Arquivo de August 2011

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Interlagos encerra mundial de F1 em 2012

Pelos rumores que corriam por aí, o calendário para a temporada 2012 da Fórmula 1 não teve surpresa. A novidade é o retorno do Grande Prêmio dos Estados Unidos e a saída da corrida na Turquia. Esses dois pontos já tinham sido cantados aos quatro ventos.

Detalhe: o GP norte-americano será a antepenúltima prova de 2012 e será disputado no dia 18 de novembro. As obras do circuito estadunidense estão atrasadíssimas. Acho que o pessoal da terra do Tio Sam seguir o velho jargão por aqui popular: mãos à obra!

Não sei ao certo meu sentimento sobre a saída da prova na Turquia. Com exceção daquela curva de quatro tomadas, o traçado turco é fraco se comparado com Spa-Francorchamps, Monza, Interlagos, Silverstone e Suzuka. Por outro lado, a pista turca é a melhor criação de Tilke – o alemão craque em fazer circuitos chatos!

Assim como nessa temporada, a abertura do mundial do ano que vem será na Austrália, enquanto que o polêmico Bahrein volta como quarta etapa do campeonato. O calendário 2012 da F1 terá uma corrida a mais do que o mundial desse ano porque a prova barenita foi cancelada em 2011. Dessa forma, o mundial de 2012 terá 20 GPs, começando em março e terminando em novembro, em São Paulo. Assim como nos últimos anos, agosto será o período de recesso de pilotos e equipes.

(Formula 1 Website)

Veja o calendário do mundial de 2012 da Fórmula 1:
18 de março: Austrália (Melbourne)
25 de março: Malásia (Sepang)
15 de abril: China (Xangai)
22 de abril: Bahrein (Sakhir)
13 de maio: Espanha (Barcelona)
27 de maio: Mônaco (Monte Carlo)
10 de junho: Canadá (Montreal)
24 de junho: Europa (Valência)
8 de julho: Inglaterra (Silverstone)
22 de julho: Alemanha (Hockenheim)
29 de julho: Hungria (Hungaroring)
2 de setembro: Bélgica (Spa-Francorchamps)
9 de setembro: Itália (Monza)
23 de setembro: Cingapura (Marina Bay)
7 de outubro: Japão (Suzuka)
14 de outubro: Coreia do Sul (Yeongam)
28 de outubro: Índia (Nova Deli)
4 de novembro: Abu Dhabi (Marina de Yas)
18 de novembro: Estados Unidos (Austin)
25 de novembro: Brasil (Interlagos)

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Pé no acelerador, mão na calculadora

Algumas considerações sobre a última etapa da fase de classificação do campeonato brasileiro de Stock Car, que será disputada no próximo fim de semana em Salvador. A corrida na capital baiana definirá os dez pilotos que disputarão o título de 2011 da categoria.

Como já escrevi anteriormente aqui no COCKPIT, nove das dez vagas estão, na prática, definidas. Líder dessa fase, Thiago Camilo já garantiu a primeira colocação com a vitória na Corrida do Milhão, no início de agosto, em Interlagos. Max Wilson (87 pontos), Cacá Bueno (83), Átila Abreu (83), Ricardo Maurício (70), Popó Bueno (68), Marcos Gomes (59), Daniel Serra (47) e Allam Khodair (46) são os outros pilotos que estarão nos playoffs. Além de definir as posições que cada um irá iniciar a superfinal, a prova de Salvador apontará o competidor que ocupará a décima vaga para os playoffs. Pela primeira vez na história da categoria, um circuito de rua definirá os dez candidatos ao título de uma temporada.

(Ivan Baldiviso)

Para mim, apenas Duda Pamplona e Luciano Burti estão na disputa. Os pilotos da Officer ProGP e Itaipava Boettger estarão com o pé no acelerador e com a mão na calculadora. Apesar de eu estar na contramão da matemática da classificação atual da Stock Car, não acredito que algum outro piloto entre nos playoffs dessa temporada.

No retrospecto das corridas na capital baiana, há ligeira vantagem para o carioca. Em 2010, Duda largou na primeira fila e subiu ao pódio na terceira posição. E se Pamplona foi bem no ano passado, por outro lado, Burti também não fez feio na primeira edição da prova, em 2009, ano em que recebeu a quadriculada na quarta colocação. Nessa, em 2009, Duda cravou a melhor volta da pista. As duas edições foram vencidas por Cacá Bueno.

(Bruno Terena)

Rei de Salvador, o carioca tricampeão da Stock Car compete nas ruas da capital baiana para melhorar sua posição na tabela. Definidos os dez pilotos da superfinal, o regulamento prevê que o primeiro colocado na fase de classificação, no caso Thiago Camilo, iniciará os playoffs com 225 pontos. O segundo receberá 220 pts, enquanto que o terceiro terá 216. O quarto inicia a superfinal com 214 pontos, o quinto com 212, o sexto terá 210 e o sétimo, 209. Por fim, o oitavo começa os playoffs com 208, enquanto que o nono terá 207 e o décimo, 206. Esses pontos terão acréscimo por cada vitória conquistada na temporada.

Se Cacá é rei em Salvador, Atila Abreu sabe como poucos os atalhos da vitória num circuito de rua. Duas das três vitórias foram conquistadas em circuito de rua (Ribeirão Preto 2009 e 2010). Nessa disputa particular entre Cacá e Atila, poderá sair o campeão dos circuitos de rua.

(Luca Bassani)

Poderá não significa que acontecerá. Há quem busque a primeira vitória em circuito de rua. E esse é o caso de Ricardo Maurício. Focado em conquistar sua primeira vitória na temporada, Ricardinho não atravessa seu melhor momento nas pistas – sua última vitória foi na Corrida do Milhão do ano passado e sua última pole foi na etapa de São Paulo, no início desse ano. Na atual temporada, Ricardo Maurício só subiu duas vezes ao pódio (terceiros lugares em Interlagos e no Velopark). A sorte não tem sorrido para o talento que tem o campeão de 2008.

Mas isso não abala o piloto que participou de todos os playoffs da categoria, desde que o sistema foi adotado em 2006. Ricardinho está determinado a alcançar mais uma vitória na Stock Car, agora em Salvador. O piloto do carro número 90 tem nove triunfos na categoria.


Companheiro de equipe de Ricardinho e garantido na superfinal, Max Wilson também busca sua primeira vitória em 2011. O atual campeão corre em Salvador para manter sua posição na tabela, já que não há como alcançar matematicamente o líder Thiago Camilo. As ruas da capital baiana podem ser a redenção da equipe RC Eurofarma nessa temporada. A última vitória da RC Eurofarma, de Rosinei Campos, o Meinha, foi em Brasília no ano passado.

Também na busca por sua primeira vitória na categoria em 2011, Allam Khodair mostrou evolução do equipamento nos últimas corridas. O japonês voador pode dar trabalho nas ruas de Salvador e dar um salto na classificação para iniciar os playoffs.

Pelas características da pista, os treinos livres serão importantes para a busca pelo acerto ideal para a classificação, que será fundamental para a definição dos objetivos de cada piloto em Salvador. Nesse circuito travado, o vencedor provavelmente sairá de uma das quatro primeiras filas do grid. Por isso, não achei acertada a decisão de colocar um circuito de rua de 2.724 metros para definir os dez pilotos da superfinal. Nem mesmo os push-to-pass serão capazes de modificar esse cenário. Acho que autódromos, como Curitiba, Interlagos, o mutilado Rio de Janeiro e Brasília, são a melhor opção para provas decisivas.

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Giaffone próximo do título sul-americano da F-Truck

A definição do campeão sul-americano de Fórmula Truck acontecerá no domingo. Líder do certame continental com 60 pontos, Felipe Giaffone está com a mão na taça. O piloto da Volkswagen, que é bicampeão nacional (2007 e 2009), precisa de 11 pontos para garantir o título. Em outras palavras, basta chegar em quinto lugar para ser campeão.

Com 22 pontos atrás do líder, Danilo Dirani ainda sonha com a conquista. Para o piloto do Ford número 70 não há outra opção a não ser partir para cima e buscar a vitória. Com chances matemáticas, Valmir Benavides (Volkswagen – nº 2) também deverá adotar uma postura agressiva para manter viva a sua chance. Benavides tem 35 pontos na competição. O máximo que um piloto pode conquistar numa corrida da F-Truck é 32 pontos (25 da vitória, cinco da bandeira programada, um da pole-position e um da volta rápida).

(Formula Truck Website)

A terceira e última prova do sul-americano será disputada no autódromo Oscar y Juan Gálvez, em Buenos Aires. Vencedor da etapa argentina de 2010, Geraldo Piquet está fora da disputa do título continental. Porém, o piloto da Mercedes número 3 é o líder da competição nacional.

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Em qual GP?

A vitória de Vettel no Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1 pintou com cores mais fortes a pergunta: em qual Grande Prêmio o alemão levantará seu bicampeonato? O triunfo em Spa-Francorchamps mostrou que Vettel só não será campeão em 2011 se não quiser.

Depois de um jejum de três corridas – isso lá é jejum? –, ele chegou a sétima vitória (em 12 provas) nesse ano e a 17ª na categoria – isso sem contar os quatro segundos lugares e uma quarta colocação. Atualmente, dos pilotos em atividade, apenas o heptacampeão Michael Schumacher (91 vitórias) e o bicampeão Fernando Alonso (27) têm mais vitórias do que ele na F1.

(Formula 1 Website)

Numericamente, Sebastian está a sete vitórias da lenda Juan Manuel Fangio, que tem 24 na F1. Faltando sete etapas para o término do campeonato, matematicamente é possível Vettel igualar Fangio ainda esse ano; mas, apesar do talento do alemão, não acredito que isso ocorra em 2011. Hoje, a prioridade de Vettel é ser campeão; ou melhor, bicampeão.

E isso só não acontecerá em 2011 se ele não quiser. O atual campeão mundial e líder da competição tem 259 pontos no campeonato. O vice-líder é Mark Webber, com 92 pontos a menos do que Vettel. Como a preocupação de Sebastian não é o australiano, a distância é ainda maior para Alonso, que é o terceiro no mundial com 157 pontos (Vettel tem 102 pontos sobre o espanhol). Com toda essa vantagem, a pergunta que fica é: em qual GP ele será bicampeão? Uma coisa é certa. Do Grande Prêmio da Coreia do Sul não passa.

Curiosamente, Sebastian ocupa ininterruptamente o topo do mundial há nove meses. Desde o GP de Abu Dhabi, no ano passado, Vettel não sabe o que é ficar em outra posição no mundial que não seja a liderança.

(Formula 1 Website)

Vettel impressiona não só pelo número de vitórias. O alemão já coleciona 24 poles-positions, mesma quantidade dos tricampeões Nélson Piquet e Niki Lauda. A marca passa a ser ainda mais significativa se lembrarmos que Sebastian tem apenas 74 Grandes Prêmios disputados na F1. Numa rápida matemática, o campeão mundial larga na pole em cada três GPs e vence uma corrida em cada quatro. Tirem suas próprias conclusões.

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Valdeno Brito vence duas e dispara na liderança do GT Brasil

Domingo não foi só de Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1. A sexta rodada dupla do GT Brasil, disputada em São Paulo, teve vitórias da dupla Valdeno Brito e Matheus Stumpf (Ford GT). Os pilotos mantêm a liderança do campeonato, agora, com uma folga maior. O Ford GT número 7 tem 152 pontos, 19 a mais do que o vice-líder, Cláudio Ricci e Rafael Derani.

(Fernanda Freixosa)

Nos últimos dois anos, quem acabou a primeira metade na liderança terminou a competição como campeão. Será que Valdeno mantém essa escrita? Com cinco vitórias em doze corridas em 2011, o maior representante da Paraíba no automobilismo está no traçado certo.

A primeira bateria do GT Brasil começou agitada. O pole-position, Daniel Serra – Serrinha (Ferrari F458) tem 11 poles na categoria –, não conseguiu segurar Ricardo Maurício (Lamborghini Gallardo LP560), que assumiu a ponta na primeira volta. Com rendimento melhor, Serrinha só conseguiu tomar a liderança na volta 11.

Depois da troca de pilotos, Chico Longo (dupla de Serrinha) não conseguiu abrir para Bruno Garfinkel (forma dupla com Ricardinho). Apesar de estar na frente, não conseguiu se distanciar. E pior, Matheus Stumpf chegou nos dois. Não demorou muito e Stumpf deu o bote e assumiu a liderança. Vitória de Stumpf e Valdeno na bateria 1; a quarta da dupla em 2011. A dupla dos Negrão (pai e filho) ficou em segundo e Juliano Moro e Paulo Bonifácio ficaram em terceiro. Boa corrida, também, para Allam Khodair e Marcelo Hahn.

(Fernanda Freixosa)

Na segunda corrida em Interlagos, Valdeno e Stumpf chegaram novamente na frente. Destaque para a manobra de Stumpf sobre Pedro Queirolo na segunda perna do S do Senna e as ultrapassagens por fora de Ricardinho sobre Queirolo e de Allam Khodair sobre Ricardo Maurício. Aliás, a conquista de posição do japonês voador valeu o pódio para a dupla da Lamborghini Gallardo LP560, que economizou o equipamento na primeira metade da prova e acelerou, sendo irresistível, na última parte da bateria.

Com perda de rendimento em sua Lamborghini nas últimas voltas, Ricardo Maurício nada pode fazer para segurar a dupla Cláudio Ricci e Rafael Derani (Ferrari F458). Maurício e Garfinkel perderam o pódio na última volta. O troféu manteve a dupla na vice-liderança da competição.

Mais uma vez, a dupla Serra e Longo não teve sorte; Serrinha abandonou a segunda bateria. Por falar em falta de sorte, a dupla Xandy e Xandinho Negrão foi punida com drive-through por causa de um segundo. Eu explico: o tempo mínimo para troca de pilotos é de 2min. Como Xandinho e Xandy saíram dos boxes com 1min59s, receberam a punição. Na verdade, até imagino o que alguns internautas podem estar imaginando e, consequentemente, discordando de mim ao citar ‘falta de sorte’. Particularmente, prefiro creditar o fato ao azar.

(Fernanda Freixosa)

O GT Brasil foi encerrado de forma glamourosa. A mexicana Ximena Navarrete, atual Miss Universo, de 23 anos, deu a quadriculada na segunda bateria. A liderança do campeonato está com a dupla Valdeno e Stumpf, que tem 152 pontos. Com 133, a dupla Cláudio Ricci e Rafael Derani de Ferrari F458 está em segundo na tabela. A próxima etapa será em Jacarepaguá, nos dias 10 e 11 de setembro. Aliás, a etapa do Rio de Janeiro terá uma novidade: a troca obrigatória de pneus.

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Trinca da Penske em Sonoma

Não poderia ter sido melhor para a Penske o resultado no Grande Prêmio de Sonoma de Fórmula Indy. Seus três carros ocuparam as três primeiras posições no grid e terminaram a prova nas três primeiras posições, com o vice-líder Will Power conquistando mais uma vitória – a quarta em 2011. O brasileiro Helio Castroneves subiu ao pódio na segunda colocação, melhor resultado do Homem Aranha na atual temporada.

(Indy Car Website)

O resultado foi excelente para o australiano: vitória de ponta a ponta para Power e Franchitti fora do pódio. Com isso, a diferença entre eles caiu para 26 pontos, já que o escocês, atual campeão e que luta por seu quarto título na Indy, agora tem 475 pontos.

A corrida foi boa também para a brasileira Bia Figueiredo. A piloto fez bons resultados nas duas últimas provas. Em Sonoma, ela terminou em 14º lugar. Posição tímida, mas muito boa para quem guia um Dreyer & Reinbold.

(Shawn Gritzmacher)

Por falar na equipe de Bia, o GP de Sonoma marcou também a estreia de um novo companheiro de escuderia da brasileira. O italiano Giorgio Pantano, que já passou pela F1 e foi campeão da GP2, andava vagando de categoria em categoria. Sinceramente, dava como terminada a carreira dele. No entanto, surpreendeu-me com o sexto lugar no circuito californiano. Resta saber se ele manterá o bom desempenho, principalmente, nos ovais.

Se a corrida do italiano foi boa, o mesmo não se pode dizer da prova de Tony Kanaan. O brasileiro da KV Lotus abandonou o GP após um problema mecânico. O único saldo positivo para ele em Sonoma foi a confirmação que estará no cockpit do time em 2012.

Faltando quatro etapas para o término do campeonato (Baltimore, Motegi, Kentucky e Las Vegas), o líder ainda é Dario Franchitti. Na vice-liderança está Will Power com 449 pontos e 49 a mais do que Scott Dixon. Em quarto lugar está Oriol Servià com 327, seguido por Ryan Briscoe (312) e Tony Kanaan (305). Helio Castroneves é o oitavo com 277 e a cinco pontos do sétimo colocado na tabela, Marco Andretti.

(Chris Jones)

Confira a classificação final do Grande Prêmio de Sonoma de Fórmula Indy:
1. Will Power (Penske)
2. Helio Castroneves (Penske)
3. Ryan Briscoe (Penske)
4. Dario Franchitti (Ganassi)
5. Scott Dixon (Ganassi)
6. Giorgio Pantano (Dreyer & Reinbold)
7. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)
8. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
9. Graham Rahal (Ganassi)
10. Ernesto Viso (KV Lotus)
11. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
12. Oriol Servià (Newman-Hass)
13. Martin Plowman (AFS/Sam Schmidt)
14. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
15. Sebastian Saavedra (Conquest)
16. Simon Pagenaud (HVM)
17. Mike Conway (Andretti)
18. Takuma Sato (KV Lotus)
19. James Jakes (Dale Coyne)
20. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
21. Danica Patrick (Andretti)
22. Vitor Meira (Foyt)
23. JR Hildebrand (Panther)
24. Marco Andretti (Andretti)
25. Ed Carpenter (Sarah Fisher)

Não completaram:
26. Charlie Kimball (Ganassi)
27. Ho-Pin Tung (Dragon)
28. Tony Kanaan (KV Lotus)

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Título de Fabiano Machado é questão de tempo na F3

A roda da tripla do campeonato sul-americano de Fórmula 3, disputada em Campo Grande (MS), só teve um vencedor. Fabiano Machado caminha a passos largou para o título na categoria. O piloto paulista da Cesário Fórmula coleciona 307 pontos na competição e abre 130 de vantagem sobre o principal adversário, o mineiro Guilherme Silva, que subiu no pódio na segunda colocação em todas as provas desse fim de semana.

(Eliezer Bueno)

A etapa no Centro-Oeste brasileiro marcou a estreia do piloto carioca Luir Miranda na classe Light. Assim como Guilherme Silva, Luir passou a se dividir entre a categoria e a Fórmula Futuro – Silva é o vice-líder da F-Futuro, enquanto que Miranda é o terceiro colocado. O novato Luir Miranda venceu duas das três corridas – a outra vitória ficou com o outro estreante da categoria, Ricardo Landucci.

(Eliezer Bueno)

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Vettel vence em dia de Button e Schumacher

O Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1 é dessas corridas que ficará na memória dos apaixonados por automobilismo por muito tempo. Fantásticos desempenhos de Michael Schumacher e Jenson Button em Spa-Francorchamps, que teve seis líderes e ultrapassagens sensacionais durante as 44 voltas. E nada disso foi capaz de estragar a festa de Sebastian Vettel, que voltou a vencer depois de três GPs.

(Formula 1 Website)

Essa foi a sétima vitória do campeão mundial em 12 Grandes Prêmios nessa temporada; a 17ª na carreira – somente Schumacher (91) e Alonso (27) têm mais vitórias do que o atual líder da competição. A expressão no rosto de Vettel no pódio era de alegria suprema. Depois de vencer em Mônaco, ganhar em Spa numa mesma temporada... Só falta Monza para carimbar o alto do pódio em três dos mais tradicionais circuitos do mundo.

Com 259 pontos no mundial, sendo que tem 92 de vantagem sobre o vice-líder, Mark Webber, Vettel colocou nove dedos na taça. Faltando sete corridas para o término da competição, resta saber, apenas, em qual GP ele garante matematicamente o bicampeonato.

(Formula 1 Website)

Para completar a alegria dos touros vermelhos, Mark Webber terminou a prova na segunda colocação, formando a segunda dobradinha do time austríaco em 2011. Depois de uma largada ruim, o australiano se recuperou e terminou a 3s7 de Vettel.

Por falar em largada, a lambança que Bruno Senna fez provocou um grande revés. O espanhol Jaime Alguersuari, que largava em sexto – sua melhor posição de largada –, foi acertado pela Lotus Renault do brasileiro.

(Formula 1 Website)

O incidente entre o carro negro e dourado e a Toro Rosso quase levou mais gente. A começar que a Toro Rosso chegou a tocar na roda traseira de Fernando Alonso. Por sorte nada aconteceu com a Ferrari do bicampeão. Um pouco mais atrás, Marussia-Virgin e Lotus se espalham na primeira curva. Algumas voltas depois, Senna recebeu um justo drive-through pelo acidente. Por fim, o grande prejudicado foi o espanhol da Toro Rosso. Já imaginaram se tivesse sido Alguersuari que tivesse colocado Bruno para for na primeira curva? Pois é…

É claro que Bruno não provocou a batida propositalmente. Faltou experiência para o brasileiro. Afinal, ele não compete num GP da categoria desde o ano passado. Ainda assim, acho que o saldo foi positivo para ele, principalmente pela classificação. Espero que a prova de hoje sirva para baixar a poeira de muita gente que acredita que o brasileiro no cockpit número 9 se chama Ayrton.

Os brasileiros realmente não foram bem em Spa. Felipe Massa até largou bem, chegando a disputar a liderança ainda na primeira volta. E foi só. O brasileiro ficou muitas voltas sem conseguir ultrapassar Nico Rosberg, que foi presa fácil de Alonso e Vettel. Na curva em que perdeu posição para seu companheiro de equipe, Massa também perdeu lugar para Hamilton na curva seguinte. Para piorar, Felipe teve um pneu furado três voltas depois de ter feito seu pit stop.

Rubens Barrichello também tem motivo para esquecer a prova desse ano em Spa. Sem fazer boa corrida, Rubinho ainda foi tocado por Kamui Kobayashi na penúltima volta, sendo obrigado a ir aos boxes para troca do bico.

(Formula 1 Website)

As peripécias do japonês em Spa não pararam por aí. Depois de danificar a asa traseira do Toro Rosso de Buemi, Kobayashi não vendeu barata a posição para Lewis Hamilton, que fazia grande corrida. Na volta 13, o campeão de 2008 tentou passar pelo japonês, mas foi tocado pela roda dianteira esquerda da Sauber. O impacto foi fortíssimo, já que o inglês bateu de frente. Naquele ponto, ele deveria estar a uns 300 Km/h. Aparentemente, não houve gravidade para a saúde de Lewis no acidente.

Se a tarde na Bélgica não trouxe qualquer alegria para Lewis, o mesmo não se pode dizer de seu companheiro de McLaren. Jenson Button fez uma corrida sensacional. Depois de lagar em 13º, parar na volta 3 para trocar o bico porque Paul di resta tocar sua Force India na McLaren, o campeão de 2009 mostrou a costumeira frieza para desenvolver sua corrida e o arrojo para fazer suas ultrapassagens. O pódio foi um prêmio para essa fantástica prova do piloto inglês, que está em quarto no mundial com 149 pontos, a oito pts de Alonso.

(Formula 1 Website)

Se Button foi sensacional em Spa, o que dizer de Schumacher? Antes da prova, Schumi recebeu inúmeras homenagens por seus 20 anos de F1. Uma dessas, inclsive, foi da Ferrari, escuderia que o alemão fez história.

(Formula 1 Website)

Talvez isso tenha ressuscitado o velho Schumi. A corrida do heptacampeão foi genial; como nos velhos tempos! Depois de largar em último, recebeu a quadriculada em quinto lugar. A última ultrapassagem até pode ter sido facilitada, mas valeu pelo desempenho do alemão que é sete vezes campeão mundial. Escrevo isso porque na antepenúltima volta, Nico estava à frente de Michael. Naquele momento, recebeu instrução via rádio para economizar combustível. Ora, isso significa fazer voltas com o pé leve. Será que isso foi ordem de equipe para Schumacher chegar na frente do filho do Keke? Até pode ser, mas isso não mancha a ótima imagem que o heptacampeão deixa em Spa.

Das inúmeras ultrapassagens nesse GP, destaco Alonso sobre Felipe Massa, do mesmo Alonso sobre Nico Rosberg e de Mark Webber sobre Alonso – todas na Eau Rouge. Teve, também, a de Jenson Button sobre Felipe na Bus Stop e a de Vettel sobre Alonso na Les Combes.

Confira como ficaram as posições finais do Grande Prêmio da Bélgica:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
2. Mark Webber (Red Bull-Renault)
3. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
3. Fernando Alonso (Ferrari)
5. Michael Schumacher (Mercedes)
6. Nico Rosberg (Mercedes)
7. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
8. Felipe Massa (Ferrari)
9. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
10. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
11. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
12. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
13. Bruno Senna (Lotus Renault)
14. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
15. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
16. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
17. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
18. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
19. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

Não completaram:
20. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
21. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
22. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
23. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
24. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)

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Grosjean é campeão da GP2

E o campeonato da GP2 nem chegou ao final e já temos um campeão. Romain Grosjean levantou o caneco logo na primeira prova do fim de semana em Spa-Francorchamps. O piloto, que já passou pela F1 – fez sete corridas pela Renault em 2009 –, aproveitou uma temporada fraca, marcada por inúmeras lambanças nas pistas de seus adversários para colocar seu nome na galeria de campeões da GP2. Agora, Grosjean está no hall com Nico Rosberg, Lewis Hamilton, Timo Glock, Giorgio Pantano, Nico Hulkenberg e Pastor Maldonado.

(GP2 Website)

É claro que dá para perceber que nem sempre o campeão da GP2 tem destaque na F1. Apenas Rosberg e Hamilton fazem bons papeis na Fórmula 1. Glock, Maldonado e Hulkenberg (que hoje é piloto de testes) ainda buscam espaço. Pantano promove um recomeço de carreira na F-Indy.

O suíço, que carrega a bandeira francesa em sua nacionalidade, precisou apenas um terceiro lugar para conquistar o título de 2011 da categoria. O título é a resposta que a cúpula da Lotus Renault queria do piloto de 25 anos. Ele é piloto de testes da equipe e é um dos obstáculo para a continuidade de Bruno Senna na equipe. Apesar da excelente posição de largada, Bruno precisa convencer a cúpula do time que é capaz de trazer resultados para a escuderia. O primeiro passo foi dado na classificação para o Grande Prêmio da Bélgica.

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Power e Helinho na primeira fila em Sonoma

Essa eu fiquei devendo: a classificação para o Grande Prêmio de Sonoma de Fórmula Indy não teve novidade na pole-position. O rei dos mistos, Will Power, vai largar na frente no circuito californiano. Esta foi a sexta pole do australiano em 13 corridas na temporada.

(Indy Car Website)

A notícia boa é que Helio Castroneves dividirá a primeira fila com seu companheiro de equipe. O terceiro carro da Penske, de Ryan Briscoe, estará na terceira posição do grid. Em outras palavras, trinca da Penske em Sonoma.


O domínio dos carros de Roger foi seguido pela dupla da Ganassi, com o líder do campeonato, Dario Franchitti, em quarto lugar.

Porém, o destaque da classificação foi Bia Figueiredo. Com o caro da Dreyer & Reinbold, a brasileira ficou com a décima posição de largada. A melhor colocação de grid em sua carreira na Indy. Companheiro de Bia na escuderia, o estreante (e ex-F1) Giorgio Pantano – sim, aquele italiano que já foi campeão da GP2 em 2008 – ficou com a 11ª posição de largada.


A HVM confirmou que Simona de Silvestro não participará do GP por causa do problema com a imigração, que escrevi aqui na última sexta-feira. O substituto da piloto suíça é o francês Simon Pagenaud.

O brasileiro Tony Kanaan, que faz uma boa temporada, não conseguiu uma posição de largada que dê para lutar pela liderança da prova; pelo menos nas voltas iniciais. O baiano vai largar em 21º, enquanto que o compatriota Vitor Meira está em 27º no grid.

O grid para o Grande Prêmio de Sonoma de Fórmula Indy ficou assim:
1. Will Power (Penske)
2. Helio Castroneves (Penske)
3. Ryan Briscoe (Penske)
4. Dario Franchitti (Ganassi)
5. Scott Dixon (Ganassi)
6. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
7. Mike Conway (Andretti)
8. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)
9. Ernesto Viso (KV Lotus)
10. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
11. Giorgio Pantano (Dreyer & Reinbold)
12. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
13. Graham Rahal (Ganassi)
14. Marco Andretti (Andretti)
15. Martin Plowman (AFS/Sam Schmidt)
16. Takuma Sato (KV Lotus)
17. James Jakes (Dale Coyne)
18. Oriol Servià (Newman-Hass)
19. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
20. JR Hildebrand (Panther)
21. Tony Kanaan (KV Lotus)
22. Simon Pagenaud (HVM)
23. Ho-Pin Tung (Dragon)
24. Danica Patrick (Andretti)
25. Charlie Kimball (Ganassi)
26. Ed Carpenter (Sarah Fisher)
27. Vitor Meira (Foyt)

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Vettel e Bruno são destaques na melhor classificação do ano

A classificação para o Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1 foi agitada e definida nos milésimos finais da sessão. Mais uma vez, Sebastian Vettel vai largar na pole-position em 2011. Mas a pole do alemão não foi fácil. O atual líder do campeonato só conseguiu baixar o tempo de Lewis Hamilton depois de o cronômetro ter sido zerado. No limite, com precisão cirúrgica.

(Formula 1 Website)

A marca do campeão mundial é histórica. Essa é a 24ª pole de Vettel, que empata com dois tricampeões mundiais: Nélson Piquet e Niki Lauda também têm 24 poles na F1.

A primeira fila de Hamilton pode minguar. No final do Q2, já em desaceleração, ele e Pastor Maldonado se estranharam na Eau Rouge. Pedaços de carros foram vistos voando. Acho que o venezuelano perdeu a cabeça e descontou sua raiva (sei lá de que) em cima da McLaren. Mas, como o histórico recente de Lewis não é muito bom, existe o risco de ele perder cinco posições no grid. Se isso acontecer, acho que será injusto. Por outro lado, fico mais tranquilo porque sei que o comissário que investiga isso é o ex-piloto Nigel Mansell, que é britânico.

(Reprodução TV)

A rápida pista de Spa também dará mais trabalho aos comissários. Jerôme D’Ambrosio, Vitantonio Liuzzi e Daniel Ricciardo não conseguiram ficar dentro da regra dos 107% (2min10s339). Será preciso que a direção de prova e as equipes concordem com a participação das três tartaruguinhas do dia. Acredito que eles irão largar, pois irão argumentar que a constante alteração de tempo prejudicou o rendimento deles.

Pelo regulamento, a classificação é dividida em três partes. Em Spa, uma decepção em cada trecho. O primeiro anticlímax veio com Michael Schumacher. O heptacampeão, que celebra 20 anos de F1 em Spa-Francorchamps, nem abriu volta rápida no Q1. Logo que saiu dos boxes, a roda traseira direita saiu e ele bateu, danificando a suspensão. O alemão vai largar em último. O lado bom é que certamente ele dará um show; pelo menos nas primeiras voltas.

(Reprodução TV)

Se a decepção do Q1 foi Schumi, a surpresa foi Heikki Kovalainen. O finlandês da Lotus conseguiu passar da primeira parte da classificação e deixou Paul di Resta entre os últimos.

A decepção do Q2 foi Jenson Button. Mesmo tendo feito o melhor tempo no Q1, o vencedor da última prova (GP da Hungria) não conseguiu passar para a fase final da classificação e vai ocupar a 13ª posição no grid.

No Q3, a decepção foi Fernando Alonso. Depois de ser o mais rápido no Q2, o bicampeão só conseguiu ficar em oitavo. O espanhol vai largar atrás de Bruno Senna, que fez uma excelente classificação, sendo rápido nas três partes do treino. O estreante na Lotus Renault estará na sétima posição do grid.

(Formula 1 Website)

Coincidentemente, há 20 anos, um estreante – esse, sim, era estreante na categoria; Bruno tem 18 GPs na carreira – também alinhava em sétimo em Spa. Na ocasião, o jovem Schumacher não passou da primeira volta, mas fez história na F1. E que história!

Quem também fez uma boa classificação foi Felipe Massa. Pela segunda vez no ano, o brasileiro vai largar na frente de seu companheiro de Ferrari. Aliás, os três brasileiros irão largar na frente de seus companheiros de equipe: Massa em quarto e Alonso em oitavo, Bruno em sétimo e Petrov em décimo e Barrichello em 14º e Maldonado em 16º.

(Formula 1 Website)

Destaco, também, o ótimo treino de Jaime Alguersuari. O espanhol da Toro Rosso vai largar em sexto lugar. Com a Sauber, Sérgio Pérez mostrou que é rápido, colocando seu carro entre os dez mais rápidos do dia.

Lá na frente, abrindo a segunda fila, Mark Webber vem com força. O australiano e a Red Bull anunciaram a renovação do contrato por mais uma temporada. Webber, que completa 35 anos nesse sábado, andou forte nos treinos livres, que foram disputados sob chuva. Como a instabilidade meteorológica é característica em Spa, também vale ficar de olho nele.

(Formula 1 Website)

Veja o grid para o Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1 em Spa:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min48s298
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min48s730
3. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min49s376
4. Felipe Massa (Ferrari): 1min50s256
5. Nico Rosberg (Mercedes): 1min50s552
6. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari): 1min50s773
7. Bruno Senna (Lotus Renault): 1min51s121
8. Fernando Alonso (Ferrari): 1min51s251
9. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari): 1min51s374
10. Vitaly Petrov (Lotus Renault): 1min52s303
11. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
12. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
13. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
14. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
15. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
16. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
17. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
18. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
19. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
20. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
21. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
22. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
23. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
24. Michael Schumacher (Mercedes)

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Rapidinhas sobre Power, Danica e Simona

Além da Fórmula 1 na Bélgica, fim de semana também terá Fórmula Indy em Sonoma. Por falar na Indy, dois assuntos pipocaram nessa semana.

Atual vice-líder do campeonato, Will Power foi multado em US$ 30 mil por ter feito gestos obscenos para a direção de prova em New Hampshire. A quantia em dinheiros norte-americanos foi cobrada porque a piloto australiano perdeu a pose e mostrou seus dois dedos médios – um em cada mão, é claro – para as cabeças pensantes daquela prova, que momentos antes protagonizaram uma das maiores lambanças já vistas no automobilismo.

(Reprodução TV)

O outro ponto foi o anúncio de Danica Patrick. A queridinha dos norte-americanos vai pendurar o capacete na Indy e se dedicar à Nationwide da Nascar. A piloto já fez algumas provas na categoria de carros de turismo e, como se diz por aí, tomou gosto pela coisa. Para os fãs da pequena morena, restam apenas cinco corridas para vê-la acelerando em um monoposto. Apesar disso, acredito que há chance de ela fazer somente as 500 Milhas de Indianápolis.

Danica estreou na Indy em 2005 pela Rahal Letterman. Transferiu-se para a Andretti em 2007. Nesse tempo, conquistou uma vitória, em Motegi em 2008. A vitória foi um marco na categoria, já que nunca uma mulher havia vencido na F-Indy. Danica sai da categoria com a marca de que é a única mulher a ter vencido um GP da Indy; pelo menos até agora.

(Indy Car Website)


Nos livres de hoje, Dario Franchitti surpreendeu – inclusive Will Power – e ficou com o melhor tempo. Escrevo ‘inclusive’ porque o australiano da Penske é o rei dos mistos. O escocês, que é líder e atual campeão da Indy, deu um bote que certamente Power não esperava. Mas é bom esperar a classificação para ver como a Ganassi se comporta.

Mas não foi a pole provisória que chamou atenção no circuito da Califórnia. O que mais chamou atenção foi a ausência de Simona de Silvestro. A suíça enfrentou problemas com a imigração no aeroporto no retorno de seu país natal. Por isso, Simona nem participou do treino livre em Sonoma. A confusão obrigou a piloto a voltar ao país europeu. A participação dela no GP ainda é incerta. Talvez Simona só possa participar da corrida, sem fazer qualquer treino no circuito californiano.

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Sem vida fácil, Webber é mais rápido na sexta-feira em Spa

Depois de um longo pit stop, a Fórmula 1 retoma o campeonato em Spa-Francorchamps. A parada não alterou muito o cenário que encerrou, digamos, o primeiro tempo da competição. Red Bull na frente com Mark Webber liderando o dia, com 1min50s321. McLaren mostrou força com Jenson Button em terceiro e Lewis Hamilton em quarto. Fernando Alonso, mais uma vez, tirou leite de pedra e terminou a sexta-feira no cangote (0s140) do australiano da Red Bull. Sebastian Vettel pouco se importou com os primeiros livres, como usual, e ficou apenas em décimo.

(Formula 1 Website)

Num típico dia em Spa (chove, param, chove, para...), as McLaren não me surpreenderam. A escuderia capaz de terminar de vez com a supremacia da Red Bull de Vettel andou bem e vai dar trabalho na corrida belga. A Ferrari também foi bem com Alonso em segundo e Massa em quinto. Mas não vejo no time vermelho a potencialidade que tem os carros prateados dos ingleses. Os carros de Maranello podem vencer uma aqui, outra ali, mas é a McLaren que mostra força para enfrentar os touros vermelhos.

A grande expectativa do dia girou em torno de Bruno Senna. O brasileiro, que fará sua estreia pelo time Lotus Renault, não se encontrou no primeiro livre; quer dizer, ele encontrou a barreira de pneus na La Source, danificando a traseira do carro.

(Formula 1 Website)

Ao contrário da sessão da manhã, Bruno foi melhor no treino da tarde, principalmente numa comparação com seu companheiro de equipe, Vitaly Petrov – o russo ficou em último. O brasileiro do carro número 9 ficou com a 17ª posição, a 0s7 de Rubens Barrichello, que continua com os velhos problemas na Williams. Rubinho terminou o dia em 16º.

A graça do dia aconteceu no primeiro livre. Na sessão, Michael Schumacher ficou com o melhor tempo. Logo que bateu o cinto, o alemão encarou os holofotes no GP em que celebra 20 anos de Fórmula 1. Aliás, a data merece uma comemoração especial: a começar pelo capacete de Schumi. Confira o layout do casco folheado a ouro 21 quilates do alemão para esta corrida.

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O melhor tempo de Schumacher foi feito, também, com uma velha aliada do heptacampeão: com sorte, ele e Nico Rosberg ficaram no topo do primeiro livre. Eles fizeram os tempos antes da chuva ensopar a pista. Mas os tempos do Mercedes caíram já no segundo livre – Schumacher foi o 11º, enquanto que Rosberg foi o sexto, uma posição à frente de Sérgio Pérez, da Sauber.

Um último detalhe: os olhos mais atentos perceberam que a Lotus mostrou um nome diferente em seus carros. Na carenagem do carro verde e amarelo, não está escrito Lotus; o nome pintado ali é Loftus, que faz alusão ao estádio do Queens Park Rangers – recentemente, Tony Fernandes comprou de Bernie Ecclestone e Flavio Briatore o time de futebol da Inglaterra.

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Bruno Senna e Lotus Renault

Havia uma grande expectativa em relação aos bastidores do Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1. Muitas entrevistas, muitas fotos registrando o momento histórico de Michael Schumacher, que completa 20 anos de F1. Por outro lado, a imprensa brasileira estava mais interessada em outro assunto: o caso Bruno Senna e Lotus Renault.

Depois que Eddie Jordan contou para todo mundo que o sobrinho do tricampeão Ayrton Senna assumiria o lugar de Nick Heidfeld na equipe preta e dourada, Bruno falou pela primeira vez sobre o assunto já em Spa-Francorchamps.

Com a sucessão de acontecimentos desde segunda-feira unidos a alguns poucos pontos que ainda não foram totalmente esclarecidos pinto o cenário; pelo menos até o momento.

Bruno Senna será o substituto do alemão Heidfeld. O brasileiro ocupará o cockpit número 9 da Lotus Renault nesse fim de semana em Spa (Bélgica) e em Monza, na Itália, sendo companheiro do russo Vitaly Petrov. Apesar de o site oficial do time ter deixado escapar que Bruno ficaria como titular até o final dessa temporada, a equipe e o piloto trataram de desmentir tal fato na chegada à Bélgica.

O empecilho é que há uma cláusula no contrato de Nick que, provavelmente, só autoriza a escuderia a substituí-lo por no máximo dois Grandes Prêmios. Essa é a única explicação razoável pelo anúncio de Bruno no time por apenas duas corridas. De olho em tudo que acontecia, Nick Heidfeld foi visto andando pra cima e para baixo no paddock em Spa nessa quinta-feira.

Tanto Bruno quanto a equipe queriam anunciar logo o acordo até o final do campeonato, mas questões jurídicas impediram que o anúncio fosse feito dessa forma hoje em Spa. Se o time anunciasse Bruno até o final de 2011, isso significaria que ele teria efetivamente substituído Nick Heidfeld. Consequentemente, isso configuraria que a escuderia teria quebrado o contrato com o alemão. Corre nos bastidores que a multa rescisória seria algo em torno de US$ 4 milhões. A definição deve ocorrer logo depois do GP em Monza.

Acho que Bruno Senna ficará como titular na equipe até a última prova, em Interlagos. Essa questão financeira com Heidfeld será acertada e ele poderá seguir seu caminho – aposentadoria? Acho que não; talvez um lugarzinho no DTM, quem sabe? Afinal, esse é o caminho que Schumacher deve seguir quando finalmente (não se sabe quando) se aposentar da F1; pelo menos é esse o sonho de Norbert Haug, chefe da Mercedes.

Será a chance de ouro para Bruno retomar sua carreira na F1. Já escrevi aqui antes que o futuro (não digo a curto prazo, mas refiro-me ao ano que vem) de Senna não será nada fácil. A equipe ainda aguarda a completa recuperação de Robert Kubica, primeiro piloto da escuderia que se acidentou semanas antes do início dessa temporada. Caso o polonês não retorne às pistas da Fórmula 1 em 2012, Bruno ainda terá de duelar com o piloto que, veladamente, é o preferido da cúpula do time: Romain Grosjean. O francês, que assim como Bruno já participou de algumas provas na categoria, é o líder da GP2 e pode abocanhar o título já em Spa. Independentemente desses obstáculos, Bruno mostrou confiança em seu primeiro depoimento como piloto titular da Lotus Renault, que ficou à disposição dos internautas no site oficial da escuderia.


Por isso, acho prudente adotar a política de ‘uma coisa de cada vez’. Agora titular de uma equipe média, Bruno deve mostrar seu talento nessas duas corridas, que podem ser oito, conforme mencionei acima. Depois, é tratar para se manter na F1. Ou na Lotus Renault ou, caso faça boas provas, em outra equipe média. Acho que o momento ainda não é buscar um cockpit de carro de ponta. Se tudo der certo, quem sabe daqui a dois ou três anos?

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O último pódio

Quem acompanha o COCKPIT pelo Twitter (@cockpitJB), sabe que já mencionei algumas dezenas de vezes que esse ano é especial para o automobilismo brasileiro. Em 2011, o Brasil celebra os 20 anos do tricampeonato de Ayrton Senna e os 30 anos do primeiro título mundial de Nélson Piquet na Fórmula 1.

Historicamente, o campeonato de 1981 foi marcante para o Brasil. Afinal, Piquet foi o primeiro brasileiro depois de Emerson Fittipaldi a conquistar um mundial de F1. Foi com ele que acreditamos que seria possível continuar a vencer e a ganhar títulos na F1. Preparem-se, pois é hora de abrir o baú.

Nessa semana, comentei o Grande Prêmio da Bélgica de 1991. Naquela corrida, o então jovem Michael Schumacher debutava na Fórmula 1. Mas a corrida em Spa-Francorchamps entrou para a história da categoria também por outro motivo. E, para nós, brasileiros, muito mais nobre: há 20 anos, o mundo assistia ao último pódio de Nélson Piquet na F1.


A corrida belga começou com uma grande surpresa. A Jordan, que fazia sua estreia naquela temporada, andou forte com Andrea de Césaris. O rendimento do carro número 33 provocou sonhos em Eddie naquela tarde. Mas o talento do italiano tratou de acordar o patrão irlandês: a três voltas do fim, De Césaris estourou o motor e abandonou o GP quando estava na segunda colocação. Não chegar ao final de corrida foi fato costumeiro para quem ainda carrega o ‘brilho’ de ter destruído 16 McLaren em 14 GPs em 1981.

Na corrida, a Williams, que pintava como o grande carro daquele início de década, não conseguiu acompanhar o ritmo das McLaren e das Benetton. Em dado momento, Nélson liderou o GP. Porém, a supremacia das McLaren era maior e a dupla de Ron Dennis, liderada por Ayrton Senna, disparou na ponta.


A terceira colocação de Piquet em Spa-Francorchamps foi acompanhada do ótimo quarto lugar de seu companheiro de escuderia, Roberto Moreno. Apesar de ter ficado de fora do pódio, Moreno cravou a melhor volta da prova (1min55s161).

Para o brasileiro da Benetton número 19, a alegria durou pouco. Depois de menos de um ano na equipe italiana, Roberto foi dispensado pelo chefe do time, Flávio Briatore, que contratou o então jovem alemão Michael Schumacher para dividir os boxes da escuderia com o tricampeão Nélson Piquet nas últimas seis corridas daquela temporada.


Os anos passam e a falta de cuidado com os fatos pode provocar mutações que deformam a verdade. Algumas pessoas ainda pensam que foi Schumacher o responsável pela aposentadoria de Piquet na Fórmula 1. Nada disso! Pessoas ligadas ao tricampeão ainda hoje lembram que, durante a celebração de seu 200º GP em Monza, que coincidiu com a estreia de Schumacher na Benetton, o brasileiro já teria dado sinais de que estava ‘sem saco’ para a categoria.

Para os curiosos, vamos aos números das corridas em que Piquet e Schumacher eram companheiros de equipe. Antes de iniciar a apresentação desses dados, lembro que a pontuação da época beneficiava apenas os seis primeiros colocados em cada GP. Em Monza, o alemão completou sua primeira corrida na F1 e fez dois pontos com o quinto lugar, logo à frente de Piquet, que acumulou mais um pontinho em sua carreira. No Estoril (Portugal), Nélson terminou em quinto e Schumacher em sexto. Na corrida seguinte, na Espanha, o alemão completou as 65 voltas em Jerez na sexta posição e Piquet foi o décimo. Na penúltima prova de 1991, em Suzuka (que coroou o tricampeonato de Ayrton Senna), Piquet chegou em sétimo e Schumacher em 14º. O alemão também não foi bem em Adelaide, na Austrália, quando ficou na 22ª posição da classificação final do GP. Em sua última corrida na F1, Piquet terminou em quarto lugar.

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Resultado na pista é mantido na Indy

Depois de toda polêmica que envolveu a vitória de Ryan Hunter-Reay no Grande Prêmio de New Hampshire de Fórmula Indy, os cartolas decidiram manter o resultado conquistado na pista; quer dizer, a classificação final do GP definida pelo diretor de prova, Brian Barnhart, que protagonizou uma das maiores lambanças já vistas no automobilismo.

As equipes Newman/Hass e da Ganassi se sentiram prejudicadas e recorreram ao tapetão para reverter o resultado na pista. A polêmica começou nos primeiros pingos de chuva no asfalto do oval. Com a estiada, a direção de prova ordenou a relargada, mesmo com a pista molhada. E não deu outra: Danica Patrick não segurou seu Andretti e escorregou, decretando fim à corrida de alguns competidores; um desses pilotos era Will Power, atual vice-líder da competição.

Confusão armada na pista, a direção de prova desconsiderou a relargada e determinou que o resultado do GP seria a classificação dos pilotos na pista na volta anterior à batida da piloto norte-americana. A polêmica surge porque essa decisão teria de dar a vitória para Oriol Servià, deixando a segunda colocação com Scott Dixon, já que o espanhol e o neozelandês já tinham ultrapassado Hunter-Reay, que estava em terceiro lugar.

É notória a influência de Michael Andretti (dono do time) dentro e fora das pistas. Nas corridas, o filho de Mario não pode fazer muita coisa para modificar resultados a seu favor, mas fora...

O veredito veio de comissão formada por três dirigentes: Jeff Stoops, presidente do Clube de Automobilismo dos EUA, Rollie Helmling, ex-presidente desse Clube, e Jerry Gappens, vice-presidente do circuito de New Hampshire. O grupo entendeu que a decisão do diretor Brian Barnhart foi correta.

O erro foi ter autorizado a relargada com pista molhada. Se a prova tivesse terminado ali, realmente Ryan seria o vencedor. Porém, com a nova largada e o acidente protagonizado pela Danica, o espanhol e o neozelandês já estavam na frente do norte-americano. Para encerrar de vez essa história, o martelo foi batido em favor do piloto da Andretti. Assim, Ryan Hunter-Reay foi declarado definitivamente o vencedor em New Hampshire. O triunfo do norte-americano da Andretti foi seu primeiro em circuitos ovais e o segundo do time em 2011.

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Vitória brasileira cada vez mais próxima na Truck Series

Todos que acompanham o COCKPIT sabem que não faço uma grande cobertura (pelo menos até hoje) da Nascar. Deixo isso para meus colegas de profissão especializados na categoria norte-americana. Mas hoje abro espaço para a Truck Series, campeonato de picapes da Nascar. A classificação para a 16ª etapa, em Bristol, chamou atenção pelo excelente desempenho de Nelsinho Piquet, que vai largar na primeira fila, ao lado do pole-position Eliot Sadler. Nunca um piloto brasileiro havia conseguido largar na primeira fila em corridas das divisões da Nascar.

(Piquet Website / Rodrigo França-RF1)

Outro brasileiro na categoria, Miguel Paludo, estará no 16º lugar no grid. A posição não traduz o bom treino que teve. O piloto gaúcho, que foi papai com a chegada do pequeno Oliver nessa semana, andou na frente nos livres, mas não conseguiu repetir o bom desempenho de sua picape na classificação. Vale lembrar que Paludo vem de um excelente terceiro lugar na última etapa, em Michigan. Por isso, Miguel também briga pela vitória.

Já Nelsinho, que andou entre os primeiros em Michigan até bater na última volta, vai alinhar em segundo no rápido oval de meia milha (cerca de 800 metros) e buscar a primeira vitória brasileira na categoria. Piquet Jr, como é conhecido nos Estados Unidos, já tem um segundo lugar, conquistado em Nashville.

* Atualizado às 23h05min: A vitória em Bristol ficou com Harvick. Nelsinho Piquet terminou a corrida na oitava posição, enquanto que Miguel Paludo abandonou com problema no motor de sua picape.

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Missão nada impossível para Tom Cruise

Parecia ficção, mas não era. Sim, era ele! O astro holiudiano Tom Cruise no cockpit da Red Bull. O ator norte-americano acelerou o Fórmula 1 no autódromo de Willow Springs, em Rosamond (Califórnia). No circuito de 4.023 metros, o protagonista de Dias de Trovão (no filme de 1990, ele interpretou Cole Trickle, piloto da Nascar) completou 24 voltas e atingiu 292 km/h.

(Divulgação)

Antes que alguém comece a fazer piadinhas sobre Mark Webber, que poderia ser substituído pelo ator norte-americano de 49 anos, esclareço: a Red Bull, juntamente com seu ex-piloto David Coulthard, percorre o mundo fazendo apresentações promocionais com o Fórmula 1. Nessa oportunidade, que aconteceu no dia 15 de agosto (e só agora houve divulgação dessas informações) com as portas do circuito fechadas, Tom foi convidado a uma missão nada impossível: dividir o cockpit da Red Bull (com motor de 850 cv) durante um dia com o escocês.

O saldo foi positivo para Cole Trickle, digo, Tom Cruise: o norte-americano foi apenas quatro km/h mais lento do que Coulthard, que hoje compete no DTM. É claro que a marca dos dois é promocional. David não acelerou tudo que sabe e, na medida do possível, Cruise sentou a bota. O tempo das voltas é o que menos importa. O objetivo da Red Bull é promover o energético (cá entre nós, soube fazer isso muito bem dessa vez!) e o Grande Prêmio dos Estados Unidos, que retorna ao calendário em 2012, no circuito de Austin (Texas), que ainda não está pronto.

(Divulgação)

(Divulgação)

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Bruno Senna está de volta

A semana começou agitada na Fórmula 1. Ex-chefe de equipe da categoria, Eddie Jordan (esse aí do post de baixo sobre os 20 anos de Schumacher na F1) bateu o martelo nessa segunda-feira: o brasileiro Bruno Senna será o substituto de Nick Heidfeld na Lotus Renault já no Grande Prêmio da Bélgica.


Depois de participar dos primeiro livre na última etapa, Bruno Senna alimentava a vontade de retornar à categoria que viu seu tio levantar três mundiais. O sonho do sobrinho do tricampeão se torna realidade mais cedo do que ele esperava. O caminho de sua volta para a F1 foi encurtado porque o alemão Heidfeld se esforçou para ser demitido. Depois do terceiro lugar no GP da Malásia, o substituto do acidentado Robert Kubica acumulou fracassos e só pontuou na Turquia, Espanha, Mônaco, Valência e Inglaterra. O experiente alemão ocupa a oitava posição no mundial.

Nessa situação, Bruno Senna substituirá Heidfeld não só em Spa-Francorchamps, mas em todas as etapas restantes dessa temporada. Uma ótima oportunidade para mostrar seu valor e colocar um bom e grande ponto de interrogação na cabeça da equipe.

É claro que a notícia é boa, mas vamos manter os pés no chão. A entrada de Bruno em 2011 não significa qualquer garantia que ele estará no cockpit titular do time em 2012. Outro piloto de testes da escuderia, Romain Grosjean corre por fora e tem os doces olhares da cúpula da escuderia. Diretor da Lotus Renault, Eric Boullier confia no potencial do francês da GP2, que é líder da categoria em 2011.

Além da sombra da volta de Kubica em 2012, Bruno terá uma feroz concorrência pelo cockpit da Lotus Renault com Grosjean. Caso o polonês realmente volte à F1, a briga por uma vaga passará para o lado de Vitaly Petrov. O sobrinho de Ayrton e o francês da GP2 terão de disputar com o russo o cockpit do carro negro e dourado.

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Schumacher: 20 anos de F1

Depois de um longo inverno – verão para os europeus –, a Fórmula 1 começa a se preparar para o Grande Prêmio da Bélgica. Nesse ano, a corrida belga será especial para um piloto: Michael Schumacher celebra 20 anos de F1. Foi ali, em Spa-Francorchamps, que o heptacampeão fez sua estreia na categoria.


Pouca gente lembra, mas Schumacher substituiu o belga Bertrand Gachot, que havia sido preso depois de ser julgado e condenado por ter usado spray de pimenta contra o rosto de um motorista de táxi em Londres, durante uma briga de trânsito. Em 1991, Gachot era a grande aposta de Eddie Jordan. E o piloto correspondia às expectativas do patrão; tanto que o belga fez a melhor volta do GP da Hungria, duas semanas antes. Com Bertrand na prisão, Eddie correu para ocupar o segundo carro do time. Em uma semana, ele ‘achou’ Michael Schumacher.

O então jovem alemão deu as cartas logo na classificação. Schumacher colocou o estreante Jordan – o time de Eddie fez sua primeira temporada na F1 em 1991 – na sétima posição do grid em Spa.


Se na classificação ele foi muito bem, na corrida... Bem, o GP do alemão não durou muito, já que ele ficou sem embreagem na subida da Eau Rouge ainda na primeira volta. Mesmo tendo percorrido apenas alguns metros depois da largada, o jovem Schumacher despertou o interesse de muita gente na F1.


Flávio Briatore, chefão sem escrúpulos na Benetton, tratou de dispensar Roberto Moreno (companheiro de Nélson Piquet naquela temporada) e arrumar um contrato de cinco anos para o piloto alemão. A imagem degradante que tenho do ex-chefe de equipe não impede de reconhecer que ele tem uma grande visão. Depois disso, todo mundo sabe o que aconteceu com Michael Schumacher.

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Estreante Ricci vence segunda bateria e Serrinha é líder do Marcas

Empolgado pela vitória na primeira bateria da quarta etapa do campeonato brasileiro de Marcas, disputada no Velopark, Daniel Serra (Civic) voou baixo no circuito gaúcho e terminou na terceira colocação, atrás de Fabio Fogaça (Focus) e do vencedor Cláudio Ricci (Focus), que fez sua estreia na categoria nesse fim de semana. O pódio nessa corrida e a incrível vitória na primeira bateria de Serrinha valeram a liderança da competição.

(Vanderley Soares)

Logo na largada, Fogaça, que é piloto da Officer ProGP, de Duda Pamplona, pulou para ponta. Boa largada, também, de Allam Khodair, que na primeira curva já ocupava a terceira posição.

A disputa no pelotão intermediário foi sensacional. Thiago Camilo, Atila Abreu, Thiago Marques, Alceu Feldmann, Valdeno Brito, Daniel Serra e Felipe Maluhy se revezavam em posições e deram show na pista do Velopark.


Atila Abreu, inclusive, fez grande prova. Depois de largar em 15º, o piloto de Sorocaba ganhou posições e não demorou muito para estar no Top10. Quem também fez grande prova foi Maluhy. Depois de uma quebra na primeira bateria, Felipe acelerou e saiu da última fila para terminar em nono.

Boa corrida também de Valdeno Brito, que largou na última fila e terminou em décimo. Apesar disso, a pontuação do piloto paraibano não foi suficiente para manter Valdeno na liderança da competição.

Enquanto isso, o estreante Cláudio Ricci ultrapassou Fábio Fogaça e ditou o ritmo da corrida. Enquanto o pessoal disputava as posições intermediárias, os dois Focus abriam boa vantagem na frente.


(Vanderley Soares)

A prova começou a tomar formato quando Serrinha conseguiu deixar Khodair para trás. O japonês voador vendeu o terceiro lugar por um preço caríssimo, já que Daniel custou a ultrapassar o piloto do carro número 18. Não me recordo, mas esta talvez tenha sido a melhor estreia de Khodair em uma categoria. Se estiver errado, alguém levanta a mão.

A partir daí, Serrinha partiu para cima de Fogaça. Apesar da pressão, o piloto do carro número 72 conseguiu suportar a enorme pressão de Serra e recebeu a bandeira quadriculada na segunda posição.

A vitória de Ricci foi a sua primeira na categoria e a primeira da Ford nessa temporada. Depois de um domínio avassalador do Astra nas seis primeiras corridas, o carro da Chevrolet não venceu no Velopark – vitórias do Civic de Serrinha e do Focus de Ricci. E não foi só isso: dobradinha da Honda na primeira prova e dobradinha da Ford na segunda bateria. O Astra mais bem classificado nessa corrida foi de Thiago Marques, que terminou em quinto.

(Dudu Leal)

Com os resultados na pista gaúcha, Daniel Serra assume a liderança do Marcas com 109 pontos. Serrinha é seguido de perto por Valdeno Brito, que tem 106 pts. Thiago Marques vem em terceiro com 102, um ponto a mais do que Thiago Camilo, que é o quarto colocado na tabela. Alceu Feldmann fecha o Top5 com 77 pontos. Estes são os pilotos que estarão com lastro na próxima etapa, dia 25 de setembro, em Brasília.

Confira o resultado da oitava corrida:
1. Claudio Ricci (Focus): 28 voltas em 30min26s703
2. Fabio Fogaça (Focus): 1s013
3. Daniel Serra (Civic): 1s436
4. Allam Khodair (Civic): 2s891
5. Thiago Marques (Astra): 4s244
6. Alceu Feldmann (Civic): 6s530
7. Átila Abreu (Astra): 10s925
8. Thiago Camilo (Astra): 11s487
9. Felipe Maluhy (Focus): 11s753
10. Valdeno Brito (Astra): 12s140
11. Gustavo Martins (Focus): 21s037
12. William Freire (Corolla): 21s198
13. Fabio Carbone (Civic): 35s094
14. Pierre Ventura (Civic): 50s313
15. Rodrigo Miguel (Corolla): 50s465

Abandonaram:
16. Raphael Abbate (Corolla)
17. Galid Osman (Astra)
18. Carlos Eduardo Padovan (Civic)
19. Denis Navarro (Corolla)
20. Matheus Stumpf (Astra)

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Por 25 centímetros de um Civic

Essa foi a diferença que Daniel Serra (Civic) colocou sobre o estreante Allam Khodair (também de Civic) para vencer a primeira bateria da quarta etapa do campeonato brasileiro de Marcas, disputada no Velopark. Serrinha passou o japonês voador nos últimos metros e venceu por míseros 0s002. Visualmente, menos de meio Civic! Isso é algo como 25 centímetros do Civic!

(Duda Bairros)

Daniel Serra quebrou a hegemonia no Astra na temporada. Até a primeira corrida no Velopark, o Astra tinha vencido todas as seis provas de 2011 – quatro triunfos de Valdeno Brito e dois de Thiago Camilo. Na classificação, Serrinha cravou a pole-position. O piloto do carro número 29 também foi o primeiro a desbancar Valdeno, que havia conquistado todas as poles das classificações dessa temporada.

(Duda Bairros)

Logo no início da primeira bateria, Valdeno pulou na ponta em excelente largada, deixando Serrinha e Atila Abreu para trás. O estreante Allam Khodair também fez ótima largada. Por falar em estreia, Felipe Maluhy vinha fazendo boa corrida até quebrar a sustentação da roda. O piloto da Officer ProGP, que fazia sua primeira corrida na categoria, abandonou antes mesmo da metade da prova.

Lá na frente, Valdeno perdeu rendimento nas voltas finais e foi obrigado a ir aos boxes, deixando a liderança para Khodair. O líder do campeonato abandonou a corrida. Naquele momento da prova, Thiago Marques ainda sonhava com a ponta, já que estava em terceiro e a menos de um segundo do líder. Porém, mais algumas voltas, e Marques não conseguiu acompanhar o ritmo de Khodair e Serrinha.

Os dois Civic se distanciavam a cada volta. Na última curva, Serrinha pressionou e deu certo. Vitória magnífica de Daniel. A primeira dele no Marcas. Destaco, também, a excelente corrida do japonês voador. Depois de um acidente no treino de sábado, o Civic de Khodair ficou afetado e não rendeu o que o piloto gostaria. Ainda assim, Allam conquistou um ótimo segundo lugar.

(Duda Bairros)

Pelo regulamento, o pole da segunda bateria é Claudio Ricci, que terminou a primeira bateria em oitavo. Thiago Camilo, que fez excelente corrida de recuperação (caiu para último na primeira volta), recebeu a quadriculada num incrível sexto lugar.

Atila Abreu não teve sorte. O piloto do carro número 51 recebeu uma pancada por trás de Aluizio Coelho e abandonou a bateria. O piloto do carro número 66 foi penalizado com um drive-through e terminou em 12º lugar.

(Duda Bairros)

Confira o resultado da sétima prova:
1. Daniel Serra (Civic): 28 voltas em 29min55s959
2. Allam Khodair (Civic): 0s002
3. Thiago Marques (Astra): 0s562
4. William Freire (Corolla): 1s107
5. Fabio Carbone (Civic): 1s713
6. Thiago Camilo (Astra): 3s080
7. Fabio Fogaça (Focus): 3s740
8. Claudio Ricci (Focus): 4s195
9. Alceu Feldmann (Civic): 4s828
10. Denis Navarro (Corolla): 5s160
11. Raphael Abbate (Corolla): 20s057
12. Aluizio Coelho (Astra): 31s386
13. Carlos Eduardo Padovan (Civic): 1 volta

Abandonaram:
14. Wilson Pinheiro (Civic)
15. Átila Abreu (Astra)
16. Rodrigo Miguel (Corolla)
17. Gustavo Martins (Focus)
18. Galid Osman (Astra)
19. Valdeno Brito (Astra)
20. Felipe Maluhy (Focus)

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Casamento longe do fim

Ainda faltam alguns dias para o Grande Prêmio de Sonoma de Fórmula Indy, mas a rádio paddock já começou a funcionar. É um tal de soltar que fulano vai para tal equipe, beltrano analisa propostas... Pois bem! Informo que Helio Castroneves permanecerá na Penske no ano que vem. Conversei com o amigo e jornalista Américo Teixeira Jr, que me falou que a renovação do contrato ainda não foi assinada, mas que piloto e equipe querem continuar juntos em 2012. E se os dois querem, o casamento continua!


Nos últimos anos, a luta pelo título tem ficado limitada a duas equipes. Na Ganassi, não há cheiro de mudanças. Acredito que a dupla formada por Dario Franchitti e Scott Dixon será mantida para a próxima temporada. Primeiro porque não há motivo para saída do escocês (atual campeão e que ruma para uma nova conquista em 2011). Apesar de não acreditar, se o neozelandês sair, é possível que Chip pegue algum novato ou promova um de seus pilotos do time B – Graham Rahal ou Charlie Kimball. Por isso, a melhor opção para Helinho é realmente continuar na Penske.

É notório que os resultados de Castroneves em 2011 não entraram em sintonia e ficaram abaixo de sua qualidade técnica – o piloto brasileiro não é tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis à toa. Mas a fraca temporada criou uma verruga na carreira de Helinho que se chama Will Power. A competitividade do australiano nas últimas duas temporadas (ele foi vice em 2010 e luta pelo título em 2011), de certa forma, ofuscou o brilho de Helinho.

Por outro lado, o talento de Castroneves em guiar carros de corridas é inquestionável. Para quem acompanha o COCKPIT há mais tempo, lembra que escrevi aqui na última semana do ano passado que Helio Castroneves foi, a meu ver, o melhor piloto brasileiro em terras estrangeiras em 2010.

Não é novidade na vida de pilotos a passagem por fases ruins. Até mesmo os grandes campeões, como Emerson Fittipaldi e Nélson Piquet, já vivenciaram isso. O tricampeão passou o pão que o diabo amassou para acertar a Lotus em 1988 e 1989. O insucesso não significou perda de talento. Tanto que no ano seguinte, seu primeiro ano na Benetton, terminou o mundial em terceiro lugar. Já o bicampeão, depois de sair da McLaren em 1975, colecionou resultados frustrados até sua aposentadoria na F1. Teria ele ‘desaprendido’ a guiar? A resposta veio a mais de 300 quilômetros por hora com a conquista do campeonato de Fórmula Indy e com as vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis.

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Alguém quebra hegemonia do Astra?

Tudo pronto para a quarta etapa do campeonato brasileiros de Marcas, que será disputada no autódromo Velopark (Nova Santa Rita, RS). Depois de três rodadas duplas da competição, o Astra é o carro a ser superado; o carro da Chevrolet venceu todas as seis provas nessa temporada – quatro com Valdeno Brito e duas com Thiago Camilo.

(Bruno Turano / Duda Bairros)

Líder da competição, Valdeno quer manter a boa fase e repetir o desempenho avassalador do Rio de Janeiro, onde venceu as duas corridas da etapa. Thiago também busca um bom resultado no Marcas, já que não levou muitos pontos de Jacarepaguá. Depois de não conseguir largar para a segunda bateria da última etapa, Camilo ainda viu a liderança escorrer por entre seus dedos – ele é vice-líder e está a 17 pontos de Valdeno.

Além dos dois competidores, o domínio do Astra também anima Atila Abreu, que estreou com o campeonato em andamento e já marcou um bom resultado: segunda colocação na bateria 2 em Jacarepaguá, na última etapa. Vale ficar de olho no piloto de Sorocaba que, pela Stock Car, venceu no Velopark nesse ano e terminou a prova do ano passado na segunda posição.

(Luca Bassani)

Também de Astra, Thiago Marques está de olho na vitória. Em terceiro na competição, Marques precisa da vitória para encostar em Valdeno e Camilo. O pódio na primeira bateria do Rio de Janeiro animou o piloto do carro número 1.

Melhor da turma que não compete com Astra, Daniel Serra está em quarto no campeonato. O Civic de Serrinha se mostrou competitivo na última etapa – o piloto subiu no pódio em Jacarepaguá –, apagando o péssimo resultado em Interlagos.


E será que a vitória ficará somente entre esses pilotos? Não aposto nisso. O grid tem bons nomes, como Denis Navarro, que quase venceu em Interlagos – o Corolla do piloto liderava até a penúltima volta quando teve uma quebra no semieixo –, Fábio Fogaça (que abandonou a etapa do Rio por conta de um incêndio em seu carro), Juliano Moro, Galid Osman e Fábio Carbone, que poderão brigar pelo lugar mais alto do pódio. Incluo, também, Allam Khodair. Sim, o japonês voador irá fazer sua estreia na categoria. E o bom senso diz que ele não pode ser descartado como candidato à vitória.

(Bruno Terena)

A vantagem deles é que não estarão com o lastro de sucesso no fim de semana. O lastro é colocado nos carros dos cinco primeiros na tabela de classificação por ordem de peso. Assim, Valdeno estará no Velopark com 50 quilos, Thiago Camilo com 40 kg, Thiago Marques com 30, Serrinha com 20 e Alceu Feldman com dez.

Apesar de curta e travada, a pista do Velopark tem duas longas retas que poderá frustrar os planos de quem estiver competindo com peso extra. Com lastro, a retomada dos carros será pouco mais lenta e poderá deixar a sensação de que estão pregados no chão. Nem mesmo os 300 cv do motor Berta de quatro cilindros poderão ignorar o lastro no circuito gaúcho. Por isso, a posição no grid será fundamental para o que cada piloto almeja na primeira bateria; já para a segunda prova, tudo pode ficar mais embaralhado porque a competição adota o sistema de grid invertido (das oito posições).

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“É um suicídio!”

Os dois pilotos acidentados durante a etapa de São Paulo do Trofeo Linea já tiveram alta do hospital e repousam em casa. Visualmente, a capotagem de Ulisses Silva impressionou mais do que a batida de José Vitte. Mas as consequências dos acidentes foram diferentes para os dois competidores.

Apesar do grande susto, Ulisses Silva não sofreu sequer um arranhão depois de capotar com seu Linea e parar sobre a barreira de pneus. Certamente o carro irá virar lixo, já que há grande chance de perda total. Felizmente, o piloto deverá estar 100% de saúde para disputar a próxima rodada dupla da categoria do Racing festival, que ano que vem passará a se chamar Fórmula Fiat.

(Reprodução TV)

Já José Vitte não teve tanta sorte assim. O piloto do carro número 90 escapou na saída da chicane da Curva do Café – aquela que construíram às pressas e foi rejeitada pelos pilotos no fim de semana do brasileiro de Marcas e refeita para a Corrida do Milhão da Stock Car. Oficialmente, a nova chicane é paliativa, já que há estudo (será mesmo?) para criação de área de escape. Para isso, será preciso tirar o muro, recuar ou destruir a arquibancada... Será mesmo?

Segundo palavras do próprio Vitte, “o carro parecia um míssel rumo ao muro”. O piloto fez críticas duras ao trecho, construído para evitar acidentes, como os que vitimaram Rafael Sperafico (2007) e Gustavo Sondermann (2011). Vitte disse: “É um suicídio. Qualquer traseirada lança o carro contra o muro. É um negócio maluco, porque a gente faz um voo cego para chegar ali, já que aquele trecho é em subida e sem visibilidade. A segunda perna tem um caroço que faz o carro decolar. Aquele negócio foi muito mal projetado, essa é a verdade”.

Volto a destacar, aqui, a eficiência na segurança nos carros do Trofeo Linea. Juntamente com o protetor cervical, a estrutura do carro salvou a vida do piloto do carro 90. Não fosse isso, Vitte poderia ter aumentado a tenebrosa estatística da temida curva.

Nesse acidente, que aconteceu na primeira bateria em Interlagos, Vitte fraturou duas costelas e a clavícula e escápula direitas. Liberado do hospital nessa quarta-feira, o piloto fará sua recuperação em casa. A previsão é que ele volte a guiar em entre 60 e 90 dias. Por isso, a presença dele na última etapa – dia 30 de outubro (Velopark) – não está confirmada. Confiram o acidente, que acontece pouco depois do quinto minuto do vídeo abaixo. Em tempo: nada tenho a ver com a torcida pelo André Bragantini que vaza no áudio desse vídeo.


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Muitas felicidades, muitos anos de vida, Nelsão!

Este 17 de agosto de 2011 não pode passar em branco. Hoje, o tricampeão mundial de Fórmula 1 Nélson Piquet sopra 59 velinhas. Duas vezes campeão com a Brabham e uma pela Williams, Nélson correu, também, pela Lotus e pela Benetton na F1. Em 13 temporadas completas, o brasileiro colecionou 24 pole-positions, 23 melhores voltas e 23 vitórias.


Não vou começar a escrever sobre o talento do tricampeão porque este post corre o risco de ter centenas, milhares de linhas. Isso se eu for breve! Por isso, o COCKPIT deseja saúde e vida longa a esse que foi um dos melhores pilotos da história da F1. Ótimo para quem coleciona algumas décadas de vida e pôde vê-lo competir. Para quem não teve essa sorte, há inúmeros vídeos no YouTube e sites que registram a carreira do ex-piloto brasileiro.


Para encurtar este post de aniversário, lembro que uma das marcas visuais de Piquet é seu capacete, na cor branca com gotas vermelhas. Mas nem sempre foi assim. Aliás, no início da carreira, Nélson se inscrevia nas competições com a grafia K no nome Piquet para despistar seu pai, que não se sentia confortável com a ideia de o filho ganhar a vida no automobilismo.

Quando começou a competir, o capacete de Nélson tinha gota preta e frisos na cor laranja. Em sua biografia – Eu me lembro muito bem, primeira edição, 1999, editora Dórea Books and Art –, Piquet conta um pouco da história de seu capacete: “A gota vermelha, que até hoje e cada vez mais é minha marca, na verdade nasceu laranja e bem mais fininha. A sua moldura, que serpenteia o capacete, hoje também é vermelha com frisos pretos, veio ao mundo preta com frisos laranja. A primeira coisa foi transformar o laranja em vermelho. Um dia fui comprar tinta em spray e a cor laranja estava em falta. Eu, impaciente, levei a vermelha mesmo. Depois, na F3 Inglesa, na Europa, fui pintar o capacete uma noite e, entre cansaço e distração, troquei o preto pelo vermelho na moldura. Por sorte, daí em diante passei a recorrer ao Sid Mosca. Não consigo imaginar o que teria acontecido e a quantas andaria minha decoração se tivesse continuado, eu mesmo, a cuidar dessa parte”.


Na F1, Piquet sempre usou as mesmas cores em seu capacete, exceto nos anos em que foi piloto da Lotus. Em 1988 e 1989, Nélson deixou as duas gotas duas laterais ficarem amarelas por conta do patrocinador (Camel).


Hoje, aposentado e ainda apaixonado pelo automobilismo, Nelsão vê sua marca se eternizar nos capacetes de seus filhos Geraldo (Fórmula Truck), Nelsinho (Truck Series) e Pedro (Kart) e de seu sobrinho Rodrigo (Kart).

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Lambança vai parar no tapetão

A Indy Car anunciou que acatou o protesto da Newman/Hass e da Ganassi, que se sentiram prejudicadas após toda lambança no Grande Prêmio de New Hampshire de Fórmula Indy. E para por aí. Na prática, a vitória continua com Ryan Hunter-Reay, da Andretti. O veredicto só sairá no dia 24 desse mês. Até lá, o troféu fica na casa do norte-americano.

As duas equipes que bateram o pé contestam a decisão da direção de prova, que voltou atrás na relargada na volta 217, momento em que Danica Patrick escorregou e pôs fim à corrida de alguns competidores, dentre eles Will Power. Lembro que a direção de prova autorizou o reinício da competição com o asfalto molhado; e todos sabem que a Indy não corre em oval que tenha sequer uma gota de chuva na pista.

A lambança maior é que os comissários disseram que o resultado seria o da volta anterior à batida da norte-americana. Seguindo isso, o vencedor deveria ter sido Oriol Servià, com Scott Dixon na segunda colocação – ambos já tinham ultrapassado Ryan. Sinceramente não sei se o resultado será alterado. Deveria, mas realmente não sei. A equipe em questão é a Andretti e Michael tem muita influência por trás das pistas.

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De carona com o líder da F-Futuro

Fim de semana teve Racing Festival. O COCKPIT sempre reserva um espaço para falar sobre as promessas do automobilismo brasileiro que disputam a categoria de monopostos do evento. Líder da Fórmula Futuro, o jovem Jonathan Louis venceu a segunda bateria na pista paulista. A câmera onboard, disponível no vídeo abaixo, foi gravada durante a corrida de domingo em Interlagos. Dá para ver como é contornar a nova chicane na Curva do Café; mas bacana mesmo é ver a vibração do piloto ao cruzar a linha de chegada na primeira posição. Confiram:


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Grid raquítico

Fim de semana também teve Fórmula 3 Sul-americana. Na rodada tripla, disputada no autódromo de Caruaru, Fabiano Machado ratificou seu favoritismo ao título da categoria. O piloto paulista conquistou duas vitórias em três provas – a outra ficou com o mineiro Fernando Kid, que subiu da Light nesta temporada e venceu pela primeira vez na principal. Nada mal para Fabiano, que depois de 12 baterias em 2011 abre 82 pontos de vantagem sobre o vice-líder, Ronaldo Freitas. Fabiano Machado caminha a passos largos para título. Agora, o piloto coleciona 11 vitórias em 23 corridas na F3.

(Divulgação)

Nada mal para Fabiano Machado, mas para a categoria... Uma lástima ver que o grid da F3 Sudam continua raquítico. A categoria principal da F3 reúne quatro pilotos. Isso mesmo! Quatro! O grid é pouco maior – não chega a dez carros – porque os pilotos que disputam a Light competem na mesma bateria. Incluo, aí, os convidados a cada etapa. Esta foi uma forma de a organização inflar um pouco mais o magro grid. Nesta, o pernambucano Beto Monteiro foi convidado a guiar um carro da Fórmula 3 após 14 anos de sua última corrida na categoria (no caso, F3 Italiana).

Está mais do que na hora de os responsáveis pela organização se mexerem. Caso nada seja feito, em poucos anos, a categoria abandonará as pistas e só será encontrada no Wikipédia. A F3 grita por atenção. O estímulo pela redução de custos por temporada, tanto para times quanto para pilotos, seria o vital oxigênio para a mais famosa categoria sul-americana de monopostos. É claro que somente essa ação não seria suficiente. Mas tenho uma certeza: quem comanda o automobilismo sabe muito bem o que fazer para não deixar a F3 morrer. Porém há diferença entre saber o que fazer e agir efetivamente.

Voltando às pistas, abro parêntese para informar que Leonardo de Souza voltou a competir depois do infeliz incidente na última etapa, em Jacarepaguá (RJ) – ocasião em que seu capacete e hans foram furtados dos boxes de sua equipe. Apesar do problema, Souza subiu ao pódio em duas das três baterias. Fecho parêntese.

A maior ausência na rodada tripla foi de Guilherme Silva. O piloto, que já venceu em 2011, não foi a Caruaru porque optou em competir na Fórmula Futuro, em Interlagos. Provavelmente mais um indício do descrédito da F3. Uma pena!

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Motores mais potentes para Trofeo Linea em 2012

Durante o fim de semana do Trofeo Linea, categoria de carros de turismo do Racing Festival, Felipe Massa anunciou algumas mudanças para 2012. A principal é a troca de nome: a partir da próxima temporada, o evento, que reúne corridas de carros de turismo, monopostos e motos, passa a se chamar Fórmula Fiat.

Outra boa mudança é na potência dos propulsores. A partir do ano que vem, os motores Fiat Powertrain terão 260 cv – os atuais 215 cv serão aposentados ao final deste campeonato. De acordo com Massa, que testou os propulsores, o aumento na potência significará que os Linea serão cerca de três segundos mais rápidos.

(Carsten Horst)

O desenvolvimento dos motores de 2012 começará em outubro e ficarão prontos até fevereiro. A entrega dos propulsores para os times está prevista para março (um mês antes do início da temporada). Antes disso, os pilotos da categoria poderão avaliar extraoficialmente (leia-se em treino) os 260 cv de potência já na próxima etapa, em Curitiba.

Outro ponto que deve ser analisado é a elaboração do calendário. O Trofeo Linea é uma categoria que reúne grandes pilotos do automobilismo nacional e promove excelentes pegas durante suas etapas. Porém, o público do fim de semana em Interlagos não foi lá essas coisas. Certamente o Dia dos Pais afastou muita gente do autódromo de São Paulo.

No próximo ano, é bem provável que um circuito de rua seja incluído no calendário do Trofeo Linea. Segundo o piloto da Ferrari, que é padrinho do evento, a chance de as ruas de Vitória receberem a categoria e a Fórmula Futuro é grande.

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Grave acidente de piloto carioca marca Trofeo Linea

Gostaria de comentar aqui somente as vitórias de André Bragantini e Giuliano Losacco na quarta etapa do Trofeo Linea, categoria de carros de turismo do Racing Festival, que foi disputada em Interlagos. O grave acidente com o piloto carioca Ulisses Silva na segunda bateria da rodada dupla marcou o fim de semana na pista paulista. Depois de capotar algumas vezes, Ulisses foi atendido pela equipe médica, que constatou que tudo não passou de um enorme susto.

Logo depois da largada da segunda bateria, depois de contornar o S do Senna e acelerar na Reta Oposta, Ulisses tentou ganhar posições e foi espremido por Popó Bueno, que por sua vez foi espremido por Ricardo Sargo (piloto de 16 anos que fez sua estreia na categoria neste fim de semana). No toque com Popó, o carro de Ulisses saltou do chão e deu quatro giros no ar, caindo sobre a barreira de pneus. Confira o acidente no vídeo abaixo com a narração de Claudio Uchoa e os comentários do jornalista e amigo Rodrigo Mattar, do blog A Mil por Hora:



Dá para tirar uma boa lição do impressionante acidente de Ulisses. A segurança dos carros Linea está em dia com o compromisso de proteger os pilotos. Só não dou parabéns para a direção de prova, que optou por continuar a corrida sob bandeira amarela. Um acidente daquele porte na primeira volta... Uma bandeira vermelha seria a melhor opção. A decisão da direção de prova é questionável, mas não errada.

O fim de semana começou bem para André Bragantini. Depois de uma polêmica desclassificação, juntamente com seu companheiro de equipe, Allam Khodair, em Londrina, o paulista radicado em Curitiba conquistou a pole-position por incrível um milésimo de segundo, deixando Cacá Bueno na parte mais suja da pista na primeira fila.

Mas isso não foi suficiente para segurar o atual campeão. Cacá, que é líder dessa temporada, já aparecia na ponta no início da corrida. A vitória parecia certa. Mas na penúltima volta, o carro número zero começou a perder rendimento e entregou a vitória para Bragantini. Cacá terminou essa prova em nono e viu Popó Bueno (que protagonizou um sensacional duelo com Giuliano Losacco) e Allam Khodair fazerem a festa com André no pódio.

(Rafael Gagliano / Carsten Horst)

Vale, aqui, um registro para o forte acidente que José Vitte sofreu. O piloto perdeu o controle na chicane da Curva do Café e bateu de frente no muro. Há suspeita de fraturas nas costelas. O piloto foi diretamente encaminhado para o hospital.

Na segunda prova, depois do acidente de Ulisses, Fábio Carrera não conseguiu segurar a ponta por muito tempo. Giuliano Losacco viu a chance de vitória e não desperdiçou. Legal mesmo foi ver o pega entre Khodair e Cacá. Os dois pilotos fizeram meia volta em Interlagos praticamente lado a lado. Nessa briga, o japonês voador levou a melhor, mas algumas curvas depois Cacá conseguiu superá-lo.

Na frente deles, Christian Fittipaldi fazia boa corrida até receber um toque de Clemente Faria Jr. O incidente acabou com qualquer chance de pódio do ex-F1. Depois de cair para a oitava posição, Christian fez uma prova de recuperação e terminou em quinto.

(Duda Bairros)

Losacco, que venceu pela segunda vez no Trofeo Linea, fez a festa no pódio ao lado de Carrera e Cesinha Bonilha. Cacá terminou em quarto lugar, enquanto que Khodair recebeu a quadriculada em sexto, com Christian Fittipaldi entre eles.

Esperava mais de Marcos Gomes. Apesar de ter feito sua estreia na rodada anterior, o conhecimento que Marquinhos tem da pista de Interlagos poderia ser seu trunfo na etapa. Na verdade, a culpa não foi dele. Gomes, que estava na posição de honra na segunda corrida – terminou a primeira bateria em oitavo –, teve o motor quebrado na volta de apresentação. Fim de semana frustrante para Marquinhos. Mas estou certo de que ele ainda dará muito trabalho no Trofeo Linea.

(Duda Bairros)

Faltando duas rodadas para o término da competição, Cacá Bueno é líder com 90 pontos, seguido por Allam Khodair e Popó Bueno, ambos com 57. Com a vitória na segunda bateria, Losacco pulou para quarto lugar, com 49 pontos. Essa pontuação é feita em cima da vitória de Cacá na segunda bateria de Londrina. Porém, como a equipe de Khodair e Bragantini entrou com recursos para reaver os pontos, é provável que essa pontuação seja modificada até a próxima rodada do Trofeo Linea.

Na Fórmula Futuro, vitórias de Guilherme Salas e Jonathan Louis. O piloto paranaense, uma das melhores revelações brasileiras dos últimos tempos, é líder da categoria com 91 pontos, oito a mais do que Guilherme Silva. O carioca Luir Miranda está em terceiro com 74 pontos.

(Carsten Horst)

Confira o resultado da primeira bateria (sétima corrida de 2011) em Interlagos:
1. André Bragantini
2. Popó Bueno
3. Allam Khodair
4. Giuliano Losacco
5. Christian Fittipaldi
6. Fábio Carreira
7. Clemente Faria Jr
8. Marcos Gomes
9. Cacá Bueno
10. Fernando Nienkotter
11. Ulisses Silva
12. Ricardo Sargo
13. Rogério Motta
14. Luciano Kubrusly
15. Cesinha Bonilha
16. Rogério Castro
17. Jacomo Sanzone
Não completaram:
18. Betinho Sartorio
19. Leonardo Nienkotter
20. José Vitte


O resultado da segunda bateria em Interlagos:
1. Giuliano Losacco
2. Fábio Carreira
3. Cesinha Bonilha
4. Cacá Bueno
5. Christian Fittipaldi
6. Allam Khodair
7. André Bragantini
8. Popó Bueno
9. Betinho Sartorio
10. Ricardo Sargo
11. Luciano Kubrusly
12. Leonardo Nienkotter
13. Rogério Motta
14. Rogério Castro
15. Clemente Faria Jr
16. Jacomo Sanzone
Não completaram:
17. Fernando Nienkotter
18. Ulisses Silva
19. José Vitte
20. Marcos Gomes

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Lambança da direção de prova na Indy

A etapa de New Hampshire da Fórmula Indy pareceu ter ficado sem final. Quando faltavam 18 voltas para a quadriculada, a chuva resolveu aparecer. Melhor para Ryan Hunter-Reay, que conquistou sua primeira vitória em oval (quinta na carreira) na categoria. Esta foi a segunda vitória da equipe Andretti na temporada. Mas a alegria do time de Michael ficou em segundo plano. Uma confusa decisão marcou o Grande Prêmio.

(Indy Car Website)

Tudo começou quando a direção de prova decidiu adiantar a largada em 23 minutos porque havia chance de chuva no final da prova. Ignoraram público e emissoras de TV de todo planeta. Uma falta de respeito! Não lembro de caso similar na história recente do automobilismo mundial.

Já com o asfalto úmido, a direção de prova proclamou nova polêmica ao insistir em reiniciar a prova mesmo com a pista molhada. Na relargada, a queridinha dos norte-americanos, Danica Patrick, rodou e não conseguiu evitar a batida em três carros, incluindo Will Power, que estava em quinto lugar. No momento da batida, Servià tinha tomado a ponta de Ryan.

O australiano Will Power reclamou da decisão de reinício da corrida. A direção de prova decidiu validar as posições anteriores ao acidente entre Patrick e Power. Por isso, Hunter-Reay foi declarado vencedor e o piloto do carro número 12 ocupou a quinta colocação na classificação final da corrida. Se a decisão acalmou Power, mexeu com o sangue quente do espanhol Servià. Porém, de nada adiantou a reclamação dele. Uma lambança que ainda vai dar muito que falar.

(Twitter)

Mesmo com toda polêmica, o resultado não foi ruim para Power. Em quinto, Power conseguiu diminuir a diferença para o líder do campeonato, Dario Franchitti. O piloto da Ganassi se envolveu num acidente com Takuma Sato – não, o japonês não foi o culpado, como alguns podem imaginar – e abandonou a prova.

Os brasileiros, mais uma vez, ficaram devendo: Tony Kanaan, que fez uma ótima classificação, não completou o GP. O melhor brasileiro na corrida foi Vitor Meira, que terminou em décimo. Bia Figueiredo fechou sua participação na 14ª posição, enquanto que Helio Castroneves, que se envolveu num acidente no início da prova, ficou em 17º.

(Indy Car Website)

O líder da Indy continua sendo Franchitti, com 443 pontos. Na vice-liderança está Will Power, com 396. Scott Dixon está em terceiro com 370, enquanto que Oriol Servià é o quarto com 308. Tony Kanaan é o quinto com 295 pontos.

Confira as posições finais do Grande Prêmio de New Hampshire de Fórmula Indy:
1. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
2. Oriol Servià (Newman-Hass)
3. Scott Dixon (Ganassi)
4. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
5. Will Power (Penske)
6. Danica Patrick (Andretti)
7. Takuma Sato (KV Lotus)
8. Ryan Briscoe (Penske)
9. Charlie Kimball (Ganassi)
10. Vitor Meira (Foyt)
11. Ed Carpenter (Fisher)
12. Ernesto Viso (KV Lotus)
13. Alex Lloyd (Dale Coyne)
14. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
15. Sebastian Saavedra (Conquest)
16. Simona De Silvestro (HVM)
17. Helio Castroneves (Penske)

Não completaram:
18. James Jakes (Dale Coyne)
19. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
20. Dario Franchitti (Ganassi)
21. JR Hildebrand (Panther)
22. Tony Kanaan (KV Lotus)
23. Tomas Scheckter (Dreyer & Reinbold)
24. Marco Andretti (Andretti)
25. Mike Conway (Andretti)
26. Graham Rahal (Ganassi)
27. Pippa Mann (Rahal-Letterman)

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Franchitti é pole no oval de New Hampshire

Na classificação para o Grande Prêmio de New Hampshire da Fórmula Indy, que volta ao calendário após 12 anos, Dario Franchitti mostrou seu cartão de visita. O escocês, tricampeão da categoria, cravou a pole no oval de uma milha, em prova válida pela 12ª etapa da competição, após voar em 43s197.

No oval, que tem semelhança com a pista de Milwalkee – New Hampshire é pouco mais inclinado –, Will Power chegou para dar a volta por cima. O australiano, que liderou a Indy na primeira parte da competição, não conseguiu segurar Franchitti e vê o atual campeão se distanciar ainda mais na liderança.

Apesar de este ser o foco do australiano da Penske, ele não conseguiu uma boa volta, mostrando que ainda não é competitivo em ovais. Power larga apenas na 13ª posição do grid. Se o resultado da corrida for algo parecido com este da classificação, acredito que Dario terá dado um ótimo passo para a conquista de seu quarto título na Indy.

Na primeira fila, o espanhol Serviá estará ao lado do escocês. Boa classificação também para Tony Kanaan, que tem feito uma excelente temporada, mas ainda busca sua primeira vitória em 2011. Acho que ele terá grande atuação no oval de New Hampshire.

A corrida em New Hampshire será histórica. Hélio Castroneves completa 200 GPs na Penske. Em 12 anos de time, Helinho ainda não conquistou o tão sonhado título, mas já se consagrou três vezes nas 500 Milhas de Indianápolis. Mas o sábado não foi de festa para Castroneves: ele larga apenas em nono. Outro brasileiro na categoria, Vitor Meira está na 19ª posição, enquanto que Bia Figueiredo é a 21ª no grid.

O grid para o Grande Prêmio de New Hampshire de Fórmula Indy é:
1. Dario Franchitti (Ganassi)
2. Oriol Servià (Newman-Hass)
3. Tony Kanaan (KV Lotus)
4. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
5. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
6. Ryan Briscoe (Penske)
7. Scott Dixon (Ganassi)
8. Takuma Sato (KV Lotus)
9. Helio Castroneves (Penske)
10. Charlie Kimball (Ganassi)
11. JR Hildebrand (Panther)
12. Mike Conway (Andretti)
13. Will Power (Penske)
14. Alex Lloyd (Dale Coyne)
15. Danica Patrick (Andretti)
16. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
17. Ernesto Viso (KV Lotus)
18. Tomas Scheckter (Dreyer & Reinbold)
19. Vitor Meira (Foyt)
20. James Jakes (Dale Coyne)
21. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
22. Marco Andretti (Andretti)
23. Graham Rahal (Ganassi)
24. Sebastian Saavedra (Conquest)
25. Ed Carpenter (Fisher)
26. Simona De Silvestro (HVM)
27. Pippa Mann (Rahal Latterman)

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Promessa de boas corridas do Trofeo Linea em Interlagos

Depois da polêmica da última corrida do Trofeo Linea, em Londrina, a categoria volta a ser disputada em Interlagos para a quarta etapa do Racing Festival. Esta é a segunda vez em 2011 que os Lineas estarão no grid para rodada dupla na pista paulista. No início do ano, Interlagos abriu a temporada da categoria e viu vitórias de Popó e Cacá Bueno.

(Carsten Horst)

Por falar no atual campeão da categoria, o piloto do carro zero é líder com 38 pontos de vantagem sobre seu irmão Popó, que ocupa a vice-liderança, e 39 sobre Allam Khodair. Faltando seis provas (três rodadas duplas) para o término da competição, ao contrário do que parece, o título de 2011 não é questão de tempo para Cacá Bueno.

A ótima vantagem de Cacá foi construída com suas vitórias e seus resultados. Mas a folga na liderança ficou maior também porque ele foi favorecido na última prova, no circuito do interior do Paraná. Na verdade, Cacá não tem nada a ver com a polêmica decisão dos comissários. Depois de cruzar a linha de chegada em terceiro, a vitória caiu no colo dele. Simples assim. E melhor para ele, claro!

Em qualquer competição que participe, Cacá é favorito. Mas, além dele, na atual temporada do Trofeo Linea, não é racional descartar seu irmão e o japonês voador. Isso sem contar que Marcos Gomes, que estreou na categoria na última rodada, pode dar trabalho já em Interlagos. Vale ficar de olho também em Christian Fittipaldi, Giuliano Losacco e Ulisses Silva, que já venceram no Trofeo Linea.

(Luca Bassani)

As corridas serão somente no domingo, mas as atividades de pista já começaram. Padrinho da categoria, Felipe Massa andou num carro do Trofeo Linea para avaliar o motor T-Jet de 215 cv. O brasileiro da Ferrari volta à pista no intervalo entre as duas corridas para testar o propulsor que será utilizado na próxima temporada: o Fiat Powertrain terá 260 cv.

(Carsten Horst)

As corridas devem ser bem interessantes, já que a nova chicane na Curva do Café será utilizada, como foi na Stock Car. Com motores menos potentes, é provável que haja disputas naquele ponto. A saída da chicane exige técnica e, se alguém espalhar ali, os carros estarão colados e a chance de ultrapassagem será grande.

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Tabu será quebrado?

Estatística não ganha corrida, mas desperta curiosidade. Líder do campeonato brasileiro de Stock Car, Thiago Camilo tem um novo desafio para superar e ser campeão em 2011. Na história da Corrida do Milhão, nunca o vencedor da badalada prova se tornou campeão na mesma temporada.

(Duda Bairros)

Em 2008, ano em que a Corrida do Milhão foi disputada no Rio de Janeiro e a premiação foi paga em dólares, Valdeno Brito fez história. Mas a vitória na milionária prova não fez do melhor piloto nordestino em atividade o campeão daquele ano. Quem ficou com o título de 2008 foi Ricardo Maurício, que não pontuou na prova de Jacarepaguá.

No ano seguinte, não houve a milionária corrida do automobilismo brasileiro. Em 2010, foi a vez de Ricardo Maurício (sim, aquele que foi campeão em 2008) conquistar o milhão. Coincidentemente, Max Wilson, que também ficou fora da zona de pontuação da prova, sagrou-se campeão ao final da temporada.

E esse ano? Bem, seguindo a linha de raciocínio, o campeonato ficará com Cacá Bueno, Duda Pamplona ou Luciano Burti – será mesmo? – já que esses foram os pilotos que não pontuaram na Corrida do Milhão da Stock Car, em Interlagos.

Pura balela! Não acredito nesse tipo de coisa. E tenho certeza de que Thiago Camilo também não. O piloto de 26 anos já quebrou alguns tabus na Stock Car – ele é o mais jovem a vencer uma corrida da categoria (tinha 20 anos quando, em 2005, ganhou no Rio de Janeiro) e passou a ser o mais jovem a vencer a Corrida do Milhão. Isso sem contar que Camilo é o único vencedor da milionária prova que não largou nas duas primeiras filas.

E tenho certeza de que Max Wilson, Átila Abreu, Ricardo Maurício, Popó Bueno, Marcos Gomes, Daniel Serra e Allam Khodair também não acreditam em escritas. Todos eles pontuaram em Interlagos no último domingo e estão firmes na briga pelo título dessa temporada. Aliás, acho que o campeonato de 2011 será ainda mais disputado do que o do ano passado, apesar de esta temporada já ter visto três pilotos repetirem vitórias (Cacá, Átila e Thiago).

Apesar de alguns pilotos ainda não estarem matematicamente classificados, acredito que nove das dez vagas para os playoffs já estão definidas. Resta apenas uma, que será disputada entre Duda Pamplona e Luciano Burti. Este "décimo piloto" será conhecido no primeiro domingo de setembro, nas ruas de Salvador. No retrospecto recente, o carioca leva vantagem – em 2010, Duda largou na primeira fila e subiu ao pódio na terceira posição. Por outro lado, Burti foi melhor na primeira edição da prova, em 2009, ano em que recebeu a quadriculada na quarta colocação. Nos dois anos, Cacá Bueno foi o vitorioso.

Mesmo com toda atmosfera religiosa da capital baiana, vamos deixar as crendices de lado. O campeão será aquele que conquistar resultados expressivos nas pistas. E ponto final.

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Rodrigo, de sobrenome famoso, a muitos quilômetros por hora

O texto anterior é sobre a magistral ultrapassagem de Nélson Piquet na Hungria em 1986. Muita gente compara a escorregada da Williams a uma reação de Kart. Por isso, este post é para quem ainda não teve o prazer de ser levado de carona em câmera onboard em um Kart.

Esse vídeo traz toda emoção de guiar um Kart. O piloto em questão é Rodrigo Piquet. Reconheceu o sobrenome? Pois é, o sobrinho do tricampeão mundial de Fórmula 1 competiu recentemente no Kartódromo RBC, em Vespasiano (MG), na busca pelo tricampeonato brasileiro. A conquista não veio, mas a emoção de acelerar um Kart transbordou. Confiram:


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Bodas de prata para a ultrapassagem do século

A expectativa criada em torno de uma corrida de Fórmula 1 sempre que um novo circuito entra no calendário da categoria é natural. Assim está sendo com o Grande Prêmio da Índia, marcado para o dia 30 de outubro; assim foi com todos os GPs que debutaram na F1. Inclusive com o Grande Prêmio da Hungria, que entrou no calendário da Fórmula 1 em 1986.

Havia grande ansiedade para a primeira corrida em um país socialista. A Cortina de Ferro (os mais experientes lembram que esta era a expressão usada para apontar países do Leste Europeu) seria aberta pela primeira vez para a F1. Naquela época, havia uma grande curiosidade de como era uma nação do regime que seguia o bloco soviético. Há exatos 25 anos, pilotos da F1 largavam para o histórico GP. Histórico não apenas por ter sido o primeiro, mas porque foi ali na pista de Hungaroring que o mundo viu a mais fantástica ultrapassagem de todos os tempos.

O grande ato aconteceu há 19 voltas do fim. Após tentar sem sucesso retomar a liderança que estava com a Lotus de Ayrton Senna, a Williams de Nélson Piquet seguia colada na caixa de câmbio do carro negro e dourado do brasileiro. Na 57ª volta, o então bicampeão da Williams tenta novamente a ultrapassagem sobre o piloto da Lotus. A manobra foi espetacular. Por fora, Nélson retardou ao máximo a freada e desgarrou com as quatro. Depois foi seguir firme para sua 16ª vitória na F1. Não lembra? Então reveja aqui:


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'Vettel campeão' tem 13 letras

O post de hoje faz um pit stop para homenagear uma grande personalidade de outro esporte: Mario Jorge Lobo Zagallo. O grande campeão dos gramados (conquistou para o Brasil duas Copas do Mundo de futebol como jogador, uma terceira como treinador e uma quarta como coordenador-técnico) completa 80 anos nessa terça-feira.

Além de todo talento dentro e fora das quatro linhas, Zagallo também ficou conhecido por dar carga positiva ao mítico número 13. Quem não se lembra de ele falar logo após a final da Copa de 1994 que “Roberto Baggio tem 13 letras”. E depois da notória vitória brasileira sobre nossos hermanos na final da Copa América de 2004, Zagallo, que época em que era coordenador-técnico da nossa seleção, disse aos quatro ventos que "Brasil campeão" tem 13 letras, assim como "Argentina vice" também tem 13 letras.

Pois é, com tanta contagem de caracter, percebi que ‘Vettel campeão’ também tem 13 letras. Mas isso eu acho que não precisamos avisar ao alemão, né?!

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Nova era da Indy já começou

O novo chassi da Fórmula Indy foi testado no dia seguinte ao Grande Prêmio de Mid-Ohio da categoria. O atual campeão das 500 Milhas de Indianápolis, Dan Wheldon, foi o escolhido para guiar o novo bólido. O cronograma de testes prevê três dias em circuitos mistos e outros três em ovais.

Indy Car Website

O carro testado tem chassi Dallara e foi equipado com motor turbo V6 da Honda. Além do fabricante italiano, Chevrolet e Lotus também estarão nas pistas da Indy em 2012. O novo bólido irá substituir o atual chassi, que está na categoria desde 2003.

Teoricamente, o carro tem menos arrasto. Sendo mais leve e tendo mais potência, provavelmente o carro será mais rápido do que os utilizados nessa temporada. Somente com os testes é que teremos o veredicto sobre isso. Dados sobre os tempos de volta e rendimento não foram oficialmente divulgados – pelo menos até o momento.

Fato é que os times já iniciaram suas escolhas. A Penske firmou parceria com Chevrolet, enquanto que a Honda ficará com Ganassi, Sam Schmidt e Foyt. As demais ainda buscam suas escolhas.

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Uma milionária e inesquecível vitória

A vitória de Thiago Camilo na terceira edição da Corrida do Milhão da Stock Car foi épica. Depois de 36 voltas e 1h06min27s374, o líder da temporada cruzou a linha de chegada para entrar na história. A décima vitória de Thiago na categoria (a segunda em 2011) pode até não ter sido a mais importante de sua carreira, mas certamente foi a mais impressionante.

(Carsten Horst)

Depois do final da classificação, pouca gente poderia acreditar numa vitória de Camilo. Eu, particularmente, nunca descartei a chance de Thiago subir no alto do pódio dessa Corrida do Milhão – para quem não leu meu post de ontem, é só rolar a barra desta página – mesmo largando na sétima posição do grid. Percebi sua confiança na vitória nessa especial prova do automobilismo brasileiro quando conversei com ele no final do mês passado.

Os 8s417 que Thiago Camilo colocou sobre Serrinha (que terminou a milionária prova numa excelente segunda colocação) definem bem o ritmo que o piloto paulista impôs. Vitória maiúscula desse piloto que chegou na Stock Car e não para de quebrar recordes. Depois de ser o piloto mais jovem a ganhar uma corrida na categoria – ele tinha 20 anos quando ganhou a etapa do Rio de Janeiro em 2005 –, Thiago passou a ser o piloto mais jovem a vencer a Corrida do Milhão. Camilo tem 26 anos, enquanto que Ricardo Maurício tinha 31 anos no dia da vitória no ano passado e Valdeno Brito tinha 34 anos quando venceu a Corrida do Milhão em 2008.

E não é só isso. Apesar da pouca história dessa Corrida do Milhão, Thiago Camilo faz nova marca. Pela primeira vez, um piloto vence essa prova sem ter largado de uma das três primeiras posições do grid. O piloto do carro 21 agora passa a ter o tão sonhado anel, que até ontem somente Valdeno e Ricardinho tinham. Isso que é grupo seleto!

(Carsten Horst)

O resultado também foi gratificante para Rosinei Campos, o “Meinha”. A vitória de Thiago fez com que “Meinha” desempatasse o particular jogo com Andreas Mattheis, dois dos maiores chefes de equipe da Stock Car. Se o carioca venceu a primeira com Valdeno, Rosinei faturou as duas últimas.

(Fernanda Freixosa)

Logo na largada, a Red Bull deu ares de que estaria bem forte na disputa pela vitória. Daniel Serra pulou para ponta e Cacá Bueno fez grande largada, ficando na terceira posição, com Marcos Gomes entre eles.

Desde o início, Thiago Camilo foi arrojado. Na oitava volta, ele estava em quinto e disputava o terceiro lugar com Cacá e Allam Khodair. Ricardinho, que levou um toque de Felipe Maluhy na largada, pouco antes do S do Senna, ocupava a sexta posição.

Antes da parada nos boxes, a grande disputa ficou entre esses pilotos, que alternavam posições na pista com ultrapassagens entre eles. Mas isso não foi suficiente para Serrinha disparar na ponta. Tanto que em sua parada, Daniel não conseguiu sustentar a liderança.

Por falar em pit stops, as paradas foram decisivas nessa prova. A demora nos pits prejudicou a corrida de Cacá Bueno e Khodair. Aliás, o japonês voador levou um toque de Popó Bueno no final da prova. Pela situação, acho que realmente foi incidente de corrida.

Quase na metade da prova, o carro de Marquinhos perdeu rendimento. Heroicamente, ele conseguiu se manter na pista de Interlagos, mas, aos poucos, ele foi perdendo posições.

(Miguel Costa Jr)

Se houve emoção na primeira metade da corrida, a segunda foi eletrizante. Um festival de ultrapassagens! Foi um tal de Popó, Serrinha, Khodair, Camilo, Nono, Marquinhos trocando posições na pista que fiquei sem fôlego. Destaco, aqui, a ultrapassagem de Popó Bueno sobre Khodair e Serrinha de uma só vez e a de Serrinha sobre Thiago e a do mesmo Serra sobre Popó.

Isso sem contar que Max Wilson fez uma corridaça. O atual campeão da Stock Car largou em 30º e nas voltas finais já estava no bolo da disputa pela terceira colocação. Porém, o pódio de Max só veio nos últimos metros – o piloto do carro 65 superou Nono na subida da reta dos boxes.

(Ppress)

Companheiro de Max, Ricardinho teve inúmeros problemas nessa corrida. Depois de sua parada, Ricardo Maurício caiu para a 18ª posição. Mesmo com problemas no set up do carro e no pneu traseiro esquerdo durante seu pit stop, o campeão de 2008 conseguiu terminar a prova na oitava colocação graças a seu talento.

(Ppress)

E o Jacques Villeneuve, heim?! Chegou a liderar porque retardou ao máximo seu pit. Depois voltou para o lugar que eu esperava que ele deveria ocupar. Terminou a corrida em Interlagos na 18ª colocação.

O canadense ficou uma posição à frente de Valdeno Brito. O campeão da Corrida do Milhão de 2008 teve problema com o freio de seu carro desde a quarta volta. Ele contou que tinha de frear uns 50 metros antes dos pontos corretos. Com esse problema, terminar a prova foi lucro para Valdeno.

Mais líder do que nunca, Thiago Camilo agora tem 122 pontos na tabela. Na vice-liderança, Max Wilson coleciona 87 pts. Cacá e Atila Abreu têm 83, enquanto que Ricardinho tem 70. Em sexto, Popó tem 68 e é seguido por Marquinhos (59), Serrinha (47) e Khodair (46).

Daniel e Allam, aliás, entram de vez na disputa por vaga na superfinal. Para mim, todos esses nove competidores que citei acima estarão nos playoffs. Por isso, apesar de não ter vencido a Corrida do Milhão, Serrinha não pode desanimar. A última vaga será definida na próxima corrida (última da fase de classificação), em Salvador. Duda Pamplona e Luciano Burti brigam por um lugar.

(Bruno Terena)

Confira como as posições finais da Corrida do Milhão da Stock Car, disputada em Interlagos:
1º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21)
2º Daniel Serra (Red Bull – nº 29)
3º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65)
4º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11)
5º Átila Abreu (AMG – nº 51)
6º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99)
7º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74)
8º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90)
9º Julio Campos (Scuderia 111 – nº 4)
10º Antonio Pizzonia (Scuderia 111 – nº 1)
11º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80)
12º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35)
13º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37)
14º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18)
15º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10)
16º Ricardo Sperafico (Amir Nasr – nº 20)
17º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19)
18º Jacques Villeneuve (Mico’s – nº 27)
19º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77)
20º Dennis Navarro (Bassani – nº 5)
21º Alan Hellmeister (Scuderia 111 – nº 2)

Não completaram:
22º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0)
23º Lico Kaesemodel (RCM AtléticoPR – nº 63)
24º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14)
25º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25)
26º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33)
27º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100)
28º Rodrigo Navarro (JF – nº 22)
29º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9)
30º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23)
31º Tarso Marques (Amir Nasr – nº 70)
32º Diego Nunes (Bassani – nº 16)
33º Serafin Jr (AMG – nº 8)

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Giaffone vence e Piquet é líder

Vitória de Felipe Giaffone na etapa de Londrina da Fórmula Truck. O triunfo não foi fácil até Roberval Andrade enfrentar problemas na turbina de seu caminhão. Depois, Giaffone dominou a prova paranaense, válida pela quarta etapa do campeonato brasileiro da categoria.

(Orlei Silva)

Mas se Felipe estava feliz, Geraldo Piquet ficou ainda mais. O segundo lugar na prova valeu a liderança da competição. Aliás, as Mercedes fizeram uma grande corrida. Depois da classificação de ontem, os dois caminhões negros e dourados partiram pra cima e conquistaram ótimos resultados na prova e, consequentemente, para o campeonato. O problema é que depois da quadriculada, a direção de prova puniu Wellinton Cirino por conta de um toque em Leandro Reis.

Renato Martins também fez grande corrida. O maior vencedor da categoria, que ficou de fora do Top8 da classificação, acelerou fundo e terminou na quinta colocação.

(Orlei Silva)

Destaque para Cristina Rosito. A gaúcha que sofreu um forte acidente no livre de sábado, teve seu caminhão consertado a tempo de alinhar no grid e terminou a prova numa excelente oitava posição – foi o Ford mais bem colocado em Londrina.

Líder da Fórmula Truck, Geraldo coleciona 69 pontos, três a mais do que Giaffone. Cirino, que perdeu a liderança pro companheiro de equipe, está em terceiro com 64 pontos. Valmir vem logo a seguir com 44. A próxima etapa será em Buenos Aires e contará pontos apenas para o sul-americano.

Confira como ficou a classificação final da etapa de Londrina da Fórmula Truck:
1. Felipe Giaffone (Volkswagen – nº 4)
2. Geraldo Piquet (Mercedes – nº 3)
3. Valmir Benavides (Volkswagen – nº 2)
4. Fred Martinelli (Iveco – nº 12)
5. Renato Martins (Volkswagen – nº 9)
6. Luiz Lopes (Scania – nº 99)
7. Wellington Cirino (Mercedes – nº 6)
8. Cristina Rosito (Ford – nº 71)
9. Diumar Bueno (Volvo – nº 11)
10. Debora Rodrigues (Volkswagen – nº 7)
11. Pedro Muffato (Scania – nº 20)
12. Leandro Totti (Mercedes – nº 73)
13. Leandro Reis (Scania – nº 45)
14. Roberval Andrade (Scania – nº 1)

Não completaram:
15. André Marques (Volvo – nº 77)
16. Danilo Dirani (Ford – nº 70)
17. Beto Monteiro (Iveco – nº 88)
18. Adalberto Jardim (Volkswagen – nº 23)
19. Paulo Salustiano (Iveco – nº 55)
20. Luiz Pucci (Volvo – nº 32)
21. Regis Boessio (Mercedes – nº 83)
22. João Maistro (Volvo – nº 14)
23. Pedro Gomes (Mercedes – nº 100)

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Dobradinha da Ganassi em Mid-Ohio

A dobradinha da Ganassi no Grande Prêmio de Mid-Ohio de Fórmula Indy foi um duro golpe na Penske. Principalmente em Will Power. O rei dos mistos não conseguiu acompanhar o ritmo alucinante dos carros de Chip. Melhor para Franchitti, que se distancia cada vez mais na liderança da Fórmula Indy. O único brasileiro de destaque foi Tony Kanaan, que terminou em quinto, atrás de seu companheiro de KV Lotus, Takuma Sato.

Confira as posições finais do Grande Prêmio de Mid-Ohio de Fórmula Indy:
1. Scott Dixon (Ganassi)
2. Dario Franchitti (Ganassi)
3. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
4. Takuma Sato (KV Lotus)
5. Tony Kanaan (KV Lotus)
6. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
7. Marco Andretti (Andretti)
8. Oriol Servià (Newman-Hass)
9. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)
10. Vitor Meira (Foyt)
11. Charlie Kimball (Ganassi)
12. Simona De Silvestro (HVM)
13. Simon Pagenaud (Dreyer & Reinbold)
14. Will Power (Penske)
15. Ernesto Viso (KV Lotus)
16. Ryan Briscoe (Penske)
17. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
18. Martin Plowman (Sam Schmidt)
19. Helio Castroneves (Penske)
20. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
21. Danica Patrick (Andretti)
22. Ed Carpenter (Fisher)
23. James Jakes (Dale Coyne)
24. Graham Rahal (Ganassi)
25. JR Hildebrand (Panther)

Não completaram:
26. Mike Conway (Andretti)
27. Sebastian Saavedra (Conquest)

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Filhos de campeões largam na frente da Corrida do Milhão

A Corrida do Milhão deste ano começou como a do ano passado. Marcos Gomes foi o mais rápido na classificação em Interlagos e vai largar na posição de honra. Marquinhos repetiu o feito de 2010: na ocasião, segunda edição da Corrida do Milhão, Gomes também largou na pole-position. Mais rápido também no primeiro livre de seta-feira, ele agora quer fazer diferente na prova e obter o resultado uma posição melhor do que o conquistado em 2010 – no ano passado, Marquinhos terminou a corrida em segundo lugar.

(Duda Bairros)

A classificação começou bem para Marcos Gomes, que foi o mais rápido do Q1. Com a ponta da tabela, Marquinhos foi perfeito no Q2 e não deu chance para seus adversários.

Não faz muito tempo que conversei com Marcos Gomes (a entrevista dele foi postada no dia 29 de julho) e lembramos uma marca interessante. O piloto do carro 80 ganhou quatro vezes na Stock Car. Coincidência ou não, todas em Interlagos. Será que chegou a hora da quinta vitória?

(Fernanda Freixosa)

A única certeza e que não vai será fácil. Na primeira fila da Corrida do Milhão, um duelo de filhos de campeões. O filho do tetracampeão da Stock Car, Paulão Gomes, terá a companhia de Daniel Serra, filho do tricampeão Chico. A segunda fila do grid também está sedenta pela vitória, com Allam Khodair na frente de Duda Pamplona. Alguns metros atrás, o tricampeão da Stock, Cacá Bueno, abre a terceira fila que ainda conta com o irmão Popó. Está bom? Que nada! O líder Thiago Camilo estará na sétima posição do grid, pouco à frente de Luciano Burti, que andou bem em praticamente todos os livres em Interlagos.

(Luca Bassani)

Os campeões das outras edições da Corrida do Milhão estarão juntos na largada, mas em filas diferentes. Valdeno Brito vai largar em décimo, enquanto que Ricardo Maurício estará na 11ª posição do grid.

Por 43 milésimos, Ricardinho não conseguiu entrar no Q2. O campeão de 2008 não conseguiu uma vaga entre os dez mais rápidos da classificação porque o set up do carro da Eurofarma RC sofreu com a alta temperatura. Tanto que seu companheiro, Max Wilson, teve o mesmo problema e só conseguiu alinhar seu carro na 30ª posição. A equipe vai passar a noite queimando a cabeça para resolver esta situação, já que a previsão aponta que a temperatura será ainda mais alta durante a prova.

(Fernanda Freixosa / Duda Bairros)

Quem também ficou pouco satisfeito com o rendimento do carro foi o líder da competição. Thiago Camilo não encontrou o acerto ideal e passou do Q1 na décima posição. No Q2, Camilo tirou coelho da cartola e vai largar na sétima posição do grid. Apesar dos problemas, Thiago está na briga pela vitória!

Jacques Villeneuve foi a decepção anunciada. Quem acompanha o COCKPIT sabe que não aposto um centavo – que dirá, R$ 1 milhão – no canadense nesta Corrida do Milhão. A 27ª posição no grid ficou abaixo do que eu esperava, mas fazer o quê? As piadinhas detonando Villeneuve já começaram: há quem diga que a posição foi uma estratégia de marketing (ele usa o número 27 nesta prova). Brincadeiras à parte, acho que ele fará um bom papel de figurante.

(Miguel Costa Jr)

Numa prova longa como será essa Corrida do Milhão, é difícil apontar com exatidão quem está na briga e quem está fora. Aposto que a chance de vitória de quem está em alguma posição do grid depois de Atila Abreu é muito pequena. Por isso, a briga pela ponta ficará com os pilotos que largam na frente dele, com ele incluído no grupo, é claro! Há uns dois ou três que estão ali na frente dele que dependem muito da sorte para vencer, mas a luta pela vitória promete ser muito boa!

Agora, é hora de traçar a estratégia, mas, também, ficar atento ao andamento da prova milionária em Interlagos, que pode dar alternâncias durante os 70 minutos de corrida. A entrada do Safety Car pode dar nova configuração à corrida e embaralhar de vez os ponteiros. Isso se os pit stops forem perfeitos e ninguém errar numa parada.

(Fernanda Freixosa / Fabio Oliveira)

Abaixo, o grid para a Corrida do Milhão da Stock Car:
1º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80): 1min42s498
2º Daniel Serra (Red Bull – nº 29): 1min42s866
3º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18): 1min43s081
4º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23): 1min43s089
5º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0): 1min43s094
6º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74): 1min43s132
7º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21): 1min43s155
8º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14): 1min43s299
9º Diego Nunes (Bassani – nº 16): 1min43s450
10º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77): 1min43s564
11º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90): 1min43s081
12º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33): 1min43s094
13º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11): 1min43s104
14º Átila Abreu (AMG – nº 51): 1min43s117
15º Julio Campos (Scuderia 111 – nº 4): 1min43s142
16º Ricardo Sperafico (Amir Nasr – nº 20): 1min43s286
17º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19): 1min43s317
18º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10): 1min43s320
19º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9): 1min43s417
20º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99): 1min43s425
21º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37): 1min43s611
22º Lico Kaesemodel (RCM AtléticoPR – nº 63): 1min43s683
23º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25): 1min43s688
24º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35): 1min43s713
25º Tarso Marques (Amir Nasr – nº 70): 1min43s785
26º Alan Hellmeister (Scuderia 111 – nº 2): 1min43s797
27º Jacques Villeneuve (Mico’s – nº 27): 1min43s841
28º Antonio Pizzonia (Scuderia 111 – nº 1): 1min43s876
29º Dennis Navarro (Bassani – nº 5): 1min43s891
30º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65): 1min43s934
31º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100): 1min43s968
32º Serafin Jr (AMG – nº 8): 1min44s650
33º Rodrigo Navarro (JF – nº 22): 1min44s914

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F-Truck: Giaffone é pole em Londrina

Fim de semana da Corrida do Milhão da Stock Car em Interlagos também tem velocidade em Londrina. A Fórmula Truck conheceu o pole-position para a etapa do interior do Paraná: Felipe Giaffone. O piloto da Volkswagen conquistou sua 12ª pole na categoria.

(Formula Truck Website)

A pista de Londrina não permite muitas alternâncias durante a prova da Truck. Por isso, largar nas duas primeiras posições do grid é fundamental para sonhar com a vitória. As Mercedes, que têm feito um grande campeonato, não foram tão bem quanto eu esperava. Cirino, em quarto, e Piquet, em sétimo, terão de remar muito para alcançar a ponta da corrida.

Esperava mais também de Renato Martins. O maior vencedor da história da Truck, com 27 vitórias, não conseguiu lugar no Top8 da classificação. Maior vencedor de Londrina (três triunfos), Martins terá de partir para cima para buscar sua quarta vitória na pista paranaense. A prova de Londrina acontece neste domingo e será válida pela quarta etapa do campeonato brasileiro da categoria.

(Orlei Silva)

Um grande susto no livre deste sábado. A rápida Cristina Rosito perdeu controle de seu caminhão e bateu de frente. Ela nada sofreu, além do susto, é claro, mas sua participação na prova é um mistério.

Os oito primeiros do grid são:
1. Felipe Giaffone: 1min36s167
2. Roberval Andrade: 1min36s424
3. Leandro Totti: 1min36s637
4. Leandro Reis: 1min36s709
5. Wellington Cirino: 1min36s807
6. Valmir Benavides: 1min36s890
7. Beto Monteiro: 1min37s487
8. Geraldo Piquet: 1min37s754

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Dixon é pole em Mid-Ohio

Scott Dixon foi o mais rápido na classificação para o Grande Prêmio de Mid-Ohio de Fórmula Indy. Há muito tempo que o neozelandês não ocupava a posição de honra de um GP na categoria. A pole de Dixon dá moral para o piloto da Ganassi. Além de largar na frente, ele desbancou o rei dos mistos Will Power.

(Indy Car Website)

A surpresa da classificação não parou por aí: Ryan Briscoe, outro que tem vivido à sombra de seu companheiro de equipe (nesta caso, Will Power, da Penske), fez uma ótima classificação e fecha a primeira fila em Mid-Ohio.

Se a primeira fila foi dos coadjuvantes, a segunda é dos candidatos ao título. Dario Franchitti estará na terceira posição do grid, logo à frente de Power. A corrida poderá ser bem interessante, mas com os brasileiros fora da briga pela vitória. Nenhum deles conseguiu passar da primeira fase. O melhor brasileiro no grid é Helio Castroneves, que larga em 15º. Logo atrás dele vem Tony Kanaan, que estará com sua KV Lotus na 16ª posição.

Horas antes da classificação, Justin Wilson sofreu um grave acidente no último livre. O piloto escapou na Curva 1 e, devido às ondulações, o carro decolou e só parou na barreira de proteção. As primeiras informações dão conta de que Wilson fraturou uma vértebra.

O grid para o Grande Prêmio de Mid-Ohio de Fórmula Indy é:
1. Scott Dixon (Ganassi)
2. Ryan Briscoe (Penske)
3. Dario Franchitti (Ganassi)
4. Will Power (Penske)
5. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
6. Graham Rahal (Ganassi)
7. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
8. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
9. Takuma Sato (KV Lotus)
10. Charlie Kimball (Ganassi)
11. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)
12. Ernesto Viso (KV Lotus)
13. JR Hildebrand (Panther)
14. Simona De Silvestro (HVM)
15. Helio Castroneves (Penske)
16. Tony Kanaan (KV Lotus)
17. Mike Conway (Andretti)
18. Simon Pagenaud (Dreyer & Reinbold)
19. Vitor Meira (Foyt)
20. Oriol Servià (Newman-Hass)
21. Marco Andretti (Andretti)
22. Sebastian Saavedra (Conquest)
23. Danica Patrick (Andretti)
24. James Jakes (Dale Coyne)
25. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
26. Martin Plowman (Sam Schmidt)
27. Ed Carpenter (Fisher)

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Sem figurinha repetida

Não tenho a petulância de apontar um piloto como favorito à vitória da Corrida do Milhão da Stock Car. O vencedor, provavelmente, vai sair do grupo de sete, dez pilotos que costumam andar na frente nas corridas. Não é sensato apontar um único candidato a novo milionário.

Principalmente se olharmos pelo retrovisor: nas últimas seis corridas da Stock Car em Interlagos, não houve piloto que venceu mais de uma vez. Em 2009, a Stock Car organizou três etapas no circuito paulista. Cada uma das vitórias foi parar nas mãos de Paulo Salustiano, que não compete mais na categoria, Marcos Gomes e Thiago Camilo.

No ano passado, Max Wilson chegou na frente na prova paulista, que abriu a temporada. Ainda em 2010, Ricardo Maurício foi o grande vencedor da Corrida do Milhão. No atual campeonato, Interlagos viu a dobradinha da Red Bull no alto do pódio, com Cacá Bueno em primeiro. Será que nessa sétima prova em Interlagos algum desses pilotos vai conseguir repetir a vitória? Ou teremos mais um nome para esse grupo? Resposta no próximo domingo.

(Vanderley Soares)

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Serrinha é o mais rápido do dia

Sexta-feira foi dia de os pilotos começarem a acelerar para valer nos treinos livres para a Corrida do Milhão da Stock Car. Com a pista pouco mais emborrachada, os tempos começaram a ficar mais baixos. Nessas primeiras sessões, deu para ter ideia de quem estará forte em Interlagos neste fim de semana, apesar de o dia ter sido dedicado ao melhor acerto de cada equipe.

(Miguel Costa Jr / Luca Bassani)

No primeiro livre, Marcos Gomes foi o mais rápido. Quer dizer... Realmente foi se olharmos para os tempos registrados no cronômetro. Dois milésimos de segundo mais lento (alguém aí imagina o que isso representa no nosso dia a dia?), Allam Khodair fez novamente uma boa sessão, repetindo seu desempenho no shake down. Thiago Camilo acelerou pra valer e ficou com a quarta melhor marca da primeira sessão. Luciano Burti e um surpreendente Nono Figueiredo ficaram neste Top5.

(Bruno Terena)

No treino da tarde, Daniel Serra voou baixo em Interlagos e ficou com o melhor tempo da sessão e do dia. O temporal de Serrinha impressionou; ele baixou 0s6 do melhor tempo de ontem. A boa surpresa da tarde foi a segunda posição de Duda Pamplona. O carioca ficou a 0s4 do paulista da Red Bull.

Thiago Camilo e Luciano Burti mantiveram seus pés no acelerador e continuaram no Top5. Atual campeão da Corrida do Milhão, Ricardo Maurício ficou em quinto na segunda sessão livre. No topo no primeiro livre, Marcos Gomes não conseguiu manter o ritmo e ficou em oitavo.

(Carsten Horst / Fabio Oliveira)

Valdeno Brito, que foi campeão da primeira edição da Corrida do Milhão, em 2008, teve uma melhora e subiu para a 12ª posição, ficando entre Atila Abreu e Popó Bueno. A 14ª posição de Allam Khodair nessa sessão não significa que o japonês voador esteja fora da disputa; tanto que ele foi muito bem nos treinos anteriores. Atenção com o carro preto e dourado número 18! Recado dado.

Atual campeão da Stock Car, Max Wilson ainda busca o melhor acerto de seu carro. O piloto do carro número 65 ainda não entrou de vez na disputa pela ponta da tabela. Vale ficar de olho nele durante a classificação.

Atração dessa terceira edição da Corrida do Milhão, Jacques Villeneuve ficou em 31º lugar na manhã por conta de testes com jogos de pneus desgastados. Na segunda sessão do dia, o canadense não melhorou quase nada. O ex-campeão ficou com a tímida 28ª posição.

Uma última informação. O amigo e grande jornalista Bruno Vicaria contou que o multicampeão Emerson Fittipaldi estará no Safety Car da Corrida do Milhão. Excelente escolha da organização!

(Duda Bairros / Fernanda Freixosa)

Confira os melhores tempos da segunda sessão dessa sexta-feira:
1º Daniel Serra (Red Bull – nº 29): 1min41s077
2º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23): 1min41s471
3º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14): 1min41s517
4º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21): 1min41s859
5º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90): 1min41s893
6º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0): 1min41s922
7º Diego Nunes (Bassani – nº 16): 1min42s043
8º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80): 1min42s071
9º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35): 1min42s214
10º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33): 1min42s244
11º Átila Abreu (AMG – nº 51): 1min42s273
12º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77): 1min42s304
13º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74): 1min42s308
14º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18): 1min42s380
15º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9): 1min42s384
16º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99): 1min42s474
17º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19): 1min42s475
18º Tarso Marques (Amir Nasr – nº 70): 1min42s711
19º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11): 1min42s717
20º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25): 1min42s737
21º Dennis Navarro (Bassani – nº 5): 1min42s742
22º Antonio Pizzonia (Scuderia 111 – nº 1): 1min42s787
23º Lico Kaesemodel (RCM AtléticoPR – nº 63): 1min43s080
24º Ricardo Sperafico (Amir Nasr – nº 20): 1min43s097
25º Alan Hellmeister (Scuderia 111 – nº 2): 1min43s143
26º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100): 1min43s153
27º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65): 1min43s164
28º Jacques Villeneuve (Mico’s – nº 27): 1min43s194
29º Julio Campos (Scuderia 111 – nº 4): 1min43s629
30º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37): 1min43s766
31º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10): 1min43s858
32º Serafin Jr (AMG – nº 8): 1min45s008
33º Rodrigo Navarro (JF – nº 22): 1min45s335

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Quem quer ser milionário

Na tarde desta quinta-feira, os motores roncaram em Interlagos para a terceira edição da Corrida do Milhão da Stock Car. Pouco deve ter servido para o acerto do carro; por isso, pouco importou os tempos de voltas. O que valeu mesmo foi, digamos, a inauguração da chicane na Curva do Café. Feia, porém prática. Não há como haver disputa de posição na nova chicane. Deve realmente fazer seu papel, que é quebrar a velocidade naquele trecho.

As sessões de treinos desta quinta-feira (shake down) serviram, também, para cada piloto, juntamente com a equipe, começar a traçar a estratégia do fim de semana. Com consumo que irá variar de três a 3,5 litros de etanol, é bem provável que os carros alinhem no grid com seus tanques totalmente cheios (75 litros). Nunca é demais lembrar que haverá pit stop obrigatório e que cada equipe terá à disposição dois cilindros de 30 litros de combustível cada para o reabastecimento. Com o tempo de cada volta girando em torno de 1min40s a 1min42s – o melhor tempo de hoje foi de Zonta, com 1min41s657 –, é bem provável que a Corrida do Milhão deste ano tenha pouco menos de 40 voltas. Mas pode, também, terminar no limite de 70 minutos.

Quem esteve em Interlagos pôde conferir cinco ex-pilotos de Fórmula 1 na pista. Além de Luciano Burti e Ricardo Zonta, que disputam a temporada, Tarso Marques e Antonio Pizzonia (ambos já competiram na Stock Car) arrumaram carros para entrarem na disputa pelo prêmio milionário.

Mas a grande atração foi Jacques Villeneuve. O campeão da Fórmula 1, F-Indy e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 1995 entrou na pista para ter seu primeiro contato com o carro da Stock Car. Já escrevi isso aqui antes e insisto: Jacques não tem chance nessa corrida. A inatividade e o pouco conhecimento do carro serão determinantes para que ele tenha um resultado (na melhor das hipóteses) razoável, mesmo tendo grande técnica de pilotagem.

(Fernanda Freixosa)

O sexto lugar nesta quinta-feira foi ilusório. Convenhamos: neste primeiro contato, ele teria de figurar entre os primeiros. Seria uma vergonha para Villeneuve e para os patrocinadores se ele ficasse no pelotão intermediário.

Mas a simples presença de Jacques em Interlagos já valeu a pena. Na coletiva, o canadense soltou o verbo e deferiu golpes contra a F1 e Indy. Disse que a categoria predominantemente norte-americana já morreu e não é mais a mesma da época em que ele competiu por lá. Para a F1 sobraram críticas. A alça de mira de Villeneuve ficou na direção dos comissários e suas punições.

Ele, carinhosamente apelidado de ‘chicane ambulante’ em seus últimos anos de F1, disse que há situações que devem ser resolvidas pelos próprios pilotos nas pistas, sem interferências externas. É mole? Espero que ele não coloque em prática esse seu estilo de pilotagem em Interlagos e que não prejudique ninguém.

O mais rápido de hoje foi Ricardo Zonta, seguido de Atila Abreu e Allam Khodair, que veio com nova pintura em seu carro – por conta do patrocinador, o carro número 18 está pintado de preto e dourado, lembrando a clássica Lotus dos tempos de Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna. Em quarto lugar ficou Luciano Burti, logo à frente de Ricardo Maurício.

(Luca Bassani)

Abaixo, os tempos desta quinta-feira:
1º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10): 1min41s657
2º Átila Abreu (AMG – nº 51): 1min42s295
3º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18): 1min42s324
4º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14): 1min42s398
5º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90): 1min42s549
6º Jacques Villeneuve (Mico’s – nº 27): 1min42s762
7º Daniel Serra (Red Bull – nº 29): 1min42s774
8º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0): 1min42s863
9º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80): 1min42s874
10º Ricardo Sperafico (Amir Nasr – nº 20): 1min42s878
11º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74): 1min42s891
12º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21): 1min42s990
13º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11): 1min43s053
14º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33): 1min43s073
15º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37): 1min43s119
16º Tarso Marques (Amir Nasr – nº 70): 1min43s162
17º Lico Kaesemodel (RCM AtléticoPR – nº 63): 1min43s246
18º Antonio Pizzonia (Scuderia 111 – nº 1): 1min43s373
19º Alan Hellmeister (Scuderia 111 – nº 2): 1min43s393
20º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65): 1min43s431
21º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19): 1min43s650
22º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99): 1min43s683
23º Julio Campos (Scuderia 111 – nº 4): 1min43s698
24º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9): 1min43s828
25º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77): 1min43s866
26º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23): 1min43s974
27º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25): 1min43s989
28º Rodrigo Navarro (JF – nº 22): 1min44s042
29º Diego Nunes (Bassani – nº 16): 1min44s083
30º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100): 1min44s211
31º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35): 1min44s475
32º Dennis Navarro (Bassani – nº 5): 1min45s624
33º Serafin Jr (AMG – nº 8): sem tempo
34º Sérgio Jimenez (Crystal RZ – nº 73): sem tempo

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Daniel Serra com um olho no milhão e outro na superfinal

Na maioria das vezes, um piloto é conhecido por seus números na categoria que disputa. Mas essa lógica não se aplica a Daniel Serra. A única vitória na Stock Car (em Jacarepaguá, em 2009) não traduz o grande talento que o piloto paulista de 27 anos tem.

(Luca Bassani)

Na verdade (quero dizer, na pista), Serrinha também venceu a etapa de Campo Grande do ano passado. No entanto, depois da quadriculada, o piloto recebeu uma polêmica desclassificação.

Mas este post não quer dar marcha a ré e voltar a esta discussão. De olho no futuro, Daniel está concentrado nas duas próximas corridas da categoria, que poderão valer seu ingresso para os playoffs dessa temporada – hoje, Serra está em 12º na tabela, a 14 pontos da zona de classificação para a superfinal.

E para encerrar o nosso giro de entrevistas, o COCKPIT conversou com Serrinha, que mostrou grande confiança não só em conquistar o grande resultado na Corrida do Milhão, mas em carimbar sua participação na disputa pelo título de 2011. Só para refrescar a memória, o melhor resultado do piloto paulista da Red Bull nesta temporada foi justamente em Interlagos – Daniel terminou a prova na segunda colocação.

COCKPIT: Como está sendo a sua preparação nesta semana da Corrida do Milhão?
DANIEL SERRA: Na verdade, minha preparação é feita no início do ano. Durante a temporada, participo de outras competições além da Stock Car, como GT Brasil e brasileiro de Marcas. Por isso, durante o ano eu apenas mantenho meu condicionamento, já que estou competindo quase todo fim de semana. Estou bem tranquilo em relação a esta parte física.

COCKPIT: Além de ter uma duração maior, a Corrida do Milhão prevê pit stops obrigatórios. Como está sua equipe?
DANIEL SERRA: Se pegarmos o histórico da Red Bull, sem dúvida é uma das melhores neste ponto. O pessoal está muito bem preparado não só para esta corrida, mas para toda a temporada.

COCKPIT: E como você encara a Corrida do Milhão? Tem um sabor diferente?
DANIEL SERRA: O importante é você visar essa corrida como qualquer outra do campeonato. É claro que o prêmio é tentador, mas, de verdade, penso somente no bom resultado. Minha meta é ser campeão e eu e minha equipe vamos trabalhar pensando nos pontos para entrar nos playoffs. Para mim, a conquista do campeonato é muito mais importante do que essa premiação.

COCKPIT: Então seu foco são os pontos para a disputa dos playoffs?
DANIEL SERRA: Eu quero vencer sempre. Mas tenho de pensar, também, no meu campeonato. Infelizmente, tive alguns probleminhas durante esta temporada. Mas, apesar disso, meu melhor resultado desse campeonato foi justamente em Interlagos, quando terminei em segundo. Minha equipe evoluiu muito de lá pra cá e, por isso, estou confiante para a Corrida do Milhão.

(Luca Bassani)

COCKPIT: Mesmo trabalhando duro, os resultados não apareceram como você gostaria em 2011. Como manter a motivação?
DANIEL SERRA: Corro não só porque é minha profissão, mas faço isso porque adoro. A satisfação que tenho quando estou guiando é imensa. A vontade que tenho de ganhar também é enorme. A sensação que tenho quando ganho uma corrida é incrível; é a melhor sensação que existe.

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Ricardo Maurício acelera para o bi da Corrida do Milhão

A Corrida do Milhão está chegando. E, é claro, ele não poderia faltar. O COCKPIT conversou com o piloto da Eurofarma RC, Ricardo Maurício. O competidor do carro 90 não é somente favorito à vitória nessa corrida especial, mas também é candidato a grande consagração ao final desta temporada. Além do bi na Corrida do Milhão, o campeão de 2008 corre, também, para seu bicampeonato.

(Duda Bairros)

Ricardo Maurício foi o vencedor da edição de 2010 da Corrida do Milhão. A prova do ano passado teve um dos finais mais emocionantes da história da categoria. Após receber a quadriculada e contornar o S do Senna, a gasolina do carro acabou e Ricardinho fez a volta de comemoração no carro de resgate do autódromo.

Com um lugar assegurado na superfinal, Ricardo Maurício está focado na mais importante corrida do calendário brasileiro, mas sem perder a atenção no campeonato.

COCKPIT: Você foi o vencedor da Corrida do Milhão no ano passado. A pressão por uma vitória nessa prova especial já passou? Dá para entrar na pista mais relaxado?
RICARDO MAURÍCIO: Hoje, estou inteiramente focado na Corrida do Milhão, que é uma prova diferenciada; não só por atrair ainda mais a mídia, mas porque a exposição para quem vence é muito grande. Essa corrida é diferente, também, porque tem uma duração um pouco maior e tem pit stops obrigatórios. Por isso, disputar a Corrida do Milhão requer atenção de todos; minha, como piloto, e da equipe.

COCKPIT: No ano passado, a estratégia da sua equipe foi perfeita. Você cruzou a linha de chegada e ficou sem combustível para a volta da vitória. Você já definiu a estratégia para a corrida deste ano?
RICARDO MAURÍCIO: A equipe ainda está trabalhando na melhor estratégia que iremos colocar em prática. Vamos decidir, seguindo as determinações do regulamento, qual a melhor estratégia. Outro ponto relevante é o desgaste dos pneus, que ainda é uma incógnita para esta prova. Também é preciso atenção à aderência. Ainda não sei exatamente como está a pista neste sentido.

(PPress)

COCKPIT: Então é hora de se dedicar inteiramente à Corrida do Milhão?
RICARDO MAURÍCIO: Apesar de a atenção estar nesta prova, não posso esquecer o campeonato. É importante lembrar que os dez melhores dessa fase de classificação vão para os playoffs, mas com pontuação diferenciada. Quanto mais pontos você fizer na fase atual, melhor colocado você estará para iniciar a disputa pelo título. E isso pode ser decisivo lá na frente.

COCKPIT: A Stock Car já passou por Interlagos neste ano. Seus resultados da corrida de abril servem de parâmetro?
RICARDO MAURÍCIO: No início do ano, posso dizer que fui bem em Interlagos [Ricardinho foi pole e terminou a corrida em terceiro lugar]. Mas isso não serve de parâmetro, já que outras equipes evoluíram de lá para cá. É claro que meu time também evoluiu, mas somente após os primeiros treinos livres é que saberei se meu carro estará competitivo.

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Valdeno Brito: muito mais do que um milhão

Talento para guiar carros de corrida carrega desde o berço. Maior representante da Paraíba no cenário do automobilismo brasileiro, Valdeno Brito tem feito excelentes campeonatos nas outras categorias que compete atualmente – ele é líder do brasileiro de Marcas e do GT Brasil. Porém, a vida do piloto paraibano na Stock Car não tem sido fácil. Mas isso não é problema para quem está acostumado a superações. E isso não é de hoje.

Em 2008, mesmo sem figurar no topo da classificação do campeonato, Valdeno conquistou uma boa posição de largada para a primeira edição da Corrida do Milhão, em Jacarepaguá (Rio de Janeiro). Na época, ainda sonhava com a sua primeira vitória na Stock Car. Sonho que se transformou em realidade naquele 31 de agosto. Dentre as muitas recordações que tem de seu primeiro triunfo na categoria, um anel de uso exclusivo do vencedor da Corrida do Milhão.

(Duda Bairros)

Hoje, na luta pelo segundo milhão, a situação não é muito diferente, já que o piloto está na busca por uma vaga dentre os dez mais bem classificados; agora, porém, com duas vitórias no bolso. Focado na prova em Interlagos, Valdeno busca uma melhor colocação na tabela da competição. Por isso, o bi na Corrida do Milhão seria mais do que especial.

Líder do GT Brasil e do brasileiro de Marcas (quatro vitórias em seis corridas em 2011), Valdeno conversou com o COCKPIT sobre a expectativa sobre a Corrida do Milhão.

COCKPIT: Qual a sua expectativa para esta Corrida do Milhão e para o restante da temporada?
VALDENO BRITO: No momento, o mais importante é focar na corrida. Se faturar a Corrida do Milhão, com certeza estarei melhor classificado no campeonato, o que me deixará em boas condições para ficar com uma das vagas nos playoffs.

COCKPIT: Como você está se preparando para esta corrida, que é a mais atraente do calendário nacional?
VALDENO BRITO: Minha preocupação é dar uma maior atenção à parte física, já que esta prova é mais longa. Ao invés dos 50 minutos, esta corrida terá 1h10min. Por isso, a preparação física tem de ser no mais alto nível. Mas não é só isso.

COCKPIT: O que mais?
VALDENO BRITO: Eu e minha equipe temos de estar muito bem preparados. Além do trabalho do piloto, o time tem de estar bem preparado para os pits stops, que serão obrigatórios nesta corrida. Este bom trabalho visa a minimizar a chance de erro. Somente assim teremos chance.

(Fernanda Freixosa)

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Popó Bueno e um sonho; ou melhor: dois!

Depois do bate-papo com Duda Pamplona na semana passada, o COCKPIT conversou com outro piloto do Rio de Janeiro que estará na disputa da Corrida do Milhão, que é a mais esperada prova da temporada da Stock Car. Aos 33 anos, Popó Bueno está confiante num bom resultado na milionária prova que será disputada no dia 7 de agosto em Interlagos.

(Fabio Oliveira)

Com 59 pontos no campeonato, Popó praticamente garantiu uma vaga nos playoffs. Com esta pontuação, historicamente, o piloto participa da superfinal. No entanto, Popó quer mais: buscar sua primeira vitória na categoria. E nada melhor do que vencer a sedutora Corrida do Milhão. Impossível? Claro que não! É só olhar pelo retrovisor e ver que em 2008 Valdeno Brito alinhou no grid para a primeira edição da prova e saiu do autódromo de Jacarepaguá (sim, a primeira Corrida do Milhão foi no Rio de Janeiro e não pagou um milhão de reais, mas sim US$ 1 milhão) com a sua primeira vitória no bolso.

COCKPIT: O que representa a Corrida do Milhão para você?
POPÓ BUENO: Uma corrida que dá uma premiação de um milhão de reais... É claro que este prêmio diferenciado atrai. A representatividade desta corrida é grande no cenário nacional. Psicologicamente falando, para os pilotos, é algo como as 500 Milhas de Indianápolis.

COCKPIT: Como está a sua preparação para esta prova?
POPÓ BUENO: Um erro pode determinar o seu rumo na corrida. Por isso, além de estar muito bem fisicamente, afinal esta prova é mais longa do que as demais, é preciso que a equipe esteja muito bem preparada. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, automobilismo é esporte coletivo. A importância dos mecânicos e de todos no time é grande. Com pit stop obrigatório na Corrida do Milhão, não só o piloto, mas toda a equipe tem responsabilidade de fazer um bom trabalho.

COCKPIT: E a sua expectativa para a corrida?
POPÓ BUENO: Claro que sonho com a primeira vitória e vencer esta corrida seria muito legal. Mas, vou te dizer uma coisa: meu foco maior é o título. Numa situação imaginária em que eu tivesse de optar, sem dúvida eu trocaria a vitória na Corrida do Milhão pelo título da temporada. O título seria mais importante para minha carreira. Mas, se eu pudesse escolher, é claro, ficaria com os dois!

(Fabio Oliveira)

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Próximo passo

Fim de semana foi de velocidade não só em Hungaroring (espetacular vitória de Jenson Button na Fórmula 1) e no Rio de Janeiro (triunfo duplo de Valdeno Brito no brasileiro de Marcas). Entre um ronco e outro de motor, tive a oportunidade de encontrar com o presidente da Faerj, Djalma Neves. Se hoje ainda há corridas nacionais no Rio de Janeiro, muito se deve ao trabalho desse dirigente. No paddock de Jacarepaguá, ele me contou que o novo autódromo da cidade será oficialmente lançado agora em agosto.

A reunião de lançamento acontecerá em Brasília e contará com a participação do Ministério dos Esportes e algumas entidades ligadas ao automobilismo. A data ainda não foi divulgada porque ainda há detalhes que devem ser acertados, como agenda do Ministro e coisas assim. O importante, neste momento, é o compromisso das entidades na construção da necessária praça de esporte a motor na cidade.

Somente após a tão esperada confirmação de construção do novo autódromo do Rio de Janeiro, em Deodoro, é que poderemos saber a verba que será empregada. Tão importante quanto isso é que teremos uma boa ideia de como será o traçado. Um passarinho azul me disse que haverá um trecho da nova pista que passará sobre a outra (como acontece no traçado de Suzuka, no Japão), além de duas grandes retas e curvas de alta e baixa. Se realmente será assim, eu não sei. O importante é que a comissão que está à frente disso deve escutar os pilotos, que é quem mais entende da questão.

Acho esse um passo importantíssimo para a construção do novo autódromo. É claro que ainda há um longo caminho a ser percorrido até a inauguração. Mas, como se diz por aí, uma coisa de cada vez. A cada passo dado, uma nova meta deve ser alcançada. Para isso, será fundamental o cumprimento de um cronograma, que eu espero que seja apresentado no tal lançamento.

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Há 35 anos, o início da volta por cima

Não iria me espantar se soubesse que hoje, dia 1º de agosto, um certo ex-piloto austríaco, que atende pelo nome de Andreas Nikolaus Lauda, celebrasse seu 35º aniversario. Na verdade, o tricampeão da Fórmula 1 Niki Lauda é um pouquinho mais velho – ele tem 62 anos. Mas foi no dia 1º de agosto, há 35 anos, que ele viu a morte de perto; de muito perto!

A temporada de 1976 parecia uma repeteco da anterior. O domínio de então campeão mundial Niki Lauda era indiscutível – venceu quatro e chegou em segundo em outras duas nas seis primeiras corridas. Mais duas provas e um pódio (terceiro lugar). O caminho da glória parecia retomado após a vitória em Brands Hatch. Aí veio o Grande Prêmio da Alemanha.

O violento acidente sofrido por Lauda na segunda volta do GP em Nurburgring (vencido por James Hunt) quase foi o ponto final da vida do campeão. Após a quebra da suspensão traseira direita, a Ferrari de Lauda saiu da pista e foi ricocheteada para o asfalto para ser acertada pelo Surtees de Brett Lunger. No momento do impacto, a Ferrari estava com o tanque cheio. A explosão do carro vermelho é, até hoje, uma das cenas mais chocantes da Fórmula 1.


O piloto da Ferrari ficou desfigurado pelas queimaduras sofridas e plásticas reparadoras. No tempo em que ficou no hospital, recuperando-se do acidente e suas consequências, Lauda chegou a ser desenganado pelos médicos e recebeu a visita de um padre, que foi chamado para fazer sua extrema-unção. Na ocasião, Lauda disse: “Preciso de um médico, e não de um padre”.

Niki Lauda retornou às pistas; exatamente no dia 12 de setembro no GP da Itália, em Monza, três corridas após o terrível acidente. A quarta colocação levou os tifosi ao delírio e a sonhar com seu bicampeonato naquela temporada. O médico Sidney Watkins conta que até hoje não lembra se sorriu ou se chorou de emoção. Ele sabia que estava diante de um milagre.

Lauda terminou o mundial como vice-campeão porque se recusou a competir a última prova, em Monte Fuji; aquele GP japonês foi realizado sob forte chuva. Por ter sido obrigado a largar, Lauda, antes mesmo da primeira curva, abriu passagem para seus adversários e recolheu sua Ferrari para os boxes.

O austríaco diz que não se arrepende da atitude. No ano seguinte, ainda pela equipe de Maranello, chegou ao bicampeonato. Depois de ver a morte de perto, com dois mundiais no bolso, Lauda, que virou sinônimo de superação e coragem, disse que só continuaria na categoria se pagassem o que ele valia. O aumento de salário foi prontamente descartado pela Ferrari.

Lauda não ficou muito tempo a pé: fechou com Bernie Ecclestone para guiar para a Brabham nas temporadas de 1978 e 1979 pela (na época) escandalosa quantia de US$ 1 milhão por ano – no final dos anos de 1970, um piloto de ponta de F1 ganhava cerca de US$ 500 mil. Não tenho dúvida de que o precursor de salários exorbitantes na F1 (deixo claro, aqui, que não julgo ser justo ou não a quantia que cada piloto da categoria recebe) foi o austríaco.


Fim do contrato, pedido de novo aumento: o dobro! Desta vez, Ecclestone não quis abrir o cofre. E, naquele ano, mais ninguém. Resultado? Duas temporadas de aposentadoria. Este foi o tempo que Lauda ficou até alguém aceitar suas condições financeiras. Voltou para F1 pelo cockpit da McLaren em 1982. A vitória não tardou e veio no terceiro GP daquele mundial. Pela McLaren, conquistou o mundo em 1984. Aposentou-se (de vez) no ano seguinte com 177 GPs, 54 pódios, sendo 25 vitórias. Além dos três mundiais, o austríaco cravou 24 pole-positions (em 1974, fez nove poles, sendo seis consecutivas) na carreira.


Lauda é a prova de que jamais devemos perder tempo com lamentações. A volta por cima com dois títulos mundiais depois do acidente que quase lhe valeu a vida é exemplo dentro e fora das pistas. O tricampeão, que carrega as marcas daquele domingo, até hoje é sinônimo de superação.

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Participação especial na F3 Sudam

Fim de semana em Jacarepaguá não foi só do brasileiro de Marcas. A terceira etapa do campeonato sul-americano de Fórmula 3 teve uma novidade. Na categoria principal da F3, Fabiano Machado, que ganhou duas corridas na rodada tripla no Rio de Janeiro, e Leonardo Souza foram os vencedores.

Mas o que mais chamou atenção foi a F3 Light. A piloto Suzane Carvalho participou de duas das três baterias disputadas em Jacarepaguá. Para completar, a primeira (e única) mulher campeã da categoria venceu uma das etapas. Nada mal para a nossa campeã que não sentava num cockpit dessa categoria desde 1997.

Na primeira prova do fim de semana, Leonardo usou a cabeça para vencer. O piloto economizou pneus durante a prova e contou com uma pitada de sorte para superar Machado na última volta, que teve uma falha mecânica. Esta foi a terceira vitória do paranaense na categoria.

Na segunda corrida, Fabiano Machado não teve qualquer problema e venceu até com certa facilidade; recebeu pressão de Guilherme Silva por algumas voltas, mas conseguiu se sustentar na ponta e vencer pela quarta vez em 2011. Machado repetiu o bom desempenho na última prova do dia e subiu no degrau mais alto do pódio pela quinta vez em 2011. Fabiano é líder com 182 pontos, 59 a mais do que o vice-líder, Guilherme Silva.

(Carlos Alvim)

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