Arquivo de July 2011

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Valdeno irresistível em Jacarepaguá

Espetacular. Esta palavra define a vitória de Valdeno Brito na segunda corrida do campeonato brasileiro de Marcas. Sem dúvida a melhor apresentação do piloto paraibano desde sua vitória na Corrida do Milhão, em 2008. O piloto do Astra 77 largou na oitava posição – a regra determina o grid invertido das oito primeiras colocações da bateria 1 – e ganhou todas essas posições na pista graças a seu grande talento. O resultado quebrou um tabu, já que o piloto havia vencido todas as primeiras corridas das etapas e sempre esbarrava em algum problema nas segundas. Dessa vez, Valdeno ganhou a primeira e a segunda, sendo irresistível.

(Bruno Turano)

A vitória de Valdeno significa domínio absoluto do Astra. Até agora, depois de seis provas (três rodadas duplas), nenhuma outra montadora conseguiu chegar na frente de uma corrida – foram quatro vitórias de Valdeno e duas de Thiago Camilo. Por falar nele, o carro 21 teve um problema elétrico e sequer alinhou para a largada. Um anticlímax para a disputa da liderança do campeonato, que agora está nas mãos de Valdeno.

Um dos grandes momentos dessa segunda bateria foi a ultrapassagem de Valdeno sobre Átila Abreu. Depois de um tomar a liderança do outro em momentos distintos (se alternando na ponta da corrida), o piloto do Astra 51, que competiu sem o retrovisor esquerdo, ocupava a liderança e não viu o momento em que Valdeno colocou por dentro para ultrapassá-lo no final da reta dos boxes. A partir daí, o paraibano sumiu na ponta.

(Bruno Turano)

O grande pega da segunda metade da prova foi a disputa pela terceira posição, entre Juliano Moro, Thiago Marques e Daniel Serra. Melhor para Moro, que resistiu à pressão e subiu ao pódio. Mais trás, o estreante da categoria, Ulisses Silva ficou boa parte da bateria na quinta posição, mas não teve muita sorte e não completou a prova.

A liderança da competição agora está com Valdeno, que tem 100 pontos. Em segundo vem Thiago Camilo, com 83. Em terceiro está Thiago Marques, que está a nove pontos de Camilo. A alegria do piloto do Astra 77 dura até a próxima etapa, no Velopark, no dia 21 de agosto. No circuito gaúcho ele terá de usar os 50 quilos do lastro de sucesso, destinado a quem ocupa a liderança.

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11 em 200

Vitória incontentável de Jenson Button no Grande Prêmio da Hungria. Assim como o triunfo de Button, o domínio da McLaren foi surpreendente. Comentei aqui que a McLaren viria forte para a prova em Hungaroring, mas praticamente não teve adversário na pista. Para Button, a glória de subir no alto do pódio. E mais: nada melhor do que uma vitória (a 11ª em sua carreira na F1) para celebrar seu 200° GP na F1. Interessante é um determinado retrospecto de Jenson: desde que chegou à McLaren, Button venceu quatro GPs, todos com pista molhada.



E o time de Woking só não fez a dobradinha porque Lewis Hamilton recebeu uma punição que gerou muita discussão. Acho que a penalidade sobre o campeão de 2008 foi exagerada. Fato é que o drive through tirou a chance de vitória da Lewis.

Não fosse isso, Lewis disputaria a vitória com Jenson. Porém, particularmente, não acho que Hamilton ganharia a prova. No momento em que Lewis errou, ele fazia voltas pouco mais lentas do que Button, que vinha endiabrado na sua cola.

Também me surpreendi com o desempenho da Ferrari. Espera mais de Alonso e Massa. As rodadas do espanhol e do brasileiro traduziram o fraco desempenho dos carros vermelhos. Mesmo com o pódio de Alonso e a melhor volta do GP de Massa (1min23s415), achei que os carros de Maranello estariam disputando a ponta na Hungria.

Mais um Grande Prêmio e o título deste mundial cada vez mais próximo de Sebastian Vettel. O segundo lugar do alemão foi um excelente resultado para ele na competição. Com se diz por aí: cada vez mais líder!

Um momento de tensão no GP da Hungria. Nick Heidfeld saiu de seu pit stop com vazamento e não demorou muito – na verdade, alguns metros depois que ele saiu do pit lane – para haver uma pequena explosão na lateral da Lotus Renault, que pegou fogo. O acidente não teve gravidade porque o alemão foi rápido (pelo menos nisso) em sair do carro. A maré não anda boa pro alemão. Além dos resultados ruins nas últimas corridas, Bruno Senna foi convocado a testar no primeiro livre. Isso sem contar que o outro piloto de teste da escuderia, Romain Grosjean, que é líder da GP2 até com certa folga.



Absurdamente, a equipe de resgate rebocou o carro preto e dourado para o pit lane durante a corrida. Na saída de seu pit, Vettel foi obrigado a desviar e quase pisar na linha branca para não bater na Lotus Renault.

E não há como não comentar a ridícula parada de Jerôme DÁmbrosio. O piloto conseguiu rodar no pit lane com sua (não menos ridícula) Marussia Virgin. Lamentável!

Confira como ficaram as posições finais do Grande Prêmio da Hungria:
1. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
2. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
3. Fernando Alonso (Ferrari)
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
5. Mark Webber (Red Bull-Renault)
6. Felipe Massa (Ferrari)
7. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
8. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
9. Nico Rosberg (Mercedes)
10. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
11. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
12. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
13. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
14. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
15. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
16. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
17. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
18. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
19. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
20. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

Não completaram:
21. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
22. Michael Schumacher (Mercedes)
23. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
24. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)

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Valdeno vence de novo no Marcas

Parece teimosia, mas não é. Valdeno Brito venceu mais uma no campeonato brasileiro de Marcas. O paraibano venceu pela terceira vez na categoria, sempre na primeira bateria das etapas. O triunfo de Valdeno marca a quinta vitória do Astra em cinco provas.

(Bruno Turano)

Nesta primeira corrida da rodada dupla, que abriu a terceira etapa da categoria, no autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, um acidente impressionou a quem assistia a prova. Logo na largada, uma sucessão de toques ocasionou o abandono de cinco carros.

Mesmo tendo largado mal – pole, Valdeno recebeu um toque na confusão antes da primeira curva –, o piloto do carro 77 impôs um excelente ritmo de corrida e colou em Thiago Marques, então líder da corrida. Não tardou para Valdeno pegar a ponta.

No final, Daniel Serra pressionou Marques pela segunda posição. Porém, nas voltas finais, o carro de Serrinha perdeu rendimento e ele não conseguiu atacar e ficou com a terceira colocação. A segunda colocação de Thiago foi um presente de aniversário para seu pai, o respeitável Paulo de Tarso.

(Bruno Turano)

Atrás deles, Atila Abreu andou bem. Conseguiu fugir da confusão na primeira volta e ficou boa parte da corrida em terceiro. No final, perdeu o pódio e terminou em quarto, duas posições à frente de Thiago Camilo, que ficou 'refém' do lastro de 50 quilos, mas manteve a liderança do campeonato. Boa corrida de Ulisses Silva. O piloto carioca, que fez sua estreia na categoria, largou em 18° e terminou em 11°.

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Grid interessante com Vettel na pole

Sebastian Vettel conquistou a pole-position pata o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1. O atual campeão, que não ocupava a posição de honra do grid desde a corrida em Montreal, superou Lewis Hamilton no finalzinho do Q3 e marcou sua sétima pole na temporada. Esta foi a 22ª pole de Vettel na categoria; dentre os pilotos em atividade na F1, apenas Michael Schumacher tem mais poles do que o alemão da Red Bull.

(Formula 1 Website)

O grid em Hungaroring está bem interessante. A começar por Felipe Massa, que pela primeira vez no ano larga na frente de Fernando Alonso. O brasileiro estará na quarta posição do grid, enquanto que o espanhol estará em quinto. Porém, vale lembrar que Massa estará na parte suja da pista e isso é mais um obstáculo para uma boa largada no travado circuito de Hungaroring.

Na pista húngara, que é a segunda mais lenta do calendário da F1 (só ‘ganha’ de Mônaco), historicamente a esmagadora maioria dos vencedores saíram de uma das três primeiras posições do grid. Uma boa oportunidade para a Ferrari quebrar esta espécie de tabu. Vale lembrar que Alonso foi o mais rápido nas duas primeiras partes da classificação.

Mas a vida dos vermelhos de Maranello não será fácil. Além de terem a Red Bull de Vettel e as duas McLaren na frente, terão de ficar de olho no desgaste de pneus. Pouca gente notou, mas Vettel e Hamilton estão com os compostos praticamente novos – o alemão não forçou sua Red Bull no Q1 e no Q2 e o inglês deu pouquíssimas voltas nas duas primeiras partes da classificação.

Quem fez feio foi a Williams. O time de Frank passou sem problemas pelo Q1, mas levou um banho no Q2. Acho que a Williams já está pensando na temporada do ano que vem com os motores Renault.

Quem também teve pouco o que comemorar foi Mark Webber. O australiano só conseguiu uma minguada sexta posição. Muito pouco para quem senta no cockpit de uma Red Bull.

Como já era esperado, a Mercedes vai largar depois de Red Bull, McLaren e Ferrari. Nico Rosberg, que completa 100 Grandes Prêmios neste GP, vai largar na sétima posição. Sebastien Buemi, que ficou no Q1 com o 18° lugar, irá pagar a punição que sofreu na última corrida por causa do toque com Nick Heidfeld. Assim, ele larga em 23°.

Confira o grid para o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min19s815
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min19s978
3. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min20s024
4. Felipe Massa (Ferrari): 1min20s350
5. Fernando Alonso (Ferrari): 1min20s365
6. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min20s474
7. Nico Rosberg (Mercedes): 1min21s098
8. Adrian Sutil (Force India-Mercedes): 1min21s445
9. Michael Schumacher (Mercedes): 1min21s907
10. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari): sem tempo
11. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
12. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
13. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
14. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
15. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
16. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
17. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
18. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari) * punição
19. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
20. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
21. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
22. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
23. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
24. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)

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Chegou a vez de Marcos Gomes na Corrida do Milhão?

Para quem acredita em sequência de resultados, o piloto Marcos Gomes subiu ao pódio na terceira colocação na primeira edição da Corrida do Milhão, em 2008. Na segunda prova, no ano passado, Marquinhos recebeu a quadriculada em segundo lugar. Pela sequência, 2011 será o ano da vitória. Não, não é bem assim. Automobilismo é bem mais complexo do que isso. E como este tipo de combinação não ganha corrida, Marcos Gomes trabalha para deixar o carro competitivo e buscar, no talento e no braço, a vitória na Corrida do Milhão, que será disputada no dia 7 de agosto

(Miguel Costa Jr)

Com um lugar praticamente assegurado nos playoffs – somente uma combinação desastrosa de resultados deixa o piloto de fora da disputa pelo título de 2011 –, Marcos Gomes, agora, pensa na prova que paga o maior prêmio no Brasil.

Com quatro vitórias na Stock Car, todas em Interlagos, Marquinhos entra no circuito paulista confiante em alcançar o seu quinto triunfo na categoria. Num bate-papo com o COCKPIT, Marquinhos conta sua expectativa para a Corrida do Milhão.

COCKPIT: Ainda faltam alguns dias para a Corrida do Milhão. Você já definiu a estratégia para essa prova?
MARCOS GOMES: Já estamos trabalhando na estratégia para essa corrida. Com certeza estaremos brigando pela vitória; se vamos vencer? Bem, aí é outra coisa.

COCKPIT: Alguma estratégia especial para esta prova que paga R$ 1 milhão?
MARCOS GOMES: Além de eu estar bem preparado, é fundamental a equipe estar bem preparada para termos uma boa posição no final da corrida. Sabemos que com pit stop obrigatório, um erro do time na parada pode prejudicar o nosso resultado. Por isso, o trabalho dos mecânicos é muito importante.

(Miguel Costa Jr)

COCKPIT: Essa será uma corrida diferente das demais, com duração de 1h10min e, como você já disse, com pit stop obrigatório. Como está a sua preparação física?
MARCOS GOMES: Venho trabalhando forte a parte aeróbica porque esta prova será mais longa. Além disso, a temperatura no interior do carro é bem alta e o desgaste físico é grande. Se a corrida for disputada sob sol, ficará ainda mais quente. Isso é uma preocupação especial que tenho.

COCKPIT: O que é mais importante na Corrida do Milhão?
MARCOS GOMES: Tudo que envolve esta prova tem sua importância. A premiação é muito boa e a visibilidade que o piloto passa a ter na mídia depois de uma vitória nesta corrida também é importante. Isso sem contar que seria incrível poder pegar este prêmio e levá-lo para a equipe.

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Só deu Hamilton

Treinos livres de sexta-feira tradicionalmente não servem de parâmetro para o Grande Prêmio de domingo. Mas uma coisa me chamou atenção: o desempenho da McLaren. O resultado é que as duas sessões foram lideradas pelo vencedor do último GP, Lewis Hamilton – o campeão de 2008 baixou seu tempo registrado na manhã em mais de dois segundos (1min23s350 pela manhã contra 1min21s018 na parte da tarde). Evidente que isso não foi um milagre do britânico. A pista ficou mais rápida não só para ele, mas para todos. Mas, ainda assim, o tempo do inglês merece destaque.

(Formula 1 Website)

Nos últimos GPs, a equipe de Woking claramente escondia o jogo nas sessões de sexta-feira. Porém, nestes livres para o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, Hamilton e Button foram um dos primeiros a entrarem na pista de Hungaroring – indício de que a McLaren tem novidades em seus carros para a corrida.

É bom a Red Bull abrir os olhos. Em Nurburgring, a equipe austríaca foi derrotada pela primeira vez na pista em 2011, sem erros do time ou de pilotos. A McLaren parece estar forte na Hungria com seus dois carros entre os três mais rápidos. Entre os bólidos prateados está Fernando Alonso, que no dia de seu 30º aniversário, ficou com o segundo melhor tempo. As duas Red Bull ficaram em quarto e quinto, com Webber (que bateu no primeiro livre) à frente de Vettel. Felipe Massa ficou com a sexta colocação.

(Formula 1 Website)

Depois dos três times mais rápidos da temporada, a Mercedes colocou seus dois carros na sétima e oitava posições, com Nico Rosberg (que completa 100 Grandes Prêmios disputados na F1 nesta corrida) na frente de Schumacher.

Rubens Barrichello, envolvido com os intermináveis problemas da Williams, ficou com a 13ª posição. No treino da manhã, Bruno Senna, que apareceu num cockpit de F1 depois de cinco meses – a última aparição do sobrinho de Ayrton Senna foi na Lotus Renault durante a pré-temporada –, ficou com a 15ª colocação. Nada a acrescentar sobre a participação de Bruno Senna. Não é possível medir o potencial de um piloto em um treino livre, principalmente depois de longa inatividade (incluo aí a temporada com a lentíssima Hispania).

(Formula 1 Website)

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Lastro será um grande problema?

Seguindo o regulamento do campeonato brasileiro de Marcas, os cinco primeiros colocados na competição estarão, mais uma vez, com lastro em seus carros. A determinação visa ao equilíbrio do certame.

Assim, Thiago Camilo, que é líder do Marcas, estará com 50 quilos em seu Astra, enquanto que Alceu Feldman estará com 40. Terceiro no campeonato, Galid Osman vai competir em Jacarepaguá com 30 quilos, dez a mais do que Valdeno Brito. Como a quinta colocação é dividida entre Daniel Serra e Thiago Camilo, os dois pilotos estarão no circuito do Rio de Janeiro com dez quilos em seus carros.

(Duda Bairros)

É claro que competir com qualquer peso a mais é uma desvantagem. Porém, isso pode ser superado com um ótimo acerto. Tratando-se da pista de Jacarepaguá, acredito que isso não será um grande obstáculo para os pilotos que estarão com lastro buscarem a vitória. O traçado de Jacarepaguá é plano e há duas grandes retas. Isso significa que o lastro não faz o mesmo papel que faria num circuito com subidas e descidas.

Assim como em outras categorias, vale ficar de olho no desgaste dos pneus. A pista é reconhecidamente abrasiva. Como a meteorologia aponta dias de sol na classificação e nas duas baterias, a atenção neste ponto deve ser grande.

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Astra na alça de mira

Tudo pronto para a terceira etapa do campeonato brasileiro de Marcas, que será disputada no autódromo de Jacarepaguá. A nova categoria, que não é tão nova assim (ficou quase 15 anos “desativada”), começou quente. Após duas rodadas duplas, vitórias de Thiago Camilo e Valdeno Brito. E mais: só deu Astra até agora.

(Duda Bairros)

Desafio lançado para os Civic, Focus e Corolla. Apesar de que, para quem não se lembra, Denis Navarro, com o carro da Toyota, quase conquistou a vitória na última etapa em Interlagos – o Corolla quebrou na última volta e entregou o primeiro lugar ao Astra de Thiago Camilo, que é líder da competição.

Assim como Camilo, Valdeno Brito também tem duas vitórias na categoria em 2011. Entre eles na classificação está Alceu Feldman, com Civic. Vale ficar de olho também no Civic de Daniel Serra, que tem feito grandes corridas com o modelo da montadora japonesa. Competindo para desbancar a supremacia do Astra também estão Corolla e Focus.

(Duda Bairros)
Apesar de todas as quatro vitórias terem ficado com o modelo da Chevrolet, acho que a briga pela ponta das corridas está aberta. Em outras palavras, tudo pode acontecer, principalmente porque o grid ainda tem Átila Abreu (Astra), Fábio Carbone (Focus), Lico Kaesemodel (Astra), Juliano Moro (Civic) e Thiago Marques (Astra), dentre outras feras.

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Há quinze anos, em Michigan

Há exatos quinze anos, o Brasil sofria mais uma vez com um grave acidente de um campeão. Lembro daquele 28 de julho como se fosse ontem. Meus olhos marejados segundos após o acidente não escondiam minha apreensão. O país mal tinha se recuperado da perda de Ayrton Senna e temia pelo pior. Emerson Fittipaldi sofria o mais grave acidente em seus 30 anos de automobilismo. Era o Grande Prêmio de Michigan de Fórmula Indy de 1996.


Na curva 1 do oval norte-americano, o bicampeão da F1 e campeão da Indy deu o bote para cima do rápido novato (e saudoso) Greg Moore. Emerson foi por fora para fazer mais uma sensacional ultrapassagem em sua longa carreira. O toque a 320 km/h entre o canadense e o brasileiro resultou no grave acidente de Emerson.

Aquela foi a última corrida da brilhante carreira do mais famoso Fittipaldi. Aos 49 anos, o rato se despedia das pistas. O adeus não foi inesperado; no íntimo de Emmo, já estava programado para o final daquela temporada. Foi, apenas, cruelmente antecipado em alguns meses.


Abaixo, reproduzo um trecho da biografia “Emerson Fittipaldi: uma vida em alta velocidade” que trata o assunto.

Quando entramos na curva número um, o jovem Greg Moore fez exatamente o que eu previa: desceu para proteger sua posição. Aproveitei a chance para ultrapassá-lo por fora, mas Greg recusou a passagem e derrapou na direção de meu pneu traseiro. Aquele toque foi suficiente para mudar tudo.
Assim que meu carro começou a girar, eu soube que ia ser uma pancada forte. Quando um piloto perde o controle a 320 quilômetros por hora, tudo o que ele pode fazer é segurar o volante e esperar a batida. E ela aconteceu meio segundo depois, tão depressa que nem tive tempo de frear. Mesmo assim, me pareceu uma eternidade até o carro se espatifar no muro externo da pista. No momento do impacto, ouvi uma terrível explosão.
Preciso ficar acordado, pensei:
Sentado impotente no cockpit do carro, perdi a noção das cores. Via tudo em preto e branco. Meus braços, muito compridos, pareciam de borracha. Minhas mãos, a uns dois metros de distância, batiam descontroladamente no volante, que parecia pequeno e distante. Constatei horrorizado que não conseguia controlá-las. Logo as labaredas me engoliram, acompanhadas por uma fumaça espessa e branca, e tive certeza absoluta de que ia morrer. As chamas cresceram e eu sentia uma horrível dificuldade de respirar.
Me chamaram pelo rádio:
- Emerson, você está bem? Responda, Emerson! Tudo bem?
Tentei alcançar a coluna do volante para dizer que estava vivo, mas meus braços estavam flácidos e sem ação, o que me provocou um acesso de pânico. Na segunda tentativa, desesperado, usando uma força descomunal, consegui apertar o botão e falar pelo rádio.
- Me tirem daqui! - Acho que gritei, mas não tive forças para continuar pressionando o botão.
(...)
Quando o nível de oxigênio baixou demais, as imagens sumiram. Perdi a visão, só conseguia ouvir. E aí as vozes começaram a sumir também. Sabia que estava morrendo e só pensava em meus cinco filhos. Seria muito triste deixar aquelas crianças sozinhas no mundo. Minhas forças se esvaíram completamente. Cheguei a falar:
- A última coisa que eu quero... - Mas apaguei antes de completar a frase. Não consegui dizer que não queria perder meus filhos.”


O trecho acima foi extraído da biografia do nosso bicampeão da F1, publicada pela Editora Objetiva em 2003.

Relembre o gravíssimo acidente de Emerson Fittipaldi em Michigan.


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Sauber mantém sua dupla para 2012

Esta época do ano começa a esquentar a dança dos cockpits da Fórmula 1. Porém, é provável que o mercado de pilotos fique bem frio para a próxima temporada; pelo menos nas principais equipes.

Com uma ótima dupla, a Sauber tratou de correr e garantir Kamui Kobayashi e Sérgio Pérez para o campeonato de 2012. Estes são dois grandes talentos da categoria da tal ‘nova geração’. Claro que não acredito que o japonês ou o mexicano estarão disputando o título pelo time suíço na próxima temporada, mas não tenho dúvida de que eles dois serão expoentes da F1 em poucos anos.


No mais, é provável que não teremos muitas novidades. Nas equipes de ponta, McLaren deverá continuar com Lewis Hamilton e Jenson Button. Também não deverá haver mudanças nas duplas da Mercedes (Schumacher já anunciou sua intenção de continuar na flecha prateada) e da Ferrari – Felipe Massa, que está perdendo espaço em Maranello a cada corrida, recebeu elogios do presidente Luca di Montezemolo, que explicitou seu desejo de que o brasileiro continue na escuderia.

Na Red Bull, o fantasma da substituição de Mark Webber ainda ronda. Apesar de que tudo leva a crer que o australiano continuará sendo companheiro de equipe de Sebastian Vettel, talvez aí possa surgir alguma novidade. A chance é remota, mas existe.

Na Lotus Renault é que provavelmente haverá um cockpit vazio. Com a grande insatisfação do time em relação à Nick Heidfeld, a equipe está a procura de um companheiro para Vitaly Petrov. Tudo vai depender da recuperação de Robert Kubica. Caso o polonês não tenha condição de retornar à F1, acredito que a escuderia promoverá a volta de Romain Grosjean, que tem feito, na medida do possível, uma boa temporada na GP2.

Sem muita opção, Frank Williams deverá continuar com a dupla sul-americana (Rubens Barrichello e Pastor Maldonado). Na Toro Rosso... Bem, ali há uma disputa feroz para ver quem é o pior. De camarote, a jovem promessa australiana, Daniel Ricciardo, esquenta seus motores na Hispania e aguarda a definição. Na Force India, o sensato seria manter Paul di Resta. O companheiro do escocês pode ser Adrian Sutil ou alguém que poderá chegar no time para enriquecer os cofres da equipe. Tanto faz!

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Seleto grupo abre as portas para Button

Os dois últimos resultados de Sebastian Vettel neste mundial de Fórmula 1 não colocam em risco seu bicampeonato. Acredito que o título de 2011 será do alemão da Red Bull. Minha dúvida é saber em qual Grande Prêmio ele garantirá matematicamente seu bi na F1.

Por isso, a semana está agitada para o Grande Prêmio da Hungria. Não acredito em um domínio avassalador da Red Bull em Hungaroring. Pela alta temperatura na pista e pela escolha de pneus com letras vermelhas (supermacios) e amarelas (macios), espero que a Ferrari venha forte em Hungaroring. Depois da vitória da McLaren em Nurburgring, acredito na força dos carros de Lewis Hamilton e Jenson Button.

(Formula 1 Website)

Por falar no campeão de 2009, o GP da Hungria será especial para ele; assim como já foi. Jenson Alexander Lyons Button venceu sua primeira corrida na Fórmula 1 na Hungria em 2006, época em que competia pela Honda. E será no mesmo travado Hungaroring que ele completará 200 Grandes Prêmios de Fórmula 1.

A marca é história do piloto inglês de 31 anos. Button será o 11º piloto da história da F1 a alcançar os 200 GPs. Com dez vitórias (seis pela Brawn e três pela McLaren, além da primeira pela Honda), Jenson, que está na categoria desde 2000, entrará no circuito húngaro para igualar uma marca. Apenas Michael Schumacher venceu seu GP de número 200. Isso aconteceu na corrida da Espanha do mundial de 2004. Além do heptacampeão, somente David Coulthard (terceiro no GP de Mônaco de 2006) e Nélson Piquet (sexto em Monza, 1991) pontuaram nas corridas em que atingiram a marca histórica.

Abaixo, todos os pilotos que já passaram pela marca de 200 Grandes Prêmios na Fórmula 1:
312 GPs: Rubens Barrichello
276 GPs: Michael Schumacher
256 GPs: Riccardo Patrese
246 GPs: David Coulthard
228 GPs: Giancarlo Fisichella
230 GPs: Jarno Trulli
211 GPs: Gerhard Berger
208 GPs: Andrea de Cesaris
204 GPs: Nélson Piquet
201 GPs: Jean Alesi

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Thiago Camilo: milhão para manter a liderança

Jovem, rápido, talentoso e vitorioso. Assim é Thiago Camilo. Porém, o piloto paulista não está satisfeito com suas nove vitórias e dez pole-positions na Stock Car. Ele ainda quer mais. Piloto mais jovem a vencer uma corrida de Stock Car no Brasil, quando aos 20 anos faturou a etapa do Rio de Janeiro, Thiago pode quebrar mais um recorde. Se vencer a Corrida do Milhão, que será disputada no dia 7 de agosto em Interlagos, passará a ser o piloto mais jovem a ganhar a milionária prova – Thiago tem 26 anos, enquanto que Ricardo Maurício tinha 31 anos no dia da vitória no ano passado e Valdeno Brito tinha 34 anos em 2008.

(Duda Bairros)

No bom bate-papo que o líder da Stock Car teve com COCKPIT, o piloto mostrou confiança neste que pode ser o seu ano de consagração. Thiago Camilo contou que, apesar de esta ser a primeira temporada dele na equipe RCM Ipiranga, está muito à vontade para desenvolver seu trabalho nas pistas.

COCKPIT: Qual a sua expectativa para a Corrida do Milhão?
THIAGO CAMILO: Sinceramente, eu vejo esta prova como as outras do ano. Sei que há uma expectativa grande em relação ao prêmio, mas quando entro na pista é para vencer. Sei, também, que esta prova tem mais atenção da mídia. É claro que chegar na frente nesta corrida deixará o vencedor em evidência. Para mim, além da premiação, isso significará manter a ponta do campeonato

COCKPIT: Como é sua preparação para esta corrida? É a mesma que você faz para as outras etapas?
THIAGO CAMILO: A preparação tem de ser um pouco melhor por causa da duração da prova. Normalmente, as corridas têm 50 minutos; esta terá vinte a mais.

COCKPIT: Você e sua equipe estão em sintonia fina?
THIAGO CAMILO: Sim; até porque esta corrida tem pit stop obrigatório. Por isso, o trabalho do time é muito importante também. E eu confio plenamente no bom trabalho da equipe. Sei que tenho um grande time que me apóia e que está bastante empolgado.

COCKPIT: É entrar no carro e acelerar?
THIAGO CAMILO: É, mas tem de ser um processo de passo a passo. Primeiro, vou trabalhar para conquistar a pole-position. Depois da classificação, vou focar a vitória. Como disse, sempre que eu entro na pista, viso a vitória. Sei que tem muitos carros competitivos, mas certamente também estou competitivo.

(Carsten Hoerst)

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Me dá uma carona aí?

Uma cena depois da vitória de Lewis Hamilton no Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1 chamou a atenção. Depois que recebeu a quadriculada, Fernando Alonso encostou sua Ferrari porque ficaria sem combustível e, desta forma, seria punido pela FIA. Com o mínimo de gasolina no tanque, o bicampeão deixou o cockpit vermelho e voltou para os boxes de carona na Red Bull de Mark Webber.

Isso, além de não ser aconselhável, não é novidade. Há tempos pilotos não querem cansar suas perninhas e sobem no carro de seus adversários para voltar aos boxes. Veja, abaixo, uma sequência com algumas destas cenas que também fazem a história da Fórmula 1.










De cima para baixo:
1) Fernando Alonso pega carona com Mark Webber (Alemanha/2011);
2) Nélson Piquet dá carona para Stefan Johansson, Philippe Alliot e Gerhard Berger (México/1986);
3) Rubens Barrichello pega carona com David Coulthard (Alemanha/1995);
4) Nigel Mansell dá carona para Ayrton Senna (Inglaterra/1992);
5) Senna pega carona com Satoru Nakajima (Itália/1987).

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Vermelho 27

Como todos sabem, Jacques Villeneuve vai disputar a Corrida do Milhão da Stock Car. O design do carro do filho do lendário Gilles foi divulgado. O ex-campeão mundial de Fórmula 1 e da F-Indy vai competir em Interlagos com o número que foi eternizado na Ferrari por seu pai. Com um carro predominantemente vermelho, Jacques estará no circuito paulista com o número 27 da equipe Mico’s.

(Stock Car)


Já escrevi isso antes e volto a bater na mesma tecla. Como marketing, a jogada de trazer Jacques Villeneuve para disputar a Corrida do Milhão foi fantástica. Porém, não coloco o canadense no grupo de favoritos à vitória. Além de alguns pilotos da Stock Car serem extremamente competentes e talentosos, Jacques não teve qualquer contato com o carro da categoria. Talvez ele até faça algumas voltas para se familiarizar com o bólido, mas isso não será suficiente para superar a turma da Stock Car que anda na frente.

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Duda Pamplona com um olho no milhão e outro na superfinal

Faltam pouco mais de dez dias para a tão esperada Corrida do Milhão. A mais importante corrida do automobilismo brasileiro será disputada no dia 7 de agosto em Interlagos. No grid do circuito paulista, estarão três cariocas. Duda Pamplona, que nasceu no Rio de Janeiro há 33 anos, conversou com COCKPIT e contou a sua expectativa para a terceira edição da milionária prova.

(Luca Bassani)

Com cinco pole-positions e uma vitória na Stock Car, Duda ainda busca subir no degrau mais alto do pódio nesta temporada. A nona posição na classificação não garante o carioca nos playoffs, que trabalha e sonha acordado com um bom resultado na Corrida do Milhão.

COCKPIT: Dá para ficar concentrado apenas na Corrida do Milhão ou tem de pensar no campeonato?
DUDA PAMPLONA: Meu foco principal é a superfinal. A Corrida do Milhão é consequência, já que desejo garantir um lugar entre os dez melhores da fase de classificação. Por isso, vou chegar a Interlagos com uma postura mais conservadora.

COCKPIT: Então você não vai partir para o tudo ou nada?
DUDA PAMPLONA: Não porque tenho de pensar nos pontos para garantir minha participação nos playoffs.

COCKPIT: E como está sua preparação física?
DUDA PAMPLONA: Isso é importante porque o treinamento, normalmente, visa a uma corrida de 50 minutos. Como a Corrida do Milhão tem vinte minutos a mais, a preparação tem de ser intensificada. Outro ponto que merece atenção é a temperatura dentro do carro. O calor será mais intenso porque a corrida é mais longa.

COCKPIT: Será preciso, então, ficar atento a cada detalhe...
DUDA PAMPLONA: Sem dúvida. Assim como ser rápido na pista, a estratégia é fundamental para um bom resultado nesta Corrida do Milhão.

COCKPIT: E o que é mais importante? A premiação ou a fama que o piloto passa a ter depois da vitória nesta corrida?
DUDA PAMPLONA: O prêmio é muito importante. O pessoal do time fica bem ansioso por causa desta premiação. Além disso, vencer a Corrida do Milhão traz grande repercussão. Não só para o piloto vencedor, mas também para os patrocinadores. Um bom resultado dá uma visibilidade maior para os patrocinadores e, sem dúvida, atrai novos parceiros.

(Luca Bassani)

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A batata de Heidfeld assando na Lotus Renault

Um acidente impressionou na quem assistia ao Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1, vencido por Lewis Hamilton. Ainda no início da corrida em Nurburgring, o incidente entre Nick Heidfeld e Sebastien Buemi chamou atenção. O alemão da Lotus Renault tentou ultrapassar o suíço da Toro Rosso e foi espremido para fora da pista. Os carros se tocaram e o germânico levou a pior.

(Formula 1 Website)

(Formula 1 Website)

(Formula 1 Website)

O alemão da Lotus Renault não tem feito boas apresentações – aliás, ele já teve algum bom desempenho na F1? –, mas ele não teve qualquer culpa na batida com o suíço da Toro Rosso. Tanto que os comissários da FIA puniram o suíço por causa do acidente. No próximo GP, que será na Hungria, o competidor da Toro Rosso perderá cinco posições de largada.

Quem acompanha o COCKPIT, sabe que já escrevi isso aqui: Buemi e Alguersuari parecem que disputam acirradamente quem faz a pior temporada para dar lugar ao australiano Daniel Ricciardo no ano que vem. Sem dúvida a pior temporada da história da Toro Rosso na F1.

Talvez por já estar no limite da paciência, a equipe anunciou que dará oportunidade ao brasileiro Bruno Senna, piloto de testes do time, no primeiro livre de sexta-feira, em Hungaroring, próxima etapa do mundial de F1. Pelo Twitter, Bruno revelou seu sentimento: “Muito contente de poder andar no primeiro treino livre na Hungria semana que vem! Espero fazer um bom trabalho pra equipe.”

Sinceramente não acredito que o sobrinho do tricampeão Ayrton seja efetivado como titular na Lotus Renault nesta temporada - salvo uma sequência espetacular de besteiras do germânico. É claro que esta oportunidade vale ouro, mas para mim não passa de uma jogada para pressionar o experiente alemão, que anda devendo. Por sinal, ele anda devendo desde que estreou na categoria, em 2002.

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Power e Helinho fazem dobradinha para Penske

O japonês Takuma Sato não conseguiu segurar por muito tempo o rei dos mistos. O australiano Will Power venceu o Grande Prêmio de Edmonton de Fórmula Indy. Apesar de ter sido pressionado pelo companheiro de Penske, Helio Castroneves, nas 20 voltas finais, Power sustentou a ponta e venceu a corrida no Canadá por incríveis 0s808 sobre Helinho. Esta foi a quarto triunfo do australiano em 2011.

(Indy Car Website)

Destaco aqui o desempenho de Helinho. Numa temporada em que a sorte não lhe sorriu, o Homem Aranha fez uma grande corrida e terminou na segunda colocação. O brasileiro foi aguerrido e ganhou posições na pista, já que pulou da nona posição de largada até o segundo lugar. O pódio ainda teve Dario Franchitti, que continua líder da competição.

A vitória de Power começou a tomar forma na 20ª volta, quando o australiano aproveitou um erro do japonês da KV Lotus e tomou a ponta da prova. Depois disso, o piloto do carro número 12 disparou.

Power só foi incomodado na fase final da corrida. Helio Castroneves fez apresentação de gala. Até chegou a liderar por algumas voltas, mas no pit stop, perdeu a ponta para Power. A pressão em cima do australiano foi imensa. Will mostrou que amadureceu e conseguiu segurar o ímpeto do brasileiro. Colado nas duas Penske vinha Franchitti. Tanto que, em determinado momento, a diferença entre o primeiro e o terceiro era de quatro décimos.

(Indy Car Website)

Um pouco mais atrás do trio, Tony Kanaan fez uma ótima corrida e terminou uma boa quarta colocação. O baiano da KV Lotus largou 11º e fez boas ultrapassagens. O resultado deixou Tony em quarto na competição, com 253 pontos – o líder ainda é Dario Franchitti. Vitor Meira terminou a corrida em 12º e Bia Figueiredo em 13º.

Veja como ficou a classificação final do Grande Prêmio de Edmonton de Fórmula Indy:
1. Will Power (Penske)
2. Helio Castroneves (Penske)
3. Dario Franchitti (Ganassi)
4. Tony Kanaan (KV Lotus)
5. Justin Wilson (Dreyer & Reinbold)
6. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)
7. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
8. Mike Conway (Andretti)
9. Danica Patrick (Andretti)
10. Ryan Briscoe (Penske)
11. JR Hildebrand (Panther)
12. Vitor Meira (Foyt)
13. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
14. Marco Andretti (Andretti)
15. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
16. Sebastian Saavedra (Conquest)
17. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
18. James Jakes (Dale Coyne)
19. Charlie Kimball (Ganassi)
20. Ernesto Viso (KV Lotus)
21. Takuma Sato (KV Lotus)
22. Oriol Servià (Newman-Hass)
23. Scott Dixon (Ganassi)

Não completaram:
24. Simona De Silvestro (HVM)
25. Graham Rahal (Ganassi)
26. Paul Tracy (Dragon)

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Final de tirar o fôlego no GT Brasil

A quinta etapa do GT Brasil, em Curitiba, teve duas baterias sensacionais. A décima corrida da temporada, disputada no domingo, teve um final emocionante. Walter Ebrahim, de Dodge Viper, e Valdeno Brito, de Ford GT, estavam lado a lado na última curva da última volta no circuito paranaense. Nos metros finais, falou mais forte o V10 do Viper e Ebrahim conquistou uma brilhante vitória. Um final de corrida de arrepiar! Uma vitória no melhor estilo holiudiano.

(Fernanda Freixosa)

O Ford GT e o Viper ficaram separados por apenas 0s151. O dois carros cruzaram a linha de chegada pressionados por Xandinho Negrão. O piloto que faz dupla com o pai, Xandy Negrão, na Lamborghini Gallardo terminou a corrida a 0s269 do vencedor. Só mesmo um cronômetro para separá-los. Visualmente, os três carros chegaram juntos!

Esta prova foi bastante agitada, com toques e alternâncias de posições na pista e nas paradas nos boxes. Ainda no início da bateria, Marcelo Hann disputou uma posição com Vanue Faria e foi tocado. Na reta dos boxes, Hann perdeu controle de sua Lamborghini e foi protagonista de uma cena impressionante: o carro italiano girou duas vezes em 360 e estourou placas publicitárias de isopor. O piloto conseguiu manter o carro na pista sem bater e continuou na prova do domingo.

Esta corrida ainda teve a Ferrari F458 de Rafael Derani e Cláudio Ricci na sétima posição, menos de meio segundo a frente da Lambo de Allam Khodair e Marcelo Hann. A dupla Ricardo Maurício e Bruno Garfinkel terminou a bateria na décima colocação.

A primeira prova do fim de semana teve a vitória de Allam Khodair e Marcelo Hann. A dupla da Lamborghini Gallardo foi beneficiada pela punição que a Ferrari F458 de Daniel Serra e Chico Longo recebeu por não ter cumprido o tempo mínimo de dois minutos nos boxes para troca de pilotos.

(Luca Bassani)

A penalidade na Ferrari F458 foi justa; porém, não estou certo de que a dupla Khodair/Hann teria vencido a primeira bateria – o ritmo de Serra/Longo era muito bom. Certo mesmo é que haveria uma grande disputa entre a Lambo e a Ferrari pela liderança. A dupla Serra/Longo terminou a prova em quinto lugar.

A dupla Rafael Derani/Cláudio Ricci levou a Ferrari F458 ao pódio, que chegou um segundo a frente de Wagner Ebrahim, de Viper. Os atuais campeões Valdeno Brito e Matheus Stumpf, de Ford GT, terminaram na oitava colocação, logo à frente de Sérgio Jimenez e João Adibe, também de Ford GT. A dupla Xandy e Xandinho Negrão (Lamborghini Gallardo) recebeu a quadriculada em 11º lugar.

A liderança do campeonato está com a dupla Valdeno e Stumpf, que tem 112 pontos. Um ponto atrás está a dupla Cláudio Ricci/Rafael Derani de Ferrari F458. Em terceiro está Cléber Faria (Lamborghini) com 106 pontos.

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Hamilton impecável

A vitória de Lewis Hamilton no Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1 foi incontestável. Arrojado desde a largada, o campeão de 2008 foi merecedor do lugar mais alto do pódio em Nurburgring. Esta foi a segunda vitória de Lewis em 2011, a 16ª na carreira na F1.

(Formula 1 Website)

O inglês do carro número 3 foi sensacional ao fazer ultrapassagens, principalmente a que deixou Mark Webber para trás, quando o inglês retomou sua posição na pista. Em novo duelo, Lewis tocou roda com Mark, mas tudo dentro da esportividade. Outra ultrapassagem espetacular de Hamilton foi feita sobre Fernando Alonso. O inglês deixou o espanhol para trás logo depois que o ferrarista saiu de seu pit stop. Nesta, Hamilton passou Alonso por fora na curva 2.

Se Lewis fez uma corrida sensacional (ele fez a melhor volta da prova em 1min34s302), o mesmo pode-se dizer de Fernando Alonso. O bicampeão foi incrível e só perdeu a prova pela equipe não ter sido tão rápida quanto a McLaren.

Por falar em pit stop, a Ferrari também ficou devendo na parada de Felipe Massa na última volta. Pressionado por Vettel durante 15 voltas, o brasileiro conseguiu sustentar a quarta posição até a penúltima volta, quando ele e Sebastian entraram juntos para troca de pneus. Erro da Ferrari, rapidez da Red Bull. E não me venham com teorias conspiratórias. Por favor! Felipe Massa não perdeu a quarta colocação ali. E as 12 voltas que ficou atrás de Nico Rosberg sem conseguir ultrapassar a Mercedes?

(Formula 1 Website)

Talvez por estar ‘mal acostumado’, esperava mais de Sebastian Vettel, principalmente por esta corrida ter sido em seu país. Pela primeira vez no ano que o alemão foi burocrático num GP. Mas, na verdade, nada que tenha colocado em risco seu bicampeonato. Estranho mesmo foi não vê-lo no pódio. Isso não acontecia desde o Grande Prêmio da Coréia, no ano passado.

E a chuva, heim? Prometeu e mais uma vez ‘deu bolo’.

(Formula 1 Website)

Veja as posições de chegada do Grande Prêmio da Alemanha, em Nurburgring:
1. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
2. Fernando Alonso (Ferrari)
3. Mark Webber (Red Bull-Renault)
4. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
5. Felipe Massa (Ferrari)
6. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
7. Nico Rosberg (Mercedes)
8. Michael Schumacher (Mercedes)
9. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
10. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
11. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
12. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
13. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
14. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
15. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
16. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
17. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
18. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
19. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
20. Karun Chandhok (Lotus-Cosworth)

Não completaram:
21. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
22. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
23. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
24. Nick Heidfeld (Lotus Renault)

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Villeneuve não está na disputa pelo milhão

No final da semana passada surgiram os primeiros indícios. Neste domingo veio a confirmação. O campeão mundial de F1 em 1997, Jacques Villeneuve, irá disputar a Corrida do Milhão da Stock Car, no próximo dia 7 de agosto em Interlagos. O piloto canadense, que hoje está com 40 anos, irá disputar a milionária corrida pela equipe Mico’s.

Os títulos de 1997 na Fórmula 1 e 1995 na F-Indy, além da vitória na edição de 1995 das 500 Milhas de Indianápolis e dos 11 triunfos na F1 não assustam os competidores da Stock Car. Acho que Villeneuve não será páreo para Allam Khodair, Átila Abreu, Cacá Bueno, Daniel Serra, Duda Pamplona, Luciano Burti, Marcos Gomes, Max Wilson, Popó Bueno, Ricardo Maurício, Thiago Camilo... Hoje, no automobilismo, ficar um tempo em inatividade é fatal para esportivamente manter-se no topo – o retorno de Michael Schumacher à F1 é um bom exemplo. Por isso é que eu acho que Jacques, mesmo estando na pista de Interlagos para disputar a Corrida do Milhão, não estará efetivamente na briga pelo prêmio milionário.

Numa categoria em que os carros andam muito próximos – às vezes, um segundo separa o primeiro do 15º, Jacques chegará em explícita desvantagem na Stock Car. Mesmo seu grande conhecimento em corridas de carro – afinal, certamente ele não desaprendeu – não será suficiente para colocá-lo na disputa pelo milhão. É bacana ter um piloto de renome internacional na mais importante corrida do calendário brasileiro, mas ele não estará entre os primeiros.

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Sato larga na frente no novo Edmonton

O japonês Takuma Sato conquistou sua segunda pole em 2011. O japonês da KV Lotus larga na frente no Grande Prêmio de Edmonton de Fórmula Indy. A pole de Sato quebrou uma incrível sequência de Will Power, que conquistou a posição de honra de grid nas últimas oito corridas em circuitos mistos.

(Indy Car Website)

Mas nada de desânimo: o australiano da Penske fez uma ótima classificação e estará na primeira fila ao lado do piloto nipônico no novo circuito canadense, que recebeu inovações substanciais para receber a categoria neste ano. Atrás deles estão as duas Ganassi, com Scott Dixon na terceira posição do grid.

O brasileiro mais bem classificado é Helio Castroneves, que vai largar em nono, enquanto que Tony Kanaan estará na 11ª posição. Vitor Meira larga em 14º e Bia Figueiredo em 23º.

O grid para o Grande Prêmio de Edmonton de Fórmula Indy ficou assim:
1. Takuma Sato (KV Lotus)
2. Will Power (Penske)
3. Scott Dixon (Ganassi)
4. Dario Franchitti (Ganassi)
5. Ernesto Viso (KV Lotus)
6. Ryan Briscoe (Penske)
7. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
8. Oriol Servià (Newman-Hass)
9. Helio Castroneves (Penske)
10. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
11. Tony Kanaan (KV Lotus)
12. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)
13. Graham Rahal (Ganassi)
14. Vitor Meira (Foyt)
15. Justin Wilson (Dreyer & Reinbold)
16. Simona De Silvestro (HVM)
17. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
18. James Jakes (Dale Coyne)
19. Marco Andretti (Andretti)
20. Mike Conway (Andretti)
21. Charlie Kimball (Ganassi)
22. Danica Patrick (Andretti)
23. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
24. JR Hildebrand (Panther)
25. Paul Tracy (Dragon)
26. Sebastian Saavedra (Conquest)

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Webber faz pole na casa de Vettel

Dez Grandes Prêmios, dez pole-positions da Red Bull. Pela segunda vez seguida, Mark Webber conquista a posição de honra do grid. A surpresa ficou por conta de Lewis Hamilton, que tirou Sebastian Vettel da primeira fila. Aliás, desde o GP de Cingapura que o alemão figurava na primeira fila de grids da Fórmula 1.

(Formula 1 Website)

Seguramente Vettel não está muito preocupado. Com 80 pontos de vantagem sobre Webber, vice-líder do mundial, nesta metade de campeonato, o alemão tem como objetivo vencer em casa. Sebastian vai atrás do que seria uma inédita vitória na Alemanha para ele.

A chuva, mais uma vez, ‘deu bolo’ e não atrapalhou a classificação em Nurburgring. Porém, há um encontro marcado para a hora da corrida. Por isso, o GP da Alemanha deverá ser disputado debaixo de chuva. Por isso, a corrida deverá ser bem interessante, com pista molhada, Hamilton na primeira fila e Vettel vindo de trás, assim como as Ferrari.

Achei legal a postura de Webber. Depois de Silverstone, onde surgiram atritos entre o australiano e o pessoal do time austríaco, sobre ordens de equipe, obediência e etc. e tal, o veterano chegou na casa de Vettel e cravou a pole. Tomara que ele continue com esta postura no restante desta temporada.

Tirando a ‘intromissão’ da McLaren de Lewis, o grid foi dominado por Red Bull e Ferrari. Fernando Alonso, mais uma vez, colocou tempo em cima de Felipe Massa. No placar interno na Ferrari, o bicampeão fez 10x0 em classificações – em nenhuma corrida o brasileiro conseguiu largar na frente do espanhol.

(Formula 1 Website)

Surpresa negativa foi Kamui Kobayashi. O japonês da Sauber não conseguiu passar do Q1 e vai largar na 18ª posição do grid.

Confira o grid para o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1, em Nurburgring:
1. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min30s079
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min30s134
3. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min30s216
4. Fernando Alonso (Ferrari): 1min30s442
5. Felipe Massa (Ferrari): 1min30s910
6. Nico Rosberg (Mercedes): 1min31s263
7. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min31s288
8. Adrian Sutil (Force India-Mercedes): 1min32s010
9. Vitaly Petrov (Lotus Renault): 1min32s187
10. Michael Schumacher (Mercedes): 1min32s482
11. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
12. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
13. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
14. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
15. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
16. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
17. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
18. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
19. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
20. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
21. Karun Chandhok (Lotus-Cosworth)
22. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
23. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
24. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)

* Buemi foi excluído da classificação porque o combustível em seu Toro Rosso era irregular. Por isso, largará dos boxes. Já Liuzzi também perdeu sua posição no grid, mas por outro motivo: por ter trocado a caixa de câmbio, o italiano perdeu cinco posições. Mas, como se classificou em 23º, o piloto da Hispania perde uma e larga em último.

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Sexta-feira com Ferrari e Red Bull na frente

A chuva prometeu, mas não apareceu. Os primeiros treinos livres para o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1 sequer deram um parâmetro de como será a corrida em Nurburgring. Fernando Alonso e Mark Webber dominaram as duas primeiras sessões – a primeira com o bicampeão à frente do australiano e a segunda com o piloto da Red Bull sendo mais rápido do que o espanhol. O mais rápido do dia foi Webber, com 1min31s711.

Red Bull e Ferrari ditaram o ritmo desta sexta-feira. Sebastian Vettel e Felipe Massa ficaram logo atrás do espanhol da Ferrari e do australiano da Red Bull. Assim como em Silverstone, as McLaren ficaram abaixo das expectativas nos treinos. Aliás, Jenson Button e Lewis Hamilton ficaram atrás até das duas Mercedes, que colocou Michael Schumacher em quinto, seguido de perto por Nico Rosberg. Mas tenho certeza de que a dupla inglesa virá forte na classificação.

Abro parêntese para comentar a escapada de Sebastien Buemi. Parece que a luta para ver quem faz uma pior temporada na Toro Rosso está quente. Enquanto isso, o australiano Daniel Ricciardo acumula quilometragem pela Hispania e é lapidado para sentar no cockpit da Toro Rosso no ano que vem. Fecho parêntese.

(Formula 1 Website)

Novidade no cockpit da Lotus. O indiano Karun Chandhok, que é piloto de testes de Tony Fernandes, substitui o italiano Jarno Trulli neste fim de semana. É claro que o italiano tem bem mais experiência do que o indiano, que retorna à F1. Mas isso não será determinante para um bom ou mau resultado em Nurburgring. A jogada visa ao Grande Prêmio da Índia. Os promotores da corrida marcada para 30 de outubro já começaram a mexer os pauzinhos.

Acredito que Trulli (infelizmente) voltará a competir nas próximas corridas, mas o GP da Índia deverá contar com Chandhok na Lotus: no lugar de Jarno ou no cockpit de Heikki Kovalainen.

Nada mais a se destacar nestas duas sessões livres. Esta sexta-feira deu sinais de que a Ferrari poderá dar trabalho aos touros vermelhos. Acredito que a McLaren irá se recuperar para incomodar as duas escuderias. Lutar pela vitória? Sim, principalmente porque o domingo da corrida será de chuva. Isso se a previsão da meteorologia alemã não falhar de novo.

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Olhos e ouvidos atentos

Fim de semana será agitado para quem gosta de velocidade: Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1, GP F-Indy em Edmonton e GT Brasil em Curitiba. Por falar no GP germânico, a briga promete ser boa. O circuito de Nurburgring, que por muitos anos ficou conhecido como inferno verde, foi mutilado e há anos não se parece com a pista de 22 quilômetros que fez história no automobilismo mundial. Os mais antigos lembram e os mais novos certamente já viram em filmes antigos o lendário circuito alemão, que tinha mais de 150 curvas, sendo a Karussell a mais fantástica.


Há tempos a pista alemã foi modificada e encurtada. O traçado atual, de pouco mais de 5.100 metros, passou a semana sendo banhado pela chuva que cai na região. Como a previsão do tempo indica que o sol não vai aparecer por lá nos próximos dias, a corrida será disputada com pista molhada.

Com ou sem chuva, vale ficar de olho em Sebastian Vettel, que busca sua primeira vitória em seu país natal; vale, também, ficar com os ouvidos atentos, principalmente no áudio que vem dos boxes da Ferrari. Afinal, foi em Hockenheim, que sediou o GP da Alemanha no ano passado, que Felipe Massa e o Brasil escutaram uma mensagem nada agradável. O tom pausado do engenheiro Rob Smedley quando disse “Felipe: Fernando is faster than you”, que mais parecia que estava dando aula de inglês para crianças, ainda ecoa como uma das maiores vergonhas da F1. Não pela ordem de equipe, que sempre existiu, mas pela forma com que foi dada. Não escrevo isso em relação a Felipe, mas a todos os pilotos da F1. Espero que isso realmente seja parte do passado.

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O mago dos capacetes fecha a viseira

O mago dos capacetes não está mais entre nós. Aos 74 anos, o designer Sid Mosca perdeu a luta contra um câncer. O mestre na aerografia, responsável pelos desenhos dos capacetes de grandes pilotos, morreu no Hospital Albert Einstein, em Sã Paulo.

Cloacyr Sidney Mosca tinha uma sensibilidade ímpar de captar os sentimentos dos competidores, transferindo esta emoção para seus desenhos em capacetes. Sid criou os desenhos para Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna, além de cuidar dos cascos de Nélson Piquet, Keke Rosberg, Mika Hakkinen, Michael Schumacher, Rubens Barrichello, Felipe Massa, dentre outros.


“A pintura do capacete é a outra face do piloto, que lhe dá uma identificação quando está em ação nas pistas, e me sinto feliz por poder participar da criação da sua imagem, peça valiosa e importante no decorrer da sua carreira. Sinto-me gratificado pelo reconhecimento pleno que tenho tido na minha profissão.”

Bia Figueiredo:
“O céu ganhou, hoje, uma grande estrela: o homem que deu vida e personalidade ao capacete dos maiores campeões do mundo”

Daniel Serra:
“Valeu Sid! Vai com Deus!”

Felipe Massa:
“Perdi um grande amigo, uma pessoa que está intimamente ligada à minha carreira e que participou de alguns dos meus momentos mais felizes na pista. Fiquei muito triste com a notícia da morte do Sid”

Hélio Castroneves:
“Meu Deus, estou chocado com a notícia do falecimento do gênio Sid Mosca. Que Deus o abençoe e proteja. Obrigado por tudo, querido amigo”

Luciano Burti:
“Sid deixou a marca de amor pelo seu trabalho e o carinho por nos pilotos. E isso será lembrado para sempre por todos nós”

Mário Romancini:
“Muito triste com a notícia do falecimento do grande Sid Mosca. Vai deixar saudades e muitas obras lindas”

Ricardo Maurício:
“Vai com Deus, grande mestre das pinturas. Vai com Deus, Sid Mosca”

Rubens Barrichello:
“É com grande pesar que recebi a notícia da morte do grande Sid Mosca. Foi ele quem pintou meu primeiro capacete. Sid sempre foi muito querido por todos. Para mim, ficará teu sorriso e teu abraço amigo. E o ‘painted by SID’ para sempre no meu capacete”

Thiago Camilo:
“Hoje acordei com a triste notícia do falecimento do Sid Mosca. Guardarei as melhores lembranças desse sensacional artista; o maior de todos”

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França quer voltar

Uma boa marolinha nos bastidores da Fórmula 1. A publicação esportiva da França, L’Equipe, informou que o governo francês já começou a mexer seus pauzinhos para retornar à categoria. A intenção é colocar o circuito Paul Ricard no calendário em 2013, intercalando com o Grande Prêmio da Bélgica.


Como o calendário da F1 está inchado, a solução amigável encontrada foi essa. Como (infelizmente) a pista de Spa-Francorchamps vira e mexe fica cambaleando na preferência de Bernie Ecclestone, vejo que esta possibilidade da volta do Grande Prêmio da França é boa. Resta saber se os promotores do GP da Bélgica estão de acordo com a ideia francesa.

Já explicitei sem pudor que sou favorável a manutenção de pistas em países com tradição no automobilismo, desde que sejam bons circuitos, e que reúnam grande número de fãs da velocidade nos dias de Grande Prêmio. Não acho razoável um calendário da F1 com Malásia e Abu Dhabi, por exemplo, e que deixa de fora França, México e Áustria. Se eu não acho razoável, o bolso da FOM acha; com certeza.

Apenas coincidência: o último Grande Prêmio da França foi disputado em 2008. Na ocasião, dobradinha da Ferrari com vitória de Felipe Massa, que terminou aquela temporada como vice-campeão. A última vez que a F1 competiu em Paul Ricard foi no distante 1990. Naquele ano, o vitorioso foi Alain Prost, que ficou com o vice-campeonato depois de todas as 16 provas.

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Desclassificações mudam resultado no Trofeo Linea

Um resultado que dá uma reviravolta na segunda bateria do Trofeo Linea e, consequentemente, na classificação do campeonato. O vencedor da corrida, Allam Khodair, e o segundo colocado na etapa de Londrina, André Bragantini, foram desclassificados pela direção de prova. Irregularidades técnicas foram detectadas nos carros dos dois competidores que chegaram na frente.

(Carsten Horst)

É claro que irregularidades devem ser detectadas e o preço para isso devem ser penalidades. Porém, sou favorável a que haja tipos diversos de penalidades aplicadas. Numa corrida em que o piloto faz (e muito bem) seu trabalho e que seja identificada alguma irregularidade que nada tenha contribuído para seu desempenho na pista, acredito que o mais sensato seria punir a equipe (multa pecuniária, perda de pontos para campeonato de construtores ou coisa assim), e não o competidor. Sei que questões que distorcem o regulamento são agressões ao esporte; mas punir um piloto com a perda de pódio e de vitória também é uma agressão ao esporte. Isso deveria ser revisto para ontem!

Sem ter nada a ver com a decisão da direção de prova, Cacá Bueno foi declarado vencedor da segunda prova desta terceira etapa do Trofeo Linea. Como havia vencido a primeira bateria, Cacá ampliou ainda mais a liderança na competição. Atual campeão, Cacá abre o dobro de pontos para o vice-líder, Popó Bueno, e segue firme ao bicampeonato na categoria.

A desclassificação de Khodair e Bragantini promoveu o estreante Marcos Gomes à terceira colocação. Apesar de tudo, não deixa de ser um bom começo para Marquinhos no Trofeo Linea.

(Bruno Terena)

Depois da desclassificação destes dois pilotos, a classificação do campeonato ficou assim:
1º Cacá Bueno: 80 pontos
2º Popó Bueno: 42
3º Allam Khodair: 41
4º Leonardo Nienkotter: 39
5º Giuliano Losacco: 24

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Pintando o sete

Mais duas vitórias de Felipe Nasr na Fórmula 3 Inglesa. O brasileiro, líder da categoria, conquistou o lugar mais alto do pódio em Paul Ricard neste fim de semana em duas das três baterias. Felipe, que subiu no pódio 12 vezes em 2011, agora tem 104 pontos de vantagem sobre o vice-líder, Carlos Huertas. Além do talento, Nasr contou com a sorte para chegar a seu sétimo triunfo (em 18 corridas) na temporada.


Sorte porque ele seguia tranquilamente em terceiro até a última volta. Na penúltima curva do circuito francês, o dinamarquês Kevin Magnussen e o português Felix da Costa se tocaram e deixaram a liderança para Nasr.

Além das sete vitórias de Nasr, outro brasileiro também venceu na categoria em 2011: Lucas Foresti já coleciona três triunfos na Fórmula 3 Inglesa. Isso sem contar as cinco dobradinhas que os dois já fizeram este ano – três vitórias de Nasr e duas de Foresti.

Felipe Nasr tem 237 pontos na competição. O colombiano Huertas sustenta a vice-liderança por seis pontos à frente do brasileiro Lucas Foresti, que está em terce iro na tabela de classificação. Os outros brasileiros na competição são: Pietro Fantin em nono com 61 pontos, Pedro Nunes em 17º com dez pontos e Yann Cunha em 19º com três.

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Valdeno e Thiago Camilo repetem vitórias no Marcas

A segunda etapa (rodada dupla) do campeonato brasileiro de Marcas, disputada em Interlagos, foi exatamente como a primeira. Quer dizer, quase. As vitórias se repetiram. Valdeno Brito foi o pole e venceu a primeira bateria, enquanto que Thiago Camilo ganhou a segunda corrida. Porém, a igualdade ficou por aí. A emoção recheou as duas provas.

(Duda Bairros)

Chamou atenção o grande número de incidentes nas duas baterias. Os monoblocos de carros de rua com tração dianteira adaptados para competição atingiram 225 km/h no autódromo José Carlos Pace. Certamente não por isso, mas talvez por ainda procurarem os limites dos carros, houve um expressivo número de batidas nas duas provas; tanto que, entre acidentes e quebras, 21 pilotos não completaram as corridas.

(Luca Bassani)

Logo na primeira bateria do Marcas, o grande duelo ficou entre Thiago Camilo e Fábio Fogaça. Na disputa pela quarta colocação da corrida, melhor para Camilo. Outro ponto alto da prova foi a pressão de Juliano Moro em cima de Valdeno. Ali, valeu a grande experiência do paraibano, que se manteve na ponta para vencer pela segunda vez na categoria. O pódio da primeira bateria ainda contou com Galid Osman, que recebeu a quadriculada na terceira colocação.

A participação de Chico Serra chamou atenção em Interlagos. O grande campeão competiu para substituir Carlos Padovan e foi companheiro de equipe do filho Daniel. Para brindar a despedida, Chico terminou em terceiro a segunda prova do dia. Porém, a alegria na família Serra não foi completa: Serrinha, que competiu com 50 quilos no carro porque era líder do campeonato – esta é uma determinação do regulamento para buscar equilíbrio na competição –, não completou as duas corridas e passou o bastão da liderança para Thiago Camilo.

Thiago Camilo vive uma ótima fase na carreira. Líder do Marcas e da Stock Car, o piloto paulista, que também competiu com lastro (40 quilos), foi arrojado desde o início. Depois de ocupar a segunda posição até a última volta, Camilo seguia firme para mais um pódio. No entanto, uma surpresa: boa para ele; ruim para Denis Navarro. Depois do S do Senna, o Corolla de Navarro quebrou o semi-eixo. Com uma pitada de sorte, Camilo assumiu a liderança da prova e venceu no circuito paulista. De quebra, a equipe Carlos Alves Competition marcou dobradinha, já que Galid Osman recebeu a quadriculada em segundo lugar.

(Duda Bairros)

Depois de duas etapas, a liderança do Marcas está com Thiago Camilo, que tem 73 pontos. Em segundo vem Alceu Feldmann, que está a 21 pontos do líder. Galid Osman está em terceiro com 51, um a mais do que Valdeno Brito. A quinta colocação está dividida entre Daniel Serra e Thiago Marques, ambos com 40 pontos.

A classificação final dos pilotos na bateria 1 é:
1. Valdeno Brito (Astra)
2. Juliano Moro (Civic)
3. Galid Osman (Astra)
4. Thiago Camilo (Astra)
5. Gustavo Martins (Focus)
6. Alceu Feldmann (Civic)
7. Fábio Carbone (Focus)
8. Denis Navarro (Corolla)
9. Chico Serra (Civic)
10. Rodrigo Miguel (Corolla)
11. Henrique Assunção (Corolla)
12. Cristiano ‘Triguinho’ Almeida (Civic)
13. Anderson Toso (Focus)

Não completaram:
14. Fábio Fogaça (Focus)
15. José Córdova (Focus)
16. Lico Kaesemodel (Astra)
17. Daniel Serra (Civic)
18. Átila Abreu (Astra)
19. Thiago Marques (Astra)
20. Michelle de Jesus (Corolla)

O resultado final da segunda bateria é:
1. Thiago Camilo (Astra)
2. Galid Osman (Astra)
3. Chico Serra (Civic)
4. Alceu Feldmann (Civic)
5. Thiago Marques (Astra)
6. José Córdova (Focus)

Não completaram:
7. Denis Navarro (Corolla)
8. Gustavo Martins (Focus)
9. Henrique Assunção (Corolla)
10. Valdeno Brito (Astra)
11. Rodrigo Miguel (Corolla)
12. Daniel Serra (Civic)
13. Lico Kaesemodel (Astra)
14. Átila Abreu (Astra)
15. Fábio Carbone (Focus)
16. Anderson Toso (Focus)
17. Juliano Moro (Civic)
18. Cristiano ‘Triguinho’ Almeida (Civic)
19. Fábio Fogaça (Focus)
20. Michelle de Jesus (Corolla)

(Luca Bassani)

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Cacá e Khodair vencem no Trofeo Linea

A terceira etapa do Trofeo Linea, categoria de carros de turismo do Racing Festival, disputada em Londrina, ratificou a liderança de Cacá Bueno e colocou Allam Khodair na luta pelo título de 2011. Se o atual campeão chegou a Londrina como líder, Cacá saiu da cidade do interior paranaense com uma vantagem bem confortável. Ultrapassagens, escapadas e batidas foram os ingredientes destas duas corridas.

(Carsten Horst)

Na primeira bateria, Cesinha Bonilha deu bastante trabalho para Cacá. O piloto do carro 99 pulou para a ponta logo na largada, depois de dar um chega para lá no pole Cacá. E não demorou muito para Cacá retomar a ponta e não ser mais incomodado.

Três incidentes deram o que falar: no primeiro destes, Christian Fittipaldi se enroscou com André Bragantini e foram para fora da pista. No segundo, Popó Bueno e Ulisses Silva se estranharam numa curva. Os dois cariocas não falaram o mesmo idioma. Popó colocou por dentro, Ulisses fechou a porta e o toque foi inevitável.

(Carsten Horst)

O mesmo Popó foi protagonista do terceiro. Depois de perder a frente, o estreante na categoria Marcos Gomes fechou a porta em cima do carro 74. Popó saiu da pista e, no retorno, acertou Clemente Faria. Heroicamente, Popó guiou com o capô de seu Linea levantado, tapando praticamente toda a visão. Uma cena inusitada no automobilismo. Valeu a perícia de Popó.

Apesar de ter sido pressionado por Bonilha, Cacá venceu e ratificou sua liderança na competição. Allam Khodair completou o pódio. O estreante Marquinhos recebeu a quadriculada num ótimo quarto lugar, uma posição à frente de Ulisses Silva.

(Bruno Terena)

Na segunda corrida, Allam Khodair mostrou que será um forte adversário na caminhada de Cacá para o bicampeonato. O japonês voador fez grande corrida e contou com a sorte para tomar a ponta e vencer. Bragantini, que era líder até o finalzinho, traseirou na Curva do Bacião e viu Khodair pegar a ponta.

O resultado deixou o japonês na vice-liderança da competição, a 19 pontos do líder Cacá. Allam, que coleciona agora 56 pontos, se beneficiou, também, com o fim de semana ruim de Popó Bueno, que estava na vice-liderança. Depois dos incidentes na primeira bateria, Popó abandonou a segunda corrida e caiu para a terceira posição no campeonato – o piloto do carro 74 tem 42 pontos.

Na Fórmula Futuro (categoria de monoposto do Racing Festival), a primeira corrida foi vencida pelo talentoso Jonathan Louis. Já a segunda prova, quem ganhou não levou. Guilherme Silva, que venceu na pista de ponta a ponta. Mas o mineiro foi punido com acréscimo de 20 segundos a seu tempo final por uma queima de largada. Assim, o vencedor passou a ser Luir Miranda, piloto nascido em Nova Iguaçu, novo líder da competição.

Veja como ficou o resultado da primeira bateria em Londrina:
1. Cacá Bueno
2. Cesinha Bonilha
3. Allam Khodair
4. Marcos Gomes
5. Ulisses Silva
6. Leonardo Nienkotter
7. Clemente Faria Jr
8. André Bragantini
9. Fernando Nienkotter
10. Giuliano Losacco
11. Alessandro Marchini
12. Betinho Sartorio
13. Popó Bueno

Não completaram:
14. Rogério Castro
15. Fábio Carreira
16. Christian Fittipaldi

O resultado da segunda bateria em Londrina ficou assim:
1. Allam Khodair
2. André Bragantini
3. Cacá Bueno
4. Clemente Faria Jr
5. Marcos Gomes
6. Christian Fittipaldi
7. Fábio Carreira
8. Rogério Castro
9. Alessandro Marchini
10. Leonardo Nienkotter
11. Fernando Nienkotter
12. Betinho Sartorio
13. Cesinha Bonilha

Não completaram:
14. Ulisses Silva
15. Popó Bueno
16. Giuliano Losacco

(Carsten Horst)

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F3 Sul-americana de volta. Até quando?

Após um longo inverno, a Fórmula 3 Sul-americana voltou à pista. A interrupção e a remarcação de novas datas do calendário se deram em função do patrocínio da categoria. Mas nem isso foi capaz de atrair mais pilotos para o magríssimo grid de dez competidores (principal, sem contar a Light) – isso contando com alguns nomes que já estão na categoria há tempos e outros que não alinham para largada por motivos diversos. Uma das baterias deste fim de semana largou com apenas seis carros da principal.

(Flávio Quick)

Se nada for feito para ajudar, a F3 não ‘vingará’ em menos de três anos. A cada temporada que passa, a categoria está cada vez mais precária – em todos os sentidos. Somente o amor pelo automobilismo de alguns que ainda mantém a F3 ativa. Mas será que isso é suficiente para uma longa vida da F3?

Se na primeira rodada tripla, no Velopark, só deu Guilherme Silva, nesta segunda, também tripla, teve um piloto que dominou; mas não foi o mineiro Silva, da Hitech Racing. O grande nome da F3 em Interlagos no fim de semana foi o paulista Fabiano Machado. O piloto da Cesário Fórmula venceu as três provas em Interlagos e assumiu a liderança da competição continental. A próxima etapa está prevista para Jacarepaguá, no final deste mês.

(Flávio Quick)

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Ideia de gênio

Duas das três mais importantes competições de carros de turismo do país acontecem neste fim de semana. Domingo é dia da terceira etapa (rodada dupla) do Trofeo Linea, em Londrina, e da segunda etapa (também rodada dupla) do campeonato brasileiro de Marcas, em São Paulo.

(Carsten Horst e Luca Bassani)

A primeira bateria do Linea está marcada para às 10h10min. Já a primeira do Marcas será às 9h30min. Ruim, né?! O pior é que as segundas baterias das duas competições acontecem no mesmo horário (13h20min). Sensacional! Marcar duas competições nacionais deste porte para o mesmo fim de semana, mesmo que em cidades diferentes, não é bom para o público (que tem de escolher uma corrida para assistir) e para os pilotos (que têm de optar por competir em uma destas, já que as datas coincidem).

Não sei quem sai ganhando com isso, mas certamente sei quem perde: o esporte. Também não sei quem teve a brilhante ideia de marcar estas duas provas no mesmo horário. Coisa de gênio, não?!

Bem, vamos ao que interessa. Depois de toda polêmica que envolveu a Curva do Café em Interlagos no primeiro dia de treino livre do Marcas, que culminou com a decisão de não utilização da chicane para agitar a bandeira amarela no local (mais uma ideia brilhante), o pole-position da primeira corrida da etapa de São Paulo será Valdeno Brito, que ganhou a bateria 1 na rodada de abertura, em Tarumã. O líder Daniel Serra sai da terceira posição. Thiago Camilo não teve sorte e só conseguiu dar uma volta rápida. O piloto paulista estará na décima posição de largada. As três primeiras filas ficaram assim:
1. Valdeno Brito (Astra)
2. Denis Navarro (Corolla)
3. Daniel Serra (Civic)
4. Fábio Fogaça (Focus)
5. Juliano Moro (Civic)
6. Átila Abreu (Astra)

(Duda Bairros)

Já no Trofeo Linea, o pole-position é Cacá Bueno. O atual campeão, que é líder nesta temporada, foi 0s1 mais rápido do que Cesinha Bonilha. Christian Fittipaldi vai largar numa excelente terceira posição, duas posições à frente de Allam Khodair. O estreante Marcos Gomes larga na décima posição. Confira as posições de largadas de alguns pilotos para a primeira bateria em Londrina:
1. Cacá Bueno
2. Cesinha Bonilha
3. Christian Fittipaldi
4. André Bragantini
5. Allam Khodair
7. Ulisses Silva
9. Popó Bueno
10. Marcos Gomes
13. Giuliano Losacco

(Carsten Horst)

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Impraticável

Não terminou nada bem... Melhor usar o backspace! Não começou nada bem o shakedown da segunda etapa do campeonato brasileiro de Marcas, em Interlagos. Não mais do que duas voltas foi o suficiente para a reclamação dos pilotos vir à tona.

O ponto em questão é a chicane provisoriamente construída – a obra foi finalizada ontem – na Curva do Café. Quem passou por ali atestou: está impraticável!

Todos sabem que o ponto de Interlagos passou a ser alvo de críticas, principalmente depois do acidente que vitimou Gustavo Sondermann em abril. Desde então, muito foi dito, viagem ao exterior... Pois bem, nenhum piloto foi consultado para avaliar a obra.

A nova chicane, construída pela SPTuris com a supervisão da CBA, desagradou a maioria dos pilotos. Como a confederação supervisiona uma obra que é veementemente rechaçada pelos pilotos? Não quero crer que falta know-how e seriedade da entidade máxima do automobilismo brasileiro. Será que alguém da CBA pode me responder?

Vencedor da última corrida de Marcas, Thiago Camilo não poupou vocabulário: “Quem construiu essa chicane aqui em Interlagos não tem a menor noção do que é corrida. É duro ver que estamos tão distantes da realidade”. Precisa escrever mais alguma coisa?

Ainda hoje está marcada a primeira sessão livre de Marcas. A classificação será no sábado com as duas baterias no domingo. E aí, CBA, o que será feito agora?

* Atualização: após a polêmica, a chicane foi retirada para os treinos do brasileiro de Marcas. A 'novidade' é que os carros irão passar pelo local com bandeira amarela. Que solução, heim?! (tsc)

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Futebol e carros: paixão a mil por hora

Que futebol é a paixão nacional e é o esporte número um no Brasil, isso todos sabem. Depois deste, arrisco a escrever que o automobilismo está em segundo lugar no coração dos brasileiros. E disso, eu não tenho dúvida.

Unir bola e carro não é novidade. Na segunda metade do século passado, havia a divertida e perigosa partida de futebol com carros, também conhecida como Autobol. Para quem não conhece, vale a pena voltar no tempo (lá pelos idos da década de 1970) e conferir a interessante matéria de Cleyton Conservani exibida há algum tempo no Esporte Espetacular, programa da TV Globo.



No início deste século, o futebol entrou de vez nas competições com carros. Há quatro anos, uma categoria surgiu para dividir de forma salomônica estas duas paixões: na Fórmula Superliga, os pilotos desafiavam os limites da velocidade com seus carros pintados com as cores e escudos de times de futebol em suas carenagens. Corinthians e Flamengo foram os brasileiros pioneiros na categoria.


Não demorou muito para a saudável mania aparecer por aqui. O Botafogo, conhecido como Estrela Solitária, foi o primeiro a aparecer em carros de corrida. O escudo do alvinegro carioca estava no carro da piloto e amiga Suzane Carvalho na extinta F2000.
Anos depois, Corinthians e Flamengo passaram a pintar caminhões da Fórmula Truck. O Grêmio não ficou para trás e também decidiu participar da competição.

(Formula Truck Website)

Na principal categoria de carros de turismo do país, os times também já deram suas voltinhas. Na Stock Car, o Palmeiras e o rival do Parque São Jorge já proporcionaram disputas nos asfaltos dos autódromos brasileiros. Hoje, o Atlético Paranaense está solitário na categoria.


Quer dizer, em termos. É que já foi possível conferir as cores do Bahia nos fins de semana da Stock Car. Alguém se lembra deste carro no Mini Challenge?


Aderindo à mania, o piloto Ulisses Silva, que faz sua segunda temporada no Trofeo Linea e está em busca de sua segunda vitória no Racing Festival, entra na pista de Londrina para a disputa da terceira etapa de 2011 com seu carro pintado com as cores e a cruz de malta do Vasco da Gama. A foto abaixo foi gentilmente cedida pelo amigo e jornalista Márcio Fonseca, da MF2. O clique é de Carsten Horst.

(Carsten Horst)

O Vasco não será o último a ter suas cores e escudo pintados num carro de corrida; pelo contrário: não tenho dúvida de que outros times de futebol ainda irão firmar parcerias com equipes em diversas competições do esporte a motor.

Acho a ideia, que não é original, boa porque chama o torcedor dos campos a ter curiosidade de ver seu time na pista a muitos quilômetros por hora. E faço um único pedido: que as torcidas organizadas fiquem bem longe dos autódromos!

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Conclusões e modificações

A JL Racing, fabricante do carro de Tuka Rocha, emitiu um comunicado divulgando as causas do incêndio no BMC Vogel número 25 durante a última etapa da Stock Car, disputada no autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Após análise de imagens e, principalmente, perícia no carro, o construtor concluiu que o fogo começou na fibra externa onde é colocado o material especial de absorção de impactos laterais. De acordo com o comunicado, há indício que o escapamento colocou fogo na peça.

(Reprodução TV)

Ao contrário do imaginado, o pneu não foi o causador do fogo. Mas, fato é que a borracha furou ainda na pista – provavelmente o furo foi decorrência do superaquecimento da lateral, que já pegava fogo. Outra hipótese rejeitada foi o vazamento no tanque de combustível. Segundo a perícia, o tanque permaneceu intacto, assim como mangueiras, descartando, também, vazamento de óleo.

Com o relatório debaixo do braço, os envolvidos com a Stock Car anunciaram as mudanças nos carros, que já estarão em vigor na próxima etapa, na Corrida do Milhão.
1. Substituição do material de absorção de impacto lateral;
2. Remoção da entrada de ar do teto;
3. Troca do material do visor da parede corta fogo;
4. Vedação completa da parede corta fogo (ver figura abaixo);
5. Tratamento antichamas de novos componentes em locais que serão orientados pelo fabricante e serão vistoriados pela CBA;
6. Substituição da mangueira na saída do respiro do tanque até a parede corta fogo por um tubo de alumínio.

(Arquivo Pessoal)

Todos estes seis pontos foram discutidos e aprovados por equipes, CBA e Vicar (organizadora da categoria), segundo o comunicado. É realmente lamentável que mudanças que visam à segurança, em muitos casos, só são feitas a partir de incidentes que colocam ou sacrificam a vida de pilotos em competições. É a velha história de colocar o cadeado depois que a casa é arrombada. Pois é, esta não foi a primeira vez que isso aconteceu; infelizmente, tenho boas razões para crer que o ocorrido com o piloto Tuka Rocha em Jacarepaguá não terá sido a última vez.

É evidente que automobilismo é um esporte de risco. Acidentes acontecem, mas as consequências devem ser minimizadas cada vez mais. O foco deve ser sempre a diminuição do risco para evitar tragédias. O estudo pela melhoria das condições de segurança dos competidores nunca deve ter fim. Também é fundamental a consulta constante a quem sempre está no limite: os pilotos.

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Desdobramentos de um simples teste na Ferrari

Uma notícia começou a borbulhar nesta quarta-feira. A Ferrari anunciou que o mexicano Sérgio Pérez, da Sauber, fará testes com o modelo F60, que estava nas pistas na temporada 2009 da Fórmula 1. O contato de Pérez com uma Ferrari da F1 está previsto para setembro em Fiorano ou Mugello. Este teste servirá para os italianos observares o comportamento de Pérez no carro vermelho.


Para quem não sabe, o ‘ligeirinho’ tem ligação com Maranello; ele integrou a Academia de Pilotos da Ferrari. Além disso, a Sauber tem uma antiga parceria com a Ferrari – o time suíço compete com propulsores italianos.

Pérez é o mexicano mais talentoso que apareceu na Fórmula 1 depois dos irmãos Rodriguez, que dão nome ao autódromo que fez parte do calendário da F1 até a década de 1990. Ricardo Rodriguez competiu pela Ferrari entre 1961 e 1962 e era apontado como grande promessa do automobilismo. Ricardo morreu na curva Peraltada durante sessão de treino para o GP do México de 1962. Para quem não lembra, a Peraltada é aquela curva em que Ayrton Senna capotou com sua McLaren durante sessão livre em 1991.


Anos depois, seu irmão mais velho, Pedro venceu as duas únicas corridas do país na categoria (África do Sul em 1967 e Bélgica em 1970). A vida de Pedro Rodriguez também foi violentamente abreviada: há 40 anos, Pedro morreu numa corrida de esporte protótipo – mais precisamente em 11 de julho de 1971.

Sérgio Pérez é a esperança mexicana para resgatar o sucesso que os ex-futuros campeões não tiveram. Este teste não significa que ele estará na Ferrari, mas também não é encarado pelos italianos como passa-tempo. O francês Jules Bianchi, hoje na GP2, também participará da sessão juntamente com o mexicano.

É claro que isso não significa que Felipe Massa estará a pé em 2012. Nem cito Fernando Alonso porque o espanhol já sentou no trono de Maranello. Porém, assim como as outras equipes de ponta da F1, a Ferrari está de olho também no futuro. Acredito que Massa não ficará muito mais tempo defendendo as cores da Ferrari. Ou ele sai no final desta temporada por conta própria, caso apareça um bom cockpit na categoria, o que é pouco provável, ou ele faz as malas no final de 2012.

A dúvida que ronda minha cabeça é: se Felipe Massa sair da Ferrari, ele continuará a ter o apoio que hoje possui da Fiat para continuar seu projeto do Racing Festival (Trofeo Linea e Fórmula Futuro)? Sei que, teoricamente, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa; mas, e na prática? Será que realmente são assuntos independentes? E-mails para a redação.

(Formula 1 Website)

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Melhor piloto do que músico

Alguém acha que Sebastian Vettel ficou chateado, desolado por não ter vencido o Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1? Pois bem, o alemão, líder do mundial, deixou seu troféu de segundo lugar de lado e foi curtir um show de rock n’roll na terra da Rainha. A grande atração, claro, foi ele. Nos minutinhos em que esteve no palco, expôs seu lado roqueiro e não titubeou ao pegar a guitarra. Vettel arriscou alguns acordes do clássico Smoke on the Water, da banda inglesa Deep Purple. Sinceramente prefiro Sebastian no cockpit acelerando seu Red Bull. Como músico, ele é um excelente piloto. Confira no vídeo abaixo.



Vettel desempenha muito bem o papel esperado pela Red Bull. Não digo isso nas pistas, mas também fora. É jovem, relaxado, vitorioso e desencanado; é o melhor ‘garoto-propaganda’ dos energéticos. Sobre F1? Ainda não está pensando no assunto. Mas tenha certeza de que o alemão virá muito forte para a próxima etapa do campeonato: o GP da Alemanha, em sua terra natal. Detalhe: Vettel ainda busca uma vitória diante de sua torcida. Não irei me surpreender se o alemão fizer barba, cabelo e bigode em Nürburgring.

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Uma aula de disputa na pista

Um dos assuntos comentados sobre o Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1, vencido pelo bicampeão Fernando Alonso, foi a disputa entre Lewis Hamilton e Felipe Massa pela quarta colocação na última volta da corrida em Silverstone. Os dois pilotos se tocaram na última metade da volta até a Ferrari do brasileiro ir para fora da pista na última curva.

(Formula 1 Website)

O pega entre os dois foi bacana. Aos que gostam de procurar chifre em cabeça de cavalo, o próprio Felipe disse, após descer de seu cockpit, que a disputa foi incidente de corrida. Aos que ainda não perceberam, existe um abismo entre arrojo e mau-caratismo nas pistas.

E se você gostou da disputa roda a roda de Massa e Hamilton, veja esta entre o francês Jules Bianchi e o alemão Christian Vietoris na GP2. A briga na pista aconteceu na primeira bateria da etapa da Inglaterra, em Silverstone, vencida pelo francês. Detalhe: a disputa era pela ponta da prova. Vale a pena ver os dois jovens aproveitando cada centímetro de Silverstone para ficar à frente. Uma aula de pilotagem. O vídeo abaixo traduz a essência do automobilismo e da ultrapassagem.


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No GP da confusão, Franchitti vence na Indy

A etapa de Toronto da Fórmula Indy vai dar o que falar. A vitória de Dario Franchitti nas ruas canadenses foi tumultuada e cheia de incidentes. A alegria da Ganassi foi ainda maior porque Scott Dixon recebeu a quadriculada na segunda colocação, formando a dobradinha da equipe. Saindo quase ileso das confusões, Franchitti comemorou sua quarta vitória na temporada, ratificando sua liderança, agora com 353 pontos.

(Indy Car Website)

Eu escrevi quase ileso porque Dario protagonizou um dos momentos mais polêmicos do GP. O piloto da Ganassi e Will Power se tocaram na segunda metade da corrida canadense. O resultado foi que Power ficou atravessado e Franchitti continuou na prova. Para mim, o toque foi normal; toque de dois pilotos que não aliviaram e não mediram consequências.

De volta à corrida, Will passou a remar do fundo do pelotão. Mais algumas voltas e o carro número 12 se estranhou com Alex Tagliani. Pior para o australiano, que voltou mais cedo para os boxes. É claro que houve muita reclamação do vice-líder do campeonato, principalmente em relação ao incidente com Dario. Horas depois do fim do GP, o bate-boca continuou, desta vez, no Twitter.

Fiquei impressionado com a quantidade de toques dos pilotos da Indy. Não me lembro de uma corrida da categoria com tantos incidentes assim. O mais impressionante envolveu Tagliani, que foi tocado e quase capotou. O Sam Schmidt do canadense só não ficou de rodas para o ar por causa da grade de proteção logo acima do guard-rail.

Os braços dos fiscais devem ter ficado cansados de tanto agitarem as bandeiras amarelas em Toronto. E olha que isso não aconteceu por causa das relargadas – aliás, são verdadeiras zonas (somente os primeiros pilotos formam filas duplas; no fundo do pelotão é um Deus nos acuda!). Os esbarrões aconteceram durante disputas por posições. Se existisse o prêmio trapalhão do dia, sem dúvida, o vencedor seria Paul Tracy.

Para o Brasil, valeu o quinto lugar de Vitor Meira. O brasileiro da Foyt se envolveu num incidente com Paul Tracy (olha ele aqui de novo!) e conseguiu continuar na prova de rua. A quinta posição foi excelente para o brasileiro Meira. Numa boa prova de recuperação (vindo de trás e tendo um pneu furado), Bia Figueiredo sobreviveu a todos os toques dos outros pilotos da categoria e terminou a prova num bom 11º lugar - seu melhor resultado na F-Indy até agora.

(Indy Car Website)

Já os outros dois brasileiros não foram bem em Toronto. Tony Kanaan até que fez uma boa largada, mas foi toscamente tocado por Ryan Briscoe na volta 3, provocando a ira (justificada) e o abandonou do piloto baiano. Mais adiante, o toque de Helio Castroneves em Alex Tagliani prejudicou, além do canadense, o rendimento do Penske; numa temporada em que a sorte não sorri, Helinho não conseguiu nada melhor do que o 17º lugar da corrida.

Após nove etapas, a liderança do campeonato de Fórmula Indy é de Dario Franchitti. O escocês tricampeão tem 55 pontos de vantagem sobre Will Power – o australiano da Penske tem 298 pontos. O pódio na prova deixou Scott Dixon na terceira posição na tabela, com 270 pts. O abandono de Tony Kanaan deixou o brasileiro na quinta posição. O piloto da KV Lotus tem 221 pontos, 11 a menos do que Oriol Servia.

(Indy Car Website)

Veja como ficou a classificação final do Grande Prêmio de Toronto de Fórmula Indy:
1. Dario Franchitti (Ganassi)
2. Scott Dixon (Ganassi)
3. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
4. Marco Andretti (Andretti)
5. Vitor Meira (Foyt)
6. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)
7. Ryan Briscoe (Penske)
8. JR Hildebrand (Panther)
9. Ernesto Viso (KV Lotus)
10. Simona De Silvestro (HVM)
11. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
12. Oriol Servià (Newman-Hass)
13. Graham Rahal (Ganassi)
14. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
15. Justin Wilson (Dreyer & Reinbold)
16. Paul Tracy (Dragon)
17. Helio Castroneves (Penske)
18. James Jakes (Dale Coyne)
19. Danica Patrick (Andretti)
20. Takuma Sato (KV Lotus)

Não completaram:
21. Charlie Kimball (Ganassi)
22. Mike Conway (Andretti)
23. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
24. Will Power (Penske)
25. Sebastian Saavedra (Conquest)
26. Tony Kanaan (KV Lotus)

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Ferrari Day com Alonso

Errar é humano. Pois é, pode não parecer, mas a equipe Red Bull é formada por humanos. E o ‘grande dia’ chegou. Um erro no pit stop de Sebastian Vettel contribuiu para a magnífica vitória de Fernando Alonso no Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1. Escrevo contribuiu porque o erro não foi decisivo. O bicampeão deu aula e foi merecedor da vitória, que não conseguia desde o GP da Coreia do ano passado. A marca é histórica: Alonso iguala o número de vitórias do tricampeão Jackie Stewart. Festa na Espanha, festa na Itália. Um verdadeiro Ferrari Day!

(Formula 1 Website)

Mesmo tendo feito a melhor volta em Silverstone e vencido com uma mais que folgada vantagem de 16s5 sobre Vettel, a Ferrari de Alonso ainda não chegou perto da Red Bull. A vitória do pessoal de Maranello não assusta, neste primeiro momento, a supremacia do time austríaco. A folga com que venceu deve-se unicamente ao talento do Príncipe das Astúrias. Já escrevi aqui que Alonso é um dos melhores do grid; talvez, venha a ser um dos melhores da história da F1. Verdade seja dita: Alonso é, de fato, chorão; mas, como piloto, é bom demais!

Vettel fez uma corrida discreta, mas arrojada. O líder do mundial, agora com 204 pontos (80 a mais que o vice-líder, Mark Webber), terminou em segundo graças ao ‘pedido’ da equipe para Webber não ultrapassá-lo na última volta. Com os pneus desgastados, Sebastian poderia ter perdido a segunda colocação para o companheiro de equipe. Mas Christian Horner preferiu ver Vettel no segundo lugar. Restou a Webber se contentar com a terceira colocação e guardar de recordação a ótima ultrapassagem por fora que fez sobre Lewis Hamilton na entrada da Lutfield.

Por falar em Hamilton, o campeão de 2008 fez uma excelente corrida. Lewis fez ultrapassagens, conquistou posições na pista e vendeu caro sua posição. Exemplo disso foi a fantástica luta pelo quarto lugar. Hamilton e Felipe Massa tocaram rodas e até danificaram seus carros na última volta em Silverstone. Apesar do arrojo dos dois pilotos, não creio em punição, principalmente para Hamilton; e principalmente porque um dos comissários deste GP é Nigel Mansell (sim, o ‘leão’). O toque foi o tal ‘coisa de corrida’.

(Formula 1 Website)

Abro um parêntese para escrever bem rapidinho sobre Jenson Button. O inglês não dá sorte em seu GP natal. Escrevi nesta semana que Button nunca subiu no pódio de um GP da Inglaterra e que desejava quebrar este tabu. Pois é, a McLaren tratou de manter a escrita. Um erro da escuderia no pit stop deixou o campeão de 2009 com a roda dianteira direita frouxa. Logo que saiu dos boxes, Jenson encostou sua McLaren e voltou a pé. O abandono do inglês fez com que ele deixasse a vice-liderança do mundial. A tabela, agora, está assim: Vettel com 204 pontos, Webber com 124, Alonso com 112 e Hamilton e Button com 109. Fecho parêntese.

Antes de terminar este post, sinto-me na obrigação de escrever sobre Sérgio Pérez. O mexicano terminou a corrida britânica na sétima colocação. Um ótimo resultado não só para ele, mas também para a Sauber.

(Formula 1 Website)

Veja as posições de chegada do Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1:
1. Fernando Alonso (Ferrari)
2. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
3. Mark Webber (Red Bull-Renault)
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
5. Felipe Massa (Ferrari)
6. Nico Rosberg (Mercedes)
7. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
8. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
9. Michael Schumacher (Mercedes)
10. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
11. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
12. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
13. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
14. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
15. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
16. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
17. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
18. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
19. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)

Não completaram:
20. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
21. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
22. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
23. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
24. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)

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Rei dos mistos na pole em Toronto

A Fórmula Indy volta a circuitos mistos. Will Power volta a ocupar a pole-position. É simples assim. Esta foi a quinta vez (em nove largadas) que o australiano larga na frente em uma prova deste campeonato.

(Indy Car Website)

Apesar de ter cravado ais uma pole para sua coleção, a classificação para o Grande Prêmio de Toronto não foi fácil para Power. As Ganassi costumam andar bem nas ruas da pista canadense. Tanto que Scott Dixon estará na primeira fila ao lado de Power, enquanto que o líder da competição, Dario Franchitti, estará no terceiro lugar do grid.

Aliás, a boa briga desta classificação ficou entre a equipe de Chip e a Andretti, que venceu o último GP (Iowa) com Marco Andretti. A Penske “apenas observava”; como se estivesse à espreita para dar o bote. E foi assim.

No Fast Six, que reúne os seis mais rápidos que disputarão a pole-position, Will Power mostrou o motivo de carregar o apelido de ‘rei dos mistos’. O vice-líder da competição voou baixo e não deu chance a nenhum dos cinco adversários na pista.

Os brasileiros não foram bem nesta classificação. Helio Castroneves, que competirá com novas cores em seu Penske, só conseguiu a 12ª posição do grid. Tony Kanaan, que tem feito ótimas corridas nesta temporada com sua KV Lotus, largará em 16º. Entre eles estará Vitor Meira, que estará na 14ª posição. Bia Figueiredo será a 26ª.

(Jim Haines)

A pista de Toronto verá a volta de Simona de Silvestro. A piloto suíça ficou de fora do último GP por conta de sua recuperação do acidente sofrido no mês passado.

O grid para o Grande Prêmio de Toronto de Fórmula Indy ficou assim:
1. Will Power (Penske)
2. Scott Dixon (Ganassi)
3. Dario Franchitti (Ganassi)
4. Mike Conway (Andretti)
5. Graham Rahal (Ganassi)
6. Oriol Servià (Newman-Hass)
7. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)
8. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
9. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
10. Ryan Briscoe (Penske)
11. Justin Wilson (Dreyer & Reinbold)
12. Helio Castroneves (Penske)
13. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
14. Vitor Meira (Foyt)
15. Sebastian Saavedra (Conquest)
16. Tony Kanaan (KV Lotus)
17. Simona De Silvestro (HVM)
18. Ernesto Viso (KV Lotus)
19. Takuma Sato (KV Lotus)
20. Marco Andretti (Andretti)
21. Danica Patrick (Andretti)
22. JR Hildebrand (Panther)
23. James Jakes (Dale Coyne)
24. Paul Tracy (Dragon)
25. Charlie Kimball (Ganassi)
26. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)

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Deixa ou não deixa?

Se o clima na pista era frio, o mesmo não se pode dizer nos bastidores. Aliás, o caldo ferveu; e pode entornar! A tentativa da FIA de inibir a genialidade de Adrian Newey foi derrubada após a classificação para o Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1, com a pole de Mark Webber e Vettel a seu lado.

A discussão girou em torno do difusor aquecido. E, para ser sincero, acho que nem a FIA está seguro de suas atitudes. É um tal de baixar novas regras... Suspendê-las... Criar outras... Enfim, uma bagunça que mancha a imagem da categoria. Afinal, mudar a regra que não trata de segurança no meio de uma competição é um desrespeito com todos – pilotos, engenheiros, mecânicos, público e profissionais da mídia.

Mas isso não é novidade: a federação já agiu assim em outras ocasiões, como em 1994. Naquela temporada, a FIA decidiu alterar o assoalho dos carros visando segurar o então jovem Michael Schumacher e sua Benetton, que caminhavam firmes rumo ao primeiro título mundial. Naquela temporada, até que deu certo; quer dizer, de certa forma. Guiando para a Williams, Damon Hill era único capaz de impedir o primeiro título da Alemanha. A mudança em regra e desclassificações de Schumacher colocaram o inglês no páreo do mundial, que só terminou naquela vergonhosa batida em Adelaide.

(Formula 1 Website)

Voltando aos dias atuais, desta vez, a FIA quer segurar Vettel e sua fantástica Red Bull. Nada contra o alemão; apenas para tentar dar um pouco mais de emoção à tabela do mundial – Vettel é líder com 77 pontos de vantagem.

Depois de proibir o difusor com gases aquecidos e ter voltado atrás em sua decisão, a FIA havia tomado nova decisão: apenas 50% do motor acelerado seria permitido. Não demorou muito e a respeitável entidade veio com mais uma novidade: agora, limitou o uso do mecanismo a 10%.

Com ou sem limitação e vendo a FIA se descabelar, a Red Bull é a grande favorita à vitória no GP da Inglaterra. Mas vale ficar de olho nas Ferrari, que surpreendentemente estão forte em Silverstone. Ainda tenho uma pequena desconfiança no rendimento dos carros de Maranello com os pneus duros.

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Só dá Red Bull. Agora, com Webber na pole

Muito se falou nos últimos dias sobre mudança de regra, que o foco era prejudicar a Red Bull e outras coisas mais. Pois bem, a equipe austríaca abriu a asa traseira e passou fácil por isso. O time liderado por Christian Horner colocou seus dois carros na primeira fila, com Mark Webber na pole-position para o Grande Prêmio da Inglaterra. O australiano foi 0s1 mais rápido do que o líder do mundial, Sebastian Vettel. Esta é a segunda vez que Webber larga na frente em 2011 – a oitava pole dele na Fórmula 1.

(Formula 1 Website)

Apesar de ter perdido a pole na úmida Silverstone, Vettel mantém um dado bem interessante. O alemão da Red Bull não sabe o que é ficar de fora da primeira fila de um grid de F1 desde a corrida de Cingapura do ano passado. Interessante, também, são os números da escuderia. Esta foi a décima pole seguida da Red Bull, contando a última de 2010. Com isso, o time ingualou a Williams, que atingiu o recorde de dez poles consecutivas entre 1996 e 1997. Curiosamente, Adrian Newey, hoje na Red Bull, era o pai dos FW da Williams daqueles anos.

Mas o destaque desta classificação em Silverstone não foi nenhum dos dois touros vermelhos. O escocês Paul di Resta colocou seu Force India no Q3 e estará na sexta posição do grid. Curiosamente, o Q3 para o GP da Inglaterra contou com a presença de três pilotos que não costumam figurar na última parte das classificações deste ano: além de Di Resta, Pastor Maldonado e Kamui Kobayashi disputaram um lugar entre os dez primeiros. Com a participação destes três, óbvio que alguns nomes teriam de ficar de fora. Pior para Michael Schumacher e Rubens Barrichello.

(Formula 1 Website)

E o Felipe Massa, heim?! O brasileiro foi o mais rápido num dos treinos livres e ainda cravou a melhor volta do Q2. Mas nos dez minutos mais importantes, não teve força para superar seu companheiro de equipe. Com a terceira posição no grid do espanhol, o bicampeão faz 9x0 no brasileiro no duelo interna na Ferrari em classificações. A coisa também não está boa para Rubinho, que leva de 5x4 de Maldonado.

Por fim, uma curiosidade. O finlandês Heikki Kovalainen levou sua Lotus para o Q2. Um feito que deve estar sendo comemorado até agora por Tony Fernandes! Na verdade, o extraordinário aconteceu muito mais em função do fracasso das duas Toro Rosso (e com a ajudinha dos pingos de chuva que molharam o asfalto britânico no final do Q1) do que um passe de mágica de Kovalainen.

Confira o grid para o Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1:
1. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min30s399
2. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min30s431
3. Fernando Alonso (Ferrari): 1min30s516
4. Felipe Massa (Ferrari): 1min31s124
5. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min31s838
6. Paul di Resta (Force India-Mercedes): 1min31s929
7. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth): 1min31s933
8. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari): 1min32s128
9. Nico Rosberg (Mercedes): 1min32s209
10. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min32s376
11. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
12. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
13. Michael Schumacher (Mercedes)
14. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
15. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
16. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
17. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
18. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
19. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
20. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
21. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
22. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
23. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
24. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)

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Não serviu para nada

Um treino que não serviu para nada. Uma sexta-feira que não serviu para nada. Nos livres, pouca conclusão pôde ser tirada, principalmente em relação às mudanças no regulamento. A chuva que banhou Silverstone impediu os pilotos a serem rápidos; em determinados momentos, não havia competidor no circuito britânico. A verdade é que o melhor tempo de Felipe Massa (1min49s967), conquistado nos últimos minutos do treino, não é parâmetro para a classificação para o Grande Prêmio da Inglaterra.

(Formula 1 Website)

Prova disso foi a colocação do líder do mundial. Sebastian Vettel encerrou esta sexta-feira com o 18º tempo. O alemão da Red Bull completou somente quatro voltas em Silverstone. Se dar muita importância para isso, o atual campeão mundial teve tempo até para fazer graça nos boxes da equipe austríaca.

(Formula 1 Website)

Os carros ficaram mais tempo nos boxes do que na pista no momento em que o cronometro ficou ligado. No aguaceiro, a melhor volta até então era de Mark Webber, piloto mais rápido do primeiro livre (1m46s603). A primeira hora foi de dar sono. A agitação (se é que posso chamar assim) do treino aconteceu somente nos 15 minutos finais.

Foi aí que Michael Schumacher fez o melhor tempo, que foi rapidamente batido por Nico Rosberg. O filho de Keke sustentou sua posição no treino livre até o finalzinho, quando foi superado por Massa. Depois do brasileiro e do jovem alemão da Mercedes vieram Kamui Kobayashi, que deu uma pancada na sessão matutina, Lewis Hamilton, Jenson Button, Adrian Sutil, Paul di Resta, Rubens Barrichello, Sérgio Pérez e Sebastien Buemi. Mark Webber fechou o segundo livre na 14ª posição, enquanto que Fernando Alonso foi o 15º.

(Formula 1 Website)

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Uma estreia num circuito de verdade

A grande promessa do automobilismo australiano fará sua estreia da Fórmula 1: o jovem Daniel Ricciardo, de apenas 22 anos, estará no cockpit da Hispania substituindo o indiano Narain Karthikeyan, conforme escrevi aqui no final de junho. E nada melhor do que fazer a primeira corrida no lendário Silverstone. Em épocas Tilkenianas, Silverstone é um circuito de verdade! Assim como Monza, Spa-Francorchamps... Mais algum do atual calendário?


A escassez de pilotos da Austrália nos últimos tempos pode dar a falsa impressão do peso que o país tem na F1. Mark Webber não é o protótipo de campeão mundial (apesar de quase ter sido ano passado) e, por isso, pode ter contribuído para o ‘esquecimento’ da Austrália no mundo da Fórmula 1.

Os mais atentos sabem que a Austrália não se resume a Webber. É só olhar para trás. Foi lá que nasceu um dos maiores da história da categoria: Jack Brabham foi bicampeão em 1959 e 1960 com um Cooper e tri com um modelo construído por ele próprio, em 1966. Além de Brabham, o país também já vibrou com o título mundial de Alan Jones (1980). Também é notório que há tempos a Austrália não produz um vencedor na F1.

No Grande Prêmio da Inglaterra, uma marca ficará para trás. Depois de 34 anos, haverá dois pilotos australianos no grid – isso se a Hispania não pregar uma peça para cima de Ricciardo e não permitir que o jovem fique dentro dos 107%. A última vez que isso aconteceu foi no GP da Áustria de 1977. Na ocasião, Vernon Schuppan, de Surtees, estava no grid e viu o compatriota Alan Jones, piloto da Shadow, vencer sua primeira corrida na F1.

(Formula 1 Website)

E para aqueles que gostam de combinações do destino, lanço uma dica: desde 2003, nenhum piloto conseguiu repetir a vitória – Rubens Barrichello, Michael Schumacher, Juan Pablo Montoya, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Mark Webber.

Tem um nome de piloto de ponta aí que está faltando. Pois é, Felipe Massa ainda não tem o troféu de vencedor em Silverstone em sua coleção. Não quero parecer pessimista, mas o cenário não está favorável para o brasileiro da Ferrari. A Pirelli vai utilizar os pneus macios e duros na pista inglesa. E como já se sabe, a Ferrari não rende o desejado com as borrachas duras.

Além de Rubinho, em 2003, o Brasil já venceu ali com Emerson Fittipaldi (1972 e 1975, que foi a última do rato na F1) e Ayrton Senna (1988). Nosso outro tricampeão nunca venceu o GP da Inglaterra, mas foi o brasileiro que mais poles marcou: Nélson Piquet largou na frente em 1984, 1986 e 1987. Senna (1989) e Barrichello (2000 e 2003) foram os outros brasileiros que cravaram poles na corrida britânica.

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Perdeu (bem) mais do que ganhou

Pouco antes do início do mundial de Fórmula 1 deste ano, a Lotus Renault sofreu um duro golpe: o gravíssimo acidente com Robert Kubica obrigou a equipe a uma mudança repentina. Convocado às pressas, o experiente alemão Nick Heidfeld ocupou o cockpit do polonês.

O início da temporada foi promissor para o time preto e dourado. Com dois pódios nas duas primeiras corridas (um terceiro lugar de Heidfeld na Malásia e outro terceiro de Vitaly Petrov na Austrália), o time ficou animado para o restante da competição; o alemão até sonhou com uma vitória em 2011.

Pura ilusão. O rendimento dos carros caiu ao tempo que outras escuderias evoluíram. Hoje, a Lotus Renault tem de fazer um grande esforço para figurar na superpole e terminar um GP na zona de pontuação. Nem mesmo a experiência do alemão é capaz de fazer o carro andar mais rápido para voltar a subir no pódio.

(Formula 1 Website)

Aliás, Nick Heidfeld parece estar a fim de quebrar um recorde (negativo) da Fórmula 1. Com 174 Grandes Prêmios disputados e apenas uma vitória, o alemão está atrás da marca de 228 corridas do ainda em atividade Jarno Trulli – o italiano da Lotus também tem apenas uma vitória na categoria. A dificuldade é que Trulli não desiste da categoria e, nos últimos anos, tem sempre arrumado um jeitinho para continuar na F1.

Além dos dois, apenas os franceses Jean Alesi (201 GPs) e Olivier Panis (158), o alemão Jochen Mass (112) e o sueco Jo Bonnier (108) quebraram a marca de 100 GPs tendo vencido apenas uma vez na F1.

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De carona num Stock Car

Uma posição no grid de uma corrida de carros é definida em segundos; mais precisamente em milésimos. Recebi um vídeo feito no último sábado de uma volta rápida de Ricardo Maurício no Q1 da classificação para a etapa do Rio de Janeiro, no autódromo de Jacarepaguá. É interessante ver as reações de um Stock Car e o grau de dificuldade em guiar uma máquina V8 de 520 cv.

Depois de ficar sempre no top10 nos três treinos livres, Ricardo Maurício foi para a classificação. Com o tempo de 1min19s203, o campeão de 2008 ficou de fora da superpole por apenas 0s1 – Xandinho Negrão, o décimo do Q1, fez 1min19s109.

Uma das razões de ele ter ficado de fora é percebida no vídeo abaixo. Durante sua volta rápida, o piloto do carro número 90 da Eurofarma RC pegou tráfego no último trecho de Jacarepaguá; foi obrigado a fazer ultrapassagem entre Curva dos Boxes e a Curva da Vitória. Certamente o décimo de segundo que fez falta foi perdido ali. Confira na câmera onboard disponibilizada pelo piloto:



O campeão de 2008 largou da 13ª posição do grid e terminou a prova no oitavo lugar, colado no Officer ProGP número 23 de Duda Pamplona; Ricardo Maurício, dono da quinta melhor volta da prova vencida por Cacá Bueno (que teve a companhia do irmão Popó Bueno e de Thiago Camilo no pódio), cruzou a linha de chegada a 0s3 de Duda. O resultado fez Ricardo Maurício subir para 64 pontos (quinto lugar na classificação do campeonato) e assegurar, não matematicamente, mas na prática, uma vaga na superfinal desta temporada. Só uma terrível combinação de resultados deixa Ricardinho fora da luta pelo seu bicampeonato em 2011.

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Sonhar não custa nada!

Há um vácuo na carreira de Jenson Button na Fórmula 1, admitido por ele próprio. Campeão mundial de 2009, com 197 Grandes Prêmios disputados e dez vitórias, Jenson tenta pela 12ª vez subir ao pódio no GP da Inglaterra. Mesmo com os bons resultados obtidos por Button, principalmente de 2009 até a atual temporada, o inglês nunca subiu no pódio na corrida em seu país natal.

Com vontade de deixar para trás o melhor resultado conquistado até hoje – quarto lugar em 2004 com a BAR e em 2010 com a McLaren –, o atual vice-líder do mundial sonha com a McLaren virando bem próxima da Red Bull de Mark Webber. A preocupação imediata, em termos de campeonato, é o australiano; Webber está empatado com o britânico no mundial de pilotos – ambos com 109 pontos, a 77 de Vettel.

(Formula 1 Website)

A partir do momento que superar o veterano da equipe austríaca, Button poderá pegar seus binóculos, olhar para frente e focar em Vettel. Isso sem se descuidar das Ferrari e do companheiro de equipe, Lewis Hamilton.

Não faço parte da turma que acha que o mundial deste ano é do alemão. Claro que ele tem alguns anos-luzes de vantagem, mas só será campeão se ninguém mais poderá alcançá-lo matematicamente. Assim como é evidente que ele não vencerá todas as corridas que ainda faltam ser disputadas em 2011. É justamente aí que McLaren e Ferrari podem surpreender. E como diz a velha canção: sonhar não custa nada...

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A primeira das 51

Falar bem de Alain Prost em nossas terras é sinônimo de ser crucificado. Pois bem, vou arriscar: há exatos 30 anos, o francês vencia seu primeiro Grande Prêmio de Fórmula 1. O dia 5 de julho de 1981 só não foi o mais importante para Prost na F1 porque ele repetiu a façanha daquela data outras 50 vezes, intercalando quatro títulos mundiais. Mas a primeira foi, sem dúvida, especial; ainda por cima porque foi em sua terra natal.

Dono de um estilo irritantemente conservador, Alain Prost chegou a Dijon-Prenois, local do Grande Prêmio da França daquele ano, com apenas um pódio na F1 – terceiro lugar na Argentina, algumas semanas antes – em duas temporadas. A partir dali, o piloto da Renault, que estreou na F1 guiando para a McLaren, começou a crescer (no sentido figurado, é claro, já que o francês tinha estatura diminuta, em oposição a silhueta de seu nariz) para o circo da Fórmula 1.



Tetracampeão, Prost foi um dos melhores pilotos que a F1 já viu. Não foram poucas as corridas cerebrais que ele fez. O francês, que guiou para McLaren, Renault, Ferrari e Williams, venceu corridas antológicas, como os GPs de San Marino de 1986, da Espanha de 1990 e da Áustria de 1985. Após 13 temporadas, Prost se retirou da F1 em 1993 com quatro títulos (1985, 1986, 1989 e 1993), quatro vices (1983, 1984, 1988, 1990), 51 vitórias e 33 pole-positions.

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Novidade na Williams e Hispania

Recebi a informação de que a Williams acertou parceria com a Renault para fornecimento de motores a partir do ano que vem. O acordo entre o fabricante francês e a escuderia de Grove tem duração de duas temporadas.

Acho que este é um bom passo para o soerguimento da tradicional equipe da Fórmula 1. Os motores Cosworth não estão (aliás, nunca estiveram) à altura do time de Frank. Há tempos Frank tenta reatar o namoro com a Renault. Eles voltaram a trocar olharem em 2010, quando ficaram muito próximos de um acerto. Na ocasião, o COCKPIT comentou o assunto.

Há 14 anos os nomes de Williams e Renault não eram ligados. Dizer que a parceria foi vitoriosa é chover no molhado! Entre 1989 e 1997 (anos em que trabalharam juntos), a dupla conquistou cinco mundiais de construtores (1991, 1992, 1993, 1994 e 1996) e quatro de pilotos (1992, 1993, 1996 e 1997).

Acho que este anúncio da parceria dará novo fôlego a Rubens Barrichello. Se tiver pique (o que ele tem!), Rubinho poderá ficar pelo menos mais um ano no time inglês.

Outra notícia que agitou a F1 nesta segunda-feira foi o anúncio da venda da Hispania a um grupo de investidores espanhóis: Thesan Capital. Vale lembrar que a companhia é associada ao Grupo Nomura, sediado no Japão.

Com um discurso nacionalista, os novos donos da Hispania cogitam fazer uma “progressiva espanhalização” no time. A meta é ser uma equipe inteiramente espanhola, inclusive com pilotos. Será que eles vão tentar contratar Fernando Alonso? Difícil, heim?! É mais fácil arrendar Jaime Alguersuari, que está com a corda no pescoço na Toro Rosso. A intenção da Thesan Capital é tirar a escuderia da rabeira do grid da Fórmula 1.

Sinceramente? Acho que não vai melhorar em nada! O grupo terá uma visibilidade maior para ações de seu interesse, que duvido estejam ligadas ao automobilismo. Não é novidade empresas que não têm a competição automobilística no sangue comprarem escuderias para ampliarem seus negócios. Depois de meia dúzia de anos, passam a diante. Exemplos, inclusive de montadoras, não faltam. Justiça seja feita: a única exceção é a Red Bull. Ou estou esquecendo outra?

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Para ficar na memória

Aquela que pode ter sido a última corrida de Stock Car no autódromo de Jacarepaguá foi marcante para o Rio de Janeiro. A vitória de Cacá Bueno, piloto carioca da categoria, e a segunda colocação de Popó Bueno, outro competidor nascido na Cidade Maravilhosa, levaram as arquibancadas ao delírio. A prova já entrou para a história. A foto abaixo já faz parte da história.


Tomara que as autoridades competentes saibam que o estado não pode ficar sem uma praça para o esporte a motor. A construção de novo autódromo requer urgência, com qualidade e competência. Para isso, a voz dos pilotos precisa ser ouvida. É isso que espero das entidades envolvidas, como Ministério dos Esportes, Prefeitura, CBA e Faerj.

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Tuka: fotos, fogo e vídeo

O incidente que envolveu Tuka Rocha no início da corrida de Stock Car, disputada em Jacarepaguá e vencida por Cacá Bueno, foi impressionante. O fogo no carro número 25 assustou todos que assistiam à sexta etapa da categoria; principalmente o piloto da Vogel. Depois de o incêndio começar no momento em que o carro contornou a Curva dos Boxes, o piloto paulista pulou do carro em movimento logo depois que contornou a Curva da Vitória. Confira, abaixo, as fotos fantásticas dos não menos fantásticos Fernanda Freixosa, Miguel Costa Jr e Bruno Turano.

(Miguel Costa Jr)

(Miguel Costa Jr)

(Bruno Turano)

(Miguel Costa Jr)

(Fernanda Freixosa)

A equipe ainda irá analisar o carro para descobrir o que realmente ocasionou o incêndio, que tomou o cockpit de Tuka Rocha de fogo e fumaça. Segundo a Vogel, um furo no pneu (que deixou a borracha em frangalhos) pode ter sido o responsável pelo início do fogo. O piloto passou a noite num hospital próximo ao autódromo e ficou em observação. Tuka passa bem e não apresentou nenhuma fratura ou alteração neurológica.

Ainda na pista, ao ser socorrido, o piloto conversou com o médico Dino Altmann. Num dos trechos do vídeo abaixo, percebe-se o piloto falando ‘achei que iria morrer’. As imagens são impressionantes.

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Giaffone vence e se isola na liderança do sul-americano de F-Truck

Felipe Giaffone não desperdiçou a chance de vitória ao largar na pole-position e triunfou na segunda etapa do campeonato sul-americano de Fórmula Truck, disputada neste fim de semana em Interlagos. Esta foi a 13ª vez que ele subiu no degrau mais alto do pódio na categoria - o maior vencedor é Renato Martins, com 27. Com o resultado, Giaffone (Volkswagen número 4), que agora tem 100% dos pontos da competição – duas vitórias em duas corridas –, ampliou sua vantagem na competição. A próxima e última etapa do sul-americano será em Buenos Aires, dia 4 de setembro.

(Orlei Silva)

Para melhorar ainda mais a situação de Felipe na tabela de classificação, Danilo Dirani, que chegou a tomar a ponta de Giaffone em determinado momento da corrida, se envolveu num sério incidente e terminou a corrida na quarta posição. O piloto do Ford número 70 passou sobre o óleo derramado por Luiz Lopes na terceira volta. Depois de derrapar e deixar seu pneu completamente comprometido, ainda assim, Dirani fez a melhor volta da prova, recebendo a quadriculada em quarto lugar.

Mas, apesar disso, a vitória de Giaffone não foi fácil. O duelo que ele e Wellington Cirino, da Mercedes número 6, protagonizaram foi um espetáculo. Como escrevi aqui anteriormente, valia a pena ficar de olho nos Mercedes. Na torcida, Nelsinho, que hoje compete na Truck Series, nos Estados Unidos, viu seu irmão Geraldo Piquet fazer uma ótima corrida de recuperação e ultrapassar o atual campeão, Roberval Andrade, na última volta, garantindo um lugar no pódio.

(Orlei Silva)

Irmão de Marcos Gomes, que disputa o brasileiro de Stock Car, Pedro Gomes fez sua estreia na Fórmula Truck. No caminhão com as cores do Grêmio, Pedro ainda terá de se adaptar à nova categoria. Mas pelo histórico de competições da família, Pedro, que é filho de Paulão, tetracampeão da Stock Car, poderá ser um forte nome em pouco tempo.

Veja a classificação final da etapa de São Paulo, em Interlagos, da Fórmula Truck:
1. Felipe Giaffone (Volkswagen – nº 4)
2. Wellington Cirino (Mercedes – nº 6)
3. Valmir Benavides (Volkswagen – nº 2)
4. Danilo Dirani (Ford – nº 70)
5. Geraldo Piquet (Mercedes – nº 3)
6. Roberval Andrade (Scania – nº 1)
7. Paulo Salustiano (Iveco – nº 55)
8. Adalberto Jardim (Volkswagen – nº 23)
9. André Marques (Volvo – nº 77)
10. Beto Monteiro (Iveco – nº 88)
11. Debora Rodrigues (Volkswagen – nº 7)
12. Regis Boessio (Mercedes – nº 83)
13. Luiz Pucci (Volvo – nº 32)
14. Zé Maria Reis (Scania – nº 12)
15. Diumar Bueno (Volvo – nº 11)
16. Leandro Totti (Mercedes – nº 73)
17. Cristina Rosito (Ford – nº 71)
18. Leandro Reis (Scania – nº 45)
19. Luiz Lopes (Scania – nº 99)

Não completaram:
20. Renato Martins (Volkswagen – nº 9)
21. Pedro Gomes (Mercedes – nº 100)
22. João Maistro (Volvo – nº 14)
23. Pedro Muffato (Scania – nº 20)

(Orlei Silva)

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Cacá vence em Jacarepaguá e é vice-líder

Vitória de Cacá Bueno. Segunda colocação para Popó Bueno. A dobradinha dos Bueno, que marcou a 25ª vitória de Cacá na categoria, deu o tom da festa em Jacarepaguá, palco da sexta etapa do campeonato brasileiro de Stock Car. Tamanha alegria teve uma pitada de tristeza: esta pode ter sido a última corrida de Stock Car no autódromo de Jacarepaguá. Para os dois irmãos, criados no asfalto do autódromo do Rio de Janeiro, a dobradinha tem um significado muito maior do que uma felicidade para a família Bueno: dois pilotos cariocas terminam nas duas primeiras colocações da etapa do Rio da mais importante categoria do esporte a motor do Brasil.

(Duda Bairros)

Mais importante não significa a mais segura. Justamente neste item, a Stock Car precisa melhorar; e muito! E com urgência! O impressionante acidente com Tuka Rocha não foi o primeiro deste tipo na categoria: Valdeno Brito, Max Wilson e o próprio Cacá já passaram por isso num passado recente.

As imagens do incêndio foram impressionantes. Em meio à fumaça e ao fogo, o piloto saiu do carro em movimento. Com a corrida sob bandeira amarela, Tuka foi socorrido e transferido para um hospital na localidade. Com uma escoriação no braço, o piloto passa bem.

(Bruno Turano)

É imprescindível que a categoria tenha mais atenção para incidentes como este. Sim, sei que o esporte é perigoso. Acidentes acontecem, mas as consequências precisam ser minimizadas cada vez mais. A comissão de pilotos, que discute segurança com os organizadores da categoria, já pediu, antes mesmo da etapa de Jacarepaguá, algumas alterações no carro. Além da modificação do material utilizado em peças no interior do bólido, o material da bolha (hoje em fibra) precisa ser mais resistente ao fogo.

Outro acidente assustou quem assistiu à corrida: o carro de Xandinho Negrão foi abalroado por uma peça do capô de Giuliano Losacco; o bicampeão, que fazia boa prova após conquistar oito posições, perdeu a peça num toque com outro competidor. A tal peça acertou em cheio o parabrisa de Xandinho. Com a pressão do ar, o parabrisa foi quebrando cada vez mais até obrigar o piloto a abandonar a etapa do Rio.

(Miguel Costa Jr-MF2)

Tirando estes dois incidentes (com Tuka e com Xandinho), a corrida foi, até de certa forma, tranquila; quer dizer, calma para Cacá e Popó, que dominaram amplamente a prova do Rio de Janeiro. A maior disputa ficou entre Thiago Camilo, Marcos Gomes e Max Wilson.

Logo após a largada, pouco antes do incêndio no carro de Tuka Rocha, Camilo ultrapassou Allam Khodair para ficar com a terceira posição. O japonês fez uma defesa arrojada, mas não conseguiu impedir que o líder do campeonato (14 pontos a frente de Cacá, novo vice-líder) ficasse a sua frente.

Depois que os primeiros colocados fizeram suas paradas, Atila Abreu apareceu na ponta. Tentando ao máximo retardas sua parada, o então vice-líder perdeu muito tempo: primeiro ao ficar rodando três segundos mais lento que os demais; segundo porque sua parada foi demorada e ele só conseguiu retornar à pista na 19° posição. Se arrastando na pista, Atila abandonou caindo para a terceira colocação no campeonato.

Depois da rearrumação dos pilotos após seus pit stops, Camilo, Gomes e Wilson estavam colados. Mas a defesa de cada uma valeu a manutenção destas posições.

(Bruno Turano)

Interessante também foi o pega entre Duda Pamplona e Ricardo Maurício. Nas voltas finais, o campeão de 2008 colocou grande pressão em cima do carioca, que resistiu bravamente e conseguiu ficar na sétima colocação.

Veja como ficou a classificação da sexta etapa, disputada no Rio de Janeiro:
1º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0)
2º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74)
3º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21)
4º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80)
5º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65)
6º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18)
7º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23)
8º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90)
9º Lico Kaesemodel (RCM AtléticoPR – nº 63)
10º Diego Nunes (Bassani – nº 16)
11º Daniel Serra (Red Bull – nº 29)
12 º Ricardo Sperafico (Amir Nasr – nº 20)
13º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77)
147º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19)
15º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100)
16º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35)
17º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37)
18º Sérgio Jimenez (Crystal RZ – nº 73)
19º Alan Hellmeister (Scuderia 111 – nº 2)
20º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14)
21º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9)
22º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10)

Não completaram:
23º Átila Abreu (AMG – nº 51)
24º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11)
25º Julio Campos (Scuderia 111 – nº 4)
26º Rodrigo Navarro (JF – nº 22)
27º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99)
28º Dennis Navarro (Bassani – nº 5)
29º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33)
30º Serafin Jr (AMG – nº 8)
31º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25)
32º Matheus Stumpf (Almir Nasr – nº 89)

(Duda Bairros)

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Giaffone é pole com Dirani na primeira fila

Uma rapidinha antes de ir para o meu ‘parque fechado’ e recarregar as baterias para as corridas deste domingo. A classificação de hoje para a corrida de São Paulo da Fórmula Truck, válida pela segunda etapa do sul-americano, foi disputada pelos dois líderes da competição: melhor para Felipe Giaffone (Volkswagen), que foi 0s4 mais rápido do que Danilo Dirani (Ford) e ficou com a pole-position em Interlagos.


E se alguém pensa que o experiente Felipe já está acostumado a largar na frente se engana. Mesmo sendo esta a terceira em 2011, a pole em Interlagos foi a primeira dele no circuito paulista guiando um caminhão. O dia foi especial não só para Felipe, mas também para seu companheiro de equipe Renato Martins; o piloto, que estará na quarta fila do grid, completa 170 corridas na F-Truck.

Após duas dobradinhas em quatro corridas, havia uma grande expectativa em torno dos caminhões negros da Mercedes. Cirino, vencedor da etapa em Goiânia, estará na terceira posição do grid. Porém, Geraldo Piquet enfrentou problemas e não conseguiu nada melhor do que a décima posição no grid. É bom não descartar Geraldo da briga pela vitória. Além de o Mercedes ter apresentado um ótimo rendimento nas últimas provas, o piloto é muito bom em provas de recuperação. Olho nele!

Os oito primeiros do grid são:
1. Felipe Giaffone: 2min01s028
2. Danilo Dirani: 2min01s490
3. Wellington Cirino: 2min01s503
4. Leandro Totti: 2min01s722
5. Valmir Benavides: 2min01s819
6. Adalberto Jardim: 2min02s421
7. Roberval Andrade: 2min02s438
8. Renato Martins: 2min02s873


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Irmãos Bueno dão as cartas em Jacarepaguá com Cacá na pole

Numa classificação de arrepiar, os irmãos Bueno comandaram o treino que definiu o grid para a etapa do Rio de Janeiro do campeonato brasileiro de Stock Car. O tricampeão Cacá voou baixo em Jacarepaguá (1min18s664) e vai largar na frente pela 21ª vez na categoria. Uma vitória para o piloto carioca da Red Bull, que ainda se sente prejudicado com a punição aplicada na corrida em Campo Grande.

(Bruno Turano)

Ao lado de Cacá estará seu irmão Popó. O piloto da Compra Fácil A.Matheis foi o único que conseguiu virar no mesmo segundo do pole-positon. Alegria para os irmãos Bueno, êxtase para Andreas Mattheis, líder das equipes de Cacá e Popó. Festa dos cariocas no Rio de Janeiro.

(Bruno Turano)

Cacá, que conquistou sua segunda pole nesta temporada, disse que a preocupação que teve depois do último livre, quando ficou em 11°, era se classificar entre os dez primeiros. “Não achava o acerto ideal nos pneus, apesar de o carro estar muito bom. Este resultado na classificação me dá grande confiança para a corrida”, contou Cacá.

Carioca, Cacá sabe que pode ter feito a última pole da Stock Car em Jacarepaguá. “Se por um lado é um grande feito largar na primeira fila ao lado de meu irmão, por outro tenho grande tristeza porque esta pode ter sido a última da Stock Car neste autódromo”, contou o tricampeão.

Largando atrás dos irmãos Bueno, Marcos Gomes mostrou confiança na corrida. “A vitória ficará com algum dos primeiros do grid. Acho que o pit stop e o desgaste de pneus serão determinantes para se chegar à vitória aqui”, afirmou Marquinhos.

(Bruno Turano)

Líder do campeonato, Thiago Camilo foi bem em todos os treinos livres no Rio de Janeiro. Na superpole, o piloto do carro 21 não conseguiu o mesmo rendimento. Ainda assim, vai alinhar na ótima quarta posição do grid. Vencedor em Jacarepaguá na edição de 2005, Camilo busca mais uma vitória para ampliar a vantagem no topo da classificação e, consequentemente, a afirmação na primeira posição para entrar com a melhor vantagem nos playoffs.

(Carsten Horst)

Na briga pela vitória, o campeão Max Wilson já está com a cabeça na corrida. Por isso, não descarta nem a possibilidade de chuva na hora da prova em Jacarepaguá. “Não fará muita diferença se chover porque a pista ficará molhada para todos. Meu carro está bom e a receita é partir para cima em busca da vitória. Mesmo saindo da terceira fila, dá para sonhar com a vitória; a diferença entre os primeiros é muito pequena”, contou Max.

CCom o mesmo pensamento, a dupla da Officer ProGP conseguiu lugar entre os dez primeiros do grid. Felipe Maluhy, que saiu do cockpit no último livre insatisfeito com seu carro, trabalhou no acerto e conseguiu a sétima posição do grid, logo à frente do companheiro de equipe, Duda Pamplona. O carioca do carro número 23 disse que está preparado para acelerar com ou sem chuva. “Estou confiante para a prova, já que fiquei no mesmo segundo do Marcos (terceiro colocado)”, disse Duda, que busca sua segunda vitória na categoria – que seria a segunda em Jacarepaguá (ele venceu em 2007). Já Maluhy, vencer no Rio de Janeiro em 2010, também está preparado para chuva ou sol. “Aqui em Jacarepaguá, dá para segurar mais o carro; o ruim é que sai muito spray”, disse Felipe.

(Luca Bassani)

Favoritos à vitória no Rio de Janeiro, como Ricardo Maurício (P13), Daniel Serra (P14) e o vice-líder Átila Abreu (P23), ficaram de fora da superpole. Mas nem isso desanima os competidores; pelo menos para Ricardo Maurício, que foi taxativo. “O carro está bom”, falou Ricardinho, que ano passado cruzou a linha de chegada na segunda posição – depois, foi punido e perdeu injustamente o lugar no pódio.

Veja como ficou o grid da etapa do Rio de Janeiro:
1º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0)
2º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74)
3º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80)
4º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21)
5º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18)
6º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65)
7º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33)
8º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23)
9º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99)
10º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10)
11º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77)
12º Diego Nunes (Bassani – nº 16)
13º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90)
14º Daniel Serra (Red Bull – nº 29)
15 º Ricardo Sperafico (Amir Nasr – nº 20)
16º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11)
17º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19)
18º Dennis Navarro (Bassani – nº 5)
19º Lico Kaesemodel (RCM AtléticoPR – nº 63)
20º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14)
21º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35)
22º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9)
23º Átila Abreu (AMG – nº 51)
24º Matheus Stumpf (Almir Nasr – nº 89)
25º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37)
26º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100)
27º Sérgio Jimenez (Crystal RZ – nº 73)
28º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25)
29º Rodrigo Navarro (JF – nº 22)
30º Alan Hellmeister (Scuderia 111 – nº 2)
31º Julio Campos (Scuderia 111 – nº 4)
32º Serafin Jr (AMG – nº 8)

(Bruno Terena)

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Marcos Gomes na ponta do terceiro livre na Stock Car

Marcos Gomes liderou o último treino livre da etapa do Rio de Janeiro do campeonato brasileiro de Stock Car. O piloto da Medley Full Time baixou o tempo dos dois livres de ontem (Luciano Burti e Max Wilson foram os mais rápidos da sexta-feira) no autódromo de Jacarepaguá e fez 1min18s316. Allam Khodair ficou a apenas 0s079 do carro número 80.

(Bruno Turano)

Líder do campeonato, Thiago Camilo ficou em terceiro, seguido por Popó Bueno, o campeão Max Wilson e Duda Pamplona. Ricardo Maurício ficou em oitavo, logo a frente de Luciano Burti. Com os carros predominantemente pintados na cor preta, os pilotos da Red Bull ficaram em 10° com Daniel Serra e 11° com Cacá Bueno. O vice-líder da competição, Átila Abreu, terminou o terceiro livre em 13°.

Na busca por um lugar na superfinal, Ricardo Zonta, que tem feito boas corridas nesta temporada na Stock Car, fechou este livre em 15°. Vencedor da etapa em Jacarepaguá no ano passado, Felipe Maluhy, com problemas no carro, não passou do 24° lugar.

Os tempos do terceiro treino livre no Rio de Janeiro, no autódromo de Jacarepaguá, ficou assim:
1º Marcos Gomes - 1min18s316
2º Allam Khodair - 1min18s395
3º Thiago Camilo - 1min18s409
4º Popó Bueno - 1min18s585
5º Max Wilson - 1min18s706
6º Duda Pamplona - 1min18s724
7º Ricardo Sperafico - 1min18s766
8º Ricardo Mauricio - 1min18s790
9º Luciano Burti - 1min18s794
10º Daniel Serra - 1min18s816
11º Cacá Bueno - 1min18s875
12º Lico Kaesemodel - 1min18s970
13º Átila Abreu - 1min18s991
14º Diego Nunes - 1min19s002
15º Ricardo Zonta - 1min19s064
16º Xandinho Negrão - 1min19s065
17º Nonô Figueiredo - 1min19s080
18º Rodrigo Sperafico - 1min19s092
19º Alceu Feldmann - 1min19s173
20º Giuliano Losacco - 1min19s278
21º Denis Navarro - 1min19s355
22º Matheus Stumpf - 1min19s448
23º Alan Hellmeister - 1min19s461
24º Felipe Maluhy - 1min19s553
25º Tuka Rocha - 1min19s755
26º Julio Campos - 1min19s804
27º David Muffato - 1min19s868
28º Valdeno Brito - 1min20s517
29º Sérgio Jimenez - 1min20s574
30º Rodrigo Navarro - 1min20s776
31º Eduardo Leite - 1min20s883
32º Serafin Jr. - sem tempo

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Agora é a vez da CBA

A polêmica parece não ter fim. Depois dos comunicados da Vicar e da Red Bull, que foi para a pista de Jacarepaguá para os primeiros treinos livres com seus carros pintados predominantemente na cor preta, chegou a vez da Confederação Brasileira de Automobilismo. A CBA não se deixou ficar para trás e também entrou na ‘info-mania’ – seria algo como uma compulsão por informativos.

No comunicado, a CBA volta a afirmar que não houve qualquer irregularidade na cronometragem na corrida em Campo Grande. Também está escrito que houve análise dos dados onboard nos carros de Cacá Bueno e Daniel Serra, penalizados na última etapa, e nenhuma incorreção foi encontrada; inclusive, o relatório diz que os pilotos não excederam o limite de velocidade no pit lane.

Estranho, né?! Mais estranho ainda é que a CBA disse que “a empresa provedora de serviços de cronometragem continua investigando possíveis interferências eletro-eletrônicas no local onde o equipamento estava instalado e que poderiam ter afetado aleatoriamente a medição de velocidade”. Como assim? Será que um aparelho celular ou um microonda foi o causador de tamanha discórdia? Ou será que, cansado do futebol, o Sobrenatural de Almeida resolveu aprontar na Stock Car?

Desculpem. Sei que não é o momento para brincadeiras, mas a situação urge por uma resposta definitiva, sensata e convincente. Para fechar o comunicado, a CBA “lamenta profundamente que o ocorrido tenha causado prejuízos desportivos aos dois competidores envolvidos na situação acima descrita”.

Lamentável mesmo é esta situação envolvendo CBA, Vicar, Stock Car e Red Bull. Nesta briga sem vencedores, todos perdem; a categoria, a entidade, os pilotos e o público.

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Corrida é na pista

O clima que antecede a etapa do Rio de Janeiro do campeonato brasileiro de Stock Car ficou tenso. Relações estremecidas, sutis acusações e atitudes evasivas. O resultado de tudo isso é que os carros da Red Bull, equipe de Cacá Bueno e Daniel Serra, estarão pintados (providencialmente e) predominantemente na cor preta. De acordo com o time dos touros vermelhos (seriam, agora, negros?), o motivo é o luto em relação às atitudes desportivas adotadas na categoria.

Na verdade, o incômodo, antes velado, surgiu na última etapa (Campo Grande), quando a dupla da Red Bull foi punida com drive-through. Não há provas oficiais, mas há contundentes razões, como a telemetria da equipe, para creditar tal penalidade a uma falha nos sensores que limitam a velocidade no pit lane. A penalidade foi aplicada porque os sensores acusaram Cacá de ter passado pelos boxes a 137 km/h; por outro lado, a telemetria dos touros indicou que tanto ele quanto Daniel não ultrapassaram os 50km/h – Serrinha também foi punido porque os sensores indicaram que ele estava a 80 km/ no pit lane. Para quem não lembra, um inconformado Cacá Bueno sabiamente usou o rádio da equipe para externar sua insatisfação com a decisão dos comissários.

Imagino ser realmente difícil identificar a olho nu um carro a 50 ou 60 km/h; também imagino que não é necessária uma visão apurada para perceber se um carro está a 50 ou 137 km/h num pit lane.

Desde então, houve muita reclamação e ‘mas-mas’. Porém, fato é que a corrida da Red Bull foi prejudicada e hoje nada pode ser feito para retroceder até o tal erro e desfazer o terrível, digamos, mal-entendido.

Mais de 20 dias depois da polêmica punição e pingou em minha caixa de e-mails um estranho comunicado da Vicar (organizadora da Stock Car). Estranho porque muita coisa é dita e pouca é explicada. Chamou-me atenção o fato de o comunicado explicitar que as atribuições da Vicar e da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) são distintas. E são. Pensando melhor... São? Pelo menos, deveriam ser! A verdade é que Vicar e CBA foram uma parceria tão forte que, às vezes, tenho a impressão de que as tais atribuições se misturam quando o assunto é relacionado a alguma categoria em que a Vicar é a organizadora.

Sem perder tempo, a Red Bull emitiu um comunicado informando a ‘nova pintura’ em seus bólidos para a corrida no Rio de Janeiro. Claramente irritada por ter sido prejudicada e pelo jogo de empurra entre Vicar e CBA, que desconhecem qualquer erro cometido em relação às punições à Cacá e Serrinha em Campo Grande, a equipe disse que há pontos que precisam urgentemente ser revistos na categoria.

Dos quatro itens, destaque para a busca da melhoria do profissionalismo dos comissários desportivos. Particularmente, concordo inteiramente com isso. Só para lembrar, a Fórmula 1 convida ex-pilotos para desempenharem a função de comissário em parceria com os profissionais propriamente ditos.

(Divulgação)

A Red Bull defende, ainda, a coerência nas punições, execrando o conhecido ‘dois pesos e duas medidas’. A padronização de atitudes deve sempre existir. O protesto da equipe vai além da cor preta em seus dois carros. A inscrição ‘corrida é na pista’ estará visível nos parabrisas de Cacá Bueno e Daniel Serra.

Não é a primeira vez que a equipe Red Bull reclama de atitudes tomadas na Stock Car. No passado, o time ameaçou se retirar da categoria após punições sofridas na etapa de Campo Grande. Na ocasião, o time achou injusta a penalidade sofrida no autódromo de Mato Grosso do Sul (relembre o caso).

Num momento delicado do automobilismo nacional – falta de grande investimento em categorias de base, ausência de manutenção em muitos autódromos e incertezas sobre o esporte a motor em determinadas praças são alguns exemplos –, o que não se precisa é de polêmicas que geram insatisfações com participantes. Não tenho dúvida que o momento é de reflexão. Pelo bem de todos os envolvidos com a Stock Car, torço para que não haja nenhuma polêmica na prova em Jacarepaguá; e nas seguintes também! Inteligência e senso crítico devem sempre imperar.

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