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Sem presente, não há futuro

Daqui a algum tempo, não mais do que, talvez, duas décadas, dificilmente o Brasil terá pilotos na Fórmula 1. Escrevo isso pelo que vejo no atual cenário do automobilismo brasileiro. Se nada mudar, o jejum de títulos de pilotos brasileiros na categoria máxima do automobilismo mundial continuará.

Nada é fruto do acaso. Para um piloto entrar na F1, é necessário, dentre outras coisas, que passe pelas categorias de base. Com o fim da Fórmula Futuro e a incerteza que ronda a Fórmula 3 Sul-americana, as jovens promessas ficaram sem opções para competir de monoposto aqui no Brasil. Bons tempos aqueles em que os competidores saiam do Kart para a Fórmula Renault ou Fórmula Ford – relembre como era essa categoria nesse vídeo da primeira vitória de Rubens Barrichello na F-Ford, em 1989.


Sei que existe a Fórmula +, mas a categoria ainda não tem a força necessária, em âmbito nacional, para ajudar na formação de pilotos. Conheça um pouco dessa categoria nesse vídeo divulgado no início de 2012 pela organização da Fórmula +:


Hoje, os pilotos que pretendem se profissionalizar e competir em monopostos têm de ir para a Europa assim que saem do Kart. Foi-se o tempo em que os brasileiros chegavam à Europa e destruíam a concorrência. Isso acontecia, também, porque já chegavam ao Velho Continente com uma boa bagagem no automobilismo, fruto das categorias de base que existiam no Brasil; o aprendizado era iniciado aqui.

Não faz muito tempo que conversei com Christian Fittipaldi a respeito das categorias de base. O piloto lamentou que “não tem mais aquela “escadinha” para correr na Europa. Na minha época, competi de Fórmula Ford aqui e de F3 Sul-americana, que eram categorias sólidas. Fui para a Europa direto para F3. Se eu não tivesse competido aqui nessas categorias que citei, certamente meus resultados teriam sido outros ou eu teria de fazer outras categorias lá na Europa. Mas não foi isso que aconteceu. Fui correr de Fórmula 3 lá porque estava confiante e tinha aprendido bastante coisa por aqui.”

(Bruno Turano)

Com o cenário atual, os pilotos terão de passar mais tempo em cada categoria internacional para aprender; somente depois de uma fase inicial é que podem ter condição de disputar vitórias e títulos. Isso significa mais tempo no exterior; em outras palavras, maior investimento e mais gastos.

Alguns, com orçamentos limitados e a demora na obtenção de bons resultados, veem o sonho da Fórmula 1 ficar pelo caminho. Outros, nem têm a oportunidade de competir em pistas estrangeiras. Nesses casos, a solução é tentar competir profissionalmente no Brasil. Basicamente, as opções se restringem a carros de turismo e a caminhões, na Fórmula Truck.

Para quem foi criado em monopostos, guiar um carro de competição que não seja ‘fórmula’ é bem diferente. Essa guinada na carreira pode ser traumática. O tempo de aprendizado na nova categoria varia de cada um. As reações do carro, a tocada, a estratégia, o regulamento... Tudo é novo!

Dois casos recentes se encaixam nesse cenário. Campeão da temporada 2009 da F3 Sul-americana, Leonardo Cordeiro fez as malas e foi para a Europa no ano seguinte. Após duas temporadas na GP3, inclusive com pódio, Leo Cordeiro optou por retornar ao Brasil.


Hoje, o piloto de 22 anos integra o BMW Team Brasil, competindo com um BMW M3 na GT4. É claro que um competidor que passou a vida acelerando em monoposto sentirá natural dificuldade para se adaptar a carros de turismo. A vitória em uma das baterias da primeira rodada dupla dessa temporada, disputada em Santa Cruz do Sul, deu ânimo ao piloto paulista, que tem talento para conquistar bons resultados na categoria.

Outro caso recente, mas um pouco diferente, é Luir Miranda. O piloto carioca, vice-campeão da Fórmula Futuro em 2009, ficou a pé depois do anúncio da extinção da categoria. Bicampeão brasileiro de Kart, Miranda tem intenção de acelerar carros de turismo para dar continuidade a sua carreira em terra brasilis. O piloto negocia sua entrada no grid da Copa Fiat, do Racing Festival.

A fim de encurtar o tal período de adaptação, Djalma Fogaça lidera um programa de desenvolvimento de pilotos na Fórmula Truck. Toda segunda-feira após cada etapa da categoria de caminhões, o chefe da equipe DF Ford Motorsport permanece no circuito para trabalhar jovens promessas.


Dia desses, conversei com Djalma sobre essa iniciativa. “É fato que existe dificuldade de encontrarmos pilotos para a Fórmula Truck. A partir desse programa, lapidamos novos talentos que poderão estar no grid em pouco tempo. Mesmo para quem tem experiência em automobilismo, correr de caminhão é diferente. Hoje, nossa equipe é a única que trabalha no desenvolvimento de pilotos que buscam se profissionalizar”, explicou Fogaça, campeão da F-Ford em 1988 e com vitoriosas passagens em outras categorias, inclusive na Fórmula Truck.

A iniciativa de Djalma Fogaça é exemplo a ser seguido não só na Truck, mas, também, em outras categorias nacionais. Além disso, é fundamental que a CBA estimule o surgimento de categorias de base de monopostos. E não é só isso: é preciso que o valor investido não seja astronômico; se for, promoverá a fuga de pilotos.

O exemplo mais recente é a Fórmula Futuro. Estima-se que eram necessários R$ 200 mil para o piloto fazer a temporada. Para quem acompanhou a categoria, no ano passado, os grids tinham, em média, sete – sim, eu escrevi sete! – carros por corrida. A moribunda F3 Sul-americana também passou 2011 com grids raquíticos. Uma arruela se soltou e me contou que um piloto tinha de desembolsar mais de R$ 600 mil para fazer a temporada completa. Para um piloto recém-saído do Kart, esses valores são bem altos.

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Grid completo para as 500 Milhas de Indianápolis

As nove vagas restantes do grid para as 500 Milhas de Indianápolis foram definidas no já tradicional Bump Day. Das seis horas disponíveis para essa sessão, foi necessário pouco mais de uma hora para a configuração do grid ser conhecida. Por isso, o dia foi chatíssimo.

O destaque negativo foi Jean Alesi. O piloto francês do Fan Force-Lotus #64 conseguiu a última posição do grid, sendo 12s9 mais lento do que o pole Ryan Briscoe (Penske #2). O ex-Fórmula 1 ficou, inclusive, a 4s do penúltimo carro do grid, o HVM-Lotus #78 de Simona de Silvestro. Alguém tem dúvida de que um dos carros com motor Lotus provocará um acidente no tradicional oval?


Vejo com bastante decepção os motores Lotus. Sei que os propulsores ainda estão um estágio atrás de Chevrolet e Honda, já que decidiram entrar na IndyCar quase seis meses depois dessas duas marcas. É mais do que hora de o pessoal da Lotus começar a tirar essa diferença. Passará a não ter sentido se esse abismo de potência continuar separando esse propulsor de seus outros dois concorrentes.

O dia foi dominado com facilidade por Sebastien Bourdais. O tetracampeão da categoria, que recebeu motor Chevrolet nessa semana, classificou seu Dragon #7 com certa facilidade na Bump Day.

Só para ter uma ideia: Bourdais, que competia com o Lotus até a etapa de São Paulo, foi 9s mais rápido do que o carro mais bem classificado que é empurrado pelo motor Lotus – no caso, o HVM da suíça Simona, que estará na penúltima posição do grid.


A IndyCar anunciou uma punição coletiva para quase metade dos pilotos do grid. A inspeção técnica identificou que computadores foram utilizados para fazer o acerto dos freios nos carros de Bia Figueiredo, Ernesto Viso, J.R. Hildebrand, James Hinchcliffe, Jean Alesi, Justin Wilson, Marco Andretti, Mike Conway, Rubens Barrichello, Ryan Briscoe, Ryan Hunter-Reay, Scott Dixon e Will Power.

Confira o grid completo para a 96ª edição das 500 Milhas de Indianápolis:

1ª Fila:
1. Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet)
2. James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet)
3. Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet)

2ª Fila:
4. Marco Andretti (Andretti-Chevrolet)
5. Will Power (Penske-Chevrolet)
6. Helio Castroneves (Penske-Chevrolet)

3ª Fila:
7. Josef Newgarden (Fisher-Hartman-Honda)
8. Tony Kanaan (KV Racing-Chevrolet)
9. EJ Viso (KV Racing-Chevrolet)

4ª Fila:
10. Rubens Barrichello (KV Racing-Chevrolet)
11. Alex Tagliani (Barracuda-Chevrolet)
12. Graham Rahal (Ganassi-Honda)

5ª Fila:
13. Bia Figueiredo (Andretti-Chevrolet)
14. Charlie Kimball (Ganassi-Honda)
15. Scott Dixon (Ganassi-Honda)

6ª Fila:
16. Dario Franchitti (Ganassi-Honda)
17. James Jakes (Dale Coyne-Honda)
18. JR Hildebrand (Panther-Chevrolet)

7ª Fila:
19. Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda)
20. Townsend Bell (Schmidt Hamilton-Honda)
21. Justin Wilson (Dale Coyne-Honda)

8ª Fila:
22. Michel Jourdain Jr (Rahal Letterman-Honda)
23. Simon Pagenaud (Schmidt Hamilton-Honda)
24. Sebastian Saavedra (Andretti-Chevrolet)

9ª Fila:
25. Sebastien Bourdais (Dragon-Chevrolet)
26. Wade Cunningham (Foyt-Honda)
27. Oriol Servià (DRR/Panther-Chevrolet)

10ª Fila:
28. Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet)
29. Mike Conway (Foyt-Honda)
30. Katherine Legge (Dragon-Chevrolet)

11ª Fila:
31. Bryan Clauson (Fisher/Hartman-Honda)
32. Simona de Silvestro (HVM-Lotus)
33. Jean Alesi (Fan Force-Lotus)

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Vitória e liderança para Daniel Serra

Desempenho perfeito de Daniel Serra na corrida de Ribeirão Preto, válida pela quarta etapa do campeonato brasileiro de Stock Car. Na largada, Daniel foi melhor do que o pole Cacá e deixou o companheiro de equipe para trás. O piloto do Red Bull #29 venceu de forma impecável, assumindo a ponta da prova na primeira curva. Esse foi o terceiro triunfo de Serrinha na categoria – ele venceu em Jacarepaguá em 2009 e no Velopark em 2011.

(Bruno Terena)

A vitória nas ruas de Ribeirão Preto deixou o filho do tricampeão Chico Serra na liderança da competição. É a primeira vez que Serrinha assume a ponta da competição em sua carreira na Stock Car. Após quatro corridas, Serrinha coleciona 69 pontos. O vice-líder agora é Cacá Bueno, que tem 64.

Já escrevi aqui que gosto do estilo do talentoso Cacá Bueno. O tetracampeão não tem papas na língua e solta o verbo quando é necessário. Durante a corrida de Ribeirão Preto, Cacá acusou Daniel de ter forçado a barra na largada. Pelo rádio da equipe, Cacá disse que “o que o Daniel fez não se faz; eu aliviei pra não rodar ele. Não vou aliviar na corrida. Não vou aliviar!”. Não sei se havia algum acordo entre os companheiros de Red Bull sobre ataques antes da primeira curva ou não. Mas, na pista, Serrinha largou melhor que Cacá. E ponto final.

A vitória de Daniel Serra é mais uma de um carro de Andreas Mattheis, que está invicto na temporada – quatro vitórias em quatro corridas.

Outro ponto alto da corrida foi a ultrapassagem de Atila Abreu a duas voltas do fim. O piloto do Mobil Super/Pioneer AMG #51 passou por fora o Metalatex Carlos Alves #4, que fez excelente corrida.

(Fernanda Freixosa)

Boas corridas de Marcos Gomes e Thiago Camilo, que terminaram em quinto e sexto lugares. Pontos importantes para o campeonato.

E foi só. Nada mais de positivo a acrescentar nessa etapa. Não vejo lógica – a não ser financeira – para que se realize a corrida nas ruas da cidade do interior paulista. A corrida é muito ruim. E escrevo isso não só por mim; acredito que deve existir mais de uma dezena de pilotos que não gostam de competir ali.

Valdeno Brito, que ocupava a vice-liderança e não vinha fazendo boa corrida, tentou passar Antonio Pizzonia numa das curvas (ou cotovelos, tanto faz!) de Ribeirão Preto. O piloto paraibano colocou duas rodas na sujeira da pista e não conseguiu segurar seu Shell A.Mattheis #77, parando na barreira de pneus. Valdeno, agora, está em quinto na competição, a dois pontos de Atila Abreu, que tem 52 pontos.

Acidentes marcaram a quarta etapa da Stock Car. Na 17ª volta, Tuka Rocha e Allam Khodair se enroscaram. Dessa vez, o japonês voador foi abalroado por trás. Claramente, Tuka perdeu o ponto da freada. Por causa do acidente, Rocha perderá 15 posições no grid da próxima corrida.

O acidente entre os carros SerGlass-Blau Vogel #18 e BMC Full Time #25 provocou um verdadeiro engarrafamento. Duda Pamplona até que tentou ficar de fora da confusão – o Offcier ProGP #23 deu apenas um leve toque na lateral do carro de Khodair, mas foi acertado pelo outro Officer ProGP – o carro #6 de Vitor Meira não conseguiu frear a tempo e ficou batido na confusão. O resultado foi muito ruim para o time do piloto carioca, que até agora tem colecionado falta de sorte em 2012.

Nesse acidente múltiplo, Ricardo Maurício teve sua corrida definitivamente prejudicada. O piloto do Eurofarma RC #90 foi acertado na largada e competiu toda a corrida com a lateral direita de seu carro completamente destruída. A carenagem quebrada e solta atrapalhou a aerodinâmica do carro, mesmo num circuito de baixa velocidade, como é esse de Ribeirão Preto. Ricardinho, que mesmo assim fez boa corrida, segurando heroicamente sua posição contra os ataques de Xandinho Negrão.

(Miguel Costa Jr)

A prova de Ricardinho foi definitivamente prejudicada após a confusão que foi iniciada com os carros de Allam Khodair e Tuka Rocha. O campeão de 2008 recebeu a quadriculada na 17º colocação. Apesar desse resultado. Ricardo Maurício garantiu a terceira posição no campeonato (59 pontos), a dez do líder Serrinha.

Os pilotos do time Eurofarma RC realmente não tiveram sorte em Ribeirão Preto. Campeão de 2010, Max Wilson foi tocado e bateu em Julio Campos, ficando com a entrada de ar do carro #65 praticamente fechada. A cada volta, a potência de seu carro era menor.

E as confusões não pararam por aí: teve, também, a rodada de Ricardo Zonta na sétima volta, que provocou mais um engarrafamento no circuito de Ribeirão Preto. Nessa confusão, Ricardo Sperafico perdeu uma das rodas e abandonou a corrida.

Achei vergonhoso um dos recomeços da corrida após uma bandeira amarela. O Compra Fácil JF #1 de Antonio Pizzonia continuou parado em uma reta do circuito e os demais pilotos acelerando seus bólidos na prova.

Para terminar, uma informação bacana: O jogador de futebol Roberto Carlos, lateral-esquerdo da seleção brasileira campeã mundial em 2002, voltará a formar uma parceria com a Bassani. O time de Eduardo, que ficou de fora nas duas últimas corrida da Stock Car, voltará a contar com a ajuda do lateral apaixonado por velocidade já a partir da próxima etapa, em Londrina. Lembram a RC3-Bassani?

Confira as posições dos pilotos após 28 voltas no circuito de Ribeirão Preto:

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Briscoe na pole das 500 Milhas de Indianápolis

Mesmo sem ter liderado qualquer um dos dias de treinos livres para as 500 Milhas de Indianápolis, o australiano menos famoso da Penske, Ryan Briscoe, foi minimamente mais rápido do que James Hinchcliffe, da Andretti, e ficou pela primeira vez com a pole para a edição desse ano da tradicional corrida. Briscoe foi 0s002 mais rápido do que o canadense do time de Michael Andretti. Essa foi a menor diferença da história entre os dois primeiros colocados no grid das 500 Milhas.


A emoção nesse Pole Day ficou por conta de Hinchcliffe, que acelerou seu Andretti usando as luvas do compatriota Greg Moore, que morreu em 1999. O apelo emocional não deu certo. Mas James vai largar numa excelente primeira fila, que ainda terá Ryan Hunter-Reay, também da Andretti.


Por esse Pole Day, os carros da Andretti mostraram força e largam como favoritos. Três dos quatro carros de Michael estão nas quatro primeiras posições do grid – Marco Andretti abrirá a segunda fila e terá a dupla da Penske, que também é candidata à vitória, no seu encalço: Will Power estará na quinta posição, enquanto que Helio Castroneves, que busca o tetra em Indianápolis, foi o melhor brasileiro no grid e estará na sexta posição. No quarto carro da Andretti, a brasileira Bia Figueiredo largará da 13ª posição do grid.

Os carros da KV também fizeram boa classificação. Os três bólidos de Jimmy Vasser estarão grudadinhos: Tony Kanaan em oitavo, EJ Viso em nono e Rubens Barrichello em décimo.

Fiquei decepcionado com o rendimento dos dois carros principais da Ganassi. Vencedor de duas edições da tradicional prova, Dario Franchitti estará na 16ª posição, uma atrás do companheiro de equipe, Scott Dixon, que já bebeu o leite da vitória.

Destaque nos treinos livres no oval do Indianapolis Motor Speedway, Josef Newgarden conseguiu uma ótima sétima posição. Interessante é perceber que apenas Newgarden colocou um motor Honda entre os dez primeiros do grid.

Confira o grid com as 24 primeiras posições. As nove restantes serão disputadas nesse domingo:
1ª Fila:
1-) Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet) - 226,484 mph
2-) James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet) - 226,481
3-) Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet) - 226,240

2ª Fila:
4-) Marco Andretti (Andretti-Chevrolet) - 225,456
5-) Will Power (Penske-Chevrolet) - 225,422
6-) Helio Castroneves (Penske-Chevrolet) - 225,172

3ª Fila:
7-) Josef Newgarden (Fisher-Hartman-Honda) - 224,037
8-) Tony Kanaan (KV Racing-Chevrolet) - 224,751
9-) EJ Viso (KV Racing-Chevrolet) - 224,422

4ª Fila:
10-) Rubens Barrichello (KV Racing-Chevrolet) - 224,264
11-) Alex Tagliani (Barracuda-Chevrolet) - 224,000
12-) Graham Rahal (Ganassi-Honda) - 223,959

5ª Fila:
13-) Bia Figueiredo (Andretti-Chevrolet) - 223,920
14-) Charlie Kimball (Ganassi-Honda) - 223,868
15-) Scott Dixon (Ganassi-Honda) - 223,684

6ª Fila:
16-) Dario Franchitti (Ganassi-Honda) - 223,582
17-) James Jakes (Dale Coyne-Honda) - 223,482
18-) JR Hildebrand (Panther-Chevrolet) - 223,422

7ª Fila:
19-) Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda) - 223,392
20-) Townsend Bell (Schmidt Hamilton-Honda) - 223,134
21-) Justin Wilson (Dale Coyne-Honda) - 222,929

8ª Fila:
22-) Michel Jourdain Jr (Rahal Letterman-Honda) - 222,893
23-) Simon Pagenaud (Schmidt Hamilton-Honda) - 222,891
24-) Sebastian Saavedra (Andretti-Chevrolet) - 222,811

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Cacá larga na frente em Ribeirão Preto

O tetracampeão da Stock Car estará na posição de honra da quarta etapa da Stock Car, nas ruas de Ribeirão Preto. Essa foi a 26ª pole-position de Cacá Bueno na categoria. Ao lado do piloto carioca, seu companheiro de equipe, Daniel Serra. O competidor do Red Bull #29 ficou a 0s026 do atual campeão da categoria.

Alguns pitacos sobre a etapa de Ribeirão Preto da Stock Car:

Andreas Mattheis deve estar muito feliz. Além de ter vencido as três corridas dessa temporada, o chefe de equipe coloca seus dois pilotos da Red Bull na frente.

A alegria e tristeza de Mattheis. Após vibrar com o resultado dos Red Bull, percebeu que terá muito trabalho com seus outros dois carros. Vice-líder do campeonato, Valdeno Brito parte da 23ª posição de largada.

Thiago Camilo, que claramente não gosta dessa pista, estará na quarta posição do grid. Boa chance para Camilo se reerguer no campeonato. Vale lembrar que nas duas últimas provas, Thiago foi tocado e obrigado a abandonar.

Pole nas duas primeiras corridas, Allam Khodair partirá da sétima posição. O japonês voador estará logo atrás de Marcos Gomes (quinto) e do campeão de 2010, Max Wilson.

Esperava mais dos carros da Eurofarma RC. Além da sexta colocação de Max no grid, o campeão de 2008 e líder do campeonato, Ricardo Maurício, não passou da 12ª posição. Ricardinho terá muito a remar nas ruas de Ribeirão Preto.

A grata surpresa foi Julio Campos. O piloto da Carlos Alves Competições ficou logo atrás dos dois Red Bull.

Rei de Ribeirão Preto, Atila Abreu vai largar em oitavo. Com duas vitórias em duas provas no interior paulista, Atila terá de fazer uma corrida agressiva para buscar o tri em Ribeirão Preto.

Duda Pamplona, que tem feito boas classificações nessa temporada, vai largar da 11ª posição. Seu companheiro de Officer ProGP, Vitor Meira não passou da 21º posição de largada.

Confira o grid para a quarta etapa da Stock Car, nas ruas de Ribeirão Preto:

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Estímulo ao push to pass somente na corrida

Na reunião com os pilotos da Stock Car no início da noite dessa sexta-feira, a direção de prova da Confederação Brasileira de Automobilismo definiu que o tempo útil a cada acionamento do push to pass na classificação de Ribeirão Preto será de apenas um segundo. Isso foi um banho de água fria para – arrisco a escrever – todos os pilotos, já que, pelo traçado do circuito, todos iriam utilizar o sistema na sessão que define o grid.

Essa decisão, que vale apenas para essa etapa, praticamente obriga os times a não utilizar o botão de ultrapassagem na classificação. Consequentemente, cada piloto terá todos os 12 acionamentos guardados para a corrida. A direção de prova da CBA estipulou, também, que o tempo de duração da cavalagem extra no motor será de 12 segundos. A medida visa ao estímulo de ultrapassagens numa prova que surgiu como “procissão”.

Isso não significa que o sistema estará proibido na classificação. O piloto que optar pelo uso na sessão de formação do grid terá direito a seis acionamentos de um segundo cada na classificação e outros seis (de 12 segundos) na corrida.

Vale lembrar que o sistema de classificação da etapa de Ribeirão Preto será diferenciado. Nesse circuito de rua, cada piloto fará duas voltas lançadas, além da primeira de aquecimento. Obviamente, vale apenas a melhor das duas. Os competidores irão para a pista na ordem inversa da tabela de classificação do campeonato. Assim, Valdeno Brito, que é vice-líder, é o penúltimo a entrar na pista e o líder Ricardo Maurício será o último da sessão.

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Posição de largada é fundamental em Ribeirão Preto

Fim de semana terá mais uma etapa do campeonato brasileiro de Stock Car, a quarta da temporada 2012. A prova nas ruas de Ribeirão Preto tem algumas peculiaridades.

A classificação será fundamental para as pretensões de cada piloto nessa corrida. O circuito de 2.395 metros tem poucos pontos de ultrapassagens e o vencedor deve sair das primeiras filas do grid. A esperança é o push to pass, injeção de potência de quase 100 cavalos no motor que normalmente é feita após cinco segundos do acionamento. Veja o botão de ultrapassagem, destacado na foto (abaixo) do amigo e jornalista Bruno Vicaria.

(Bruno Vicaria)

Como o circuito é estreito e com ondulações nos pontos de freada, uma boa posição de largada é o primeiro passo para quem trabalha para ficar no alto do pódio em Ribeirão Preto. O retrospecto aponta para isso: Atila Abreu, único vencedor das duas edições dessa prova, largou na pole-position em 2010 e no terceiro lugar do grid no ano passado.

Numa pista estreita, a largada é sempre arriscada. No Velopark, um acidente na primeira curva acabou com a corrida de oito competidores, dentre eles Allam Khodair, Atila Abreu e Thiago Camilo.

Apesar de o campeonato ainda estar no início, essa prova passa a ser decisiva para alguns pilotos de ponta, como Thiago Camilo. O competidor do RCM Ipiranga #21 foi tocado nas duas últimas provas, sendo obrigado a abandonar. Por isso, Thiago não figura entre os dez primeiros na tabela de classificação. Num campeonato em que a diferença de pontuação é pequena entre os primeiros colocados, não é recomendável para um piloto de ponta ficar a muitos pontos da liderança – Camilo está a 35 pontos do líder Ricardo Maurício.


Pouca gente fala, mas Daniel Serra tem feito um bom início de campeonato. O piloto do Red Bull #29 ocupa a terceira posição na tabela de classificação, estando a oito pontos da liderança. Serrinha defende uma das melhores equipes da categoria – ao lado da Eurofarma RC e da RCM, ambas de Rosinei Campos, a Red Bull e a A.Mattheis (estas de Andreas Mattheis) são os melhores times da atualidade.

Outro ponto que merece atenção é o desgaste dos pneus. A alta temperatura que costuma fazer naquele asfalto provoca um consumo maior dos compostos. Isso será interessante, já que um pit stop comprometerá a busca por um bom resultado em Ribeirão Preto.

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“Quebrou, pô!”

Maio é sempre um mês especial para quem gosta de corridas de carros. No último domingo desse mês, será disputada mais uma edição das 500 Milhas de Indianápolis.

No início desse mês, lembrei os 20 anos do terrível acidente de Nélson Piquet no Indianapolis Motor Speedway. Apesar das cirurgias, pinos e tudo mais que foi feito nas pernas do tricampeão mundial de F1, ele voltou a guiar carros de competição. Tem gente que não lembra, mas Piquet voltou ao oval no ano seguinte para competir na tradicional corrida do automobilismo mundial.

Seu retorno à pista foi uma vitória pessoal para o piloto depois de tudo que ele vivenciou após o traumático 7 de maio de 1992. Na corrida, o resultado não foi bom. Primeiro a abandonar, Nélson resumiu o que aconteceu sem mais delongas, bem ao seu já conhecido estilo: “- O motor explodiu... Quebrou, pô!”


O abandono de Piquet foi ofuscado pela vitória de Emerson Fittipaldi; a segunda do bicampeão da F1 no tradicional oval. Depois dele, Gil de Ferran (2003) e Helio Castroneves (2001, 2002 e 2009) foram os únicos brasileiros a vencerem a milionária prova norte-americana.

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Em busca do tetra

Nessa semana, pilotos e equipes da IndyCar passam os dias testando seus equipamentos para a 96ª edição das 500 Milhas de Indianápolis. A prova desse ano poderá entrar para a história. Em caso de vitória, Helio Castroneves se juntará a A.J.Foyt (1961, 1964, 1967 e 1977), Al Unser (1970, 1971, 1978 e 1987) e Rick Mears (1979, 1984, 1988 e 1991) como os maiores vencedores da história das 500 Milhas de Indianápolis.

O brasileiro da Penske, que já participou de 11 edições das 500 Milhas, venceu em seu ano de estreia (2001), em 2002 e em 2009. Castroneves é o único piloto do grid que poderá atingir em 2012 a marca dos maiores vencedores da história da centenária corrida. Dedo na mão ele tem para mais um anel; resta saber como o novo DW12 da Penske empurrado pelo Chevrolet se comportará no oval de 2,5 milhas.


No encalço de Helinho, Dario Franchitti corre por seu tricampeonato, já que triunfou em 2007 e 2010. Seu companheiro de Ganassi também já provou o doce gostinho do leite – Scott Dixon faturou a edição de 2008 da prova. Os três são os únicos pilotos do grid desse ano que já venceram as 500 Milhas de Indianápolis.

Na corrida do dia 27 de maio, além de Helinho, mais três brasileiros estarão no grid (caso classifiquem seus carros): Tony Kanaan, que disputará pela 11ª vez as 500 Milhas de Indianápolis, Bia Figueiredo, que participará pela terceira vez da milionária prova do calendário mundial, e Rubens Barrichello, que debutará no tradicional oval.

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Sai ou fica?

Apesar da boa largada no Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, a corrida de Felipe Massa ficou prejudicada não só pela punição que recebeu, mas também por seu tímido desempenho. Não se pode colocar toda a culpa no fraco F2012 porque o companheiro de Ferrari largou na primeira fila e subiu ao pódio.

A situação de Felipe Massa na Ferrari é delicada. A sequência de fracos desempenhos nessa temporada faz com que a escuderia pressione o brasileiro por resultados minimamente satisfatórios – Felipe só conseguiu dois pontos nos cinco GPS disputados nessa temporada. Na última corrida, Massa só chegou à frente das nanicas Caterham, Marussia e Hispania, repetindo o mesmo pífio resultado obtido na Malásia.

(Formula 1 Website)

Felipe está machucado psicologicamente e esportivamente. Costumeiramente, ele é mais lento do que seu companheiro de equipe, seja em classificação ou em corrida. Nesse ritmo, dificilmente terá seu contrato renovado com a Ferrari no final dessa temporada. Acho que Felipe não estará de macacão vermelho no ano que vem.

Existe até mesmo a possibilidade de o brasileiro não terminar esse campeonato competindo pela Ferrari. Apesar de existir, essa chance é pequena. A equipe esbarra na falta de um bom piloto à disposição no mercado para colocar no lugar de Felipe. Chamar o reserva? A Ferrari, provavelmente, ficou traumatizada na última vez que fez isso – em 2009, Giancarlo Fisichella e Luca Badoer substituíram Massa (que sofreu um acidente na classificação para o GP da Hungria) e foram um fiasco.

O nome que é dado como prioritário para substituir Felipe na Ferrari é Sérgio Pérez. O mexicano, que integra o programa de desenvolvimento do time italiano, compete com motor Ferrari e tem contrato com a Sauber até o final do ano. Apesar do ganancioso mundo da Fórmula 1, a quebra de um contrato no meio de uma temporada para um piloto se transferir para outra equipe não é bem vista.

Há, também, muita especulação nesse assunto. Já colocaram até Lewis Hamilton na Ferrari. Aposto todos os quinze dinheiros que estão na minha carteira que o campeão de 2008 não irá para Maranello em 2013. Certamente ele não deseja reeditar a parceria com Fernando Alonso – e a recíproca espanhola é verdadeira! Hoje, o espanhol bicampeão manda e desmanda na equipe vermelha; e ele tem poder de impedir a improvável ida de Hamilton para a Ferrari.

Um nome que eu acho bastante interessante para a Ferrari é Kamui Kobayashi. Além do grande marketing que seria feito, o japonês é o tipo de piloto que faz corridas espetaculares e daria grande emoção aos tifosi. Mas o nome do piloto nipônico não deve figurar entre os primeiros na lista de substitutos de Massa.

Por isso, ou seja, por falta de opção, a Ferrari deverá manter Felipe até o final de 2012. Para o ano que vem, o caminho de Felipe pode ser a Sauber, equipe que ele defendeu em seu início de carreira na F1. Pode surgir algum outro cockpit, mas isso dependerá da dança das cadeiras – uma das peças-chave é Michael Schumacher, que não sabe se sai ou fica. Infelizmente, os dias de Felipe Massa na Ferrari estão contados.

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