Arquivo de March 2012

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Abre o olho, Interlagos!

Em época de chatíssimos circuitos na Fórmula 1, uma boa notícia para quem é adepto de pistas tradicionais ou seletivas ou desafiadoras; ou as três características ao mesmo tempo! A França está muito perto de anunciar o retorno do circuito de Paul Ricard ao calendário da categoria a partir de 2013. Porém, a notícia não é inteiramente boa. A pista francesa fará revezamento com a tradicional Spa-Francorchamps.

Os rumores de que Paul Ricard poderia voltar intercalando ano a ano com Spa-Francorchamps começaram em meados de 2011, conforme escrevi aqui na época.

Vamos combinar? Não gostei. É claro que sou favorável ao circuito da região de Le Castellet, mas ficar sem a pista belga... É de doer o coração, principalmente se pensarmos que Sepang, Marina de Yas, Xangai e outras maravilhas modernas continuarão no mundial de F1.


A despedida de Paul Ricard da Fórmula 1 foi em grande estilo: em 1990, vitória de Alain Prost, que na época guiava pela Ferrari. Depois disso, o Grande Prêmio da França mudou de endereço e passou para Magny-Cours. Nessa pista francesa, a F1 ficou até a vitória de Felipe Massa, em 2008.

Com pilotos franceses no grid (Romain Grosjean, na Lotus, Jean-Éric Vergne, na Toro Rosso, e Charles Pic, na Marussia), era mais do que natural que a França voltasse ao calendário da F1. Sempre fui favorável ao retorno do país, mas nunca me agradou a ideia de fazer o tal revezamento com a Bélgica.

Corre por aí que os franceses pagarão algo em torno de € 20 milhões para sediar um Grande Prêmio. Meu receio é que isso vire uma epidemia e que Suzuka (que já se ausentou da F1 nos últimos anos), Silverstone e Interlagos passem pela mesma situação. É melhor Interlagos e nossos irmãos japoneses e ingleses abrirem os olhos! Estou um pouco mais tranquilo em relação à Monza apenas porque os italianos, há dois anos, renovaram o contrato do autódromo até 2016.

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Montadoras na pista

Faltando pouco menos de um mês para a corrida de abertura, o campeonato brasileiro de Marcas apresenta algumas novidades para a temporada 2012. A boa notícia é que mais montadoras estarão no grid nesse ano, Além de Chevrolet, Honda e Ford, Toyota e Mitsubishi entram de cabeça na categoria.

(Bruno Terena)

Na Chevrolet, uma coisa é certa: o Astra dará lugar ao Cruze. Outra, no entanto, ainda não foi oficializada: o campeão Thiago Camilo ainda não garantiu sua permanência no time de Carlos Alves, que compete com Chevrolet.

No bate-papo que tive com Thiago Camilo, ele me contou que sua prioridade é continuar na categoria e no time que lhe ajudou a conquistar o título. “A primeira opção é continuar com o Carlão [Alves], pois já conheço toda estrutura da equipe e me dou muito bem com todos. Além disso, fomos campeões no ano passado”, contou Camilo. Porém, se por acaso não se acertar com Carlos Alves, o piloto não descarta uma mudança de time. Thiago me confidenciou que já teve conversas preliminares com o Bassani, que compete de Corolla, e com Maurício Ferreira, que disputa a categoria com Civic.

(Carlos Alvim)

Até agora, a única certeza de Carlos Alves é a permanência do piloto Galid Osman.

Honda e Ford continuam com seus modelos: Civic e Focus. A Toyota, que agora é marca oficial no campeonato – isso significa que conta com o apoio da fábrica –, continua com o Corolla e a Mitsubishi entra com o Lancer.

Apesar de ainda não haver conformação, alguns pontos são certos em 2012. A começar pela equipe Officer ProGP. Duda Pamplona estará com a Mitsubishi, trocando o Focus pelo Lancer.

Duda me contou que está tudo caminhando para um acerto com Fabinho Fogaça, que fez ótimas corridas na equipe no ano passado. Apesar da forte ligação do pai de Fabinho com a Ford – Djalma Fogaça é o grande nome da montadora, inclusive com participação da fábrica na Fórmula Truck –, não haverá problema de o jovem e rápido piloto estar de Mitsubishi na temporada 2012 do Marcas.

(Luca Bassani)

A outra vaga, no entanto, ainda está em aberto. Duda me disse que sua primeira opção é Ricardo Maurício, que competiu as últimas baterias de 2011 para a Officer ProGP. Porém, nada está certo; ainda.

Outra equipe que estará de Mitsubishi é a Serra Motorsport. O time liderado por Chico Serra troca o Civic pelo Lancer.

Se realmente tudo isso for confirmado, não tenho dúvida de que o campeonato ficará ainda melhor nesse ano. Em 2011, eram seis Chevrolet Astra, seis Honda Civic, quatro Toyota Corolla, sem apoio da fábrica, e quatro Ford Focus. Em 2012, serão dez equipes, vinte carros, distribuídos por cinco montadoras; um maior equilíbrio que promoverá disputas mais acirradas das fábricas.

Lembro que esse equilíbrio de duas equipes para cada montadora não é fruto do acaso. A Vicar, que organiza a competição, define quais times irão receber cada carro. Só para lembrar, o Marcas passará por Jacarepaguá em junho. Confira o calendário da categoria:
22 de abril: São Paulo
10 de junho: Brasília
24 de junho: Rio de Janeiro
22 de julho: Curitiba
23 de setembro: Velopark
28 de outubro: Tarumã
18 de novembro: Londrina
2 de dezembro: Curitiba

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Novo calendário do GT Brasil confirma etapa em Jacarepaguá

Uma boa notícia para o nosso amado autódromo de Jacarepaguá. O campeonato brasileiro do GT Brasil anunciou mudanças em seu calendário. As mudanças foram motivadas pelo racha que houve na categoria e com o consequente surgimento de um novo campeonato de endurance.


A temporada 2012 do GT Brasil, que teve seu início adiado por causa de tramites da vinda de novos modelos, como o BMW Z4 e o Lamborghini Gallardo LP600+. Agora, a competição começa para valer nos dias 21 e 22 de abril em Santa Cruz do Sul.

Ao contrário do ano passado, a categoria não irá fazer a preliminar da São Paulo Indy 300, nas ruas do Anhembi. Outra mudança foi a entrada do autódromo do Rio de Janeiro no calendário – anteriormente, não havia previsão de prova da categoria em Jacarepaguá.

Outra novidade é a inclusão de uma etapa em Cascavel. Porém, a etapa não está confirmada, já que depende da conclusão de reformas no circuito paranaense. O calendário 2012 do GT Brasil é esse:
22 de Abril: Santa Cruz do Sul
27 de Maio: Curitiba
24 de Junho: Interlagos
22 de Julho: Rio de Janeiro
2 de Setembro: Salvador
14 de Outubro: Campo Grande
28 de Outubro: Guaporé
18 de Novembro: Cascavel
16 de Dezembro: Interlagos

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Sem tempo para comemorar

Depois da vitória de Helio Castroneves no Grande Prêmio de São Petersburgo, abertura do campeonato de Fórmula Indy, o tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis não teve tempo nem para comemorar. No próximo domingo, a categoria volta a se reunir para a disputa do GP do Alabama, no circuito misto de Barber Park. Os favoritos à vitória na pista de 3,8 quilômetros e com 17 curvas continuam sendo Penske e Ganassi.

O circuito do Alabama traz boas recordações para os brasileiros, principalmente para Helinho, que subiu no degrau mais alto do pódio dessa corrida em 2010. Ano passado, o triunfo ficou com Will Power, mitificando a Penske como única equipe a vencer naquele circuito.

Apesar do domínio da Penske na pista, não é inteligente descartar os carros de Chip Ganassi. Em 2011, Dario Franchitti terminou a corrida em terceiro lugar, alguns segundos atrás do companheiro de time, Scott Dixon, que terminou a prova colado na caixa de câmbio de Will Power. A segunda colocação do neozelandês foi repetição do resultado que ele havia conquistado em 2010.

Prontas para surpreender, Andretti e KV buscam um lugar no pódio. Olho em Tony Kanaan, Rubens Barrichello, Ryan Hunter-Reay, Marco Andretti e James Hinchcliffe. Talvez esteja sendo otimista, mas gostaria de ver um desempenho melhor dos motores Lotus, que ficaram a desejar na primeira etapa de 2012. Sebastian Bourdais, Simona de Silvestro, Oriol Servià, Alex Tagliani são os principais nomes que são empurrados pelo Lotus.

Você é mais um que acha que a hora não passa e o dia da corrida não chega? Pois bem, aqui está um aperitivo: uma volta virtual no circuito de Barber. Confira!

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Um super-herói; um supercampeão

Não tenho dúvida de que passou pela cabeça de Helio Castroneves homenagear Dan Wheldon caso vencesse o Grande Prêmio de São Petersburgo, no domingo passado. Depois que recebeu a quadriculada, Helinho ratificou sua fama de Homem Aranha. E nada melhor do que escalar a grade com o nome do companheiro que morreu na última etapa da Fórmula Indy do ano passado. A emoção foi grande não só para quem acompanhou a comemoração pela vitória e a homenagem ao inglês, mas também do piloto brasileiro. Os cliques estão no site do amigo e competente jornalista, Américo Teixeira Jr.







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Felipe Massa dura até Interlagos?

A vitória de Fernando Alonso no Grande Prêmio da Malásia de Fórmula 1 não chegou a ser uma zebra. Antes do GP, diria improvável; depois da quadriculada, mágica!

Fernando Alonso levou o problemático F2012 à vitória, que pouquíssimos achavam que seria possível – talvez apenas o clã dos mais fanáticos tifosi. É claro que a sorte (leia-se chuva e erro de Sérgio Pérez) deu uma ajudinha ao bicampeão, mas isso não tira nem um pouco o brilho de sua vitória.

(Formula 1 Website)

O asturiano é um talento diferenciado; guia como poucos. Vale cada centavo que a Ferrari investe nele. E valerá quanto ele pedir. Depois das sessões da pré-temporada, ninguém iria acreditar que a Ferrari iria liderar o mundial de pilotos após duas corridas; nem mesmo o tifosi número 1 da equipe de Maranello.

O triunfo de Alonso em Sepang salvou a carreira de muita gente – refiro-me, aqui, a Stefano Domenicali e toda trupe –, com exceção de um: Felipe Massa. O brasileiro, que começou a temporada sob forte pressão por bons resultados, tem decepcionado. Depois do abandono na Austrália, Massa terminou a prova malaia à frente apenas das nanicas Caterham, Marussia e Hispania. Muito pouco, inclusive se lembrar que seu companheiro de equipe venceu o GP.

Não fosse sua boa relação com os italianos, eu estaria certo de que Felipe Massa teria seu contrato rescindido antes mesmo do final desse ano. Há um respeito muito grande do pessoal de Maranello por Felipe. Mas, vamos combinar? A Fórmula 1 é movida não só por motores, mas, também, por dinheiro; muito dinheiro. Com um F2012 fraquíssimo e um piloto que não consegue figurar na zona de pontuação, ficará difícil segurá-lo por lá.

O mundial de construtores envolve premiação e, do jeito que está, a Ferrari corre o risco de perder a “medalha de bronze” conquistada em 2011. O espanhol faz milagres, mas não consegue repetir a divindade em toda corrida; ele estaria praticamente sozinho para defender a escuderia contra a Lotus, em franca evolução, e a Mercedes, que está forte, mas sem ritmo de corrida. Esses dois times poderão deixar a equipe vermelha para trás no campeonato de construtores.

Por causa do bom trânsito que existe entre Ferrari e Sauber, existe a possibilidade de haver uma troca antes do final desse campeonato. Caso isso venha a acontecer, Felipe, que já defendeu a Sauber no início de sua carreira, passaria a ser companheiro de equipe de Kamui Kobayashi, enquanto que Sérgio Pérez iria aprender a não errar com Fernando Alonso. Com um professor desse quilate, o talentoso mexicano não iria demorar muito para ficar tinindo!

Nunca escondi minha torcida por Felipe Massa, mas, como jornalista, devo ser imparcial. É fato que o brasileiro está em queda livre em 2012. Temo que ele seja substituído ainda nesse mundial, o que seria uma atitude justa pelos motivos que mencionei acima. Não acredito numa virada de jogo do brasileiro. Felipe está machucado psicologicamente e esportivamente. Os dias de Felipe Massa na Ferrari estão contados.

(Formula 1 Website)

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Helinho Castroneves vence na abertura da F-Indy

Se Fernando Alonso foi espetacular ao vencer o Grande Prêmio da Malásia de Fórmula 1, Helio Castroneves foi sensacional na corrida de abertura da Fórmula Indy, em São Petersburgo. O brasileiro da Penske não perdeu contato com os líderes durante a primeira metade da prova e foi precisamente agressivo na segunda metade da corrida, principalmente nas últimas 25 voltas.

(Indy Car Website)

O Homem Aranha, que executou uma estratégia de duas paradas para reabastecimento e troca de pneus, alcançou sua 26ª vitória na categoria, sendo o único piloto em atividade a vencer mais de uma vez nas ruas de São Petersburgo nas últimas oito corridas na Florida. Essa foi a terceira vitória do tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis nesse circuito de rua. A última vitória de Castroneves, coincidentemente a última do Brasil na Indy, tinha sido em Motegi, em 2010.

O australiano Scott Dixon, da Ganassi, protagonizou a disputa com o Homem Aranha brasileiro. Dixon, que chegou a liderar a corrida, terminou em segundo. O pódio foi formado por Ryan Hunter-Reay, que mostrou que a Andretti está forte nesse início de campeonato.

A estreia de Rubens Barrichello, apesar de todo oba-oba que envolveu o brasileiro desde que confirmou sua participação na categoria, foi discreta. É claro que o resultado foi aquém da capacidade de Rubinho, mas é importante destacar que ele inicia uma nova fase em sua carreira. Novo carro, novas táticas... Tudo novo!

(Phillip Abbott)

Companheiro de Barrichello na KV, o brasileiro Tony Kanaan foi traído por um problema elétrico logo no início da corrida. Decepção maior foi Will Power. O australiano da Penske, que largou na pole-position, não conseguiu repetir na corrida o bom desempenho que teve nos treinos em São Petersburgo. Atual vice-campeão, Power terminou em quinto.

O atual campeão – tetracampeão –, Dario Franchitti, também esteve longe da disputa pela vitórias no circuito de rua. O escocês terminou numa tímida 13ª colocação.

Abaixo, as posições finais dos pilotos no GP de São Petersburgo de Fórmula Indy:
1. Helio Castroneves (Penske-Chevrolet)
2. Scott Dixon (Ganassi-Honda)
3. Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet)
4. James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet)
5. Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet)
6. Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda)
7. Will Power (Penske-Chevrolet)
8. EJ Viso (KV-Chevrolet)
9. Charlie Kimball (Ganassi-Honda)
10. Justin Wilson (Dale Coyne-Honda)
11. Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda)
12. Graham Rahal (Ganassi-Honda)
13. Dario Franchitti (Ganassi-Honda)
14. Marco Andretti (Andretti-Chevrolet)
15. Alex Tagliani (Lotus-Barracuda-Lotus)
16. Oriol Servià (Dreyer & Reinbold-Lotus)
17. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet)
18. Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet)
19. JR Hildebrand (Panther-Chevrolet)

Não completaram:
20. Mike Conway (AJ Foyt-Honda)
21. Sebastian Bourdais (Dragon-Lotus)
22. Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda)
23. Katherine Legge (Dragon-Lotus)
24. Simona de Silvestro (HVM-Lotus)
25. Tony Kanaan (KV-Chevrolet)
26. James Jakes (Dale Coyne-Honda)

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Cacá irretocável

O triunfo de Cacá Bueno na abertura do campeonato brasileiro de Stock Car ratificou sua condição de favorito em 2012. Acionando o botão push to pass, o tetracampeão tomou a ponta da prova em Interlagos antes mesmo da primeira curva e não foi incomodado até a quadriculada.

(Fernanda Freixosa)

Essa foi a 27ª vitória de Cacá na Stock Car, que havia vencido em Interlagos pela última vez em 2011. O carioca ainda é quarto maior vencedor da história da categoria, mas encostou em Chico Serra, que tem 33 triunfos. Os maiores vencedores são Ingo Hoffman, com 74 vitórias, e Paulão Gomes, com 40.

Na frente, Cacá guiou sem preocupação com adversários. O mesmo não posso escrever das demais posições. A disputa entre Daniel Serra, Thiago Camilo e Ricardo Maurício agitou a sétima volta. Serrinha tentou dar o bote sobre os dois de uma só vez, mas não conseguiu tomar a quinta posição de Ricardinho. Na volta seguinte, Daniel foi surpreendido por Camilo, que retomou a sexta colocação.

Empolgado com a manobra, Thiago partiu para cima de Ricardinho e Átila. Depois de fazer as ultrapassagens, colocou a vice-liderança da prova, que era de Allam Khodair, em sua alça de mira. Não demorou para o piloto do Ipiranga número 21 deixar o japonês voador para trás. O carro de Khodair estava nervoso e desgarrando em determinadas curvas. Naquele momento, os pneus de Allam já estavam demasiadamente desgastados.


No final da corrida, Ricardinho mostrou força e partiu para cima em busca das primeiras posições. Depois de deixar Atila Abreu, que fez grande corrida, para trás, o piloto do Eurofarma RC número 90 deu o bote sobre Khodair na antepenúltima volta. A reação de Allam não demorou. Mais alguns metros e Khodair retomou a terceira posição acionando seu push to pass.

A briga na pista era sensacional. Ricardo Maurício partiu novamente para cima de Allam Khodair e fez uma manobra de tirar o fôlego no final da reta oposta. Sem push to pass, Ricardinho usa o vácuo do SerGlass-Blau Vogel número 18, já com as borrachas muito desgastadas, para conquistar o direito de subir no pódio.

Lembro que, de acordo com o novo sistema de pontuação que passou a ser adotado nessa temporada, a vitória não é valorizada. O piloto vencedor recebe 22 pontos pela glória de subir no degrau mais alto do pódio. O segundo e terceiro colocados recebem 20 e 18 pontos, respectivamente. Por isso, a vantagem de Cacá na tabela não é grande. As equipes terão de trabalhar para, na próxima etapa, em Curitiba, impedir novo passeio do tetracampeão.

(Duda Bairros)

Abro parêntese para destacar a ótima corrida de Valdeno Brito. O piloto paraibano chegou em nono lugar após largar em 17º. Quem também fez boa corrida de recuperação foi Giuliano Losacco, que fez sua estreia na Bassani Racing. O bicampeão ganhou 12 posições na pista paulista. Melhor ainda foi Luciano Burti, que partiu da 27ª posição do grid e recebeu a quadriculada em 14ª colocação. Fecho parêntese.

Abaixo, a classificação final da corrida de abertura da temporada 2012 da Stock Car:
1. Cacá Bueno (Red Bull #0)
2. Thiago Camilo (RCM Ipiranga #21)
3. Ricardo Maurício (Eurofarma RC #90)
4. Allam Khodair (SerGlass-Blau Vogel #18)
5. Átila Abreu (Mobil Super/Pioneer AMG #51)
6. Daniel Serra (Red Bull #29)
7. Nonô Figueiredo (Mobil Super/Pioneer AMG #11)
8. Julio Campos (Metalatex Carlos Alves #4)
9. Valdeno Brito (Shell A.Mattheis #77)
10. Lico Kaesemodel (RCM Credipar #63)
11. Marcos Gomes (Medley Full Time #80)
12. Felipe Maluhy (Bassani #33)
13. David Muffato (Itaipava Boettger #35)
14. Luciano Burti (Itaipava Boettger #14)
15. Denis Navarro (Neoquímica Vogel #5)
16. Rodrigo Sperafico (Prati-Donaduzzi-Mico’s #19)
17. Galid Osman (BMC Full Time #28)
18. Giuliano Losacco (Bassani #9)
19. Pedro Boesel (Compra Fácil JF #88)
20. Xandinho Negrão (Medley Full Time #99)
21. Eduardo Leite (Bardahl Hot Car #37)
22. Diego Nunes (Bardahl Hot Car #16)
23. Tuka Rocha (BMC Full Time #25)
24. Max Wilson (Eurofarma RC #65)
25. Alceu Feldman (Shell A.Mattheis #7)
26. Ricardo Zonta (Linea Sucralose RZ #10)
27. Vitor Meira (Officer ProGP #6)
28. Ricardo Sperafico ((Prati-Donaduzzi-Mico’s #20)
29. Duda Pamplona (Officer ProGP #23)
30. Antonio Pizzonia (Compra Fácil JF #1)

Não completaram:
31. Rodrigo Navarro (Metalatex Carlos Alves #22)
32. Popó Bueno (Linea Sucralose RZ #74)

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Alonso é gênio

O que Fernando Alonso fez no molhado Grande Prêmio da Malásia de Fórmula 1 foi algo magnanimamente fantástico. Levar o F2012 para o pódio seria algo de outro planeta. Vitória? Impossível? E Alonso fez o impossível. Uma vitória (seu 28º triunfo na categoria) que já entrou para a história da F1. E o espanhol ainda fez mais. Deixou Sepang com a liderança do mundial após duas corridas, com cinco pontos de vantagem sobre o vice-líder, Lewis Hamilton, que tem 30 pts.


Sei que Alonso é um piloto fantástico, capaz de tirar algo do carro que muitos não conseguem. Confesso que meu queixo ficou caído por alguns minutos depois da quadriculada que o espanhol recebeu em Sepang.

Não menos sensacional, Sérgio Pérez aproveitou que a pista estava secando e pressionou Alonso na busca pela vitória e terminou o GP na segunda colocação. O mexicano da Sauber foi o 199º piloto da história da F1 a subir no pódio. Pérez só não venceu a corrida porque cometeu um erro a cinco voltas do fim no momento em que estava colado no espanhol da Ferrari.

A segunda posição de Pérez mostra o que já escrevi aqui desde a pré-temporada do mundial do ano passado. O mexicano é muito rápido e em pouco tempo estará numa equipe de ponta. O que Pérez fez na Malásia com a Sauber é algo simplesmente fantástico! O resultado mostrou um emocionado Peter Sauber, que não conteve as lágrimas. O último pódio da escuderia suíça foi no GP do Brasil de 2009.

(Formula 1 Website)

Segundos antes de escapar na curva, Sérgio recebeu instrução pelo rádio da equipe para pensar nos pontos. Como a Sauber usa motor Ferrari e a equipe de Maranello está, quer dizer, estava – graças a Fernando Alonso! – em crise, a atitude do engenheiro de Sérgio foi vista como um “tome cuidado. Precisamos desta posição”.

Pelo histórico da Ferrari, tudo é possível. Imagino o escândalo que seria se um carro com motor Ferrari desbancasse uma vitória da Ferrari. A crise iria se agravar e cabeças iriam rolar em Maranello.

(Formula 1 Website)

Pelo sim, pelo não, a instrução no ouvido do mexicano talvez tenha desconcentrado o piloto e, quem sabe, tenha sido responsável pelo erro que o piloto da Sauber cometeu. Haverá muita especulação se o erro foi voluntário ou não; fato é que Sérgio Pérez e Fernando Alonso foram protagonistas e fizeram uma corrida fantástica.

Com muita água no circuito de Sepang, a corrida foi interrompida na volta 9. A prova foi retomada quase uma hora depois, com Jenson Button cometendo um erro pouquíssimo comum em sua carreira. Bateu na traseira de uma Hispania e quebrou seu aerofólio, dando fim à sua chance de vitória na Malásia.

Diante dos fantásticos Alonso e Pérez, a favorita McLaren foi coadjuvante. Lewis Hamilton, mais uma vez, terminou em terceiro lugar.

E Sebastian Vettel, heim?! O alemão da Red Bull fazia discreta corrida ocupando a quinta posição até ter um furo no pneu, sendo obrigado a fazer uma parada nos boxes, minando sua presença na zona de pontuação.

Outra decepção em Sepang foi a Mercedes. Os carros prateados já mostraram força nas classificações, mas ainda não encontraram equilíbrio para desenvolver um bom ritmo de corrida.


Bruno Senna começou mal a corrida na Malásia. Depois da relargada, imprimiu um bom ritmo e teve respostas positivas do FW34. O brasileiro terminou a prova na sexta colocação. O resultado de Bruno foi melhor do que toda temporada de 2011 da Williams. O bom rendimento do carro de Pastor Maldonado na Austrália e a grande apresentação de Bruno na Malásia são demonstrações de que o FW34 tem potencial e pode melhorar ainda mais nesse mundial.

Se Bruno ficou feliz após a quadriculada, Felipe Massa não teve motivo para sorrir. O brasileiro lutou com o F2012 e terminou num insosso 15º lugar, ficando na frente apenas de Caterham, Marussia e Hispania. Com esse resultado, aliado à vitória de Fernando Alonso, a pressão sobre Massa vai aumentar; e muito!

Confira o resultado final do Grande Prêmio da Malásia de Fórmula 1, disputado numa molhada Sepang:

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Khodair garante pole na abertura da Stock Car

Nem Red Bull, nem Eurofarma RC. A pole-position para a etapa de abertura do campeonato brasileiro de Stock Car, em Interlagos, ficou com Allam Khodair. O japonês voador cravou 1min42s632 e deixou favoritos, como o tetracampeão Cacá Bueno e o campeão Ricardo Maurício, para trás. Numa categoria que é marcada pelo equilíbrio entre os ponteiros, Khodair colocou 0s182 em cima dos concorrentes. Essa foi a quinta pole de Allam na categoria.

(Fernanda Freixosa)

A equipe de Mauro Vogel mostrou grande evolução. Sem resultados que chamasse a atenção na pré-temporada em Curitiba, o time contou com o talento de Khodair para largar na frente nessa primeira corrida de 2012.

Os carros da Red Bull, de Andreas Mattheis, foram bem: Cacá, que inicia a luta pelo penta, está na primeira fila e o aniversariante do dia Daniel Serra (que completa 28 anos nesse sábado) fecha a segunda fila, tendo Ricardo Maurício ao seu lado. Serrinha busca o segundo triunfo consecutivo na categoria – ele foi o vencedor da última corrida de 2011. Não tenho dúvida de que Serrinha irá para cima em busca de seu objetivo.

Piloto do Ipiranga RCM, Thiago Camilo sempre esteve entre os primeiros em todos os treinos desse fim de semana. Na classificação, Camilo garantiu a sexta posição do grid, logo atrás de Nonô Figueiredo. Na última vez que Thiago competiu pela Stock Car em Interlagos, largou em sétimo e... Bem, todos lembram quem venceu a Corrida do Milhão de 2011, não é mesmo?.

Assim como Nonô, o companheiro de equipe Atila Abreu fez boa classificação; o piloto de Sorocaba irá largar na oitava posição. Vale registrar que apenas Red Bull e Mobil Super/Pioneer AMG colocaram seus dois carros entre os dez mais rápidos.

(Fernanda Freixosa)

Favorito em quaisquer circunstâncias, Max Wilson enfrentou problemas de tráfego e não teve sorte em suas voltas lançadas. O piloto do Eurofarma RC número 65, que foi o segundo mais rápido no último livre, vai largar em uma indesejada 25ª posição.

É claro que a chance maior de vitória de um piloto da Eurofarma RC na corrida que abre a temporada 2012 da Stock Car é de Ricardinho. O campeão de 2008 conhece bem a pista paulista e está na briga pela vitória. Porém, não é saudável descartar Max Wilson. No ano passado, ele teve um excelente desempenho em Interlagos, subindo no pódio da Corrida do Milhão.

Boa classificação de Duda Pamplona. O carioca da Officer ProGP foi para a super-pole e vai largar na nona posição do grid. Seu companheiro, Vitor Meira, que faz sua estreia na categoria, conseguiu apenas a 23ª posição.

(Carsten Horst)

Já que escrevi sobre estreias, Galid Osman foi o melhor novato na classificação. O piloto do BMC número 28 estará no 13º lugar do grid.

A Bassani Racing acertou sua participação e sua dupla de pilotos durante essa semana. Sem ter participado da pré-temporada na capital paranaense, o time, que está com os carros bem branquinhos, contará com o bicampeão Giuliano Losacco e Felipe Maluhy nas pistas em 2012.

Uma curiosidade que poderá fazer a diferença na corrida. Como todos sabem, a nova regra do push to pass permite a utilização desse sistema na classificação. A definição de quantas vezes o botão pode ser acionado é feita pela Vicar. Em Interlagos, os pilotos que tiverem optado pelo uso na classificação, poderão fazê-lo quatro vezes; as outras quatro poderão ser acionadas somente na corrida. Quem não solicitou o uso no treino que define o grid, poderá apertar o botão oito vezes durante a prova.

Na classificação, Alceu Feldmann, Lico Kaesemodel, Galid Osman, Rodrigo Navarro, Rodrigo Sperafico e Julio Campos acionaram o push to pass. Assim, eles só terão mais quatro acionamentos para a corrida.

Confira o grid para a primeira corrida da temporada 2012 da Stock Car:
1. Allam Khodair (SerGlass-Blau Vogel #18): 1min42s632
2. Cacá Bueno (Red Bull #0): 1min42s814
3. Ricardo Maurício (Eurofarma RC #90): 1min42s865
4. Daniel Serra (Red Bull #29): 1min43s119
5. Nonô Figueiredo (Mobil Super/Pioneer AMG #11): 1min43s124
6. Thiago Camilo (RCM Ipiranga #21): 1min43s180
7. Julio Campos (Metalatex Carlos Alves #4): 1min43s183
8. Átila Abreu (Mobil Super/Pioneer AMG #51): 1min43s215
9. Duda Pamplona (Officer ProGP #23): 1min43s226
10. David Muffato (Itaipava Boettger #35): 1min43s786

11. Tuka Rocha (BMC Full Time #25)
12. Lico Kaesemodel (RCM Credipar #63)
13. Galid Osman (BMC Full Time #28)
14. Rodrigo Sperafico (Prati-Donaduzzi-Mico’s #19)
15. Popó Bueno (Linea Sucralose RZ #74)
16. Marcos Gomes (Medley Full Time #80)
17. Valdeno Brito (Shell A.Mattheis #77)
18. Felipe Maluhy (Bassani #33)
19. Ricardo Zonta (Linea Sucralose RZ #10)
20. Ricardo Sperafico ((Prati-Donaduzzi-Mico’s #20)
21. Antonio Pizzonia (Compra Fácil JF #1)
22. Denis Navarro (Neoquímica Vogel #5)
23. Vitor Meira (Officer ProGP #6)
24. Diego Nunes (Bardahl Hot Car #16)
25. Max Wilson (Eurofarma RC #65)
26. Alceu Feldman (Shell A.Mattheis #7)
27. Luciano Burti ((Itaipava Boettger #14)
28. Xandinho Negrão (Medley Full Time #99)
29. Eduardo Leite (Bardahl Hot Car #37)
30. Giuliano Losacco (Bassani #9)
31. Pedro Boesel (Compra Fácil JF #88)
32. Rodrigo Navarro (Metalatex Carlos Alves #22)

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Hamilton crava pole em domínio da McLaren na Malásia

A McLaren mostrou que é a equipe a ser batida nesse início de campeonato mundial de Fórmula 1. Pela segunda vez em duas classificações, Lewis Hamilton é o mais rápido. O campeão mundial de 2008 cravou 1min36s219 e vai largar na frente do GP da Malásia, em Sepang. Essa foi a 21ª pole de Hamilton na F1.

(F1 website)

Vencedor da prova de abertura, Jenson Button estará na primeira fila ao lado de seu companheiro de equipe. O campeão de 2009 tirou a segunda posição de Michael Schumacher nos últimos instantes da classificação.

A Mercedes também estará forte em Sepang. Resta saber se os W03 terão bom ritmo de corrida para acompanhar os bólidos de Woking. Se conseguir isso, são candidatos à vitória. Melhor para o heptacampeão Schumacher, que estará na segunda fila, na terceira posição de largada.

(Formula 1 Website)

A Lotus mostrou mais uma vez que é um carro bem nascido. Até mesmo Romain Grosjean tem andado bem; com um bom carro, as coisas ficam mais fáceis.

Mesmo sem ritmo de F1, já que ficou afastado da categoria por dois anos, Kimi Raikkonen andou bem na classificação em Sepang. Após ficar na ponta do Q2, o campeão de 2007 terminou o Q3 na quinta posição. Porém, o finlandês perdeu cinco posições de largada. Kimi trocou o câmbio de seu E20 na sexta-feira e, pelo regulamento, recebe a punição.

(Formula 1 Website)

Um dos beneficiados pela perda de posições de Kimi foi Sebastian Vettel. O bicampeão passa para a quinta posição e largará no lado mais limpo da pista. Com um carro não tão rápido quanto McLaren e Mercedes, Vettel acelerou seu RB8 no Q3 com pneus duros e poderá surpreender em Sepang. Poucos acreditavam nele depois da classificação em Melbourne e ele beliscou um pódio.

Na Ferrari, o clima não anda bom. Felipe Massa se digladiando com o F2012 e penando para disputar o Q2. Fernando Alonso ainda consegue chegar ao Q3, mas não entra na disputa direta pela pole. Lamentável esse início de campeonato da Ferrari.

(Formula 1 Website)

Abro parêntese para Bruno Senna. O brasileiro da Williams passou de raspando para o Q2. O brasileiro quase sucumbiu no Q1; isso só não se tornou realidade por causa de um erro que Jean-Erick Vergne cometeu com sua Toro Rosso. Já no Q2, Bruno melhorou um pouquinho seu desempenho e garantiu o 13º lugar do grid. Fecho parêntese.

Seu companheiro na Williams, Pastor Maldonado perdeu grande oportunidade de conquistar um bom lugar no grid em Sepang. O venezuelano errou no Q2 e passeou na grama malaia. A escapada atrapalhou os planos de Maldonado, que vai largar em 11º lugar.

Pela primeira vez na temporada, os 24 carros estarão no grid. Os dois HRT conseguiram ficar dentro da regra dos 107%. Talvez fosse melhor os carros espanhóis terem ficado de fora. Não há muito que as Hispania fazer em Sepang.

Bom lembrar que Heikki Kovalainen, assim como Raikkonen, perdeu cinco posições de largada. A diferença é que o compatriota do campeão de 2007 recebeu a punição por conta de uma ultrapassagem sobre Sebastian Vettel sob intervenção do Safety Car na prova de abertura, na Austrália.

Confira o grid para o Grande Prêmio da Malásia de F1:
1. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min36s219
2. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min36s368
3. Michael Schumacher (Mercedes): 1min36s391
4. Mark Webber (Red Bull- Renault): 1min36s461
5. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault): 1min36s634
6. Romain Grosjean (Lotus-Renault): 1min36s658
7. Nico Rosberg (Mercedes): 1min36s664
8. Fernando Alonso (Ferrari): 1min37s566
9. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari): 1min37s698
10. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault): 1min36s461 * punição
11. Pastor Maldonado (Williams-Renault)
12. Felipe Massa (Ferrari)
13. Bruno Senna (Williams-Renault)
14. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
15. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari)
16. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
17. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
18. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
19. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
20. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
21. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
22. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
23. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)
24. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault) * punição

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Razia vence na abertura da GP2

O piloto brasileiro Luiz Razia começou a temporada 2012 da GP2 com o pé direito; e com subida ao degrau mais alto do pódio. O piloto da Arden, que inicia sua quarta temporada na categoria, venceu a primeira corrida do fim de semana em Sepang, na Malásia. Essa foi a terceira vitória de Razia na GP2.


O brasileiro assumiu a ponta logo na largada, após deixar o pole-position Davide Valsecchi para trás. Depois da primeira curva, Razia só foi visto no pódio. É verdade que perdeu a enorme vantagem nas voltas finais, mas certamente administrou muito bem a prova e esteve com a vitória na mão durante todo tempo.

Outro destaque da corrida também foi brasileiro. O estreante Felipe Nasr, campeão da Fórmula 3 Inglesa do ano passado, fez ótima corrida de recuperação. Depois de largar em 10º, o brasileiro da Dams recebeu a quadriculada na sexta posição.

A participação de Razia e Nasr nessa corrida pôs fim a um incômodo jejum. A última vez em que dois brasileiros pontuaram na GP2 foi em 2010. Na primeira corrida daquele fim de semana em Mônaco, Alberto Valério terminou em quinto, enquanto que Razia foi o sétimo.




O saldo dessa corrida foi positivo para os brasileiros. Para Luiz Razia, uma vitória. E nada a ser comentado, já que o resultado traduz sua importância. Para Felipe Nasr, um excelente prenúncio, já que foi a primeira vez que o brasiliense competiu na pista da Malásia e com um carro com potência muito maior do que ele estava acostumado em tempos de F3. Ambos estão no caminho de sucesso em 2012.


Atualizado às 11h02min de 25 de março de 2012: Na segunda corrida do fim de semana, teve bandeira brasileira no pódio. Felipe Nasr terminou em tercero lugar. Com a quinta colocação nessa segunda bateria, Razia assumiu a liderança da competição, com 31 pontos. O baiano é seguido pelo italiano Davide Valsecchi, com 24 pontos, o inglês James Calado, com 19, o mexicano Esteban Gutierrez, 18, e Felipe Nasr, com os mesmos 18.

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Supremacia de McLaren e Mercedes nos livres em Sepang

Os primeiros treinos livres para o Grande Prêmio da Malásia reafirmaram o domínio dos motores Mercedes. A McLaren liderou as duas sessões com Lewis Hamilton. O campeão de 2008 registrou o melhor tempo do dia na primeira sessão, depois de completar uma volta com pneus duros em 1min38s021. No segundo treino, com pneus macios, o inglês não conseguiu baixar sua marca.

(Formula 1 Website)

A equipe Mercedes mostrou força nos livres mais uma vez. Nas duas sessões, colocou seus dois carros entre os quatro mais rápidos. O time alemão de Ross Brawn é o principal adversário das McLaren na classificação desse fim de semana.

No bolo da frente, Jenson Button terminou o dia com a terceira melhor marca – o vencedor da corrida da Austrália fez 1min38s535.

A vida na Red Bull não tem sido fácil em 2012. Os touros vermelhos já não têm o domínio que possuíam em 2011. Mesmo assim, Sebastian Vettel é um piloto daqueles que costuma tirar coelho da cartola. O bicampeão se meteu entre os carros de motor Mercedes na sessão da manhã e foi superado por Hamilton por apenas 0s514. Na segunda sessão, o alemão da Red Bull não conseguiu repetir a boa performance do treino anterior e ficou com a décima melhor marca.

(Formula 1 Website)

Da mesma forma, Mark Webber foi tímido nesses dois treinos. O australiano não conseguiu nada melhor do que a sétima posição. Falta força no Renault dos touros vermelhos.

Mal os motores começaram a roncar em Sepang, veio o prenúncio de um fim de semana muito difícil para a equipe de Maranello. Depois de ter ficado com a 15ª marca na manhã, o bicampeão Fernando Alonso melhorou e pulou para a sexta posição. Ainda assim, tempo muito aquém do que se espera de uma Ferrari.

Chassi novo, problemas velhos. Essa foi a tônica de Felipe Massa nesse primeiro dia de treinos na pista malaia. O brasileiro ocupou posições intermediárias nas duas sessões (13º lugar na primeira e 16º na segunda) e mostrou que o pódio ainda é um sonho distante.

(Formula 1 Website)

A Lotus mostrou evolução. Apesar de Kimi Raikkonen ter ficado em 15º na segunda sessão, é importante lembrar que o campeão de 2007 ficou com a sétima melhor marca na manhã malaia. Nessa mesma sessão, seu companheiro, Romain Grosjean, ficou em quinto.

A Williams, que teve um começo de campeonato animador com o bom rendimento do FW34 de Pastor Maldonado em Albert Park, parece que está no caminho certo para deixar o fundo do pelotão. O venezuelano, que foi mais rápido do que o brasileiro Bruno Senna, ficou em 11º na segunda sessão livre.

Confira os pilotos mais rápidos do segundo treino livre em Sepang, na Malásia:

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Estratégias da véspera

Toda estrutura começou a ser montada no autódromo de Interlagos, palco da etapa de abertura do campeonato brasileiro de Stock Car. A temporada da categoria traz novidades que certamente irão mexer com as estratégias das equipes.

Com as alterações a respeito do reabastecimento e utilização do push do pass, os times terão de pensar em novas táticas para vencer corridas. É claro que os planos das equipes são traçados antes mesmo dos primeiros livres e executados (e, caso necessário, modificados) durante o fim de semana.

Nessa temporada, o botão push to pass, que libera maior cavalagem aos já selvagens motores de 520 HP, poderão ser acionados durante a classificação em cada etapa. Porém, a Vicar, que organiza a categoria, definirá quantas vezes o sistema poderá ser acionado por fim de semana; ou seja, se o piloto apertar o botão uma vez no treino que define o grid, terá um acionamento a menos durante a corrida.

Por falar em corrida, as provas da Stock Car serão mais curtas em 2012. Com o reabastecimento proibido depois da largada – os tanques de etanol, agora, terão capacidade de 100 litros –, as provas terão 40 minutos. Isso contribuirá, em parte, para que os pilotos sejam mais agressivos durante as corridas. É claro, que a agressividade está diretamente ligada ao desgaste de pneus. Por isso, o equilíbrio entre ser competitivo, ir para cima e economizar pneus será fundamental para alcançar um bom resultado depois da quadriculada.

(Duda Bairros)

Outra novidade é o lacre. O piloto do Eurofarma RC número 90, Ricardo Maurício, que liderou três dos quatro treinos coletivos na pré-temporada, explicou que os lacres no capô dianteiro e na tampa traseira serão colocados nos dez carros mais rápidos da classificação após a definição do grid. Devidamente lacrados, os tais dez carros ficarão isolados num parque fechado até o dia seguinte. O campeão de 2008 contou que os lacres só podem ser retirados se algo emergencial necessitar ser feito em algum carro; isso tudo, sempre, ao lado de um fiscal.

Não gostei dessa decisão da organização, já que não envolve todos os competidores. Em outras palavras, a regra limita que os carros de dez pilotos não sejam mexidos depois da classificação, liberando os outros a fazer o que bem entenderem. Independente de o piloto ser rápido ou não, todos deveriam ser tratados da mesma forma. Sou contra a permissão dada a um competidor para poder fazer um ajuste, enquanto que outro é proibido apenas porque foi mais rápido do que seu concorrente.

Por causa do tal lacre, os pilotos classificados para o Q2 terão de buscar uma espécie de acerto misto para cada etapa, focando um bom comportamento na classificação e na prova. Se o carro estiver muito agressivo no treino de definição do grid, o piloto corre o risco de ficar com os pneus muito desgastados para a corrida. Apesar de o regulamento não prever qualquer proibição de troca de pneus, a opção por esse tipo de pit stop é descartada por dez entre dez pilotos. Com uma corrida mais curta – como escrevi, as provas terão 40 minutos –, parar nos boxes para troca de pneus não é uma opção aconselhável para quem luta por vitórias.

Por fim, a Stock Car não seguirá o sistema de playoffs. Em 2012, o campeão será o piloto que mais pontos colecionar durante o ano. Medida justa e que premia o piloto mais competitivo e regular.

Um detalhe que não gostei nessa informação: na última etapa, a pontuação será dobrada. O vencedor, ao invés dos 22 pontos da vitória, receberá 44. Já o segundo, que durante o ano seria merecedor de 20, ganhará 40. Isso promove a emoção do campeonato, porém, pode tirar o título de um piloto por conta dessa pontuação diferenciada. Digamos que um piloto que estiver na liderança do campeonato chegue a Brasília (última etapa) com 20 pontos de vantagem sobre o vice-líder. Suponhamos que na prova na capital federal, esse mesmo piloto abandone a corrida. Se o vice-líder terminar a prova em décimo, ele ultrapassará o adversário e será campeão. Se a pontuação não fosse dobrada na última corrida, o vice-líder iria precisar da vitória para conquistar o título.

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Para evitar os erros do passado

Há quase um ano, um terrível acidente na Curva do Café, no autódromo de Interlagos, levava Gustavo Sondermann. O piloto, que competia na Copa Montana – uma espécie de categoria de acesso à Stock Car –, não resistiu aos ferimentos de uma batida em “T”.

Poucos meses depois, o piloto Tuka Rocha sobreviveu a um chocante acidente na reta dos boxes do autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. O carro de Tuka sofreu um incêndio que rapidamente tomou conta do cockpit, obrigado o piloto a saltar do carro ainda em movimento.

Para 2012, os carros são mais protegidos. A estrutura tubular dos carros foi reforçada a partir de estudos de impactos laterais. Esses reforços estão planejados nas pontas laterais da gaiola para absorver a força das batidas em “T”.

Outro ponto interessante são os bancos que serão utilizados nessa temporada. Será adotada uma espécie de cockpit dentro do cockpit. Os pilotos ficarão muito mais protegidos – corpo e cabeça. A nova peça, feita em resina e manta de fibra de carbono de 30 milímetros, é produzida com o objetivo de limitar o movimento lateral do capacete do piloto. Infelizmente, os novos bancos não estarão nos carros nesse fim de semana em Interlagos. A estreia dos novos bancos deverá ocorreu na terceira ou quarta etapas.

Para evitar que incêndios se propaguem com facilidade, os carros são revestidos de kevlar, que reduz o risco de propagação do fogo. As peças em fibra passam a receber uma camada de tinta antichamas.

Para evitar situações similares como a de Tuka Rocha em Jacarepaguá, a abertura das portas é feita de forma mais fácil. Depois de destravada, o piloto contará com um amortecedor na porta para sustentá-la aberta depois de ter sido empurrada.

(Bruno Turano)

Os carros da Stock Car que estarão nas pistas de 2012 também trazem uma novidade nos para-brisas: as peças terão duas lâminas de vidro recheadas com policarbonato.

Espero que os carros realmente estejam mais seguros. Automobilismo é esporte de risco; mas isso não significa que a segurança deve ficar em segundo plano.

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Há 30 anos, Piquet ganhava, mas não levava

Em tempos de escassez de vitórias brasileiras na Fórmula 1, nada melhor do que lembrar os ídolos que fizeram história na categoria. Há 30 anos, no dia 21 de março de 1982, Nélson Piquet vencia pela primeira vez o Grande Prêmio do Brasil de F1. Foi o famoso ganhou, mas não levou.

A vitória foi tão comemorada que a euforia tomou conta do país; principalmente do Rio de Janeiro, Nascido na cidade, Nélson alcançava sua primeira vitória no GP do Brasil (praticamente) em casa. Alguém lembra a publicidade dessa empresa de seguros divulgada na época?


A desclassificação da Brabham de Piquet, que cruzou a linha de chegada em primeiro, e a Williams de Keke Rosberg, que chegou em segundo, gerou muita confusão ao não menos confuso regulamento da época.

As regras previam que o peso mínimo dos carros era obtido com os reservatórios de água e óleo cheios. Por causa do consumo durante os GPs, o regulamento determinava que os times pudessem completar os tais reservatórios com os respectivos líquidos depois das corridas e antes da pesagem.

Foi justamente aí que algumas escuderias trabalharam para obter o milésimo de vantagem e superar seus adversários. Brabham e Williams, que não tinham motores turbo, desenvolveram bólidos de 30 a 40 quilos mais leve que os carros com propulsores turbo, como Renault e Ferrari. Além dos reservatórios que citei acima, os times com motores aspirados tinham tanques de água para, de acordo com essas equipes, resfriarem os freios. A mangueira que esses recipientes tinham era mero enfeite.


Com esse tanque vazio, o carro ficava mais leve. Depois da quadriculada, como o regulamento permitia, os recipientes eram cheios e o carro ia para pesagem. A briga pela desclassificação durou muito tempo e acirrou a briga entre Bernie Ecclestone, que na ocasião era dono da Brabham, e Jean-Marie Balestre.

No final da contas, Alain Prost, que terminou na terceira colocação, herdou a vitória. Aquela foi o primeiro triunfo do francês no Brasil. Prost voltaria a vencer o GP do Brasil em 1984, 1985, 1987, 1988 e 1990.

Confira os melhores momentos desse histórico Grande Prêmio, que continua vivo na memória de cada torcedor brasileiro.

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Começo difícil

Realmente não gostaria de estar na pele de Felipe Massa. O ferrarista vive a temporada de maior pressão que um piloto brasileiro já passou na Fórmula 1. Questionado antes mesmo do início do mundial, Felipe terá de dar motivo para que a Ferrari renove seu contrato no final desse ano.

E a primeira tentativa de mostrar serviço em seu decisivo ano não foi boa. Uma batida no GP da Austrália com a Williams de Bruno Senna não foi o resultado dos sonhos para Massa.

Antes mesmo que a chaleira comece a cantar, a Ferrari trocou o chassi do F2012 de Felipe. O brasileiro estará com um modelo ainda mais novo no próximo fim de semana, na Malásia. É mais um recomeço para o brasileiro.

Essa troca, é claro, põe pressão nele. A Ferrari clama por bons resultados. Maranello confia plenamente na capacidade de Fernando Alonso, apesar de o bicampeão ter sucumbido no Q2. Já Felipe Massa está em xeque, apesar de a escuderia não admitir isso publicamente. Caberá a ele se desvencilhar dessa incômoda situação. Caso contrário, estará em xeque-mate no final de 2012.

A imprensa européia - mais precisamente a italiana - já tratou de colocar a batata do brasileiro para assar. Os coleguinhas da velha bota publicaram que o espanhol corre sozinho na Ferrari em 2012. É claro que as melhores voltas de cada um na corrida em Albert Park não mentem: o bicampeão fez 1min30s277, enquanto que o brasileiro cravou 1min31s940. Trocando em miúdos, o Príncipe das Astúrias foi 1s663 mais rápido. Se não houver melhora, vai ser difícil Felipe vestir o macacão vermelho em 2013. Torço para que ele vire o jogo!

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Início de calendário favorável

Muita expectativa em torno da abertura da temporada 2012 da Fórmula Indy, que acontece no próximo domingo no circuito de rua de São Petersburgo, na Flórida. A estreia de Rubens Barrichello na categoria irá atrair olhares dos quatro cantos do planeta. O brasileiro, depois de 19 anos de Fórmula 1, respira novos ares nos Estados Unidos.

(Benito Santos - MP Team)

O calendário da Indy, de certa forma, ajuda Rubinho a buscar um bom começo na categoria. As quatro primeiras etapas serão disputadas em pistas mistas, sendo que três em circuitos de rua. O primeiro oval do calendário será a quinta prova do campeonato (500 Milhas de Indianápolis). Acostumado a competir em circuitos europeus, fazer as primeiras provas em pistas mistas é um obstáculo a menos para Barrichello superar nessa sua fase de adaptação à Indy.

Não escrevo, aqui, que Rubinho terá vida fácil nesse início de 2012; longe disso! Mas, é fato que a situação dele ficaria mais difícil se a estreia fosse num oval.

Companheiro de Rubinho na KV, Tony Kanaan atingirá um recorde pessoal na etapa de São Petersburgo. NO próximo domingo, o campeão da categoria em 2004 chegará a incrível marca de 150 Grandes Prêmios disputados na Fórmula Indy. Em 149 participações, Kanaan conquistou 14 vitórias e 12 pole-positions, subindo ao pódio em 52 oportunidades.

(Beniro Santos - MP Team)

Nessa mesma corrida, que abre a temporada, Marco Andretti alcançará a marca de 100 GPs completados na F-Indy. Os números do jovem Andretti são mais tímidos: apenas duas vitórias e uma pole-position em 99 participações.

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Trinta pilotos e um sonho

Na semana de abertura do campeonato brasileiro de Stock Car, Ricardo Zonta anunciou que sua equipe passará a se chamar Linea Sucralose Racing Team. Por conta do patrocinador, o time da dupla Zonta e Popó Bueno mudou de nome e assumiu nova identidade visual. Confira:


Na dança dos cockpits, duas grandes novidades. A primeira é Valdeno Brito, que volta a correr para Andreas Mattheis. O piloto paraibano, que venceu a etapa de Brasília no ano passado, é talentoso e estará num carro competitivo. Valdeno é, sim, candidato a vitórias e, por que não, ao título desse ano, juntamente com Ricardo Maurício, Max Wilson, Thiago Camilo, Daniel Serra e Allam Khodair. Faltou um? Sim... Cacá Bueno! O tetracampeão é favorito ao título até em jogo de bolinha de gude! Cacá é o homem a ser batido em 2012.

(Duda Bairros)

A segunda grande novidade dentre os pilotos é Vitor Meira. O ex-F-Indy fará sua estreia na categoria no próximo domingo pela equipe Officer ProGP, de Duda Pamplona. Na pré-temporada, Meira mostrou que poderá dar trabalho logo em seu primeiro ano de Stock Car.

Confira as equipes e pilotos para a temporada 2012 da Stock Car:

Red Bull (Chevrolet Sonic)
Cacá Bueno (campeão em 2006/07/09/11 – 26 vitórias e 25 poles) – número 0
Daniel Serra (2 vitórias e 2 poles) – número 29

Eurofarma RC (Chevrolet Sonic)
Ricardo Maurício (campeão em 2008 – 9 vitórias e 9 poles) – número 90
Max Wilson (campeão em 2010 – 3 vitórias e 1 pole) – número 65

RCM (Chevrolet Sonic)
Thiago Camilo (11 vitórias e 10 poles) – Ipiranga número 21
Lico Kaesemodel – Credipar número 63

Shell A.Mattheis (Peugeot 408)
Valdeno Brito (3 vitórias e 4 poles) – número 77
Alceu Feldman (1 vitória) – número 7

Officer Pro GP (Chevrolet Sonic)
Duda Pamplona (1 vitória e 5 poles) – número 23
Vitor Meira – número 6

Vogel Motorsport (Chevrolet Sonic)

Allam Khodair (4 vitórias e 4 poles) – SerGlass-Blau número 18
Denis Navarro – Neoquímica número 5

Medley Full Time (Peugeot 408)
Marcos Gomes (4 vitórias e 5 poles) – número 80
Xandinho Negrão – número 99

Mobil Super/Pioneer AMG (Chevrolet Sonic)
Átila Abreu (3 vitórias e 2 poles) – número 51
Nonô Figueiredo (4 vitórias) – número 11

Itaipava Boettger (Peugeot 408)
David Muffato (campeão de 2003 – 4 vitórias e 2 poles) – número 35
Luciano Burti (2 vitórias e 3 poles) – número 14

BMC Racing Full Time (Chevrolet Sonic)
Tuka Rocha – número 25
Galid Osman – número 28

Bardahl Hot Car (Chevrolet Sonic)
Diego Nunes (1 vitória) – número 16
Eduardo Leite – número 37

Linea Sucralose RZ (Chevrolet Sonic)
Ricardo Zonta (1 pole) – número 10
Popó Bueno – número 74

Prati-Donaduzzi-Mico’s (Peugeot 408)
Rodrigo Sperafico (1 vitória e 4 poles) – número 19
Ricardo Sperafico (3 poles) – número 20

Metalatex Carlos Alves Motorsport (Peugeot 408)
Julio Campos – número 4
Rodrigo Navarro – número 22

Compra Fácil JF (Peugeot 408)
Antonio Pizzonia – número 1
Pedro Boesel – número 88

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Button perfeito na Austrália

Uma vitória incontestável. Jenson Button foi perfeito no Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1. O piloto da McLaren assumiu a ponta antes mesmo da primeira curva e ditou o ritmo nas 58 voltas da corrida em Albert Park. Vencedor de três das últimas quatro provas em Melbourne (além dessa, Jenson ganhou em 2009 e 2010), Button chega a 13 vitórias na F1. E mais do que isso: começa o mundial com pé direito e mostrando que a McLaren está muito forte nesse início de campeonato.

(Formula 1 Website)

Agressivo nos momentos certos e conservador em pontos precisos, Button deu show na Austrália. A alegria de Button contrastava com a decepção de Lewis Hamilton. O inglês, que largou na pole-position, não conseguiu acompanhar seu companheiro de equipe, principalmente na segunda metade da prova. Pior: ainda perdeu a segunda colocação para Sebastian Vettel.

O bicampeão foi beneficiado por seu usual talento e pelo Safety Car, que entrou na volta 37 por conta do abandono do russo Vitaly Petrov, da Caterham. O carro de segurança juntou os carros e Vettel foi melhor do que Hamilton. Alguns leitores podem ter estranhado o comportamento dos retardatários durante a entrada do Safety Car. Lembro que há uma nova regra que prevê que os mais lentos têm permissão de descontar a volta durante a permanência do Safety Car. Isso evita que retardatários fiquem entre carros mais velozes que disputam posição na pista. A partir de 2012, a fila que se forma atrás do carro de segurança obedece a ordem dos carros na pista.

(Formula 1 Website)

A decepção em termos de performance de equipe foi a Mercedes. O carro de Nico Rosberg não conseguiu ritmo de corrida e caiu de rendimento na segunda metade do GP. Ainda assim foi melhor do que o heptacampeão. Michael Schumacher teve problema de câmbio no W03 e abandonou a corrida depois de dez voltas. Curiosamente, Schumi, detentor de tantos recordes na F1, obtém mais um: na Austrália, Schumacher chegou a 41 GPs sem pódio, deixando Mario Andretti para trás. Agora, só o bicampeão Graham Hill e o campeão Jacques Villeneuve (70 e 69 corridas, respectivamente) estão na frente do heptacampeão nessa negativa estatística.

Porém, a decepção do GP foi o toque entre Felipe Massa e Bruno Senna. O saldo da batida foi um pneu furado na Williams e uma suspensão torta da Ferrari. Massa conseguiu levar o F2012 para os boxes, mas abandonou. Bruno ainda ficou algumas voltas no circuito australiano, mas se retirou da prova seis voltas depois.

O toque despertou polêmica e vai dar muito que falar. Não tenho dúvida de que o brasileiro da Ferrari exagerou e não quis vender a posição de qualquer jeito. Uns leitores irão concordar, outros internautas, discordar; fato é que a situação foi horrorosa e os dois saíram por baixo.

A corrida que marcou o retorno de Kimi Raikkonen a F1 foi positiva. O finlandês, que foi prejudicado por um pit stop ruim da Lotus, terminou em sétimo. É verdade que o campeão de 2007 herdou três posições na última volta por causa da lambança de Pastor Maldonado.

O piloto venezuelano da Williams começou o GP dando um “chega pra lá” em Romain Grosjean. O francês da Lotus, que largou muito mal, se envolveu num toque com Maldonado e foi o primeiro a abandonar a primeira corrida de 2012.

Depois disso, Maldonado começou a fazer boa corrida. Nas voltas finais, colocou pressão em cima da Ferrari de Fernando Alonso na disputa pelo quinto lugar. Na última volta, o venezuelano errou e saiu do traçado. A frente da Williams ficou destruída e pedaços do FW34 espalhados pela pista. Os detritos mudaram o destino de alguns pilotos no GP, como Nico Rosberg, Sérgio Pérez (que fez excelente corrida) e Jean-Eric Vergne, que estavam na zona de pontuação.

Vale o registro para o desempenho de Fernando Alonso. Com os problemas – que não são poucos – do F2012, o espanhol terminou a prova em quinto e mostrou muita valentia. O bicampeão andou mais que o carro. E do jeito que está, vai continuar andando. Pior para a Ferrari; pior para Felipe Massa.

Por fim, na volta de desaceleração, ouvimos um Button eufórico: “Que jeito de começar a temporada. O carro é bonito e veloz!”. Sim, ele tem toda razão; o MP4-27 não tem o horroroso degrau no bico e mostrou que é (muito) veloz. Melhor para ele; e para Hamilton, que também tem uma McLaren, e para Vettel, que tem nas mãos uma Red Bull. Quanto a Mercedes? Sou cauteloso e prefiro esperar o próximo GP.

Confira a classificação final do Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1:

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Saudade: 35 anos sem José Carlos Pace

Dezoito de março é um dia eufórico para a Fórmula 1. Muita expectativa gira em torno da corrida de abertura do mundial, na Austrália. Nessa data, há 35 anos, o Brasil chora a morte de José Carlos Pace, aquele que poderia ter sido o sucessor de Emerson Fittipaldi nas glórias brasileiras da F1.


É natural que o Brasil tenha uma memória mais forte dos nossos campeões Emerson Fittipaldi, Nélson Piquet e Ayrton Senna; e até mesmo de Rubens Barrichello e Felipe Massa, que são nomes que ainda pulsam na categoria. É justo, também, lembrarmos do grande piloto que foi Pace. O Moco, como era carinhosamente chamado pelos amigos (diziam que ele fazia ouvido de mouco, já que escutava apenas o que lhe interessava), é parte das 101 vitórias de pilotos brasileiros da F1.

Em 73 Grandes Prêmios na F1, Moco venceu apenas um. E que Grande Prêmio! O GP do Brasil de 1975 é inesquecível. Guiando pela Brabham, José Carlos Pace liderou a primeira dobradinha brasileira na história da Fórmula 1, tendo Emerson Fittipaldi terminando a prova de Interlagos na segunda colocação. Veja imagens históricas desse GP:



Além da vitória no velho Interlagos (sim, aquele de quase oito quilômetros de traçado), Pace subiu ao pódio em seis corridas. O último pódio do Moco foi no GP da Argentina de 1977. Na corrida vencida por Jody Scheckter, o brasileiro da Brabham terminou a prova na segunda colocação.

O brasileiro, que desde 1985 dá nome ao autódromo de São Paulo, competiu na Fórmula 1 de 1972 até o Grande Prêmio da África do Sul de 1977 (vencido pela Ferrari de Niki Lauda), disputado 13 dias antes de sua morte – em Kyalami, ele largou em segundo e terminou em 13º. Na Fórmula 1, Pace defendeu as equipes Williams, Surtees e Brabham.

Antes de chegar na F1, José Carlos Pace foi campeão da Fórmula 3 Inglesa em 1970 e conquistou a segunda colocação da edição de 1973 das 24 Horas de Le Mans.

Supersticioso ou não, José Carlos Pace tinha uma característica em seu capacete. Moco usava um casco azul-escuro com uma seta que caia da testa até a viseira. Na véspera do Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1974, Moco contou que sonhou com seu falecido pai, que havia pedido para ele retirar a seta do capacete que apontava para baixo. “A flecha apontada para baixo pesa muito, meu filho, livre-se desse peso”, teria dito seu pai no tal sonho.


Ainda naquela madrugada, Pace pegou uma pequena lâmina e cortou a tal seta. Na corrida que garantiu o bicampeonato para Emerson Fittipaldi, Pace largou em quarto e recebeu a quadriculada em segundo após ter feito a melhor volta.

O Moco partiu cedo, aos 32 anos. Um acidente de avião na Serra da Cantareira (São Paulo) naquele chuvoso 18 de março de 1977 deixou o país muito triste.

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Nelsinho vence pela primeira vez nos Estados Unidos

Não é costume aqui no COCKPIT escrever sobre a Nascar. Mas, como toda regra tem sua exceção, abro espaço para a vitória de Nelsinho Piquet. O piloto brasileiro, que compete na Truck Series, disputou a etapa de abertura da K&N Pro Series East. Depois de larga na pole-position, o ex-F1 foi o primeiro a cruzar a linha de chegada em Bristol. Nelsinho não vencia uma corrida desde sua temporada na GP2, em 2006.

(Divulgação)

O filho do tricampeão mundial de Fórmula 1 competiu pela equipe X Team, que tem participação de um brasileiro no quadro de sócio. Apesar de ter largado na frente, a vida não foi fácil para Nelsinho. Após perder posições, o brasileiro se manteve frio e calculista para recuperar posições e colar na ponta. Na briga pela liderança, Corey LaJoie não aliviou e houve um toque com Nelsinho. Na confusão, Corey teve um pneu furado.

A partir daí, Nelsinho passou a ser perseguido por Ryan Blaney, novo nome da geração na categoria. Porém, Piquet conseguiu segurar o ímpeto do novato até sua merecida vitória. A primeira nos Estados Unidos.

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Hamilton faz primeira pole de 2012

No primeiro round do mundial de Fórmula 1, a McLaren mostrou que além de ser o patinho bonito da categoria, é rápida. O time de Woking que dispensou o horroroso degrau no bico do MP4-27, comandou a classificação para o Grande Prêmio da Austrália. Lewis Hamilton repetiu o resultado do terceiro treino livre e ficou com a pole-position para a corrida em Melbourne. O campeão de 2008 cravou 1min24s922 – único a virar em 24. Ao seu lado na primeira fila, Jenson Button, que ficou a 0s152 de Hamilton.

(Formula 1 Website)

O desempenho de Romain Grosjean impressionou. Mesmo tendo feito o segundo melhor tempo no último livre, não apostava que o time preto e dourado fosse tão bem. Na verdade, esperava ver os dois Lotus no Q3. Na classificação, o francês só perdeu a primeira fila depois do cronometro zerado. A frustração ficou por conta do campeão mundial de 2007, Kimi Raikkonen. Na última volta rápida, o finlandês escapou na curva 12 e não conseguiu passar para o Q2. O erro do Homem de Gelo beneficiou Felipe Massa. Não fosse isso, provavelmente a Ferrari do brasileiro teria ficado pelo caminho no Q1 – Massa passou para o Q2 com 1min27s633 (último a se classificar para a fase seguinte da classificação), enquanto que Kimi, mesmo errando, fez 1min27s758.


A fase da Ferrari não está boa. Depois do sufoco de Felipe, o pessoal de Maranello teve mais uma dor de cabeça. Logo no início do Q2, Fernando Alonso escapou de forma muito parecida com aquela de Felipe no treino livre de sexta-feira. O bicampeão colocou uma roda na grama e foi parar na brita. A bandeira vermelha acionada facilitou a vida de Alonso, que retornou aos boxes e ainda voltou para a classificação. Impressionou a distância dos tempos entre os dois companheiros de equipe. Alonso completou sua volta rápida em 1min26s494, sendo 1s003 mais rápido do que Massa (1min27s497).

É notório que o F2012 tem sérios problemas. O carro vermelho é muito nervoso na tocada de seus dois pilotos.

Curioso é que a Mercedes também é visivelmente nervosa; porém, as flechas de prata voam baixo, enquanto que os carros italianos se arrastam. Na classificação, Michael Schumacher mostrou que o W03 é rápido e que o duto no bico tem efeito que melhora o rendimento dos carros na pista. Vale informar que as duas Mercedes ficaram com as primeiras posições no Q2, com Nico Rosberg na frente. Os carros prateados estão, sim, na disputa pela vitória nesse GP.

(Formula 1 Website)

Tem muito tempo que não escrevo isso, mas, agora, lá vai: Sebastian Vettel foi discreto e, mesmo indo para o Q3, não disputou diretamente a pole. O alemão foi superado inclusive por seu companheiro de Red Bull, Mark Webber. O touro vermelho do bicampeão pode até surpreender, mas não repetirá o show da temporada de 2011 no circuito de Melbourne.

A decepção da classificação foi a Sauber. Os carros da equipe de Peter não foram bem, mas podem aparecer na zona de pontuação da corrida. Vale ficar de olho na dupla da Toro Rosso. Os jovens pilotos fizeram boa classificação e colocaram os touros italianos em boas posições no grid.

Não fosse um erro de Bruno Senna, o brasileiro poderia ter tido melhor sorte em Albert Park. Como sempre, Catheram, Marussia e Hispania (essa com seus carros com tempos acima dos 107%) no fundo do pelotão.

Veja como ficou o grid para o Grande Prêmio da Austrália:

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Mercedes dita ritmo nos primeiros livres em Melbourne

Quatro meses depois do encerramento da temporada 2011, a Fórmula 1 voltou a ligar seus motores para valer. Os primeiros treinos livres para o Grande Prêmio da Austrália marcaram o início – e espero que por pouco tempo! – da era dos bicos horrorosos da categoria. No mundo dos feios quem levou a melhor foi um velho conhecido: Michael Schumacher. Com o cronômetro zerado, o heptacampeão cravou 1min29s183 com pneus duros.

O duto na parte frontal do W03 da Mercedes começa a se mostrar eficiente. Não que liderar a sexta-feira de treinos livres na Fórmula 1 faça alguma diferença, mas renova o apetite e desperta confiança do time para a classificação.

(Formula 1 Website)

A incrível volta de Schumacher foi feita com o circuito de Albert Park ainda pouco úmido, desbancando o surpreendente Nico Hulkenberg, que até então estava no topo da tabela. Retornando à F1 um ano após ter sido dispensado pela Williams, o alemão da Force India, que é empurrado pelo motor Mercedes, ficou a 0s109 do compatriota multicampeão.

Apesar de o W03 da Mercedes de Schumacher ter terminado o dia na frente, é importante destacar a McLaren. O patinho bonito da F1 fez dobradinha no primeiro livre e ficou com o melhor tempo do dia. Com asfalto um pouco mais seco do que na segunda sessão, Jenson Button completou uma volta em 1min27s560, superando Lewis Hamilton em 0s245. As duas McLaren de motor Mercedes ficaram à frente da Mercedes do heptacampeão, que ficou em terceiro nessa sessão. No segundo livre, os tempos foram tímidos, mas isso não significa que a dupla de campeões mundiais esteja fora do páreo.

(Formula 1 Website)

Apesar de todo alvoroço em torno do tempo feito pelo heptacampeão e do desempenho da McLaren, desta vez os treinos livres em Melbourne não podem ser usados como parâmetro para a corrida. As condições de aderência em Albert Park são, naturalmente, críticas, já que é um circuito de rua. Lembro que ali só há corrida uma vez por ano. A pouca borracha na pista e a água que molhou o asfalto dificultam prognósticos para o GP.

Mas uma certeza surgiu em Melbourne. Os motores Mercedes estão fortes e competitivos para a primeira etapa do mundial. Curiosamente, desde 2006, somente em um ano é que o vencedor em Albert Park não se tornou campeão – em 2010, Button venceu na Austrália, mas o título ficou com Vettel.

Abro parêntese para Kamui Kobayashi. O japonês, que intercala momentos espetaculares de talento e abuso do limite do carro, aprontou mais uma. Já com a quadriculada agitada na segunda sessão, o nipônico botou a roda traseira esquerda na grama e rodou, conseguindo controlar seu C31 e evitando a batida. Ainda assim, Kobayashi encerrou sua participação com a quinta posição, duas posições atrás do rápido Sérgio Pérez, seu companheiro na Sauber. Fecho parêntese.

Quem também não deixou uma boa impressão nos treinos de sexta-feira em Melbourne foi Felipe Massa. No primeiro livre, o brasileiro da Ferrari cometeu um erro na curva 9 e ficou na caixa de brita, encerrando sua participação com o antepenúltimo tempo. No segundo livre, Massa se recuperou e terminou a sessão em sétimo. Porém, não conseguiu superar seu companheiro de equipe. O bicampeão Fernando Alonso fez o quarto melhor tempo do segundo livre.

(Formula 1 Website)

A Red Bull foi discreta nos livres de sexta-feira. É claro que os touros vermelhos focam o desenvolvimento do RB8 e não se preocupam em ocupar o topo nas sessões livres das sextas-feiras. O bicampeão Sebastian Vettel fechou o dia com o décimo melhor tempo, uma posição á frente do seu companheiro, Mark Webber.

A grande expectativa dessa sexta-feira girou em torno de Kimi Raikkonen. O campeão mundial de 2007 passou a maior parte do tempo nos boxes e não conseguiu nada melhor do que a 18º posição.

(Formula 1 Website)

Já escrevi aqui antes que o mundial de Fórmula 1 desse ano será marcante para uma geração. Há muitos fãs que nunca viram uma temporada de F1 sem Rubens Barrichello, que se retirou da categoria após 19 anos. Em sua conta no microblog Twitter, Rubinho mostrou que ainda está ligado na F1. “Adoro esta pista de Melbourne. Agora, é muito estranho estar aqui assistindo.”

Confira os pilotos mais rápidos do segundo treino livre em Albert Park:

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Sucesso ou fracasso?

O Grande Prêmio da Austrália, que abre a temporada 2012 da Fórmula 1, entrará para a história da categoria. Pela primeira vez em mais de 60 anos – 63 para ser mais exato – que a F1 terá seis campeões mundiais num mesmo campeonato. Além do atual bicampeão, Sebastian Vettel, do heptacampeão Michael Schumacher, do bicampeão Fernando Alonso e dos campeões Lewis Hamilton e Jenson Button, a categoria promove o retorno de Kimi Raikkonen, o piloto que mais pontos fez em 2007.

(Twitter)

Por isso, o 859º Grande Prêmio da história da Fórmula 1 será inesquecível! É claro que a expectativa em Albert Park é grande; não só pelo início do mundial, mas, principalmente, porque os seis campeões têm chance de vitória – uns mais, outros menos. Arrisco os 15 dinheiros que estão em minha carteira que o vencedor será algum piloto que já tem um título mundial na conta.

Curiosamente, todos os títulos que foram disputados nesse século foram conquistados por pilotos que estarão nas pistas desse ano.

Outra curiosidade é a interrogação que existe sobre o sucesso ou fracasso do retorno de Kimi Raikkonen à F1. Todos sabemos que o finlandês não é o primeiro campeão da Fórmula 1 a retornar à categoria máxima do automobilismo mundial. O exemplo recente é Schumacher. O heptacampeão retornou à F1 e ainda não conquistou um pódio sequer! Desempenho muito abaixo dos áureos tempos schumaquianos.

É obvio que não há regra para o sucesso ou fracasso de um campeão que retorno após uma ou mais temporadas longe da Fórmula 1. A própria história da categoria conta casos de voltas perfeitas e exemplos de retornos que merecem ser esquecidos. A começar pelos três pilotos que conquistaram mais títulos. Michael Schumacher, Juan Manuel Fangio e Alain Prost retornaram à F1 depois de importantes conquistas nas pistas.


O caso menos conhecido – provavelmente pelas décadas que se separam – é de Fangio. Após ser campeão em 1951, o argentino não participou da abertura do campeonato do ano seguinte porque a Alfa Romeo não aprontou seu carro. A pé, Fangio acertou sua ida para a Maserati. Com o novo carro, o argentino sofreu um grave acidente, só voltando a competir no início de 1953. Depois disso, Fangio ganhou os títulos de 1954, 1955, 1956 e 1957.

Se o caso de Fangio estava quase esquecido, a situação de Schumacher está bem viva na memória. O heptacampeão anunciou sua aposentadoria no final de 2006 e, por vontade própria, voltou à F1 em 2010. O tempo de inatividade, aliado à idade do alemão, é a pedra no calcanhar de Schumacher.

Sem ficar tanto tempo afastado das pistas, Alain Prost, que fora demitido da Ferrari no final do mundial de 1991, retornou à Fórmula 1 em 1993 para ganhar corridas e ser tetracampeão. No final daquele ano, o francês se retira das pistas definitivamente.

(Arquivo)

Há outros quatro campeões que também se ausentaram da F1 e, algum tempo depois, retornaram. O norte-americano Phil Hill (que não tem parentesco com o bicampeão Graham Hill, pai do campeão Damon) foi campeão em 1961, mas não demorou muito para perder espaço na Ferrari, equipe que lhe ajudou a ganhar o mundial. Saiu da F1 em 1964; porém, dois anos depois, tentou sem sucesso classificar seu Eagle para o GP da Itália, em Monza. O fracasso detonou as últimas esperanças de Hill retornar à categoria.

Na década seguinte, Niki Lauda se retirou das pistas em duas oportunidades. Na primeira, em 1976, um ano depois de entrar para a seleta galeria de campeões mundiais, sofreu sério acidente que quase tirou sua vida. Retornou no mesmo mundial e foi vice-campeão. No ano seguinte, faturou seu bicampeonato.

(Arquivo)

No final de 1979, o então bicampeão decidiu se afastar da F1 porque nenhum time quis pagar o salário que ele acreditava que merecia. Porém, em 1982, a McLaren estacionou um caminhão de dinheiro na posta do austríaco, que retornou vencendo corridas e conquistando seu tricampeonato em 1984.

Contemporâneo de Lauda, Alan Jones se aposentou da Fórmula 1 em 1981, um ano após faturar seu título. De 1983 até 1986, o australiano ficou pingando de equipe em equipe para ver se arrumava alguma coisa boa. Cansou de só andar no último pelotão e pendurou definitivamente seu capacete.

Para encerrar esse post, lembro de Nigel Mansell. O leão, que perdeu três campeonatos até conquistar a gloria maior da Fórmula 1, abandonou a F1 no mesmo ano em que foi campeão. Preterido pela Williams, o inglês foi passar uma (vitoriosa) temporada na Fórmula Indy.

Após a morte de Ayrton Senna, Bernie Ecclestone, que se viu numa Fórmula 1 sem campeões na pista, tratou de buscar o leão a peso de ouro. Mansell competiu em quatro Grandes Prêmios em 1994, vencendo o GP da Austrália. No ano seguinte, o inglês disputou apenas dois GPs pela McLaren, dando adeus à F1.



Ah! E teve também o Jacques Villeneuve. O filho de Gilles chegou na F1 como um cometa. Alcançou seu título logo em sua segunda temporada. Depois, passou por maus bocados. Saiu da categoria em 2003, mas foi chamado às pressas pela Renault na temporada seguinte para substituir Jarno Trulli, que havia sido demitido. Conseguiu um contrato com a Sauber para 2005. No ano seguinte, foi substituído no meio da temporada.

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Para anotar

Falta pouco para o início da temporada 2012 de Fórmula 1. Algumas novidades chamam atenção nesse início de campeonato. Como todos sabem, não foram somente os carros que sofreram mudanças – a que mais chama atenção é o horroroso degrau no bico. O grid da F1 desse ano tem novidades, com estreias e ausências ainda sentidas.


A principal ausência para esse mundial é Rubens Barrichello. Depois de 19 temporadas consecutivas na F1, Rubinho foi buscar novos ares na Fórmula Indy. A questão aqui é se ele deveria ou não ter permanecido na categoria – questão que já caducou, né?! Fato é que essa será a primeira temporada sem Barrichello no grid de F1 para uma geração de fãs da categoria.

O mundial desse ano promoverá as estreias de Jean-Eric Vergne e Charles Pic e o retorno do jurássico Pedro de la Rosa. Por falar em retorno, o alemão Nico Hulkenberg – sim, aquele piloto da Williams que fez a pole-position no GP do Brasil de 2010 e não teve seu contrato renovado com a escuderia inglesa – está de volta à F1; ele será companheiro de Paul di Resta na Force India. Já Romain Grosjean, que saiu pela porta dos fundos da F1, volta ostentando o título da GP2 direto para o cockpit da Lotus.

Mas nenhum retorno é tão esperado quanto do campeão mundial de 2007. Depois de duas temporadas fora da Fórmula 1, Kimi Raikkonen agora veste as cores preta e dourada da Lotus.

Com muito suor, Bruno Senna e Vitaly Petrov conseguiram se manter no grid para esse mundial. Confira a lista dos pilotos e seus números para essa temporada.

1. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault)
2. Mark Webber (Red Bull- Renault)
3. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
5. Fernando Alonso (Ferrari)
6. Felipe Massa (Ferrari)
7. Michael Schumacher (Mercedes)
8. Nico Rosberg (Mercedes)
9. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault)
10. Romain Grosjean (Lotus-Renault)
11. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
12. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
14. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
15. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
16. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari)
17. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
18. Pastor Maldonado (Williams-Renault)
19. Bruno Senna (Williams-Renault)
20. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
21. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
22. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
23. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)
24. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
25. Charles Pic (Marussia- Cosworth)


O calendário do mundial desse ano também já é conhecido. Anote aí os horários de todas as corridas do campeonato. Prepare o despertador, já que a largada da primeira etapa está marcada para a ingrata 3h (horário de Brasília)
18 de março, 3h: Austrália (Melbourne)
25 de março, 5h: Malásia (Sepang)
15 de abril, 4h: China (Xangai)
22 de abril, 9h: Bahrein (Sakhir)
13 de maio, 9h: Espanha (Barcelona)
27 de maio, 9h: Mônaco (Monte Carlo)
10 de junho, 15h: Canadá (Montreal)
24 de junho, 9h: Europa (Valência)
8 de julho, 9h: Inglaterra (Silverstone)
22 de julho, 9h: Alemanha (Hockenheim)
29 de julho, 9h: Hungria (Hungaroring)
2 de setembro, 9h: Bélgica (Spa-Francorchamps)
9 de setembro, 9h: Itália (Monza)
23 de setembro, 9h: Cingapura (Marina Bay)
7 de outubro, 3h: Japão (Suzuka)
14 de outubro, 4h: Coreia do Sul (Yeongam)
28 de outubro, 7h30min: Índia (Nova Deli)
4 de novembro, 11h: Abu Dhabi (Marina de Yas)
18 de novembro, 17h: Estados Unidos (Austin)
25 de novembro, 14h: Brasil (Interlagos)

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Montando o FW34

Não vou procurar palavras para descrever o vídeo abaixo. Afinal de contas, dizem por aí que uma imagem vale mais do que mil palavras. Acho a frase exagerada, mas não vou entrar nessa discussão. O filme, feito na fábrica de Grove, mostra a montagem do modelo FW34 da Williams.


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O casco dos favoritos

Depois de uma longa espera, a Fórmula 1 está de volta. A abertura do mundial 2012 da categoria acontece nesse fim de semana, em Albert Park, Austrália.

Melbourne já respira Fórmula 1. Toda parafernália chega à Austrália e equipes começarão a montagem de todo equipamento para que os motores comecem a roncar na sexta-feira com os primeiros treinos livres.

A temporada 2012 da Fórmula 1 traz poucas caras novas, como Charles Pic e Jean-Eric Vergne, em relação ao final do campeonato do ano passado. A maioria já é conhecida. Porém, dos 24 pilotos que estarão no grid em Melbourne no próximo domingo, menos da metade irá disputar as vitórias em 2012, salvo se a zebra aparecer em alguma das pistas da F1 nesse ano.

Abaixo, fotos dos capacetes dos pilotos que irão lutar por vitórias nessa temporada da Fórmula 1:

















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Rubinho brilha em dia da Ganassi

A Fórmula Indy finalizou mais dois dias de pré-temporada em Sebring com os pilotos escalados no grupo 2. Se o grande destaque dos dois primeiros dias foi Helio Castroneves, nesses dois últimos o nome foi Rubens Barrichello. O ex-F1, que competirá pela equipe KV, ficou com a terceira melhor marca dos testes de quinta e sexta-feira. Rubinho ficou atrás apenas do tetra e atual campeão, Dario Franchitti, e de Scott Dixon, que competem pela Ganassi, equipe que faturou os últimos cinco campeonatos da Indy.

(Benito Santos - MPTeam

O desempenho de Barrichello é bastante animador se analisarmos que o brasileiro, na contagem geral dos tempos, ficou com a quarta melhor marca, atrás das duas Ganassi e da Penske de Helio Castroneves.

Em mais dois dias de treinos coletivos no circuito misto de oito curvas na Florida, dá para perceber que a briga dos motores será bastante interessante. Os dois bichos-papões dos últimos anos na Indy virão para as pistas com motores diferentes. Se a Ganassi da dupla Franchitti e Dixon é equipada com Honda, a Penske de Power, Castroneves e Briscoe é empurrada pelo Chevrolet.

A equipe Andretti, que é a terceira força da Indy, competirá com o Chevrolet, assim como a Penske. De olho para derrubar a escuderia de Michael desse “posto”, a KV, de Rubens Barrichello, Tony Kanaan e Ernesto Viso, também usa os motores Chevrolet.

Nesse primeiro round da briga de motores, a Ganassi levou a melhor. Na contagem geral dos tempos, Scott Dixon foi o mais rápido. É preciso considerar que o neozelandês andou em dias em que a pista da Florida estava mais emborrachada do que nas sessões da Penske.

(Indy Car Website)

O brasileiro Tony Kanaan não teve bom desempenho nos dias em que foi para a pista. O baiano passou maior parte do tempo focado no desenvolvimento do KV e, por isso, não apareceu entre os mais rápidos.

O rosto novo (que não é tão novo assim) nessa fase final de pré-temporada na Florida foi Bia Figueiredo. Sim, a piloto que disputou a temporada passada pela Dreyer & Reinbold, foi convidada pela Andretti a guiar durante um dia o carro de James Hinchcliffe em Sebring. O melhor tempo da brasileira foi 54s147. Apesar de ter fica em último na classificação geral do segundo grupo, vale informar que Bia foi a 13ª do dia em que foi para pista. Corre e boca pequena que Bia disputará duas provas pelo time de Michael: a São Paulo Indy 300 e as 500 Milhas de Indianápolis.

Confira os melhores tempos dos pilotos do segundo grupo:
1. Scott Dixon (Ganassi-Honda): 51s793
2. Dario Franchitti (Ganassi Honda): 52s015
3. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet): 52s161
4. JR Hildebrand (Panther-Chevrolet): 52s206
5. Mike Conway (AJ Foyt): 52s223
6. Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda): 52s384
7. Graham Rahal (Ganassi Honda): 52s469
8. EJ Viso (KV-Chevrolet): 52s631
9. Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda): 52s655
10. Charlie Kimball (Ganassi-Honda): 52s732
11. Oriol Servià (Dreyer & Reinbold-Lotus): 52s917
12. Tony Kanaan (KV-Chevrolet): 52s919
13. Alex Tagliani (BHA-Lotus): 52s930
14. Sebastian Bourdais (Dragon-Lotus): 53s299
15. Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet): 53s476
16. Katherine Legge (Dragon-Lotus): 53s816
17. Bia Figueiredo (Andretti-Chevrolet): 54s147

(Benito Santos - MP Team)

Abaixo, os melhores tempos da semana:
1. Scott Dixon (Ganassi-Honda): 51s793
2. Dario Franchitti (Ganassi Honda): 52s015
3. Helio Castroneves (Penske-Chevrolet): 52s141
4. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet): 52s161
5. Will Power (Penske-Chevrolet): 52s205
6. JR Hildebrand (Panther-Chevrolet): 52s206
7. Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet): 52s207
8. Mike Conway (AJ Foyt): 52s223
9. Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet): 52s346
10. Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda): 52s384
11. Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda): 52s469
12. Graham Rahal (Ganassi Honda): 52s469
13. EJ Viso (KV-Chevrolet): 52s631
14. Justin Wilson (Dale Coyne-Honda): 52s653
15. Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda): 52s655
16. Charlie Kimball (Ganassi-Honda): 52s732
17. James Jakes (Dale Coyne-Honda): 52s828
18. James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet): 52s912
19. Oriol Servià (Dreyer & Reinbold-Lotus): 52s917
20. Tony Kanaan (KV-Chevrolet): 52s919
21. Alex Tagliani (BHA-Lotus): 52s930
22. Marco Andretti (Andretti-Chevrolet): 52s957
23. Simona de Silvestro (HVM-Lotus): 53s231
24. Sebastian Bourdais (Dragon-Lotus): 53s299
25. Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet): 53s476
26. Katherine Legge (Dragon-Lotus): 53s816
27. Bia Figueiredo (Andretti-Chevrolet): 54s147

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Um treino para ver de lupa

O segundo dia de treinos coletivos da pré-temporada da Stock Car foi interessante. A melhor marca dos dois dias de testes foi registrada pela manhã. Ricardo Maurício completou uma volta no autódromo de Curitiba em 1min19s165. Mesmo não baixando sua própria marca na parte final do treino, o campeão de 2008 terminou no topo da lista com 1min19s318.

(Duda Bairros)

Ricardo Maurício mostrou que o carro da equipe de Rosinei Campos, o Meinha, está afiado para o início da temporada. Com a pista mais emborrachada, não demorou para o melhor tempo de Atila Abreu ser pulverizado. O piloto do Eurofarma RC número 90 baixou em 0s6 o tempo do competidor do Mobil Super/Pioneer AMG número 51. Ricardinho ficou na ponta da tabela de classificação desse segundo treino durante praticamente todo tempo, sempre virando voltas rápidas. Seu companheiro de equipe, Max Wilson também fez bom treino e mostrou regularidade, terminando as duas sessões (manhã e tarde) desse segundo dia na quinta colocação.

Apesar de ter perdido a melhor volta, Atila mostrou que o time está forte nesse início de temporada. O piloto terminou o dia na segunda posição, a 0s3 de Ricardinho, que liderou três das quatro sessões em Curitiba.

É claro que esses tempos não podem apontar qualquer favoritismo. Cada equipe dedicou parte do dia a um acerto diferente e mesclou experimentos para situações específicas de corrida. Ora um estava com pouco combustível no tanque, ora outro estava com pneus novos. Outros optaram por desenvolver trabalhos nos boxes. Com o limite de 70 voltas, alguns competidores nem completaram metade desse total. Por isso, não há como ser taxativo sobre o rendimento de cada piloto.

(Duda Bairros)

O que dizer, então, de Thiago Camilo. O piloto, que venceu mais corridas em 2011, terminou o dia com o modesto 23º melhor tempo. O tempo ruim de Thiago é apenas uma cortina. Lembro que Camilo fez o sexto mais rápido na cronometragem da manhã. Seria uma insanidade afirmar que o piloto do Ipiranga RCM número 21 não está na lista de favoritos à vitória no último domingo de março.

Da mesma forma, a dupla da Red Bull teve um fraco desempenho a olhos desatentos. Pegando uma lupa, dá para enxergar que o tetracampeão Cacá Bueno foi o segundo mais rápido no treino da manhã; seu companheiro, Daniel Serra superou a frustração do furo no pneu no primeiro dia da pré-temporada e ficou em quarto na cronometragem da manhã. Ou alguém acha que os tempos intermediários da dupla da Red Bull deixam os pilotos de Andreas Mattheis fora do favoritismo?

(Duda Bairros)

Curiosamente, os ponteiros não baixaram seus tempos registrados na manhã em Curitiba, com exceção de alguns pilotos, como Allam Khodair e Nonô Figueiredo. O japonês voador, que ficou em 22º no treino da manhã, fechou o dia com o terceiro melhor tempo. Da mesma forma, Nonô terminou o treino na quarta posição após ficar em 13º na manhã.

O “experiente novato” Vitor Meira terminou o dia em sétimo lugar na tabela depois de ocupar a terceira posição durante algum tempo pela manhã. O estreante da Stock Car mostra que o período de adaptação à categoria pode ser mais rápido do que se imagina. Companheiro de Officer ProGP do brasiliense, Duda Pamplona ficou entre os dez primeiros nos dois treinos.

(Duda Bairros)

Depois de chamar atenção nos primeiros treinos, Galid Osman terminou em 28º lugar. Vale informar que o estreante ficou em 10º no treino da manhã. Outro estreante, Pedro Boesel foi 25º.

Abaixo, a ordem dos melhores tempos do segundo e último dia de pré-temporada da Stock Car em Curitiba:
1. Ricardo Maurício (Eurofarma RC nº 90 Chevrolet): 1min19s318
2. Atila Abreu (Mobil Super/Pioneer AMG nº 51 Chevrolet): 1min19s690
3. Allam Khodair (SerGlass-Blau Vogel nº 18 Chevrolet): 1min19s745
4. Nonô Figueiredo (Mobil Super/Pioneer AMG nº 11 Chevrolet): 1min19s922
5. Max Wilson (Eurofarma RC nº 65 Chevrolet): 1min20s010
6. Ricardo Sperafico (Prati-Donaduzzi-Mico’s nº 20 Peugeot): 1min20s115
7. Vitor Meira (Officer ProGP nº 6 Chevrolet): 1min20s122
8. Ricardo Zonta (Gramacho RZ nº 10 Chevrolet): 1min20s295
9. Julio Campos (Metalatex Carlos Alves nº 4 Peugeot): 1min20s327
10. Duda Pamplona (Officer ProGP nº 23 Chevrolet): 1min20s471
11. Diego Nunes (Bardahl Hot Car nº 16 Chevrolet): 1min20s539
12. Luciano Burti (Itaipava Boettger nº 14 Peugeot): 1min20s637
13. David Muffato (Itaipava Boettger nº 35 Peugeot): 1min20s681
14. Lico Kaesemodel (Credipar RCM nº 63 Chevrolet): 1min20s744
15. Rodrigo Sperafico (Prati-Donaduzzi-Mico’s nº 19 Peugeot): 1min20s745
16. Daniel Serra (Red Bull nº 29 Chevrolet): 1min20s771
17. Eduardo Leite (Bardahl Hot Car nº 37 Chevrolet): 1min20s799
18. Antonio Pizzonia (Compra Fácil JF nº 1 Peugeot): 1min20s827
19. Cacá Bueno (Red Bull nº 0 Chevrolet): 1min20s869
20. Alceu Feldman (Shell A.Mattheis nº 7 Peugeot): 1min20s946
21. Popó Bueno (Gramacho RZ nº 74 Chevrolet): 1min20s999
22. Valdeno Brito (Shell A.Mattheis nº 77 Peugeot): 1min21s217
23. Thiago Camilo (Ipiranga RCM nº 21 Chevrolet): 1min21s331
24. Denis Navarro (Neoquímica Vogel nº 5 Chevrolet): 1min21s423
25. Pedro Boesel (Compra Fácil JF nº 88 Peugeot): 1min21s761
26. Tuka Rocha (BMC Full Time nº 25 Chevrolet): 1min21s809
27. Marcos Gomes (Medley Full Time nº 80 Peugeot): 1min21s919
28. Galid Osman (BMC Full Time nº 28 Chevrolet): 1min21s965
29. Xandinho Negrão (Medley Full Time nº 99 Peugeot): 1min22s132
30. Rodrigo Navarro (Metalatex Carlos Alves nº 22 Peugeot): 1min22s653

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Novidades e carros na pista na pré-temporada da Stock Car

A quarta-feira foi dia de matar a saudade da Stock Car. Os motores roncaram no autódromo de Curitiba para o primeiro dia da pré-temporada da categoria. A busca pelo set up ideal, testando diferentes ajustes com os pneus disponíveis (dois jogos novos e três usados), foi a meta da maioria dos pilotos. O mais rápido do dia foi Atila Abreu, que completou uma volta em 1min19s831.

(Luca Bassani)

É claro que isso não é determinante para criar um panorama da temporada 2012 da Stock Car. Os pilotos intercalavam trechos com pneus novos, usados e diferentes níveis de combustível no tanque, que agora, por causa da proibição do reabastecimento durante as corridas, tem capacidade para 100 litros.

Limitados a 70 voltas em cada dia da pré-temporada, muitos pilotos chegaram ao limite; de voltas e do carro. A sessão da tarde foi marcada pelas duas bandeiras vermelhas (uma para Tuka Rocha e outra para Daniel Serra); ambos os casos por causa de pneus furados. As interrupções atrapalharam os planos de alguns times, que testaram ajustes e fizeram simulação de corrida.

Com a pista mais emborrachada, os tempos baixaram para o treino da tarde. Tanto que Atila Abreu baixou em 0s648 a melhor marca da manhã, que foi de Ricardo Maurício.

Aliás, Thiago Meneguel, agora na AMG, deve estar confiante no trabalho da equipe, já que seus dois pilotos ficaram entre os quatro mais rápidos, com Atila na frente e Nonô em quarto. Tão contente quanto ele deve estar Rosinei Campos. Seus dois pilotos foram muito bem: Ricardinho, campeão de 2008, mostrou com o terceiro lugar que a equipe de Meinha está afinada! Seu companheiro, Max Wilson (campeão de 2010) ficou com a segunda colocação do treino da tarde.

O dia começou logo com uma boa notícia: Popó Bueno acertou vaga no grid na equipe Gramacho RZ. Terceiro colocado no campeonato do ano passado, Popó busca novos ares. O piloto carioca será companheiro de equipe de Ricardo Zonta.

(Duda Bairros)

Bom ver Diego Nunes de volta à Stock Car. O piloto, que ficou ausente das três últimas etapas do ano passado, estreou na equipe Hot Car. Já que o assunto é estreias, vale destacar os três novatos do grid. Vitor Meira, que tem grande experiência no automobilismo – só de Fórmula Indy o brasiliense coleciona dez temporadas! –, que usa o número 6 da Officer ProGP, ficou com a 19ª posição na tabela. Outro estreante, Pedro Boesel ficou em 28º.

Com experiência da Copa Montana e do brasileiro de Marcas, Galid Osman foi o melhor estreante do dia. O piloto do carro número 28 ficou com a 15ª posição.

(Miguel Costa Jr)

Abro parêntese para comentar a pintura dourada nos carros de Ricardo Maurício e Max Wilson. A cor é uma homenagem aos 40 anos do patrocinador máster do time de Rosinei Campos, Eurofarma. A identidade visual dos bólidos chama atenção e é uma dos mais belas dessa temporada. Fecho parêntese.

(Duda Bairros)

Um comentário curioso. A bolha do Chevrolet Sonic, que está em nove das 15 equipes que participam da pré-temporada, colocou nove carros nas dez primeiras posições. A informação vale só por curiosidade, já que na Stock Car os carros são praticamente iguais e as montadoras (Chevrolet e Peugeot) não dão apoio como fazem no campeonato de marcas.

A nota frustrante é sobre a equipe Bassani. O time não participa dos treinos coletivos em Curitiba porque não há definição sobre o futuro da equipe. O time ainda não conseguiu um patrocinador máster, tampouco definiu sua dupla de pilotos para essa temporada. Tomara que o grid não fique desfalcado logo na abertura do campeonato, dia 25 de março em Interlagos.

Confira a ordem dos pilotos mais rápidos nesse primeiro dia de pré-temporada da Stock Car, em Curitiba:
1. Atila Abreu (Mobil Super Pioneer Racing AMG nº 51 Chevrolet): 1min19s831
2. Max Wilson (Eurofarma RC nº 65 Chevrolet): 1min19s985
3. Ricardo Maurício (Eurofarma RC nº 90 Chevrolet): 1min20s146
4. Nono Figueiredo (Mobil Super Pioneer Racing AMG nº 11 Chevrolet): 1min20s193
5. Thiago Camilo (Ipiranga RCM nº 21 Chevrolet): 1min20s323
6. Ricardo Zonta (Gramacho RZ nº 10 Chevrolet): 1min20s353
7. Diego Nunes (Bardahl Hot Car nº 16 Chevrolet): 1min20s498
8. Valdeno Brito (Shell A.Mattheis nº 77 Peugeot): 1min20s573
9. Cacá Bueno (Red Bull nº 0 Chevrolet): 1min20s582
10. Denis Navarro (Neoquímica Vogel nº 5 Chevrolet): 1min20s630
11. Allam Khodair (SerGlass-Blau Vogel nº 18 Chevrolet): 1min20s640
12. Daniel Serra (Red Bull nº 29 Chevrolet): 1min20s658
13. Marcos Gomes (Medley Full Time nº 80 Peugeot): 1min20s761
14. Lico Kaesemodel (Credipar RCM nº 63 Chevrolet): 1min20s771
15. Galid Osman (BMC Full Time nº 28 Chevrolet): 1min20s811
16. Julio Campos (Metalatex Carlos Alves nº 4 Peugeot): 1min21s004
17. Luciano Burti (Itaipava Boettger nº 14 Peugeot): 1min21s053
18. Alceu Feldman (Shell A.Mattheis nº 7 Peugeot): 1min21s080
19. Vitor Meira (Officer ProGP nº 6 Chevrolet): 1min21s284
20. David Muffato (Itaipava Boettger nº 35 Peugeot): 1min21s334
21. Duda Pamplona (Officer ProGP nº 23 Chevrolet): 1min21s435
22. Tuka Rocha (BMC Full Time nº 25 Chevrolet): 1min21s609
23. Popó Bueno (Gramacho RZ nº 74 Chevrolet): 1min21s633
24. Xandinho Negrão (Medley Full Time nº 99 Peugeot): 1min21s695
25. Ricardo Sperafico (Mico’s Racing nº 20 Peugeot): 1min21s871
26. Eduardo Leite (Bardahl Hot Car nº 37 Chevrolet): 1min22s085
27. Antonio Pizzonia (Compra Fácil JF nº 1 Peugeot): 1min22s107
28. Pedro Boesel (Compra Fácil JF nº 88 Peugeot): 1min22s270
29. Rodrigo Sperafico (Mico’s Racing nº 19 Peugeot): 1min22s468
30. Rodrigo Navarro (Metalatex Carlos Alves nº 22 Peugeot): 1min24s965

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Penske dá as cartas e Helinho fica no topo

A primeira metade da bateria de treinos coletivos da Fórmula Indy terminou. Após dois dias de testes em Sebring, dá para perceber que a Penske continua forte. O time de Roger, que não ocupou o topo no primeiro dia por apenas 0s2, fechou o segundo dia com as três primeiras posições.

(Indy Car Website)

Nessa fase inicial de treinos coletivos, destaque para Helio Castroneves. O tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis foi o piloto de Roger que foi mais rápido nos dois dias (52s709 no primeiro dia e 52s141 no segundo). A marca dá moral ara o brasileiro, já que ele bateu seu companheiro de Penske e rei dos mistos, Will Power.

Apesar de não integrar o calendário da Fórmula Indy em 2012, a pista da Florida é boa para a busca do melhor set up dos novos modelos DW12. Helinho, por exemplo, completou 284 voltas nesses dois dias de testes, sendo um dos que mais andou em Sebring. Como o carro é novo para todos, o ideal é fazer o maior número de voltas. Para conhecer e aprender sobre o carro, é preciso dar quilometragem. Somente dessa forma é que piloto e equipe ficam familiarizados com o equipamento.

Pelos testes em Sebring, acredito que o motor Chevrolet, que volta à categoria, estará forte em 2012. Preparado pela Ilmor, os motores que empurrarão os brasileiros (Helinho da Penske e Kanaan e Barrichello na KV) têm mostrado força e confiabilidade para circuitos mistos. Bom para a trinca brasileira, já que as quatro primeiras corridas são em circuitos de rua e misto. Se há esperança para quem está de Chevrolet, o mesmo não escrevo sobre o Lotus. Técnicos do propulsor, que tem o dedo de John Judd, passaram dois dias frustrantes e terão muito trabalho pela frente.

(Indy Car Website)

As atividades de pista retornam na quinta e sexta-feira. Ganassi e KV estarão acelerando nesses dois últimos dias no curto misto de oito curvas de Sebring.

Confira os melhores tempos desses dois dias de treinos coletivos na Florida:
1. Helio Castroneves (Penske-Chevrolet nº 3): 52s141
2. Will Power (Penske-Chevrolet nº 12): 52s205
3. Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet nº 2): 52s207
4. Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet nº 28): 52s346
5. Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda nº 79): 52s469
6. Justin Wilson (Dale Coyne-Honda nº 19): 52s653
7. James Jakes (Dale Coyne-Honda nº 18): 52s828
8. James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet nº 27): 52s912
9. Marco Andretti (Andretti-Chevrolet nº 26): 52s957
10. Simona de Silvestro (HVM-Lotus nº 78): 53s231

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Curitiba recebe pré-temporada da Stock Car

Os motores não foram ligados apenas em Barcelona na pré-temporada de Fórmula 1. Por aqui, no Brasil, os potentes propulsores que empurram os Stock Car farão muito barulho em Curitiba. A pré-temporada da categoria acontece nos dias 7 e 8 de março.

Além de testar as novidades para a temporada e matar um pouquinho a sede de velocidade dos pilotos, os treinos coletivos servirão para a preparação de equipes e pilotos para a abertura do campeonato, no dia 25 de março, em Interlagos. Nesses dois dias, os times buscarão o melhor set up e farão os últimos ajustes para a prova na capital paulista e, também, para a corrida em Curitiba, que é a segunda do calendário da categoria.

A pré-temporada servirá também para alguns pilotos terem seus primeiros contatos com a Stock Car. É o caso dos estreantes Galid Osman e Pedro Boesel (ambos disputaram a Copa Montana em 2011) e também do ex-Fórmula Indy Vitor Meira, a grande “aquisição” da Stock Car em 2012.

Em Curitiba, vale ficar de olhos abertos. Cada piloto poderá dar no máximo 70 voltas em cada dia. Além disso, os competidores só poderão usar dois jogos de pneus novos e três sets usados. Abaixo, a foto do novo Chevrolet Sonic de Tuka Rocha, já pronto para ir para a pista.

(Twitter Tuka Rocha)

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Chevrolet Sonic na Stock Car

O suspense chegou ao fim. A montadora da gravatinha dourada revelou o que os leitores do COCKPIT já sabiam: a bolha que irá para as pistas da Stock Car nessa temporada será do Chevrolet Sonic.

Na última sexta-feira, adiantei que a nova bolha na Stock Car seria o Sonic da Chevrolet. Escrevi, também, que a Red Bull, equipe de Andreas Mattheis que compete com Cacá Bueno e Daniel Serra, também passaria a utilizar a bolha da Chevrolet. Não leu? Dá uma espiadinha aqui.

Não é que minha bola de cristal funcionou? Brincadeiras à parte, aproveito esse post para agradecer à minha fonte, que prefiro não identificá-la, afirmando, apenas, que é do sexo masculino.

Confira o vídeo promocional que a Chevrolet divulgou nessa tarde.


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Para não dizer que não falei das flores

Pois é, com alguns – para não escrever muitos – dias de atraso, a Marussia apresentou o modelo MR01, que estará nas pistas da Fórmula 1 nessa temporada. Não há nada para comentar sobre o carro que será guiado por Timo Glock e Charles Pic em 2012. Mas, como o COCKPIT sempre reserva um espaço para os novos carros da temporada de F1, na iria excluir a Marussia, sob risco de ser acusado de preconceito a nanicas.


O time russo que, ao lado da Hispania, disputa o fundo do pelotão não adotou o horroroso degrau no bico. Com um desenho mais limpo e suave, o MR01

Curiosamente, esse é o primeiro modelo da equipe que não foi concebido por meio do CFD (Computational Fluid Dynamics), sistema que descarta a necessidade de túnel de vento. O MR01 deixou a tecnologia futura e foi para o tradicional túnel de vento.

O projeto do MR01 contou com o auxílio de Pat Symonds – sim, aquele cidadão que participou ativamente do diabólico e escandaloso plano executado em Cingapura em 2008 para beneficiar Fernando Alonso. O carro só não é assinado por Symonds porque ele ainda cumpre a suspensão; no ano que vem, ele estará livre para voltar a atuar (sabe-se lá como!) na F1.

O carro da Marussia, apresentado em Silverstone, foi para a pista apenas para fotos promocionais. As voltas feitas no circuito inglês não foram dignas nem de cronometragem.


Nesse mesmo dia, a Hispania mostrou o F112. O modelo da Hispania Racing Team, que estará nas pistas da Fórmula 1 esse ano, foi apresentado no pit lane do autódromo de Barcelona. O F112 não tem um grosseiro degrau no bico, com ocorre em alguns times. O novo carro da Hispania, que agora está sob o comando da Thesan Capital, tem um suave degrau.

O que mais chama atenção no F112 é a identidade visual. A HRT intercala o dourado e o vermelho com a cor branca, que predomina no bólido que será guiado por Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan.

(HRT Divulgação)

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Tragédia em Kyalami completa 35 anos

Um dos acidentes mais trágicos da história da Fórmula 1 completa 35 anos. No dia 5 de março de 1977, foi disputado o Grande Prêmio da África do Sul, em Kyalami, último da vida de Tom Prayce.


Naquele Grande Prêmio, o piloto galês de 27 anos fazia sua 42ª corrida na F1. Thomas Maldwyn Pryce competia pela Shadow e era companheiro de equipe de Renzo Zorzi.

Na 21ª volta do GP, o Shadow do italiano encostou à beira da pista com um princípio de incêndio em seu carro. Alguns fiscais, dentre eles Jansen Van Vuren, atravessaram a pista de Kyalami para prestar assistência ao piloto da Itália. Depois de ganhar 11 posições na pista, Tom Prayce, que estava a 280 km/h, não conseguiu desviar, atropelando e matando o assistente de pista Jansen.

O extintor que o voluntário de 19 anos carregava bateu violentamente no capacete de Prayce. O impacto foi tão forte que o casco foi arrancado da cabeça de Tom. O Shadow do galês bateu na traseira do Liger de Jacques Laffite, que desacelerava para contornar a curva. Tom Prayce não resistiu aos ferimentos e morreu.


A prova foi vencida por Niki Lauda, então piloto da Ferrari. O piloto local Jody Scheckter (Wolf) e o francês Patrick Depailler (Tyrrell) completaram o triste pódio sul-africano.

Tom Pryce começou a se destacar na F1 após conseguir seus primeiros pontos. Logo em seu quarto Grande Prêmio pela Shadow, em Nurburgring, Tom cruzou a linha de chegada na sexta colocação.

Não é difícil encontrar pelo vasto mundo da internet imagens do momento do acidente fatal de Prayce. As cenas são tão fortes que optei em não divulgá-las aqui no COCKPIT. Abaixo, uma das últimas fotos feitas de Tom Prayce, pouco antes de ele sair do pit lane em Kyalami.

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Fim da pré-temporada da F1. O que esperar para Melbourne?

O saldo desse quarto e último dia da pré-temporada de Fórmula 1 em Barcelona é uma incógnita. Sim, escrevo isso porque os resultados no circuito de Montmeló não serão reproduzidos na etapa de abertura do mundial, na Austrália no próximo dia 18. O melhor tempo dessa sessão – e geral na pista espanhola – foi de Kimi Raikkonen. O campeão de 2007 calçou seu E20 com pneus macios e completou uma volta em 1min22s030, encerrando as atividades na ponta.


Logo atrás do finlandês da Lotus, o herói local proporcionou alguma alegria às pessoas que compareceram ao autódromo nesse dia. Fernando Alonso colocou supermacios e levou o F2012 para a segunda posição. O bicampeão foi apenas 0s046 mais rápido do que um incrível Bruno Senna. O brasileiro da Williams, surpreendentemente, fechou sua participação com a terceira posição.

É claro que esses times dedicaram alguns minutos do dia para ficar na ponta em Montmeló. Ontem escrevi aqui que algumas equipes buscariam esse topo para chegar à Austrália com moral.


Sinceramente não acredito que Lotus, Ferrari e Williams darão as cartas em Melbourne. A Lotus mostra que vem forte nesse início de temporada, mas não acredito que lutará pela vitória; assim como não ficarei surpreso se beliscar pódio nessa fase pré-europeia (antes do GP da Espanha). Já a Ferrari terá de trabalhar duro para conseguir um pódio em Melbourne. O F2012 demonstra que precisa de muitas atualizações para que se torne um carro competitivo.

A Williams... Bem, a meta do time de Grove é a zona de pontuação. Ou alguém acha que Senna ou Maldonado subirão ao pódio com frequência? Tanto Bruno quanto Pastor não conseguiram bons resultados com a Williams em longos stints. O FW34 perde muito tempo em longos stints; o modelo de Frank Williams rende melhor em trechos curtos.


Nesse último dia de motores ligados em Barcelona, o que mais chamou atenção foi a quebra do RB8 de Sebastian Vettel. A Red Bull do bicampeão teve problemas no câmbio e, por isso, só completou 23 voltas em Barcelona. O dia foi ainda mais frustrante para o alemão porque ele iria andar pela primeira vez com as atualizações no RB8.

Além disso, Vettel deu uma escapada e danificou a asa dianteira. Resultado ruim não só por ter ficado em último na classificação desse domingo, mas porque um carro novo, como é o RB8, precisa de quilometragem.


Na McLaren, a situação foi melhor. Seguindo o planejamento de fazer quilometragem, Lewis Hamilton completou 155 voltas, mostrando que o MP4-27 é consistente em longos trechos. Ao lado da Red Bull, o time de Woking é favorito à vitória na Austrália no dia 18.

Confesso que continuo com a pulga atrás da orelha em relação à Mercedes. Pelos resultados apresentados em Barcelona, o W03 ainda está bem atrás de Red Bull e McLaren. Porém, acho que a flecha prateada poderá surpreender em Melbourne. Não pela vitória, mas pode estar presente no pódio.

Agora é empacotar tudo, esticar o dedão e pegar uma carona até Melbourne.

Veja os melhores tempos no último dia da pré-temporada da Fórmula 1:
1. Kimi Raikkonen, E20 Lotus (121 voltas): 1min22s030
2. Fernando Alonso, F2012 Ferrari (115 voltas): 1min22s250
3. Bruno Senna, FW34 Williams (53 voltas): 1min22s296
4. Nico Hülkenberg, VJM05 Force India (101 voltas): 1min22s312
5. Kamui Kobayashi, C31 Sauber (72 voltas): 1min22s386
6. Lewis Hamilton, MP4-27 McLaren (115 voltas): 1min22s430
7. Vitaly Petrov, CT01 Caterham (101 voltas): 1min22s795
8. Michael Schumacher, W03 Mercedes (100 voltas): 1min22s939
9. Pastor Maldonado, FW34 Williams (48 voltas): 1min23s347
10. Daniel Ricciardo, STR7 Toro Rosso (100 voltas): 1min23s393
11. Sebastian Vettel, RB8 Red Bull (23 voltas): 1min23s608


Abaixo, os melhores tempos da semana em Barcelona e quantas voltas cada piloto completou no circuito catalão:
1. Kimi Raikkonen, E20 Lotus (164 voltas): 1min22s030
2. Sérgio Pérez, C31 Sauber (232 voltas): 1min22s094
3. Jenson Button, MP4-27 McLaren (108 voltas): 1min22s103
4. Daniel Ricciardo, STR7 Toro Rosso (231 voltas): 1min22s155
5. Fernando Alonso, F2012 Ferrari (241 voltas): 1min22s250
6. Bruno Senna, FW34 Williams (212 voltas): 1min22s296
7. Nico Hülkenberg, VJM05 Force India (137 voltas): 1min22s312
8. Kamui Kobayashi, C31 Sauber (149 voltas): 1min22s386
9. Felipe Massa, F2012 Ferrari (227 voltas): 1min22s413
10. Lewis Hamilton, MP4-27 McLaren (180 voltas): 1min22s430
11. Paul di Resta, VJM05 Force India (206 voltas): 1min22s446
12. Romain Grosjean, E20 Lotus (197 voltas): 1min22s614
13. Heikki Kovalainen, CT01 Caterham (168 voltas): 1min22s630
14. Mark Webber, RB8 Red Bull (172 voltas): 1min22s662
15. Vitaly Petrov, CT01 Caterham (224 voltas): 1min22s795
16. Nico Rosberg, W03 Mercedes (257 voltas): 1min22s932
17. Michael Schumacher, W03 Mercedes (179 voltas): 1min22s939
18. Jean-Eric Vergne, STR7 Toro Rosso (158 voltas): 1min23s126
19. Pastor Maldonado, FW34 Williams (126 voltas): 1min23s347
20. Sebastian Vettel, RB8 Red Bull (108 voltas): 1min23s361

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Beto Monteiro vence no quente Velopark

A etapa de abertura dos campeonatos brasileiro e sul-americano de Fórmula Truck, no Velopark, me surpreendeu. A monotonia, que marca muitas das corridas naquele autódromo, foi deixada de lado. Após perder a liderança três vezes, Beto Monteiro, que largou na pole-position, fez grande ultrapassagem sobre Leandro Totti e venceu pela segunda vez no circuito gaúcho. Em duas provas de F-Truck no Velopark, Monteiro faturou todas! Essa foi a sétima vitória de Beto na categoria.

(Orlei Silva)

Logo na largada, para dar uma chacoalhada na jaqueira, Roberval Andrade deixou Beto para trás. A liderança do caminhão do Corinthians não durou muito: seguindo a desagradável sina de 2011, Roberval teve problema (dessa vez na lubrificação da turbina) no momento em que ocupava a liderança. Roberval ficou muitas voltas parado nos boxes para o time conseguir consertar seu caminhão. Quando voltou à pista, sua chance de vitória era zero.

Depois disso, Beto foi surpreendido duas vezes por Leandro Totti. Na primeira, foi superado pelo caminhão Mercedes número 73. Monteiro recuperou a liderança na volta 15 após Totti cometer um erro no contorno do S. Não durou muito e Totti retomou a ponta do piloto do Iveco. Na volta 23, um estouro na mangueira do turbo prejudicou o rendimento do motor Mercedes e deixou Totti para trás.

(Formula Truck Website)

A incomum alta temperatura no Velopark fez vítimas. Não me lembro de uma corrida dessa categoria com tantas quebras. E não foram só os equipamentos que sofreram com o calor; os pilotos reclamaram bastante do desgaste, que já é enorme com a temperatura na cabine do caminhão. Beto Monteiro, que é pernambucano e acostumado ao forte calor de seu estado, precisou de um rápido atendimento médico logo que cruzou a linha de chegada. A desidratação foi grande para os homens e mulher que guiam esses caminhões a muitos quilômetros por hora.

Além de Monteiro, dois destaques no Velopark: Danilo Dirani, que estreava o novo Ford, fez a mais bela ultrapassagem da corrida, deixando Paulo Salustiano para trás. Apesar da boa manobra, Dirani teve problema de aquecimento em seu Ford e terminou a prova em 16º lugar.

A boa corrida do estreante Christian Fittipaldi durou até a metade da prova. O substituto de Geraldo Piquet no Mercedes número 3 teve problema de freios e parou na última volta. Quem também abandonou na derradeira volta foi seu companheiro de equipe. Wellington Cirino, que vinha numa boa terceira colocação, rodou no óleo que vazou de seu caminhão, dando o pódio para André Marques. O piloto da Volkswagen, que fez ótima prova de recuperação (largando de 12º lugar), fez companhia no pódio ao companheiro de equipe e atual campeão, Felipe Giaffone.

(Orlei Silva)

Tricampeão da categoria (2007, 2009 e 2011), Giaffone mostrou a força do caminhão Volkswagen. Largando da segunda fila, Felipe foi discreto e consistente. Sempre esteve entre os primeiros colocados durante toda prova. O troféu de segundo colocado brindou o trabalho de Giaffone no Velopark.

O outro estreante na categoria, Pedro Gomes foi discreto por conta de um mau funcionamento do câmbio, mas cruzou a linha em 11º lugar. O companheiro de equipe dele, Danilo Dirani, teve um problema elétrico no Ford número 70 e terminou a prova na 16º posição.

Veja a classificação final da corrida no Velopark:
1. Beto Monteiro (Scuderia Iveco nº 88)
2. Felipe Giaffone (RM Volkswagen nº 4)
3. André Marques (RM Volkswagen nº 77)
4. Adalberto Jardim (AJ5 Volkswagen nº 8)
5. Paulo Salustiano (ABF Volvo nº 55)
6. Diumar Bueno (DB Volvo nº 11)
7. Fred Marinelli (Marinelli Iveco nº 50)
8. Luiz Pucci (ABF Volvo nº 32)
9. Wellington Cirino (ABF Mercedes Benz nº 6)
10. Leandro Reis (Original Reis Scania nº 45)
11. Pedro Gomes (DF Ford nº 43)
12. Christian Fittipaldi (ABF Mercedes Benz nº 3)
13. Regis Boessio (ABF Desenvolvimento Mercedes nº 83)
14. Luiz Lopes (ABF Desenvolvimento Mercedes nº 99)
15. Débora Rodrigues (RM Volkswagen nº 7)
16. Danilo Dirani (DF Ford nº 70)
17. Roberval Andrade (Ticket Car Corinthians Scania nº 15)
18. José Maria Reis (Original Reis Scania nº 12)
19. Leandro Totti (ABF Desenvolvimento Mercedes nº 73)
20. Valmir Benavides (Scuderia Iveco nº 2)
21. Pedro Muffato (Muffatão Scania nº 20)
22. Renato Martins (RM Volkswagen nº 9)
23. João Maistro (Clay Truck Volvo nº 14)

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Chuva atrapalha e Pérez fica na ponta em Barcelona

O terceiro dia da última bateria de treinos coletivos da Fórmula 1 em Barcelona começou bem, mas a chuva que caiu no final da tarde atrapalhou os planos das equipes. Até a água cair na Catalunha, o melhor tempo era de Sérgio Pérez, com 1min22s094. Com a pista espanhola encharcada, o mexicano da Sauber se manteve no topo do dia até o término da sessão.


Até a chuva despencar, o time suíço dedicou o dia na aplicação do pacote que atualizações que trouxe para Barcelona. Apesar das novidades, a Sauber não fez longos stints, tampouco simulou um Grande Prêmio. Pérez passou a maior parte do tempo em que esteve na pista com pneus macios e supermacios.

Colado no C31 do mexicano, o MP4-27 de Jenson Button andou bem. Mesmo tendo feito poucas voltas (44), devido a um problema hidráulico, o campeão mundial ficou a 0s009 de Pérez. Na volta que determinou seu melhor tempo nesse sábado, Button estava com pneus macios em sua McLaren.


A escuderia de Woking parece que está escondendo o jogo. Mesmo tendo as atualizações, optou por não experimentá-las; o time só fará isso no fim de semana do GP de abertura do mundial, na Austrália, em 18 de março.

A Ferrari continua sua saga por acúmulo de quilometragem ao F2012. O brasileiro Felipe Massa foi um dos que mais completou voltas no circuito catalão. Apesar do grande esforço do brasileiro, o carro tem sérios problemas. Não sei se todos serão resolvidos durante essa temporada, mas não estou nem um pouco confiante em ver a Ferrari no pódio em Melbourne.


Ontem, já à noite em Barcelona, um boato de que a Ferrari teria demitido Massa começou a rodar as redes sociais no mundo. Imediatamente, a cúpula de Maranello tratou de desmentir e garantir que o brasileiro está na disputa do mundial de 2012 pelo time vermelho.

A Red Bull testou sequências curtas de voltas. Optou por não fazer dezenas de voltas consecutivas e passou boa parte do dia nos boxes. Justamente o oposto que a Mercedes fez. O time alemão ainda busca a confiabilidade do W03.


A decepção ficou por conta da Lotus. Não que Kimi Raikkonen tenha sentido qualquer pressão de Romain Grosjean – o francês da Lotus ficou em primeiro nos dois treinos coletivos dessa semana –, mas o campeão mundial de 2007 se dedicou às atualizações nas asas do E20. O carro do finlandês teve um problema na barra de direção, obrigando o Homem de Gelo a ficar muito tempo parado nos boxes.

Fiquei esperançoso com os tempos da Williams. Sei que há um abismo entre a Williams e o pódio, mas tenho esperança de ver os carros de Frank frequentemente na zona de pontuação. Bruno Senna pisou fundo no acelerador do FW34 e ficou no mesmo décimo do Force India do escocês Paul di Resta. É claro que existe a possibilidade de Bruno ter pouco combustível no tanque d sua Williams na volta em que fez seu melhor tempo, mas, ainda assim, é uma luz no túnel.


Domingo, que é o último dia dessa bateria, muita gente vai querer terminar no topo. Esse será o último treino antes da estreia do mundial na Austrália. Quem ficar na primeira posição, chegará a Melbourne com moral; mesmo que pequena, mas com moral!

Confira os melhores tempos dos pilotos nesse terceiro dia de treinos coletivos em Barcelona:
1. Sérgio Pérez, C31 Sauber (112 voltas): 1min22s094
2. Jenson Button, MP4-27 McLaren (44 voltas): 1min22s103
3. Daniel Ricciardo, STR7 Toro Rosso (130 voltas): 1min22s155
4. Felipe Massa, F2012 Ferrari (121 voltas): 1min22s413
5. Paul di Resta, VJM05 Force India (108 voltas): 1min22s446
6. Bruno Senna, FW34 Williams (111 voltas): 1min22s480
7. Heikki Kovalainen, CT01 Caterham (64 voltas): 1min22s630
8. Mark Webber, RB8 Red Bull (70 voltas): 1min22s662
9. Nico Rosberg, W03 Mercedes (128 voltas): 1min22s932
10. Kimi Raikkonen, E20 Lotus (43 voltas): 1min25s379

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Beto Monteiro larga na frente na abertura da Truck

A pole-position para a etapa de abertura da Fórmula Truck, válida para os campeonatos brasileiro e sul-americano, disputada no Velopark, foi de Beto Monteiro. O piloto do Iveco cravou 1min09s343 e vai dividir a primeira fila com Roberval Andrade.


Destaque nessa classificação para Christian Fittipaldi. O piloto que substitui Geraldo Piquet na ABF Mercedes Benz número 3 levou o caminhão do brasiliense até o Top Qualifying e ficou com a quinta posição.

(José Mário Dias)

No Top Qualifying, que reúne os oito mais rápidos para definição do pole-position e das outras sete posições do grid, a Mercedes colocou quatro caminhões na disputa. Apesar do domínio, os caminhões da estrela de três pontas não ficaram nem com a primeira fila – o mais bem classificado foi Leandro Totti, que ficou uma posição atrás do atual campeão, Felipe Giaffone.

Estreante na competição, Pedro Gomes ainda está em fase de adaptação e ficou apenas com a 11º posição do grid. Estreante, mas em equipe, o veterano Valmir Benavides ficou apenas com o 13º lugar do grid com seu Iveco, uma posição à frente do veteraníssimo Renato Martins. Por falar em experiência, Pedro Muffato estará no 19º lugar do grid antes da largada no Velopark.

Abro parêntese aqui para Geraldo Piquet. O brasiliense, que foi exageradamente e injustamente suspenso, esteve no Velopark para apoiar seu time e seu substituto e estreante, Christian Fittipaldi. Bacana a atitude de Geraldo! Fecho parêntese.

(José Mário Dias)

Confira como ficou o grid para a etapa de abertura da Fórmula Truck, no Velopark:
1. Beto Monteiro (Scuderia Iveco nº 88): 1min09s343
2. Roberval Andrade (Ticket Car Corinthians Scania nº 15): 1min09s671
3. Felipe Giaffone (RM Volkswagen nº 4): 1min09s772
4. Leandro Totti (ABF Desenvolvimento Mercedes nº 73): 1min10s042
5. Christian Fittipaldi (ABF Mercedes Benz nº 3): 1min10s057
6. Regis Boessio (ABF Desenvolvimento Mercedes nº 83): 1min10s318
7. Wellington Cirino (ABF Mercedes Benz nº 6): 1min10s535
8. Danilo Dirani (DF Ford nº 70): 1min10s771

9. João Maistro (Clay Truck Volvo nº 14)
10. Paulo Salustiano (ABF Volvo nº 55)
11. Pedro Gomes (DF Ford nº 43)
12. André Marques (RM Volkswagen nº 77)
13. Valmir Benavides (Scuderia Iveco nº 2)
14. Renato Martins (RM Volkswagen nº 9)
15. Fred Marinelli (Marinelli Iveco nº 50)
16. Adalberto Jardim (AJ5 Volkswagen nº 8)
17. Leandro Reis (Original Reis Scania nº 45)
18. Diumar Bueno (DB Volvo nº 11)
19. Pedro Muffato (Muffatão Scania nº 20)
20. Luiz Pucci (ABF Volvo nº 32)
21. Luiz Lopes (ABF Desenvolvimento Mercedes nº 99)
22. José Maria Reis (Original Reis Scania nº 12)
23. Débora Rodrigues (RM Volkswagen nº 7)

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Brasileiros separados na pré-temporada da Indy

Agora é para valer! Após alguns testes localizados aqui e acolá, a Fórmula Indy se prepara para sua pré-temporada, que acontece nos dias 5, 6, 8 e 9 de março, em Sebring. Os 26 pilotos do grid participarão de atividades em quatro dias de treinos coletivos, separados por dois grupos de 13 competidores.

A temporada 2012 da F-Indy terá três brasileiros na pista: além do badalado Rubens Barrichello, o tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis, Helio Castroneves, e o campeão da categoria em 2004, Tony Kanaan. Nessa semana de treinos, Helinho participará nos dois primeiros dias, enquanto que os pilotos da KV irão para o circuito somente nos dois últimos dias.

(Penske Studio Shoot & Marcio Fernandes/Ag.Estado)

A pré-temporada é fundamental para ver quem é quem nessa, digamos, nova Fórmula Indy. Os carros foram construídos a partir do novo chassi (DW12). Em 2012, a categoria terá três motores nas pistas: o Honda turbo 2.2 livros V6, o Chevrolet biturbo V6 e o Lotus, construído por John Judd.

Por causa dessas novidades, a IndyCar não determinou qualquer limite para os testes, tudo em nome da confiabilidade dos carros. Tanto que Castroneves rodou quase 800 quilômetros com seu Penske em apenas dois dias em Homestead. O tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis testou diferentes condições do carro. Helinho obteve dados do comportamento de seu Penske a partir de testes no circuito de Miami, inclusive com diferentes níveis de combustível no tanque. O brasileiro até simulou uma corrida para o time analisar a confiabilidade do equipamento. Confira a saída de Helio Castroneves do pit lane durante os testes em Homestead.



A pista da Florida foi escolhida para que os times possam obter valiosos dados para a temporada, já que o circuito de Sebring tem características de rua por causa das irregularidades no asfalto. Vale lembrar que das quatro primeiras provas de 2012, três serão disputadas em circuitos de rua – inclusive a São Paulo Indy 300, marcada para o último domingo de abril. O campeonato de Fórmula Indy começa no próximo dia 25 em São Petersburgo.

Veja como ficaram divididos os grupos de pilotos para os treinos preparatórios que abrem as atividades oficiais da temporada:

5 e 6 de março
Will Power (Penske nº 12 – Chevrolet)
Helio Castroneves (Penske nº 3 – Chevrolet)
Ryan Briscoe (Penske nº 2 – Chevrolet)
Ryan Hunter-Reay (Andretti nº 28 – Chevrolet)
Marco Andretti (Andretti nº 26 – Chevrolet)
James Hinchcliffe (Andretti nº 27 – Chevrolet)
Simona de Silvestro (Lotus HVM Racing nº 78 – Lotus)
Justin Wilson (Dale Coyne nº 19 – Honda)
James Jakes (Dale Coyne nº 18 – Honda)
Katherine Legge (Lotus Dragon nº 6 – Lotus)
Simon Pagenaud (Sam Schmidt nº 79 – Honda)

8 e 9 de março
Dario Franchitti (Ganassi nº 10 – Honda)
Scott Dixon (Ganassi nº 9 – Honda)
Tony Kanaan (KV nº 11 – Chevrolet)
Rubens Barrichello (KV nº 8 – Chevrolet)
E.J. Viso (KV nº 5 – Chevrolet)
Graham Rahal (Service Central Chip Ganassi nº 38 – Honda)
Charlie Kimball (Novo Nordisk Chip Ganassi nº 83 – Honda)
Sébastien Bourdais (Lotus Dragon nº 7 – Lotus)
Oriol Servia (Lotus Dreyer & Reinbold nº 22 – Lotus)
JR Hildebrand (Panther nº 4 – Chevrolet)
Mike Conway (A.J. Foyt nº 14 – Honda)
Takuma Sato (Rahal/Letterman/Lanigan nº 15 – Honda)
Ed Carpenter (Ed Carpenter nº 20 – Chevrolet)
Josef Newgarden (Sarah Fisher/Hartman nº 67 – Honda)
Alex Tagliani (Barracuda-BHA nº 77 – Lotus)

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Lotus de Grosjean na ponta

Um dia inteiro de testes e as equipes tiveram pouco para avanças no desenvolvimento de seus carros. Assim foi o segundo dia da última bateria de treinos coletivos da Fórmula 1 em Barcelona. Por causa da enorme quantidade de bandeiras vermelhas acionadas, os times não puderam fazer longos stints. Isso sem contar que o dia começou com um nevoeiro atípico na Catalunha, atrasando as atividades em quase uma hora.

(Formula 1 Website)

Nesse confuso dia, Romain Grosjean foi novamente o mais rápido. O francês da Lotus cravou 1min22s614 com pneus macios ainda na parte da manhã. No turno da tarde, ninguém baixou seu tempo. Independentemente do composto utilizado, a Lotus demonstra que superou o problema do chassi do E20. Quem leu meu post de ontem, sobre o primeiro dia dessa semana de treinos coletivos da F1, sabe que fiquei reticente com o tempo do carro preto e dourado. Mas, aos poucos, começo a ficar convencido de que o tal problema foi resolvido.

Claramente para ficar bem na classificação do dia, a Toro Rosso mandou Jean-Eric Vergne para a pista e o novato correspondeu. O piloto subiu rapidamente para o topo e terminou o dia a 0s512 da Lotus de Grosjean.

A Ferrari foi o carro que mais completou voltas em Barcelona nesse segundo dia de atividades. O F2012 foi guiado por Fernando Alonso, que testou componentes aerodinâmicos e pisou fundo para dar quilometragem ao bólido.

Detalhe: em sua melhor volta desse segundo dia, em que ficou a 0s126 do Red Bull de Sebastian Vettel, o F2012 do bicampeão estava com pneus duros. Tenho (grande) desconfiança na evolução do modelo de Maranello nessa pré-temporada. A Ferrari não evoluiu a ponto de tornar-se competitiva. Sobre a diferença nos tempos de Alonso e Vettel, é importante lembrar que não é sabida a quantidade de combustível que os carros tinham em seus tanques nas voltas rápidas.

O heptacampeão Michael Schumacher não teve um bom dia. O alemão causou duas bandeiras vermelhas e não conseguiu fazer longos trechos, como previsto pela Mercedes.

Com tempo pior do que o registrado pelo heptacampeão, mas em situação diferente, Lewis Hamilton dedicou o dia para análise de dados e treinos de pit stops. Por isso, a nona posição na tabela de hoje nada representa.

(Formula 1 Website)

Assim como a McLaren, a Williams também treinou exaustivamente paradas nos boxes, tanto com Bruno Senna pela manhã, quanto com Pastor Maldonado no turno da tarde.

Os pilotos mais rápidos nesse segundo dia de treinos coletivos foram:
1. Romain Grosjean, E20 Lotus (124 voltas): 1min22s614
2. Jean-Eric Vergne, STR7 Toro Rosso (45 voltas): 1min23s126
3. Sebastian Vettel, RB8 Red Bull (85 voltas): 1min23s361
4. Fernando Alonso, F2012 Ferrari (125 voltas): 1min23s447
5. Heikki Kovalainen, CT01 Caterham (104 voltas): 1min23s828
6. Kamui Kobayashi, C31 Sauber (77 voltas): 1min23s836
7. Nico Hülkenberg, VJM05 Force India (36 voltas): 1min23s893
8 Michael Schumacher, W03 Mercedes (79 voltas): 1min23s978
9. Lewis Hamilton, MP4-27 McLaren (65 voltas): 1min24s111
10. Bruno Senna, FW34 Williams (48 voltas): 1min24s925
11. Pastor Maldonado, FW34 Williams (20 voltas): 1min25s801

(F1 Website)

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Novidades para temporada 2012 da Stock Car

A temporada 2012 da Stock Car traz novidades. Visualmente, a principal dessas é a troca da bolha dos carros Chevrolet. No final de janeiro, escrevi aqui no COCKPIT que a montadora da gravata dourada iria substituir a bolha do Vectra, que era usada até o ano passado. Pois bem, todo grid que andou nos últimos anos de Vectra, a partir dessa temporada estará vestindo o Sonic. Além desses, a equipe Red Bull, de Andreas Mattheis, também estará com a bolha da Chevrolet. Na verdade, isso é apenas um detalhe, já que todos os carros da Stock Car são iguais, mudando apenas a bolha, que não interfere sequer um pelinho no rendimento dos carros nas pistas.

Outra modificação para 2012 – e essa atinge diretamente equipes e pilotos – é a nova pontuação que será adotada a partir da primeira prova desse ano, no dia 25 de março, em Interlagos. A Vicar (organizadora da categoria) definiu que o vencedor recebe 22 pontos, enquanto que o segundo colocado fica com 20 e o terceiro com 18. A partir da terceira posição, os pontos são diminuídos um a um até a vigésima colocação (o quarto recebe 17 pontos, o quinto ganha 16 pts e assim por diante), Diferente de 2011, época em que os 15 primeiros pontuavam, a partir desse ano os 20 primeiros receberão pontos.

(Fernanda Freixosa)

Além disso, o regulamento prevê que a última etapa, marcada para Brasília, terá uma pontuação diferenciada; na verdade, haverá o dobro de pontos distribuídos conforme a colocação de cada piloto. Isso significa que o vencedor receberá 44 pontos pela vitória no Distrito Federal; o segundo colocado, 40 e por aí vai.

Em dezembro do ano passado, escrevi minha suspeita sobre a adoção de pontuação dobrada na última etapa. Pois bem, a Vicar, que já utiliza esse sistema de pontos dobrados na última etapa no brasileiro de Marcas, passa a adotá-lo na Stock Car.

Só para lembrar: no ano passado, a Stock Car definiu que a temporada de 2012 não terá pit stop para reabastecimento. Os tanques, agora, têm capacidade para 100 litros e os carros farão toda a corrida sem a necessidade de reabastecer. A superfinal (playoffs) e os descartes também foram excluídos do regulamento. Assim, o campeão desse ano será o piloto que colecionar mais pontos.

Facilitando o entendimento do grande público, a mudança foi provocada para apimentar a emoção do campeonato. Com esse objetivo, o botão de ultrapassagem (push to pass) foi mantido. Porém, a utilização do sistema foi alterada. A partir de agora, os pilotos poderão usar esse recurso nas classificações. Caso faça esse recurso, o competidor terá menos opções de utilização do push to pass durante a corrida. A quantidade de acionamentos desse botão e o tempo de duração da potência extra serão definidos pela Vicar em cada prova.

Em relação ao calendário desse ano, a única alteração é a troca de datas no Velopark e em Ribeirão Preto. A prova na cidade do interior paulista será a terceira de 2012, prevista para ser disputada em 6 de maio, enquanto que o Velopark recebe a Stock Car no dia 20 do mesmo mês. A etapa do Rio de Janeiro está mantida para 15 de julho.

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Rubinho confirma que vai para Fórmula Indy

Rubens Barrichello já está de malas prontas para a Fórmula Indy. Depois de 19 temporadas na F1, o piloto recordista em participações em Grandes Prêmios da categoria máxima do automobilismo mundial está pronto para um recomeço. As rugas adquiridas com quase duas décadas de F1 não conseguem esconder a alma de menino sedento por vitórias.

Depois de alguns testes na equipe KV, Rubinho foi mais uma vez seduzido pela velocidade e fechou contrato de um ano com o time de Jimmy Vasser e Kevin Kalkhoven. Na decisão de Barrichello, pesou, também, a amizade de longa data com Tony Kanaan, que renovou com a KV por mais duas temporadas. O campeão de 2004 da Indy será seu companheiro de equipe, assim como o venezuelano Ernesto Viso. Ao contrário do que muitos especulavam, Barrichello, que confidenciou que recebeu o convite de Vasser logo após os testes em Sebring, fará a temporada completa da F-Indy.



O anúncio feito por Rubinho nesse primeiro dia de março apenas confirmou os rumores e expectativas que sopraram no mundo da velocidade desde 30 de janeiro, data de seu primeiro contato com um carro da categoria predominantemente norte-americana.

Não duvido que o reboliço que Barrichello causou nos dias que testou para a KV tenha chamado mais atenção da mídia do que os treinos coletivos da Fórmula 1 em Jerez e em Barcelona. Não tenho dúvida de que Rubinho será a menina dos olhos da categoria em 2012. Nesse primeiro instante, de certa forma, ofuscará inclusive os grandes nomes da Indy, como Dario Franchitti, Will Power, Scott Dixon, Ryan Hunter-Reay e os brasileiros Helio Castroneves e Tony Kanaan.

Afinal, um ex-F1 guiou para um time da Indy. Não que isso seja novidade, já que outros brasileiros trilharam esse caminho; ou de ida ou de volta. O nosso maior exemplo é Emerson Fittipaldi, que foi bicampeão da F1 antes de ir para a Indy ser campeão da temporada e bi nas 500 Milhas de Indianápolis.

Por todo oba-oba que hoje envolve Rubinho e Indy, o brasileiro não terá vida fácil nas pistas em 2012. Muita gente – ouso escrever que até todos! – vai querer deixá-lo para trás. Afinal, todos irão quere ter o gostinho de chegar à frente de um ex-F1. E como tem pilotos que não desfilam somente talento por lá, é bom Rubinho ficar atento.

O ex-F1 (terei de me acostumar a escrever sobre ele assim) competirá com o número 8, enquanto que Tony retorna ao 11, que acompanhou o baiano durante muitos anos de Indy.

Na coletiva de imprensa em que anunciou a ida para a F-Indy, Rubinho, ao lado de Tony Kanaan, estava reluzente, feliz e brincalhão. Rubinho em estado puro de Rubinho! Em determinado trecho, ele contou: “Não poderia pensar em bater o carro dele [Tony]; ficava imaginando em voltar aos boxes com o carro com uma patinha quebrada. Ainda bem que, agora, terei meu próprio carro”, brincou.

(Carsten Horst)

Rubinho fez questão de afirmar que seu futuro a partir de 2013 ainda está em aberto. Ele disse que não quer fechar as postas para uma volta à Fórmula 1. Acho pouquíssimo provável que ele retorne à F1. Seu ciclo na categoria máxima do automobilismo mundial foi encerrado.

A guinada que a carreira de Rubens teve e o caminho que ele optou é bem interessante. Aposto todos os meus quinze dinheiros que estão em minha carteira que ele terá algum sucesso nos Estados Unidos em poucos anos, com pódios e vitórias; título, quem sabe? Vai ser interessante rever a sambadinha, dessa vez na Indy.

Fato é que já há pressão em cima dele por – bons – resultados. Muita gente acredita que um piloto que sai da F1 e vai para a Indy tem obrigação de vencer e ser campeão. Não é bem assim. É claro que muitos lembram o fato de Nigel Mansell, após ter sido campeão e esnobado pela Fórmula 1, aterrissou nos Estados Unidos e deu show. É bom lembrar que era outra época e outra situação. A começar que Rubinho não foi campeão na F1; muito menos saiu por cima da carne seca! Além disso, o leão guiava por um dos melhores times da época. A KV é um time mediano com potencial para crescer e ainda distante dos bichos-papões Ganassi e Penske. Bem, isso até o ano passado.

(Carsten Horst)

O anúncio de que Barrichello competirá na Indy prolonga o clã de brasileiros que competem na categoria. O pioneiro foi Emerson Fittipaldi, que foi campeão em 1989 e conquistou o bi das 500 Milhas de Indianápolis (1989 e 1993). Depois do rato, alguns nomes passaram por lá, uns com mais, outros com menos sucesso, como Gil de Ferran (bicampeão em 2000 e 2001 e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 2003), Raul Boesel, Maurício Gugelmin, Christian Fittipaldi, Roberto Moreno, Cristiano da Matta...

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Depois do problema no chassi, Lotus lidera treino da F1

Iniciada a última bateria de treinos coletivos da Fórmula 1, em Barcelona, e a Lotus mostrou que solucionou o problema no chassi do E20; ou, pelo menos, quis mostrar que solucionou o problema apresentado na semana passada no circuito espanhol. O mais rápido do dia foi Romain Grosjean. O campeão da GP2, que volta à F1, cravou 1min23s252 com pneus macios, sendo 0s258 mais rápido do que o MP4-27 de Jenson Button. O campeão de 2009 completou sua melhor volta com os compostos duros da Pirelli.

(Formula 1 Website)

Focado no desenvolvimento do W03, Nico Rosberg foi o piloto que mais voltas completou em Montmeló. O alemão ficou a apenas 0s1 da Red Bull de Webber. O australiano não passou da quarta posição na tabela, sendo superado, inclusive, por Sérgio Pérez. O mexicano comprovou a evolução do C31 da Sauber e ficou a 0s3 de Button.

Trabalhando para desenvolver o F2012, Felipe Massa ficou com a oitava posição. Mas isso, nesse momento, não importa. O brasileiro testou variações aerodinâmicas no carro vermelho e simulou largadas de GPS, além de ter feito pequenos trechos com diferentes tipos de pneus.

(Formula 1 Website)

Contrariando a programação, a Caterham foi para a pista da Catalunha com Vitaly Petrov. O russo substituiu Kovalainen na sessão de hoje porque o finlandês teve um incômodo estomacal.

Preocupante a situação da Williams. Maldonado alterou voltas não tão rápidas assim com longo tempo nos boxes; tanto que o venezuelano foi o piloto que menos voltas completou em Barcelona. O time inglês enfrentou problemas nesse primeiro dia de treinos coletivos, mas não houve qualquer pronunciamento oficial sobre isso.

Os mais rápidos do primeiro dia de treinos coletivos em Montmeló foram:
1. Romain Grosjean, E20 Lotus (71 voltas): 1min23s252
2. Jenson Button, MP4-27 McLaren (64 voltas): 1min23s510
3. Sérgio Pérez, C31 Sauber (118 voltas): 1min24s820
4. Mark Webber, RB8 Red Bull (102 voltas): 1min23s830
5. Nico Rosberg, W03 Mercedes (128 voltas): 1min23s992
6. Jean-Eric Vergne, STR7 Toro Rosso (113 voltas): 1min24s216
7. Paul di Resta, VJM05 Force India (98 voltas): 1min24s305
8. Felipe Massa, F2012 Ferrari (105 voltas): 1min24s318
9. Vitaly Petrov, CT01 Caterham (123 voltas): 1min24s876
10. Pastor Maldonado, FW34 Williams (58 voltas): 1min25s587

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Caminhões na pista

Domingo começa a temporada 2012 da Fórmula Truck. A primeira etapa, válida pelo campeonato sul-americano e brasileiro da categoria, será no Autódromo Internacional Velopark, em Nova Santa Rita. Para esse ano, algumas novidades na categoria. Nada de inovações no regulamento técnico, mas há novidade dentre os pilotos.

Duas dessas estarão na abertura da competição na pista gaúcha. Pedro Gomes praticamente fará sua estreia na Fórmula Truck. O filho do tetracampeão da Stock Car Paulão Gomes competiu em duas oportunidades na Truck, mas somente agora surgiu a oportunidade de fazer a temporada completa. Pedro substitui a gaúcha Cristina Rosito no time de Djalma Fogaça, chefe da equipe DF Motorsport, que começa 2012 com a nova geração do modelo Ford Cargo. Pedro estará no Ford número 43 e seu companheiro de equipe, Danilo Dirani, que venceu a corrida de Curitiba em 2011, continua com o 70.

(Paulo Reis)

A outra novidade é a estreia – essa, sim, para valer! – de Christian Fittipaldi. O sobrinho do inigualável Emerson Fittipaldi, com passagens pela Fórmula 1, F-Indy e Nascar, substitui Geraldo Piquet (suspenso por causa do incidente no ano passado) no caminhão número 3 da ABF Mercedes Benz. Christian acertou com o time que competirá apenas nas duas primeiras etapas.

No mais, a temporada terá a presença do atual campeão Felipe Giaffone no Volkswagen número 4. A carreira de Giaffone na F-Truck impressiona: em cinco temporadas completas, Felipe conquistou três títulos (2007, 2009 e 2011); só não faturou mais um porque empatou com Roberval Andrade no campeonato de 2010 e ficou com o vice no critério de desempate. Em 54 corridas, venceu 15 e largou na pole-position em 12 provas.

Por falar em Roberval, o bicampeão renovou a parceria com o Corinthians e continua com as cores do time do Parque São Jorge na cabine de seu Scania.

Maior vencedor da categoria, Wellington Cirino inicia sua 12ª temporada na Mercedes Benz. O tetracampeão da Truck (2001, 2003, 2005 e 2008) não participou de qualquer teste coletivo da pré-temporada para se dedicar ao trabalho na oficina; a primeira vez que Cirino irá acelerar em 2012 será na primeira sessão livre no Velopark.

Abaixo, a lista de pilotos e equipes, com seus respectivos números, para a temporada 2012 da Fórmula Truck.
2. Valmir Benavides (Scuderia Iveco)
3. Geraldo Piquet (ABF Mercedes Benz)
4. Felipe Giaffone (RM Volkswagen)
6. Wellington Cirino (ABF Mercedes Benz)
7. Débora Rodrigues (RM Volkswagen)
8. Adalberto Jardim (AJ5 Volkswagen)
9. Renato Martins (RM Volkswagen)
11. Diumar Bueno (DB Volvo)
12. José Maria Reis (Original Reis Scania)
14. João Maistro (Clay Truck Volvo)
15. Roberval Andrade (Ticket Car Corinthians Scania)
20. Pedro Muffato (Muffatão Scania)
32. Luiz Pucci (ABF Volvo)
43. Pedro Gomes (DF Ford)
45. Leandro Reis (Original Reis Scania)
50. Fred Marinelli (Marinelli Iveco)
55. Paulo Salustiano (ABF Volvo)
70. Danilo Dirani (DF Ford)
73. Leandro Totti (ABF Desenvolvimento Mercedes)
77. André Marques (RM Volkswagen)
83. Regis Boessio (ABF Desenvolvimento Mercedes)
88. Beto Monteiro (Scuderia Iveco)
99. Luiz Lopes (ABF Desenvolvimento Mercedes)

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