Arquivo de June 2011

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Olho na estreia de uma promessa

Um dos nomes de pilotos mais fortes nos bastidores da Fórmula 1 vai finalmente fazer sua estreia num Grande Prêmio da categoria: Daniel Ricciardo estará em Silverstone no final de semana do dia 10 de julho para disputar a classificação para o GP da Inglaterra. A diferença é que ele não estará vestido com o macacão da Toro Rosso para dar umas voltas na primeira sessão livre; o jovem australiano, piloto reserva do time B da Red Bull, substituirá o indiano Narain Kartikheyan, chutado mais uma vez da Fórmula 1.

O jovem australiano, que tem um talento infinitamente maior do que seu conterrâneo da Red Bull, estará no cockpit da Hispania até o final do ano. Minha dúvida é se realmente ele estará na equipe espanhola no GP da Índia – acredito que os promotores da corrida exigirão o retorno de Kartikheyan, pelo menos, no tal GP.

Apesar de o carro da Hispania beirar o ridículo, acho que a experiência que Daniel Ricciardo vai adquirir será boa. Dará quilometragem a ele. Em 2012, eu aposto minhas fichas que ele estará como titular na Toro Rosso no lugar de Alguersuari. Vale ficar de olho no australiano que, ao lado de Kamui Kobayashi e Sérgio Pérez, são os melhores pilotos da nova geração.

(Formula 1 Website)

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Se Webber tivesse um pouquinho de Vettel…

O ex-piloto de Fórmula 1, Johnny Herbert, disse que o australiano da Red Bull, Mark Webber, perdeu a “atitude agressiva” do último mundial, descartando o veterano da luta pelo campeonato de 2011. Segundo o britânico, é por isso que Sebastian Vettel está avassalador nesta temporada.

Por um lado, concordo com o inglês. Se Webber estivesse no mesmo patamar (ou próximo) do alemão campeão mundial, certamente este campeonato estaria disputado. Também não vejo o australiano ameaçando o bi de Vettel.

(Formula 1 Website)

Por outro lado, há de se lembrar que o australiano não tem tido sorte em 2011. Cito dois exemplos: no Canadá, o australiano teve de fazer corrida de recuperação por causa do incidente na segunda curva, enquanto que na China, depois de largar em 18º, usou sua agressividade para buscar o pódio nas últimas voltas, ultrapassando quatro rivais nas seis voltas finais.

É claro que não foram apenas estes ‘detalhes’ que distanciaram Webber de Vettel por 77 pontos – isso equivale a três vitórias e um nono lugar. O alemão, além de ser bem mais talentoso que o veterano, está numa fase iluminada. Com um ótimo carro e cometendo pouquíssimos erros, Vettel está com uma mão no título de 2011.

Não fosse este conjunto de fatores e se Webber estivesse no mesmo segundo que Vettel, certamente o mundial não teria a configuração que tem hoje. Se o australiano tivesse um pouquinho do alemão...

Em outras épocas, até mesmo com outras escuderias, as disputas internas eram mais quentes. Ou alguém aí esqueceu os duelos de Ayrton Senna e Alain Prost na McLaren? E Jody Scheckter e Gilles Villeneuve na Ferrari? Isso sem falar em Mario Andretti e Ronnie Peterson na (verdadeira) Lotus?


Em alguns casos, as brigas dentro dos times extrapolavam e acabavam dando o título para outra equipe, como aconteceu com Clay Regazzoni e Niki lauda em 1974, quando Emerson Fittipaldi se aproveitou muito bem dos ‘puxões de cabelo’ em Maranello e faturou seu bicampeonato. Em 1986, Nigel Mansell resolveu atrapalhar os planos de Nélson Piquet na Williams e os pilotos deram o título para Prost.

E se há alguma coisa que a Red Bull não quer é justamente isso. Apesar de não reconhecer publicamente isso, o cenário está perfeito para Dietrich Mateschitz, com seu ‘escolhido’ dando show nas pistas da F1.

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Seis em oito. Ainda tem como perder o título?

Há pouco o que dizer sobre o Grande Prêmio da Europa de Fórmula 1. Se contrapondo radicalmente com o último GP, em Montreal, a corrida em Valência foi disparada a mais chata desta temporada. Depois de fazer barba, cabelo e bigode, Sebastian Vettel subiu no degrau mais alto do pódio pela sexta vez em oito corridas deste mundial – ano passado, quando levantou o caneco, ele venceu cinco provas. Com a segunda vitória consecutiva nas ruas de Valência, o alemão da Red Bull coleciona, agora, 16 triunfos na F1.

(Formula 1 Website)

Esta nova vitória coloca Sebastian com uma vantagem de 77 pontos sobre o vice-líder do campeonato, que é Jenson Button (Mark Webber tem os mesmos 109 do inglês da McLaren, mas perde a segunda posição na tabela por ainda não ter vencido em 2011). Será que Vettel perde o título deste ano?

Se não houve novidade na vitória de Vettel, a corrida nas ruas espanholas entrou para a história da Fórmula 1. Esta foi a terceira prova em que não houve abandonos. Todos os 24 carros do grid receberam a quadriculada. As outras duas corridas em que não houve abandonos foram o GP da Holanda de 1961, com 15 carros, e o GP da Itália de 2005, com 20 participantes.

Além da vitória de Vettel, destaque para Fernando Alonso. O bicampeão fez uma excelente corrida e terminou na segunda colocação. O espanhol voou baixo em Valência e encheu as arquibancadas de orgulho.

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Se Alonso foi excepcional, o mesmo não se pode dizer de Felipe Massa. Depois de uma ótima largada, o brasileiro sumiu. E não me venham dizer que o pit stop desastroso (mais um!) prejudicou a corrida de Felipe. Não, o rendimento de Massa já estava muito abaixo de qualquer piloto de ponta. O pódio está cada vez mais distante para o brasileiro. A saudade da celebração do Top3 no GP da Coreia, prova em que Felipe terminou em terceiro, aumenta a cada corrida.

A McLaren este sem brilho. Hamilton e Button foram burocratas e não colocaram um pingo de emoção na corrida. Idem para a Mercedes, exceto pelas atrapalhadas de Michael Schumacher, como o toque na Lotus Renault de Vitaly Petrov no momento que voltava para a pista depois do pit stop.

(Formula 1 Website)

Um pouco mais para trás, mas fora da zona de pontuação, Rubens Barrichello mais uma vez ficou embrulhado na fraqueza da Williams. Rubinho chegou logo atrás de Sérgio Pérez, que volta a competir na F1 depois do GP da Espanha.

Veja as posições de chegada do Grande Prêmio da Europa (Valência) de Fórmula 1:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
2. Fernando Alonso (Ferrari)
3. Mark Webber (Red Bull-Renault)
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
5. Felipe Massa (Ferrari)
6. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
7. Nico Rosberg (Mercedes)
8. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
9. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
10. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
11. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
12. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
13. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
14. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
15. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
16. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
17. Michael Schumacher (Mercedes)
18. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
19. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
20. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
21. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
22. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
23. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
24. Narain Karthikeyan (Hispania-Cosworth)

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Rotina de poles de Vettel continua em Valência

Sem novidade na pole-position para o Grande Prêmio da Europa de Fórmula 1. Sebastian Vettel mantém sua rotina de colocar a turma toda em seu retrovisor e larga na frente nas ruas de Valência. O líder do mundial foi o único a baixar 1min37s. O alemão da Red Bull cravou sua sétima pole em oito corridas em 2011 – esta foi a 22ª dele na F1. De quebra, a equipe austríaca mantém 100%, já que a única pole que não foi de Vettel ficou com Mark Webber, no GP da Espanha.

(Formula 1 Website)

Por falar em rotina, Fernando Alonso não muda uma vírgula em seu cotidiano e deixa Felipe Massa mais uma vez para trás numa classificação. O bicampeão largou na frente do brasileiro em todas as oito corridas deste mundial. Goleada similar apenas na Hispania: Liuzzi sempre largou na frente de Karthikeyan em 2011.

Felipe Massa até que começou bem a classificação nas ruas de Valência – ele venceu lá em 2008 –, fazendo o melhor tempo no Q1 e deixando Vettel em segundo lugar. Porém, não conseguiu repetir este desempenho nas outras duas partes do treino.

A pole de Vettel em Valência era uma barbada. Imaginava uma Ferrari ou McLaren ao lado do alemão, mas não a outra Red Bull. De certa forma, me surpreendi com a segunda posição de Mark Webber. Quer dizer, em termos, já que o australiano, ao contrário do que muita gente pensa, ele tem andado rápido nas corridas. Vale lembrar que ele não tem tido sorte e tem de adotar a ‘estratégia’ com corridas de recuperação; lembram a última, em Montreal?

Não aponto uma vitória fácil da Red Bull no GP da Europa. McLaren e Ferrari provaram que estão fortes em Valência e certamente darão trabalho aos touros vermelhos. E não me venham com opiniões já formadas em relação a Lewis Hamilton. O inglês é muito bom e pode, sim, estragar a festa da Red Bull.


Apesar de estar envolvido com os constantes problemas na Williams, Rubens Barrichello tem a chance de fazer uma boa corrida, na medida em que seu carro permitir. Pela realidade, acho que dá para Rubinho beliscar pontos nesta prova.

Abro um parêntese aqui para citar Jaime Alguersuari. O piloto da Toro Rosso não tem apresentado bons resultados – ele ficou no Q1 mais uma vez! – e a batata do espanhol começa a assar. O time está de olho no rápido novato australiano Daniel Ricciardo, figurinha certa no primeiro treino livre de todas as sextas-feiras deste ano.

Por falar em piloto rápido, o GP da Europa marca a retorno de Sérgio Pérez depois do grave acidente na classificação para o GP de Mônaco. A 16ª posição não reflete o que o ‘ligeirinho’ pode fazer. Também confio numa boa atuação do companheiro de Sauber, Kamui Kobayashi, que vai partir de 14º. Outro que vai largar do pelotão intermediário e que vale ficar de olho é Vitaly Petrov. O russo da Lotus Renault andou bem em Valência na sua época de GP2 – na ocasião, ele venceu as duas corridas do fim de semana sem ter largado da pole.

Confira o grid para o Grande Prêmio da Europa de F1:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min36s975
2. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min37s163
3. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min37s380
4. Fernando Alonso (Ferrari): 1min37s454
5. Felipe Massa (Ferrari): 1min37s535
6. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min37s645
7. Nico Rosberg (Mercedes): 1min38s231
8. Michael Schumacher (Mercedes): 1min38s240
9. Nick Heidfeld (Lotus Renault): sem tempo
10. Adrian Sutil (Force India-Mercedes): sem tempo
11. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
12. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
13. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
14. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
15. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
16. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
17. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
18. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
19. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
20. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
21. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
22. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
23. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
24. Narain Karthikeyan (Hispania-Cosworth)

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Fangio centenário

Há muita discussão envolvendo o ‘título’ de melhor de todos. Uns apontam Ayrton Senna, outros preferem Michael Schumacher. Não entro nesta discussão porque não tenho a pretensão de descobrir o sexo dos anjos. Mas há de se fazer reverência a um menos falado e, no mínimo, tão bom quanto estes: há 100 anos nascia Juan Manuel Fangio.

Senhor de um talento único para guiar carros de corrida, o argentino de Balcarce (região a 400 quilômetros de Buenos Aires) venceu cinco mundiais de Fórmula 1 por quatro equipes (Alfa Romeo, Mercedes, Ferrari e Maserati), isso sem contar as dezenas de Grandes Prêmios arrematados por sua velocidade – Fangio começou a competir antes do surgimento da F1.


Há quem diga que pilotos de épocas diferentes são medidos por seus números. Sei que o lendário argentino tem dois títulos a menos que o alemão recordista, mas vamos pegar uma lupa e analisar a trajetória de Fangio na Fórmula 1. Dos oito campeonatos que disputou, venceu cinco (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957) e foi vice em 1950 e 1953 – vale escrever que ele não disputou o mundial de 1952 por causa de um acidente que o afastou das pistas.

Impressionado com estes números? Então, prepare-se: dos 51 GPs disputados, venceu 24 – isso significa que ele venceu quase metade das provas que competiu –, subindo ao pódio em 35 oportunidades. E não para por aí: o argentino largou na primeira fila em 48 corridas (conquistou 29 pole-positions) das 51 que competiu na F1.

Fangio até pode não ter sido tão brilhante como outro ícone esportivo da Argentina, mas certamente foi mais honesto e não se envolvia em polêmica ou mesmo em casos ligados a outras editorias que não fosse a esportiva. Ídolo não só na Argentina, mas no mundo, a corrida da vida de Fangio durou 84 anos e ele recebeu a bandeirada final em 17 de julho de 1995.

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Parece, mas não é!

Véspera de feriado (algo que não representa muita coisa para quem é jornalista, já que a labuta é diária) e fiquei imaginando o tema do post de hoje. Botei minha cabecinha para funcionar e me lembrei de um momento histórico para o automobilismo brasileiro no mundo. Foi justamente num 22 de junho que nascia um gesto que virou ícone de nacionalidade por aqui. Há 25 anos (ou seja, em 1986), Ayrton Senna vencia o Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Detroit, e erguia a bandeira brasileira de dentro do cockpit.


É claro que Ayrton carregava nossas cores no coração, mas também é sabido que o gesto nasceu de uma combinação de casualidade e brincadeira dentro da equipe Lotus. Na véspera do Grande Prêmio, o Brasil foi eliminado nos pênaltis pela França na Copa do Mundo de futebol. A gozação em cima de Ayrton não foi pouca, já que o projetista Gérard Ducarouge era francês, assim como muitos mecânicos – Senna competia com motor Renault.

Depois que cruzou a linha de chegada e concretizar sua vitória, Ayrton, que dividiu o pódio com Jacques Laffite (Ligier) e Alain Prost (McLaren), percebeu um torcedor com uma bandeira brasileira na beira do circuito e parou sua Lotus para pegá-la e erguê-la. Saudade daquele tempo...

Mas o motivo deste post não é a vitória de Senna. Na verdade, é uma curiosidade. Naquele fim de semana, os mais desatentos podem ter visto Nigel Mansell na Ferrari. Sim, eu sei que ele correu pela escuderia do falecido Comendador Enzo, mas isso só aconteceu nas temporadas de 1989 e 1990. Mas a foto abaixo não é de Nigel no cockpit do modelo F186, que a Ferrari competiu naquele ano?


Não, não era Mansell. Se você colocar sua visão de lince para funcionar, perceberá que o nome de Johansson aparece acima da logomarca da Marlboro no cofre do motor. Sim, a foto é do sueco Stefan. Mas com o capacete do Mansell? Eu explico: no primeiro treino livre para o GP em Detroit, o piloto sueco estava sem seu capacete, já que tinha esquecido a peça no hotel.

Sem qualquer vergonha, Johansson pediu o casco reserva do amigo Nigel. Percebe-se que o sueco participou da primeira sessão de sexta-feira com adesivos vermelhos espalhados pelo capacete; na certa para tapar os patrocinadores da Williams, equipe do britânico na ocasião. No treino da tarde de sexta, Stefan já estava com seu próprio capacete e pode agradecer a gentileza e devolver a peça para o inglês.

Raro, mas esta não foi a única vez que um piloto competiu com o capacete de um colega de profissão. No Grande Prêmio de Mônaco de 1996, um problema na viseira de David Coulthard dificultava sua visão durante a tarde chuvosa. Antes do início da corrida, o escocês não arriscou correr com a viseira embaçada e pegou um capacete de Michael Schumacher emprestado. Viu? Parece Schumacher na McLaren, mas não é!

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Mudança que os olhos veem

Será bem interessante observar o rendimento dos pneus médios da Pirelli no Grande Prêmio da Europa de Fórmula 1, em Valência. Será a estreia dos compostos desenvolvidos pelo fabricante italiano – até agora, as corridas foram disputadas com pneus supermacios, macios e duros. Ao que tudo indica, as borrachas, que serão utilizadas no circuito espanhol, deixarão os carros mais rápidos, mas em compensação acredito que haverá um desgaste maior do que nos outros tipos de pneus.

A configuração da pista (asfalto de rua com freadas bruscas), aliada a temperatura local, obriga a um alto consumo de pneus. Irei me surpreender se algum piloto adotar uma estratégia de até dois pit stops e tiver sucesso no GP.

Com um carro equilibrado, Jenson Button chega a Valência como um dos favoritos a subir no degrau mais alto do pódio. Nada tem a ver com a vitória que ele conquistou em Montreal – apesar de que a moral do britânico deve estar elevadíssima –, mas por saber ser competitivo sem deixar de cuidar dos pneus. E isso pode, sim, ser a receita para a vitória no circuito espanhol.

Isso não descarta as chances de vitória de Vettel, Hamilton e (um pouco menos de) Webber. As Ferrari estarão competitivas, mas terão de andar no limite para buscar um resultado expressivo.

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Mudança que os olhos não veem

Estamos bem próximos do dia de uma das mais belas provas da Fórmula 1. O Grande Prêmio da Europa, disputado em Valência, terá uma novidade que não será visível, mas poderá alterar o rendimento dos carros nas corridas. A FIA passa a proibir o uso de diferentes mapeamentos de motor entre a classificação e o Grande Prêmio. Assim, o rendimento dos propulsores não será inteiramente direcionado, com estava sendo feito neste mundial.


A proibição vale apenas para o espaço de tempo entre o fim da classificação e o início do GP. Durante a corrida, a FIA autoriza o mapeamento do motor. Na verdade, isso só poderá ser feito a partir do primeiro pit stop, já que é necessário que um membro da equipe plugue um computador no carro. Pensando nos pouquíssimos segundos gastos por um piloto em sua parada, acho pouco provável que isso seja colocado em prática.

A notícia animou as concorrentes diretas da Red Bull. Conversinhas ao pé do ouvido dizem que isso é uma das chaves do sucesso do RB7 de Sebastian Vettel e Mark Webber. Pode ser, já que os touros vermelhos faturaram todas as sete pole-positions de 2011. Resta saber como irão se comportar na classificação em Valência.

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Chegar aos 100 é lucro

Numa época em que competir em corridas de carros era encontrar a morte em cada Grande Prêmio, já que segurança não fazia parte do dicionário do automobilismo, chegar aos 100 anos é lucro. O alemão Paul Pietsch – mais um recorde para a Alemanha, fazer o quê? – roda o terceiro dígito de sua idade neste 20 de junho. No auge de sua carreira, Pietsch competia pela Alfa Romeo e Maserati, numa época pré-F1. Foi testemunha ocular e esportiva do nascimento da F1. Depois de continuar vivo e pendurar o capacete, fundou a Auto Motor und Sport, uma das principais publicações especializadas em automobilismo no mundo. Verdade é que foi mais brilhante como empresário do que como piloto.

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Bruno Senna titular na Lotus Renault?

Muita gente ficou em êxtase com a informação, que ainda não é oficial – muito menos temos certeza se é verídica. Corre a boca pequena que Bruno Senna, piloto reserva (ou de testes, como preferirem, pois na Fórmula 1 atual é a mesma coisa) na Lotus Renault, será titular ainda este ano. A pressão feita por fãs brasileiros e por parte da imprensa pela ‘promoção’ do piloto brasileiro é grande. O sonho de rever o capacete amarelo com frisos verde e azul num carro preto e dourado habita nove entre dez cabeças.

Mas não a minha. Não quero ser estraga-prazeres, mas a equipe está de olho na recuperação de Robert Kubica. Acho que o polonês dificilmente voltará neste mundial, apesar de seu empresário ter dito que Kubica estará apto a competir no Grande Prêmio do Brasil deste ano. A ver, já que minha bola de cristal apresentou falhas de funcionamento nos últimos tempos.

Desde que assumiu o cockpit do carro número 9 no papel de substituto do polonês, Nick Heidfeld sabe que seus dias estão contados na escuderia. Mas parece que o alemão sairá antes do retorno de Kubica. Pode acontecer de Heidfeld não resistir a um time sedento por patrocinadores. Se a escuderia abrir mão de contar com um piloto experiente, certamente buscará em um de seus reservares o que tiver o bolso cheio.

Assim como os brasileiros estão animados com a possibilidade de Bruno Senna (que não é um baú de dinheiro) assumir uma futura e possível vaga na Lotus Renault, os franceses não perdem tempo em fazer pressão por Romain Grosjean. O francês, que já passou pela F1, hoje está na GP2. Não é dos mais talentosos, mas como diz meu amigo Rodrigo Mattar, excelente comentarista desta categoria e de outras corridas de carro do canal SporTV, Grosjean é ‘meio médico, meio monstro’. Concordo, já que há sempre uma surpresa, genial ou completamente idiota, que pode vir debaixo daquele capacete durante as corridas. Mas estou certo de que a equipe não está muito preocupada com isso. Mais importante é o dinheiro nos cofres.

Por falar em dinheiro, uma nota pé: a Philip Morris, empresa que comercializa a marca Marlboro, renovou o patrocínio com a Ferrari. O contrato, que venceria no final de 2012, foi prolongado até 2015. A imprensa especializada afirma que a escuderia de Maranello vai receber US$ 160 milhões por ano. Isso porque a propaganda de cigarros é proibida ou restrita em muitos países que recebem o circo da F1. Por isso que a Ferrari não fica catando pilotos pagantes por aí, enquanto que outras escuderias têm de se sujeitar a esse papel.

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Bahrein? Só ano que vem

Agora é definitivo: a FIA confirmou o calendário desta temporada de Fórmula 1. Nada de Grande Prêmio em dezembro. O mundial termina no dia 27 de novembro aqui no Brasil, em Interlagos. O GP da Índia volta para a data de 30 de outubro. Dezenove corridas nesta temporada e nada mais. Bahrein? Só ano que vem.

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O velho Schumacher está de volta?

Os fãs de Michael Schumacher ficaram bem esperançosos depois do desempenho do heptacampeão no Grande Prêmio do Canadá. Foi a melhor corrida de Schumi desde que retornou de sua aposentadoria no ano passado. Será que os dias dourados voltaram para o maior vencedor da história da Fórmula 1?

Não, infelizmente, não. O que aconteceu no Canadá foi um fato isolado. A pista encharcada favoreceu ao ótimo rendimento do Mercedes de Schumacher, que só perdeu o pódio por dois motivos: o primeiro é que Jenson Button estava voando depois que a pista secou e o segundo é que Mark Webber tem um carro infinitamente melhor.

(Formula 1 Website)

A boa nova chance de Schumacher será na próxima etapa, em Valência. As características do traçado favorecem a um bom desempenho do alemão e sua Mercedes. Se chover, então, aí ficará ainda melhor. Mas sejamos sinceros: que tempos são estes, heim?! Schumacher a espera de uma virada meteorológica para poder andar bem na F1...

É realmente uma pena, pois gostaria de ver o heptacampeão na disputa por vitórias com Red Bull e McLaren. Ferrari? Ok, ok, vocês venceram: coloco a Ferrari neste seleto grupo de candidatos à vitória em 2011. É claro que ele não desaprender a guiar um F1; muito menos o faz com nociva cautela. O problema é que a equipe Mercedes tem muito a melhorar em seu carro. Somente uma situação isolada coloca Schumacher novamente entre os primeiros de uma corrida; pelo menos até o pit stop no calendário, em agosto. Esta é a dura e triste (para seus fãs) realidade.

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Button vence corrida espetacular no Canadá

O Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1 foi uma mistura de emoções. Muito me lembrou do mesmo GP há 20 anos. Na corrida de 1991, o pole liderou a corrida até a última volta, quando deu a vitória para o piloto que vinha na segunda colocação. Na ocasião, a vitória foi de Nélson Piquet, que viu do cockpit da Benetton o abandono da Williams de Nigel Mansell.

Vinte anos depois, em 2011, a corrida foi bem mais agitada e molhada. Mas, o clímax veio na última volta, quando o pole Sebastian Vettel não resistiu à pressão e cedeu a liderança para Jenson Button. Depois de quatro horas de prova, o piloto da McLaren venceu sua 10ª corrida na categoria. Pela forma como foi construída sua vitória, certamente este GP entrou para a história da F1.

(Formula 1 Website)

O campeão de 2009 foi fantástico. Sim, apesar de ele ter se tocado com Lewis Hamilton e depois com Fernando Alonso, o inglês fez seis pit stops (sendo uma parada por penalidade), caiu diversas posições, fez grandes ultrapassagens e foi incrivelmente rápido. Até eu postar este texto aqui no Jornal do Brasil, a FIA não tinha se pronunciado sobre uma possível punição ao vencedor por causa dos toques.

A McLaren foi a única que conseguiu desbancar a Red Bull em 2011. Apesar de não ter sido muito rápida na classificação, a equipe de Woking mostrou que estava bem acertada para o GP. Não arrisco a dizer que o carro de Hamilton estava bom porque nem deu tempo. O inglês se envolveu num toque com Button no início da prova. O resultado foi um pneu furado para Jenson e o abandono de Lewis. O incidente foi o tal ‘coisa de corrida’.

E param de colocar culpa em Hamilton. O campeão de 2008 é arrojado, mas não faz essas besteiras que dizem por aí. Devemos analisar as atitudes, principalmente nas pistas, dos pilotos e não achar que fulano ou beltrano é culpado apenas porque se envolve em incidente de corrida.

(Formula 1 Website)

Se tiver um culpado, será Jenson, que não viu o bico de Lewis; mas, como escrevi, não houve culpados que mereçam punição.

O mesmo penso sobre o incidente que Button se envolveu com Fernando Alonso. É claro que o bicampeão vai reclamar muito, mas o toque foi um incidente comum em corridas de carro.

Mas uma coisa precisa ser escrita. A McLaren de Button foi sensacional também porque a pista secou. No molhado, o rendimento do MP4-26 não foi tão bom.

Com pista úmida, Vettel deu show. Mas não vou escrever o óbvio aqui sobre o talento de Sebastian. Prefiro destacar a grande corrida de Michael Schumacher. O heptacampeão fez pela primeira vez uma grande apresentação desde que retornou de sua aposentadoria. A ultrapassagem sobre Felipe Massa e Kamui Kobayashi de uma só tacada foi sensacional! No final, cedeu a segunda colocação para Button e perdeu o pódio para Webber. O quarto lugar foi um grande resultado para ele e para a Mercedes.

(Formula 1 Website)

Destaque também para Kobayashi, que fez um ótimo início de corrida, mas parece que perdeu o fôlego depois da parada da bandeira vermelha, que durou mais de 90 minutos por causa da forte chuva. O que o nipônico fez é algo que merece destaque. Andar boa parte da prova em segundo lugar com uma Sauber não é para qualquer um!

Apesar do erro, acho que Felipe Massa fez uma ótima apresentação. Mesclou estilo arrojado e cerebral. Acho que poderia lutar por um lugar no pódio, mas foi vítima da aquaplanagem a 16 voltas do fim. A parada nos boxes para troca do bico acabou com qualquer chance de bom resultado na corrida. Felipe chegou em sexto.

Discreto, quase sem ser notado, Rubens Barrichello fez uma boa prova. Com a fraquíssima Williams, Rubinho terminou em nono lugar.

(Formula 1 Website)

Confira como ficou a classificação final do Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1:
1. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
2. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
3. Mark Webber (Red Bull-Renault)
4. Michael Schumacher (Mercedes)
5. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
6. Felipe Massa (Ferrari)
7. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
8. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
9. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
10. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
11. Nico Rosberg (Mercedes)
12. Pedro de La Rosa (Sauber-Ferrari)
13. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
14. Narain Karthikeyan (Hispania-Cosworth)
15. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
16. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
17. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)

Não completaram:
18. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
19. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
20. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
21. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
22. Fernando Alonso (Ferrari)
23. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
24. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)

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Vettel é pole no Canadá

A classificação que definiu o grid para o Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1 não teve surpresa. O atual campeão e líder deste mundial, Sebastian Vettel, foi o mais rápido e vai largar mais uma vez na pole-position. O alemão da Red Bull cravou 1min13s014 na pista de Montreal. Alegria germânica, alegria para a equipe austríaca, que mantém 100% nas classificações (seis de Vettel e uma de Webber).

Esta foi a sexta pole em sete corridas desta temporada; a 21ª na carreira na categoria. Pouco? Acho que não... Dentre os pilotos em atividade na F1, apenas Michael Schumacher tem mais poles do que Vettel.

(Formula 1 Website)

A previsão do tempo aponta chuva para o momento da corrida canadense. Por isso não aponto nem mesmo Vettel como nome certo para a vitória. Além do mais, a Ferrari fez uma ótima classificação, com Fernando Alonso em segundo e Felipe Massa em terceiro. Lembro que no Canadá as posições ímpares levam pequena vantagem na largada. Mas é preciso fazer bem a primeira perna do ‘S’ logo depois da reta de largada; muitos botes são dados na segunda perna.

Escrevi, é claro, referindo-me a Felipe. É claro que Pedro de La Rosa, que mais uma vez reestreia na F1, não tem nada a fazer da 17ª posição do grid. O substituto de Sérgio Pérez, que deu um prejuízo à equipe no terceiro livre, quando escapou e bateu, ficou em último no Q2. Mas ele passou do Q1... Ah, tá!

Por falar em vexame, o nome da vez foi Jerôme D’Ambrosio. O belga da Marussia Virgin não conseguiu se classificar porque parou na regra dos 107%. Ele vai largar? Bem, isso depende da boa vontade da FIA e de todas – eu disse todas – as escuderias.


Sem precisar da boa vontade da FIA, mas necessitando de uma boa paciência, Rubens Barrichello mais uma vez foi vítima da Williams. O veterano não conseguiu nada melhor do que uma minguada 16ª posição. E a maré não anda nada boa para Rubinho. Há três corridas que ele não consegue superar seu companheiro, Pastor Maldonado, nas classificações.

Confira o grid para o Grande Prêmio do Canadá de F1:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min13s014
2. Fernando Alonso (Ferrari): 1min13s199
3. Felipe Massa (Ferrari): 1min13s217
4. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min13s429
5. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min13s565
6. Nico Rosberg (Mercedes): 1min13s814
7. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min13s838
8. Michael Schumacher (Mercedes): 1min13s864
9. Nick Heidfeld (Lotus Renault): 1min14s062
10. Vitaly Petrov (Lotus Renault): 1min14s085
11. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
12. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
13. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
14. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
15. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
16. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
17. Pedro de la Rosa (Sauber-Ferrari)
18. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
19. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
20. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
21. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
22. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
23. Narain Karthikeyan (Hispania-Cosworth)

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Chiadeira na Sauber

A decisão de Peter Sauber de chamar Pedro de La Rosa ao invés do piloto de testes da equipe, Esteban Gutiérrez, para a vaga de Sérgio Pérez causou um mal-estar no time. Quer dizer, no relacionamento entre os dois. O jovem piloto mexicano da GP2 não está em Montreal e, mesmo assim, não gostou da decisão de Peter. Gutiérrez, que está no México, que não é tão longe assim do Canadá, disse que a Sauber agiu ‘sem transparência’.

Por um lado, não deve ter sido uma surpresa a sensata desistência de Pérez em participar do Grande Prêmio do Canadá. Certamente o time estaria esperando os treinos de sexta-feira para melhor avaliar o mexicano titular da escuderia.

E se realmente isso era, por um lado, esperado, a pergunta é: por que não deixar Gutiérrez, de 19 anos, em alerta? A resposta é simples. Apesar do talento do compatriota de Sérgio, a equipe, neste momento, acredita que um piloto experiente poderá contribuir, mesmo que por uma corrida, mais do que um estreante; principalmente pelo motivo de este ‘experiente’ saber tudo o que acontece na McLaren. Vai que ele conta alguns segredinhos...

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Acidentes marcam primeiros livres da F1

Primeiro dia de motores ligados em Montreal. Os treinos livres para o Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1 desta sexta-feira foram marcados pelas vezes em que a bandeira vermelha foi agitada. O japonês Kamui Kobayashi e o belga Jerôme D'Ambrosio foram os responsáveis pelas interrupções no cronômetro na tarde canadense. Dentre os sobreviventes, Fernando Alonso ficou com o melhor tempo do dia. O bicampeão cravou 1min15s107.

E os acidentes não foram apenas estes. Teve, ainda, um envolvendo Adrian Sutil, que arrebentou a roda traseira esquerda. Horas antes, na sessão matinal, Sebastian Vettel ficou pelo caminho. O campeão mundial perdeu o controle e danificou a suspensão dianteira direita de seu Red Bull. Nada que necessite de preocupação para o terceiro livre; muito menos para a classificação. Prova disso foi que Vettel fez o segundo melhor tempo na sessão seguinte. Curiosamente, foi o segundo acidente do líder do mundial em treinos de sexta em 2011.

(Formula 1 Website)

Por falar em curiosidade, os livres de hoje proporcionaram uma cena nunca vista na F1. Durante a segunda sessão de treinos, Sérgio Pérez, que ainda se recupera do grave acidente que sofreu na classificação para o GP de Mônaco, não se sentiu bem e foi substituído pelo veteraníssimo Pedro de la Rosa.

E será o espanhol que estará no cockpit da Sauber na classificação para formação do grid para o GP do Canadá. O que Pedro tem com a Sauber? Nada! Peter conversou com Martin Whitmarsh. Simpaticamente, o chefe da McLaren liberou os dotes do espanhol para a Sauber neste fim de semana.

Se os melhores tempos ficaram com a Ferrari de Alonso e a Red Bull de Vettel, a McLaren não fez feio. Ficou logo atrás dos dois carros de Maranello e de Vettel, com Jenson Button em quinto, logo atrás de Lewis Hamilton. Como escrevi aqui esta semana, Montreal é a grande oportunidade do primeiro semestre para alguma escuderia superar os touros vermelhos.

A combinação dos pneus Pirelli com o asfalto do circuito Gilles Villeneuve, que é pouquíssimo usado durante o ano, pode ter sido a responsável por estes pequenos incidentes. Pista lisa e borracha pouco aderente... Mas a tendência é que a pista melhore. Não acredito que isso se repita na classificação.

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Bahrein só em 2012

O que era certo, passou a ser incerto. E o que ficou incerto foi definido. Entendeu alguma coisa? Bem, eu explico. Confesso que por essa eu realmente não esperava. O Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1, que havia sido adiado no início de março e anunciado como etapa a ser disputada em 30 de outubro, foi definitivamente cancelado deste mundial.

Desta vez, não foi a FIA; muito menos as escuderias, que já tinham se mostrado insatisfeitas com o anúncio da entidade que rege a F1. Os organizadores da corrida barenita informaram que desistiram de realizar a corrida em 2011. De acordo com a nota que recebi, o sentimento dos pilotos e das equipes em não quererem prorrogar o campeonato deste ano foi a principal razão pelo cancelamento da corrida por parte dos organizadores.

Tudo bem, corrida cancelada e Bahrein só volta a pauta em 2012. Mas isso me pareceu uma atitude de criança mimada. Algo do tipo ‘se não receber carinho, faço beicinho’. Um afago na cabeça e Sakhir poderá voltar. Mas, agora, acredito que a corrida realmente não será disputada em 2011. Por enquanto, a federação internacional não se pronunciou; tampouco o todo-poderoso Bernie Ecclestone. Talvez, quem sabe, algum cartola se pronuncie durante o fim de semana da corrida canadense.

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Boa chance para impedir nova vitória da Red Bull

Domingo é dia do Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1. A questão dos pneus já está definida: a Pirelli levará para Montreal os compostos macios e supermacios. Ao contrário do que muita gente pensa, os pneus poderão dar dor de cabeça a pilotos e equipes. A fabricante italiana de pneus já disse que o desgaste estará dentro do esperado, mas está preparada para surpresas. Quantos pit stops deverão ser feitos por cada piloto? Não sei e isso poderá variar; mas não menos do que dois.


Você, leitor, poderá estar perguntando o motivo, já que estes mesmos compostos foram utilizados nas ruas do Principado de Mônaco e tudo saiu as mil maravilhas. As características de Montreal e de Monte Carlo não são as mesmas. Assim como em Mônaco, os freios são bastante exigidos; porém, a boa retomada nas saídas de curvas será determinante para boas voltas. O circuito Gilles Villeneuve será o primeiro desta temporada em que a asa traseira móvel poderá ser acionada em dois pontos da pista.

Tirando uma atualização aerodinâmica aqui, outra acolá, não haverá nenhuma surpresa em termos de rendimento dos carros para este GP – a McLaren focada em estragar a festa da Red Bull e Mercedes querendo surpreender; a Ferrari poderá fazer grande corrida, já que andou bem com os pneus macios e supermacios. Esta será a corrida que a distância da Red Bull para as demais escuderias não estará tão grande assim. É a boa chance para tirarem os touros vermelhos do P1.


Quando escrevi aí no parágrafo acima que ‘não haverá surpresa’, atentem que disse isso apenas em relação ao rendimento dos bólidos. O Grande Prêmio do Canadá já teve surpresas e vencedores que não figuravam entre os favoritos do dia. Quem não se lembra da vitória do belga Thierry Boutsen em 1989? O triunfo (único) de Jean Alesi em 1995 também deve ter pago uma bolada na bolsa de apostas. Até mesmo a vitória de Nélson Piquet em 1991, que foi lembrada pelo COCKPIT no dia 2 deste mês, não deixa de ter sido uma surpresa; até mesmo para o tricampeão.

Por falar em vitória brasileira em solo canadense, Piquet continua a ser o maior vencedor (além de 1991, Nélson ganhou em 1982 e 1984), seguido pelo tricampeão Ayrton Senna (1988 e 1990) e pelo bicampeão Emerson Fittipaldi (1974). Dos pilotos que disputam este mundial, apenas Michael Schumacher (1994, 1997, 1998, 2000, 2002, 2003 e 2004), Lewis Hamilton (2007 e 2010) e Fernando Alonso (2006) já subiram no degrau mais alto do pódio em Montreal.

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Turbos da F1 entrarão em cena em...

Junho é tradicionalmente um mês de disputas e brigas fora das pistas na Fórmula 1. Não são poucos os rumores e os boatos que circulam no circo da F1. Desta vez, na semana do Grande Prêmio do Canadá, surgem conversas para o adiamento da implantação dos novos motores.

A FIA quer que os motores turbos de 1.6 L de quatro cilindros com limitação em 12 mil giros comecem a competir em 2013. A nova configuração dos propulsores substituirá os atuais aspirados de 2.4 de oito cilindros em ‘V’, que já receberam a extrema-unção e já iniciaram a contagem regressiva para sair da atividade e virar história.

O pedido teria sido feito por Ferrari e Mercedes. E não é pouca coisa, já que equipam metade das 12 equipes que disputam este mundial. Sobram, então, Renault e Cosworth, que empurram Red Bull, Lotus, Lotus Renault, Williams, Hispania e Marussia Virgin.

Cada fornecedora de motor vê algum motivo para este pedido de adiamento do regulamento técnico. E aí a gente já sabe como as coisas funcionam. Italianos e alemães batem o pé pelo adiamento. Franceses e ingleses podem ameaçam se retirarem da categoria. Cabe ao presidente da FIA, Jean Todt, acalmar os ânimos e chegar a um consenso.

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Saudades do primeiro brasileiro na F1

Hoje é um dia em que a saudade bate mais forte para quem ama o automobilismo brasileiro. Há 22 anos, Chico Landi largava para uma nova corrida e nos deixava órfãos de seu talento e seu pioneirismo. Seu último grande sonho se concretizou, mas não estava entre nós para saboreá-lo: a Fórmula 1 voltou para São Paulo em 1990, mas Landi morreu aos 81 anos em 7 de junho do ano anterior.

A vitória de Landi no Grande Prêmio de Bari de 1948, uma das mais importantes corridas da época, foi um divisor de águas para o automobilismo nacional. Numa época pré-Fórmula 1 – o mundial da categoria começou a ser disputado em 1950 –, os Grandes Prêmios eram campeonatos isolados. Por isso, o vitorioso de um GP era considerado o campeão da localidade onde a corrida foi realizada.

Chico landi foi o primeiro piloto brasileiro a competir na Fórmula 1. Em 1951, ano em que a categoria ainda engatinhava, ele fez sua estreia. Foram seis corridas: com carro Ferrari, sem ser contratado da escuderia, estreou no GP da Itália de 1951, terminando na 20ª posição. Depois disso, foi novo colocado no GP da Holanda de 1952, a bordo de um Maserati. Com aquele mesmo Ferrari, voltou à Monza em 1952 e terminou em oitavo. No ano seguinte, competiu em dois GPs: na Suíça foi oitavo e na Itália foi 26º, ambos disputados com Maserati. Depois destes cinco Grandes Prêmios, Landi voltou a competir na F1 em 1956, quando obteve seu melhor resultado: com Maserati, conquistou a quarta colocação no GP da Argentina.

Na Fórmula 1 não venceu, mas Chico colecionou 53 vitórias ao longo de sua carreira; ele ainda conquistou mais 35 troféus de suas 88 idas ao pódio.

O sucesso de Chico Landi não foi somente em solo europeu; ele também venceu por aqui, no lendário circuito da Gávea do Grande Prêmio cidade do Rio de Janeiro. Poderia ficar escrevendo linhas e mais linhas sobre o efetivo começo do automobilismo brasileiro com as provas disputadas no Rio de Janeiro, mas deixo isso para uma próxima oportunidade.

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Eu não falei?

Pois é, amigos e amigas do COCKPIT. Em 18 de fevereiro, quando o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 foi oficialmente adiado (ou cancelado, como muitos afirmavam), escrevi que a prova barenita seria, sim, disputada nesta temporada. E sabem o que aconteceu? Reunido em Barcelona, o Conselho Mundial da FIA bateu o martelo e disse que o GP será realizado no dia 30 de outubro.

Antes que pensem qualquer besteira, digo logo que não sou vidente e muito menos tenho bola de cristal. Eu explico: a pressão para a realização da corrida no Bahrein neste ano estava grande. Os dois (principais) lados estavam forçando a barra pela realização da corrida. De um lado, o príncipe Salman bin Hamad Al Khalifa, uma pessoa ‘amada’ por seu povo. De outro, Bernie Ecclestone, que não quer abrir mão da montanha de dinheiro, muito menos arriscar um prejuízo de US$ 40 milhões. Este valor é estimado em taxas, venda de ingressos e tudo mais que envolve a realização de um Grande Prêmio de F1.


E somente por esta meia dúzia de ‘dinheiras’ que não duvidei da realização do Grande Prêmio do Bahrein em 2011. Esquecendo a parte financeira (se é que isso é possível), a promoção desta corrida é um absurdo! Enquanto um povo inteiro luta nas ruas pela mudança de regime e sistema de governo (sei que, hoje, a situação está um pouco mais controlada), a Fórmula 1 vai chegar com que cara no pequeno e riquíssimo país do Oriente Médio? Cara de boa moça e reconciliadora? Salvadora da pátria?

Como todos sabem, a data estava reservada para o Grande Prêmio da Índia. A alteração catapulta o inédito GP indiano para depois da corrida em Interlagos, que seria a última prova deste mundial. A data ainda não foi definida, mas a prova em Nova Deli deverá ser no dia 4 ou 11 de dezembro – uma ou duas semanas após a corrida em São Paulo. Para não haver confusão, as quatro últimas etapas do calendário da F1 neste ano são: GP do Bahrein em 30/10, GP de Abu Dhabi em 13/11, GP do Brasil em 27/11 e GP do Bahrein em 4/12 ou 11/12 – arrisco a dizer que será no dia 11 apenas pela distância geográfica entre Índia e Brasil, já que levar todo circo de um lado para outro, montando e desmontando tudo que envolve a F1 não é tarefa simples.

Agora, entram em cena as escuderias, que vão reclamar; e muito! Pilotos, engenheiros, chefes e mecânicos vão alegar que a data entra pelo período de produção dos carros da temporada seguinte e atropela o cronograma dos times e etc. e tal. Mas, Bernie Ecclestone, velha raposa, sabe muito bem com quem está lidando. Ex-chefe da Brabham, Bernie sabe muito bem que nada disso é o fim do mundo – pelo menos, para ele – e tudo vale a pena, principalmente pelo valor que citei aqui em cima. Por fim, tenham certeza de que este não é o último capítulo desta novela.

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Cada vez mais gordo

Para aumentar ainda mais a confusão de datas, a FIA divulgou o calendário provisório da temporada 2012 da Fórmula 1. Se pilotos e equipes reclamavam de um calendário com 19, 20 corridas... Pois bem, a FIA e Bernie Ecclestone decidiram que sempre cabe mais um – e não faço referência aquela antiga propaganda de desodorante. Em 2012, a F1 terá 21 Grandes Prêmios.

(Formula 1 Website)

E, com isso, o calendário vai engordando. Sinceramente, não sei onde vai parar. Para o amante da F1, quanto mais corridas, melhor; mas é preciso pensar que deve haver tempo para deslocamentos com diferentes fusos, estudos dos resultados, planejamentos e etc. Corrida de carro não é somente sentar e acelerar.

O GP da Turquia, que era dado como certo estar de fora, apareceu na lista, assim como o novo Grande Prêmio dos Estados Unidos. No mais, algumas pequenas modificações, como a troca de mês da corrida na Coréia do Sul – este ano será em outubro e, na próxima temporada, em abril. Confira como será (ou deverá ser) o calendário 2012 da F1:

11/03 – Bahrein (Sakhir)
18/03 – Austrália (Melbourne)
01/04 – Malásia (Sepang)
08/04 – China (Xangai)
22/04 – Coreia do Sul (Yeongam)
06/05 – Turquia (Istambul)
20/05 – Espanha (Barcelona)
27/05 – Mônaco (Monte Carlo)
10/06 – Canadá (Montreal)
17/06 – Estados Unidos (Texas)
01/07 – Europa (Valência)
15/07 – Inglaterra (Silverstone)
29/07 – Alemanha (Hockenheim)
05/08 – Hungria (Hungaroring)
02/09 – Bélgica (Spa-Francorchamps)
09/09 – Itália (Monza)
30/09 – Cingapura (Marina Bay)
14/10 – Japão (Suzuka)
28/10 – Índia (Greater Noida)
11/11 – Abu Dhabi (Marina de Yas)
25/11 – Brasil (Interlagos)

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E lá se vão 20 anos...

O dia 2 de junho é uma data especial para o automobilismo brasileiro; diria, até, mundial. Nesta data, o tricampeão Nélson Piquet venceu seu último Grande Prêmio na Fórmula 1. Quinta etapa do mundial de 1991, o GP do Canadá marcou a interrupção de vitórias de Ayrton Senna naquela temporada e reservou uma grata surpresa para Piquet, que fazia sua derradeira temporada na categoria, apesar de só ter anunciado a aposentadoria depois da última prova daquele ano.


A primeira grande surpresa do GP foi o abandono de Senna, que estava fazendo uma temporada avassaladora – tinha quatro vitórias em quatro GPs. Duas voltas depois, na 27ª, foi a vez de Alain Prost encostar sua Ferrari e voltar mais cedo para os boxes. Uma imagem chocante foi o incêndio no Lola de Aguri Suzuki.

Após um indiscutível domínio da Williams em Montreal, Nigel Mansell, que liderava desde a primeira volta estava confiante em mais uma vitória; tanto que o ‘leão’ abriu a 69ª e última volta e deu tchauzinho para as câmeras.

Mas, corrida de carros só termina na quadriculada. E Mansell não se lembrou disto; pelo menos nos últimos 4.430 metros. A poucos metros da linha de chegada, a Williams ficou lenta e o motor Renault apagou. A vitória caiu no colo de Piquet, que conquistava a sua terceira vitória pela Benetton – e a quarta da então equipe emergente.


A corrida em Montreal marcou a primeira vitória do carro que tinha um conceito que mudou a F1: o B191 se inspirou no Tyrrell 020 para entrar nas pistas de 1991 com o conhecido “bico de tubarão”.

Neste GP do Canadá, apenas dez carros completaram a corrida. O quarto lugar de Andrea de Cézaris e o quinto de Bertrand Gachot foram os primeiros pontos da equipe Jordan na categoria. Confira no vídeo abaixo da 23ª e última vitória de Piquet na F1. Vale a pena conferir a entrevista do tricampeão no final do vídeo (aos 7min40s).


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