Arquivo de December 2011

RSS Feeds

Os maiores vencedores de 2011

Última semana do ano é sempre assim. Noticiário morno, já com o foco no próximo ano. Dessa forma, com um tempinho a mais, resolvi dar uma olhada em tudo que aconteceu nas principais categorias nacionais de turismo – Stock Car, Marcas, Trofeo Linea e GT Brasil.

Em 2011, tivemos algo em torno de 60 corridas dessas categorias. É claro que em número inteiros, não analisando percentuais, alguns pilotos levaram vantagem sobre outros. Daniel Serra e Valdeno Brito, por exemplo, disputaram três dessas quatro competições. Há casos, como Allam Khodair, que competiu nas quatro categorias – alguns campeonatos inteiros, outros em determinadas provas.

Assim, não foi difícil encontrar o maior vencedor de provas brasileiras de turismo: Valdeno Brito chegou na frente em 13 corridas – uma na Stock Car, cinco no Marcas e sete no GT Brasil, categoria que foi campeão nessa temporada; aliás, bicampeão!

E se alguém pensa que Cacá Bueno ficou logo atrás do piloto paraibano nessa contagem se enganou. O carioca, que conquistou os títulos da Stock Car e do Trofeo Linea em 2011 – Cacá é bi na competição com carros da Fiat e tetra nos bólidos mais rápidos do Brasil. O segundo maior vencedor desse ano foi Thiago Camilo. O piloto paulista foi arrasador na primeira fase da Stock Car e conquistou o título do Marcas. Camilo teve três vitórias na Stock e seis com seu Astra no Marcas.

Com uma vitória a menos do que Camilo, o recém-casado Cacá Bueno subiu oito vezes no alto do pódio (três na Stock Car e cinco no Trofeo Linea). Por correr em parceria com Valdeno, Matheus Stumpf venceu sete vezes em 2011. Abro parêntese para destacar que o piloto gaúcho, torcedor do colorado, teve participação grandiosa em cada uma dessas vitórias.

Por ter participado somente do campeonato do GT Brasil, além de ter feito corridas na Stock Car, Matheus Stumpf, ao lado de Cacá Bueno e Thiago Camilo, tem a melhor média de vitórias. Os três pilotos estão empatados tecnicamente com 33% - uma vitória em cada três provas. Mesmo tendo vencido mais do que seus concorrentes, Valdeno Brito não ficou com o ‘título’ de maior vencedor de 2011. O campeão do GT Brasil ficou com 28%.


Por isso, não seria justo apontar um piloto como o maior dessa temporada. Cacá Bueno, Matheus Stumpf, Thiago Camilo e Valdeno Brito são os pilotos que mais venceram em 2011.

O ano será lembrado, também, por grandes triunfos, como a primeira vitória de Alceu Feldmann na Stock Car, as três de Serrinha (duas no Marcas e uma na Stock) e de Khodair (uma no Linea e duas no GT Brasil). Destaque para as três de Sérgio Jimenez, que dividiu o Mercedes SLS AMG com Paulo Boni e fez um final de GT Brasil arrasador! Wagner Ebrahim e Pedro Queirolo também venceram três vezes (todas no GT Brasil) em 2011.

 Comentar (10)

Um respiro para o futuro de Jacarepaguá

A Confederação Brasileira de Automobilismo enviou um comunicado que trata especificamente do autódromo de Jacarepaguá. A CBA conta que seu departamento jurídico pediu impugnação do edital que prevê a construção de um Parque Olímpico no local onde hoje está a pista do Rio de Janeiro.

Antes de compartilhar a carta enviada pela CBA, peço alguns minutinhos para tecer meus comentários. É fato que o autódromo de Jacarepaguá está abandonado à sorte e à administração dos responsáveis. Basta perguntar a qualquer um que frequentou o circuito carioca até meados da década passada e vai assistir a eventos a motor hoje em dia.

(Duda Bairros)

A prefeitura do Rio de Janeiro claramente dá suas costas para a pista da cidade. Sacrificou o kartódromo para construção de um oval – que hoje não mais existe – e cancelou contratos com a Fórmula Indy e com o mundial de Motovelocidade. Uma das últimas punhaladas foi a mutilação do traçado para a construção de três enormes parques (Aquático Maria Lenk, Velódromo e Arena Multiuso) que foram utilizados no Pan de 2007. É claro o descaso com a pista do Rio de Janeiro. Não seria melhor repassar a administração do circuito de Jacarepaguá para a iniciativa privada?

Ainda assim, nesse cenário de sombrio, algumas categorias confirmaram vindas ao Rio de Janeiro em 2012, como a Stock Car, Marcas e Fórmula Truck. O GT Brasil, que em setembro teve corridas disputadas na pista carioca, não voltará em 2012; já o Trofeo Linea não apareceu por aqui nesse ano e descartou vir a Jacarepaguá na próxima temporada.

A manutenção e imprescindível revitalização do autódromo de Jacarepaguá passam a ser realidade, se a CBA tiver pulso firme. E nisso eu confio! Confira o documento enviado pela CBA:

O Departamento Jurídico da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) apresentou ontem pedido de impugnação ao edital para construção do Parque Olímpico carioca. A obra a ser licitada prevê o uso da área onde está situado o Autódromo de Jacarepaguá e fere o convênio firmado entre a União, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Brasileiro e a CBA conforme consta nos autos do processo administrativo 14/200.608/2007. O local onde está situado o circuito foi desapropriado e decretado como de utilidade pública pela Administração Pública através do decreto E 5672/72 com a finalidade da construção do autódromo. O uso dessa área para a construção de um Parque Olímpico está condicionado à construção e entrega de uma nova praça desportiva voltada para esportes a motor de padrão internacional.

A idéia de construir um Parque Olímpico no local onde desde 1978 funciona o Autódromo de Jacarepaguá surgiu no decorrer da candidatura do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

De acordo com acordo registrado na 6ª Vara da Fazenda Pública sob o número 2006.001.031670-0 o Município do Rio de Janeiro se obrigou a recuperar o Autódromo de Jacarepaguá e construir uma nova pista "de molde a que a praça desportiva automobilística pudesse sediar provas esportivas internacionais", inclusive GPs de F-1. O início das obras deveria acontecer até junho de 2008 e, em caso de atraso, seria cobrada multa diária de R$ 1.000,00; as obras deveriam ser executadas em 14 meses.

Nesse período ocorreram negociações entre a CBA, o Poder Público e organismos nacionais ligados à candidatura do Rio à sede dos Jogos Olímpicos de 2016, que convencionaram pela suspensão das obras de adequação do autódromo até a escolha da cidade para esse evento. Quando o Comitê Olímpico Internacional escolheu o Rio para sede ficou acordado que caberia à União Federal e à Prefeitura, conjuntamente com a CBA, identificar uma área de 1.200.000 m² em condições de abrigar um autódromo em apto para a realização de competições de F-1 e um kartódromo de padrão internacional. Somente após a construção e a inauguração desse novo Autódromo Internacional é que o Autódromo de Jacarepaguá seria desativado. O local escolhido para a construção da nova pista já foi definido no bairro de Deodoro e o projeto inclui um complexo que visa resgatar a qualidade de vida da população local.

Outro fato contestado pelo Dr. Felippe Zeraik, Diretor Jurídico da CBA, no Edital publicado na última sexta-feira é a inexistência de consulta pública e da publicação em jornais de grande circulação, conforme consta da Lei Complementar Municipal n. 105. Esse instrumento determina a divulgação ampla da "justificativa para a contratação, identificação do objeto, o prazo de duração do contrato e seu valor estimado". Zeraik menciona ainda no documento assinado por ele e pela Dra. Viviane Mallet D´Ávila que do acordo firmado consta que é "de interesse da UNIÃO, da PREFEITURA e da CBA manter na Cidade do Rio de Janeiro um autódromo e um kartódromo com condições de sediar provas desportivas nacionais e internacionais, de todas as categorias, idéia que é apoiada pelo COB.”

Ao comentar sobre a decisão tomada ontem Cleyton Pinteiro, presidente da CBA, reforçou a postura da entidade:

"Não somos contra a realização de uma edição dos Jogos Olímpicos no país, mas não concordamos em fazer com o que o automobilismo pague um preço tão alto e inaceitável para que isso aconteça. Nem tampouco que acordos firmados por cavalheiros, governos e representações esportivas sejam ignorados solenemente.”

Por fim, abro um parêntese para lembrar que, apesar da destruição do setor Norte para a construção dos três parques do Pan, o local poderia voltar a fazer parte do traçado de Jacarepaguá, sem retirar qualquer um dos pólos esportivos dali. O desenho abaixo foi idealizado pelo pessoal do SOS Autódromo de Jacarepaguá, árduos defensores da tradicional pista carioca. Fecho parêntese.


 Comentar (12)

Jacarepaguá no calendário 2012 da F-Truck

A Fórmula Truck divulgou o calendário 2012 da categoria, que tem poucas novidades para a próxima temporada. Assim como nesse ano, haverá dois campeonatos paralelos: um brasileiro e outro sul-americano. A diferença é que quatro corridas integrarão o certame continental, ao invés das três de 2011. Outra diferença é que todas as provas contarão pontos para o campeonato nacional.

A boa notícia é que a Fórmula Truck continua a acreditar no potencial do Rio de Janeiro. A cidade – e o moribundo autódromo de Jacarepaguá – estão no calendário do ano que vem da categoria. Curiosamente, a corrida na pista carioca acontecerá no dia 1º de abril. Não acreditasse na seriedade da categoria, afirmaria que isso era mais uma piadinha da data. Mas, ainda bem que não é! Além da Stock Car e do Marcas, Jacarepaguá também receberá a Truck. E só!

(Orlei Silva)

A etapa do Rio de Janeiro será a segunda de 2012 e valerá somente para o campeonato brasileiro. Apenas Velopark, Caruaru, São Paulo e Argentina contarão pontos para a competição sul-americana.

Apesar da divulgação do calendário da próxima temporada, algumas incertezas ainda resistem ao tempo. O calendário traz uma data sem local definido: a etapa de agosto deverá ser disputada em Cascavel, mas isso só será confirmado no ano que vem. Da mesma forma, a categoria ainda precisa apontar o local da corrida na Argentina, no início de setembro. Provavelmente, os caminhões estarão no autódromo Oscar Cabalén, em Córdoba. Porém, a disputa da F-Truck em Bueno Aires ainda não está descartada.

Além dessas incertezas, resta saber se haverá bom senso para liberar Geraldo Piquet (atual vice-campeão brasileiro da categoria) da suspensão e da – não menos absurda – multa. Caso sejam mantidas, o piloto da Mercedes só poderá competir a partir da sétima etapa. Ou seja: a chance de Geraldo em brigar pelo título estará reduzida a zero. Até o início dos dois campeonatos, no dia 4 de março, confio que o brasiliense esteja autorizado a competir; pelo bem do esporte!

Confira as datas do calendário 2012 da Fórmula Truck:
4 de março: Velopark (Rio Grande do Sul)
1 de abril: Jacarepaguá (Rio de Janeiro)
6 de maio: Caruaru (Pernambuco)
3 de junho: Goiânia (Goiás)
8 de julho: Interlagos (São Paulo)
5 de agosto: Cascavel (ainda será confirmada)
9 de setembro: Argentina (Córdoba ou Buenos Aires)
7 de outubro: Guaporé (Rio Grande do Sul)
11 de novembro: Curitiba (Paraná)
9 de dezembro: Brasília (Distrito Federal)

 Comentar (1)

Valdeno Brito e Matheus Stumpf são bi no GT Brasil

A última etapa do campeonato brasileiro do GT Brasil, disputada em Interlagos, foi, digamos, democrática. Vitórias da Mercedes SLS e do Audi R8 e título da temporada para o Ford GT. O bicampeonato da dupla Valdeno Brito e Matheus Stumpf brindou a excelente temporada dos pilotos paraibano e gaúcho com o Ford GT número 7.

(Fernanda Freixosa)

A dupla, que continua no topo da categoria por mais um ano, foi a mais regular do campeonato. Em alguns momentos, não tinham o melhor carro, nem contaram com a sorte tão importante quanto o talento para vencer no automobilismo; mas Valdeno e Matheus mostraram maturidade no GT Brasil e provaram que a aposta no Ford GT no início do ano foi correta.

Curiosamente, um tabu se mantém na categoria. Desde que começou a ser disputado, o competidor que ocupou a liderança do campeonato na metade da temporada ficou com o título. A dupla do Ford GT número 7, que estava na primeira colocação na classificação na metade dessa temporada, ficou com o título de 2011.

(Fernanda Freixosa)

Nessa última etapa de 2011, a Mercedes SLS mostrou que foi o melhor carro desse final de campeonato. Depois que estreou, há menos de um mês, o carro alemão venceu três das quatro corridas, criando ótimas expectativas para Sérgio Jimenez e Paulo Bonifácio.

A dupla da flecha prateada só não venceu a última prova dessa temporada porque Wagner Ebrahim foi fantástico e conseguiu segurar os ataques da Mercedes SLS nas últimas voltas da bateria e venceu com 0s034 de vantagem. O piloto do Audi número 20 não tinha o melhor carro de Interlagos, mas conseguiu se manter à frente e foi o primeiro a interromper a incrível sequência de triunfos do Mercedes SLS.

(Fernanda Freixosa)

Na primeira bateria, a dupla Jimenez e Boni foi beneficiada pelo furo no pneu da Lamborghini LP600 da dupla Xandy e Xandinho Negrão no momento em que era líder da prova. Com a parada inesperada nos boxes, a Lambo tentou recuperar posições, mas não havia mais tempo. O Mercedes SLS já estava na ponta. E pior: o Ford GT da dupla Valdeno Brito e Matheus Stumpf passou a ocupar a quarta colocação. O resultado definiu o título por antecipação para os atuais campeões – que, agora, são bi! O título da temporada do GT Brasil ficou em boas mãos!

O pódio da primeira etapa foi formado pela dupla que também compete com o Ford GT, Juliano Moro e Aluizio Coelho – melhor resultado deles em 2011 –, e Ricardo Maurício e Bruno Garfinkel (Lamborghini LP600), que terminaram a primeira bateria em terceiro lugar.

(Fernanda Freixosa)

A segunda bateria foi mais agitada. Logo na largada, um acidente chamou atenção. Otávio Mesquita, que disputa a categoria GT4, abalroou um outro competidor e decolou com sua Ferrari, parando somente no muro da entrada dos boxes. Um acidente típico de monopostos, e pouco comum em competições de carros de turismo. O piloto e apresentador de TV não sofreu nada grave. Por esse erro de manobra, Mesquita encerrou sua participação na temporada 2011 de forma prematura.

Assim como na primeira, um furo no pneu da Lambo dos Negrão atrapalhou os planos da dupla Xandy e Xandinho nessa segunda corrida do fim de semana.

Depois do acidente de Otavio Mesquita, achei que já tinha visto de tudo no automobilismo. Ledo engano meu. Na disputa pela liderança da segunda prova, Aluizio Coelho tentou ultrapassar Cleber Faria no S do Senna. Os carros se tocaram e pararam frente a frente no meio do S. Não foi fim de prova para os dois, mas o incidente acabou com a chance de vitória dos pilotos nessa etapa.

(Fernanda Freixosa)

Com os dois carros parados no S, o Audi R8 de Ebrahim pulou para a ponta e ficou por ali até mesmo depois do pit stop obrigatório, apesar do bom rendimento do Ford GT dos bicampeões. No final, pressão do Mercedes SLS, mas vitória heróica do Audi.

(Fernanda Freixosa)

O pódio ainda contou dessa bateria ainda contou com Valdeno e Matheus, que chegaram 5s2 na frente da Lambo de Ricardinho e Bruno. Após um ano de muito trabalho com os problemas com o carro italiano, Ricardinho finalmente pode mostrar seu talento depois das atualizações que o bólido recebeu nas últimas etapas.

Com o encerramento do campeonato desse ano, as atenções já estão em 2012. A participação de três pilotos estrangeiros, dentre eles o português Rui Lapa, vencedor das 24 horas de Nurburgring em 2001, além da participação de Miguel Paludo, que disputa a Nascar Truck Series, abre a porta do GT Brasil para a vinda de competidores de outros países e categorias. Nessa última rodada dupla, o evento atraiu mais de 30 carros para o grid.

Nesse mercado de pilotos, a principal novidade no ano que vem deverá ser a volta do ex-F1 e F-Indy, Roberto Moreno. A entrada da BMW também foi fortemente cogitada no paddock de Interlagos nesse final de semana, engrandecendo ainda mais a categoria, que deverá trocar o patrocinador máster: a cerveja Itaipava, do grupo Petrópolis, vai juntar suas coisinhas e deixará o caminho livre para o banco BVA assumir o GT Brasil, com as categorias GT3 e GT4.

Confira os campeões do GT Brasil:
2011: Valdeno Brito e Matheus Stumpf – Ford GT
2010: Valdeno Brito e Matheus Stumpf – Ford GT
2009: Claúdio Ricci e Rafael Derani – Ferrari F430
2008: Xandy Negrão e Andreas Mattheis – Ford GT
2007: Xandy Negrão e Andreas Mattheis – Dodge Viper

(Fernanda Freixosa)

A classificação da temporada 2011 do GT Brasil ficou assim:
1. Valdeno Brito e Matheus Stumpf (Ford GT): 249 pontos
2. Xandy e Xandinho Negrão (Lamborghini LP600): 210 pts
3. Cláudio Ricci e Rafael Derani (Ferrari F458): 189
4. Sérgio Jimenez e Paulo Boni (Mercedes SLS): 187
5. Allam Khodair e Marcelo Hahn (Lamborghini LP600): 170
6. Cleber Faria (Lamborghini LP600): 165
7. Daniel Serra e Chico Longo (Ferrari F458): 137
8. Pedro Queirolo (Corvette Z06R): 135
9. Wagner Ebrahim (Audi R8): 133
10. Ricardo Maurício e Bruno Garfinkel (Lamborghini LP600): 137

 Comentar (5)

Force India acirra disputa na Williams

Mais um dia que passa, menos uma vaga no grid da Fórmula 1. A Force India anunciou que a dupla de pilotos titulares na próxima temporada será formada pelo escocês Paul di Resta e pelo alemão Nico Hulkenberg. O francês Jules Bianchi, que é piloto da academia da Ferrari, passa a ser o terceiro piloto do time indiano.

O anúncio, de certa forma, não chega a ser uma surpresa, pelo menos em relação à “promoção” de Hulkenberg. A confirmação dos pilotos de Vijay Mallya para o ano que vem não deve ser encarada apenas como dois jovens que estarão nas pistas da F1 em 2012. A escolha significa que o alemão Adrian Sutil, titular da equipe desde 2008, está a pé.

A notícia é ruim para Rubens Barrichello, que ganha um sério adversário na briga pelo cockpit da Williams. De um lado, o brasileiro tem a seu favor a enorme experiência na categoria; de outro, o alemão, que é talentoso – ficou em nono lugar no mundial – e com patrocínio forte da Medion (fabricante alemã de produtos eletrônicos). E justamente essa combinação é que pode fazer com que Frank sorria para ele.

Correndo por fora, Bruno Senna ainda sonha com um lugar o grid de 2012. Mas cada dia é menos provável que o sobrinho do tricampeão Ayrton esteja no próximo mundial; pelo menos como titular em alguma escuderia. Isso sem contar que Jaime Alguersuari deve estar de porta em porta oferecendo seus serviços.

Pelos anúncios e contratos em vigor, só há mais dois cockpits disponíveis para o ano que vem. Tem uma vaga para ser companheiro de Charles Pic na Marussia - essa está 99% certa de que será ocupada por Timo Glock - e outra para formar dupla com Pedro de la Rosa. Não desejo um cockpit desses nem a meu inimigo.

O anúncio da Force India também serve de alerta para outro brasileiro: Felipe Massa terá um ano decisivo pela frente. Seu contrato com a Ferrari vence no final de 2012 e acredito que o time italiano só ficará com ele se fizer um bom trabalho na temporada. Além disso, Massa sempre é colocado na alça de mira de pilotos que sonham em guiar o carro vermelho em 2013.

Nesse ano, Sérgio Pérez fez alguns testes com um modelo de dois, três anos da Ferrari. Corre solto por aí que Robert Kubica fará testes com a Ferrari F10 (da temporada de 2010) em maio do ano que vem. Agora, com Bianchi dando as caras nos treinos livres às sextas-feiras... Abre o olho, Felipe! E acelera!

 Comentar (3)

Valdeno e Matheus recuperam pontos e são líderes do GT Brasil

Hoje recebi uma informação um tanto curiosa. A classificação do GT Brasil foi alterada a algumas dezenas de horas da última etapa, que acontece em Interlagos e definirá o título da temporada. E a mudança na pontuação reflete diretamente na liderança da competição.

O motivo para troca de números na tabela é que o recurso de alguns pilotos foi acatado; recurso de uma atitude que aconteceu na etapa do Anhembi, no primeiro semestre. Na ocasião, alguns competidores reclamaram que Pedro Queirolo, que disputou as corridas nas ruas de São Paulo com o Corvette Z06, tinha vencido de forma irregular. O pódio da etapa foi curioso, já que os pilotos reclamantes protestaram ao não subir no pódio – sozinho, Queirolo estourou champanhe no pódio. A rebeldia causou a desclassificação de todas as duplas ausentes do pódio, dentre elas Valdeno Brito e Matheus Stumpf, que disputam o título de 2011.

(Fernanda Freixosa)

Agora, pouco mais de sete meses – eu escrevi SETE! – do ocorrido, a Justiça Desportiva analisou o caso e devolveu os pontos aos pilotos que foram desclassificados no Anhembi. Dessa forma, a dupla do Ford GT, Valdeno e Matheus, passa para a liderança da competição com 221 pontos. Até ontem, os líderes, e agora vice-líderes, Xandy e Xandinho Negrão ficam com 210 pontos.

Não, a curiosidade que citei lá na primeira linha desse post não é a devolução dos pontos aos punidos daquela ocasião. Meu queixo continua caído porque a dupla da Ferrari número 19, Daniel Serra e Chico Longo continuam com o carimbo da desclassificação daquela etapa; eles não entraram com o recurso e a Justiça manteve a decisão daquela ocasião.

Ora, se os pilotos foram desclassificados porque se rebelaram e não foram ao pódio, agora, com a devolução dos pontos aos competidores, todos deveriam ter a pontuação de volta. Deveriam (na minha opinião), mas não tiveram. Sinceramente, não entendi essa lógica.

(Fernanda Freixosa)

A classificação atualizada da competição está assim:
1. Matheus Stumpf/Valdeno Brito (Ford GT): 221 pontos
2. Xandy Negrão/Xandinho Negrão (Lamborghini LP600): 210 pts
3. Cláudio Ricci/Rafael Derani (Ferrari F458): 184
4. Allam Khodair/Marcelo Hahn (Lamborghini LP600): 170
5. Paulo Bonifácio (Mercedes-Benz SLS): 150
5. Cleber Faria (Lamborghini LP560): 150
7. Pedro Queirolo (Corvette Z06R): 135
8. Chico Longo/Daniel Serra (Ferrari F458): 134

 Comentar (2)

Geraldo é impedido de trabalhar

Mais uma vez fiquei incrédulo com uma decisão jurídica no automobilismo brasileiro. O julgamento do caso de Geraldo Piquet, atual vice-campeão da Fórmula Truck, definiu a punição imposta ao piloto da Mercedes: suspensão em seis corridas e multa de R$ 10 mil.

O piloto foi punido por conta do acidente que se envolveu com Felipe Giaffone em Curitiba, na penúltima etapa do campeonato brasileiro de Fórmula Truck.



Na semana depois do acidente, Geraldo foi comunicado que estaria suspenso previamente por 30 dias. Posteriormente, a CBA recomendou uma suspensão por 12 corridas e o pagamento de multa de R$ 100 mil. O piloto brasiliense só pode competir na decisiva etapa da Truck por força de uma liminar.

Pois bem, passada a corrida de Brasília, que definiu Giaffone como campeão da temporada, a Justiça voltou à tona. A punição e a suspensão impostas a Geraldo são um absurdo! Não escrevo no âmbito técnico e jurídico da questão; escrevo que esportivamente isso é um absurdo! Como podem suspender um piloto e impedi-lo de exercer seu trabalho, que é guiar carros em corridas? Não podem impedir um profissional de exercer sua profissão!

A Fórmula 1, que é a categoria máxima do automobilismo mundial, impõe perdas de posições no grid aos pilotos que, após serem julgados, são considerados culpados. Vira e mexe observamos que um piloto A ou B perdeu cinco, dez posições de largada em determinada corrida.

E mais: depois do acidente na pista de Pinhais, Geraldo sequer foi chamado à torre pelos comissários para prestar esclarecimento sobre o acidente.

Pelo bem do esporte, confio que essa situação será revertida. Não quero crer que essa decisão tenha sido tomada sob o signo da parcialidade. Abro esse espaço para as partes envolvidas se pronunciarem.

(Orlei Silva)

 Comentar (6)

Novatos na Toro Rosso

O francês Jean-Eric Vergne e o australiano Daniel Ricciardo formarão a dupla titular da Toro Rosso em 2012. O anúncio da escuderia não me surpreendeu totalmente. A escolha do australiano para o cockpit dos touros genéricos era uma certeza. Tanto que sua meia temporada na Hispania foi apenas para adquirir quilometragem na Fórmula 1.

(Divulgação)

Chamou-me atenção a escolha de Vergne. Sei que o francês foi campeão da F3 Inglesa em 2009, mas o descarte dos dois pilotos titulares dessa temporada me surpreendeu. Refiro-me aqui a Jaime Alguersuari. O espanhol é talentoso e estará a pé no próximo mundial. A não ser que os touros vermelhos já estejam pensando em 2013 – para quem não lembra, o contrato de Mark Webber termina no final da próxima temporada.

A pulga que reside na parte posterior de minha orelha me obriga a questionar: valerá a pena colocar um piloto na geladeira e apostar em seu talento para daqui a dois anos? Acho um risco. Primeiro porque o espanhol é talentoso, mas não é um gênio do esporte. Segundo porque o australiano Ricciardo terá um carro razoável em 2012 (ele estreou no GP da Inglaterra desse ano e já acumula onze corridas de F1 em sua carreira) e fará de tudo para ser o companheiro de Vettel em 2013. E terceiro porque, por mais que seja pouco provável, já imaginaram se o Webber é campeão?

Curiosamente, o próximo mundial de Fórmula 1 terá três franceses no grid: além de Vergne, Romain Grosjean estará na Lotus e Charles Pic, na Marussia. A última vez que três franceses estiveram numa corrida de F1 foi em Interlagos no longínquo 1999. Curioso também é perceber que a França não está no calendário da F1; e tem tempo que não integra o seleto rol de corridas da categoria - a última prova em terras francesas foi em 2008 e teve vitória de Felipe Massa.

Outra curiosidade é notar que a dupla da Toro Rosso para 2012 reúne dois dos três últimos campeões da Fórmula 3 Inglesa. Será que Felipe Nasr, campeão dessa temporada, terá uma boa chance na F1 em 2013?

A definição da Toro Rosso, afunila ainda mais as opções disponíveis na categoria. Uma espécie de dança das cadeiras, que a cada dia tem menos cadeiras livres. Agora, restam duas vagas na Force India, uma na Hispania, uma na Marussia e uma na Williams. Digo que a única chance de Rubens Barrichello continuar na F1 é mesmo na Williams. Não vejo o veterano em outro time em 2012. Já Bruno Senna deu sinais de que pode voltar a ser terceiro piloto da Lotus ou buscar abrigo em outra escuderia. Como já escrevi aqui, fim de ano terá muitas e fortes emoções.

 Comentar

Jacarepaguá ficou de fora

O GT Brasil divulgou o calendário para a temporada 2012 da categoria. Lamentavelmente os carros do GT não virão ao Rio de Janeiro no ano que vem. Jacarepaguá ficou de fora do calendário 2012 da categoria. No ano que vem, os cariocas terão pouquíssimas opções para assistir competições nacionais nas arquibancadas do autódromo do Rio de Janeiro.

Enquanto a Fórmula Truck não divulga seu calendário oficial, resta aos cariocas se contentarem com Stock Car e Brasileiro de Marcas. E só!

Cada vez mais, por aqui, o fantasma da destruição de Jacarepaguá assombra o esporte. E nada se fala, nada se resmunga a respeito de Deodoro. Espero que as autoridades responsáveis pelo esporte no Rio de Janeiro estejam agindo para que a cidade continue a ter uma praça de esporte a motor. É responsabilidade dos mandatários desse esporte no Rio de Janeiro a tarefa de manter um autódromo em funcionamento na cidade.


Curiosamente, das nove rodadas duplas programadas para o próximo campeonato, cinco serão em São Paulo (quatro em Interlagos). Enquanto isso, as moscas pousam tranquilamente em Jacarepaguá.

Assim como aconteceu nesse ano, o GT Brasil fará uma etapa nas ruas do Anhembi (preliminar da Fórmula Indy). O calendário não é definitivo e há uma brecha para uma rodada dupla na Argentina. As negociações com nossos hermanos prosseguem, mas ainda não há nada concreto. A data internacional seria em outubro ou novembro.

Infelizmente, continuo com a impressão de que há uma nociva disputa para ver qual categoria é mais importante que outra. Num calendário que poderia ter espaço para todas as competições nacionais, há coincidência de datas.

Com a definição desse calendário, quatro datas do GT Brasil caem nos dias de disputas do campeonato brasileiro de Marcas. As rodadas do GT de junho em Interlagos, julho no Velopark, outubro em Guaporé e novembro em Curitiba serão nos mesmos fins de semana do Marcas no Rio de Janeiro (24 de junho), Curitiba (22 de julho), Tarumã (28 de outubro) e Londrina (18 de novembro).

Com isso, quem sai perdendo são os fãs da velocidade, que em muitas vezes são obrigados a optar por uma determinada categoria em detrimento de outra, já que os horários são praticamente os mesmos.

No próximo fim de semana, será disputada a última rodada dupla do campeonato de 2011 da categoria, em Interlagos. A briga está entre os líderes Xandy e Xandinho Negrão, com a Lamborghini LP600, e os atuais campeões Valdeno Brito e Matheus Stumpf, de Ford GT. A diferença entre eles é de apenas dez pontos em favor da dupla da família Negrão, que tem 214 pontos.

Sonhando com o título da temporada, mas distante na classificação, Allam Khodair e Marcelo Hahn, de Lambo LP 600, contam com o bom retrospecto na pista paulista para chegar ao tão sonhado título. A dupla está em quarto na tabela com 170 pontos. Na briga pelo título também estão Cláudio Ricci e Rafael Derani, de Ferrari F458, com 188 pontos na competição.

(Fernanda Freixosa)

Confira o calendário 2012 do GT Brasil:
18 de março: Interlagos
29 de abril: Anhembi
27 de maio: Curitiba
24 de junho: Interlagos
22 de julho: Velopark
2 de setembro: Interlagos
28 de outubro: Guaporé
18 de novembro: Curitiba
16 de dezembro: Interlagos

 Comentar (1)

Os caras a serem batidos em 2012

Outro dia, um grande amigo de tempos não tão felizes como os de hoje, me perguntou o que eu penso sobre a próxima temporada de Fórmula 1. É claro que ainda é muito cedo para fazer qualquer afirmação contundente, mas, sem medo de repetir o óbvio, os favoritos em 2012 serão Sebastian Vettel e Red Bull.

Minha prematura aposta não é porque o piloto e a equipe foram campeões em 2011. É muito mais do que isso. O bicampeão, em tão pouco tempo de F1 (ele iniciará sua quinta temporada completa no ano que vem), já mostrou que veio para fazer um “estrago” na concorrência. E pelo que apresentou nos últimos três mundiais – e principalmente em 2011 –, o alemão está no caminho certo para alcançar o possível tricampeonato.

(Formula 1 Website)

O favoritismo de Vettel em 2012 está alinhado com o segredo do carro. Não, nada de asas, pressão de pneus, componentes do motor ou coisa assim. O trunfo dos touros vermelhos atende pelo nome de Adrian Newey. Sim, o projetista britânico também é o cara a ser batido em 2012.

No ano que vem, a proibição do escapamento aerodinâmico está mantida – no início de 2011, o time austríaco usava os gases do escapamento para gerar maior pressão aerodinâmica, sendo esse um dos pontos responsáveis pelo domínio avassalador dos touros vermelhos.

É claro que esse não foi o único diferencial da Red Bull em 2011 que permitiu uma primeira metade de campeonato próxima da perfeição para Vettel. E se engana quem pensa assim. Se outras escuderias iniciaram seus trabalhos em seus modelos de 2012 logo depois do pit stop do meio do ano – aquelas intermináveis quatro semanas sem Grandes Prêmios –, é claro que a Red Bull fez o mesmo. O mundial começa somente em março na Austrália, mas para muita gente o campeonato do ano que vem já começou.

A forma como a McLaren se aproximou dos carros do time austríaco pode ter tido essa razão. Não ouso afirmar que o crescimento do time de Woking no final da competição aconteceu somente porque a Red Bull se dividiu em disputar o mundial desse ano e pensar no carro de 2012. Mas não podemos descartar essa possibilidade.

O maior adversário de Vettel está fora da equipe. Dentro dos boxes da Red Bull, o bicampeão é rei. Não vejo uma reação fantástica de Mark Webber dentro da escuderia a ponto de fazer frente ao alemão no próximo campeonato. O australiano até deu um trabalhinho a Vettel em 2010, mas foi trucidado nessa temporada e não terá forças para se levantar e enfrentar novamente o bicampeão.

(Formula 1 Website)

Vettel e Newey devem estar de olho na McLaren. Independentemente da razão de a equipe de Button e Hamilton ter encostado na Red Bull nas últimas provas, o time inglês deve vir forte no próximo mundial. E não ficarei surpreso se os carros da escuderia liderada por Martin Whitmarsh vir com a cara de touro. Afinal, no mundo da Fórmula 1, pouco se cria; muito se copia.

Em franca evolução, a Mercedes fez boas corridas na segunda metade da temporada. Com o suporte financeiro e o corpo profissional da escuderia alemã, acho que as flechas de prata subirão no pódio em 2012. Vitória? Sim, é possível, se manterem o trabalho de 2011.

A confiança que tenho de um bom ano da Mercedes não é a mesma que deposito na Ferrari. O time de Maranello deu umas cabeçadas em 2011, principalmente na fase final da competição. Aquela asa dianteira que vibrava feito uma batedeira... Sei, não! Torço por uma Ferrari forte e competitiva no próximo mundial; mas é difícil ter essa certeza.

(Reprodução de TV)

 Comentar

Feliz aniversário, Emerson!

Emerson Fittipaldi apaga hoje 65 velinhas. Bicampeão da Fórmula 1, bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis, campeão da Fórmula Indy... Ufa! Quantos predicados!


O rato, ou Emmo (para os norte-americanos), foi o primeiro piloto brasileiro a vencer um Grande Prêmio de Fórmula 1 (Estados Unidos, em 1970), o primeiro a conquistar um título mundial na categoria (1972), o primeiro a cravar uma pole-position (Mônaco, em 1972) e o primeiro a fazer uma volta rápida de uma corrida de F1 (Argentina, em 1973).

Sei que Emerson Fittipaldi não foi o primeiro brasileiro a disputar um Grande Prêmio de Fórmula 1. O bicampeão da F1 seguiu os passos de Chico Landi, Fernando Ramos, Fritz D’Orey e Bird Clemente – os primeiros brasileiros que competiram na Fórmula 1 (e até mesmo na “pré-F1”) e que têm todo meu respeito. Talvez Emerson não tivesse ido para a Europa não fosse esses quatro heróis; mas a verdade é que ele conseguiu os melhores resultados até aquela época.

O pioneirismo de Emerson não se restringiu somente à Fórmula 1. Na Indy, ele foi o primeiro piloto brasileiro a vencer uma prova (Michigan, em 1985), o primeiro a largar na pole (Portland, em 1986), o primeiro a vencer as 500 Milhas de Indianápolis (1989) e o primeiro a conquistar o título da categoria (1989). E hoje, tem um monte de pilotos brasileiros que colocam não só a F1, mas também a categoria norte-americana na alça de mira de seus futuros.

Não vou ficar aqui enumerado as dezenas de milhares de qualidades desse homem que é um marco do automobilismo brasileiro. Infelizmente não tive a sorte de acompanhar a carreira dele porque nasci no início dos anos de 1970. Mas isso não impediu de eu ler (publicações, biografia e tudo mais!) e ver tudo que cerca Emerson Fittipaldi.

Dia desses, talvez por obra do acaso, revirando minhas velharias, encontrei uma de minhas maiores preciosidades, que compartilho aqui com vocês. Abaixo, um clique de uma edição histórica da saudosa revista Manchete, com um compacto (aquele vinil pequenininho) com todas as cinco vitórias de Emerson na temporada de 1972 de Fórmula 1 narradas pelo grande Wilson Fittipaldi, o Barão, para a Rádio Jovem Pan.


Emerson Fittipaldi na Fórmula 1:
De 1970 a 1980
GPs disputados: 144
Vitórias: 14 (EUA/1970, Espanha/1972, Bélgica/1972, Inglaterra/1972, Áustria/1972, Itália/1972, Argentina/1973, Brasil/1973, Espanha/1973, Brasil/1974, Bélgica/1974, Canadá/1974, Argentina/1975, Inglaterra/1975)
Pódios: 35
Pole-positions: 6 (esteve 16 vezes na primeira fila)
Voltas mais rápidas: 6
Bicampeão (1972 e 1974)
Liderou 478 voltas em 18 GPs

Equipes que Emerson competiu na Fórmula 1:
1970: Lotus/Ford
1971: Lotus/Ford
1972: Lotus/Ford
1973: Lotus/Ford
1974: McLaren/Ford
1975: McLaren/Ford
1976: Fittipaldi/Ford
1977: Fittipaldi/Ford
1978: Fittipaldi/Ford
1979: Fittipaldi/Ford
1980: Fittipaldi/Ford

Emerson Fittipaldi na Fórmula Indy:
De 1984 a 1996
GPs disputados: 195
Vitórias: 22
Pódios: 65
Pole-positions: 17
Campeão (1989)
Liderou 2.625 voltas em 65 GPs

Equipes que Emerson competiu na Fórmula Indy:
1984: GTS Racing/Cosworth; California Cooler/Cosworth e Patrick/Cosworth
1985: Patrick/Cosworth
1986: Patrick/Cosworth
1987: Patrick/Cosworth
1988: Patrick/Cosworth
1989: Patrick/Cosworth
1990: Penske/Chevrolet
1991: Penske/Chevrolet
1992: Penske/Chevrolet
1993: Penske/Chevrolet
1994: Penske/Chevrolet
1995: Penske/Chevrolet
1996: Hogan/Mercedes

 Comentar (8)

Grosjean na Lotus em 2012

Nem Bruno Senna, nem Vitaly Petrov. A Lotus anunciou que Romain Grosjean será companheiro de equipe de Kimi Raikkonen. A escolha é simples: campeão da GP2 nessa temporada, Romain compete sob a bandeira da França e conta com o apoio da empresa francesa de petróleo, Total. Para refrescar a nossa memória, o time mudou o nome Renault para Lotus e usa propulsores franceses.

(Formula 1 Website)

Não tive um pingo de surpresa ao saber que o piloto nascido em Genebra (Suíça) há 25 anos será o titular da Lotus ao lado do finlandês campeão mundial de 2007. Sei que Grosjean, naturalizado francês, não é um gênio das pistas (por sinal, está bem longe disso!), mas depois da pífia estreia na Fórmula 1 em 2009, ele deu uma sacudida em sua carreira e deu a volta por cima, faturando o título da GP2 nesse ano.

Certa vez, numa das idas ou voltas ao moribundo autódromo em Jacarepaguá, ao lado do amigo e competente jornalista especializado em automobilismo, Rodrigo Mattar, conversamos sobre a temporada da GP2, que ele comentou com maestria num canal de esporte por assinatura. É claro que ninguém é campeão por acaso, mas Grosjean contou com um bom carro e a escassez de talentos na categoria em 2011 para conquistar o título. Em outras palavras, Romain foi o melhor em uma temporada nivelada por baixo.

Quando alinhar em Melbourne em 2012, a F1 não será uma novidade para Grosjean. Apesar das três sessões de testes da pré-temporada do ano que vem, o francês já tem quilometragem na categoria; não só por ter participado das sessões livres de sexta-feira em Abu Dhabi e Brasil, mas por já ter competido em sete Grandes Prêmios – ele estreou na Renault em 2009 substituindo o brasileiro Nelsinho Piquet. Naquela temporada, ele saiu pela porta dos fundos com a fama de que “não levava jeito pra coisa”. Agora, Grosjean retorna à categoria pela porta da frente pronto para dar a volta por cima.

(Formula 1 Website)

Romain Grosjean, que disputava um cockpit da Lotus com Senna e Petrov, entrou forte na briga com o brasileiro e o russo. O jovem piloto bateu na porta da escuderia com a faixa de campeão da GP2. Só isso daria a ele uma vantagem na disputa. Além disso, Romain tem boas relações profissionais com o chefe Eric Boullier e o com o empresário Gerard Lopez, do grupo Genii, sócio majoritário da equipe na Fórmula 1. O fato de competir com as três cores da França e ter o apoio financeiro da Total (fornecedor de gasolina e lubrificantes para os motores Renault) também foram decisivos para garantir a vaga de titular na Lotus.

Vamos deixar um pouco o patriotismo de lado antes de xingar a equipe Lotus ou fazer qualquer acusação de favorecimento. No final de novembro, analisei aqui no COCKPIT a temporada de Bruno em 2011. Sei que o carro não colaborou, mas ele fez menos do que o time esperava. Hoje, depois da participação de Senna na temporada dominada por Sebastian Vettel, fico com uma pulga atrás de minha orelha se realmente a substituição de Nick Heidfeld foi vantajosa para a escuderia.

Encaro com naturalidade a substituição de Bruno na equipe. Imaginemos a mesma situação com os atores em situação inversa. De um lado, um piloto que substituiu o titular no meio do campeonato e só fez dois pontos, enquanto que o companheiro de equipe, nas mesmas oito provas, fez cinco; de outro, o campeão da GP2 (categoria de acesso à F1). E aí, quem você escolheria para ser companheiro de Kimi Raikkonen em 2012?

(Formula 1 Website)

Com a dupla da Lotus definida para a próxima temporada, Bruno Senna e Vitaly Petrov terão de procurar novo espaço na Fórmula 1. A situação de Petrov, usando nossa gíria, não está russa. Para ele, o cenário russo favorece: os patrocinadores de seu país e a existência de um grupo que comanda uma equipe (Marussia) na categoria podem dar sobrevida à carreira de Vitaly na F1.

O mesmo não posso escrever sobre Bruno. O futuro do sobrinho do tricampeão Ayrton na F1 está sujeito a chuvas e trovoadas. Apesar de contar com o apoio de empresas que atuam no Brasil, Bruno terá de correr (literalmente) se quiser garantir um lugar no grid da categoria em 2012.

Com as vagas quase todas preenchidas, sinto cheiro de leilão na Williams. Até agora, o time inglês só confirmou Pastor Maldonado como titular em 2012. Com o dinheiro no bolso, Bruno Senna entra forte na disputa com Rubens Barrichello pela vaga na equipe de Frank. Além dessa, há um cockpit vazio na ridícula Hispania e outro na (não menos pífia) Marussia. Toro Rosso e Force India ainda não definiram os quatro pilotos para o próximo mundial. Fim de ano com muitas emoções!

 Comentar (5)

Jogando no ventilador

A revista holandesa Nusport publicou entrevista com o ex-piloto da Fórmula 1, Jos Verstappen, que já está dando o que falar. O holandês, que chamuscou em seu pit stop no Grande Prêmio da Alemanha de 1994, resolveu contar o que sabe. Na gíria popular, Verstappen jogou (...) no ventilador.


Companheiro de equipe de Michael Schumacher, que viria a ser campeão mundial daquela temporada, Jos não poupou palavras ao afirmar que o alemão competiu com o modelo B194, da Benetton, fora do regulamento da época. Naquele campeonato, os dispositivos eletrônicos passaram a ser proibidos, depois de três temporadas em que a parafernália eletrônica reinou na categoria.

Porém, as acusações do holandês, que vêm à tona 16 anos depois, não estão embasadas em provas reais, a não ser por suas contundentes palavras. Verstappen diz que toda eletrônica no carro de Schumi ficava escondida. De acordo com o holandês, certa vez, ele guiou o B194 do alemão, mas os sistemas estavam inativos.


É fato que naquele mundial a Benetton pegou muita gente – e, principalmente, a Williams – de calça curta. O carro multicolorido de Schumacher fez um início de campeonato de 1994 arrasador. Lembro que Ayrton Senna tentava alcançar o carro italiano, mas, no final das contas, não conseguia.

O tricampeão não teve sorte naquele mundial, que se resumiu, para ele, a três GPs. E não me refiro aqui somente ao terrível acidente em San Marino. Ayrton Senna foi traído pelo carro, que rodou em Interlagos, e praticamente não pôde competir em Aida porque levou um toque de Mika Hakkinen na primeira curva, abandonando a corrida.

É claro que a acusação de Jos deve ser investigada para saber se realmente houve irregularidade ou se tudo não passa de um holandês que levou um banho de seu companheiro de equipe e resolveu afogar as mágoas falando coisas ao vento. Mesmo que haja alguma investigação e se algo de concreto for descoberto, dificilmente o resultado não será mudado. A questão é bem mais complexa. Vale lembrar que, depois da tragédia em Ímola, o regulamento e especificações dos carros foram alterados pela FIA.

Verdade é que o B194 era estranhamente mais veloz que os demais. Na época, descobriu-se que a Benetton não usava um filtro de combustível na mangueira de reabastecimento – talvez essa tenha sido a causa da explosão no carro de Jos em Hockenheim –, mas isso ficou, na prática, deixado de lado. As largadas perfeitas da Benetton de Schumacher também impressionavam...

Curiosamente, o chefe da equipe Benetton era sujeito que atende pelo nome de Flavio Briatore. Sim, o italiano que bolou o maligno plano de sacrificar um carro (de Nelsinho Piquet) para colocar o outro (de Fernando Alonso) de cara com a vitória em Cingapura, em 2008. Briatore ainda é detentor de dezenas de outras “malandragens” e não vou ficar aqui enumerando uma a uma. O COCKPIT é bem pequeno para listá-las.

 Comentar (7)

Campeão também no bom humor

Sebastian Vettel mostra que é um verdadeiro ídolo. Sem ser nem um pouco “politicamente correto”, o bicampeão entra na contramão – sem pedir licença – e faz a maior gozação com todos. As brincadeiras do alemão não passam de uma maneira descontraída que ele encara determinadas situações, sempre deixando claro o respeito que tem por suas, digamos, “vítimas”.

Durante a premiação da revista inglesa AutoSport, em Londres, o bicampeão Vettel recebeu o troféu por ter sido escolhido o melhor piloto do ano. No bate-papo logo após receber o troféu, Vettel se lembrou de Kimi Raikkonen e tratou de imitar a voz e o jeito de falar do finlandês (em 1min12s). De campeão para campeão.



Logo depois da classificação para o Grande Prêmio do Brasil desse ano, Vettel, que tinha derrubado o recorde de poles numa temporada, que pertencia a Nigel Mansell, não pensou duas vezes em colocou um cafoníssimo bigode à la leão. Mais uma vez, de campeão para campeão.

(Formula 1 Website)


Em julho desse ano, logo após o GP da Inglaterra de F1, ele arriscou alguns acordes num festival de rock. Esqueceu? Relembre aqui. Ainda bem que ele guia carros de corrida!

 Comentar (5)

Thiago Camilo é campeão do Marcas

Um dia inesquecível para Thiago Camilo. O piloto paulista de 27 anos alcançou seu primeiro grande título nacional após a sexta colocação na segunda bateria da última etapa do campeonato brasileiro de Marcas, em Curitiba. O título de Camilo, que competiu com Astra da equipe de Carlos Alves, premia a ótima temporada que o piloto (sempre com o carro número 21) fez em 2011, tanto na Stock Car, quanto no Marcas. Nada como um campeonato sem playoff para Thiago Camilo, não é mesmo?

(Duda Bairros)

Com seis vitórias na categoria, que voltou a ser disputada nesse ano, Thiago escreve seu nome na história do automobilismo nacional. Por causa da vantagem construída ao longo da competição, os dois sextos lugares de Camilo em Curitiba garantiram o inédito título ao paulista.

O dia começou com uma grande vitória de Daniel Serra. O resultado deu vida à disputa pelo título, já que a diferença entre os dois competidores caiu para apenas 25 pontos.

(Duda Bairros)

Largando do oitavo lugar (regra do grid invertido), Serrinha foi conquistando posições até colar em Camilo. A disputa pelo quarto lugar deu o que falar. Serrinha tentou a ultrapassagem no Pinheirinho e os dois bateram. Thiago conseguiu seguir, mas Serra ficou pelo caminho, já que tentava engatar marchas e não conseguia. O título de Thiago Camilo estava garantido! O piloto do Civic número 29 terminou a competição com o vice-campeonato.

Na frente, Fabio Carbone não deixou a oportunidade passar. Após uma largada incrível (de sexto para segundo), Carbone passou para ponta na segunda volta. Depois disso, o piloto do Civic disparou na frente; ele só parou após a bandeirada quadriculada para vencer a última bateria do ano no Marcas.

Em meio ao título de Thiago Camilo com o Astra e as duas vitórias do Civic (Serrinha e Carbone), destaque para o rendimento do Focus de Ricardo Maurício. O piloto do carro número 90 da Officer ProGP, de Duda Pamplona, terminou a última prova da temporada em segundo lugar e dono da melhor volta da corrida. Um bom início na categoria de Ricardinho, já que estreou na etapa anterior e já conquistou dois pódios em duas rodadas.

(Bruno Terena)

O título de Thiago Camilo veio após seis vitórias e 257 pontos acumulados em oito etapas. Com 220 pontos, Serrinha termina a temporada do Marcas com o vice-campeonato. A vitória e o pódio deixaram Fabio Carbone com 205 pontos e com a terceira posição na tabela. Alceu Feldmann foi o quarto com 201 pontos.

Thiago Marques, que chegou à capital paranaense com chance de título, não teve sorte nas baterias e caiu na classificação, ficando em quinto no campeonato. Os resultados de Curitiba não apagaram a boa temporada de Marques, que foi recebido por seu pai, Paulo de Tarso, logo que saiu do Astra.

(Bruno Terena)

Valdeno Brito, que também sonhava com o título dessa temporada do Marcas, também teve um fim de semana que não conquistou os resultados que gostaria. O paraibano, que foi prejudicado por não ter participado de uma rodada dupla da categoria, terminou em sexto na classificação do campeonato.

Confira o resultado da 15ª corrida do Marcas em 2011:
1. Daniel Serra (Civic)
2. Alceu Feldmann (Civic)
3. Fabio Carbone (Civic)
4. Ricardo Maurício (Focus)
5. Thiago Marques (Astra)
6. Thiago Camilo (Astra)
7. Fabio Fogaça (Focus)
8. Denis Navarro (Corolla)
9. Felipe Maluhy (Corolla)
10. Giuliano Losacco (Corolla)
11. Galid Osman (Astra)
12. Patrick Gonçalves (Corolla)
13. Carlos Eduardo Padovan (Civic)
14. Lorenzo Varassin (Astra)
15. Felipe Neira (Astra)
Não completaram:
16. Christian Mohr (Civic)
17. André Bragantini (Civic)
18. Valdeno Brito (Astra)

(Duda Bairros)

Confira o resultado da 16ª corrida do Marcas em 2011:
1. Fabio Carbone (Civic)
2. Ricardo Maurício (Focus)
3. Denis Navarro (Corolla)
4. Alceu Feldmann (Civic)
5. Fabio Fogaça (Focus)
6. Thiago Camilo (Astra)
7. Thiago Marques (Astra)
8. André Bragantini (Civic)
9. Valdeno Brito (Astra)
10. Carlos Eduardo Padovan (Civic)
11. Patrick Gonçalves (Corolla)
12. Galid Osman (Astra)
13. Christian Mohr (Civic)
Não completaram:
14. Daniel Serra (Civic)
15. Giuliano Losacco (Corolla)
16. Felipe Neira (Astra)
Excluídos:
17. Felipe Maluhy (Corolla)
18. Lorenzo Varassin (Astra)

(Bruno Terena)

 Comentar (2)

Giaffone é tricampeão brasileiro da F-Truck

A última etapa do campeonato brasileiro da Fórmula Truck coroou um brilhante ano de Felipe Giaffone. O piloto paulista, que foi o campeão sul-americano da categoria há poucos meses, venceu a corrida de Brasília e faturou o título nacional. Esse foi o terceiro título brasileiro de Felipe na F-Truck, que foi campeão em 2007 e 2009. O piloto da Volkswagen triunfou pela primeira vez na capital federal e fez a festa na casa de seu principal adversário, Geraldo Piquet, na luta pelo título.


O brasiliense, que competiu por ter conseguido uma liminar que o autorizava a estar na pista, vinha fazendo boa prova de recuperação até ser traído por um problema mecânico. Ainda assim, Geraldo terminou com o vice-campeonato. E o dia não era dos caminhões da Mercedes: Wellington Cirino, que largou na pole, também ficou a pé.

Além do título de Giaffone, um momento bacana da prova foi o pódio de Pedro Muffato. O veterano conquistou seu primeiro pódio em 2011.

No final de sete corridas, Giaffone garantiu o título com 122 pontos, com uma folga de 33. Vice, Geraldo fez 89, uma a mais do que Valmir Benavides. Regis Boessio ficou em quarto na classificação final com 72 pontos, deixando Cirino em quinto com 69 pontos.


Confira a classificação da sétima etapa do brasileiro de Fórmula Truck, em Brasília:
1. Felipe Giaffone (Volkswagen – nº 4)
2. Regis Boessio (Mercedes – nº 83)
3. Pedro Muffato (Scania – nº 20)
4. Valmir Benavides (Volkswagen – nº 2)
5. Fred Marinelli (Iveco – nº 50)
6. Renato Martins (Volkswagen – nº 9)
7. Luiz Pucci (Volvo – nº 32)
8. Zé Maria Reis (Scania – nº 12)
9. Beto Monteiro (Iveco – nº 88)
10. Luiz Lopes (Scania – nº 99)
11. Roberval Andrade (Scania – nº 1)

Não completaram:
12. Geraldo Piquet (Mercedes – nº 3)
13. André Marques (Volvo – nº 77)
14. Leandro Totti (Mercedes – nº 73)
15. Danilo Dirani (Ford – nº 70)
16. Debora Rodrigues (Volkswagen – nº 7)
17. João Maistro (Volvo – nº 14)
18. Diumar Bueno (Volvo – nº 11)
19. Leandro Reis (Scania – nº 45)
20. Paulo Salustiano (Iveco – nº 55)
21. Wellington Cirino (Mercedes – nº 6)
22. Vignaldo Fizio (Mercedes - n° 100)

Confira todos os campeões da categoria:
2011: Felipe Giaffone
2010: Roberval Andrade
2009: Felipe Giaffone
2008: Wellington Cirino
2007: Felipe Giffone
2006: Renato Martins
2005: Wellington Cirino
2004: Beto Monteiro
2003: Wellington Cirino
2002: Roberval Andrade
2001: Wellington Cirino
2000: Jorge Fleck
1999: Jorge Fleck
1998: Osvaldo Drugovich Jr.
1997: Osvaldo Drugovich Jr.
1996: Renato Martins

 Comentar

seis, 14 e 2012

O ano nem terminou e já há grande expectativa em torno da temporada 2012 de Fórmula 1. Com a confirmação do retorno de Kimi Raikkonen à F1, nada menos do que seis campeões da categoria com 14 títulos estarão disputando retas e curvas no ano que vem. Um fato inédito na história da F1; não só pela quantidade de pilotos campeões, mas pelo número de títulos. Curiosamente, todos os campeões da última década estarão no grid do próximo mundial.

Será que o finlandês campeão mundial de 2007 voltará ao patamar de competição que tinha na época em que faturou seu título? Acredito que ele não era grande problema em relação a isso. Comentei aqui que o caso dele é diferente de Michael Schumacher. O heptacampeão, além de já ter passado dos 40 anos, ficou um bom tempo inativo. Tudo isso, aliado a um carro que não era dos melhores do grid, refletiu no fraco desempenho que teve desde que retornou em 2010.

Difícil é acreditar que todos esses terão condição de brigar por vitórias em 2012. Se tivesse em estado febril, com infinitos devaneios, diria que sim. Afinal, todos esses seis homens sabem o que é andar na frente e vencer corrida e campeonatos. Por mais que tenham perdido o costume de subir no degrau mais alto do pódio – a flechada aqui vai em direção ao alemão Schumacher –, guiar é algo que não se esquece.

Naturalmente, pelo que apresentou nos dois últimos mundiais, Sebastian Vettel é o favorito em 2012. Para quem não lembra, a última vez que ele não ocupou a liderança do mundial foi após o Grande Prêmio do Brasil de 2010; sim, depois da corrida em Interlagos no ano passado!

O domínio incontestável da Red Bull em 2011 não ficará impune. As grandes escuderias já começaram a queimar seus neurônios para alcançar o estágio que os carros de Adrian Newey se encontram. A tríade a ser batida em 2012 é Newey, Sebastian Vettel e Christian Horner. Apesar de toda higiene, é comum as pulgas se encontrarem atrás das orelhas dos chefões das outras equipes. O que vai ter de gente construindo carros com a cara do RB7 em 2012...

Com ou sem cópia, a dupla campeã da McLaren continuará a ser a grande adversária dos touros vermelhos. Jenson Button e Lewis Hamilton têm a árdua tarefa de impedir o tricampeonato de Vettel.

Bicampeão, Fernando Alonso depende de uma Ferrari competitiva em 2012 para voltar a disputar o mundial. O caso de Schumacher é um pouco diferente: o heptacampeão parece ter perdido a mão nos “milagres” que costumava fazer na Benetton e nos primeiros anos de Ferrari. Sim, Schumi pode alcançar sua 92ª vitória na Fórmula 1 em 2012, mas, para isso, a Mercedes terá de estar tinindo!

A grande dificuldade de Raikkonen também será o equipamento. Não acho que levará mais do que três ou cinco GPs para voltar a ser competitivo. Mais do que isso, o finlandês precisará que a Lotus esteja nas mesmas condições de vitórias com Red Bull e McLaren. Pelo que apresentou em 2011, principalmente na segunda metade do mundial, fica difícil acreditar nisso. O Homem de Gelo poderá beliscar um ou mais pódios no ano que vem, mas brigar por vitória... Sei, não.

 Comentar (1)

Adeus, playoffs!

A Stock Car anunciou nesse fim de semana que o formato de disputa mudará para a próxima temporada. Em 2012, o campeão será o piloto que mais pontos acumular durante o campeonato; sem playoffs, sem descartes. Mais justo, mais sensato. O campeão será realmente o melhor do ano, e não de um determinado trecho do campeonato.

(Duda Bairros)

Não ficou muito claro se a competição no ano que vem terá novo sistema de pontuação. Certo, mesmo, é que o campeonato será com pontos corridos. Talvez a organizadora da categoria, que é a mesma que promove o campeonato de Marcas, adote uma pontuação diferente; ou uma pontuação que irá premiar com o dobro dos pontos os pilotos na última etapa, como acontece no Marcas.

A mudança foi motivada pela distorção que aconteceu em 2011. Melhor da primeira fase da competição, Thiago Camilo teve dois resultados ruins nas duas primeiras provas da superfinal e ficou de fora da disputa pelo título. Cacá Bueno foi avassalador nas quatro corridas dos playoffs, conquistando todas as poles e uma vitória – em Santa Cruz do Sul, o piloto do Red Bull número zero deveria ter sido declarado o vencedor, mas o regulamento da categoria ainda tem algumas deformações –, e foi o campeão.

Se o campeonato da Stock Car fosse por pontos corridos (com o mesmo número de pontos distribuídos em todas as provas), Cacá não teria chegado a seu tetracampeonato nessa temporada. Apesar dos resultados ruins nos playoffs, Thiago Camilo seria o campeão de 2011. O piloto do Ipiranga RCM número 21 teria conquistado o título com 154 pontos, um a mais do que Cacá. Mas como “se” nada vale... Lembro de algo que Emerson Fittipaldi sempre fala: “Se... Se... Não vence corridas de carros”.

Outra novidade a partir de 2012 será a abolição dos pit stop obrigatório para reabastecimento. A entrada nos boxes será, quando necessária, para troca de pneus.

A quarta Corrida do Milhão será disputada em 2012. Como nas edições anteriores, a milionária prova do automobilismo brasileiro terá forma e duração diferentes das outras provas do calendário. Não foi divulgado, mas a Corrida do Milhão deverá acontecer, mais uma vez, em Interlagos, que receberá a categoria em agosto pela segunda vez na temporada do ano que vem.

 Comentar (1)

E o mistério continua

Agora pouco a Williams confirmou que Pastor Maldonado fará sua segunda temporada pela equipe em 2012. O venezuelano, que conta com o apoio dos petrodólares da PDVSA, estará num dos cockpits do time de Woking, que no próximo mundial contará com os motores Renault. A Williams também bateu o martelo para Valtteri Bottas, que se destacou nos testes para novatos no final dessa temporada. O jovem finlandês será o piloto reserva da escuderia.

No comunicado, Frank elogiou o pupilo campeão da GP2 no ano passado. De acordo com o chefão da Williams, “Pastor provou este ano que não é apenas rápido, mas também é capaz de manter um ritmo de corrida consistente e forte”. E não parou por aí. Frank disse que “Pastor tem sido responsável por todas as incursões do FW-33 nos Q3 em 2011”. É... O venezuelano está com moral com o chefe!

(Formula 1 Website)

E o suspense continua. A Williams não divulgou nem uma sílaba sobre o piloto que será companheiro de Maldonado. “Iremos anunciar a identidade do piloto no devido tempo”, limita-se a nota.

Se Frank ficou satisfeito com o rendimento de Maldonado nas classificações, acredito que ele esteja feliz, também, com o desempenho de Rubens Barrichello. Afinal, o veterano brasileiro fez 10x9 no jovem venezuelano nos duelos de companheiros de equipe nos grids de 2011.

O comunicado deixa uma pista sobre o outro piloto titular. Em determinado trecho, a nota diz que “Valtteri vai participar de uma sessão de sexta-feira em 15 GPs no ano que vem e que, provavelmente, um piloto mais experiente irá assumir o carro no restante do fim de semana de corrida”. Pode ser blefe, mas a silhueta desse competidor tem a forma de Rubinho. Sutil? Sim, Adrian tem experiência, mas bem menor do que a acumulada pelo brasileiro em 19 anos de categoria.

 Comentar (2)