Arquivo de September 2011

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Botou pra derreter!

Os primeiros treinos livres da Stock Car em Londrina – segunda etapa da superfinal – foram atípicos. Prefiro essa expressão a escrever absurdo. Isso não pode acontecer num autódromo que integra o calendário da categoria que envolve os melhores pilotos em atividade no país. Quer dizer, não poderia!

A alta temperatura na pista do interior paranaense abriu uma grave ferida no autódromo. O novo asfalto que foi colocado no circuito de Londrina começou a derreter e soltar pedaços conforme a passagem dos carros da Stock Car nos livres dessa sexta-feira. O ‘tapete’ parece não ter resistido aos 36º ambiente e quase 60º na pista.

(Miguel Costa Jr)

Em Londrina, corre solto um papo de que esse recapeamento só foi finalizado há uns dez dias. É claro que a organizadora da categoria (Vicar) e a CBA não têm culpa. Os engenheiros responsáveis pela obra é que devem responder pelo esfarelamento do asfalto.

O primeiro indício de que algo estava errado surgiu quando o segundo grupo de pilotos entrou na pista. Normalmente, os pilotos do segundo grupo costumam ser pouco mais rápidos do que os competidores do primeiro, já que a pista começa a ficar emborrachada.

Mas a tabela dessa sexta-feira não mostrou isso: o piloto mais rápido do segundo grupo foi Thiago Camilo, que ficou apenas com o décimo tempo no geral. O piloto do Ipiranga RCM número 21 ficou a 0s7 do melhor do dia, Daniel Serra. Essa diferença, na Stock Car, é uma infinidade! Confiram os tempos:
1. Daniel Serra (Red Bull – nº 29): 1min12s928
2. Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99): 1min12s956
3. Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18): 1min13s012
4. Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90): 1min13s096
5. Rodrigo Sperafico (Scuderia 111 – nº 19): 1min13s129
6. Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14): 1minb13s134
7. Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10): 1min13s320
8. Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77): 1min13s342
9. Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23): 1min13s416
10. Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21): 1min13s652

Ao que tudo indica, as atividades de hoje na pista com cronômetro estão suspensas. Há muito que se fazer até a classificação. Só há duas explicações razoáveis para isso ter acontecido: ou não houve tempo suficiente para cura ou o asfalto é de baixa qualidade.

Não posso ser contundente em relação à obra de recapeamento do asfalto, mas uma coisa é certa: se o asfalto for de baixa qualidade, não há muito que ser feito. Ou a corrida é cancelada – não aposto nessa possibilidade – ou os carros da Stock Car vão para a pista na marra. Aí, seja o que Deus quiser!

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Respostas ao desafio Mika Hakkinen

Teve gente que chegou bem perto, mas algumas respostas do desafio Mika Hakkinen, que lancei no dia do aniversário do bicampeão, ficaram incompletas. Aqui estão:
1. Benetton, 1989, B189 (teste pela equipe italiana antes de estrear na F1)
2. Lotus, 1991, 102B (primeira escuderia de Mika na F1)
3. McLaren, 1993, MP4/8 (ano em que foi piloto de testes da McLaren, assumindo o cockpit titular de Michael Andretti no final da temporada)

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Chuva promete aparecer em Londrina na Stock Car

Se na Fórmula 1 o alemão Sebastian Vettel já praticamente garantiu o bicampeonato, na Stock Car o cenário é bem diferente. Dos dez pilotos que disputam os playoffs, quatro estão bem encaminhados para abocanhar o título brasileiro da temporada. Já escrevi isso aqui antes e volto a repetir: o título de 2011 será de Max Wilson, Cacá Bueno, Ricardo Maurício ou Thiago Camilo.

Com vitórias em 2011, Camilo (melhor da fase classificação) e Cacá (atual vice-líder) buscam a primeira vitória na superfinal. Vitória, aliás, é algo que os pilotos dessa escuderia de Rosinei Campos, o Meinha, ainda não conquistaram nessa temporada. Atual líder e campeão da categoria, Max Wilson já subiu ao pódio mais de uma vez nesse campeonato, assim como seu companheiro e campeão de 2008, Ricardo Maurício. A regularidade é a marca da equipe Eurofarma RC, que não está acostumada a ficar muito tempo sem visitar o degrau mais alto do pódio.

As duas retas (uma com 750 metros e outra com 850 metros) e dez curvas, sendo a maioria de baixa, fazem o circuito de Londrina ter poucos pontos de ultrapassagens. Porém, o push to pass dará nova cara à prova.

(Luca Bassani)

Numa pista como essa, uma boa posição no grid é importante para quem almeja a vitória. A busca do acerto ideal nos treinos livres será incansável para ter o melhor rendimento na classificação.

Porém, largar nas primeiras filas em Londrina não será sinônimo de vitória. Basta lembrar 2010 e ver que Max Wilson saiu da oitava posição e venceu. Claro que a turma que ficar da sexta fila para trás terá chance reduzida de receber a quadriculada em primeiro.

A grande incógnita para esse final de semana será o desgaste dos pneus. Com asfalto novo, o Autódromo Internacional Ayrton Senna provocará um consumo de borracha inferior ao do ano passado. Isso vai aocntecer, também, por causa da chuva que, segundo a previsão meteorológica, vai aparecer no horário da corrida. Se realmente a prova for disputada debaixo de chuva, surpresas poderão acontecer e o campeonato poderá ficar mais embolado.

Com a chance de chuva, vale ficar de olho em Valdeno Brito. O piloto paraibano, radicado na cidade há cinco anos e que conhece muito bem o circuito, teve bom desempenho na última corrida. Mesmo fora da disputa pelo título, Valdeno pode surpreender.

E não só ele. Os pilotos da superfinal Allam Khodair (que venceu nessa pista esse ano no Trofeo Linea, para depois ser injustamente desclassificado), Daniel Serra, Marcos Gomes e Atila Abreu podem estar no degrau mais alto do pódio em Londrina. Ainda assim, pela pontuação que eles têm na superfinal, mesmo com o descarte, o título dessa temporada está distante.

A situação de Popó Bueno é um pouco diferente. A vitória do carro da sua equipe na última corrida, em Santa Cruz do Sul, foi consequência de uma tática ousada e precisa, que dificilmente se repetirá. Ali, vale muito mais o talento de Popó do que o rendimento do carro.

Da mesma forma olho para Luciano Burti. Apesar da vitória em 2011, não acho que Burti tenha equipamento para colocá-lo com grande chance de conquistar a vitória nessa pista e o título na última corrida de 2011. Hoje, o piloto Diego Nunes, vencedor da etapa de Curitiba de 2010, anunciou que não estará na pista de Londrina por falta de patrocínio. Nunes pode voltar na última prova, no Velopark.

A pontuação dos pilotos da superfinal está assim:
Max Wilson: 232 pontos
Cacá Bueno: 230 pts
Ricardo Maurício: 226
Thiago Camilo: 225
Popó Bueno: 219
Atila Abreu: 216
Luciano Burti: 214
Marcos Gomes: 209
Daniel Serra: 207
Allam Khodair: 206

O COCKPIT, agora, dá um aperitivo de como será a corrida no domingo. Pegue uma carona com Thiago Camilo na pista de Londrina.


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O Balestre da Indy

A Indy Car puniu Helio Castroneves por ter criticado publicamente o diretor de provas Brian Barnhart. A categoria multou o brasileiro da Penske em US$ 30 mil e colocou Helinho em observação até o final dessa temporada, ou seja, em Kentucky e Las Vegas.

A confusão começou depois que Helinho foi penalizado pelo diretor de provas da Indy, Brian Barnhart, na corrida de Motegi. Com a decisão, Castroneves caiu da sétima para a 22ª posição na classificação final do Grande Prêmio. Obviamente insatisfeito, Helinho abriu o verbo contra o dirigente, acusando de ele não ser coerente em suas decisões – realmente, Brian peca em suas decisões esportivas. Na ocasião, o piloto da Penske disse que “Brian é inconsistente e muda regras quando é conveniente a ele e a interesses pessoais. Faço das famosas palavras de Paul Tracy as minhas: Barnhart é um palhaço de circo”.

É claro que as críticas foram duras, mas, verdade seja dita (ou escrita), fundamentadas. Não é de hoje que todos veem decisões equivocadas vindo da direção de prova. A lambança contra Helinho não foi a primeira. No ano passado, Castroneves foi garfado no GP de Edmonton.

Ora, até mesmo nas punições a organização consegue fazer lambanças! Helio Castroneves é um dos maiores nomes da categoria – o piloto é “só” tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis, além de ser o brasileiro com maior número de vitórias na categoria (25).

Ao invés de multa, a categoria deveria, inteligentemente, ter conversado com o piloto. A organização e o profissionalismo recomendam uma boa política de relações pessoais e de trabalho. Isso, sim, resolveria a questão, sem desgastes ou arranhões nas imagens de ambos os lados.

Vejo que falta sensibilidade a Brian Barnhart quando o assunto é lidar com pilotos. Tenho a impressão de que o ego do diretor consegue ser maior do que a categoria. Será que Barnhart tem a foto de Jean-Marie Balestre em sua cabeceira? Por vezes tenho a impressão de que o norte-americano se espelha no falecido (e amado pela maioria dos brasileiros) francês. Sei que Brian já contribuiu para o crescimento da Indy, mas parece ter saído do traçado e atolado na brita.

A multa aplicada a Helinho, na verdade, não muda muita coisa. O dinheiro foi convertido em prestação de serviço e o brasileiro terá de aparecer publicamente para promover a categoria. Em outras palavras, tudo fica como está. Aliás, quase tudo: afinal de contas, Helinho perdeu os pontos do sétimo lugar da corrida japonesa e, mais uma vez, fica sem pontos em um GP.

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Quem tem boa memória?

Hoje é aniversário de Mika Hakkinen. O bicampeão mundial completa 43 primaveras. Coincidentemente, estava arrumando minhas gavetas – sim, aquelas que vire e mexe eu encontro raridades abandonadas por mim embaixo de outras muitas coisas – e encontrei três fotos. Lanço, aqui no COCKPIT, um desafio: quem é capaz de adivinhar a equipe, o ano e o modelo de Mika na sequência de fotos abaixo. Respostas na sexta-feira.

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O dia em que o vencedor foi coadjuvante

Alguns tiveram o privilégio de vê-lo guiar. Outros, só o conhecem por vídeos, textos e fotos. Símbolo da garra ferrarista, Gilles Villeneuve nunca foi campeão mundial na Fórmula 1. Mas isso não diminui, muito menos apaga, seu talento e o que ele representou para a Fórmula 1.

Gilles sempre mostrou uma impressionante interação com sua Ferrari; era como se não tivesse músculos e ossos, tendo sido construído por arruelas, pistões, válvulas e cabeçote.

O canadense Villeneuve foi protagonistas de diversas corridas na F1; mesmo naquelas em que não subiu no degrau mais alto do pódio. Suas voltas eram mágicas. Suas poles eram improváveis. Suas vitórias eram épicas.


Na última vez em que correu em sua terra natal, ele deu um show. A pista foi encharcada pela forte chuva daquele 27 de setembro. Há exatos 30 anos, a Ferrari número 27 foi espetacular. Durante a corrida, o aerofólio dianteiro foi danificado. Ignorando o problema, Gilles voou na pista encharcada. A pressão do ar entortava cada vez mais a peça, que chegou a tapar sua visão. Mais algumas voltas e o aerofólio pediu demissão da lendária Ferrari 27. Não foi aos boxes. Simplesmente se recusou. Na cabeça dele, não era necessário. E realmente não era. O show não podia parar.

Nas voltas finais, mostrou ao mundo o que é arrojo misturado com talento. Todo este esforço foi recompensado com a terceira colocação e a subida ao pódio. Méritos para Gilles. Para ele, méritos para o carro. A vitória? Pouco importa. Poucos lembram que o primeiro a receber a quadriculada foi Jacques Laffite.

Relembre o histórico Grande Prêmio do Canadá daquele piloto que abdicou da vida para se tornar mito.


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Agora é pelos recordes

A vitória de Sebastian Vettel no Grande Prêmio de Cingapura de Fórmula 1 deixou o alemão da Red Bull em situação confortável no mundial. O mais jovem campeão da história da F1 precisa de apenas um ponto nas cinco corridas restantes da temporada; isso se Jenson Button vencer todas as provas de 2011. Se o inglês da McLaren não tiver 100% de aproveitamento até o final do campeonato, Vettel não precisará nem mesmo do pontinho para ser bicampeão.

(Formula 1 Website)

Por falar em aproveitamento, Sebastian tem, até agora, o melhor de uma temporada na história da categoria. Depois de 14 corridas, o alemão da Red Bull chegou a incrível marca de ter conquistado 88,2% dos pontos que foram disputados em 2011 – o recorde é de Michael Schumacher, que em 2002 teve um aproveitamento de 84,7% dos pontos daquele mundial.

Se a rotina da F1 continuar, Vettel poderá atingir uma marca respeitável no quesito pole-positions. Com 11 poles na atual temporada – a Red Bull largou na frente em todas as corridas de 2011 –, ele precisa de mais três para igualar o recorde, que hoje pertence a Nigel Mansell. O leão cravou 14 poles em 1992.

Na liderança desde que foi campeão em novembro do ano passado, Vettel poderá se igualar o número de vitórias de Juan Manuel Fangio. Para chegar a 24 triunfos na F1, o alemão terá de vencer todas as cinco provas restantes. Difícil, mas com talento, cabeça no lugar e com o RB7, Vettel poderá, sim, vencer mais cinco GPs nesse ano.

Se conseguir isso, Sebastian terá seu nome tatuado em mais outro recorde da Fórmula 1. Até hoje, apenas Alberto Acari e Michael Schumacher conseguiram a maior sequência de vitórias na categoria. O italiano (1952/1953) e o alemão (2004) venceram sete Grandes Prêmios seguidos.

(Formula 1 Website)

A meta de cinco vitórias nas cinco corridas restantes deve fazer brilhar os olhos de Vettel. Além desses recordes, ele desbancará mais uma marca de Schumi: o heptacampeão é o maior vencedor de corridas numa só temporada; Schumacher venceu 13 das 18 provas de 2004. As cinco sonhadas vitórias deixarão Vettel com 14 vitórias (em 19 GPs).

Por tudo que Vettel tem feito na competição, o título será matematicamente dele no Japão, próxima etapa do mundial. Só uma grande e galopante zebra impedirá que Sebastian saia de Suzuka com a faixa de bicampeão. O foco do jovem alemão, agora, deverá estar nos recordes. Se alguém achou que os números de Schumacher eram insuperáveis... Bem, aí está Sebastian Vettel para fazer a gente repensar isso tudo.

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F3 e Top Race para argentino ver

Além da Fórmula 1 e do brasileiro de Marcas e do Trofeo Linea, o fim de semana ainda teve a sétima etapa do sul-americano de Fórmula 3, disputada em Ciudad de Paraná, na Argentina. A categoria voltou à província de Entre Rios (a 460 quilômetros da capital) depois de seis anos de ausência. A rodada dupla foi disputada no novo autódromo da cidade, que foi remodelado e agora tem 4.219 metros de extensão – o antigo tinha 2.595 metros. O evento de monoposto sul-americano foi preliminar da Top Race V6, uma das principais competições argentinas de carros de turismo.

As vitórias foram de Fabiano Machado. O piloto paulista da Cesário Fórmula, que venceu 13 (de 20 provas) em 2011, só perde o título dessa temporada se ele mesmo quiser; e podem ter certeza: esse não é o caso! Fabiano abriu 165 pontos de vantagem sobre o novo vice-líder: Ronaldo Freitas aproveitou que Guilherme Silva ficou no Brasil para competir na Fórmula Futuro e assumiu o segundo lugar na classificação.


Já escrevi isso aqui em outras oportunidades: ver o grid da categoria dá vontade de chorar. O esquelético campeonato da F3 reuniu cinco pilotos na categoria principal. Algo precisa ser pensado e revisto. A começar pelo investimento: a F3 é caríssima para os padrões do nosso continente. É preciso baratear todos os componentes (chassi, motores, jogos de pneus e etc.) para poder voltar a atrair jovens promessas do automobilismo.

O magríssimo grid da F3 também afeta negativamente os competidores. Fabiano Machado está no topo da classificação e tem uma confortabilíssima vantagem para a conquista do título. Claro que o jovem piloto é bom, mas seria melhor, até mesmo para ele, ter outros competidores para alimentar mais disputas nas pistas. Não tenho dúvida de que ele ser campeão nessa temporada. Minha preocupação é que ele enfrentará uma realidade completamente diferente dessa de 2011 a partir da próxima temporada quando ingressar em outra categoria (provavelmente, fora do Brasil).

Abro um parêntese aqui para falar da Top Race. A categoria, que é uma das mais competitivas do continente, vire e mexe conta com pilotos brasileiros convidados. Nesse final de semana, o piloto da Stock Car Ricardo Maurício estava no autódromo de Ciudad de Paraná com um Mitsubishi Lancer GT. Apesar de ter ficado fora do Top10, o resultado merece registro: de todos os competidores de Mitsubishi Lancer GT que terminaram a corrida, ele foi o terceiro. Fecho parêntese.

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A um ponto do bi

Sebastian Vettel precisa de uma combinação de resultados para garantir seu bicampeonato no Grande Prêmio de Cingapura de Fórmula 1. O resultado mais provável, que seria a vitória do alemão da Red Bull, aconteceu. Mas Jenson Button resolveu estragar a festa noturna do atual campeão mundial.

(Formula 1 Website)

Festa adiada para Suzuka, que já definiu dez títulos na F1 – se formos levar em consideração o GP do Japão, mais dois entram na conta, já que os campeonatos de 1976 e de 1995 acabaram na terra do sol nascente.

E ao que tudo indica, Suzuka será palco da 11ª decisão de mundial de F1. Vettel precisa de apenas um ponto para se consagrar; isso se Button vencer. Caso Jenson não vença, Vettel será bi sem ter de fazer nada no Grande Prêmio do Japão.

(Formula 1 Website)

A vitória de Vettel foi esmagadoramente tranquila. O alemão manteve a posição de honra do grid logo após as luzes vermelhas terem se apagado e só foi visto na quadriculada. A única ameaça que sofreu foi da nanica Lotus do Jarno Trulli. Na saída do pit, o italiano quase abalroou a Red Bull número 1.

A vitória de Vettel foi sua nona (em 14 GPs) em 2011. Agora, ele coleciona 19 triunfos na F1. Com apenas 24 anos, o alemão é o 13º maior vencedor da história da categoria, atrás de Schumacher (91), Prost (51), Ayrton Senna (41), Mansell (31), Jackie Stewart (27), Alonso (27), Jim Clark (25), Lauda (25), Fangio (24), Nélson Piquet (23), Damon Hill (22), Hakkinen (20). Mais um número impressionante desse alemão que está em sua quarta temporada completa na F1 – um vice e dois títulos, já que não há como ele perder o campeonato de 2011.

O resultado da prova deixou Vettel com 309 pontos. O novo vice-líder é Jenson Button (185), que é o único que ainda tem chance matemática de conquistar o título mundial desse ano; não vou recorrer a matemáticos, mas a chance de Button ser campeão em 2011 deve ser algo em torno de 0,1%.

A corrida foi monótona – para não escrever chata – e pouca coisa chamou atenção em Marina Bay. Mas destaco alguns pontos da corrida em Cingapura. O primeiro foi o toque de Lewis Hamilton em Felipe Massa, que danificou a asa da McLaren e causou um furo no pneu da Ferrari. O campeão de 2008 foi precipitado na ultrapassagem e estragou tanto a sua quanto a corrida do brasileiro.

(Formula 1 Website)

O toque de Hamilton não foi o fator único que impediu um bom resultado de Massa em Marinha Bay. A Ferrari teve um desgaste de pneus acima da média e levou baile de McLaren. Uma lástima para Felipe. Por outro lado, Fernando Alonso conseguiu levar o carro vermelho até a quarta colocação – o espanhol só conseguiu isso porque Hamilton foi justamente punido com um drive through por causa do toque em Felipe; essa foi a quinta penalidade dele nessa temporada.

Apesar disso, Lewis voou baixo nas ruas de Cingapura. Com todo problema do toque com Massa e desgaste dos pneus – as borrachas dele foram embora mais rápido do que os compostos do Button porque teve de fazer corrida de recuperação –, Hamilton terminou na quinta colocação.

A temporada de 2011 não tem sido tão boa como Lewis havia planejado no início do ano. Hamilton tem cometido alguns erros que não são permitidos a um piloto que já foi campeão mundial. Outros, no entanto, são colocados na conta dele por causa desse histórico que ele ajudou a criar. Mas, dessa vez, ele mereceu a punição; além de ter errado, prejudicou a corrida de outro piloto.

Por falar em erro, classifico o incidente entre Michael Schumacher e Sérgio Pérez como estranho. O heptacampeão assumiu, de forma tímida, o erro na batida com a Sauber certamente para não provocar polemica. Mas a mexida na trajetória que o mexicano fez numa fração de segundo antes de Schumi acertar sua Sauber... Hum, sei não! Acho que Pérez antecipou a frenagem e, como a Mercedes estava embutida na caixa de câmbio do carro branco, a colisão foi inevitável. Erro do alemão, mas acho que o mexicano tem uma parcelinha nessa conta.

Rubens Barrichello e Bruno Senna tiveram desempenhos discretos. Rubinho, como já era esperado, ficou lutando para entra na zona de pontuação. A 13ª posição foi o melhor que ele conseguiu em Cingapura. Já o brasileiro da Lotus Renault quebrou a asa dianteira ainda no início da corrida depois de um toque no muro e foi obrigado a uma parada a mais nos boxes.

(Formula 1 Website)

Veja a classificação final do Grande Prêmio de Cingapura de Fórmula 1:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
2. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
3. Mark Webber (Red Bull-Renault)
4. Fernando Alonso (Ferrari)
5. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
6. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
7. Nico Rosberg (Mercedes)
8. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
9. Felipe Massa (Ferrari)
10. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
11. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
12. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
13. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
14. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
15. Bruno Senna (Lotus Renault)
16. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
17. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
18. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
19. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
20. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

Não completaram:
21. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
22. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
23. Michael Schumacher (Mercedes)
24. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)

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Thiago Camilo impecável no Marcas em Brasília

O piloto do carro 21 foi perfeito no fim de semana em Brasília. Thiago Camilo venceu as duas corridas da quinta etapa do campeonato brasileiro de Marcas. Os triunfos deram um salto na classificação para Camilo, que agora é o líder da competição. Contrariando a expectativa, que apontava para um leve favoritismo dos Civic, o Astra mostrou força e contou com a competência e talento de Thiago Camilo para faturar as duas corridas.

(Bruno Terena)

A grande ausência no fim de semana foi de Valdeno Brito. O piloto paraibano ficou a pé depois de a equipe Mico’s não conseguiu colocar seus carros para alinhar em Brasília. Os pontos que certamente Valdeno marcaria na competição poderão fazer falta no final do campeonato.

Problemas extra-pista à parte, a primeira vitória de Thiago Camilo na capital federal nesse domingo foi tranquila. Depois de largar na pole-position – a primeira do piloto na categoria –, o piloto do Carlos Alves Competições número 21 seguiu firme para a quadriculada, sem dar chance aos adversários.

(Alex Farias)

Essa bateria foi marcada pela disputa entre Thiago Marques e Atila Abreu. Os companheiros de equipe se estranharam na pista de Brasília depois que Atila espremeu Marques, que quase foi parar fora da curva 3. Mais alguns metros e Marques abandonou a prova. Atila seguiu no traçado e terminou em segundo lugar. A disputa da pista acabou em discussão no Twitter.

A primeira corrida do dia marcou a estreia de Antonio Pizzonia. O ex-F1 terminou a prova em oitavo e, obedecendo a regra do grid invertido, largou na pole na corrida seguinte.

(Bruno Terena)

Na segunda bateria, Camilo foi ainda mais fantástico. Após largar em oitavo, Thiago já aparecia em terceiro na segunda volta. Na terceira volta, colou na traseira do líder Fábio Fogaça.

Piloto da Officer ProGP, Fogaça resistiu as investidas de Camilo durante dez voltas. Nessas voltas, a diferença no cronômetro era inferior a 0s5. O piloto de Duda Pamplona mostrou talento e esportividade, defendendo sua posição. Mas na volta 13, Camilo colocou seu Astra lado a lado com o Focus e deixou Fogaça para trás.

(Vanderlei Soares)

Com o maior lastro em Brasília, Daniel Serra fez uma ótima segunda corrida. Serrinha subiu posições até chegar na terceira colocação. Um justo e merecido pódio para Daniel.

O duelo entre Atila Abreu e Thiago Marques teve um repeteco na segunda bateria. Nessa, erro de Atila, que tentou ultrapassar o Astra número 1 e fechou a porta antes de completar a ultrapassagem. Por sorte, o toque em Marques não comprometeu seriamente a prova do piloto do carro número 1.

Thiago Camilo é o líder com 151 pontos, seguido por Daniel Serra, que agora coleciona 139. Thiago Marques está em terceiro com 109, quatro a mais do que Valdeno Brito. A próxima etapa acontece no dia 30 de outubro no Rio de Janeiro.

Confira o resultado da nona etapa:
1. Thiago Camilo (Astra)
2. Átila Abreu (Astra)
3. Juliano Moro (Civic)
4. Daniel Serra (Civic)
5. Eduardo Garcia (Corolla)
6. Fabio Fogaça (Focus)
7. Galid Osman (Astra)
8. Antonio Pizzonia (Focus)
9. Fabio Carbone (Civic)
10. Alceu Feldmann (Civic)
11. Rodolpho Santos (Corolla)
12. Carlos Eduardo Padovan (Civic)
13. Ronaldo Kastropil (Focus)
14. Gustavo Martins (Civic)
15. Denis Navarro (Corolla)
Não completaram:
16. Andersom Toso (Focus)
17. Thiago Marques (Astra)
18. André Massuh (Corolla)

Veja a classificação dos pilotos na décima etapa:
1. Thiago Camilo (Astra)
2. Fabio Fogaça (Focus)
3. Daniel Serra (Civic)
4. Fabio Carbone (Civic)
5. Denis Navarro (Corolla)
6. Juliano Moro (Civic)
7. Antonio Pizzonia (Focus)
8. Alceu Feldmann (Civic)
9. Thiago Marques (Astra)
10. Thiago Gonçalves (Focus)
11. Rodolpho Santos (Corolla)
12. Galid Osman (Astra)
13. Andersom Toso (Focus)
14. Gustavo Martins (Civic)
15. Eduardo Garcia (Corolla)
Não completaram:
16. Atila Abreu (Astra)
17. Carlos Eduardo Padovan (Civic)
18. André Massuh (Corolla)

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Cacá Bueno é bicampeão

Soberano no Trofeo Linea. O piloto Cacá Bueno conquistou o bicampeonato em dois anos de categoria. Cacá venceu a primeira bateria em Curitiba – a quinta vitória em 2011 – e garantiu o título antes do encerramento da rodada dupla na capital paranaense. O campeonato, que veio com três provas de antecipação, é o quinto título nacional de Cacá em categorias principais – o carioca é tricampeão da Stock Car.

(Carsten Horst)

A vida de Cacá foi facilitada depois que Allam Khodair, que sonhava com o título da temporada, recebeu um toque de seu companheiro de equipe e foi obrigado a abandonar. Outro candidato, Popó Bueno não teve sorte em Curitiba e só terminou em oitavo lugar.

O outro vencedor do dia foi Giuliano Losacco, que conquistou sua segunda vitória no Trofeo Linea. O triunfo de Losacco foi acompanhado por Marcos Gomes, que foi o segundo colocado, e André Bragantini, que terminou em terceiro.

(José Mario Dias)

Algumas horas depois da quadriculada para Losacco, a direção de prova puniu Bragantini por conta de um toque em Popó Bueno. Com os 20s em seu tempo final, André perdeu o pódio e caiu para a 13ª posição na tabela da segunda prova de Brasília.

Depois do toque na primeira corrida, Allam Khodair não conseguiu arrumar o carro para competir na segunda bateria.

Na Fórmula Futuro, vitórias de Victor Franzoni, que acabou de completar 15 anos e é o mais jovem da categoria, e Jonathan Louis. O paranaense, que vai fazer 16 anos em 21 de novembro, reassumiu a liderança da competição; Louis tem 106 pontos. A vice-liderança é ocupada por Guilherme Silva, que está a nove pontos do líder. O carioca Luir Miranda é o terceiro com 94 pontos.

Com o título já definido, a disputa passa a ser pelo vice-campeonato. Sem conseguir atingir os 118 pontos de Cacá Bueno, Losacco tem 70 e segue firme para ser o vice de 2011. A nove pontos dele está Popó Bueno, que tem quatro de vantagem sobre Allam Khodair.

(Carsten Horst)

Confira o resultado da primeira bateria (oitava corrida de 2011) em Curitiba:
1. Cacá Bueno
2. André Bragantini
3. Clemente Faria Jr
4. Fábio Carreira
5. Cesinha Bonilha
6. Giuliano Losacco
7. Christian Fittipaldi
8. Popó Bueno
9. Rogério Motta
10. Marcos Gomes
11. Leonardo Nienkotter
12. Fernando Nienkotter
13. Alessandro Marchini
14. Rogério Castro
15. Marcos Ramos
16. Betinho Sartorio
17. Ricardo Sargo
Não completaram:
18. Allam Khodair
19. Ulisses Silva

O resultado da segunda bateria na capital paranaense:
1. Giuliano Losacco
2. Marcos Gomes
3. Leonardo Nienkotter
4. Cacá Bueno
5. Fernando Nienkotter
6. Clemente Faria Jr
7. Rogério Motta
8. Popó Bueno
9. Ulisses Silva
10. Alessandro Marchini
11. Marcos Ramos
12. Betinho Sartorio
13. André Bragantini
14. Cesinha Bonilha
15. Rogério Castro
16. Christian Fittipaldi
Não completou:
17. Ricardo Sargo

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Croqui de Deodoro

Quem costuma ir de site em site lendo as notícias leu uma matéria publicada no jornal O Globo com detalhes do projeto – alguns já conhecidos, como o traçado com uma passagem em nível na pista – do novo autódromo do Rio de Janeiro, que será construído em Deodoro. O complexo na Zona Oeste, que terá inclusive um kartódromo, ficará numa área de dois milhões de metros quadrados; mas apenas 22% da área será ocupada pelo circuito, que terá 4,5 quilômetros de extensão.

Não há muita novidade em relação ao traçado que tive a oportunidade de ver há uns dois meses. Chama atenção que a pista ficará numa área em meio a árvores, não empregando indiscriminadamente o desmatamento da localidade.

Nos últimos tempos, já conversei com pessoas ligadas ao projeto e com pilotos que participaram de reuniões sobre a nova pista do Rio de Janeiro. Um deles, o carioca Duda Pamplona, que compete na Stock Car como piloto e no Brasileiro de Marcas como chefe da Officer ProGP, me contou à época que a ideia inicial era um traçado bem seletivo, que, no papel, deixou-o impressionado.

(Infográfico do Jornal O Globo)

Já escrevi aqui no COCKPIT que realmente acho que a cidade receberá um novo autódromo. Porém, o acompanhamento do desenvolvimento do projeto é fundamental para que a pista saia do papel; ou da tela do computador, seja lá o que for!

Escrevo isso porque é imprescindível que a sociedade e pessoas ligadas ao automobilismo se unam e cobrem o cumprimento do acordo, que autoriza a destruição de Jacarepaguá somente após o funcionamento de outra pista na cidade.

O Presidente da Federação do Rio, Djalma Neves, tem trabalhado para a viabilidade do novo autódromo em Deodoro. É uma pessoa que carrega o peso de toda uma comunidade ligada ao automobilismo, que depende desse futuro autódromo para se manter viva.

No início do mês, ele me contou que o lançamento oficial do autódromo foi adiado por uma solicitação da prefeitura do Rio de Janeiro, que pediu ao Ministério dos Esportes para incluir no orçamento as obras no entorno. Ao contrário do que diz a matéria, um passarinho verde me contou que o pessoal lá de Brasília conta que a inauguração (isso mesmo: i-n-a-u-g-u-r-a-ç-ã-o) do autódromo de Deodoro está prevista para janeiro de 2013. Se realmente for isso, é preciso correr com o cronograma! A dúvida que paira no ar é o orçamento da pista, que até hoje não foi definido; ou, pelo menos, divulgado oficialmente.

Ainda não há data para a apresentação do projeto da nova pista, mas é preciso seguir no traçado para o Rio de Janeiro receber a quadriculada e finalmente voltar ter uma pista – perdoem-me, mas Jacarepaguá é uma mutilação daquela que já foi uma das melhores do mundo.

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Perto do bi

Nos últimos dias fiquei impressionado com a determinação de Sebastian Vettel. Quer dizer, sei que o campeão mundial é um piloto que sabe exatamente o que quer, mas a cada dia, hora, minuto que passa, parece cada vez mais saber o que precisa ser feito para ser bicampeão em Cingapura. Claro que o título só virá na noite cingapuriana se acontecer uma combinação de resultados. Ciente disso, o alemão da Red Bull está determinado em fazer sua parte. E começou bem, cravando a pole-position para a corrida noturna. O tempo de 1m44s381 é o novo recorde da pista.

(Formula 1 Website)

Por falar em recorde, os números de poles de Vettel impressionam. Essa foi a 11ª pole de Vettel em 2011 – a 26ª na carreira. Aos 24 anos, Sebastian é o sétimo piloto da história que mais vezes largou na frente. Com a pole em Cingapura, o alemão está atrás apenas de Michael Schumacher (68), Ayrton Senna (65), Jim Clark (33), Alain Prost (33), Nigel Mansell (32) e Juan Manuel Fangio (29). E nenhum desses citados alcançou um número expressivo de poles com tão pouca idade.

Mas para Vettel ser campeão, ou melhor, bi é preciso que haja mudanças de posições, já que se a ordem de chegada for a mesma do grid, o alemão terá de postergar o título para Suzuka, que historicamente já definiu os campeonatos de 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1996, 1998, 1999, 2000 e 2003. Um recorde dentre as pistas no mundo!

Curiosamente, as quatro primeiras filas do grid para o GP da Cingapura seguiu a ordem de grandeza da F1 atual, com Mark Webber ao lado de Vettel. Atrás das duas Red Bull, as McLaren com Button 0s005 mais rápido do que Hamilton. Na terceira fila, Alonso colocou praticamente 1s (1m45s800 contra 1m44s874) em Massa, que vai largar na sexta posição do grid. Logo depois das Ferrari estão as duas Mercedes, com Rosberg na frente de Schumacher, que não participou do Q3 para poupar pneus.

Em outros anos cometei que as zebras no S são muito altas. Hoje, logo no início do Q2, Kamui Kobayashi atropelou a primeira zebra e decolou com sua Sauber, só parando no muro do circuito urbano. Aquele S deveria ser modificado, já que só pode ser feito com agressividade, machucando o sistema de suspensão do carro.

(Formula 1 Website)

Bruno Senna está ficando especialista em acelerar o coração da torcida brasileira. O piloto da Lotus Renault só garantiu participação no Q2 depois de o cronômetro ter sido zerado, deixando seu companheiro Petrov junto com a turma, digamos, pouco rápida do Q1.

Depois da lambança na largada em Monza, Vitantonio Liuzzi foi punido com a perda de cinco posições de largada para a corrida em Cingapura. Porém, o italiano da Hispania conseguiu o pior tempo da classificação. Sem “se beneficiar” dessa punição, Liuzzi abusou de seu talento para ser o mais lento do circuito. Com o tempo da classificação em Marina Bay, será que ele ficará devendo para Suzuka? Brincadeirinha...

O grid para o Grande Prêmio de Cingapura é esse:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min44s381
2. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min44s732
3. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min44s804
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min44s809
5. Fernando Alonso (Ferrari): 1min44s874
6. Felipe Massa (Ferrari): 1min45s800
7. Nico Rosberg (Mercedes): 1min46s013
8. Michael Schumacher (Mercedes): sem tempo
9. Adrian Sutil (Force India-Mercedes): sem tempo
10. Paul di Resta (Force India-Mercedes): sem tempo
11. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
12. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
13. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
14. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
15. Bruno Senna (Lotus Renault)
16. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
17. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
18. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
19. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
20. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
21. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
22. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
23. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
24. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

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Vettel é mais rápido e Ferrari mostra força em Cingapura

O dia começou de forma incomum em Cingapura; e não somente por que os carros de Fórmula 1 ligaram seus motores pela primeira vez em Marina Bay nessa temporada. O início do primeiro treino livre foi atrasado em 30 minutos; tudo por causa de problemas nas zebras nas curvas 3, 7 e 14. Uma situação que não me lembro de ter visto na F1 nos últimos anos.

(Formula 1 Website)

Com as zebras devidamente retiradas para as sessões dessa sexta-feira, o dia foi marcado pelo apetite de Sebastian Vettel. Com chance de levantar seu bicampeonato já nesse fim de semana, o atual campeão espantou a zebra e foi o mais rápido (1min46s374). Apesar do discurso cauteloso, a confiança do alemão da Red Bull era visível após deixar o cockpit da Kinky Kylie (Kylie Safada) – apelido carinhoso dado pelo próprio Vettel ao modelo RB7 – no crepúsculo cingapuriano.

Nesses dois primeiros treinos, a McLaren mostrou que brigará pela vitória no GP. Lewis Hamilton, que desbancou Vettel e foi o mais rápido no primeiro livre, ficou em terceiro no final do dia, a 0s741 de Fernando Alonso. A Ferrari do espanhol me surpreendeu nessa sexta-feira: em condição de corrida (com tanques cheios), foi a mais rápida do circuito urbano.

Felipe Massa deve ter saído do circuito de Marina Bay satisfeito com o resultado. O brasileiro foi o quarto mais rápido do dia, deixando Jenson Button, Mark Webber e as duas Mercedes para trás.

Mais uma vez, Bruno Senna superou seu companheiro de Lotus Renault. O brasileiro foi 0s1 mais rápido do que o russo Petrov. Na Williams, a situação se repetiu, com Rubinho mais veloz do que Maldonado.

Salvo algum imprevisto, a pole-position deverá ficar com Vettel ou alguma McLaren. A Ferrari deve vir forte na corrida, mas uma boa classificação poderá ajudar Massa e Alonso a conquistar um bom resultado. A vitória? Quem sabe...

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O futuro de Rubinho

O site da emissora BBC informou há pouco que o campeão mundial de 2007, Kimi Raikkonen, teria visitado a Sede da Williams, em Woking, e iniciado negociações para seu retorno à Fórmula 1. Depois de dois anos passeando de rali, o Homem de Gelo estaria marcando sua volta?

Ora, façam-me o favor! Não acredito no retorno de Raikkonen à F1. Ele até pode desejar, mas por todo cenário atual da Fórmula 1, sua volta à categoria é improvável; principalmente pela Williams, que há tempos anda mal das pernas, digo, dos bolsos. O finlandês não aceitaria competir por um salário baixo. Quando se aposentou, no final de 2009, tinha uma das maiores remunerações entre os pilotos; isso sem contar que, desde que foi campeão mundial, não conseguiu emplacar uma temporada minimamente razoável. Dificilmente alguém estaria disposto a pagar o que ele acha que merece ganhar.

Mas o ponto não é esse. Esse interesse da Williams mostra que a Lua de Mel com Rubens Barrichello já passou. O que era certo no início do ano – Rubinho renovar para 2012 –, hoje já não é mais e o futuro de brasileiro é incerto.

É claro que Barrichello poderá arrumar um cockpit na F1 para o ano que vem, mesmo que a Williams não o queira por lá. Em tempos escassos de testes, a experiência de um piloto vale bastante. Sei que há casos em que nem isso é suficiente para segurar uma vaga – lembram o caso de Nick Heidfeld na Lotus Renault? –, mas ainda tem gente na F1 que deseja contar com os serviços automobilísticos de Rubinho.

Porém, caso Barrichello não continue na escuderia de Frank em 2012, espero que ele avalie a possibilidade de realmente continuar na categoria. Um piloto como ele não merece passar pelo que tem passado. As melhores equipes estão com os cockpits ocupados para o ano que vem. Se olhar para o lado, é claro que encontrará oportunidades. Mas será que valerá a pena continuar na F1 em uma equipe que luta para passar do Q1 nas classificações? Competir e vencer são tão importantes quanto saber a hora de encostar nos boxes, bater o cinto e passar a fazer parte apenas da história.

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Previsão de equilíbrio no Marcas em Brasília

Domingo é dia de Fórmula 1 e Trofeo Linea. Se em ambas as competições o campeão da temporada poderá ser conhecido, o mesmo não se pode dizer do campeonato brasileiro de Marcas. Apenas três pontos separam o líder Daniel Serra do vice Valdeno Brito. Na cola deles está a dupla de Thiagos, com Marques apenas um ponto na frente de Camilo. A diferença entre Serrinha e Camilo é de oito pontos – uma vitória vale 25 pontos.

Apesar de esses quatro pilotos estarem no topo da classificação do Marcas, não significa que a vitória será de algum deles no próximo final de semana, na quinta rodada dupla da competição, em Brasília. O regulamento obriga os cinco primeiro do campeonato a usarem lastros com pesos diferentes. Dessa forma, Serrinha estará na capital federal com 50 quilos em seu carro, enquanto que Valdeno (que já venceu quatro provas) terá 40 e Thiago Marques, 30. Já Thiago Camilo (que tem duas vitórias) terá de colocar 20 quilos, enquanto que Alceu Feldman competirá com dez.


Depois de um início avassalador dos Astra – seis vitórias nas seis primeiras corridas –, a última etapa viu vitórias de Focus (Cláudio Ricci) e Civic (Daniel Serra). Aliás, a vitória de Serrinha com o carro da Honda foi incrível, fazendo a ultrapassagem para a liderança a apenas 11 metros da linha de chegada; provavelmente, a prova mais emocionante de 2011 no Brasil.

As duas corridas de domingo, que serão disputadas nos 2.919 metros do anel externo do autódromo de Brasília, serão desafiadoras. Certamente será a maior média horária da temporada. O vácuo poderá ser bem utilizado e contribuir para as ultrapassagens.


Não há favorito para as corridas. Teoricamente, os Civic poderão andar bem na capital federal. Por isso, vale ficar de olho em Alceu Feldmann, que estará com o menor lastro e muito confiante depois de sua primeira vitória na Stock Car no domingo passado. Apesar da dica sobre os Civic, não descarto nem Astra, nem Focus, também por causa do talento dos pilotos. Sem ter vencido na temporada, uma vitória do Corolla em Brasília irá me surpreender.

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Cingapura: da vergonha para a glória

O Grande Prêmio de Cingapura de Fórmula 1 dessa temporada marca a quarta edição da corrida nas ruas de Marina Bay. O GP é famoso por ser o único com largada e todas as suas voltas realizadas à noite. O local da 14ª etapa do mundial é conhecido, também, pela inescrupulosa armação feita Flavio Briatore e Pat Symonds, que, além dos irreparáveis danos causados ao piloto e à categoria, também mancharam a imagem do país. Afinal, muita gente ainda associa o GP de Cingapura com aquela batida da Renault no muro.

Anos se passaram e Sebastian Vettel poderá dar nova pintura à Marina Bay, caso conquiste seu bicampeonato no próximo domingo. Para Cingapura, seria um salto da vergonha para a glória.

(Formula 1 Website)

Num ano perfeito, Vettel poderá garantir seu segundo título mundial em Cingapura. Caso vença a corrida, o alemão da Red Bull terá de torcer para Fernando Alonso não subir ao pódio. Além disso, nem Jenson Button, nem Mark Webber podem chegar em segundo lugar.

Caso receba a quadriculada na segunda colocação, Vettel terá de torcer para que Alonso fique, no máximo, em oitavo e que Button e Webber não façam mais do que dez pontos, que equivale ao quinto lugar. Nessa hipótese, Lewis Hamilton não poderá ser o vencedor.

Se for bicampeão no próximo GP, Vettel celebrará mais um mundial sob as estrelas. No ano passado, já era noite quando Sebastian cruzou a linha de chegada em Abu Dhabi.

O mundial desse ano já tem um dono. A dúvida é apenas para saber em qual GP Vettel garantirá matematicamente o título de 2011. Independente do circuito, a conquista do alemão será um fato raro na Fórmula 1. Somente Alberto Ascari, Juan Manuel Fangio, Jack Brabham, Alain Prost, Ayrton Senna, Mika Hakkinen, Michael Schumacher e Fernando Alonso conquistaram dois títulos consecutivos na categoria.

Mas Vettel não terá vida fácil em Marina Bay. O circuito de Cingapura é tipicamente de rua. Digo isso porque possui grande variedade de curvas. Como todo traçado de rua, não há muitos pontos para ultrapassagens. A curva 4 e o final de reta são os pontos onde poderá haver mais disputas; isso sem contar que a zona de ultrapassagens será entre as curvas 5 e 6.

Espero as duas McLaren fortes, que são candidatas à vitória ao lado do alemão da Red Bull. Nesse GP, acho que Michael Schumacher terá sua grande chance de subir ao pódio. Em evolução, o heptacampeão e a Mercedes deram trabalho nas duas últimas corridas; nessa, com uma tática bem elaborada, Schumi poderá atrapalhar os planos de muita gente, inclusive da Ferrari. Acho que os carros vermelhos de Maranello farão bom papel na classificação, mas irão conseguir acompanhar Red Bull e McLaren durante a corrida.

Cingapura será uma boa prova para o pessoal da Lotus Renault avaliar o desempenho de Bruno Senna. Mesmo não tendo boa recordação do circuito – em 2010, ainda de Hispania, Bruno e Kobayashi se enroscaram e abandonaram a prova –, o companheiro de equipe de Petrov, se não for com muita sede ao pote, poderá fazer uma boa prova, marcando mais alguns pontinhos no mundial. Na Williams... Bem, não há muito que se esperar da Williams nessa corrida; nessa e nas próximas. Infelizmente.

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Uma rapidinha sobre o Trofeo Linea

Não faz muito tempo que encontrei o piloto Ulisses Silva, já recuperado totalmente do sério acidente que sofreu em Interlagos na última etapa do Racing Festival. Na ocasião, ele me contou que não iria competir em 2011 porque seu carro ficou destruído e que não havia suporte financeiro para comprar um novo carro e fazer as duas rodadas duplas restantes.

Há pouco, fui informado que ele estará no grid da etapa de Curitiba nesse final de semana. Ulisses alugou um carro da equipe Fittipaldi e competirá no autódromo da capital paranaense. O piloto carioca do carro número 16 está em 12º no campeonato com 16 pontos.

O líder da competição é Cacá Bueno, que tem 90 e segue firme para o bi. A vantagem de Cacá é tão confortável que ele pode ser bicampeão já em Curitiba. O piloto carioca do carro número zero depende de uma combinação de resultados, mas ele pode, sim, sair de Curitiba com o bicampeonato no bolso.

Quem vai voar baixo para impedir a conquista de Cacá é seu irmão Popó, que divide a vice-liderança com Allam Khodair – ambos estão a 33 pontos do líder. Por falar no japonês voador, ele já venceu na temporada e mostrou que tem carro para chegar na frente de Cacá.

Com menos chance de conquistar o título, mas ainda vivo na competição, Giuliano Losacco é o quarto colocado, colecionando 49 pontos. A tarefa de Losacco é muito difícil. A temporada será encerrada no Velopark, no dia 30 de outubro.

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Novo cenário dos playoffs da Stock Car

Depois de toda confusão que envolveu o resultado final da etapa de Santa Cruz do Sul da Stock Car, a tabela dos playoffs tem nova configuração.
Max Wilson: 232 pontos
Cacá Bueno: 230 pts
Ricardo Maurício: 226
Thiago Camilo: 225
Popó Bueno: 219
Atila Abreu: 216
Luciano Burti: 214
Marcos Gomes: 209
Daniel Serra: 207
Allam Khodair: 206

Alguns comentários podem ser feitos a partir dessa nova realidade do campeonato de 2011 da Stock Car, depois das punições aplicadas aos dois primeiros colocados na pista gaúcha.

(Ppress)

Começo por Thiago Camilo, que chegou à pista de Santa Cruz do Sul carregando o peso do favoritismo por ter sido o primeiro colocado na fase de classificação da categoria. Nem mesmo a quebra em seu carro colocou a condição por água abaixo. Até o problema no câmbio, Thiago dava show no Rio Grande do Sul. Vale lembrar que até Santa Cruz do Sul, o piloto do Ipiranga RCM número 21 havia pontuado em todas as corridas, conquistando três vitórias – poderia ter vencido quatro, não fosse a polêmica do Safety Car no Velopark no primeiro semestre. Santa Cruz do Sul é página virada para Thiago, que agora foca Londrina. A pista do interior paranaense traz boas recordações para ele, que venceu naquele circuito em 2007 e 2008. Além disso, o bom 2011 que ele faz mantém Camilo como favorito.

Novo líder da Stock Car, Max Wilson guia no traçado para seu bicampeonato. Apesar de ainda não ter vencido desde que foi campeão no ano passado, a regularidade de Max faz com que ele ocupe atualmente a melhor posição na tabela da superfinal, com dois pontos a mais do que Cacá Bueno.

O piloto do Red Bull número zero mostra a força de seu tricampeonato. Já na primeira corrida do playoff subiu posições e segue firme para seu tetra. E não conseguiu mais pontos por causa da estranha decisão da CBA.

Sempre mostrando força em decisões, Ricardo Maurício teve um bom fim de semana. O campeão de 2008 chegou à Santa Cruz do Sul com 13 pontos de desvantagem para Thiago Camilo e sai do autódromo com seis pontos a menos do que o novo líder, Max Wilson.

Na parte de baixo da tabela atual, quem tem maiores chances de pular para a metade de cima da classificação é Allam Khodair. O japonês voador mostrou força na decisão. Com o carro acertado, pode disputar vitórias nas três últimas corridas de 2011. Um erro de cálculo prejudicou a corrida de Khodair no Rio Grande do Sul.

Marcos Gomes praticamente deu adeus ao título desse ano. Apesar de ter um carro com condição de chegar na frente, a desclassificação – com culpa maior da equipe, que liberou o piloto sem avistar outro carro entrando no pit lane – foi um duro golpe no bom fim de semana do piloto do Medley Full Time número 80. Vale destacar que Marquinhos não poderá utilizar a corrida de Santa Cruz do Sul como descarte. Por isso, ele terá de jogar fora o seu pior resultado das próximas três corridas que faltam. Matematicamente ficou bem difícil para ele.

O fim de semana não foi bom para Daniel Serra. O capô voador de seu Red Bull detonou sua corrida. Com o descarte já feito, resta a Serrinha conquistar três resultados dos sonhos, já que ele ficou a 25 pontos de Max Wilson. Não é impossível, já que seu carro tem bom rendimento em 2011. Na prática, ele precisa contar, desde já, com uma combinação de resultados.

Os outros três postulantes ao título diminuíram radicalmente suas chances de título em 2011. Sei que há a obrigatoriedade de um descarte (a pior das quatro provas desse playoff), mas os resultados de Atila Abreu, Popó Bueno e Luciano Burti, aliados ao desempenho de seus carros, não anima. Mas, em automobilismo, muita coisa pode acontecer e tomara que eu esteja errado.

Depois de uma etapa da superfinal, acredito que o título de campeão de 2011 ficará com Max Wilson, Cacá Bueno, Ricardo Maurício ou Thiago Camilo.

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Dobradinha fantasma na Stock Car

Dia desses estava conversando com alguns jornalistas que trabalham com automobilismo em outros veículos de comunicação. Comentei que achava que a Stock Car era a melhor categoria em atividade no Brasil, mas que as cabeças pensantes da categoria tinham de trabalhar mais para dar credibilidade às corridas.

(Stock Car Website)

A etapa de Santa Cruz do Sul é um bom exemplo disso. As punições foram aplicadas a Alceu Feldmann e a Marcos Gomes. Como escrevi no post abaixo sobre a corrida na pista gaúcha, Alceu Feldmann deveria ser desclassificado. A pane seca de Feldmann foi a dica para sua desclassificação. Mas não foi. Quer dizer, foi. Eu explico a confusão: apesar de o regulamento da temporada prever que cada carro tenha no mínimo três litros de etanol no tanque ao final de cada corrida – se o carro parar na pista, terá de ter seis –, os comissários decidiram manter a vitória de Feldmann, mas não entregar-lhe os pontos.

As regras são feitas para serem seguidas. Acredito que a única coisa que deve merecer exceção é quando há algum componente no carro que esteja fora da regulamentação técnica e que não dê vantagem, mesmo que mínima, ao carro em questão.

Marcos Gomes também sofreu punição. A desclassificação do piloto que disputa o título da temporada não foi só por causa do toque dele em Max Wilson no pit lane, mas porque não tinha etanol suficiente no tanque ao final da prova. O resultado foi péssimo para ele. A punição não pode ser considerada seu descarte nos playoffs. Assim, ele mantém seus 209 pontos e corre tendo de descartar um resultado nas próximas três etapas. O título de 2011 ficou muito difícil para ele.

A desclassificação desses dois pilotos, naturalmente, daria a vitória em Santa Cruz do Sul ao terceiro colocado, que foi Cacá Bueno. Mas não é assim que a CBA entende. A Confederação se apóia num aditivo ao regulamento que diz que “os resultados das provas de 2011 não podem ser alterados após a bandeirada final”. Na minha modesta opinião, isso é ridículo! Haja o que houver o resultado da pista é mantido? Não quero acreditar nisso! O tal adendo ao regulamento diz ainda que “caso seja constatada alguma irregularidade técnica na vistoria nos carros, o piloto e a equipe perderão os pontos obtidos na prova”. Caso não tenha entendido errado, perde-se os pontos, mas escreve o nome na história como vencedor ou segundo colocado ou seja lá o que for!

A forma como foi aplicada a punição aos pilotos também tem forte odor de politicagem. O natural seria, nesse caso, dar a vitória a Cacá Bueno. Por um lado, seria uma punhalada em Alceu retirar sua primeira vitória, que ele persegue desde 2000. Mas, como disse anteriormente, regras são feitas para serem obedecidas. Com menos combustível no tanque, o carro fica mais leve. E isso é uma vantagem; mesmo que pequena, mas é vantagem.

Acho que o mais justo seria dar a vitória e os pontos do primeiro lugar a Cacá Bueno. Porém, por causa dessa decisão, o carioca da Red Bull fica com a posição e os pontos da terceira colocação.

Se Cacá tivesse herdado a vitória, teria alcançado a ponta da superfinal e teria três pontos de vantagem sobre o vice-líder. Talvez não seja interessante para a competição um piloto do quilate de Cacá alcançar uma liderança folgada logo na primeira etapa.

Resumo da ópera: Alceu é o vencedor com troféu, mas sem pontos, assim como Marcos Gomes, que não pode ficar com os 20 pts da segunda posição. Visualmente, três pilotos no pódio. Na tabela de pontuação, o piloto que mais pontos fez em Santa Cruz do Sul é o competidor que terminou em terceiro lugar. Uma espécie de dobradinha fantasma na Stock Car. Incrível, né?!

A classificação dos pilotos nos playoffs de 2011 fica assim:
Max Wilson: 232 pontos
Cacá Bueno: 230 pts
Ricardo Maurício: 226
Thiago Camilo: 225
Popó Bueno:219
Atila Abreu: 216
Luciano Burti: 214
Marcos Gomes: 209
Daniel Serra: 207
Allam Khodair: 206

* Peço desculpas aos leitores do COCKPIT pelo JBlog ter saído do ar no final da manhã de ontem e só ter retornado no horário desse post.

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Max Wilson é líder após vitória de Feldmann

Uma vitória brilhante. Depois de ter largado do 26º lugar do grid, Alceu Feldmann venceu sua primeira corrida na Stock Car. Mesmo sem estar disputando o título da temporada, o piloto do carro número 100, que está na categoria desde 2000, protagonizou um duelo emocionante pela ponta com Ricardo Zonta, que também não está nos playoffs. A estratégia da equipe, que fez o reabastecimento logo no início da corrida gaúcha, foi fundamental para o sucesso de Alceu na prova.

(Fernanda Freixosa)

O triunfo de Alceu foi surpreendentemente sensacional. Porém, acho que haverá muitas reclamações nos bastidores: Alceu ficou sem combustível na volta de desaceleração e isso poderá ocasionar sua desclassificação da prova – conforme informei pelo Twitter no momento do ocorrido, o regulamento prevê que cada carro tenha, no mínimo, três litros de combustível no tanque ao final de cada etapa. Quem também poderá sofrer punição é Marcos Gomes. O motivo, porém, é outro. O piloto do carro número 80 tocou em Max Wilson no instante em que deixava os boxes depois de seu reabastecimento. O erro, claro, não foi dele, mas, principalmente, da equipe.

Apesar de não ter vencido na pista, Cacá Bueno deve celebrar o pódio. A terceira posição do piloto carioca da Red Bull deixou-o na vice-liderança da competição, a dois pontos de Max Wilson, que terminou em quinto e assumiu a ponta da tabela. Cacá, que venceu três das sete corridas naquele circuito, conquistou o pódio na última volta, após passar o então terceiro colocado, Allam Khodair. O japonês voador ficou sem etanol no finalzinho da corrida e voltou para os boxes a pé.

Já Marcos Gomes fez uma excelente corrida e por pouco não estragou a festa de Alceu Feldmann na pista. O piloto do carro número 80 descontava tempo nas voltas finais, mas não conseguiu a aproximação ideal para dar o bote em cima de Feldmann. O resultado foi muito bom para Marquinhos (caso realmente não sofra punição), que alinhou em Santa Cruz do Sul na sétima posição da superfinal e sai do Rio Grande do Sul na terceira posição na tabela do playoff.

(Duda Bairros)

Quem também deve ter ficado satisfeito com o resultado dessa corrida foi a dupla da Eurofarma RC. Atual campeão, Max Wilson assumiu a liderança com 232 pontos depois de receber a quadriculada em quinto lugar, logo atrás do companheiro de equipe, Ricardo Maurício. O campeão de 2008 protagonizou um grande duelo com Max, deixando os carros amarelos lado a lado no final da reta até a parte sinuosa do circuito. No final dessa volta de tirar o fôlego, Ricardo levou a melhor. Mais algumas voltas e Ricardinho deixou para trás Valdeno Brito, terminando na quarta colocação.

Toda essa reviravolta na tabela dos playoffs aconteceu porque o então líder do campeonato, Thiago Camilo, teve uma quebra no câmbio e foi obrigado a abandonar. Até ali, Camilo dava show na pista. O resultado fez o piloto do Ipiranga RCM número 21 cair na tabela da superfinal para a quinta posição. O resultado já é o descarte obrigatório que Camilo terá de fazer na superfinal.

(Carsten Horst)

Gostei de ver Valdeno Brito novamente brigando na ponta da Stock Car. O piloto paraibano fez uma excelente classificação, mas brigou com seu carro o tempo inteiro. O acerto do carro estava longe do ideal e era notório que saída de frente praticamente a cada curva. Uma pena, já que Valdeno merecia resultado melhor. Ainda assim, esse foi seu melhor resultado em 2011.

Uma coisa me chamou atenção no acidente de Giuliano Losacco, que foi tocado por Atila Abreu na volta 2. Fiquei impressionado como a barreira de pneus se desfez, mesmo sendo o impacto não tão grande assim.

(Fernanda Freixosa)

Os capôs (e desta vez, também, as portas) voadores chamaram atenção em Santa Cruz do Sul. Piloto do Red Bull número 29, Daniel Serra foi prejudicado pela peça frontal de seu carro, que decolou na reta principal do autódromo. Quem também sofreu desse mal foi Atila Abreu. Depois de tocar em Losacco, Atila teve seu capô lançado ao ar no mesmo ponto em que Serrinha perdeu o seu. O campeão David Muffato não perdeu o capô, mas teve a porta direita arrancada, passando a guiar sem a peça no carro.

A Stock Car é uma categoria excelente, com talentosos piloto; mas a segurança nos carros e nos autódromos deve melhorar; e muito! Minha memória lembra que Xandinho Negrão abandonou a etapa do Rio de Janeiro desse ano porque seu carro foi acertado por um capô voador.

A classificação depois da primeira corrida da superfinal está assim:
Max Wilson: 232 pontos
Cacá Bueno: 230 pts
Marcos Gomes: 229
Ricardo Maurício: 226
Thiago Camilo: 225
Popó Bueno: 219
Atila Abreu: 216
Luciano Burti: 214
Daniel Serra: 207
Allam Khodair: 206

(Miguel Costa Jr)

Veja a classificação da nona etapa – primeira da superfinal – em Santa Cruz do Sul:
1º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100)
2º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80) – SF
3º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0) – SF
4º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90) – SF
5º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65) – SF
6º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77)
7º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74) – SF
8º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11)
9º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33)
10º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14) – SF
11 º Ricardo Sperafico (Amir Nasr – nº 20)
12º Lico Kaesemodel (RCM AtléticoPR – nº 63)
13º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23)
14º Julio Campos (Scuderia 111 – nº 4)
15º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19)
16º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99)
17º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37)
18º Rodrigo Navarro (JF – nº 22)

Não completaram:
19º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18) – SF
20º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25)
21º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10)
22º Sérgio Jimenez (Crystal RZ – nº 73)
23º Dennis Navarro (Bassani – nº 5)
24º Daniel Serra (Red Bull – nº 29) – SF
25º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35)
26º Átila Abreu (AMG – nº 51) – SF
27º Diego Freitas (Scuderia 111 – nº 2)
28º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21) – SF
29º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9)
30º Serafin Jr (AMG – nº 8)

* Peço desculpas aos leitores do COCKPIT pelo JBlog ter saído do ar no final da manhã de ontem e só ter retornado no horário desse post.

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Dixon vence em Motegi e Power lidera Indy

Há momentos raros no esporte em que o segundo lugar é mais importante do que o primeiro. A vitória de Scott Dixon no Grande Prêmio de Motegi de Fórmula Indy ficou em segundo plano porque Will Power terminou a prova de despedida da Indy categoria do Japão a 3s4 do vencedor. O resultado, aliado a oitava colocação de Dario Franchitti, deu ao australiano a liderança da competição. Agora, Power abre 11 pontos de vantagem sobre o escocês da Ganassi.

(Indy Car Website)

O triunfo de Dixon na pista japonesa, que disponibilizou o traçado misto pela primeira vez para a Indy, foi tranquila. O pole-position Dixon não enfrentou adversários desde a primeira volta e recebeu a quadriculada pela segunda vez na temporada. Nem mesmo os ataques de Power sobre o neozelandês nas relargadas foram suficientes para colocar em risco a vitória do carro número 9.

A impressão que tive foi que Power, na parte final da prova, ficou satisfeito com a segunda colocação. O australiano e a Penske apenas monitoravam a corrida de Franchitti, que teve a prova prejudicada após seu toque com Ryan Briscoe e Graham Rahal na 25ª volta do GP.

(Indy Car Website)

(Indy Car Website)

A punição dada a Helio Castroneves foi, no mínimo, incoerente. Depois de cair para a 21ª posição na primeira volta – Helinho foi obrigado a desviar de um toque na largada e fazer uma “excursão” na brita –, ele recebeu a quadriculada em sétimo. Minutos depois que saiu do cockpit de seu Penske, Castroneves soube que a direção de prova entendeu que ele não deveria ter ultrapassado JR Hildebrand, já que os comissários enxergaram que, ali, havia bandeira amarela. Na verdade, a bandeira amarela começou a ser agitada no exato instante que Helinho fazia a manobra. O resultado da punição catapultou Helinho para a 22ª posição na classificação final de Motegi.

Ora, quem acompanha a categoria, nessa mesma temporada, houve casos similares em que não houve qualquer punição - o piloto devolve a posição conquistada e continua na prova. Antes que comecem a ecoar as primeiras teorias da conspiração, escrevo aqui que não há esse tipo de coisa na Indy. Há, sim, falta de preparo de alguns comissários que insistem em não entender de automobilismo; ou, pelo menos, passam essa impressão.

O dia realmente não foi nada bom para os brasileiros. Tony Kanaan não conseguiu nada melhor do que um 17º lugar, posição muito aquém do talento dele e do que o baiano tem feito na KV Lotus, e Bia Figueiredo terminou o GP japonês em 19º. Vitor Meira deu uma escapada na última volta e foi o último a receber a bandeirada. Estreante e com contrato apenas para a prova nipônica, João Paulo de Oliveira teve problemas na pressão de combustível de seu Conquest e abandonou a corrida.

O novo líder da competição é Power com 542 pontos. Franchitti caiu para a vice-liderança com 531. A vitória em Motegi ratifica a terceira colocação de Scott Dixon (483 pontos), que abre 86 de vantagem sobre Oriol Servia. Matematicamente, Dixon ainda tem chance no campeonato, mas acho que a disputa está restrita aos dois líderes. Restam apenas duas etapas para o final da temporada (Kentucky e Las Vegas) da F-Indy.

(Indy Car Website)

Confira as posições finais do Grande Prêmio de Motegi (Japão) de Fórmula Indy:
1. Scott Dixon (Ganassi)
2. Will Power (Penske)
3. Marco Andretti (Andretti)
4. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
5. Oriol Servià (Newman-Hass)
6. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)
7. JR Hildebrand (Panther)
8. Dario Franchitti (Ganassi)
9. Mike Conway (Andretti)
10. Takuma Sato (KV Lotus)
11. Danica Patrick (Andretti)
12. Graham Rahal (Ganassi)
13. James Jakes (Dale Coyne)
14. Simona De Silvestro (HVM)
15. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
16. Giorgio Pantano (Dreyer & Reinbold)
17. Tony Kanaan (KV Lotus)
18. Hideki Mutoh (AFS/Sam Schmidt)
19. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
20. Ryan Briscoe (Penske)
21. Ernesto Viso (KV Lotus)
22. Helio Castroneves (Penske)
23. Charlie Kimball (Ganassi)
24. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
25. Vitor Meira (Foyt)

Não completou:
26. João Paulo de Oliveira (Conquest)

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Tudo em aberto para a corrida em Santa Cruz do Sul

Cacá Bueno mostrou a força da Red Bull e de seus três títulos para largar na pole-position em Santa Cruz do Sul, primeira etapa dos playoffs da Stock Car. Esta foi a 22ª pole de Cacá na categoria – a terceira em 2011.

(Fernanda Freixosa)

Ao lado do piloto do carro número zero, Valdeno Brito surpreendeu os dez candidatos ao título da temporada e marcou a segunda melhor marca na classificação no circuito gaúcho. A segunda fila será formada por marcos Gomes e Allam Khodair, que foi o mais rápido do Q1. A terceira fila será formada pelos carros da Eurofarma RC, com Ricardo Maurício (mais rápido da sexta-feira) em quinto e Max Wilson em sexto. Atrás deles, Daniel Serra, que foi o mais rápido do terceiro livre.

Pelo que se viu em Santa Cruz do Sul, o equilíbrio marcou todas as sessões de treinos. A distância do primeiro para o décimo na superpole foi de 1s9 (Cacá fez 1min21s405, enquanto que Duda marcou 1min23s320). Curiosamente, três pilotos que não disputam o título de 2011 se meteram no Q2 – Valdeno em segundo, Ricardo Sperafico em oitavo e Duda Pamplona em décimo. Os demais candidatos ao título ficaram em posições intermediárias (Popó Bueno em 12º lugar no grid, Atila Abreu em 15º e Luciano Burti na 18º colocação de largada).


Líder da competição, Thiago Camilo corre contra seu próprio retrospecto na pista gaúcha. O piloto da Ipiranga RCM ainda busca um pódio em Santa Cruz do Sul. A nona posição no grid não é algo que deve desanimar o competidor do carro número 21. Nas duas últimas provas, ele largou em sétimo e venceu.

Além de Camilo e os carros da Red Bull, vale ficar de olho também na dupla da Eurofarma RC: Ricardinho, que está com apetite muito grande para vencer, já subiu ao pódio em Santa Cruz do Sul e Max, atual campeão, obteve sua primeira vitória na Stock Car justamente nessa pista, em maio de 2009.

(Miguel Costa Jr / Luca Bassani)

Piloto da Full Time, Marcos Gomes, segundo melhor do grid entre os que disputam o título da temporada, pode surpreender logo na largada. Marquinhos conseguiu acertar o carro desde as primeiras voltas na sexta-feira e conseguiu um ótimo tempo no Q2. Tanto ele quanto Allam Khodair, vencedor da prova do ano passado, têm boas chances de vitória em Santa Cruz do Sul.

Depois de uma classificação de tirar o fôlego, não arrisco um único palpite para a vitória na pista gaúcha - há previsão de chuva para a hora da largada. Dos candidatos, acho apenas que Atila e Burti estão sem chances reais de vencer nessa etapa.

(Miguel Costa Jr)

Confira o grid para a etapa de Santa Cruz do Sul:
1º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0) – SF
2º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77)
3º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80) – SF
4º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18) – SF
5º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90) – SF
6º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65) – SF
7º Daniel Serra (Red Bull – nº 29) – SF
8 º Ricardo Sperafico (Scuderia 111 – nº 20)
9º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21) – SF
10º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23)
11º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11)
12º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74) – SF
13º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9)
14º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99)
15º Átila Abreu (AMG – nº 51) – SF
16º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33)
17º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19)
18º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14) – SF
19º Dennis Navarro (Bassani – nº 5)
20º Julio Campos (RZ – nº 4)
21º Sérgio Jimenez (Scuderia 111 – nº 2)
22º Diego Nunes (Bassani – nº 16)
23º Lico Kaesemodel (RCM AtléticoPR – nº 63)
24º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25)
25º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35)
26º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100)
27º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37)
28º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10)
29º Rodrigo Navarro (JF – nº 22)
30º Serafin Jr (AMG – nº 8)

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Nelsinho é segundo em Chicago

O COCKPIT abre um parêntese agora para falar da Nascar Truck Series. O brasileiro Nelsinho Piquet subiu ao pódio na etapa de Chicago (18ª da temporada), depois de cruzar a linha de chegada em terceiro lugar. Na corrida, que foi vencida por Austin Dillon, o piloto do Silverado número 8 conquistou seu segundo melhor resultado na categoria – Piquet foi segundo colocado em Nashville. Nada mal para o brasileiro, que começou a trabalhar com Jeff Hensley, seu novo chefe na Kevin Harvick, nessa prova. O resultado de Nelsinho foi o terceiro Top5 nessa temporada – o sexto Top10 em 2011. O brasileiro Miguel Paludo também não deixou por menos: recebeu a quadriculada em oitavo lugar.

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Um mexicano de volta ao cockpit de uma Ferrari

Um sonho. Um mito. Uma torcida. O sonho de milhares de pilotos espalhados pelo mundo virou realidade para Sérgio Pérez. O mexicano da Sauber, que faz parte da Academia de Pilotos da Ferrari, guiou pela primeira vez o F1 vermelho de Maranello. O teste aconteceu na pista de Fiorano juntamente com o jovem francês Jules Bianchi, que em 2011 disputou a temporada da GP2.

(Divulgação)

Quem acompanha o COCKPIT há ais tempo lembra que em fevereiro escrevi que Pérez é o melhor estreante da F1 em 2011. Não tenho dúvida de que o mexicano veio para ficar; assim como estou certo de que em pouco tempo ele disputará o título da categoria.

O piloto da Sauber fez 46 voltas no circuito da Ferrari com o modelo F60, que disputou a temporada de 2009 da F1. Os tempos dele impressionaram o chefe do departamento de jovens pilotos, Luca Baldiserri. Pérez fez a melhor volta em 1min00s650.

Sérgio Pérez segue os passos dos ídolos do passado. Os irmãos Rodriguez (Ricardo e Pedro), maiores nomes mexicanos no automobilismo mundial, foram ícones da Ferrari nos anos de 1960.

(Divulgação)

Antes que comecem com a chatíssima teoria da conspiração, Pérez não ocupará o cockpit da Ferrari em 2012. Fernando Alonso e Felipe Massa são os pilotos que defenderão o cavalinho italiano na temporada do ano que vem da F1.

Porém, acho que em pouco tempo Sérgio estará numa equipe que lhe dará condição de andar mais para frente. Na Ferrari? Quem sabe? Alonso já tem cama e mesa em Maranello; já Felipe deve estar com os dias contados por lá. Acho que a despedida dele da Ferrari está marcada para o dia 25 de novembro de 2012, em Interlagos, pista que fecha o calendário do ano que vem da F1. Depois disso, quem sabe a língua espanhola não será dominante nos cockpits da Ferrari?

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Senna e Grosjean

Os desempenhos de Bruno Senna em Spa-Francorchamps e Monza impressionaram a Lotus Renault. Apesar do erro do piloto brasileiro na largada na pista belga, os chefes da equipe negra e dourada, Eric Boullier e Gerard Lopez, começam a ficar com uma (boa) dor de cabeça para definir a dupla de pilotos para 2012. A continuar assim – e provavelmente continuará –, o piloto brasileiro entrará na briga por uma vaga de titular no time.

O site da revista alemã Auto Motor und Sport publicou sua aposta: a dupla do time em 2012 será formada pelo brasileiro e pelo campeão da GP2, Romain Grosjean, que já fez sete provas pela Renault em 2009. Será?


No início da atual temporada, a Lotus Renault apostou na renovação da dupla Robert Kubica e Vitaly Petrov. Porém, um imprevisto obrigou a escuderia a mudar seu plano para 2011: o polonês sofreu um gravíssimo acidente numa etapa de rali em fevereiro e até hoje se recupera do acidente. Não faz muito tempo que li em sites europeus especializados que Kubica pretende voltar a guiar um carro de corrida no mês que vem. Ele até pode voltar a guiar um carro de corrida, mas um Fórmula 1... Sinceramente, não estou certo de que ele voltará à categoria.

Apesar do talento do polonês – um dos bons pilotos que apareceram na Fórmula 1 nos últimos anos –, o time tem de traçar seus planos para a próxima temporada. Certo mesmo é que a equipe não vai esperar muito tempo por um possível (acredito improvável) retorno de Kubica. Uma pena! Para quem não lembra, no último contato que Robert teve com um F1 (no último dia de testes coletivos em Valência, no dia 3 de fevereiro, três dias antes do acidente de rali), ele foi o mais rápido.

(Formula 1 Website)

Se realmente não tiver condição de voltar à F1, a vaga de Kubica ficará definitivamente aberta. Não é de hoje que escrevo aqui que os chefes da equipe querem Grosjean como titular em 2012. Com o bom rendimento de Senna, a batata do russo Vitaly Petrov começa a assar.

O aporte financeiro e o talento de Bruno e Romain podem ser decisivos para a opção da Lotus Renault. A favor de Petrov está o patrocínio de empresas russas, como a Lada. Outro ponto a favor do piloto que veio do frio é a intenção de seu país entrar na F1 em 2014. Mas, até lá, caso não consiga lugar no grid, Bernie Ecclestone poderá ajudá-lo a encontrar um cockpit em outra escuderia.

Por isso, basicamente, a briga será de três pilotos por duas vagas. É claro que o time irá olhar para os cofrinhos (no bom sentido, é claro!) dos três pilotos, mas a acredito que a Lotus Renault tenha um brasileiro e um francês (que nasceu em Genebra) na disputa do mundial em 2012.

Á margem disso tudo, o ex-piloto do time em 2011, Nick Heidfeld, quer continuar na F1. Até pode... Mas como piloto? Não acredito que ele estará no grid no ano que vem. Acho que a carreira do alemão seguirá o caminho de carros de turismo. Alguns sites, inclusive daqui do Brasil, apostam que ele estará no DTM em 2012.

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Começa a decisão

Domingo começa a fase decisiva do campeonato brasileiro de Stock Car. Depois da definição dos dez pilotos que disputarão o título da temporada, a categoria entra nos playoffs. A primeira das quatro corridas acontece no autódromo de Santa Cruz do Sul. Vale lembrar que o regulamento obriga a cada um dos de pilotos a descartar o pior resultado dessa fase. Por isso, acho que dificilmente o campeão da temporada 2011 da Stock Car será conhecido antes da última etapa, no Velopark.


Thiago Camilo (225 pontos), Max Wilson (220 pts), Atila Abreu (216), Cacá Bueno (214), Ricardo Maurício (212), Popó Bueno (210), Marcos Gomes (209), Luciano Burti (208), Daniel Serra (207) e Allam Khodair (206) estão na disputa da superfinal de 2011.

A vantagem de Thiago é boa, mas há de se lembrar que, por força do regulamento, a diferença que ele tinha em relação ao segundo colocado na tabela na fase de classificação foi reduzida a quase nada – Camilo abriu 25 pontos de vantagem sobre Max Wilson depois da quadriculada em Salvador; isso com os descartes porque, pelo posicionamento nas pistas, Thiago teria colocado 41 pontos sobre o vice-líder.

Com três vitórias na temporada (só não colecionou quatro triunfos em 2011 porque uma polêmica envolvendo o Safety Car marcou a corrida no Velopark), o piloto do Ipiranga RCM número 21 entra nos playoffs como favorito. Ninguém venceu mais do que ele na atual temporada da Stock Car.


O recordista da Stock Car corre atrás de mais uma marca: depois de ser o mais jovem piloto a conquistar uma pole-position na categoria (Tarumã/2004 aos 19 anos), uma vitória (Interlagos/2004 aos 20 anos), e a grande premiação na Corrida do Milhão (Interlagos/2011 aos 26 anos), Thiago Camilo tenta ser o mais jovem campeão da Stock Car. Caso vença o campeonato desse ano na última etapa (Velopark), o piloto da Ipiranga RCM terá 27 anos, um mês e 17 dias. Até hoje, o piloto mais jovem a conquistar um título na Stock Car é Giuliano Losacco, que foi campeão em 2004 aos 27 anos, sete meses e 21 dias. Curiosamente, a marca anterior também era de 27 anos. O multicampeão Ingo Hoffmann foi campeão em 1980 aos 27 anos, nove meses e nove dias.

O favoritismo é uma condição boa e ruim ao mesmo tempo: boa porque ele fez por merecer esse rótulo ao longo das oito etapas do ano; ruim porque tem o peso da obrigação de repetir o desempenho que apresentou até agora e conquistar seu título.

Mas chegar à superfinal com a maior pontuação não é garantia de título. Desde que passou a fazer parte da Stock Car em 2006, a superfinal tem mostrado que nada é definido até a quadriculada ser agitada na última prova.

Já lembrei aos amigos e amigas do COCKPIT que ano passado, por exemplo, Max Wilson ficou em quarto lugar na fase de classificação e terminou a competição como campeão. Dois anos antes, Marcos Gomes ficou na ponta na primeira parte do campeonato, mas depois não conseguiu segurar Ricardo Maurício (vice-líder da fase de classificação), que se consagrou campeão de 2008.

Por outro lado, em três oportunidades, o piloto que fechou a fase de classificação em primeiro terminou como campeão. Refiro-me, aqui, a Cacá Bueno, que venceu em 2006, 2007 e 2009.

Curiosamente, Cacá Bueno e Ricardo Maurício são os pilotos que participaram de todos os playoffs da categoria. Na verdade, há outros pilotos que estão, digamos, 100% nos playoffs. Marcos Gomes, que estreou na Stock Car em 2007, participou de todas as superfinais até hoje. Outros ‘invictos’ nos playoffs são Max Wilson e Átila Abreu. O atual campeão começou na Stock em 2009 e vai para seu terceiro playoff, enquanto que o piloto do carro 51 estreou na categoria em 2008 e entra em sua quarta superfinal.

Sinceramente não dá para apontar um ou dois, de repente três, pilotos que irão disputar o título nesses playoffs. Ano passado, por exemplo, quatro competidores (Max Wilson, Cacá Bueno, Allam Khodair e Ricardo Maurício) chegaram à última etapa, disputada em Curitiba, com chance de ser campeão.

O equilíbrio da categoria é grande, além de contar com excelentes pilotos. Por conta disso, vale ficar de olho também em quem não está na disputa pelo título de 2011. Os pilotos que ficaram de fora da superfinal estão na briga pelas vitórias também. Esses competidores poderão ser decisivos também, já que certamente em algumas corridas irão tirar pontos dos pilotos que participam dos playoffs.

E você, arrisca algum palpite de quem será campeão? Ou será que teremos um bicampeão? Ou, quem sabe, um tetra? Façam suas apostas! A resposta só será conhecida no dia 6 de novembro. Ou, então, em edição extraordinária no dia 16 de outubro – mas isso eu acho pouco provável.

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Reflexão e atitude

Hoje cedo recebi a informação (release para quem é do ramo) de que a Fórmula Superliga cancelou as etapas brasileiras, que estavam marcadas para outubro nos autódromos de Goiânia e Curitiba. O motivo é a total falta de condição do circuito do Centro-Oeste brasileiro receber a categoria. E o autódromo da capital paraense pegou carona; a organização da Superliga não se mostrou disposta a trazer toda parafernália apenas para uma prova em terras tupiniquins.

Mais um revés para o automobilismo brasileiro. O momento não requer reflexão; urgimos por reflexão com atitudes! O estado das praças automobilísticas no país é lamentável. Quem foi ao autódromo de Jacarepaguá no último fim de semana para assistir à etapa do Rio de Janeiro do GT Brasil pôde perceber o abandono que a pista, que já recebeu Fórmula 1, F-Indy e MotoGP, se encontra.

No Brasil, há olhos apenas para Interlagos – e olhe lá! Lamentavelmente, pistas como Rio de Janeiro, Brasília, Tarumã, dentro outras, foram deixadas de lado ao longo dos anos.

A consequência disso é implacável. Poucos pilotos brasileiros têm apoio para competir além de nossas fronteiras. Posso citar um, dois, três pilotos brasileiros talentosos que poderão estar em pouco tempo na Fórmula 1.

Por aqui, as categorias de base estão esqueléticas. Já escrevi algumas vezes aqui no COCKPIT que o grid da F3 beira o ridículo. Uma competição que alinha apenas seis ou sete na principal... Algo precisa ser revisto; e com urgência!

Trabalho há para os mandatários do esporte a motor no nosso país. Infraestrutura razoável, orçamentos de categorias que caibam nos bolsos e incentivo a meninos e meninas para entrarem no automobilismo são apenas alguns dos pontos que deveriam ser analisados. A divulgação dos eventos é fundamental para atrair público para os autódromos. É preciso fazer com que o fã saia da frente da televisão e sente na arquibancada para assistir a corridas. Nesse ponto, falha também dos organizadores das categorias. Faço, aqui, uma pergunta para você que lê este texto e mora no Rio de Janeiro. Em quantos lugares que você viu propaganda do evento de carros de turismo que aconteceu no último fim de semana em Jacarepaguá?

Enquanto isso, não muito longe daqui, a Argentina anuncia que passará a fazer parte do mundial de MotoGP em 2013. Pouco? Bem, cabe lembrar que nossos hermanos cediam etapas do Rali Dacar e do FIA GT. E a gente? Será que estamos de cara pro vento? Será que está tudo bem com o nosso esporte a motor?

Enquanto isso, por aqui, o autódromo de Goiânia é largado à própria sorte; enquanto isso, o Rio de Janeiro não tem certeza se terá um novo autódromo – ou mesmo se terá autódromo! Enquanto isso...

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Boa recordação de Motegi

No próximo fim de semana, o Japão recebe a Fórmula Indy pela última vez – os nipônicos não estão nos planos da categoria para 2012. A antepenúltima etapa do campeonato vai chacoalhar a disputa pelo topo da tabela. A briga pelo título está quente: apenas cinco pontos separam o líder Dario Franchitti do vice-líder Will Power. Confira as estatísticas dos dois pilotos na atual temporada e dados de cada um deles:

(Indy Car Website)

O Grande Prêmio de Motegi traz boa recordação para o Brasil. Foi na pista japonesa que o país conquistou sua ultima vitória na categoria. No dia 19 de setembro do ano passado, Helio Castroneves venceu no oval com autoridade – o triunfo de Helinho foi seu 25º na Indy.

Diferente de 2010, ano em que venceu três GPs, sendo duas vitórias nas três últimas corridas, Castroneves ainda busca seu primeiro triunfo em 2011. A tentativa no GP de Sonoma bateu na trave. Será que a vitória do Homem Aranha chegará em Motegi?


Assim como Helinho, Tony Kanaan busca sua primeira vitória nessa temporada. O piloto da KV Lotus subiu ao pódio na última corrida, em Baltimore, e tem conquistado bons resultados em 2011 – Kanaan ocupa a quinta posição na classificação do campeonato.

Por falar em piloto brasileiro, João Paulo de Oliveira, que tem vitoriosa carreira na terra do sol nascente, estará no cockpit da Conquest, substituindo o espanhol Sebastian Saavedra. Esta será a estreia de João Paulo na categoria. No entanto, o acordo com a escuderia é para apenas a prova japonesa.

Ao contrário dos últimos anos, em que a prova foi disputada no oval, a Fórmula Indy utilizará o traçado misto de Motegi, que tem 4.801 metros. Uma boa oportunidade para Power retomar a liderança da competição, já que o australiano carrega a fama de rei dos mistos. Confira uma volta virtual no misto japonês.

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A hora da virada

Já escrevi aqui essa semana que os pilotos da Stock Car classificados para os playoffs passaram a ter uma pontuação diferente daquela que tinham na fase de classificação por força do regulamento. Thiago Camilo, que terminou a primeira fase com 25 pontos de vantagem sobre o vice-líder, Max Wilson, agora abre a superfinal com cinco pts a mais do que o atual campeão.

A superfinal é um campeonato praticamente novo. A frase, dita por um dos melhores pilotos da Stock Car, me chamou atenção. Piloto da equipe Eurofarma RC, Ricardo Maurício disse que, mesmo largando com 13 pontos de diferença para Camilo, a situação pode ser revertida. Confiante, Ricardinho exemplificou uma situação hipotética que, tratando-se de corrida de carros, pode acontecer. “Se eu conquistar um ótimo resultado e quem estiver na frente não pontuar, eu posso terminar a primeira etapa em Santa Cruz do Sul na frente”, explicou.


E uma rápida olhada para trás mostra que nem sempre quem larga na frente nos playoffs termina na frente. O próprio Ricardo Maurício contribui para essa estatística. Em 2008, o piloto não foi o primeiro na fase de classificação, mas terminou a temporada com o título da Stock Car. Já no ano passado, Ricardo foi o melhor da primeira parte da competição. Porém, nas duas últimas provas da superfinal, a sorte não sorriu para ele – no momento em que Ricardinho liderava a penúltima etapa, em Brasília, um furo no pneu (e o consequente abandono) colocou fim ao sonho do título. Seu companheiro de equipe, Max Wilson,ficou com o título depois de se posicionar em quarto na fase de classificação.

Para Ricardo, 2010 é página virada. Agora, em 2011, o piloto do carro número 90 quer conquistar um bom resultado na etapa de abertura dos playoffs. “Cabeça está tranquila e vou trabalhar para fazer o máximo de pontos possíveis. Sei que a Stock Car está bem equilibrada, com pilotos de ótimo nível técnico, mas meu objetivo, é claro, é a vitória”, afirmou.


O histórico de Ricardo Maurício nas pistas da superfinal anima o piloto. O campeão de 2008 já venceu mais de uma vez em Brasília, conquistou pódios em Santa Cruz do Sul (2010) e Londrina (2007). Além disso, Ricardinho já venceu no Velopark. “Tivemos de fazer alguns ajustes no carro ao longo do ano, mas agora as coisas estão se encaixando. A hora da virada é agora! E nada melhor do que esse momento começar nos playoffs”, afirmou.

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Mais um capítulo da novela chamada Deodoro

Conversei no último fim de semana com o presidente da Federação de Automobilismo do Rio de Janeiro (Faerj), durante a etapa do GT Brasil no Autódromo Internacional Nélson Piquet, em Jacarepaguá. O assunto não poderia ser outro: o projeto do novo autódromo em Deodoro.


Djalma Neves me contou o motivo do adiamento (sabe-se para quando) da festa de lançamento da futura nova pista na cidade, que iria acontecer no dia 19 do mês passado. Segundo o mandatário da federação, a prefeitura do Rio de Janeiro, na semana anterior ao lançamento, pediu ao Ministério dos Esportes para incluir no orçamento do complexo de Deodoro as obras no entorno do que será o novo autódromo da cidade. Com isso, a data foi postergada. Para quando? Bem, caros internautas, isso eu também quero saber.

Procurei saber e verifiquei que o discurso é o mesmo no Ministério dos Esportes: a prefeitura do Rio de Janeiro solicitou um estudo daquela área para que a região seja revitalizada.

O futuro da pista de Jacarepaguá é nublado e sujeito a (muitas) trovoadas. E eu não exagero. Djalma me contou que há uma lei que permite a prefeitura vender a área que hoje abriga o autódromo Nélson Piquet, independente do acerto firmado que só prevê a destruição do circuito de Jacarepaguá depois que outra praça automobilística estiver em funcionamento na cidade.

Não tem muito tempo que um dos ícones do automobilismo brasileiro, Wilson Fittipaldi, o Barão, criticou o destino da pista de Jacarepaguá. Durante uma justa homenagem feita a ele pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o pai de Emerson e Wilsinho definiu a destruição do circuito: um crime contra o esporte!

A cada dia que passa, fico mais preocupado com o futuro do automobilismo do Rio de Janeiro. Na conversa que tive com Djalma, alertei que a pista de Jacarepaguá não pode sofrer a primeira marretada antes de outro autódromo na cidade já estiver em funcionamento. As Olimpíadas daqui do Rio de Janeiro estão chegando e o impasse continua. O futuro do automobilismo da cidade é uma incógnita. A foto abaixo, feita durante a etapa do GT Brasil no último fim de semana, começa a fazer parte de um lamentável acervo automobilístico brasileiro.


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Khodair lembra 2010 e entra forte nos playoffs

Domingo começa a fase de playoffs do campeonato brasileiro de Stock Car. Essas quatro corridas da superfinal é praticamente uma competição à parte, já que toda vantagem de pontos obtida na fase de classificação pelos pilotos ficou para trás.

Agora, os pilotos estão classificados dessa forma: Thiago Camilo (225 pontos), Max Wilson (220 pts), Atila Abreu (216), Cacá Bueno (214), Ricardo Maurício (212), Popó Bueno (210), Marcos Gomes (209), Luciano Burti (208), Daniel Serra (207) e Allam Khodair (206).

Os menos atentos podem achar que os quatro, cinco últimos dessa classificação não têm chance de conquistar o título de 2011. Desde que passou a fazer parte da Stock Car em 2006, a superfinal tem mostrado que nada é definido até a quadriculada ser agitada na última prova.

Ano passado, por exemplo, Max Wilson ficou em quarto lugar na fase de classificação e terminou a competição como campeão. Como foi bem lembrado por Allam Khodair: “Em 2010, me classifiquei em oitavo e cheguei à última prova com chance de ser campeão. Estava com o título na mão até receber um toque e abandonar”. O piloto do Blau Vogel número 18 terminou o campeonato em terceiro lugar em 2010.


Demonstrando estar muito bem psicologicamente para os playoffs, Khodair me contou que o momento de cada piloto tem muito valor nos playoffs. “A classificação para a decisão desse ano foi sofrida. Mas isso dá um ânimo maior ainda para alcançar o grande objetivo. Estou mais competitivo do que no ano passado”, contou.

Historicamente, as pistas escolhidas para os playoffs de 2011 favorecem Allam, que participará de seu quarto playoff consecutivo (quinto em sua carreira na categoria). O japonês voador já venceu em dois dos quatro circuitos dessa fase – vitórias em Brasília e Santa Cruz do Sul (etapa de abertura da superfinal) –, além de um pódio no circuito de Londrina.

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Vettel pode ser bicampeão em Cingapura

Depois da vitória no Grande Prêmio da Itália, Sebastian Vettel está a ‘um pelinho’ do título de 2011. Faltando seis GPs para o final da temporada e com 112 pontos de vantagem sobre o vice-líder, Vettel poderá ser bicampeão já na próxima corrida, em Cingapura.

Com a grande ajuda do internauta Carlos Neves, peguei a calculadora e fiz algumas contas. Avaliei as chances do título em caso de vitória ou de segunda colocação do alemão da Red Bull.

(Formula 1 Website)

Caso vença a prova em Cingapura, Vettel terá de torcer para Fernando Alonso, atual vice-líder do mundial, não subir ao pódio e para que Jenson Button e Mark Webber (que estão a cinco pontos do espanhol da Ferrari) não passem do terceiro lugar. Assim, o alemão da Red Bull será matematicamente bicampeão, conquistando um feito raro na F1. Somente Alberto Ascari, Juan Manuel Fangio, Jack Brabham, Alain Prost, Ayrton Senna, Mika Hakkinen, Michael Schumacher e Fernando Alonso conquistaram dois títulos consecutivos na categoria.

Caso termine a prova noturna em Cingapura na segunda colocação, Vettel será bicampeão se Alonso receber a quadriculada no máximo na oitava posição, com Button ou Webber de quinto lugar para trás. O alemão terá de torcer, também, para que Hamilton não seja o vencedor do GP. Caso todo esse cenário ocorra, Vettel poderá celebrar seu segundo título mundial na F1. Seria, então, a segunda vez que Sebastian levantaria o título da Fórmula 1 à noite – no ano passado, a prova em Abu Dhabi, que definiu o campeão de 2010, terminou com estrelas no céu e uma reluzente na pista.

(Formula 1 Website)

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Só ano que vem

No último fim de semana, encontrei o piloto carioca Ulisses Silva no autódromo de Jacarepaguá durante a rodada dupla do GT Brasil. Já totalmente recuperado do sério acidente que sofreu em agosto na pista de Interlagos durante a segunda bateria do Trofeo Linea, Ulisses mostrou que já está totalmente recuperado e 100% fisicamente.

Fiquei feliz em poder vê-lo bem de saúde, já que é uma excelente pessoa e fazia, dentro das limitações de investimento, um bom campeonato com seu Linea. Isso mesmo: eu escrevi o verbo no passado.

Com o carro totalmente destruído, Ulisses não tem condição de continuar na disputa nessa temporada. Faltando duas etapas, Ulisses confessou que é muito difícil conseguir um patrocinador que esteja disposto a ajudá-lo a competir em Curitiba e no Velopark. Uma pena. O piloto carioca já está com a cabeça em 2012.

(Rodrigo Ruiz)



(Rodrigo Ruiz)

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Sim, ele pode!

No último fim de semana, durante a rodada dupla do GT Brasil, disputada no autódromo de Jacarepaguá, tive a oportunidade de conversar com Daniel Serra, que compete com uma Ferrari F480. Mas o bate papo não foi sobre o carro vermelho; foi sobre os playoffs da Stock Car.

O piloto da equipe Red Bull mostrou confiança na conquista de bons resultados para reverter sua situação na tabela – Serrinha entra nessa superfinal em nono lugar. “Sei que são bastantes pontos que me separam do Thiago Camilo, mas tenho de arriscar”, contou. O slogan da campanha presidencial de Obama ("Yes, we can!") cabe certinho para Daniel. Sim, é possível ser campeão; sim, ele pode!


Historicamente, o campeão da temporada nem sempre é o melhor da fase de classificação. Campeão do ano passado, Max Wilson fechou sua participação na primeira fase em quarto lugar.

Hoje, a classificação tem Thiago Camilo, que é líder com 225 pontos, seguido por Max Wilson com 220 pts, Atila Abreu com 216, Cacá Bueno com 214, Ricardo Maurício com 212, Popó Bueno com 210, Marcos Gomes com 209, Luciano Burti com 208, Daniel Serra com 207 e Allam Khodair com 206.

O campeonato será ainda mais disputado porque a superfinal prevê o descarte do pior resultado de cada piloto em uma das quatro provas – Santa Cruz do Sul, Londrina, Brasília e Velopark.

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Irregularidade marca a temporada 2011 da GP2

A temporada da GP2 foi encerrada no último fim de semana do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1. A segunda em Monza (última de 2011) foi vencida pelo alemão Christian Vietoris. A prova marcou a conquista do vice-campeonato pelo italiano Luca Filippi – o ponto conquistado da melhor volta da bateria foi decisivo para que ele terminasse o campeonato na segunda colocação. O título foi conquistado de forma antecipada por Romain Grosjean na rodada dupla em Spa-Francorchamps.

Confesso que fiquei decepcionado com a temporada desse ano. O campeonato dessa categoria, que já teve Lewis Hamilton, Nico Rosberg, Nelsinho Piquet, Pastor Maldonado, Sérgio Pérez, dentre outros, ficou muito aquém do que estávamos acostumados a ver nas edições anteriores. A irregularidade dos pilotos ao longo do certame foi a tônica da temporada.


Único brasileiro na categoria, Luiz Razia, hoje terceiro piloto da Lotus de Tony Fernandes, teve uma temporada abaixo do talento que possui; muito mais por culpa do fraco rendimento do Caterham Team AirAsia, que terminou a competição na sexta colocação entre os construtores. Os grandes momentos de Razia na GP2 foram os dois pódios (Valência e Hungria). O piloto baiano de 22 anos terminou a temporada em 12º lugar com 19 pontos.

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Vettel com nove dedos na taça do bicampeonato

A vitória de Sebastian Vettel no Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1 sepultou as chances de quem ainda sonhava que outro piloto poderia ser campeão nessa temporada. O campeão mundial triunfou na mesma pista que venceu pela primeira vez na categoria, com a Toro Rosso, em 2008. O triunfo em Monza deixou Vettel com 284 pontos. Com nove dedos na taça de 2011, Sebastian abre 112 de vantagem sobre Fernando Alonso, novo vice-líder do mundial. Em terceiro estão Jenson Button e Mark Webber com 167 pontos.

(Formula 1 Website)

Vettel recebeu a quadriculada pela oitava vez em 2011 – essa foi a 18ª vitória na carreira. O alemão de Red Bull só teve de se preocupar na largada, após perder a posição de honra pela incrível largada de Fernando Alonso. O espanhol saiu da quarta posição para a ponta antes mesmo da primeira curva. A largada do bicampeão foi genial!

Na largada, Liuzzi perdeu controle no final do pelotão e fez um strike, acabando com a prova de Petrov, Rosberg, D’Ambrosio e Ricciardo. A ‘manobra’ do italiano causou uma punição para ele, que vai perder cinco posições de largada no GP de Cingapura. Na prática, ele vai largar em último, já que me recuso a acreditar que ele fará uma classificação em que coloque seu Hispania em posição melhor do que a 21ª do grid.



Com pedaços de carros por todos os lados, o Safety Car entrou na pista de Monza. A liderança de Alonso durou até a corrida recomeçar. Vettel foi sensacional ao ultrapassar o espanhol da Ferrari e tomar de volta a ponta da prova.

Mais atrás, o grande duelo do GP. Lewis Hamilton e Michael Schumacher competiam pelo terceiro lugar e roubaram a atenção com um pega de tirar o fôlego. O heptacampeão fez apresentação de gala e segurou a terceira colocação por muito tempo.

Schumacher só perdeu a posição porque Jenson Button foi preciso ao aproveitar a briga entre seu companheiro de McLaren e o alemão. Apesar de ter sido atrapalhado por Rubens Barrichello na entrada dos boxes, Button fez, mais uma vez, grande corrida. A segunda posição foi um merecido prêmio para o campeão de 2009.



A decepção do dia foi a dupla da Sauber. Os dois pilotos de Peter Sauber não chegaram ao final da corrida em Monza. Porém, a decepção maior foi de Mark Webber. O australiano da Red Bull calculou mal e tocou na roda de Felipe Massa - que mais uma vez foi discreto numa corrida de F1 - ainda no início do GP. Com o bico quebrado, Webber tentou voltar aos boxes para trocar a peça. No entanto, ele não conseguiu segurar o carro na Parabólica e só parou na barreira de pneus. Posso estar enganado, mas hoje deve ter gente na Red Bull se perguntando o motivo da renovação de contrato do australiano.

Por falar em renovação, a Lotus renovou com Jarno Trulli. Tenho certeza de que a renovação não foi por causa do talento do italiano. Em tempos de testes escassos na F1, vale a experiência. Por isso, vamos ter Trulli por mais uma temporada de F1.

Se por um lado Trulli tem bastante experiência (nem sempre boas), Bruno Senna retoma sua carreira na F1. O brasileiro da Lotus Renault pontuou pela primeira vez na carreira, com seu nono lugar em Monza.



Veja como ficou a classificação final do Grande Prêmio da Itália, em Monza:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
2. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
3. Fernando Alonso (Ferrari)
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
5. Michael Schumacher (Mercedes)
6. Felipe Massa (Ferrari)
7. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
8. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
9. Bruno Senna (Lotus Renault)
10. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
11. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
12. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
13. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
14. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
15. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
16. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)

Não completaram:
17. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
18. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
19. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
20. Mark Webber (Red Bull-Renault)
21. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
22. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
23. Nico Rosberg (Mercedes)
24. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

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Ford GT de Valdeno e Stumpf vence a segunda prova em Jacarepaguá

A segunda bateria da sétima etapa do GT Brasil foi vencida por Valdeno Brito, que forma dupla com Matheus Stumpf no Ford GT número 7. Essa foi a sexta vitória dos líderes do campeonato na atual temporada. O resultado amplia ainda mais a vantagem de Valdeno, que agora coleciona 177 contra 160 da dupla Xandy e Xandinho Negrão, que passou a ocupar a vice-liderança. Valdeno compete com a escrita a seu favor: todo líder da primeira metade da temporada terminou como campeão. Caso isso se ratifique, Valdeno e Stumpf serão bi na categoria.

(Bruno Turano)

Logo na largada, a pista úmida de Jacarepaguá (dessa vez, a meteorologia acertou!) pode ter contribuído para o toque entre o pole-position, Wagner Ebrahim (Audi R8) Xandy Negrão, vencedor da primeira bateria no Rio de Janeiro, Marcelo Hahn, que forma dupla com Allam Khodair, e Paulo Bonifácio, que divide o Ford GT com Sérgio Jimenez. O saldo foi o abandono de Hahn e Ebrahim, uma lateral danificada na Lambo de Xandão e um furo no Ford GT.

Considero o caso como incidente de corrida. A Lamborghini de Xandão foi espremida pelo Ford GT e foi obrigado a abrir para a direita, acabando com a prova da Lambo de Marcelo, o grande prejudicado da bateria.

Passada confusão, Matheus Stumpf pegou a liderança e não perdeu tempo com seu Ford GT. O líder do campeonato, que forma dupla com Valdeno Brito, abriu a cada volta e ficou com uma confortável vantagem na ponta da bateria.

Mais atrás, Chico Longo, que forma dupla com Daniel Serra, e Bruno Garfinkel, companheiro de Lambo de Ricardo Maurício, ganharam posições e já apareciam no Top7. Xandy Negrão, que caiu para 11°, começou a fazer uma incrível corrida de recuperação com o desconforto de que, praticamente a cada volta, a porta do Lambo LP600 abria.

(Bruno Turano)

Na janela de pilotos, Valdeno assumiu o Ford GT e passou a administrar com tranquilidade sua liderança. Com 20 segundos de desvantagem, Xandinho tentava tirar a diferença.

A grande disputa da prova passou a ser pela terceira colocação. Serrinha liderava esse pelotão, que tinha Cleber Faria, Ricardinho e Renan Guerra na cola da Ferrari F480. Numa boa manobra, Ricardo Maurício passou para a quarta colocação, trazendo de carona a Lambo de Renan.

A partir daí, Ricardinho passou a caçar Serrinha pelo terceiro lugar. A diferença entre eles chegou a ficar em menos de 2s. Mas o piloto da Ferrari 19 segurou bem os ataques da Lambo 33 e garantiu a terceira colocação dessa bateria – a dupla da Ferrari repetiu seu melhor resultado na temporada.

(Bruno Turano)

A vitória de Valdeno e Matheus foi um importante passo para o bi. Há quem acredite que a sorte, que ontem deu as costas para o Ford GT número 7, voltou a sorrir para eles. Até pode ser, mas racionalmente não posso afirmar que eles não iriam vencer não fosse o acidente na primeira curva. A confusão na primeira volta contribuiu para o triunfo do Ford GT; mas, é claro, que a vitória veio, também, com o talento dos pilotos paraibano e gaúcho.

(Bruno Turano)

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Xandy e Xandinho Negrão vencem primeira bateria do GT Brasil em Jacarepaguá

A primeira corrida da sétima rodada dupla do GT Brasil foi sensacional. A vitória de Xandy e Xandinho Negrão (pai e filho) foi a segunda da dupla na temporada. Seguramente, uma das melhores corridas do campeonato 2011. Essa primeira bateria no Rio de Janeiro, ao lado daquele fantástico final da corrida em Curitiba, foram as melhores provas da temporada.

(Bruno Turano)

Vencer em Jacarepaguá não é novidade na carreira de Xandy Negrão no GT Brasil. No ano passado, ele venceu as duas baterias no autódromo do Rio de Janeiro – na época, ele competia com o Audi R8 ao lado de Andreas Mattheis.

Contrariando a previsão da meteorologia, o sol apareceu em Jacarepaguá e a chuva ficou para depois. Na pista seca, o pole-position dessa 13ª bateria foi Xandinho Negrão (Lamborghini LP600), que impediu a 12ª de Daniel Serra por apenas 0s008. Serrinha, por sua vez, garantiu a primeira fila também por ‘um pelinho’. O piloto da Ferrari F480 foi 0s014 mais rápido do que a Lamborghini LP600 de Allam Khodair. Ricardo Maurício (Lambo LP600) fechou a segundo fila.

Depois de dar uma escapada e rodar na classificação, Valdeno Brito – que venceu as duas baterias da última etapa, em Interlagos – conseguiu alinhar o Ford GT na sexta posição do grid, logo atrás de Wagner Ebrahim, que guia o Audi R8, carro vencedor das duas baterias em Jacarepaguá no ano passado.

Na largada, Xandinho se preocupou com o ataque de Allam Khodair e perdeu quatro posições. Melhor para Daniel Serra, que pulou para a ponta. Melhor ainda para Ricardo Maurício, que saiu da quarta posição para a vice-liderança.

Mais atrás, a falta de sorte abraçou mais uma vez Valdeno. Depois do problema na classificação, o líder do campeonato teve o pneu traseiro direito furado metros depois da largada, obrigando o Ford GT a uma parada nos boxes no final da primeira volta.

A partir daí, os ponteiros foram se distanciando, proporcionando um grande pega entre os quatro primeiros, que ficaram um bom tempo separados por menos de 1s5.

(Bruno Turano)

Na volta 12, Ricardinho passou a atacar pra tomar a ponta de Serrinha, que passou a se defender das investidas do piloto da Lambo número 33. Três voltas de intensos ataques deram resultado. Na saída da curva 1, Ricardinho e Serrinha ficaram praticamente lado a lado. No final do retão, Ricardo Maurício tomou a ponta numa manobra de deixar arrepiado até quem não é fã de automobilismo. Na mesma volta, Allam aproveitou que os pneus de Daniel já estavam desgastados e conquistou a vice-liderança da bateria.

O japonês voador passou a virar rápido. Mas a cada volta rápida de Khodair, Ricardo Maurício respondia no mesmo décimo. A diferença entre eles se manteve em 2s5 por mais cinco voltas.

(Bruno Turano)

Na janela de pilotos, tempo mínimo de dois minutos destinado a trocas de piloto e pneus, Xandy Negrão, bicampeão do GT Brasil (2008 e 2009), assumiu a ponta da prova. Atrás dele, Bruno Garfinkel (que forma dupla com Ricardo Maurício) e Marcelo Hann (companheiro de Khodair) começaram a duelar. Duas voltas depois, Hann tomou a segunda colocação antes mesmo da Curva da Vitória.

Mais atrás, Chico Longo (que compete ao lado de Daniel Serra) teve de cumprir um drive through por causa de excesso de velocidade no pit Lane. Ainda assim, fez grande corrida de recuperação. Já na parte final da bateria, Longo aparecia na sexta colocação.

Lá na frente, Bruno começar a ser pressionado por Wagner Ebrahim. O piloto do Audi R8 ganhou a posição no mesmo ponto que Hann passou a Lambo número 33.

A partir da volta 26, Hann começou a tirar diferença para o líder Xandy Negrão. O experiente piloto da Lamborghini número 9 segurou as ataques de Marcelo. A diferença entre eles não passou de 2s durante as voltas finais. Na última volta, o espetacular Xandy abriu um pouco mais e colocou 2s3 de vantagem sobre Hann. Uma vitória de mestre!

A dupla Khodair e Hann terminou em segundo lugar e Ebrahim recebeu a quadriculada em terceiro. A dupla Ricardo Maurício e Bruno Garfinkel terminou na quarta colocação. Apesar da oitava posição, Valdeno Brito e Matheus Stumpf mantêm a liderança da competição. A vantagem no campeonato, agora, não é tão grande: Xandy e Xandinho, assim como Khodair e Hann, encostaram nos líderes. A segunda bateria em Jacarepaguá promete!

(Bruno Turano)

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Pole, Vettel divide primeira fila com Hamilton

Mais uma pole-position para Sebastian Vettel. O atual campeão mundial vai largar na frente no Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1 depois de cravar 1min22s275. O tempo do líder do mundial é quase meio segundo – mais precisamente, 0s450 – mais rápido do que o feito por Lewis Hamilton, que vai dividir a primeira fila com o alemão da Red Bull. Esta é a décima pole de Vettel na temporada.

(Formula 1 Website)

Essa pole em Monza é especial historicamente para Vettel, já que é a sua 25ª na F1. Com essa nova marca, Sebastian deixa Nélson Piquet e Niki Lauda para trás – os tricampeões têm 24 poles na categoria. Agora, o alemão é o oitavo piloto da história a mais vezes largar na frente na F1 – ele está a uma de Mika Hakkinen e a três de Juan Manuel Fangio.

Vettel e Hamilton ditaram o ritmo nas três partes da classificação em Monza – o campeão de 2008 foi mais rápido no Q1, enquanto que Sebastian ficou no topo no Q2.

Desde o início da classificação, os dois pilotos se alternavam no topo. A única emoção, para quem torce pelos pilotos brasileiros, foi a última volta de Bruno Senna. O brasileiro da Lotus Renault estava fora do Q3 quando, com o cronômetro marcando o fim do Q2, conseguiu uma boa volta e superou Paul di Resta por apenas 0s006, garantindo participação entre os dez mais rápidos. No entanto, Bruno foi o único a não marcar tempo na última parte da classificação, numa clara intenção de poupar pneus. Por isso, vai largar em décimo.

Na atual circunstância, uma posição de largada razoável para Bruno. Espero que ele não tenha tanta sede na largada e não repita o erro que cometeu em Spa. Como diz o velho, “corrida não se ganha na primeira curva”.

As Ferrari mostraram que ainda estão um pouco atrás de McLaren e Red Bull em Monza. O bicampeão Alonso, em mais uma de suas mágicas conseguiu se colocar entre os quatro carros. O espanhol vai largar em quarto lugar, uma posição à frente de Webber. Felipe Massa ficou a 0s3 de Alonso e vai largar em sexto.

(Formula 1 Website)

Pastor Maldonado, companheiro de Rubens Barrichello, foi patético. O venezuelano da Williams conseguiu perder o controle do carro na entrada dos boxes e quebrar o bico ainda no Q1. Por sorte, deu tempo de a equipe trocar a peça e ele retornar à pista, garantindo sua passagem à segunda parte da classificação. Mesmo depois da lambança, Maldonado irá dividir a sétima fila com Rubinho, que larga em 13°.

A decepção da classificação foi as duas Sauber. Os carros de Pérez e Kobayashi poderiam ter ido além do Q2. Os motores Ferrari não ajudaram o pessoal de Peter Sauber a conseguir melhor posição no grid.

Interessante foi ver a classificação de Jaime Alguersuari. O espanhol da Toro Rosso, que largou na sexta posição na última etapa, em Spa-Francorchamps, não conseguiu passar do Q1. Na verdade, a posição de largada que ele conquistou na Bélgica é que foi algo extraordinário; não só para ele, mas também para a equipe, que só tem andado no pelotão de trás em 2011.

O grid para o Grande Prêmio da Itália ficou assim:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min22s275
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min22s725
3. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min22s777
4. Fernando Alonso (Ferrari): 1min22s841
5. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min22s972
6. Felipe Massa (Ferrari): 1min23s188
7. Vitaly Petrov (Lotus Renault): 1min23s530
8. Michael Schumacher (Mercedes): 1min23s777
9. Nico Rosberg (Mercedes): 1min24s477
10. Bruno Senna (Lotus Renault): sem tempo
11. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
12. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
13. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
14. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
15. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
16. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
17. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
18. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
19. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
20. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
21. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
22. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
23. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
24. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

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Vettel e Hamilton comandam sexta-feira em Monza

Os motores roncaram alto nos primeiros treinos livres para o Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1. Nessa sexta-feira, os motores alemães dominaram as sessões. Normalmente ausente da batalha pela ponta nos primeiros livres, Sebastian Vettel, desta vez, deu logo as cartas. O líder do mundial fez 1min24s010 e foi o mais rápido em Monza no segundo livre, enquanto que o campeão de 2008 foi o mais rápido da primeira sessão com 1min23s865.

(Formula 1 Website)

Fechando os treinos no top3, um animado Michael Schumacher. A fome do heptacampeão aumentou desde sua excelente apresentação em Spa, há duas semanas. Atrás deles, vieram as Ferrari de Felipe Massa e Fernando Alonso, com Mark Webber em sexto e Jenson Button em sétimo lugar.

Sou fã de carteirinha do circuito de Monza. Parafraseando o velho compositor sertanejo, pista velha é que faz corrida boa. A pista italiana requer precisão no estilo de guiar dos pilotos por causa da baixa pressão aerodinâmica.

Apesar de Monza não favorecer os carros da Red Bull, Vettel parece ignorar essa lógica. Pelo menos foi assim nessa sexta-feira. O ótimo tempo de Vettel brindou o anúncio da equipe: a Red Bull renovou a parceria com os motores Renault até o final da temporada 2016.

(Formula 1 Website)

Além do campeão mundial, as McLaren brigarão pela vitória no domingo – o motor Mercedes nos carros de Button e Hamilton faz diferença em Monza. Já a Ferrari ficou abaixo do esperado nessas duas primeiras sessões. Provavelmente, o pessoal de Maranello está com atenção para a corrida e passou o tempo buscando acertos e analisando o desgaste dos pneus. Não considero a Ferrari carta fora do baralho para o GP da Itália, última corrida européia da temporada 2011 da F1.

Destaco os bons tempos feitos pelas duas Sauber, com Sérgio Pérez em oitavo e Kamui Kobayashi em nono. A dupla de Peter Sauber poderá aprontar em Monza e beliscar pontos.

Com os recorrentes problemas na Williams de Rubens Barrichello e a temporada abaixo do esperado de Felipe Massa, é natural que as atenções brasileiras se voltem para Bruno Senna. O piloto da Lotus Renault fez um bom treino. O décimo lugar não é tão importante quanto ele ter ficado à frente de seu companheiro de equipe, Vitaly Petrov. Como parâmetro, o brasileiro, que fará sua segunda corrida pelo time em Monza, foi mais rápido do que o russo que iniciou a temporada como titular da escuderia. Um bom começo, mas, na prática, isso não significa nada. É preciso ver seus resultados para poder fazer uma melhor avaliação.

(Formula 1 Website)

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Monza e Vettel

Domingo é dia do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1. O alemão Sebastian Vettel tentará alargar ainda mais sua vantagem sobre seus adversários nessa tranquila caminhada rumo a seu bicampeonato. Apesar de Monza não ser a pista perfeita para a Red Bull, o campeão mundial conhece os atalhos da vitória naquele circuito. Foi no lendário autódromo italiano que Vettel conquistou sua primeira vitória na F1, em 2008, com a nanica Toro Rosso.

Por tudo que envolvia e pelo cenário da época, o triunfo de Sebastian no Grande Prêmio da Itália de 2008 é a maior conquista que um piloto já atingiu na Fórmula 1. Ouso escrever que, historicamente, o que ele fez em Monza naquele ano tem significado maior do que o impressionante segundo lugar de Ayrton Senna no GP de Mônaco de 1984 e a esplêndida vitória de Emerson Fittipaldi no GP dos Estados Unidos de 1970.


Para quem não se lembra, a Toro Rosso nada mais era do que a Minardi com novo nome – a empresa Red Bull comprou a escuderia italiana em 2006. E vencer uma corrida de F1 com uma ex-Minardi, desbancando Fernando Alonso, Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen, Felipe Massa, dentre outros, definitivamente não é para qualquer um.

Mas Vettel não terá vida fácil em solo italiano. Acredito que McLaren e Ferrari terão desempenho melhor do que Red Bull. Ano passado, por exemplo, Alonso venceu o GP e teve a companhia de Jenson Button e Massa no pódio. Mas não é racional reduzir a quase nada a chance de Vettel e da Red Bull vencerem na Itália. O campeão está com apetite e, com mais três vitórias, será bicampeão.

Com a maior média de velocidade da temporada, Monza terá duas zonas de DRS. A pista italiana exigirá um intenso trabalho dos freios; o desgaste não é alto, mas o funcionamento dos freios será fundamental para manter o equilíbrio dos carros nas freadas.

Outro ponto importante será o pneu. Apesar dos programados desgastes das borrachas, Monza não provoca um consumo excessivo dos compostos. Por isso, não acredito em um número absurdo de pit stops no GP, como já aconteceu em outras corridas dessa temporada. O sistema de asa traseira móvel e a utilização do Kers deixarão a corrida desse ano ainda mais interessante.

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Uma homenagem aos barbeiros

Pelos comentários que já li pelas redes sociais, sei que hoje é Dia do Sexo. Sinceramente não me importo com tais datas, como dia disso, dia daquilo... Para completar, um colega de redação veio me falar que hoje é Dia do Cabeleireiro e do Barbeiro. Com todo respeito que tenho com os profissionais da tesoura, que embelezam as cabeças de muitas e muitas pessoas, a informação em nada acrescentou ao meu dia. Quer dizer, pensando melhor, deu uma ideia para um novo post aqui no COCKPIT.

Ao contrário do que alguns podem estar pensando, não vou começar a nomear fulanos e beltranos que colocam o visual dos pilotos em dia. Vão, aqui, minhas saudações aos cabeleireiros e barbeiros de todo país.

Por falar em barbeiros, peço licença para fazer uma brincadeira com a nossa língua. No automobilismo, o termo existe para rotular aqueles que, digamos, se enrolam um pouco com volante, pedais e tudo mais. E, obviamente, a Fórmula 1 já teve dos seus!


É claro que não conseguirei citar todos em um único post, visto que a quantidade desta ‘espécie’ é grande. Lembro-me, agora, de um que, se fosse organizado um campeonato da modalidade, certamente teria sido campeão. O italiano Andrea de Cesaris era... Bem, para resumir, ele conseguiu destruir 16 McLaren em 14 Grandes Prêmios na temporada de 1981. Não é estranho nunca ter vencido na F1. Subiu, sabe-se lá como, cinco vezes ao pódio, sendo duas vezes em segundo lugar: a primeira no GP da Alemanha de 1983 e a outra no GP da África do Sul do mesmo ano, corrida que consagrou Nélson Piquet como bicampeão mundial. Milagrosamente, De Cesaris participou de 208 GPs.

Tão ruim quanto o italiano, Satoru Nakajima ainda carregava a fama de barbeiro. A imagem catastrófica do japonês foi formada não só com suas peripécias nas pistas. Após anos instalando de vez em quando câmeras onboard, a FIA decidiu que o recurso televisivo seria permanentemente adotado durante toda temporada de 1987 em um único carro: a Lotus número 11. Piloto do carro, Nakajima fazia sua estreia na categoria naquele mesmo ano, sendo companheiro de equipe de Ayrton Senna. A ‘sorte’ do japonês é que tudo que ele fazia ao volante da Lotus amarela era exibido para dezenas de países.


Citei dois, mas certamente o leitor se lembrará de outros muitos. A lista não é pequena, não é mesmo? Teve, também, Deve Walker, que foi companheiro de Emerson Fittipaldi na Lotus. O inglês conseguiu a proeza de ficar sem combustível a seis voltas do final do GP da Bélgica, em 1972. Melhor para Emerson, que com a mesma estratégia e quantidade de combustível, venceu a corrida.

Agora, minha memória me obriga a escrever sobre Vittorio Brambilla. O italiano, que competiu na categoria entre 1974 e 1980, parecia ter um imã quando se aproximava de guard-rails. Sua única vitória foi no Grande Prêmio da Áustria de 1975, que foi interrompido por causa da chuva na 29ª volta das 54 previstas. Depois de receber a quadriculada, Brambilla sacudiu tanto seus braços para comemorar que perdeu o controle de seu March e bateu no guard-rail. Se eu não estiver sendo traído por minha memória, é o único caso na F1 em que o vencedor bateu estupidamente com o carro na volta de desaceleração.


Na minha lista coloco, ainda, Yannick Dalmas, Héctor Rebaque, Christian Danner e Eliseo Salazar. Será que esqueci alguém? Não coloco nomes de pilotos que participaram das duas primeiras décadas da F1 porque poderia ser injusto com algum deles. E na sua lista? Incluiria algum piloto?

Para finalizar, não dá para deixar a outra data comemorativa de hoje em branco. No Dia do Sexo, o COCKPIT publica uma foto daquele que mais se dedicou ao ‘esporte’: James Hunt, que teve suas histórias, inclusive as íntimas, contadas no livro Shunt. Segundo a biografia do ex-piloto inglês, escrita por Tom Rubython, Hunt ‘pegou’ 33 aeromoças da British Airways durante as duas semanas de 1976 em que esteve no Japão, local onde foi campeão mundial de F1. O britânico Hunt morreu em decorrência de um ataque cardíaco em 1993.


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Troca de pneus no GT Brasil será obrigatória em Jacarepaguá

A sétima etapa do GT Brasil, que será disputada em Jacarepaguá no próximo fim de semana, terá uma novidade: as corridas terão pit stops para troca obrigatória dos quatro pneus. A decisão foi tomada depois de orientação da Pirelli. A fabricante italiana aconselhou o procedimento para as provas nos circuitos do Rio de Janeiro e de Campo Grande.

Reconhecida pelo asfalto abrasivo, a pista de Jacarepaguá consome muita borracha. Com a decisão, as equipes poderão buscar um melhor desempenho dos pneus durante praticamente toda a corrida.


A categoria já prevê uma parada obrigatória, com duração mínima de dois minutos, para troca de pilotos. A comissão GT definiu que a troca dos pneus poderá ser feita nessa mesma parada nos boxes. Por isso, a novidade não deverá interferir nas estratégias das equipes.

Muda, sim, no trabalho das equipes, que terão de fazer a retirada e colocação dos pneus enquanto a troca dos pilotos é feita. Essa obrigatoriedade irá interferir no desempenho dos carros, já que os bólidos não ficarão com as borrachas muito desgastadas ao final de cada uma das duas corridas do fim de semana; pelo menos, na teoria.

Além do asfalto abrasivo e da novidade da troca de pneus, as corridas em Jacarepaguá terão um ingrediente adicional: a previsão da meteorologia aponta chuva para os dois dias de baterias.

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Cinco pontos separam líder Franchitti de vice-líder Power

Rei dos mistos, rei das ruas. Não importa. Fato é que Will Power guia como poucos nesses tipos de circuitos. No Grande Prêmio de Baltimore de Fórmula Indy, o australiano da Penske ignorou os adversários e ganhou de ponta a ponta. A vitória – a sexta em 2011 – deixou Power no cangote do líder Dario Franchitti. O escocês, que é o atual campeão da categoria, tem apenas cinco pontos de vantagem sobre o australiano.

(Indy Car Website)

Mais que merecido. Essa é a definição da corrida de Tony Kanaan. Depois de sofrer um sério e impressionante acidente durante o warm up (reveja o acidente aqui), o brasileiro da KV Lotus largou do fundo do grid porque foi obrigado a usar o carro reserva do time. Pressionado por Dario Franchitti nas últimas voltas, Kanaan segurou com maestria as investidas do tricampeão e recebeu a quadriculada colado atrás de Oriol Servià, garantindo o terceiro lugar e o merecido pódio.

(Indy Car Website)

A única preocupação de Power foi na largada. Pole, perdeu a liderança na primeira curva. Mas não tardou – ou melhor, na curva 3 – para recuperar a ponta e disparar na frente. Não exagerei ao escrever o verbo disparar. Logo que abriu a segunda volta, Power já tinha vantagem de um segundo sobre o vice-líder da prova.

Na busca pelo tetracampeonato, Franchitti terminou a corrida na quarta colocação, 0s5 à frente do companheiro de Ganassi, Scott Dixon. A pressão que Dario colocou sobre Tony foi impressionante. Somente o talento (aliado a experiência) é poderia ser capaz de impedir a ultrapassagem do escocês. E foi por isso que Franchitti não conseguiu subir ao pódio.

(Indy Car Website)

De volta à categoria depois de problemas com a entrada nos Estados Unidos, Simona de Silvestro voltou a andar bem. A suíça, que começou a temporada com bons resultados, terminou essa corrida em 12°, colada na caixa de câmbio de Plowman.

Gostei da corrida de Danica Patrick. Depois que anunciou sua mudança para a Nascar em 2012, muita gente falou que ela apenas “cumpriria tabela”. A norte-americana voltou a andar bem, proporcionando um grande pega com Hunter-Reay, e chegou na sétima posição.

Duas posições atrás de Danica, Vitor Meira recebeu a quadriculada na nona colocação. O resultado não camufla os problemas que Meira tem enfrentado nessa temporada com seu Foyt. Bia Figueiredo terminou em 16° e Helio Castroneves em 17°. Por causa do acidente com Tony no warm up, Helinho também foi obrigado a usar o carro reserva da Penske. Com isso, ele deixou de largar em sétimo e partiu da 28ª posição do grid.

(Indy Car Website)

Faltando três etapas para o fim da competição, Dario tem 507 pontos contra 502 de Power. E o campeonato vai esquentar ainda mais: a próxima corrida será em Motegi. Porém, a prova não será disputada no oval japonês. Por conta do desastre que assolou o país no primeiro semestre, os nipônicos optaram em disponibilizar para a Indy o traçado misto do autódromo.

Confira as posições finais do Grande Prêmio de Baltimore de Fórmula Indy:
1. Will Power (Penske)
2. Oriol Servià (Newman-Hass)
3. Tony Kanaan (KV Lotus)
4. Dario Franchitti (Ganassi)
5. Scott Dixon (Ganassi)
6. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
7. Danica Patrick (Andretti)
8. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
9. Vitor Meira (Foyt)
10. Graham Rahal (Ganassi)
11. Martin Plowman (Sam Schmidt)
12. Simona De Silvestro (HVM)
13. Sebastian Saavedra (Conquest)
14. Ryan Briscoe (Penske)
15. Ernesto Viso (KV Lotus)
16. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
17. Helio Castroneves (Penske)
18. Takuma Sato (KV Lotus)
19. JR Hildebrand (Panther)
20. Ed Carpenter (Fisher)
21. Charlie Kimball (Ganassi)
22. Tomas Scheckter (Dragon)
23. Mike Conway (Andretti)

Não completaram:
24. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
25. Marco Andretti (Andretti)
26. Giorgio Pantano (Dreyer & Reinbold)
27. James Jakes (Dale Coyne)
28. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)

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Thiago Camilo vence e Burti garante vaga nos playoffs

Nem Cacá Bueno, nem Atila Abreu. Os vencedores dos circuitos de rua da Stock Car não conseguiram segurar a ótima fase do líder do campeonato. A vitória de Thiago Camilo nas ruas da capital baiana foi brilhante. Com uma estratégica ousada, de largar com pouco combustível e fazer o pit stop antes mesmo do primeiro terço da prova, Camilo garantiu a sua 11ª vitória na carreira.

(Duda Bairros)

O terceiro triunfo de Thiago Camilo em 2011 foi nessa corrida em Salvador; e como não poderia deixar de ser, a vitória do piloto do carro número 21 veio temperada com superstição. No post sobre a classificação dessa etapa, escrevi que, assim como na Corrida do Milhão, Thiago estava na sétima posição do grid. Hoje, posso escrever que, assim como na Corrida do Milhão, ele também venceu.

Antes mesmo de a corrida começar, Thiago já tinha garantido a liderança na fase de classificação da Stock Car – Max Wilson, Cacá Bueno, Atila Abreu e Ricardo Maurício também já estavam na superfinal. Apesar de quatro pilotos não estarem matematicamente garantidos, escrevi aqui que apenas uma combinação matemática desastrosa tirava Popó Bueno, Marcos Gomes, Daniel Serra e Allam Khodair da disputa pelo título de 2011. Por isso, a disputa ficou por conta da última vaga para os playoffs.

(Fabio Oliveira)

E na disputa com Duda Pamplona, a última vaga para os playoffs ficou com Luciano Burti. O ex-piloto da F1 fez grande corrida em Salvador, passando Tuka Rocha nas últimas voltas e terminando a prova numa ótima quarta posição.

Por falar em Tuka, o piloto do carro número 25 fez boa prova e chegou a estar na liderança – foi a primeira vez que Tuka liderou uma prova da Stock Car. Certamente uma massagem no ego do competidor que passou por maus momentos em Jacarepaguá. No final da corrida, o carro de Tuka perdeu rendimento. Consequentemente, o piloto perdeu posições e finalizou a prova em quinto lugar.

(Miguel Costa Jr)

Quem entrou de última hora na expectativa de entrar nos playoffs foi Felipe Maluhy. O piloto do Officer ProGP número 33 teria de fazer uma excelente corrida para sonhar com a devolução dos 30 pontos da CBA e fazer contas para a superfinal. A estratégia de Maluhy foi derrubada após o enrosco com Julio Campos. Felipe teve de remar muito em Salvador e terminou fora da zona de pontuação.

Por falar em remar, parece que essa foi a palavra de ordem na Officer ProGP. Companheiro de Maluhy, Duda Pamplona mais uma vez veio de trás para garantir pontos no campeonato. O piloto carioca saiu da 20ª posição do grid e foi o oitavo a receber a quadriculada. Mesmo tendo ficado de fora da disputa pelo título de 2011, Duda deve estar orgulhoso por sua ótima corrida. Conseguir muitas ultrapassagens em circuito de rua não é tarefa fácil.

Quem também teve de fazer corrida de recuperação foi Ricardo Maurício, que em determinado trecho da corrida ficou entre os primeiros. O piloto do Eurofarma RC número 90 ganhou posições e chegou a andar em sexto, mas, depois de seu pit stop, voltou para o pelotão intermediário.

Companheiro de Ricardinho, o atual campeão Max Wilson fez boa prova, ratificando a segunda posição para os playoffs. Com a frente de seu carro danificada por um toque, Max suportou a pressão de Atila com maestria, deixando o piloto da AMG com a terceira colocação da etapa. Apesar de ainda não ter vencido na atual temporada, Max ficou com a segunda posição na classificação por conta de sua regularidade.

Quem passou por maus momentos foi o pole Ricardo Sperafico. Depois de perder a liderança para Max Wilson logo depois da largada, o piloto terminou sua participação na etapa de Salvador na barreira de pneus.

(Duda Bairros)

Apesar do traçado travado, o circuito da Bahia proporcionou boas ultrapassagens, como a de Khodair sobre Popó Bueno, de Ricardinho sobre Valdeno, de Thiago Camilo sobre Max e de Cacá também sobre Max. Por falar no tricampeão, ele não conseguiu seguir com o bom ritmo que impôs no início da prova – Cacá chegou a liderar a corrida. No final da prova, Cacá perdeu a terceira posição na tabela e dois pontos para começar a superfinal. Mas não foi só isso: a boa corrida de Atila deixou o piloto de Sorocaba atrás apenas de Thiago e Max na tabela.

Com o término da fase de classificação da Stock Car, os dez pilotos que disputarão o título de 2011 começam os playoffs com a seguinte pontuação:
Thiago Camilo: 225 pontos
Max Wilson: 220 pts
Atila Abreu: 216
Cacá Bueno: 214
Ricardo Maurício: 212
Popó Bueno:210
Marcos Gomes: 209
Luciano Burti: 208
Daniel Serra: 207
Allam Khodair: 206


Confira as posições finais da oitava etapa, em Salvador, que é a última da fase classificação da Stock Car:
1º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21)
2º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65)
3º Átila Abreu (AMG – nº 51)
4º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14)
5º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25)
6º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35)
7º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10)
8º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23)
9º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11)
10º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9)
11º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0)
12º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77)
13º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100)
14º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18)
15º Daniel Serra (Red Bull – nº 29)
16º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90)
17º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33)
18º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19)
19º Diego Freitas (Scuderia 111 – nº 2)

Não completaram:
20 º Ricardo Sperafico (Amir Nasr – nº 20)
21º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99)
22º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74)
23º Rodrigo Navarro (JF – nº 22)
24º Diego Nunes (Bassani – nº 16)
25º Dennis Navarro (Bassani – nº 5)
26º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80)
27º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37)
28º Serafin Jr (AMG – nº 8)
29º Julio Campos (Scuderia 111 – nº 4)

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Vitória de Piquet e título de Giaffone no sul-americano da F-Truck

A classificação para formação do grid da última etapa do campeonato sul-americano de Fórmula Truck, em Buenos Aires, praticamente definiu o campeão da temporada continental. A largada foi dada e Felipe Giaffone pode comemorar seu título. Mas, como automobilismo prega surpresas, o triunfo do piloto do caminhão da Volkswagen não foi fácil.

(Orlei Silva)

Se o título ficou com Giaffone, a vitória foi de Geraldo Piquet. O piloto do Mercedes foi brilhante. Largou melhor e pulou da segunda fila para a ponta antes mesmo da primeira curva. Depois disso, foi controlar o ímpeto de Adalberto Jardim nas últimas voltas e conquistar sua nona vitória na categoria. O triunfo na capital argentina foi o segundo de Piquet em 2011 – o outro foi em Jacarepaguá, no primeiro semestre.

A vitória no circuito de Buenos Aires foi, também, um tira-teima de vencedores. Com o primeiro lugar da prova argentina em 2011, Geraldo passa a ser o maior vencedor da categoria na pista hermana, já que também ganhou no ano passado – a vitória em 2009 foi de Felipe Giaffone.

(Orlei Silva)

A primeira colocação na Argentina colocou Geraldo como terceiro na competição continental; ele ficou atrás do campeão Giaffone, que fez 66 pontos, e do vice Danilo Dirani, que acumulou 55.

Piloto do Ford número 70, Dirani fez excelente corrida: saiu de 20º para o pódio. Uma pena que a décima colocação de Felipe, aliada ao terceiro lugar de Danilo, garantiu o título para o piloto da Volkswagen.

Companheiro de Giaffone, Valmir Benavides alinhou na pole-position sonhando com o título. Mas tudo foi por água abaixo na primeira curva. Paulo Salustiano calculou mal e tocou na roda traseira esquerda de Valmir, comprometendo a sua prova. No final, Valmir perdeu controle de seu caminhão e só parou na brita.

(Orlei Silva)

Veja a classificação final da etapa de Bueno Aires da Fórmula Truck:
1. Geraldo Piquet (Mercedes – nº 3)
2. Adalberto Jardim (Volkswagen – nº 23)
3. Danilo Dirani (Ford – nº 70)
4. André Marques (Volvo – nº 77)
5. Renato Martins (Volkswagen – nº 9)
6. Zé Maria Reis (Scania – nº 12)
7. Fred Marinelli (Iveco – nº 50)
8. Luiz Pucci (Volvo – nº 32)
9. Roberval Andrade (Scania – nº 1)
10. Felipe Giaffone (Volkswagen – nº 4)
11. Beto Monteiro (Iveco – nº 88)
12. Debora Rodrigues (Volkswagen – nº 7)
13. Luiz Lopes (Scania – nº 99)

Não completaram:
14. Valmir Benavides (Volkswagen – nº 2)
15. Diumar Bueno (Volvo – nº 11)
16. Cristina Rosito (Ford – nº 71)
17. Vignaldo Fizio (Mercedes)
18. Leandro Totti (Mercedes – nº 73)
19. Paulo Salustiano (Iveco – nº 55)
20. Regis Boessio (Mercedes – nº 83)
21. Leandro Reis (Scania – nº 45)

(Orlei Silva)

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Acidente entre brasileiros no warm up da F-Indy

Domingo é dia da Fórmula Indy. Mas um acidente assustou a todos no circuito de rua de Baltimore. Na câmera onboard de Helio Castroneves, dá para ver que Tony Kanaan ficou sem freio. Isso a mais de 330 quilômetros por hora no final da reta principal. Perder freio a essa velocidade não é uma coisa muito boa...


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Felipe Nasr é campeão da F3 Inglesa

Última bateria da rodada tripla em Rockingham. Bandeira quadriculada agitada para Jan Magnussen. Passou o dinamarquês, passou o brasileiro Pietro Fantin. Atrás deles, veio o brasiliense Felipe Nasr. A terceira colocação na corrida garantiu a Nasr o título inglês de Fórmula 3.

A conquista veio com duas etapas de antecipação. A campanha de Felipe na categoria em 2011 foi avassaladora, vencendo uma em cada três provas na temporada. Felipe escreve seu nome na galeria de campeões da F3. Ele se junta aos brasileiros Emerson Fittipaldi, que venceu o campeonato em 1969, José Carlos Pace (1970), Nélson Piquet (1978), Chico Serra (1979), Ayrton Senna (1983), Maurício Gugelmin (1985), Rubens Barrichello (1991), Gil de Ferran (1992), Mario Haberfeld (1998), Antonio Pizzonia (2000) e Nelsinho Piquet (2004).

(Twitter)

No Hall dos campeões da F3 Inglesa, Felipe Nasr também terá a companhia de Jackie Stewart (1964), Roger Williamson (1972) e Mika Hakkinen (1990).

Pilotos que já passaram pela Fórmula 1 também foram campeões na categoria, como Stefan Johansson (1980), Jonathan Palmer (1981), Johnny Dumfries (1984), Johnny Herbert (1987), Jan Magnussen (1994) e, mais recentemente, Jaime Alguersuari (2008) e Daniel Ricciardo (2009). O campeão da F3 Inglesa do ano passado, Jean Eric Vergne, participará de testes dos novatos no final da temporada da F1.

Takuma Sato (2001) e Mike Conway (2006), que hoje disputam a Fórmula Indy, também foram campeões na F3 Inglesa.

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Ricardo Sperafico surpreende e crava pole em Salvador

O treino de definição do grid para a última etapa da fase de classificação do campeonato brasileiro de Stock Car foi surpreendente. A chuva que caiu sobre o circuito de Salvador pegou muita gente de surpresa. Fora da luta pelo título de 2011, Ricardo Sperafico não fez chover (deixou isso com a frente fria que entrou na capital baiana), mas fez um temporal e vai largar na pole-position.

(Fernanda Freixosa)

Apesar de surpreendente, Sperafico conhece bem o circuito de Salvador. Para quem não lembra, ele subiu ao pódio na primeira edição da prova, em 2009, ao lado do vencedor Cacá Bueno e do segundo colocado na ocasião, Marcos Gomes.

Na classificação, Ricardo Sperafico superou o atual campeão. Max Wilson estará ao seu lado na primeira fila. O competidor do Eurofarma RC número 65 busca bom resultado na corrida para se manter na segunda posição da fase que define os candidatos ao título de 2011.

(Duda Bairros)

Atrás deles, os dois carros da Red Bull, com Cacá Bueno (vencedor de todas as duas corridas da Stock Car em Salvador) em terceiro. Seu companheiro de equipe, Daniel Serra, não conseguiu repetir o bom treino da manhã – ele foi o mais rápido no primeiro livre – e vai largar na quarta posição.

A classificação também foi boa para Valdeno Brito, que largará na terceira fila ao lado de Marcos Gomes. O piloto paraibano, que não tem chance de entrar na superfinal, estará na sexta posição do grid – sua melhor posição de largada em 2011 – e não tem nada a perder: vai atrás da vitória!


Sem ter nada a perder, mas por uma ótica diferente, Thiago Camilo vai largar em sétimo. O líder da competição já garantiu matematicamente a primeira posição e a pontuação maior (225 pontos) para o início dos playoffs. Um recado para os mais supersticiosos: na última prova, Camilo largou em sétimo e venceu. Será que o piloto do carro número 21 repete a dose?

Além de superar a turma que está à sua frente, Thiago terá de segurar alguns ótimos pilotos que vêm de trás. Um deles é Allam Khodair. O piloto do carro número 18 está na quarta fila ao lado de Camilo e ainda busca sua primeira vitória em 2011.


A combinação de circuito de rua e asfalto molhada proporcionaram surpresas na classificação. Nada impede que outras possam acontecer durante a corrida. A previsão diz que a chuva vai aparecer novamente durante a prova na capital baiana. As referências de freadas mudam e o desgaste dos pneus é diferente. Por isso, surpresas podem acontecer durante a prova soteropolitana.

(Duda Bairros)

É claro que a chance de vitória de quem larga nas primeiras posições é maior. Mas com esse tempero, o talento fala mais alto. Recomendo ficar de olho nas voltas de Ricardo Maurício. Depois de problemas na classificação, o campeão de 2008, que chegou a estar em quarto lugar nos livres, larga no pelotão intermediário. Ricardinho irá fazer corrida de recuperação. Com um acerto ideal, o piloto do Eurofarma RC número 90 poderá estar entre os primeiros até a metade da corrida.

No primeiro treino livre, Lico Kaesemodel sofre um forte acidente. O chassi do RCM AtléticoPR número 63 ficou destruído e ele não pôde participar da classificação.

(Twitter)

Veja como ficou o grid da etapa de Salvador:
1 º Ricardo Sperafico (Scuderia 111 – nº 20)
2º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65)
3º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0)
4º Daniel Serra (Red Bull – nº 29)
5º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80)
6º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77)
7º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21)
8º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18)
9º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14)
10º Julio Campos (RZ – nº 4)
11º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33)
12º Átila Abreu (AMG – nº 51)
13º Diego Nunes (Bassani – nº 16)
14º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90)
15º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35)
16º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10)
17º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9)
18º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74)
19º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11)
20º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23)
21º Diego Freitas (Scuderia 111 – nº 2)
22º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19)
23º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99)
24º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25)
25º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37)
26º Dennis Navarro (Bassani – nº 5)
27º Rodrigo Navarro (JF – nº 22)
28º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100)
29º Serafin Jr (AMG – nº 8)

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Rei dos mistos é rei das poles em 2011

Quem acompanha de perto a temporada 2011 da Fórmula Indy saberá responder essa pergunta. Grande Prêmio de Baltimore é disputado num circuito de rua. Quem fez a pole? Não precisa pensar muito, né?! Pela sétima vez em 2011, Will Power largará na posição de honra do grid.

O australiano da Penske nem se assustou com a boa classificação de Graham Rahal, da Ganassi, que estará na primeira fila junto com Power. Will fez uma volta voadora nas ruas de Baltimore e garantiu o status de rei dos mistos da Indy.

(Indy Car Website)

A boa classificação de Rahal mostra a evolução do piloto. Na busca pelo pódio e, obviamente, pela vitória, Graham tem mostrado serviço com a Ganassi B. vale ficar de olho nele!

Um bom resultado para Power em Baltimore é fundamental para que o sonho do título continue. Ele está a 26 pontos do líder, Dario Franchitti. O escocês atual campeão larga em quarto.

Companheiro de Will Power na Penske, Helio Castroneves só conseguiu a sétima posição do grid. O brasileiro ficou atrás até mesmo do outro carro da escuderia: Ryan Briscoe vai largar em terceiro. Mas não é para desanimar: mesmo sem ter começado bem a temporada, Helinho tem evoluído e fez grandes apresentações nos últimos GPs.

De volta à Indy, Simona de Silvestro, que teve problema com a imigração norte-americana já relatado por mim aqui no COCKPIT e pelo Twitter, vai largar em 12º, uma posição atrás de Tony Kanaan. Os brasileiro Vitor Meira e Bia Figueiredo vão largar em 14º e 22º, respectivamente.

O grid para o Grande Prêmio de Baltimore de Fórmula Indy é:
1. Will Power (Penske)
2. Graham Rahal (Ganassi)
3. Ryan Briscoe (Penske)
4. Dario Franchitti (Ganassi)
5. Sebastien Bourdais (Dale Coyne)
6. Ryan Hunter-Reay (Andretti)
7. Helio Castroneves (Penske)
8. Mike Conway (Andretti)
9. Ernesto Viso (KV Lotus)
10. Scott Dixon (Ganassi)
11. Tony Kanaan (KV Lotus)
12. Simona De Silvestro (HVM)
13. James Jakes (Dale Coyne)
14. Vitor Meira (Foyt)
15. Giorgio Pantano (Dreyer & Reinbold)
16. Oriol Servià (Newman-Hass)
17. James Hinchcliffe (Newman/Hass)
18. Charlie Kimball (Ganassi)
19. JR Hildebrand (Panther)
20. Martin Plowman (Sam Schmidt)
21. Alex Tagliani (Sam Schmidt)
22. Bia Figueiredo (Dreyer & Reinbold)
23. Marco Andretti (Andretti)
24. Tomas Scheckter (Dragon)
25. Danica Patrick (Andretti)
26. Sebastian Saavedra (Conquest)
27. Ed Carpenter (Fisher)
28. Takuma Sato (KV Lotus)

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Giaffone com a mão na taça sul-americana de F-Truck

O título sul-americano de Fórmula Truck está cada vez mais perto de Felipe Giaffone. Na classificação para a última etapa da competição continental, que será disputada em Bueno Aires, Giaffone conseguiu o segundo melhor tempo e estará ao lado do pole-position Valmir Benavides, que tem remota chance de ser campeão. Apenas cinco milésimos separaram os dois pilotos da Volkswagen, que fechou a primeira fila na pista argentina.


O outro piloto que sonhava com o título é Danilo Dirani. O piloto do Ford número 70 foi punido por excesso de velocidade em determinado ponto do circuito argentino. Danilo ultrapassou em 1,19 km/h a velocidade máxima permitida no trecho. A punição colocou Dirani na última fila do grid.

Com o campeonato sul-americano praticamente definido após a classificação de hoje, a corrida servirá para acerto dos caminhões para o restante do campeonato brasileiro. Mantendo o ritmo das últimas provas, os Mercedes andaram bem e estarão em quarto com Geraldo Piquet e sexto com Wellington Cirino. Não será surpresa se um dos dois estiver no degrau mais alto do pódio na Argentina.

Os oito primeiros do grid são:
1. Valmir Benavides: 1min36s625
2. Felipe Giaffone: 1min36s630
3. Paulo Salustiano: 1min36s826
4. Geraldo Piquet: 1min37s366
5. Beto Monteiro: 1min37s459
6. Wellington Cirino: 1min37s540

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Fantin vence e Nasr fica perto do título da F3 Inglesa

Após as famosas férias européias do meio do ano, a Fórmula 3 voltou a ser disputada. E recomeçou como parou. Mais uma vitória brasileira. Desta vez, Pietro Fantin subiu ao alto do pódio depois de cruzar a linha de chegada em primeiro na primeira bateria em Rockingham. Essa foi a primeira vitória de Pietro na categoria.

Fantin é o terceiro brasileiro que vence na F3 Inglesa em 2011. Lucas Foresti e Felipe Nasr também venceram na atual temporada da categoria. Aliás, Nasr está muito próximo do título da F3. Mesmo com a penalidade sofrida nessa primeira bateria, Nasr pode ser campeão já em Rockingham. Se o brasileiro terminar essa rodada tripla com vantagem de 109 pontos sobre Carlos Huertas, garantirá seu título por antecipação.

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Decisão para depois da quadriculada

Depois de as equipes e os pilotos da Stock Car se uniram para solicitar à CBA a anulação da punição imposta a Felipe Maluhy, a confederação atendeu ao pedido e irá estudar a possibilidade de devolver os 30 pontos ao piloto da Officer ProGP.

A retirada dos pontos foi consequência de uma punição no início da temporada. Na corrida de Interlagos, Maluhy cruzou a linha de chegada sem o mínimo (de seis litros) de combustível no tanque, de acordo com imposição do regulamento.

Caso os pontos sejam devolvidos a Maluhy, o piloto do carro número 33 estaria na briga pela última vaga nos playoffs com companheiro de equipe, Duda Pamplona, e Luciano Burti.

O detalhe é que a CBA irá decidir isso somente depois da corrida de Salvador. Ou seja, pode acontecer de a última vaga não ser definida depois da bandeira quadriculada, dependendo das posições de pista de Maluhy, Pamplona e Burti. E aí? Como é que fica? E-mails para a redação.

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F-Indy chega pela primeira vez em Baltimore

A Fórmula Indy entra na reta final para a decisão do título de 2011 da categoria. Faltando quatro Grandes Prêmios para o término do campeonato, a Indy chega pela primeira vez em Baltimore.

Último circuito de rua dessa temporada, o travado traçado da cidade do estado de Maryland tem uma grande reta e curvas de baixa – que são autênticos cotovelos –, que certamente serão feitas em primeira ou segunda marchas. Pelo desenho do circuito, a maioria das ultrapassagens acontecerá no final da reta principal.

Um ponto positivo do traçado é que a reta é bem larga. Como a Indy utiliza o sistema de relargadas em fila dupla, o risco de acidentes depois das bandeiras amarelas cai. Pelo menos, na teoria. Confira a volta virtual no novo circuito de rua em Baltimore, 14ª etapa da temporada.



Baltimore é a grande oportunidade para Will Power esquentar de vez o campeonato. O australiano está a 26 pontos do líder, Dario Franchitti, que tem 475. Se o atual campeão conseguir administrar de forma serena a vantagem que possui na competição nessa prova em Baltimore, certamente dará um grande passo para seu tetracampeonato.

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