de Fernando Alonso. Apesar de o bicampeão ter ficado com o quarto tempo, a Ferrari não teve um bom dia. O espanhol só conseguiu a marca por ter abdicado de alguns minutos de testes e buscado um bom tempo para figurar nessa classificação. A Ferrari já mostrou que o F2012 precisará de muito trabalho para se tornar um carro vencedor.

A McLaren fez diversos testes, incluindo longos percursos e experimentos aerodinâmicos. Por isso, a sexta posição de Hamilton não é parâmetro para o mundial desse ano. O mesmo foi feito pela Mercedes. Nico Rosberg completou 82 voltas e não se preocupou em fazer tempos baixos.

Abaixo, os melhores tempos de cada piloto:
1. Nico Hülkenberg, VJM05 Force India (112 voltas): 1min22s608
2. Sérgio Pérez, C31 Sauber (85 voltas): 1min22s648
3. Sebastian Vettel, RB8 Red Bull (104 voltas): 1min22s891
4. Fernando Alonso, F2012 Ferrari (87 voltas): 1min23s180
5. Daniel Ricciardo, STR7 Toro Rosso (50 voltas): 1min23s639
6. Lewis Hamilton, MP4-27 McLaren (120 voltas): 1min23s806
7. Nico Rosberg, W03 Mercedes (82 voltas): 1min24s555
8. Valtteri Bottas, FW34 Williams (117 voltas): 1min25s738
9. Vitaly Petrov, CT01 Caterham (69 voltas): 1min26s605
10. Charles Pic, MVR02 Marussia (108 voltas): 1min27s343

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Sem largar o osso

Escrevi essa semana que os treinos coletivos da Fórmula 1 em Barcelona poderiam dar um panorama de como será o início da temporada 2012 da categoria. Pelo que se viu nesse primeiro dia no circuito de Montmeló, a Red Bull ainda é a equipe a ser batida. Depois de ter sido o mais rápido da manhã, Sebastian Vettel baixou seu tempo em 0s078 e terminou o dia no topo após cravar 1min23s265. O bicampeão segue firme na luta por seu tricampeonato consecutivo; está difícil de ele largar o osso...

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Além de ter feito os melhores tempos de manhã e tarde em Barcelona, Vettel ainda testou os pneus Pirelli no RB8. O alemão, assim como todos os outros pilotos que aceleraram nesse primeiro dia, analisou o rendimento dos compostos de borracha, já que o dia começou com 2ºC; no final da sessão, a pista estava com 30ºC. Essa variação de temperatura foi boa oportunidade de as equipes testarem os pneus Pirelli.

Com a segunda posição, a Force India surpreendeu. Compatriota do bicampeão, Nico Hülkenberg completou 97 voltas e ficou a 0s175 de Vettel. Com as atualizações no MP4-27, colhidas a partir de dados obtidos em Jerez, a McLaren foi o time que mais voltas fez com o modelo de 2012 – apenas a Marussia, com o carro de 2011, completou mais voltas. Lewis Hamilton fez 1min23s590 e ficou com a terceira marca.

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As lentes e olhos estavam voltados para o W03, que foi lançado poucas horas antes do início dos trabalhados em Barcelona. Com o heptacampeão mundial ao volante, a Mercedes não impressionou. Schumi fez apenas o sexto melhor tempo, ficando atrás da Toro Rosso de Daniel Ricciardo e da Ferrari de Fernando Alonso. Não é prudente tirar qualquer conclusão a partir das voltas feitas pelo W03. É pouco inteligente rotular o dia da flecha de prata como decepcionante.

Decepcionante mesmo foi o dia da Ferrari. O bicampeão e herói local, Fernando Alonso, ratificou minhas suspeitas. O F2012 precisa de muito trabalho para ser um carro vencedor. Nem mesmo o talento do espanhol garante que a Ferrari vai reencontrar as vitórias nesse mundial.

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A Lotus, que chamou atenção nos treinos coletivos em Jerez de la Frontera com Kimi Raikkonen, foi para a pista com Romain Grosjean. Após somente sete voltas, o francês teve um problema no chassi do E20, recolhendo o bólido para os boxes. A equipe testava componentes aerodinâmicos até interromper seu teste. Após o término da sessão, o time de Enstone anunciou que não participará dos testes dessa semana. A equipe não detalhou o que ocorreu, mas uma coisa é certa: nenhuma escuderia abandona uma sessão de treinos coletivos, a não ser que algo sério tenha sido detectado.

Williams e Sauber dedicaram o dia à quilometragem. As duas equipes rodaram para analisar a confiabilidade de seus modelos. Por isso, esses times ficaram na metade inferior da tabela com os tempos. Sérgio Pérez em sétimo e Bruno Senna em oitavo. Esse foi o único teste de Senna em Barcelona, já que Valtteri Bottas, terceiro piloto da escuderia, irá para a pista no segundo dia de treinos coletivos e o venezuelano Maldonado ficará no cockpit nos dois últimos dias em Montmeló.

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Os mais rápidos do primeiro dia de treinos coletivos no circuito de Montmeló foram:
1. Sebastian Vettel, RB8 Red Bull (79 voltas): 1min23s265
2. Nico Hülkenberg, VJM05 Force India (97 voltas): 1min23s440
3. Lewis Hamilton, MP4-27 McLaren (114 voltas): 1min23s590
4. Daniel Ricciardo, STR7 Toro Rosso (76 voltas): 1min23s618
5. Fernando Alonso, F2012 Ferrari (75 voltas): 1min24s100
6. Michael Schumacher, W03 Mercedes (51 voltas): 1min24s150
7. Sérgio Pérez, C31 Sauber (66 voltas): 1min24s219
8. Bruno Senna, FW34 Williams (97 voltas): 1min25s711
9. Heikki Kovalainen, CT01 Caterham (31 voltas): 1min26s035
10. Romain Grosjean, E20 Lotus (7 voltas): 1min26s809
11. Charles Pic, MVR02 Marussia (121 voltas): 1min28s026

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Alemão com degrau

Linhas arrojadas na dianteira combinadas com um perfil arredondado no cofre do motor, sem abrir mão do horroroso degrau no bico. É assim que o W03 da Mercedes foi apresentado em Barcelona. O modelo, que será guiado pelo menino de 43 anos Michael Schumacher e pelo também alemão Nico Rosberg, seguiu a tendência da moda atual da Fórmula 1, deixando a McLaren como o “patinho bonito” da categoria.

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Seguindo a imposição do regulamento, que determina altura de 55 centímetros do bico, o W03 tem o bico bastante agressivo. Os olhos mais atentos percebem um pequeno duto na peço da flecha de prata, conforme escrevi aqui no dia 15 desse mês. Lembro que o RB8 também apresenta um duto; diferentemente da Mercedes, que tem o duto na ponta do bico, o carro da Red Bull tem o duto no degrau do bico. Outra mudança em relação ao modelo de 2011 está no desenho do escapamento. De acordo com as novas regras da F1, os carros devem impedir qualquer benefício aerodinâmico de gases no difusor traseiro aquecido.

Depois de tanto mistério que rondou o modelo da escuderia de Brackley, aposto todos os meus 15 dinheiros que estão em minha carteira que o duto no bico será o diferencial que a Mercedes precisa para encostar de vez nas três grandes equipes da F1.

Além disso, Ross Brawn conta com um time de estrelas para dar vitórias à escuderia da estrela de três pontas. Em 2012, o chefe inglês tem ao seu lado Aldo Costa (ex-Ferrari), Bob Bell e Geoff Willis (ex-Williams e ex-Red Bull).

O investimento da Mercedes foi pesado para esse mundial. Se por um lado é bom – mostra a disposição em vencer –, por outro coloca uma pulga atrás de minha orelha. Invariavelmente, o envolvimento de montadoras com a Fórmula 1 nos últimos anos termina em lágrimas. À exceção da Ferrari, mito da categoria e que, ao lado da McLaren e Williams são os times que surgiram nas pistas, as montadoras investem na F1 e exigem resultados praticamente imediatos.

A Mercedes não conseguiu sequer um pódio desde que retornou à Fórmula 1, com muita pompa em 2010 – o time alemão competiu nas duas primeiras décadas da categoria e até venceu Grandes Prêmios. Espero que a cúpula da montadora tenha paciência para que os resultados comecem a aparecer. O investimento é feito, assim como o bom trabalho; ou alguém aí acredita que Ross Brawn e o heptacampeão Schumacher esqueceram o caminho das vitórias?

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Carnaval, que nada!

Em pleno carnaval brasileiro, a Fórmula 1 se prepara para mais uma sessão de treinos coletivos. Nada de samba, nada de folia. Equipes e pilotos estarão em Barcelona para testar seus novos modelos que estarão nas pistas da F1 em 2012.

Quem acompanha a categoria há mais tempo sabe que a F1 não está nem aí para a nossa festa maior. Em 1992, o mundial começou em pleno domingo de carnaval. Naquele Grande Prêmio da África do Sul, Nigel Mansell desfilou em Kyalami e a Williams recebeu nota dez em todos os quesitos depois de fazer a dobradinha com Riccardo Patrese. Foi apenas o aperitivo do que estava por acontecer: o FW14B, um dos carros tecnologicamente mais impressionantes da história da F1, ganhou dez dos 16 GPs de 1992, além de ter feito 15 pole-positions e 11 melhores voltas. A Williams só não foi 100% naquela temporada porque seus pilotos não eram os melhores do grid.


Deixando o passado e escrevendo sobre o presente, a grande expectativa dessa segunda etapa de treinos coletivos será a apresentação do W03 da Mercedes. Com a apresentação dos carros de Ross Brawn, as escuderias irão acelerar na pista espanhola para o primeiro dos quatro dias de testes coletivos. Quer dizer, quase todas, já que a Marussia estará com o modelo de 2011 e a Hispania nem irá para a Catalunha – o time preferiu ficar na sede trabalhando para que o novo carro esteja na Austrália na abertura do mundial, em 18 de março.

Esses testes em Barcelona darão um primeiro panorama da temporada 2012 de F1. Ali teremos uma idéia de como realmente os carros de ponta se comportarão. Os dados colhidos em Jerez serão colocados em prática e os modelos terão algumas atualizações. É claro que cada um dos carros ainda receberá ajustes para a abertura do campeonato a partir de seus desempenhos dessa semana; mas, Barcelona poderá ver quem estará na frente nesse início de temporada.

Abaixo, o cronograma das equipes e pilotos que participarão dos treinos coletivos em Barcelona:

Dia 21 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Sebastian Vettel
McLaren (MP4-27) – Lewis Hamilton
Ferrari (F2012) – Fernando Alonso
Mercedes (W02) – Michael Schumacher
Lotus (E20) – Romain Grosjean
Force India (VJM05) – Nico Hülkenberg
Sauber (C31) – Sérgio Pérez
Toro Rosso (STR7) – Daniel Ricciardo
Williams (FW34) – Bruno Senna
Caterham (CT01) – Heikki Kovalainen
Marussia (MVR02) – Charles Pic

Dia 22 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Sebastian Vettel
McLaren (MP4-27) – Lewis Hamilton
Ferrari (F2012) – Fernando Alonso
Mercedes (W02) – Nico Rosberg
Lotus (E20) – Romain Grosjean
Force India (VJM05) – Nico Hülkenberg
Sauber (C31) – Sérgio Pérez
Toro Rosso (STR7) – Daniel Ricciardo
Williams (FW34) – Valtteri Bottas
Caterham (CT01) – Vitaly Petrov
Marussia (MVR02) – Timo Glock

Dia 23 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Mark Webber
McLaren (MP4-27) – Jenson Button
Ferrari (F2012) – Felipe Massa
Mercedes (W02) – Micheal Schumacher
Lotus (E20) – Kimi Raikkonen
Force India (VJM05) – Paul di Resta
Sauber (C31) – Kamui Kobayashi
Toro Rosso (STR7) – Jean-Eric Vergne
Williams (FW34) – Pastor Maldonado
Caterham (CT01) – Vitaly Petrov
Marussia (MVR02) – Charles Pic

Dia 24 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Mark Webber
McLaren (MP4-27) – Jenson Button
Ferrari (F2012) – Felipe Massa
Mercedes (W02) – Nico Rosberg
Lotus (E20) – Kimi Raikkonen
Force India (VJM05) – Paul di Resta
Sauber (C31) – Kamui Kobayashi
Toro Rosso (STR7) – Jean-Eric Vergne
Williams (FW34) – Pastor Maldonado
Caterham (CT01) – Heikki Kovalainen
Marussia (MVR02) – Charles Pic

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Paixão cega

A Itália é um país interessante no planeta chamado Fórmula 1. A paixão dos italianos pela F1 ultrapassa qualquer limite imposto pela razão. Apesar do todo fanatismo pela Ferrari, a Itália sempre teve representantes nos cockpits das equipes da Fórmula 1. É bem verdade que a maioria se acostumou a andar no pelotão intermediário. Conto nos dedos das mãos os competidores italianos que disputaram e mereceram conquistar títulos na categoria. Fato é que, após 43 anos, o mundial de 2012 será o primeiro (desde 1969) sem pilotos italianos no grid.

O último competidor italiano campeão na F1 foi Alberto Ascari (1952 e 1953). Sei que, depois dele, teve Mario Andretti em 1978; mas, apesar de ter nascido na Itália, numa área que hoje pertence à Croácia, o velho Andretti sempre carregou a bandeira dos Estados Unidos no coração.


Nos anos de 1980, a Itália quase viu Michele Alboreto ser campeão pela Ferrari. O sonho foi destruído por Alain Prost e sua McLaren em 1985. Na década seguinte, Riccardo Patrese foi vice-campeão em 1992, mas não disputou diretamente o título porque seu companheiro de Williams, Nigel Mansell, reinou absoluto naquela temporada. Depois disso, nenhum italiano disputou qualquer título da Fórmula 1.

Ao escrever sobre Patrese aí em cima, lembrei-me do interessante Grande Prêmio de Mônaco em 1982, que teve um dos melhores finais de corridas da história da F1. A duas voltas da quadriculada, o líder Alain Prost ignorou a pista úmida pela chuva fina e bateu com sua Renault, dando a liderança para Riccardo Patrese, então companheiro de Piquet na Brabham. O italiano, que ainda buscava sua primeira vitória na F1, rodou adiante, na curva Loews. A ponta da corrida caiu no colo de Didier Pironi. Ali, a França voltou a acreditar numa vitória, mas o francês da Ferrari parou dentro do túnel. Andreas de Césaris nem sentiu o gostinho da liderança porque parou quase ao mesmo tempo que Pironi. A primeira posição voltou para Patrese, que, enfim, venceu seu primeiro GP. Relembre as voltas finais desse espetacular Grande Prêmio de Mônaco.



A aposentadoria de Jarno Trulli não causou lamentações na Itália. Podem ter certeza: o veterano não deixará saudade; assim como seus últimos compatriotas que passaram pela Fórmula 1. A última pole-position conquistada por um piloto italiano foi no GP da Bélgica de 2009 com Giancarlo Fisichella. O ‘Fisico’ também foi o último italiano a vencer um Grande Prêmio – na Malásia, em 2006.

A grande tradição da Ferrari semeada ao longo das décadas não reflete em uma boa escola de pilotos italianos. Não vejo um futuro de sucesso a curto prazo para a Itália na Fórmula 1. Talvez o melhor nome seja Davide Valsechhi, que hoje está na GP2 e será companheiro do brasileiro Felipe Nasr na equipe Dams em 2012.

Está mais do que provado que a paixão dos tifosi é pela Ferrari, e não por pilotos italianos. Jarno Trulli se retirou e mereceu apenas algumas linhas na imprensa de lá do outro lado do Atlântico. Agora, já imaginaram o alvoroço que iria acontecer se a Ferrari anunciasse sua saída das pistas?

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Tem ou não tem degrau?

A Mercedes divulgou imagens do shakedown que o time prateado fez em Silverstone. Para não configurar teste particular, que é proibido pela FIA, a equipe respeitou o limite de 100 quilômetros rodados pelo carro, que foi guiado pelo heptacampeão Michael Schumacher e Nico Rosberg.

Não dá para ter certeza se o W03 terá ou não o tal degrau no bico. Mas, pelas imagens, que servirão para divulgação da equipe, acredito que a nova Mercedes segue a linha da McLaren, sem o horroroso desenho aerodinâmico. A escuderia alemã apresentará oficialmente o W03 no primeiro dia de treinos coletivos em Barcelona, no dia 21 desse mês.

Vale a pena ver as imagens abaixo. Os ângulos das câmeras na tocada de Rosberg são fantásticos.


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Petrov aposenta Trulli

Tardou e não falhou. Quem acompanha o COCKPIT sabe que sou pró-aposentadoria de Jarno Trulli. Sempre achei – e estou convicto – de que o italiano já deu o que tinha de dar. A Caterham (ex-Lotus do proprietário Tony Fernandes) anunciou que o ciclo do piloto Trulli na Fórmula 1 chegou ao fim. O time malaio contará com Vitaly Petrov em 2012. O russo, que estava na Lotus Renault (atualmente somente Lotus), conseguiu se manter na categoria no último suspiro e será companheiro do finlandês Heikki Kovalainen.

(Caterham F1 Website)

Desde que foi dispensado por sua equipe no final de 2011, Petrov cavava uma vaga no grid de 2012. O russo está longe de ser um fenômeno das pistas, mas também não é ruim. Vitaly sempre contou com o forte apoio de empresas de seu país para competir na F1. Além de isso ser um fator de peso para a escolha de um time de menor expressão, a negociação de Petrov com a Caterham certamente teve o dedo de Bernie Ecclestone. Para o todo-poderoso da F1, é importante a categoria ter um piloto russo porque o calendário de 2014 da categoria contará com o inédito Grande Prêmio da Rússia. E nada melhor do que um piloto russo para promover o GP da Rússia.

A animação de Tony Fernandes com seu novo contratado fica na contramão das recentes declarações de Gerard Lopez, homem forte da Lotus. Lopez criticou duramente a postura de Petrov, afirmando que o russo tinha certeza de que se manteria na Fórmula 1 por causa de seus patrocinadores, e não por seu talento ao volante. De uma forma distorcida, a F1 provou que Lopez está errado.

Mesmo sendo contra a permanência de Trulli no mundial desse ano – o italiano, além de muito rodado, não tem resultados sequer razoáveis que motivassem sua permanência na F1 –, entendo que o momento é delicado para os torcedores e imprensa italianos. A saída de Jarno Trulli da Fórmula 1 significa que a Itália, de grande tradição na categoria, fica sem pilotos italianos no mundial. Isso não acontece na F1 desde 1969. Aos 37 anos, Trulli se despede da categoria após 243 GPs, com uma vitória (Mônaco, em 2004) e quatro poles. Jarno estreou na F1 no longínquo 1997, pela extinta Minardi.

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A um passo da Fórmula 1

Uma das grandes revelações do automobilismo brasileiro em competições de monoposto dá mais um importante passo. Felipe Nasr acertou com a Dams, equipe atual campeã da GP2 com o francês Romain Grosjean. O brasiliense, que é o atual campeão da Fórmula 3 Inglesa, estará na vitrine da Fórmula 1 nessa temporada.

(Twitter)

Ter talento e competir pelo time campeão da GP2 não significa que Nasr terá vida fácil na categoria de acesso à F1. O brasiliense de 19 anos terá um osso duro de roer dentro da escuderia; ele será companheiro de equipe do experiente (na GP2) italiano Davide Valsecchi.

Por enquanto, Nasr é o único brasileiro no grid da GP2. Em 2011, Luiz Razia disputou a categoria, mas ainda não garantiu lugar no grid de 2012.

O título da F3 Inglesa, conquistado após sete vitórias em 2011, tem peso: os campeões dessa categoria em 2009 e 2010, Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, respectivamente, disputarão o mundial de Fórmula 1 em 2012. Isso sem contar que os brasileiros Emerson Fittipaldi (1969), Nélson Piquet (1978), Chico Serra (1979), Ayrton Senna (1983), Maurício Gugelmin (1985), Rubens Barrichello (1991), Gil de Ferran (1992), Mário Haberfeld (1998), Antonio Pizzonia (2000) e Nelsinho Piquet (2004) faturaram títulos da categoria e competiram na Fórmula 1.

Felipe Nasr é filho de Samir e sobrinho de Amir, importantes nomes do automobilismo nacional. Além do título da F3 Inglesa em 2011, Nasr foi campeão da Fórmula BMW em 2009. Lembro que Nasr começou 2012 com o pé direito: ele terminou as 24 Horas de Daytona na terceira colocação ao lado de Jorge Gonçalvez, Gustavo Yacamán e Michael McDowell.

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Fittipaldi substitui Piquet

Faltam poucas semanas para o início da temporada 2012 da Fórmula Truck e a situação do atual vice-campeão da categoria é a mesma: o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e a CBA mantêm a suspensão imposta a Geraldo Piquet por causa do acidente com Felipe Giaffone na etapa de Curitiba do ano passado.

Sem seu piloto, a Mercedes tratou de substituir o filho do tricampeão de Fórmula 1 Nélson Piquet pelo sobrinho do bicampeão mundial Emerson Fittipaldi. Aos 41 anos, Christian Fittipaldi guiará o caminhão de Geraldo nas duas primeiras etapas do ano.

(Orlei Silva)

Com experiência em monoposto e turismo – Christian já passou pela F1, F-Indy, Nascar, além de vencer as 24 Horas de Daytona em 2004 –, o piloto, que compete atualmente no Trofeo Linea, fará sua estreia na categoria. Fittipaldi guiará o caminhão número 3 da Mercedes nas corridas no Velopark, em 4 de março, e em Jacarepaguá, no dia 1º de abril.

Contar com ex-pilotos de F1 não é novidade na F-Truck. Os brasileiros Cristiano da Matta e Chico Serra e o argentino Gastón Mazzacane também guiaram caminhões da Fórmula Truck.

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Duto no bico da Mercedes

A Mercedes é a única grande escuderia – refiro-me, aqui, a time de orçamento mais gordo – que ainda não apresentou o modelo que irá competir no mundial de 2012 da Fórmula 1. Há grande expectativa em relação ao W03, que será guiado nessa temporada por Michael Schumacher e Nico Rosberg.

A apresentação da nova flecha de prata será no primeiro dia de pré-temporada em Barcelona. No entanto, vazou uma imagem do bico do W03. A peça, que é responsável pela feiúra dos modelos 2012 de praticamente todas as equipes de F1, pode não vir com o horroroso degrau, mas certamente terá novidade. O duto, que está presente no interior do degrau do RB8, da Red Bull, pode fazer parte do W03.


Durante os treinos coletivos em Jerez de la Frontera, Adrian Newey teria dito que o duto no carro dos touros vermelhos não tem qualquer função aerodinâmica. A entrada, que mais parece uma caixinha de correios, seria apenas para refrescar os pilotos durante os Grandes Prêmios. Com essa firmação, Newey mostrou que é muito melhor projetista do que contador de histórias.

Já escrevi isso aqui algumas vezes e repito: não vi uma lógica de o time prateado não ter levado o novo modelo para os treinos coletivos em Jerez. Se o cronograma não está atrasado, como afirmam todos no time, por que o W03 não foi para o circuito às margens do Mediterrâneo? Desconfio de que Ross Brawn prepara alguma novidade e que pretende pegar todo mundo de calça curta, como ele fez em 2009 – na ocasião, Ross foi para as pistas com um carro com um difusor traseiro duplo, que ganhou seis das sete primeiras corridas daquele mundial.

Abaixo, uma amostra que o time divulgou. A foto foi publicada no Twitter da Mercedes. Sobre o degrau; bem, a equipe resolveu fazer mistério sobre os detalhes do bico.

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