Arquivo de September 2011

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Respostas ao desafio Mika Hakkinen

Teve gente que chegou bem perto, mas algumas respostas do desafio Mika Hakkinen, que lancei no dia do aniversário do bicampeão, ficaram incompletas. Aqui estão:
1. Benetton, 1989, B189 (teste pela equipe italiana antes de estrear na F1)
2. Lotus, 1991, 102B (primeira escuderia de Mika na F1)
3. McLaren, 1993, MP4/8 (ano em que foi piloto de testes da McLaren, assumindo o cockpit titular de Michael Andretti no final da temporada)

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Quem tem boa memória?

Hoje é aniversário de Mika Hakkinen. O bicampeão mundial completa 43 primaveras. Coincidentemente, estava arrumando minhas gavetas – sim, aquelas que vire e mexe eu encontro raridades abandonadas por mim embaixo de outras muitas coisas – e encontrei três fotos. Lanço, aqui no COCKPIT, um desafio: quem é capaz de adivinhar a equipe, o ano e o modelo de Mika na sequência de fotos abaixo. Respostas na sexta-feira.

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O dia em que o vencedor foi coadjuvante

Alguns tiveram o privilégio de vê-lo guiar. Outros, só o conhecem por vídeos, textos e fotos. Símbolo da garra ferrarista, Gilles Villeneuve nunca foi campeão mundial na Fórmula 1. Mas isso não diminui, muito menos apaga, seu talento e o que ele representou para a Fórmula 1.

Gilles sempre mostrou uma impressionante interação com sua Ferrari; era como se não tivesse músculos e ossos, tendo sido construído por arruelas, pistões, válvulas e cabeçote.

O canadense Villeneuve foi protagonistas de diversas corridas na F1; mesmo naquelas em que não subiu no degrau mais alto do pódio. Suas voltas eram mágicas. Suas poles eram improváveis. Suas vitórias eram épicas.


Na última vez em que correu em sua terra natal, ele deu um show. A pista foi encharcada pela forte chuva daquele 27 de setembro. Há exatos 30 anos, a Ferrari número 27 foi espetacular. Durante a corrida, o aerofólio dianteiro foi danificado. Ignorando o problema, Gilles voou na pista encharcada. A pressão do ar entortava cada vez mais a peça, que chegou a tapar sua visão. Mais algumas voltas e o aerofólio pediu demissão da lendária Ferrari 27. Não foi aos boxes. Simplesmente se recusou. Na cabeça dele, não era necessário. E realmente não era. O show não podia parar.

Nas voltas finais, mostrou ao mundo o que é arrojo misturado com talento. Todo este esforço foi recompensado com a terceira colocação e a subida ao pódio. Méritos para Gilles. Para ele, méritos para o carro. A vitória? Pouco importa. Poucos lembram que o primeiro a receber a quadriculada foi Jacques Laffite.

Relembre o histórico Grande Prêmio do Canadá daquele piloto que abdicou da vida para se tornar mito.


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Agora é pelos recordes

A vitória de Sebastian Vettel no Grande Prêmio de Cingapura de Fórmula 1 deixou o alemão da Red Bull em situação confortável no mundial. O mais jovem campeão da história da F1 precisa de apenas um ponto nas cinco corridas restantes da temporada; isso se Jenson Button vencer todas as provas de 2011. Se o inglês da McLaren não tiver 100% de aproveitamento até o final do campeonato, Vettel não precisará nem mesmo do pontinho para ser bicampeão.

(Formula 1 Website)

Por falar em aproveitamento, Sebastian tem, até agora, o melhor de uma temporada na história da categoria. Depois de 14 corridas, o alemão da Red Bull chegou a incrível marca de ter conquistado 88,2% dos pontos que foram disputados em 2011 – o recorde é de Michael Schumacher, que em 2002 teve um aproveitamento de 84,7% dos pontos daquele mundial.

Se a rotina da F1 continuar, Vettel poderá atingir uma marca respeitável no quesito pole-positions. Com 11 poles na atual temporada – a Red Bull largou na frente em todas as corridas de 2011 –, ele precisa de mais três para igualar o recorde, que hoje pertence a Nigel Mansell. O leão cravou 14 poles em 1992.

Na liderança desde que foi campeão em novembro do ano passado, Vettel poderá se igualar o número de vitórias de Juan Manuel Fangio. Para chegar a 24 triunfos na F1, o alemão terá de vencer todas as cinco provas restantes. Difícil, mas com talento, cabeça no lugar e com o RB7, Vettel poderá, sim, vencer mais cinco GPs nesse ano.

Se conseguir isso, Sebastian terá seu nome tatuado em mais outro recorde da Fórmula 1. Até hoje, apenas Alberto Acari e Michael Schumacher conseguiram a maior sequência de vitórias na categoria. O italiano (1952/1953) e o alemão (2004) venceram sete Grandes Prêmios seguidos.

(Formula 1 Website)

A meta de cinco vitórias nas cinco corridas restantes deve fazer brilhar os olhos de Vettel. Além desses recordes, ele desbancará mais uma marca de Schumi: o heptacampeão é o maior vencedor de corridas numa só temporada; Schumacher venceu 13 das 18 provas de 2004. As cinco sonhadas vitórias deixarão Vettel com 14 vitórias (em 19 GPs).

Por tudo que Vettel tem feito na competição, o título será matematicamente dele no Japão, próxima etapa do mundial. Só uma grande e galopante zebra impedirá que Sebastian saia de Suzuka com a faixa de bicampeão. O foco do jovem alemão, agora, deverá estar nos recordes. Se alguém achou que os números de Schumacher eram insuperáveis... Bem, aí está Sebastian Vettel para fazer a gente repensar isso tudo.

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A um ponto do bi

Sebastian Vettel precisa de uma combinação de resultados para garantir seu bicampeonato no Grande Prêmio de Cingapura de Fórmula 1. O resultado mais provável, que seria a vitória do alemão da Red Bull, aconteceu. Mas Jenson Button resolveu estragar a festa noturna do atual campeão mundial.

(Formula 1 Website)

Festa adiada para Suzuka, que já definiu dez títulos na F1 – se formos levar em consideração o GP do Japão, mais dois entram na conta, já que os campeonatos de 1976 e de 1995 acabaram na terra do sol nascente.

E ao que tudo indica, Suzuka será palco da 11ª decisão de mundial de F1. Vettel precisa de apenas um ponto para se consagrar; isso se Button vencer. Caso Jenson não vença, Vettel será bi sem ter de fazer nada no Grande Prêmio do Japão.

(Formula 1 Website)

A vitória de Vettel foi esmagadoramente tranquila. O alemão manteve a posição de honra do grid logo após as luzes vermelhas terem se apagado e só foi visto na quadriculada. A única ameaça que sofreu foi da nanica Lotus do Jarno Trulli. Na saída do pit, o italiano quase abalroou a Red Bull número 1.

A vitória de Vettel foi sua nona (em 14 GPs) em 2011. Agora, ele coleciona 19 triunfos na F1. Com apenas 24 anos, o alemão é o 13º maior vencedor da história da categoria, atrás de Schumacher (91), Prost (51), Ayrton Senna (41), Mansell (31), Jackie Stewart (27), Alonso (27), Jim Clark (25), Lauda (25), Fangio (24), Nélson Piquet (23), Damon Hill (22), Hakkinen (20). Mais um número impressionante desse alemão que está em sua quarta temporada completa na F1 – um vice e dois títulos, já que não há como ele perder o campeonato de 2011.

O resultado da prova deixou Vettel com 309 pontos. O novo vice-líder é Jenson Button (185), que é o único que ainda tem chance matemática de conquistar o título mundial desse ano; não vou recorrer a matemáticos, mas a chance de Button ser campeão em 2011 deve ser algo em torno de 0,1%.

A corrida foi monótona – para não escrever chata – e pouca coisa chamou atenção em Marina Bay. Mas destaco alguns pontos da corrida em Cingapura. O primeiro foi o toque de Lewis Hamilton em Felipe Massa, que danificou a asa da McLaren e causou um furo no pneu da Ferrari. O campeão de 2008 foi precipitado na ultrapassagem e estragou tanto a sua quanto a corrida do brasileiro.

(Formula 1 Website)

O toque de Hamilton não foi o fator único que impediu um bom resultado de Massa em Marinha Bay. A Ferrari teve um desgaste de pneus acima da média e levou baile de McLaren. Uma lástima para Felipe. Por outro lado, Fernando Alonso conseguiu levar o carro vermelho até a quarta colocação – o espanhol só conseguiu isso porque Hamilton foi justamente punido com um drive through por causa do toque em Felipe; essa foi a quinta penalidade dele nessa temporada.

Apesar disso, Lewis voou baixo nas ruas de Cingapura. Com todo problema do toque com Massa e desgaste dos pneus – as borrachas dele foram embora mais rápido do que os compostos do Button porque teve de fazer corrida de recuperação –, Hamilton terminou na quinta colocação.

A temporada de 2011 não tem sido tão boa como Lewis havia planejado no início do ano. Hamilton tem cometido alguns erros que não são permitidos a um piloto que já foi campeão mundial. Outros, no entanto, são colocados na conta dele por causa desse histórico que ele ajudou a criar. Mas, dessa vez, ele mereceu a punição; além de ter errado, prejudicou a corrida de outro piloto.

Por falar em erro, classifico o incidente entre Michael Schumacher e Sérgio Pérez como estranho. O heptacampeão assumiu, de forma tímida, o erro na batida com a Sauber certamente para não provocar polemica. Mas a mexida na trajetória que o mexicano fez numa fração de segundo antes de Schumi acertar sua Sauber... Hum, sei não! Acho que Pérez antecipou a frenagem e, como a Mercedes estava embutida na caixa de câmbio do carro branco, a colisão foi inevitável. Erro do alemão, mas acho que o mexicano tem uma parcelinha nessa conta.

Rubens Barrichello e Bruno Senna tiveram desempenhos discretos. Rubinho, como já era esperado, ficou lutando para entra na zona de pontuação. A 13ª posição foi o melhor que ele conseguiu em Cingapura. Já o brasileiro da Lotus Renault quebrou a asa dianteira ainda no início da corrida depois de um toque no muro e foi obrigado a uma parada a mais nos boxes.

(Formula 1 Website)

Veja a classificação final do Grande Prêmio de Cingapura de Fórmula 1:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
2. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
3. Mark Webber (Red Bull-Renault)
4. Fernando Alonso (Ferrari)
5. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
6. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
7. Nico Rosberg (Mercedes)
8. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
9. Felipe Massa (Ferrari)
10. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
11. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
12. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
13. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
14. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
15. Bruno Senna (Lotus Renault)
16. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
17. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
18. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
19. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
20. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

Não completaram:
21. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
22. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
23. Michael Schumacher (Mercedes)
24. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)

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Perto do bi

Nos últimos dias fiquei impressionado com a determinação de Sebastian Vettel. Quer dizer, sei que o campeão mundial é um piloto que sabe exatamente o que quer, mas a cada dia, hora, minuto que passa, parece cada vez mais saber o que precisa ser feito para ser bicampeão em Cingapura. Claro que o título só virá na noite cingapuriana se acontecer uma combinação de resultados. Ciente disso, o alemão da Red Bull está determinado em fazer sua parte. E começou bem, cravando a pole-position para a corrida noturna. O tempo de 1m44s381 é o novo recorde da pista.

(Formula 1 Website)

Por falar em recorde, os números de poles de Vettel impressionam. Essa foi a 11ª pole de Vettel em 2011 – a 26ª na carreira. Aos 24 anos, Sebastian é o sétimo piloto da história que mais vezes largou na frente. Com a pole em Cingapura, o alemão está atrás apenas de Michael Schumacher (68), Ayrton Senna (65), Jim Clark (33), Alain Prost (33), Nigel Mansell (32) e Juan Manuel Fangio (29). E nenhum desses citados alcançou um número expressivo de poles com tão pouca idade.

Mas para Vettel ser campeão, ou melhor, bi é preciso que haja mudanças de posições, já que se a ordem de chegada for a mesma do grid, o alemão terá de postergar o título para Suzuka, que historicamente já definiu os campeonatos de 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1996, 1998, 1999, 2000 e 2003. Um recorde dentre as pistas no mundo!

Curiosamente, as quatro primeiras filas do grid para o GP da Cingapura seguiu a ordem de grandeza da F1 atual, com Mark Webber ao lado de Vettel. Atrás das duas Red Bull, as McLaren com Button 0s005 mais rápido do que Hamilton. Na terceira fila, Alonso colocou praticamente 1s (1m45s800 contra 1m44s874) em Massa, que vai largar na sexta posição do grid. Logo depois das Ferrari estão as duas Mercedes, com Rosberg na frente de Schumacher, que não participou do Q3 para poupar pneus.

Em outros anos cometei que as zebras no S são muito altas. Hoje, logo no início do Q2, Kamui Kobayashi atropelou a primeira zebra e decolou com sua Sauber, só parando no muro do circuito urbano. Aquele S deveria ser modificado, já que só pode ser feito com agressividade, machucando o sistema de suspensão do carro.

(Formula 1 Website)

Bruno Senna está ficando especialista em acelerar o coração da torcida brasileira. O piloto da Lotus Renault só garantiu participação no Q2 depois de o cronômetro ter sido zerado, deixando seu companheiro Petrov junto com a turma, digamos, pouco rápida do Q1.

Depois da lambança na largada em Monza, Vitantonio Liuzzi foi punido com a perda de cinco posições de largada para a corrida em Cingapura. Porém, o italiano da Hispania conseguiu o pior tempo da classificação. Sem “se beneficiar” dessa punição, Liuzzi abusou de seu talento para ser o mais lento do circuito. Com o tempo da classificação em Marina Bay, será que ele ficará devendo para Suzuka? Brincadeirinha...

O grid para o Grande Prêmio de Cingapura é esse:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min44s381
2. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min44s732
3. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min44s804
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min44s809
5. Fernando Alonso (Ferrari): 1min44s874
6. Felipe Massa (Ferrari): 1min45s800
7. Nico Rosberg (Mercedes): 1min46s013
8. Michael Schumacher (Mercedes): sem tempo
9. Adrian Sutil (Force India-Mercedes): sem tempo
10. Paul di Resta (Force India-Mercedes): sem tempo
11. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
12. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
13. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
14. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
15. Bruno Senna (Lotus Renault)
16. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
17. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
18. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
19. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
20. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
21. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
22. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
23. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
24. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

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Vettel é mais rápido e Ferrari mostra força em Cingapura

O dia começou de forma incomum em Cingapura; e não somente por que os carros de Fórmula 1 ligaram seus motores pela primeira vez em Marina Bay nessa temporada. O início do primeiro treino livre foi atrasado em 30 minutos; tudo por causa de problemas nas zebras nas curvas 3, 7 e 14. Uma situação que não me lembro de ter visto na F1 nos últimos anos.

(Formula 1 Website)

Com as zebras devidamente retiradas para as sessões dessa sexta-feira, o dia foi marcado pelo apetite de Sebastian Vettel. Com chance de levantar seu bicampeonato já nesse fim de semana, o atual campeão espantou a zebra e foi o mais rápido (1min46s374). Apesar do discurso cauteloso, a confiança do alemão da Red Bull era visível após deixar o cockpit da Kinky Kylie (Kylie Safada) – apelido carinhoso dado pelo próprio Vettel ao modelo RB7 – no crepúsculo cingapuriano.

Nesses dois primeiros treinos, a McLaren mostrou que brigará pela vitória no GP. Lewis Hamilton, que desbancou Vettel e foi o mais rápido no primeiro livre, ficou em terceiro no final do dia, a 0s741 de Fernando Alonso. A Ferrari do espanhol me surpreendeu nessa sexta-feira: em condição de corrida (com tanques cheios), foi a mais rápida do circuito urbano.

Felipe Massa deve ter saído do circuito de Marina Bay satisfeito com o resultado. O brasileiro foi o quarto mais rápido do dia, deixando Jenson Button, Mark Webber e as duas Mercedes para trás.

Mais uma vez, Bruno Senna superou seu companheiro de Lotus Renault. O brasileiro foi 0s1 mais rápido do que o russo Petrov. Na Williams, a situação se repetiu, com Rubinho mais veloz do que Maldonado.

Salvo algum imprevisto, a pole-position deverá ficar com Vettel ou alguma McLaren. A Ferrari deve vir forte na corrida, mas uma boa classificação poderá ajudar Massa e Alonso a conquistar um bom resultado. A vitória? Quem sabe...

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O futuro de Rubinho

O site da emissora BBC informou há pouco que o campeão mundial de 2007, Kimi Raikkonen, teria visitado a Sede da Williams, em Woking, e iniciado negociações para seu retorno à Fórmula 1. Depois de dois anos passeando de rali, o Homem de Gelo estaria marcando sua volta?

Ora, façam-me o favor! Não acredito no retorno de Raikkonen à F1. Ele até pode desejar, mas por todo cenário atual da Fórmula 1, sua volta à categoria é improvável; principalmente pela Williams, que há tempos anda mal das pernas, digo, dos bolsos. O finlandês não aceitaria competir por um salário baixo. Quando se aposentou, no final de 2009, tinha uma das maiores remunerações entre os pilotos; isso sem contar que, desde que foi campeão mundial, não conseguiu emplacar uma temporada minimamente razoável. Dificilmente alguém estaria disposto a pagar o que ele acha que merece ganhar.

Mas o ponto não é esse. Esse interesse da Williams mostra que a Lua de Mel com Rubens Barrichello já passou. O que era certo no início do ano – Rubinho renovar para 2012 –, hoje já não é mais e o futuro de brasileiro é incerto.

É claro que Barrichello poderá arrumar um cockpit na F1 para o ano que vem, mesmo que a Williams não o queira por lá. Em tempos escassos de testes, a experiência de um piloto vale bastante. Sei que há casos em que nem isso é suficiente para segurar uma vaga – lembram o caso de Nick Heidfeld na Lotus Renault? –, mas ainda tem gente na F1 que deseja contar com os serviços automobilísticos de Rubinho.

Porém, caso Barrichello não continue na escuderia de Frank em 2012, espero que ele avalie a possibilidade de realmente continuar na categoria. Um piloto como ele não merece passar pelo que tem passado. As melhores equipes estão com os cockpits ocupados para o ano que vem. Se olhar para o lado, é claro que encontrará oportunidades. Mas será que valerá a pena continuar na F1 em uma equipe que luta para passar do Q1 nas classificações? Competir e vencer são tão importantes quanto saber a hora de encostar nos boxes, bater o cinto e passar a fazer parte apenas da história.

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Cingapura: da vergonha para a glória

O Grande Prêmio de Cingapura de Fórmula 1 dessa temporada marca a quarta edição da corrida nas ruas de Marina Bay. O GP é famoso por ser o único com largada e todas as suas voltas realizadas à noite. O local da 14ª etapa do mundial é conhecido, também, pela inescrupulosa armação feita Flavio Briatore e Pat Symonds, que, além dos irreparáveis danos causados ao piloto e à categoria, também mancharam a imagem do país. Afinal, muita gente ainda associa o GP de Cingapura com aquela batida da Renault no muro.

Anos se passaram e Sebastian Vettel poderá dar nova pintura à Marina Bay, caso conquiste seu bicampeonato no próximo domingo. Para Cingapura, seria um salto da vergonha para a glória.

(Formula 1 Website)

Num ano perfeito, Vettel poderá garantir seu segundo título mundial em Cingapura. Caso vença a corrida, o alemão da Red Bull terá de torcer para Fernando Alonso não subir ao pódio. Além disso, nem Jenson Button, nem Mark Webber podem chegar em segundo lugar.

Caso receba a quadriculada na segunda colocação, Vettel terá de torcer para que Alonso fique, no máximo, em oitavo e que Button e Webber não façam mais do que dez pontos, que equivale ao quinto lugar. Nessa hipótese, Lewis Hamilton não poderá ser o vencedor.

Se for bicampeão no próximo GP, Vettel celebrará mais um mundial sob as estrelas. No ano passado, já era noite quando Sebastian cruzou a linha de chegada em Abu Dhabi.

O mundial desse ano já tem um dono. A dúvida é apenas para saber em qual GP Vettel garantirá matematicamente o título de 2011. Independente do circuito, a conquista do alemão será um fato raro na Fórmula 1. Somente Alberto Ascari, Juan Manuel Fangio, Jack Brabham, Alain Prost, Ayrton Senna, Mika Hakkinen, Michael Schumacher e Fernando Alonso conquistaram dois títulos consecutivos na categoria.

Mas Vettel não terá vida fácil em Marina Bay. O circuito de Cingapura é tipicamente de rua. Digo isso porque possui grande variedade de curvas. Como todo traçado de rua, não há muitos pontos para ultrapassagens. A curva 4 e o final de reta são os pontos onde poderá haver mais disputas; isso sem contar que a zona de ultrapassagens será entre as curvas 5 e 6.

Espero as duas McLaren fortes, que são candidatas à vitória ao lado do alemão da Red Bull. Nesse GP, acho que Michael Schumacher terá sua grande chance de subir ao pódio. Em evolução, o heptacampeão e a Mercedes deram trabalho nas duas últimas corridas; nessa, com uma tática bem elaborada, Schumi poderá atrapalhar os planos de muita gente, inclusive da Ferrari. Acho que os carros vermelhos de Maranello farão bom papel na classificação, mas irão conseguir acompanhar Red Bull e McLaren durante a corrida.

Cingapura será uma boa prova para o pessoal da Lotus Renault avaliar o desempenho de Bruno Senna. Mesmo não tendo boa recordação do circuito – em 2010, ainda de Hispania, Bruno e Kobayashi se enroscaram e abandonaram a prova –, o companheiro de equipe de Petrov, se não for com muita sede ao pote, poderá fazer uma boa prova, marcando mais alguns pontinhos no mundial. Na Williams... Bem, não há muito que se esperar da Williams nessa corrida; nessa e nas próximas. Infelizmente.

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Um mexicano de volta ao cockpit de uma Ferrari

Um sonho. Um mito. Uma torcida. O sonho de milhares de pilotos espalhados pelo mundo virou realidade para Sérgio Pérez. O mexicano da Sauber, que faz parte da Academia de Pilotos da Ferrari, guiou pela primeira vez o F1 vermelho de Maranello. O teste aconteceu na pista de Fiorano juntamente com o jovem francês Jules Bianchi, que em 2011 disputou a temporada da GP2.

(Divulgação)

Quem acompanha o COCKPIT há ais tempo lembra que em fevereiro escrevi que Pérez é o melhor estreante da F1 em 2011. Não tenho dúvida de que o mexicano veio para ficar; assim como estou certo de que em pouco tempo ele disputará o título da categoria.

O piloto da Sauber fez 46 voltas no circuito da Ferrari com o modelo F60, que disputou a temporada de 2009 da F1. Os tempos dele impressionaram o chefe do departamento de jovens pilotos, Luca Baldiserri. Pérez fez a melhor volta em 1min00s650.

Sérgio Pérez segue os passos dos ídolos do passado. Os irmãos Rodriguez (Ricardo e Pedro), maiores nomes mexicanos no automobilismo mundial, foram ícones da Ferrari nos anos de 1960.

(Divulgação)

Antes que comecem com a chatíssima teoria da conspiração, Pérez não ocupará o cockpit da Ferrari em 2012. Fernando Alonso e Felipe Massa são os pilotos que defenderão o cavalinho italiano na temporada do ano que vem da F1.

Porém, acho que em pouco tempo Sérgio estará numa equipe que lhe dará condição de andar mais para frente. Na Ferrari? Quem sabe? Alonso já tem cama e mesa em Maranello; já Felipe deve estar com os dias contados por lá. Acho que a despedida dele da Ferrari está marcada para o dia 25 de novembro de 2012, em Interlagos, pista que fecha o calendário do ano que vem da F1. Depois disso, quem sabe a língua espanhola não será dominante nos cockpits da Ferrari?

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Senna e Grosjean

Os desempenhos de Bruno Senna em Spa-Francorchamps e Monza impressionaram a Lotus Renault. Apesar do erro do piloto brasileiro na largada na pista belga, os chefes da equipe negra e dourada, Eric Boullier e Gerard Lopez, começam a ficar com uma (boa) dor de cabeça para definir a dupla de pilotos para 2012. A continuar assim – e provavelmente continuará –, o piloto brasileiro entrará na briga por uma vaga de titular no time.

O site da revista alemã Auto Motor und Sport publicou sua aposta: a dupla do time em 2012 será formada pelo brasileiro e pelo campeão da GP2, Romain Grosjean, que já fez sete provas pela Renault em 2009. Será?


No início da atual temporada, a Lotus Renault apostou na renovação da dupla Robert Kubica e Vitaly Petrov. Porém, um imprevisto obrigou a escuderia a mudar seu plano para 2011: o polonês sofreu um gravíssimo acidente numa etapa de rali em fevereiro e até hoje se recupera do acidente. Não faz muito tempo que li em sites europeus especializados que Kubica pretende voltar a guiar um carro de corrida no mês que vem. Ele até pode voltar a guiar um carro de corrida, mas um Fórmula 1... Sinceramente, não estou certo de que ele voltará à categoria.

Apesar do talento do polonês – um dos bons pilotos que apareceram na Fórmula 1 nos últimos anos –, o time tem de traçar seus planos para a próxima temporada. Certo mesmo é que a equipe não vai esperar muito tempo por um possível (acredito improvável) retorno de Kubica. Uma pena! Para quem não lembra, no último contato que Robert teve com um F1 (no último dia de testes coletivos em Valência, no dia 3 de fevereiro, três dias antes do acidente de rali), ele foi o mais rápido.

(Formula 1 Website)

Se realmente não tiver condição de voltar à F1, a vaga de Kubica ficará definitivamente aberta. Não é de hoje que escrevo aqui que os chefes da equipe querem Grosjean como titular em 2012. Com o bom rendimento de Senna, a batata do russo Vitaly Petrov começa a assar.

O aporte financeiro e o talento de Bruno e Romain podem ser decisivos para a opção da Lotus Renault. A favor de Petrov está o patrocínio de empresas russas, como a Lada. Outro ponto a favor do piloto que veio do frio é a intenção de seu país entrar na F1 em 2014. Mas, até lá, caso não consiga lugar no grid, Bernie Ecclestone poderá ajudá-lo a encontrar um cockpit em outra escuderia.

Por isso, basicamente, a briga será de três pilotos por duas vagas. É claro que o time irá olhar para os cofrinhos (no bom sentido, é claro!) dos três pilotos, mas a acredito que a Lotus Renault tenha um brasileiro e um francês (que nasceu em Genebra) na disputa do mundial em 2012.

Á margem disso tudo, o ex-piloto do time em 2011, Nick Heidfeld, quer continuar na F1. Até pode... Mas como piloto? Não acredito que ele estará no grid no ano que vem. Acho que a carreira do alemão seguirá o caminho de carros de turismo. Alguns sites, inclusive daqui do Brasil, apostam que ele estará no DTM em 2012.

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Vettel pode ser bicampeão em Cingapura

Depois da vitória no Grande Prêmio da Itália, Sebastian Vettel está a ‘um pelinho’ do título de 2011. Faltando seis GPs para o final da temporada e com 112 pontos de vantagem sobre o vice-líder, Vettel poderá ser bicampeão já na próxima corrida, em Cingapura.

Com a grande ajuda do internauta Carlos Neves, peguei a calculadora e fiz algumas contas. Avaliei as chances do título em caso de vitória ou de segunda colocação do alemão da Red Bull.

(Formula 1 Website)

Caso vença a prova em Cingapura, Vettel terá de torcer para Fernando Alonso, atual vice-líder do mundial, não subir ao pódio e para que Jenson Button e Mark Webber (que estão a cinco pontos do espanhol da Ferrari) não passem do terceiro lugar. Assim, o alemão da Red Bull será matematicamente bicampeão, conquistando um feito raro na F1. Somente Alberto Ascari, Juan Manuel Fangio, Jack Brabham, Alain Prost, Ayrton Senna, Mika Hakkinen, Michael Schumacher e Fernando Alonso conquistaram dois títulos consecutivos na categoria.

Caso termine a prova noturna em Cingapura na segunda colocação, Vettel será bicampeão se Alonso receber a quadriculada no máximo na oitava posição, com Button ou Webber de quinto lugar para trás. O alemão terá de torcer, também, para que Hamilton não seja o vencedor do GP. Caso todo esse cenário ocorra, Vettel poderá celebrar seu segundo título mundial na F1. Seria, então, a segunda vez que Sebastian levantaria o título da Fórmula 1 à noite – no ano passado, a prova em Abu Dhabi, que definiu o campeão de 2010, terminou com estrelas no céu e uma reluzente na pista.

(Formula 1 Website)

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Vettel com nove dedos na taça do bicampeonato

A vitória de Sebastian Vettel no Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1 sepultou as chances de quem ainda sonhava que outro piloto poderia ser campeão nessa temporada. O campeão mundial triunfou na mesma pista que venceu pela primeira vez na categoria, com a Toro Rosso, em 2008. O triunfo em Monza deixou Vettel com 284 pontos. Com nove dedos na taça de 2011, Sebastian abre 112 de vantagem sobre Fernando Alonso, novo vice-líder do mundial. Em terceiro estão Jenson Button e Mark Webber com 167 pontos.

(Formula 1 Website)

Vettel recebeu a quadriculada pela oitava vez em 2011 – essa foi a 18ª vitória na carreira. O alemão de Red Bull só teve de se preocupar na largada, após perder a posição de honra pela incrível largada de Fernando Alonso. O espanhol saiu da quarta posição para a ponta antes mesmo da primeira curva. A largada do bicampeão foi genial!

Na largada, Liuzzi perdeu controle no final do pelotão e fez um strike, acabando com a prova de Petrov, Rosberg, D’Ambrosio e Ricciardo. A ‘manobra’ do italiano causou uma punição para ele, que vai perder cinco posições de largada no GP de Cingapura. Na prática, ele vai largar em último, já que me recuso a acreditar que ele fará uma classificação em que coloque seu Hispania em posição melhor do que a 21ª do grid.



Com pedaços de carros por todos os lados, o Safety Car entrou na pista de Monza. A liderança de Alonso durou até a corrida recomeçar. Vettel foi sensacional ao ultrapassar o espanhol da Ferrari e tomar de volta a ponta da prova.

Mais atrás, o grande duelo do GP. Lewis Hamilton e Michael Schumacher competiam pelo terceiro lugar e roubaram a atenção com um pega de tirar o fôlego. O heptacampeão fez apresentação de gala e segurou a terceira colocação por muito tempo.

Schumacher só perdeu a posição porque Jenson Button foi preciso ao aproveitar a briga entre seu companheiro de McLaren e o alemão. Apesar de ter sido atrapalhado por Rubens Barrichello na entrada dos boxes, Button fez, mais uma vez, grande corrida. A segunda posição foi um merecido prêmio para o campeão de 2009.



A decepção do dia foi a dupla da Sauber. Os dois pilotos de Peter Sauber não chegaram ao final da corrida em Monza. Porém, a decepção maior foi de Mark Webber. O australiano da Red Bull calculou mal e tocou na roda de Felipe Massa - que mais uma vez foi discreto numa corrida de F1 - ainda no início do GP. Com o bico quebrado, Webber tentou voltar aos boxes para trocar a peça. No entanto, ele não conseguiu segurar o carro na Parabólica e só parou na barreira de pneus. Posso estar enganado, mas hoje deve ter gente na Red Bull se perguntando o motivo da renovação de contrato do australiano.

Por falar em renovação, a Lotus renovou com Jarno Trulli. Tenho certeza de que a renovação não foi por causa do talento do italiano. Em tempos de testes escassos na F1, vale a experiência. Por isso, vamos ter Trulli por mais uma temporada de F1.

Se por um lado Trulli tem bastante experiência (nem sempre boas), Bruno Senna retoma sua carreira na F1. O brasileiro da Lotus Renault pontuou pela primeira vez na carreira, com seu nono lugar em Monza.



Veja como ficou a classificação final do Grande Prêmio da Itália, em Monza:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
2. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
3. Fernando Alonso (Ferrari)
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
5. Michael Schumacher (Mercedes)
6. Felipe Massa (Ferrari)
7. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
8. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
9. Bruno Senna (Lotus Renault)
10. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
11. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
12. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
13. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
14. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
15. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
16. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)

Não completaram:
17. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
18. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
19. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
20. Mark Webber (Red Bull-Renault)
21. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
22. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
23. Nico Rosberg (Mercedes)
24. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

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Pole, Vettel divide primeira fila com Hamilton

Mais uma pole-position para Sebastian Vettel. O atual campeão mundial vai largar na frente no Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1 depois de cravar 1min22s275. O tempo do líder do mundial é quase meio segundo – mais precisamente, 0s450 – mais rápido do que o feito por Lewis Hamilton, que vai dividir a primeira fila com o alemão da Red Bull. Esta é a décima pole de Vettel na temporada.

(Formula 1 Website)

Essa pole em Monza é especial historicamente para Vettel, já que é a sua 25ª na F1. Com essa nova marca, Sebastian deixa Nélson Piquet e Niki Lauda para trás – os tricampeões têm 24 poles na categoria. Agora, o alemão é o oitavo piloto da história a mais vezes largar na frente na F1 – ele está a uma de Mika Hakkinen e a três de Juan Manuel Fangio.

Vettel e Hamilton ditaram o ritmo nas três partes da classificação em Monza – o campeão de 2008 foi mais rápido no Q1, enquanto que Sebastian ficou no topo no Q2.

Desde o início da classificação, os dois pilotos se alternavam no topo. A única emoção, para quem torce pelos pilotos brasileiros, foi a última volta de Bruno Senna. O brasileiro da Lotus Renault estava fora do Q3 quando, com o cronômetro marcando o fim do Q2, conseguiu uma boa volta e superou Paul di Resta por apenas 0s006, garantindo participação entre os dez mais rápidos. No entanto, Bruno foi o único a não marcar tempo na última parte da classificação, numa clara intenção de poupar pneus. Por isso, vai largar em décimo.

Na atual circunstância, uma posição de largada razoável para Bruno. Espero que ele não tenha tanta sede na largada e não repita o erro que cometeu em Spa. Como diz o velho, “corrida não se ganha na primeira curva”.

As Ferrari mostraram que ainda estão um pouco atrás de McLaren e Red Bull em Monza. O bicampeão Alonso, em mais uma de suas mágicas conseguiu se colocar entre os quatro carros. O espanhol vai largar em quarto lugar, uma posição à frente de Webber. Felipe Massa ficou a 0s3 de Alonso e vai largar em sexto.

(Formula 1 Website)

Pastor Maldonado, companheiro de Rubens Barrichello, foi patético. O venezuelano da Williams conseguiu perder o controle do carro na entrada dos boxes e quebrar o bico ainda no Q1. Por sorte, deu tempo de a equipe trocar a peça e ele retornar à pista, garantindo sua passagem à segunda parte da classificação. Mesmo depois da lambança, Maldonado irá dividir a sétima fila com Rubinho, que larga em 13°.

A decepção da classificação foi as duas Sauber. Os carros de Pérez e Kobayashi poderiam ter ido além do Q2. Os motores Ferrari não ajudaram o pessoal de Peter Sauber a conseguir melhor posição no grid.

Interessante foi ver a classificação de Jaime Alguersuari. O espanhol da Toro Rosso, que largou na sexta posição na última etapa, em Spa-Francorchamps, não conseguiu passar do Q1. Na verdade, a posição de largada que ele conquistou na Bélgica é que foi algo extraordinário; não só para ele, mas também para a equipe, que só tem andado no pelotão de trás em 2011.

O grid para o Grande Prêmio da Itália ficou assim:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min22s275
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min22s725
3. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min22s777
4. Fernando Alonso (Ferrari): 1min22s841
5. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min22s972
6. Felipe Massa (Ferrari): 1min23s188
7. Vitaly Petrov (Lotus Renault): 1min23s530
8. Michael Schumacher (Mercedes): 1min23s777
9. Nico Rosberg (Mercedes): 1min24s477
10. Bruno Senna (Lotus Renault): sem tempo
11. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
12. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
13. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
14. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
15. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
16. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
17. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
18. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
19. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
20. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
21. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
22. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
23. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
24. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

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Vettel e Hamilton comandam sexta-feira em Monza

Os motores roncaram alto nos primeiros treinos livres para o Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1. Nessa sexta-feira, os motores alemães dominaram as sessões. Normalmente ausente da batalha pela ponta nos primeiros livres, Sebastian Vettel, desta vez, deu logo as cartas. O líder do mundial fez 1min24s010 e foi o mais rápido em Monza no segundo livre, enquanto que o campeão de 2008 foi o mais rápido da primeira sessão com 1min23s865.

(Formula 1 Website)

Fechando os treinos no top3, um animado Michael Schumacher. A fome do heptacampeão aumentou desde sua excelente apresentação em Spa, há duas semanas. Atrás deles, vieram as Ferrari de Felipe Massa e Fernando Alonso, com Mark Webber em sexto e Jenson Button em sétimo lugar.

Sou fã de carteirinha do circuito de Monza. Parafraseando o velho compositor sertanejo, pista velha é que faz corrida boa. A pista italiana requer precisão no estilo de guiar dos pilotos por causa da baixa pressão aerodinâmica.

Apesar de Monza não favorecer os carros da Red Bull, Vettel parece ignorar essa lógica. Pelo menos foi assim nessa sexta-feira. O ótimo tempo de Vettel brindou o anúncio da equipe: a Red Bull renovou a parceria com os motores Renault até o final da temporada 2016.

(Formula 1 Website)

Além do campeão mundial, as McLaren brigarão pela vitória no domingo – o motor Mercedes nos carros de Button e Hamilton faz diferença em Monza. Já a Ferrari ficou abaixo do esperado nessas duas primeiras sessões. Provavelmente, o pessoal de Maranello está com atenção para a corrida e passou o tempo buscando acertos e analisando o desgaste dos pneus. Não considero a Ferrari carta fora do baralho para o GP da Itália, última corrida européia da temporada 2011 da F1.

Destaco os bons tempos feitos pelas duas Sauber, com Sérgio Pérez em oitavo e Kamui Kobayashi em nono. A dupla de Peter Sauber poderá aprontar em Monza e beliscar pontos.

Com os recorrentes problemas na Williams de Rubens Barrichello e a temporada abaixo do esperado de Felipe Massa, é natural que as atenções brasileiras se voltem para Bruno Senna. O piloto da Lotus Renault fez um bom treino. O décimo lugar não é tão importante quanto ele ter ficado à frente de seu companheiro de equipe, Vitaly Petrov. Como parâmetro, o brasileiro, que fará sua segunda corrida pelo time em Monza, foi mais rápido do que o russo que iniciou a temporada como titular da escuderia. Um bom começo, mas, na prática, isso não significa nada. É preciso ver seus resultados para poder fazer uma melhor avaliação.

(Formula 1 Website)

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Monza e Vettel

Domingo é dia do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1. O alemão Sebastian Vettel tentará alargar ainda mais sua vantagem sobre seus adversários nessa tranquila caminhada rumo a seu bicampeonato. Apesar de Monza não ser a pista perfeita para a Red Bull, o campeão mundial conhece os atalhos da vitória naquele circuito. Foi no lendário autódromo italiano que Vettel conquistou sua primeira vitória na F1, em 2008, com a nanica Toro Rosso.

Por tudo que envolvia e pelo cenário da época, o triunfo de Sebastian no Grande Prêmio da Itália de 2008 é a maior conquista que um piloto já atingiu na Fórmula 1. Ouso escrever que, historicamente, o que ele fez em Monza naquele ano tem significado maior do que o impressionante segundo lugar de Ayrton Senna no GP de Mônaco de 1984 e a esplêndida vitória de Emerson Fittipaldi no GP dos Estados Unidos de 1970.


Para quem não se lembra, a Toro Rosso nada mais era do que a Minardi com novo nome – a empresa Red Bull comprou a escuderia italiana em 2006. E vencer uma corrida de F1 com uma ex-Minardi, desbancando Fernando Alonso, Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen, Felipe Massa, dentre outros, definitivamente não é para qualquer um.

Mas Vettel não terá vida fácil em solo italiano. Acredito que McLaren e Ferrari terão desempenho melhor do que Red Bull. Ano passado, por exemplo, Alonso venceu o GP e teve a companhia de Jenson Button e Massa no pódio. Mas não é racional reduzir a quase nada a chance de Vettel e da Red Bull vencerem na Itália. O campeão está com apetite e, com mais três vitórias, será bicampeão.

Com a maior média de velocidade da temporada, Monza terá duas zonas de DRS. A pista italiana exigirá um intenso trabalho dos freios; o desgaste não é alto, mas o funcionamento dos freios será fundamental para manter o equilíbrio dos carros nas freadas.

Outro ponto importante será o pneu. Apesar dos programados desgastes das borrachas, Monza não provoca um consumo excessivo dos compostos. Por isso, não acredito em um número absurdo de pit stops no GP, como já aconteceu em outras corridas dessa temporada. O sistema de asa traseira móvel e a utilização do Kers deixarão a corrida desse ano ainda mais interessante.

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Uma homenagem aos barbeiros

Pelos comentários que já li pelas redes sociais, sei que hoje é Dia do Sexo. Sinceramente não me importo com tais datas, como dia disso, dia daquilo... Para completar, um colega de redação veio me falar que hoje é Dia do Cabeleireiro e do Barbeiro. Com todo respeito que tenho com os profissionais da tesoura, que embelezam as cabeças de muitas e muitas pessoas, a informação em nada acrescentou ao meu dia. Quer dizer, pensando melhor, deu uma ideia para um novo post aqui no COCKPIT.

Ao contrário do que alguns podem estar pensando, não vou começar a nomear fulanos e beltranos que colocam o visual dos pilotos em dia. Vão, aqui, minhas saudações aos cabeleireiros e barbeiros de todo país.

Por falar em barbeiros, peço licença para fazer uma brincadeira com a nossa língua. No automobilismo, o termo existe para rotular aqueles que, digamos, se enrolam um pouco com volante, pedais e tudo mais. E, obviamente, a Fórmula 1 já teve dos seus!


É claro que não conseguirei citar todos em um único post, visto que a quantidade desta ‘espécie’ é grande. Lembro-me, agora, de um que, se fosse organizado um campeonato da modalidade, certamente teria sido campeão. O italiano Andrea de Cesaris era... Bem, para resumir, ele conseguiu destruir 16 McLaren em 14 Grandes Prêmios na temporada de 1981. Não é estranho nunca ter vencido na F1. Subiu, sabe-se lá como, cinco vezes ao pódio, sendo duas vezes em segundo lugar: a primeira no GP da Alemanha de 1983 e a outra no GP da África do Sul do mesmo ano, corrida que consagrou Nélson Piquet como bicampeão mundial. Milagrosamente, De Cesaris participou de 208 GPs.

Tão ruim quanto o italiano, Satoru Nakajima ainda carregava a fama de barbeiro. A imagem catastrófica do japonês foi formada não só com suas peripécias nas pistas. Após anos instalando de vez em quando câmeras onboard, a FIA decidiu que o recurso televisivo seria permanentemente adotado durante toda temporada de 1987 em um único carro: a Lotus número 11. Piloto do carro, Nakajima fazia sua estreia na categoria naquele mesmo ano, sendo companheiro de equipe de Ayrton Senna. A ‘sorte’ do japonês é que tudo que ele fazia ao volante da Lotus amarela era exibido para dezenas de países.


Citei dois, mas certamente o leitor se lembrará de outros muitos. A lista não é pequena, não é mesmo? Teve, também, Deve Walker, que foi companheiro de Emerson Fittipaldi na Lotus. O inglês conseguiu a proeza de ficar sem combustível a seis voltas do final do GP da Bélgica, em 1972. Melhor para Emerson, que com a mesma estratégia e quantidade de combustível, venceu a corrida.

Agora, minha memória me obriga a escrever sobre Vittorio Brambilla. O italiano, que competiu na categoria entre 1974 e 1980, parecia ter um imã quando se aproximava de guard-rails. Sua única vitória foi no Grande Prêmio da Áustria de 1975, que foi interrompido por causa da chuva na 29ª volta das 54 previstas. Depois de receber a quadriculada, Brambilla sacudiu tanto seus braços para comemorar que perdeu o controle de seu March e bateu no guard-rail. Se eu não estiver sendo traído por minha memória, é o único caso na F1 em que o vencedor bateu estupidamente com o carro na volta de desaceleração.


Na minha lista coloco, ainda, Yannick Dalmas, Héctor Rebaque, Christian Danner e Eliseo Salazar. Será que esqueci alguém? Não coloco nomes de pilotos que participaram das duas primeiras décadas da F1 porque poderia ser injusto com algum deles. E na sua lista? Incluiria algum piloto?

Para finalizar, não dá para deixar a outra data comemorativa de hoje em branco. No Dia do Sexo, o COCKPIT publica uma foto daquele que mais se dedicou ao ‘esporte’: James Hunt, que teve suas histórias, inclusive as íntimas, contadas no livro Shunt. Segundo a biografia do ex-piloto inglês, escrita por Tom Rubython, Hunt ‘pegou’ 33 aeromoças da British Airways durante as duas semanas de 1976 em que esteve no Japão, local onde foi campeão mundial de F1. O britânico Hunt morreu em decorrência de um ataque cardíaco em 1993.


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