Arquivo de May 2012

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O banho real

O dia de 31 de maio de 1987 marcou mais um Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1. A data ficou eternizada na memória dos fãs brasileiros. Há 25 anos, um piloto brasileiro venceu pela primeira vez nas ruas do Principado.

Depois de Emerson Fittipaldi (1973 e 1975) e Nélson Piquet (1983) terem batido na trave – e, por que não, Ayrton Senna em 1984 – o então piloto da Lotus pôs fim ao jejum brasileiro em terras do príncipe Albert II.


E mais: iniciou um impressionante reinado. A partir daquela corrida, Senna só não venceria a prova do ano seguinte; nunca é demais lembrar que na corrida de 1988, Ayrton liderava com cerca de 50s à frente de Alain Prost até bater bisonhamente na entrada do túnel. Depois, Senna venceu todas (1989, 1990, 1991, 1992 e 1993) que disputou até o final de sua carreira. As seis conquistas (em dez participações) até hoje não foram superadas.

É evidente que Ayrton Senna nasceu no Brasil, assim como toda sua adoração do povo japonês. Mas é inegável que, esportivamente, o mito surgiu naquela prova nas ruas do Principado de Mônaco. Ayrton Senna é um verdadeiro mito monegasco.

Nessa histórica vitória de 1987, a vitória de Senna com sua Lotus 99T marcou mais uma dobradinha brasileira na Fórmula 1, já que Nélson Piquet (Williams FW-11B) chegou na segunda colocação, a 33s212 do piloto do carro chefiado por Peter Warr.

Citar Mônaco, Ayrton Senna e Peter Warr, naturalmente, vem à mente o banho de champanhe que o brasileiro deu na família real no pódio de sua primeira vitória no Principado. Três anos depois, já com macacão da McLaren, Senna até mirou a garrafa na família real, para desespero de um segurança. Um sorriso daquele que viria a ser tricampeão e um banho no cinegrafista marcaram aquela vitória de 1990. Confira as duas solenidades de premiação no vídeo abaixo:

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Pela metade

Nunca tinha passado pela minha cabeça ver um Fórmula 1 cortado simetricamente ao meio, num corte longitudinal. Pois bem, uma das graças da vida é sempre nos surpreendermos. Peter Sauber autorizou o “assassinato” do modelo F1-08, que fez dobradinha no Grande Prêmio do Canadá de 2008 – na época, competia sob a tutela da BMW. O moço aí desse vídeo é Matt Morris, projetista da escuderia. O filminho ainda tem a participação do mexicano Sérgio Pérez, que a cada dia que passa parece estar cada vez mais com seus dias contados no time suíço, capito?

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Sem favoritos

O início do mundial de Fórmula 1 está sensacional. Seis pilotos diferentes venceram as seis primeiras etapas do campeonato. Parafraseando o ex-presidente Lula, nunca antes na história dessa categoria houve um começo assim.

É sabido que vitórias em sequência de pilotos diferentes não é novidade na F1. Nos anos de 1960, inclusive, nove pilotos diferentes venceram nove Grandes Prêmios seguidos; porém, o ocorrido não marcou o início de uma temporada – o referido feito aconteceu do Grande Prêmio da França de 1961 até o GP da França de 1962.

Essa diversidade de pilotos vencedores em 2012 dá apenas uma certeza: não há favoritos ao título dessa temporada de Fórmula 1. Se antes do mundial McLaren e Red Bull eram apontadas como candidatas ao título, agora, com mais de 25% das corridas disputadas, apontar um favorito é puro devaneio.

(Formula 1 Website)

Nos 150 pontos (referentes a seis GPs) disputados até agora, o piloto com melhor aproveitamento é Fernando Alonso. O bicampeão é o líder do mundial com 76 pontos, três a mais do que o vice-líder Mark Webber, que está empatado com seu companheiro de Red Bull, Sebastian Vettel. O espanhol da Ferrari não é melhor apenas por ter colecionado mais pontos até o momento; tem feito corridas que tenho dúvida se algum outro piloto do grid faria igual.

Destaque nessas seis primeiras provas, Alonso tem feito nas pistas o que popularmente chamamos de “tirar o coelho da cartola”. O espanhol coloca o F2012 num lugar que não era para o bólido italiano estar – em posições inferiores à Red Bull, McLaren e Mercedes.

Um dos melhores do grid – ouso escrever da história da Fórmula 1 –, Alonso terá de contar com uma melhora substancial da Ferrari para manter-se na liderança do mundial e conquistar seu sonhado tricampeonato. Nem mesmo o equilíbrio que predomina nessa temporada poderá manter o bicampeão no topo da tabela.

Já que a questão é a Ferrari, é claro que não poderia deixar Felipe Massa de fora. É evidente que o brasileiro fez, em Mônaco, sua melhor apresentação na atual temporada. Porém, não solto fogos como a turma que canta aos quatro ventos que Felipe está de volta. Estou reticente para saber se realmente Massa voltou a ser competitivo. Espero que não tenha visto nas ruas do Principado um dos últimos suspiros (esportivos, é claro!) de Felipe.

A temporada de F1 ainda poderá ver vitórias de Kimi Raikkonen e Michael Schumacher, apesar de o alemão ter feito apenas dois pontos até agora, em seu pior começo de temporada de Fórmula 1. Mas é importante lembrar que ainda faltam 14 corridas até o último GP, que será disputado em Interlagos.

Num dado momento desse campeonato, um ou dois times despontarão. Não acredito que esse equilíbrio predomine até o final da competição. E é justamente com esse pensamento que acredito que Alonso terá de contar com a melhora do F2012 para tentar ser campeão nesse ano.

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Recorde histórico na F1

A vitória de Mark Webber no Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 entrou para a história da categoria. Em 63 anos de F1, nunca havia tido seis vencedores diferentes (e somente com uma equipe repetindo a vitória) nas seis primeiras provas de uma temporada. Nesse campeonato, o triunfo de Webber atinge essa marca. Interessante, para não escrever irônico, que a sexta corrida tenha sido vencida por ele, que no início da semana reclamou da diversidade de pilotos vencedores em 2012.

(Formula 1 Website)

Essa foi a oitava vitória de Webber na F1, sendo a segunda nas ruas do Principado. A conquista do australiano da Red Bull, que é a primeira escuderia a vencer duas provas nesse ano, é ainda mais valorizada porque o piloto ficou com os pneus muito desgastados nas 15 voltas finais do GP.

Aliás, o final da corrida foi eletrizante. A oito voltas do fim, os seis primeiros pilotos estavam separados por 3s6. No final, Webber recebeu a quadriculada e 6s1 Felipe Massa cruzou a linha de chegada na sexta colocação.

Webber venceu com diferença de 0s6 sobre o alemão Nico Rosberg; o espanhol Fernando Alonso terminou em terceiro, a 0s9 do australiano.


A vitória na F1 vale 25 pontos e é justamente essa a diferença entre o líder e o sexto colocado. Alonso agora está na liderança do mundial com 76 pontos, três a mais do que a dupla da Red Bull, com Mark em segundo e Sebastian em terceiro. Em quarto está Lewis Hamilton, com 63, enquanto que Rosberg tem 59 e Kimi Raikkonen coleciona 51.

Em sétimo lugar na tabela de classificação do campeonato, com 45 pontos, está Jenson Button, que teve um pífio rendimento em Mônaco. O campeão de 2009 passou boa parte da prova trancado atrás da Caterham de Heikki Kovalainen. No final, faltando seis voltas, se enroscou com o finlandês e abandonou a corrida.

Antes disso, na largada, um incidente deixou Romain Grosjean de fora. O francês da Lotus tentou espremer Fernando Alonso, mas levou um chega para lá do bicampeão. O movimento no volante fez com que a Lotus batesse na roda dianteira direita da Mercedes de Michael Schumacher. O heptacampeão seguiu, mas Grosjean rodou e ficou pelo caminho. O japonês Kamui Kobayashi não conseguiu desviar de Romain e bateu sua Sauber. Não vejo qualquer culpado nesse incidente.

(Formula 1 Website)






Um pouco mais atrás, Pastor Maldonado, que largou em último porque a Williams optou pela troca de câmbio, encheu a traseira do espanhol Pedro de la Rosa.

Nas primeiras voltas, Felipe Massa pressionou Fernando Alonso pela quarta posição da pista. O brasileiro fez sequencialmente voltas mais rápidas do que seu companheiro de equipe. Só não passou porque as ruas de Mônaco não são o lugar perfeito para isso. Porém, a alegria durou pouco. Após o pit stop, Alonso voltou mais rápido e não deu chance a qualquer investida de Felipe.

Pelo tempo que fez na classificação, esperava mais de Schumacher. O heptacampeão foi discretíssimo e não chegou nem perto de ficar na liderança. Pouca gente deve ter notado seu abandono na 66ª volta.

Abro parêntese para falar de Sérgio Pérez. O mexicano da Sauber, talvez inspirado pelo Chapolin Colorado que pintou em seu capacete, fez muitas trapalhadas. Pérez passou reto na saída do túnel em três oportunidades, atrapalhou Kimi Raikkonen na entrada dos boxes quando foi trocar os pneus da Sauber, recebeu drive-through e ainda se enroscou com Kovalainen no final do GP. Com tudo isso, ainda não contavam com a astúcia dele: Pérez fez a melhor volta da corrida, com 1min17s296.

Confira o resultado final do Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1:

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Show de Schumacher na pole de Webber

A classificação para o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 foi fantástica. O melhor tempo do Q3 ficou com Michael Schumacher. O heptacampeão foi o mais rápido após cravar 1min14s301 nas ruas do Principado. Porém, a pole-position ficou com Mark Webber. O australiano da Red Bull, que ficou a 0s080 do alemão, se beneficiou da punição imposta a Schumacher – o veterano foi considerado culpado no acidente entre sua Mercedes e a Williams de Bruno Senna no GP da Espanha e perde cinco posições no grid em Monte Carlo.

(Formula 1 Website)

Não fosse a punição, Schumacher seria o quarto piloto mais velho da história da F1 a conquistar uma pole. O último a realizar essa façanha foi Jack Brabham, na classificação para o Grande Prêmio da Espanha de 1970. O resultado dessa classificação deu novo ânimo ao alemão. Schumacher, que já venceu cinco vezes o GP de Mônaco (1994, 1995, 1997, 1999 e 2001), virá forte, apesar de largar da sexta posição do grid.

Assim, a pole-position vai para a conta de Webber. O australiano já largou na frente em Monte Carlo. Em 2010, depois de largar da pole, venceu a corrida.

Curiosamente, desde 2005, os vencedores em Mônaco saíram da pole, com exceção de 2008, quando Felipe Massa largou na frente e Lewis Hamilton foi o primeiro a receber a quadriculada.

Olho em Nico Rosberg. O jovem alemão da Mercedes fez ótimas voltas em Mônaco e poderá alcançar sua segunda vitória na carreira nas ruas do Principado.

(Twitter Mercedes)

Apesar de a classificação não ter sido ótima, Felipe Massa mostrou uma confiança que há tempos não percebia. O brasileiro da Ferrari, que foi o mais rápido do Q2 (1min14s911) e ficou com a segunda colocação no último treino livre (1min15s197), pode dar trabalho, apesar do fraco F2012. Felipe, que pela primeira vez em 2012 passou para o Q3, partirá da quarta fila. Já Fernando Alonso estará imediatamente à sua frente na terceira fila.

A decepção foi, mais uma vez, Jenson Button. O campeão de 2009 não passou para o Q3 e vai largar da sexta fila.

Não fiquei decepcionado com a classificação de Bruno Senna. Apesar da vitória da Williams na última prova – praticamente fruto do acaso –, não espero muito equilíbrio e velocidade do FW34. Ficar pelo meio do Q2 é a posição que espero da Williams. A situação só não ficou pior para Bruno porque seu companheiro de equipe largará atrás dele, na 19ª posição.

Na verdade, Maldonado classificou bem sua Williams, levando o carro de Frank ao Q3. O venezuelano só não vai largar entre os primeiros porque durante o terceiro treino livre, perdeu a linha em Mônaco; e não escrevo, aqui, o traçado. Pastor Maldonado se irritou por ter sido travado por Sérgio Pérez em sua volta rápida e jogou propositalmente sua Williams contra a Sauber do mexicano. A irresponsável manobra rendeu a Maldonado uma punição de dez posições no grid.

Sérgio Pérez tem mostrado, até agora, não ter sorte em Monte Carlo – ano passado, o mexicano sofreu um forte acidente na classificação e não competiu o GP. Nesse ano, Pérez cometeu um erro no S da Piscina e encontrou o guard-rail durante o Q1. A batida danificou o C31 e o mexicano largará no fundo do pelotão.


O grid para o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 ficou assim:
1. Mark Webber (Red Bull- Renault): 1min14s381
2. Nico Rosberg (Mercedes): 1min14s448
3. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min14s583
4. Romain Grosjean (Lotus-Renault): 1min14s639
5. Fernando Alonso (Ferrari): 1min14s948
6. Michael Schumacher (Mercedes): 1min14s301 * já com a perda de cinco posições no grid
7. Felipe Massa (Ferrari): 1min15s049
8. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault): 1min15s199
9. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault): sem tempo
10. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
11. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
12. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
13. Bruno Senna (Williams-Renault)
14. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
15. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari)
16. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
17. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
18. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
19. Pastor Maldonado (Williams-Renault): 1min15s245 * já com a perda de dez posições no grid
20. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
21. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
22. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
23. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)
24. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)

(Formula 1 Website)

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Bernie garante Pacto de Concórdia

Quem pensou que a negociação do Pacto de Concórdia seria uma novela se enganou. O documento, que rege as relações comerciais entre a Fórmula 1, a FIA e as equipes não passou de uma minissérie. O todo-poderoso Bernie Ecclestone afirmou que já acertou um novo pacto com todas as 12 escuderias do grid, inclusive com a Mercedes, que se mostrava insatisfeita com a divisão de renda para os times. O documento terá validade até a temporada de 2020.

Na negociação do acordo que está em vigência até o final desse ano, surgiram boatos até mesmo de um racha na F1. Com muita conversa, as equipes se acertaram em 2009. Nessa negociação, o velho Bernie manteve seu pulso forte e não teve dificuldade para convencer a Mercedes a participar do pacto. Nada como uma boa conversa com algumas cifras envolvidas, não é mesmo?

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Chuva atrapalha livres em Mônaco

Quem acompanha Fórmula 1 sabe que quinta-feira de Grande Prêmio de Mônaco é dia de motores roncando nas ruas do Principado. A chuva apareceu depois que o segundo livre foi iniciado e comprometeu o desempenho dos carros. Nesse primeiro dia de atividades na pista de Mônaco, houve pouca conclusão para o fim de semana. O melhor tempo do dia ficou com Jenson Button. O campeão de 2009 completou uma volta em 1min15s746. O britânico registrou esse tempo com pista seca e com pneus supermacios no MP4-27.

(Formula 1 Website)

A previsão da meteorologia aponta chuva para a classificação de sábado. Porém, a água deverá dar uma trégua no domingo e o Grande Prêmio deverá ser disputado com pista seca.

Aponto Romain Grosjean como destaque da sessão. O francês da Lotus terminou o dia com a segunda melhor marca, ficando a 0s392 da McLaren de Button.

É bom ver esse começo da Lotus em Monte Carlo. Nessa temporada, os cinco GPs tiveram cinco vencedores diferentes de cinco equipes distintas. Na história da F1, nunca houve seis pilotos vencedores de seis equipes diferentes num início de mundial. Acho que muita gente irá torcer pela Lotus nesse fim de semana!

O dia foi marcado por escapadas. Um deles foi Felipe Massa. Apesar do erro, o brasileiro da Ferrari terminou com um surpreendente terceiro lugar, superando, inclusive, seu companheiro de equipe. Fernando Alonso, que foi o mais rápido do primeiro livre, foi superado em 0s059 por Felipe Massa.


Os bons tempos da Ferrari foram feitos com pneus macios. O F2012 deu mostra de que tem boa adaptação ao circuito com esse tipo de borracha. Para a classificação, a Ferrari pode registrar bons tempos e obter posições de largada confortáveis. Porém, é preciso analisar o rendimento dos carros vermelhos na corrida, inclusive com pneus supermacios.

Vencedor do último GP, Pastor Maldonado terminou o dia numa boa quinta posição. Lembro que o venezuelano já fez boas corridas nas ruas de Mônaco na época em que competia de GP2.

Red Bull e Mercedes ficaram em posições intermediárias e praticamente juntas. Nico Rosberg ficou em sexto, Mark Webber em sétimo, Michael Schumacher em nono e Sebastian Vettel em décimo. Os carros austríacos e alemães foram separados apenas pela Sauber de Kamui Kobayashi, que ficou com o oitavo melhor tempo.

Logo atrás dessa turma, Lewis Hamilton. O campeão de 2008 ficou a 1s649 de seu companheiro de McLaren, Jenson Button.

Mônaco é um lugar especial, diferente de todos os outros Grandes Prêmios. Aproveitando todo clima especial, alguns pilotos inovam e fazem novas pinturas em seus capacetes. Dois chamaram a atenção. O mexicano Sérgio Pérez, que competirá pela primeira vez com um F1 nas ruas de Monte Carlo – ano passado, ele sofreu um grave acidente na classificação e ficou de fora do GP –, homenageia um dos ícones da TV mexicana, por aqui conhecido como Chapolin Colorado.

(Formula 1 Website)

Já o campeão de 2007, Kimi Raikkonen, não quis uma postura irreverente. O finlandês pintou seu capacete com o layout que o campeão de 1976, James Hunt, competia na categoria.

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Ninguém queria vencer

Um dos mais surpreendentes Grandes Prêmios de Mônaco de Fórmula 1 completa 30 anos. Naquela tarde de 23 de maio de 1982, pouca gente acreditava que o italiano Riccardo Patrese pudesse chegar a sua primeira vitória na categoria justamente ali, nas ruas do principado. Num final de corrida melhor do que qualquer roteiro de Hollywood, o italiano da Brabham alcançou a grande glória em Monte Carlo.


O GP em Monte Carlo começou de forma dolorida. O vencedor do ano anterior não estava no circuito. Gilles Villeneuve tinha morrido 15 dias antes, durante a classificação para o GP da Bélgica, em Zolder. A ferida pela perda de um dos maiores ídolos da época ainda estava aberta na F1.

Atordoada pela morte de Villeneuve, a Ferrari chegou em Mônaco com apenas um carro. O francês Didier Pironi tinha a responsabilidade de diminuir a dor dos tifosi com uma vitória no Principado.

Além de Pironi, a dupla da Renault era favorita: René Arnoux estava na pole-position (quinta pole da escuderia francesa em seis GPs) e Alain Prost iria largar da segunda fila. Apesar das boas posições de largada, os italianos Riccardo Patrese (Brabham) e Bruno Giacomelli (Alfa Romeo) não inspiravam confiança para uma vitória em Mônaco. Tampouco seus companheiros de equipes – o então campeão Nélson Piquet só conseguiu colocar sua Brabham numa tímida 13ª posição de largada; já Andrea de Césaris foi um pouco melhor, alinhando sua Alfa Romeo no sétimo lugar do grid.

Na largada, Arnoux manteve a ponta. Prost ganhou uma posição na primeira curva. Mais algumas voltas e Prost subiu para a segunda posição da corrida. Na 15ª volta, Arnoux rodou bisonhamente no S da Piscina e deixou a liderança para seu companheiro de equipe.

A corrida caminhava tranquila para seu final até que, a três voltas da quadriculada, começou a chover. Líder do GP, Alain Prost aquaplanou sua Renault na saída da Chicane do Porto e parou no guard-rail.


A liderança caiu no colo de Patrese, que mal acreditava que poderia vencer a sua primeira corrida de Fórmula 1. Tanto não acreditava que perdeu a concentração e rodou pouco antes da Curva Loews. O italiano conseguiu colocar o nariz da Brabham apontado para frente, mas já era tarde: Didier Pironi passou por Patrese e liderava o GP.


Na última volta, a Ferrari de Pironi começou a engasgar. Pane seca no carro vermelho do francês dentro do túnel.

A liderança passou para o segundo colocado, Andrea de Césaris. O problema é que o italiano da Alfa Romeo parou na subida do Cassino praticamente no mesmo momento do abandono de Pironi.

A transmissão da TV naturalmente se enrolou para mostrar o novo líder. Afinal, quem era o novo líder? Num tempo em que os computadores ligados à Fórmula 1 ainda engatinhavam nas transmissões de TV, a incerteza sobre quem estava na liderança perdurou por alguns segundos.


Vindo de trás, Ricardo Patrese reassumiu a ponta na saída do túnel ao passar pela Ferrari estacionada de Pironi. Após contornar as últimas curvas, Riccardo Patrese cruzou a linha de chegada sem saber que havia vencido. Na volta de desaceleração, ao encostar sua Brabham para dar carona a Pironi dentro do túnel, o italiano recebeu a ótima notícia. O piloto francês bateu no capacete de Patrese e disse: “Parabéns, vencedor!”. Foi ali que Riccardo percebeu que havia entrado para a galeria de vencedores de Grandes Prêmios de F1.


Além de Riccardo Patrese, o pódio desse inusitado GP foi formado pelo francês Didier Pironi, que ficou pelo meio do caminho sem gasolina, e pelo italiano Andrea de Césaris, que também ficou com o tanque vazio na sua Alfa Romeo.

O final do Grande Prêmio de Mônaco de 1982 foi confuso? Não entendeu? Então relembre o final eletrizante desse GP:

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Sai ou fica?

Apesar da boa largada no Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, a corrida de Felipe Massa ficou prejudicada não só pela punição que recebeu, mas também por seu tímido desempenho. Não se pode colocar toda a culpa no fraco F2012 porque o companheiro de Ferrari largou na primeira fila e subiu ao pódio.

A situação de Felipe Massa na Ferrari é delicada. A sequência de fracos desempenhos nessa temporada faz com que a escuderia pressione o brasileiro por resultados minimamente satisfatórios – Felipe só conseguiu dois pontos nos cinco GPS disputados nessa temporada. Na última corrida, Massa só chegou à frente das nanicas Caterham, Marussia e Hispania, repetindo o mesmo pífio resultado obtido na Malásia.

(Formula 1 Website)

Felipe está machucado psicologicamente e esportivamente. Costumeiramente, ele é mais lento do que seu companheiro de equipe, seja em classificação ou em corrida. Nesse ritmo, dificilmente terá seu contrato renovado com a Ferrari no final dessa temporada. Acho que Felipe não estará de macacão vermelho no ano que vem.

Existe até mesmo a possibilidade de o brasileiro não terminar esse campeonato competindo pela Ferrari. Apesar de existir, essa chance é pequena. A equipe esbarra na falta de um bom piloto à disposição no mercado para colocar no lugar de Felipe. Chamar o reserva? A Ferrari, provavelmente, ficou traumatizada na última vez que fez isso – em 2009, Giancarlo Fisichella e Luca Badoer substituíram Massa (que sofreu um acidente na classificação para o GP da Hungria) e foram um fiasco.

O nome que é dado como prioritário para substituir Felipe na Ferrari é Sérgio Pérez. O mexicano, que integra o programa de desenvolvimento do time italiano, compete com motor Ferrari e tem contrato com a Sauber até o final do ano. Apesar do ganancioso mundo da Fórmula 1, a quebra de um contrato no meio de uma temporada para um piloto se transferir para outra equipe não é bem vista.

Há, também, muita especulação nesse assunto. Já colocaram até Lewis Hamilton na Ferrari. Aposto todos os quinze dinheiros que estão na minha carteira que o campeão de 2008 não irá para Maranello em 2013. Certamente ele não deseja reeditar a parceria com Fernando Alonso – e a recíproca espanhola é verdadeira! Hoje, o espanhol bicampeão manda e desmanda na equipe vermelha; e ele tem poder de impedir a improvável ida de Hamilton para a Ferrari.

Um nome que eu acho bastante interessante para a Ferrari é Kamui Kobayashi. Além do grande marketing que seria feito, o japonês é o tipo de piloto que faz corridas espetaculares e daria grande emoção aos tifosi. Mas o nome do piloto nipônico não deve figurar entre os primeiros na lista de substitutos de Massa.

Por isso, ou seja, por falta de opção, a Ferrari deverá manter Felipe até o final de 2012. Para o ano que vem, o caminho de Felipe pode ser a Sauber, equipe que ele defendeu em seu início de carreira na F1. Pode surgir algum outro cockpit, mas isso dependerá da dança das cadeiras – uma das peças-chave é Michael Schumacher, que não sabe se sai ou fica. Infelizmente, os dias de Felipe Massa na Ferrari estão contados.

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Todos dizem amém para Pastor

Certamente esse é o sentimento na Venezuela. A incrível vitória de Pastor Maldonado no Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1 surpreendeu, de certa forma, para quem não acompanhou a corrida. Para quem viu, o triunfo foi incontestável. O venezuelano da Williams foi rápido e cirúrgico em toda corrida. Teve a calma dos grandes vencedores e a serenidade para conquistar a ponta de volta, segurando os ataques de Fernando Alonso no último terço da prova.


Em 52 anos de história de F1, essa foi a primeira vitória de um piloto venezuelano na categoria. Não ficarei surpreso se, assim que voltar à Venezuela, Maldonado desfilar em carro aberto nas ruas de Caracas ao lado de Hugo Chávez.

O triunfo de Maldonado quebrou um longo jejum na Williams. O time de Grove havia vencido pela última vez no GP do Brasil de 2004, com Juan Pablo Montoya. No fim de semana em que a categoria celebrou os 70 anos de Frank Williams, o boxe de uma das mais tradicionais equipes da F1 foi pintado com FW70 (iniciais do patrão e sua idade). O chefe do time ganhou o melhor presente de aniversário que poderia receber na pista espanhola nesse domingo.

(Formula 1 Website)

A temporada 2012 da Fórmula 1 está espetacular. Para o povão, em geral, que só acompanha esporte quando “tem um brasileiro ganhando”, o campeonato deve estar chato. Mas para todos que acompanham a F1 de perto, as ultrapassagens, as surpresas e as vitórias colocam essa temporada como uma das melhores das últimas décadas.

A Williams foi a quinta escuderia a vencer nesse ano, que teve cinco GPs disputados. Resultado assim aconteceu pela última vez em 1983, quando Piquet (Brabham), Watson (McLaren), Prost (Renault), Tambay (Ferrari) e Rosberg (Williams) venceram as primeiras cinco provas daquela temporada. Nessa temporada, vitórias de Button (McLaren), Alonso (Ferrari), Rosberg (Mercedes), Vettel (Red Bull) e, agora por último, Maldonado (Williams). Será que alguma outra equipe vencerá nas ruas de Mônaco, local do próximo GP? Seria bem interessante. Quem sabe a Lotus?

O time de Enstone fez boa corrida com Romain Grosjean e ótima com Kimi Raikkonen. Nas últimas dez voltas, o campeão de 2007 passou a roda 1s mais rápido do que Alonso e colocou o espanhol na alça de mira. O finlandês cruzou a linha de chegada a 0s7 do bicampeão da Ferrari.

A polêmica da corrida ficou por conta do incidente que envolveu Michael Schumacher e Bruno Senna na volta 13. O heptacampeão encheu a traseira da Williams do brasileiro. Resultado: os dois saíram da pista. No primeiro instante, a Mercedes abandonou, mas não demorou mais do que cinco curvas para a Williams ficar pelo caminho.

(Formula 1 Website)

Olhos mais atentos percebem que o brasileiro ziguezagueou antes de ser acertado pelo alemão. Bruno pegou uma linha de trajetória e mudou. Talvez por estar com os pneus de sua Williams bem mais gastos do que os compostos da Mercedes, Bruno, que mudou de trajetória, pode ter antecipado a freada. É importante destacar que, além disso, Schumacher chegou na Williams de uma forma que não tenho certeza se ele iria conseguir contornar a curva. A Mercedes do heptacampeão estava com muito mais ação do que qualquer outro carro naquele ponto.

O japonês da Sauber foi, mais uma vez, espetacular. Duas grandes ultrapassagens de Kamui Kobayashi em Barcelona merecem destaque: numa, passou Jenson Button por fora; em outra, passou Nico Rosberg na marra, fritando pneus. A quinta colocação foi um prêmio para o arrojo desse rápido japonês.

Atual bicampeão, Vettel acordou tarde para a corrida. Depois de ser burocraticamente discreto na primeira metade o GP, o alemão da Red Bull ganhou duas posições nas três últimas voltas, terminando a corrida em sexto lugar.

O melhor pega da corrida aconteceu entre Jena-Eric Vergne, Paul di Resta, Felipe Massa e Jenson Button. Os quatro pilotos, separados por 0s5, disputavam a décima posição, com o francês da Toro Rosso liderando o pelotão. No final de duas voltas, Massa e Button deixou os outros dois para trás. No final da grande reta espanhola, o campeão de 2009 deixou Massa para trás.

A corrida não foi boa para Felipe, mesmo tendo feito uma primeira parte boa. Além de ter tomado uma volta do companheiro Fernando Alonso, o brasileiro, que foi penalizado com um drive-through por ter supostamnte desobedecido uma bandeira amarela, só ficou à frente das nanicas na classificação final do GP.

Confira o resultado final do Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1:


Atualizado às 13h19min: A celebração da Williams pela vitória de Pastor Maldonado no Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1 foi interrompida no final da tarde. O boxe da equipe foi atingido por um incêndio. A causa, de acordo com mecânicos da escuderia, foi a explosão do Kers do FW34 de Bruno Senna. O carro do brasileiro estava com grande quantidade de combustível no tanque. Bruno abandonou o GP logo no início, após se envolveu num incidente com Michael Schumacher. Nove mecânicos da Williams (quatro), Carteham (quatro) e Force India (um) ficaram levemente feridos e já foram socorridos.

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Hamilton perde pole para Maldonado

Lewis Hamilton, que fez a melhor volta do Q3 (1min21s707) na classificação para o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, perdeu a pole-position. O campeão mundial de 2008 foi penalizado por ter ficado sem combustível na volta de desaceleração, quando retornava aos boxes.

Na verdade, havia ainda “algumas gotas” de gasolina no tanque do MP4-27 #4. Os comissários investigaram a situação e constataram que não havia combustível suficiente para que o carro retornasse aos boxes da McLaren. Com isso, Lewis largará no fundo do grid, baixando para quase zero sua chance de vitória em Barcelona.

A decisão que puniu Hamilton obrigou a McLaren a adiar a festa de sua 150ª pole-position na F1.

A punição ao campeão de 2008 coloca Pastor Maldonado na posição de honra do grid. Dessa forma, o tempo da pole fica sendo 1min22s285. A última pole da equipe Williams foi no GP do Brasil de 2010. Na ocasião, Nico Hulkenberg voou baixo em Interlagos e surpreendeu colocando a Williams na pole em São Paulo.

Se o resultado foi muito bom para Maldonado, entendo que foi melhor ainda para Fernando Alonso. O bicampeão da Ferrari passa para a primeira fila do grid. Suspeito que haverá um carro vermelho na frente logo depois da primeira curva...

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Rapidinhas sobre a pole de Hamilton

Lewis Hamilton conquistou a pole-position para o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1. Foi a terceira vez que o campeão mundial de 2008 largará na frente nessa temporada. Agora, Hamilton tem 22 poles em sua carreira na F1.

Curiosidade: em 21 corridas em Barcelona, apenas cinco vezes o vencedor não saiu da pole. Em 14 anos, o vencedor do GP da Espanha faturou o título no mesmo ano.

Destaque para Pastor Maldonado, que colocou seu FW34 na primeira fila. Em meio às comemorações dos 70 anos de Frank Williams, o venezuelano conquistou sua melhor posição de largada em sua carreira na F1.

O dia só não foi melhor para a Williams porque Bruno Senna voltou a errar na Catalunha. O brasileiro perdeu a traseira de seu FW34 e ficou pelo caminho no Q1.

Classificação também foi ruim para Jenson Button. O campeão de 2009 sucumbiu no Q2 e estará na 11ª posição de largada.

Grid interessante. Além do pole Hamilton e Maldonado, ao seu lado, a segunda fila tem um surpreendente Alonso, com Grosjean no quarto lugar da largada. Kimi Raikkonen e Sérgio Pérez estarão logo atrás. Rosberg, Vettel, Schumacher e Kobayashi fecham o Top10.

Felipe Massa? O brasileiro da Ferrari estará na modestíssima 17ª posição de largada.

Veja o grid para o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1:
1. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min21s707
2. Pastor Maldonado (Williams-Renault): 1min22s285
3. Fernando Alonso (Ferrari): 1min22s302
4. Romain Grosjean (Lotus-Renault): 1min22s424
5. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault): 1min22s487
6. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari): 1min22s533
7. Nico Rosberg (Mercedes): 1min23s005
8. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault): sem tempo
9. Michael Schumacher (Mercedes): sem tempo
10. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari): sem tempo
11. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
12. Mark Webber (Red Bull- Renault)
13. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
14. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
15. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
16. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari)
17. Felipe Massa (Ferrari)
18. Bruno Senna (Williams-Renault)
19. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
20. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
21. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
22. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
23. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)

Acima dos 107%
24. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)

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A derrota histórica da Ferrari

O tempo passa. Abri o baú do COCKPIT hoje pela manhã e percebi que há dez anos acontecia uma das maiores vergonhas da história da Fórmula 1. O Grande Prêmio da Áustria de 2002 ficou marcado pela marmelada da Ferrari. Na última curva da última volta, Rubens Barrichello seguia ordem da equipe de Maranello e abria passagem para mais uma vitória de Michael Schumacher.

O triunfo austríaco ajudou o alemão em sua caminhada ao pentacampeonato. A vitória foi conquistada... Não, essa não foi assim! A vitória foi armada para Schumi.

Aquele dia 12 de maio de 2002 ficou manchado para sempre. Rubinho, que tinha largado na pole-position, liderava praticamente de ponta a ponta. A narração também entrou para a história com o famoso “hoje, não; hoje, não... Hoje, sim?” de Cleber Machado.

Muita gente se divertir com essa narração, mas ninguém, que acompanhava o GP ao vivo, acreditava que a Ferrari pudesse ordenar uma troca de posição entre seus pilotos. Não só Cleber Machado, como todos que assistiam ficaram incrédulos.

A prova disso foi a vaia uníssona nas arquibancadas austríacas. Impagável é a cara de Ralf Schumacher no pit lane (aos 5min02s do vídeo abaixo).

Depois da lambança feita pela Ferrari na última volta, foi a vez de Schumacher fazer das suas: o alemão rejeitou o lugar mais alto do pódio e colocou Rubinho no lugar do vencedor do GP da Áustria. O troféu de vencedor também foi dado a Barrichello por Schumacher. No final, o hino da Alemanha foi executado com Rubens no alto do pódio. Os pontos? Bem, a pontuação do vencedor foi para Schumacher.

Como bem disse o jornalista Reginaldo Leme, essa foi a “derrota histórica da Ferrari”. Um momento historicamente negativo para a Ferrari; e, também, para a Fórmula 1. Relembrem:


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Button lidera livres de sexta-feira em Barcelona

McLaren e Jenson Button dominaram a segunda sessão de treinos livres para o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1. O campeão de 2009, que ficou com o melhor tempo do dia, cravou 1min23s399. Button superou a marca registrada por Fernando Alonso. O bicampeão da Ferrari foi o mais rápido do primeiro livre em Barcelona após completar uma volta em 1min24s430.

(Formula 1 Website)

Nesse primeiro dia de atividades na pista de Montmeló, que abre a fase europeia da categoria nesse ano, a Red Bull apresentou ótimo desempenho nas duas sessões. No segundo livre, Sebastian Vettel ficou a 0s164 de Button.

A Mercedes também fez boa marca nessa sexta-feira. O alemão Nico Rosberg fez voltas bem próximas dos líderes e terminou o dia em terceiro, mostrando a força dos carros de Ross Brawn.

Vale destacar o rendimento da Lotus. Os carros de Kimi Raikkonen e Romain Grosjean fizeram tempos próximos ao registrado por Lewis Hamilton. Os carros negros de Enstone foram mais rápidos, inclusive, do que Mark Webber. O heptacampeão Michael Schumacher fechou o dia em oitavo, atrás de McLaren, Red Bull, Lotus e de seu companheiro de equipe.

A exceção do melhor tempo de Alonso no primeiro livre, a Ferrari continua em meios aos sérios problemas no F2012. O time vermelho foi coadjuvante na sessão dominada pelas grandes escuderias – Felipe foi o 11º e Fernando ficou em 14º.

(Formula 1 Website)

O brasileiro Bruno Senna, que só participou da segunda sessão dessa sexta-feira, cometeu um erro e não passou do 18º tempo.

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Não poderia ser em pior hora

A Sauber irá estrear o escudo do Chelsea em seus carros nesse fim de semana no Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1. Só para lembrar: o GP é disputado em Barcelona e, no futebol, o Chelsea eliminou o time catalão na semifinal da Liga dos Campeões.

O modelo utilizado na promoção não é o C31, mas foi pintado com as cores atuais. Até mesmo os pilotos Kamui Kobayashi e Sérgio Pérez posaram com camisas do time londrino.

Não ficarei surpreso se ouvirmos uma uníssona vaia a cada volta em que os carros da Sauber passarem em frente às arquibancadas do circuito espanhol.

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Jacques na Ferrari de Gilles

A semana foi emocionante para quem gosta de automobilismo; para quem gosta da Ferrari. No dia 8, o mundo lembrou o trigésimo ano da morte de um dos maiores ídolos da Fórmula 1: Gilles Villeneuve.

Nessa data, a Ferrari promoveu um encontro histórico. Filho do lendário piloto canadense, Jacques Villeneuve, campeão da categoria em 1997, acelerou a Ferrari 312T4 na pista de Fiorano. O modelo foi guiado por Gilles na temporada de 1979, ano em que terminou como vice-campeão.

Jacques foi observado pela dupla atual da Ferrari, Felipe Massa e Fernando Alonso, e pelo presidente da escuderia, Luca di Montezemolo. Confira as imagens de Jacques pilotando a 312T4, com direito a câmera onboard.

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Há trinta anos...

E o baú do COCKPIT continua aberto. Prometo que não vou me alongar nesse texto para saudar o talento eterno de Gilles Villeneuve. Há 30 anos, o canadense se transformava em mito.

Na fatídica curva no circuito de Zolder, durante a classificação para o Grande Prêmio da Bélgica de F1, o destino colocava um ponto final da vida de Gilles, um dos mais espetaculares pilotos que tive a oportunidade de ver (pela TV) na Fórmula 1. Em sua volta rápida, a Ferrari 126C2 do canadense tocou na roda traseira direita do March de Jochen Mass. O carro vermelho capotou e lançou o ídolo para fora do cockpit. De um lado da pista, a Ferrari completamente destruída; do outro, Villeneuve, preso ao banco, jogado na grama. A morte de Gilles foi confirmada horas depois no hospital local, em Louvain.


Uma das versões sobre o acidente foi a busca desesperada de Gilles pela melhor volta da pista belga, já que seu companheiro de Ferrari, Didier Pironi tinha o melhor tempo provisório até aquele momento.

Essa vontade quase insana de Villeneuve tinha motivo: no Grande Prêmio anterior, em San Marino, Gilles liderava a prova, seguido por Pironi. O francês não respeitou a ordem da Ferrari – viram como a “coisa” é antiga lá em Maranello? – e ultrapassou o canadense na última volta daquele GP, que ficou marcado pelo boicote de alguns times; apenas Renault, Alfa Romeo, Tyrrell, Toleman, ATS e Osella, além da Ferrari, disputaram a prova em Ímola.

Depois de toda morte no automobilismo, praticamente como se fosse uma regra, há alterações no regulamento. Características dos carros da época, as minissaias, responsáveis pelo efeito solo, foram banidas da F1.

Depois da morte de Gilles Villeneuve, curiosamente, a pista de Zolder só recebeu a Fórmula 1 apenas em 1984. No ano anterior, o GP da Bélgica de F1 foi disputado em Spa-Francorchamps. A partir de 1985, Spa passou a fazer parte do calendário da Fórmula 1.

Alguns feitos de Villeneuve permanecem vivos na memória dos fãs. A disputa pela segunda colocação nas voltas finais do Grande Prêmio da França de 1979, em Dijon-Prenois, entre o francês René Arnoux, da Renault, e Gilles foi uma das melhores da história da F1.



Ou alguém já se esqueceu da fantástica volta aos boxes de Gilles com sua Ferrari com apenas três rodas no Grande Prêmio da Holanda de 1979? Sua última vitória, no GP da Espanha de 1981, foi conquistada com sua conhecida garra, segurando um pelotão de quatro carros. A diferença entre Gilles e Elio de Angelis, quinto colocado, foi de 1s240, com Jacques Laffite, John Watson e Carlos Reutemann entre eles.

O grande espetáculo aconteceu no GP do Canadá de 1981, última vez que Gilles competiu em sua terra natal. Sob forte chuva, o canadense deu um show, guiando sua Ferrari até mesmo com a asa dianteira completamente destruída. Confira algumas imagens dessa corrida com a narração de Luciano do Valle e comentários de Reginaldo Leme.



Apesar de sua forte ligação com a Ferrari, o time de Maranello não foi o único que acolheu Gilles. O canadense fez sua estreia na Fórmula 1 pela equipe McLaren, no Grande Prêmio da Inglaterra, em 1977. Após uma corrida na escuderia inglesa, Gilles desembarcou em Maranello.

O canadense construiu sua carreira na F1 na Ferrari. Ali, viveu seus melhores e piores momentos. Seus números foram tímidos, se comparados ao seu talento e ao seu show. Apenas cinco vitórias (Montreal/1978, Kyalami/1979, Long Beach/1979, Watkins Glen/1979, Mônaco/1981 e Jarama/1981), duas pole-positions e oito voltas rápidas, em 67 Grandes Prêmios disputados. O título mundial foi um sonho nunca alcançado.

Ops! Não consegui. Desculpem, mas o texto ficou maior do que eu imaginei quando liguei o computador para escrevê-lo. É difícil escrever pouco sobre um dos mitos da Fórmula 1. Para sempre, Joseph Gilles Henri Villeneuve!

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Há vinte anos...

Ainda tenho na memória aquele triste 7 de maio de 1992. Há exatos vinte anos, ainda não era jornalista diplomado, mas já era apaixonado por carros de corrida. Numa época em que não havia a facilidade que hoje existe na troca de informações por intermédio dos meios de comunicação – a internet apenas engatinhava e Twitter e Facebook não existiam nem mesmo em filme de ficção científica! –, soube da notícia no final daquela tarde pelo rádio a caminho de meus deveres estudantis: o tricampeão da Fórmula 1, Nélson Piquet, que treinava no Indianápolis Motor Speedway para as 500 Milhas, havia sofrido um grave acidente.

Lembro que, na gíria da época, “dei um perdido na aula” para poder acompanhar pelo rádio as informações daquele acidente que poderia colocar um ponto final na carreira de Piquet, que havia largado a F1 no ano anterior.

Só vi as imagens do terrível acidente já à noite nos telejornais. A batida foi impressionante! Por sorte, o tricampeão saiu com vida e sem amputações; na verdade, Nélson perdeu apenas a pontinha de um dos dedinhos do pé direito. E como ele mesmo disse na época, com sua conhecida irreverência, “menos uma unha para cortar”.

A recuperação foi lenta, mas deixou o tricampeão praticamente como estava antes desse acidente. Ao contrário do que alguns podem pensar, sua experiência em oval não o traumatizou. Sim, ele é brasileiro e não desiste; tanto que voltou ao Indiana Motor Speedway no ano seguinte para disputar as 500 Milhas de Indianápolis.

Reveja o vídeo do grave acidente de Piquet nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis, em 1992. A frente do Menard #27 de Piquet ficou toda destruída. Numa época em que não havia o soft wall, Nélson quase bateu seu capacete no muro.

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Mais forte do que nunca

Pelo menos uma lição dá para se tirar dos três dias de testes da Fórmula 1 em Mugello: a Lotus está em crescimento e não irá demorar para começar a brigar por vitórias nessa temporada. O mais rápido desse último dia de testes na pista italiana foi Romain Grosjean. O francês da Lotus cravou 1min21s035 e ficou com a melhor marca de todos os dias de testes. O tempo do campeão da GP2, que foi um dos que menos completou voltas nesse último dia, ratifica a boa fase da Lotus.

(Formula 1 Website)

A segunda colocação dessa quinta-feira ficou com o bicampeão Sebastian Vettel. O alemão da Red Bull completou mais de cem voltas e ficou a 0s232 de Grosjean.

O dia não foi muito bom para a Ferrari. O bicampeão Fernando Alonso bateu na primeira parte da sessão, danificando o bico e o assoalho do F2012. Apesar de ter perdido tempo de voltas rápidas nos boxes por causa desse acidente, o espanhol ainda ficou com a terceira melhor marca do dia.

(Formula 1 Website)


Com cada equipe buscando um determinado acerto, houve quem buscasse melhorias aerodinâmicas e confiabilidade. Num de seus longos stints, Heikki Kovalainen provocou uma bandeira vermelha ao não conseguir mover sua Caterham na curva San Donato.

Outro incidente na sessão dessa quinta-feira aconteceu com a Sauber. O mexicano Sérgio Pérez interrompeu suas voltas rápidas para voltar aos boxes com um problema no motor. O C-31 de Pérez teve um princípio de incêndio, que foi rapidamente controlado.


Os mais rápidos dessa quinta-feira foram:
1. Romain Grosjean (Lotus): 1min21s035 – 66 voltas
2. Sebastian Vettel (Red Bull): 1min21s267 – 106 voltas
3. Fernando Alonso (Ferrari): 1min22s363 – 98 voltas
4. Daniel Ricciardo (Toro Rosso): 1min21s604 – 117 voltas
5. Sérgio Pérez (Sauber): 1min22s229 – 118 voltas
6. Nico Hulkenberg (Force India): 1min22s325 – 55 voltas
7. Pastor Maldonado (Williams): 1min22s497 – 63 voltas
8. Nico Rosberg (Mercedes): 1min22s579 – 129 voltas
9. Oliver Turvey (McLaren): 1min22s662 – 99 voltas
10. Paul di Resta (Force India): 1min23s002 – 34 voltas
11. Heikki Kovalainen (Caterham): 1min23s169 – 139 voltas
12. Timo Glock (Marussia): 1min23s466 – 110 voltas


Nos três dias de testes em Mugello, os melhores tempos foram:
1. Romain Grosjean (Lotus): 1min21s035 - 163 voltas
2. Sebastian Vettel (Red Bull): 1min21s267 - 172 voltas
3. Fernando Alonso (Ferrari): 1min21s363 - 144 voltas
4. Kamui Kobayashi (Sauber): 1min21s603 - 135 voltas
5. Daniel Ricciardo (Toro Rosso): 1min21s604 - 139 voltas
6. Mark Webber (Red Bull): 1min21s997 - 78 voltas
7. Sergio Perez (Sauber): 1min22s229 - 118 voltas
8. Felipe Massa (Ferrari): 1min22s257 - 106 voltas
9. Nico Hulkenberg (Force Índia): 1min22s325 - 55 voltas
10. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso): 1min22s422 - 97 voltas
11. Pastor Maldonado (Williams): 1min22s497 - 63 voltas
12. Nico Rosberg (Mercedes): 1min22s579 - 178 voltas
13. Oliver Turvey (McLaren): 1min22s662 - 129 voltas
14. Paul di Resta (Force India): 1min23s002 - 48 voltas
15. Heikki Kovalainen (Caterham): 1min23s169 - 139 voltas
16. Michael Schumacher (Mercedes): 1min23s404 - 149 voltas
17. Timo Glock (Marussia): 1min23s466 - 147 voltas
18. Charles Pic (Marussia): 1min23s982 - 91 voltas
19. Jerome D’Ambrosio (Lotus): 1min24s048 - 40 voltas
20. Vitaly Petrov (Caterham): 1min24s312 - 112 voltas
21. Gary Paffett (McLaren): 1min24s480 - 63 voltas
22. Bruno Senna (Williams): 1min24s842 - 100 voltas
23. Jules Bianchi (Force India): 1min25s475 - 19 voltas
24. Rodolfo Gonzalez (Caterham): 1min27s197 - 35 voltas
25. Valtteri Bottas (Williams): 1min29s179 - 28 voltas

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Duas vezes 1min21s603

Se faltou emoção no primeiro dia de testes da Fórmula 1 em Mugello, a segunda sessão foi eletrizante; pelo menos no final. Depois de Romain Grosjean ter cravado 1min21s603 na manhã italiana, Kamui Kobayashi igualou o tempo estabelecido pelo francês. Como o piloto da Lotus foi o primeiro a registrar a marca, Grosjean terminou o dia no topo da tabela dos pilotos mais rápidos nessa sessão da intertemporada.

Atrás dos pilotos da Lotus e Sauber, o bicampeão Sebastian Vettel garantiu a terceira colocação nessa quarta-feira, ficando a 0s222 do melhor tempo. Com a chuva dando uma trégua, o alemão da Red Bull completou 64 voltas, dez a mais do que seu companheiro de equipe. Mark Webber terminou a sessão em quarto lugar.

A Ferrari andou bem em Mugello. Depois de ter ficado na ponta no primeiro dia com Fernando Alonso, o carro de Maranello voltou a apresentar bom rendimento. Nessa sessão, o F2012 foi guiado por Felipe Massa, que ficou com o quinto melhor tempo, sendo 0s654 mais lento do que o líder do treino.

Massa não foi o único brasileiro a acelerar na pista de Mugello nessa quarta-feira. Nas 100 voltas que completou no circuito italiano, Bruno Senna testou a confiabilidade do FW-34 e simulou diversos acertos aerodinâmicos para a Williams.

Quem praticamente não saiu da pista foi Michael Schumacher. O heptacampeão foi o piloto que mais voltas completou em Mugello (144). Sem o foco em ser o mais rápido, Schumi passou o dia testando compostos de pneus.

(Formula 1 Website)


Os mais rápidos dessa quarta-feira foram:
1. Romain Grosjean (Lotus): 1min21s603 – 97 voltas
2. Kamui Kobayashi (Sauber): 1min21s603 – 87 voltas
3. Sebastian Vettel (Red Bull): 1min21s825 – 64 voltas
4. Mark Webber (Red Bull): 1min21s997 – 54 voltas
5. Felipe Massa (Ferrari): 1min22s257 – 106 voltas
6. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso): 1min22s422 – 65 voltas
7. Daniel Ricciardo (Toro Rosso): 1min22s588 – 22 voltas
8. Michael Schumacher (Mercedes): 1min23s404 – 144 voltas
9. Charles Pic (Marussia): 1min23s982 – 46 voltas
10. Vitaly Petrov (Caterham): 1min24s312 – 112 voltas
11. Gary Paffett (McLaren): 1min24s480 – 59 voltas
12. Timo Glock (Marussia): 1min24s499 – 37 voltas
13. Paul di Resta (Force Índia): 1min24s749 – 14 voltas
14. Bruno Senna (Williams): 1min24s842 – 100 voltas

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Chuva interrompe sessão de F1 em Mugello

O planejamento de bons testes para as equipes de Fórmula 1 antes do início da temporada européia acabou por água abaixo. Literalmente. Sem realizar testes no meio de um campeonato desde 2008, a sessão dessa terça-feira em Mugello foi prejudicada pela chuva que caiu na pista italiana.


Quase todas as escuderias, com exceção da Hispania, foram até Mugello para testar pacotes e mais pacotes de inovações tecnológicas. A chuva atrapalhou os planos de muita gente dentro da pista e fora, já que 15 mil pessoas estavam nas arquibancadas para acompanhar os testes. Nem mesmo o melhor tempo de Fernando Alonso (1min22s444) serviu de parâmetro para qualquer avaliação.

Quarta-feira tem mais; isso, é claro, se a chuva permitir.



Os mais rápidos dessa terça-feira foram:
1. Fernando Alonso (Ferrari)
2. Mark Webber (Red Bull-Renault)
3. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
4. Jerome D’Ambrosio (Lotus-Renault)
5. Nico Rosberg (Mercedes)
6. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
7. Oliver Turvey (McLaren-Mercedes)
8. Jules Bianchi (Force India-Mercedes)
9. Rodolfo Gonzalez (Caterham-Renault)
10. Charles Pic (Marussia-Cosworth)
11. Valtteri Bottas (Williams-Renault)
12. Gary Paffett (McLaren-Mercedes)
13. Michael Schumacher (Mercedes)

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O outro 1º de maio

O dia 1º de maio é uma triste data para o automobilismo. Em 1994, Ayrton Senna morria no Grande Prêmio de San Marino de Fórmula 1. O que pouca gente lembra é que, num mesmo 1º de maio, Nélson Piquet sofreu um grave acidente guiando, coincidentemente, uma Williams na F1.

Há 25 anos, durante os treinos livres da sexta-feira do GP de San Marino de 1987, o então bicampeão mundial batia a Williams número 6 na curva Tamburello. Por causa do acidente, os médicos impediram o piloto brasileiro de disputar aquela corrida, em Ímola.


De volta ao cockpit do carro de Frank, Piquet faturou seu tricampeonato naquele mesmo ano. Anos mais tarde, Nélson confidenciou que sua visão foi seriamente afetada depois da batida na Curva Tamburello, tendo perdido parte da noção de profundidade.

Dois graves acidentes aconteceram na Curva Tamburello antes da morte de Ayrton Senna: a Ferrari do austríaco Gerhard Berger explodiu durante o Grande Prêmio em 23 de abril de 1989 e a Williams de Riccardo Patrese ficou completamente destruída durante sessão de treinos particulares da equipe, em 8 de maio de 1992.



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