Arquivo de July 2011

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11 em 200

Vitória incontentável de Jenson Button no Grande Prêmio da Hungria. Assim como o triunfo de Button, o domínio da McLaren foi surpreendente. Comentei aqui que a McLaren viria forte para a prova em Hungaroring, mas praticamente não teve adversário na pista. Para Button, a glória de subir no alto do pódio. E mais: nada melhor do que uma vitória (a 11ª em sua carreira na F1) para celebrar seu 200° GP na F1. Interessante é um determinado retrospecto de Jenson: desde que chegou à McLaren, Button venceu quatro GPs, todos com pista molhada.



E o time de Woking só não fez a dobradinha porque Lewis Hamilton recebeu uma punição que gerou muita discussão. Acho que a penalidade sobre o campeão de 2008 foi exagerada. Fato é que o drive through tirou a chance de vitória da Lewis.

Não fosse isso, Lewis disputaria a vitória com Jenson. Porém, particularmente, não acho que Hamilton ganharia a prova. No momento em que Lewis errou, ele fazia voltas pouco mais lentas do que Button, que vinha endiabrado na sua cola.

Também me surpreendi com o desempenho da Ferrari. Espera mais de Alonso e Massa. As rodadas do espanhol e do brasileiro traduziram o fraco desempenho dos carros vermelhos. Mesmo com o pódio de Alonso e a melhor volta do GP de Massa (1min23s415), achei que os carros de Maranello estariam disputando a ponta na Hungria.

Mais um Grande Prêmio e o título deste mundial cada vez mais próximo de Sebastian Vettel. O segundo lugar do alemão foi um excelente resultado para ele na competição. Com se diz por aí: cada vez mais líder!

Um momento de tensão no GP da Hungria. Nick Heidfeld saiu de seu pit stop com vazamento e não demorou muito – na verdade, alguns metros depois que ele saiu do pit lane – para haver uma pequena explosão na lateral da Lotus Renault, que pegou fogo. O acidente não teve gravidade porque o alemão foi rápido (pelo menos nisso) em sair do carro. A maré não anda boa pro alemão. Além dos resultados ruins nas últimas corridas, Bruno Senna foi convocado a testar no primeiro livre. Isso sem contar que o outro piloto de teste da escuderia, Romain Grosjean, que é líder da GP2 até com certa folga.



Absurdamente, a equipe de resgate rebocou o carro preto e dourado para o pit lane durante a corrida. Na saída de seu pit, Vettel foi obrigado a desviar e quase pisar na linha branca para não bater na Lotus Renault.

E não há como não comentar a ridícula parada de Jerôme DÁmbrosio. O piloto conseguiu rodar no pit lane com sua (não menos ridícula) Marussia Virgin. Lamentável!

Confira como ficaram as posições finais do Grande Prêmio da Hungria:
1. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
2. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
3. Fernando Alonso (Ferrari)
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
5. Mark Webber (Red Bull-Renault)
6. Felipe Massa (Ferrari)
7. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
8. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
9. Nico Rosberg (Mercedes)
10. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
11. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
12. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
13. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
14. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
15. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
16. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
17. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
18. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
19. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
20. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)

Não completaram:
21. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
22. Michael Schumacher (Mercedes)
23. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
24. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)

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Grid interessante com Vettel na pole

Sebastian Vettel conquistou a pole-position pata o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1. O atual campeão, que não ocupava a posição de honra do grid desde a corrida em Montreal, superou Lewis Hamilton no finalzinho do Q3 e marcou sua sétima pole na temporada. Esta foi a 22ª pole de Vettel na categoria; dentre os pilotos em atividade na F1, apenas Michael Schumacher tem mais poles do que o alemão da Red Bull.

(Formula 1 Website)

O grid em Hungaroring está bem interessante. A começar por Felipe Massa, que pela primeira vez no ano larga na frente de Fernando Alonso. O brasileiro estará na quarta posição do grid, enquanto que o espanhol estará em quinto. Porém, vale lembrar que Massa estará na parte suja da pista e isso é mais um obstáculo para uma boa largada no travado circuito de Hungaroring.

Na pista húngara, que é a segunda mais lenta do calendário da F1 (só ‘ganha’ de Mônaco), historicamente a esmagadora maioria dos vencedores saíram de uma das três primeiras posições do grid. Uma boa oportunidade para a Ferrari quebrar esta espécie de tabu. Vale lembrar que Alonso foi o mais rápido nas duas primeiras partes da classificação.

Mas a vida dos vermelhos de Maranello não será fácil. Além de terem a Red Bull de Vettel e as duas McLaren na frente, terão de ficar de olho no desgaste de pneus. Pouca gente notou, mas Vettel e Hamilton estão com os compostos praticamente novos – o alemão não forçou sua Red Bull no Q1 e no Q2 e o inglês deu pouquíssimas voltas nas duas primeiras partes da classificação.

Quem fez feio foi a Williams. O time de Frank passou sem problemas pelo Q1, mas levou um banho no Q2. Acho que a Williams já está pensando na temporada do ano que vem com os motores Renault.

Quem também teve pouco o que comemorar foi Mark Webber. O australiano só conseguiu uma minguada sexta posição. Muito pouco para quem senta no cockpit de uma Red Bull.

Como já era esperado, a Mercedes vai largar depois de Red Bull, McLaren e Ferrari. Nico Rosberg, que completa 100 Grandes Prêmios neste GP, vai largar na sétima posição. Sebastien Buemi, que ficou no Q1 com o 18° lugar, irá pagar a punição que sofreu na última corrida por causa do toque com Nick Heidfeld. Assim, ele larga em 23°.

Confira o grid para o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1:
1. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min19s815
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min19s978
3. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min20s024
4. Felipe Massa (Ferrari): 1min20s350
5. Fernando Alonso (Ferrari): 1min20s365
6. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min20s474
7. Nico Rosberg (Mercedes): 1min21s098
8. Adrian Sutil (Force India-Mercedes): 1min21s445
9. Michael Schumacher (Mercedes): 1min21s907
10. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari): sem tempo
11. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
12. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
13. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
14. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
15. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
16. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
17. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
18. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari) * punição
19. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
20. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
21. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
22. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
23. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
24. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)

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Só deu Hamilton

Treinos livres de sexta-feira tradicionalmente não servem de parâmetro para o Grande Prêmio de domingo. Mas uma coisa me chamou atenção: o desempenho da McLaren. O resultado é que as duas sessões foram lideradas pelo vencedor do último GP, Lewis Hamilton – o campeão de 2008 baixou seu tempo registrado na manhã em mais de dois segundos (1min23s350 pela manhã contra 1min21s018 na parte da tarde). Evidente que isso não foi um milagre do britânico. A pista ficou mais rápida não só para ele, mas para todos. Mas, ainda assim, o tempo do inglês merece destaque.

(Formula 1 Website)

Nos últimos GPs, a equipe de Woking claramente escondia o jogo nas sessões de sexta-feira. Porém, nestes livres para o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, Hamilton e Button foram um dos primeiros a entrarem na pista de Hungaroring – indício de que a McLaren tem novidades em seus carros para a corrida.

É bom a Red Bull abrir os olhos. Em Nurburgring, a equipe austríaca foi derrotada pela primeira vez na pista em 2011, sem erros do time ou de pilotos. A McLaren parece estar forte na Hungria com seus dois carros entre os três mais rápidos. Entre os bólidos prateados está Fernando Alonso, que no dia de seu 30º aniversário, ficou com o segundo melhor tempo. As duas Red Bull ficaram em quarto e quinto, com Webber (que bateu no primeiro livre) à frente de Vettel. Felipe Massa ficou com a sexta colocação.

(Formula 1 Website)

Depois dos três times mais rápidos da temporada, a Mercedes colocou seus dois carros na sétima e oitava posições, com Nico Rosberg (que completa 100 Grandes Prêmios disputados na F1 nesta corrida) na frente de Schumacher.

Rubens Barrichello, envolvido com os intermináveis problemas da Williams, ficou com a 13ª posição. No treino da manhã, Bruno Senna, que apareceu num cockpit de F1 depois de cinco meses – a última aparição do sobrinho de Ayrton Senna foi na Lotus Renault durante a pré-temporada –, ficou com a 15ª colocação. Nada a acrescentar sobre a participação de Bruno Senna. Não é possível medir o potencial de um piloto em um treino livre, principalmente depois de longa inatividade (incluo aí a temporada com a lentíssima Hispania).

(Formula 1 Website)

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Há quinze anos, em Michigan

Há exatos quinze anos, o Brasil sofria mais uma vez com um grave acidente de um campeão. Lembro daquele 28 de julho como se fosse ontem. Meus olhos marejados segundos após o acidente não escondiam minha apreensão. O país mal tinha se recuperado da perda de Ayrton Senna e temia pelo pior. Emerson Fittipaldi sofria o mais grave acidente em seus 30 anos de automobilismo. Era o Grande Prêmio de Michigan de Fórmula Indy de 1996.


Na curva 1 do oval norte-americano, o bicampeão da F1 e campeão da Indy deu o bote para cima do rápido novato (e saudoso) Greg Moore. Emerson foi por fora para fazer mais uma sensacional ultrapassagem em sua longa carreira. O toque a 320 km/h entre o canadense e o brasileiro resultou no grave acidente de Emerson.

Aquela foi a última corrida da brilhante carreira do mais famoso Fittipaldi. Aos 49 anos, o rato se despedia das pistas. O adeus não foi inesperado; no íntimo de Emmo, já estava programado para o final daquela temporada. Foi, apenas, cruelmente antecipado em alguns meses.


Abaixo, reproduzo um trecho da biografia “Emerson Fittipaldi: uma vida em alta velocidade” que trata o assunto.

Quando entramos na curva número um, o jovem Greg Moore fez exatamente o que eu previa: desceu para proteger sua posição. Aproveitei a chance para ultrapassá-lo por fora, mas Greg recusou a passagem e derrapou na direção de meu pneu traseiro. Aquele toque foi suficiente para mudar tudo.
Assim que meu carro começou a girar, eu soube que ia ser uma pancada forte. Quando um piloto perde o controle a 320 quilômetros por hora, tudo o que ele pode fazer é segurar o volante e esperar a batida. E ela aconteceu meio segundo depois, tão depressa que nem tive tempo de frear. Mesmo assim, me pareceu uma eternidade até o carro se espatifar no muro externo da pista. No momento do impacto, ouvi uma terrível explosão.
Preciso ficar acordado, pensei:
Sentado impotente no cockpit do carro, perdi a noção das cores. Via tudo em preto e branco. Meus braços, muito compridos, pareciam de borracha. Minhas mãos, a uns dois metros de distância, batiam descontroladamente no volante, que parecia pequeno e distante. Constatei horrorizado que não conseguia controlá-las. Logo as labaredas me engoliram, acompanhadas por uma fumaça espessa e branca, e tive certeza absoluta de que ia morrer. As chamas cresceram e eu sentia uma horrível dificuldade de respirar.
Me chamaram pelo rádio:
- Emerson, você está bem? Responda, Emerson! Tudo bem?
Tentei alcançar a coluna do volante para dizer que estava vivo, mas meus braços estavam flácidos e sem ação, o que me provocou um acesso de pânico. Na segunda tentativa, desesperado, usando uma força descomunal, consegui apertar o botão e falar pelo rádio.
- Me tirem daqui! - Acho que gritei, mas não tive forças para continuar pressionando o botão.
(...)
Quando o nível de oxigênio baixou demais, as imagens sumiram. Perdi a visão, só conseguia ouvir. E aí as vozes começaram a sumir também. Sabia que estava morrendo e só pensava em meus cinco filhos. Seria muito triste deixar aquelas crianças sozinhas no mundo. Minhas forças se esvaíram completamente. Cheguei a falar:
- A última coisa que eu quero... - Mas apaguei antes de completar a frase. Não consegui dizer que não queria perder meus filhos.”


O trecho acima foi extraído da biografia do nosso bicampeão da F1, publicada pela Editora Objetiva em 2003.

Relembre o gravíssimo acidente de Emerson Fittipaldi em Michigan.


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Sauber mantém sua dupla para 2012

Esta época do ano começa a esquentar a dança dos cockpits da Fórmula 1. Porém, é provável que o mercado de pilotos fique bem frio para a próxima temporada; pelo menos nas principais equipes.

Com uma ótima dupla, a Sauber tratou de correr e garantir Kamui Kobayashi e Sérgio Pérez para o campeonato de 2012. Estes são dois grandes talentos da categoria da tal ‘nova geração’. Claro que não acredito que o japonês ou o mexicano estarão disputando o título pelo time suíço na próxima temporada, mas não tenho dúvida de que eles dois serão expoentes da F1 em poucos anos.


No mais, é provável que não teremos muitas novidades. Nas equipes de ponta, McLaren deverá continuar com Lewis Hamilton e Jenson Button. Também não deverá haver mudanças nas duplas da Mercedes (Schumacher já anunciou sua intenção de continuar na flecha prateada) e da Ferrari – Felipe Massa, que está perdendo espaço em Maranello a cada corrida, recebeu elogios do presidente Luca di Montezemolo, que explicitou seu desejo de que o brasileiro continue na escuderia.

Na Red Bull, o fantasma da substituição de Mark Webber ainda ronda. Apesar de que tudo leva a crer que o australiano continuará sendo companheiro de equipe de Sebastian Vettel, talvez aí possa surgir alguma novidade. A chance é remota, mas existe.

Na Lotus Renault é que provavelmente haverá um cockpit vazio. Com a grande insatisfação do time em relação à Nick Heidfeld, a equipe está a procura de um companheiro para Vitaly Petrov. Tudo vai depender da recuperação de Robert Kubica. Caso o polonês não tenha condição de retornar à F1, acredito que a escuderia promoverá a volta de Romain Grosjean, que tem feito, na medida do possível, uma boa temporada na GP2.

Sem muita opção, Frank Williams deverá continuar com a dupla sul-americana (Rubens Barrichello e Pastor Maldonado). Na Toro Rosso... Bem, ali há uma disputa feroz para ver quem é o pior. De camarote, a jovem promessa australiana, Daniel Ricciardo, esquenta seus motores na Hispania e aguarda a definição. Na Force India, o sensato seria manter Paul di Resta. O companheiro do escocês pode ser Adrian Sutil ou alguém que poderá chegar no time para enriquecer os cofres da equipe. Tanto faz!

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Seleto grupo abre as portas para Button

Os dois últimos resultados de Sebastian Vettel neste mundial de Fórmula 1 não colocam em risco seu bicampeonato. Acredito que o título de 2011 será do alemão da Red Bull. Minha dúvida é saber em qual Grande Prêmio ele garantirá matematicamente seu bi na F1.

Por isso, a semana está agitada para o Grande Prêmio da Hungria. Não acredito em um domínio avassalador da Red Bull em Hungaroring. Pela alta temperatura na pista e pela escolha de pneus com letras vermelhas (supermacios) e amarelas (macios), espero que a Ferrari venha forte em Hungaroring. Depois da vitória da McLaren em Nurburgring, acredito na força dos carros de Lewis Hamilton e Jenson Button.

(Formula 1 Website)

Por falar no campeão de 2009, o GP da Hungria será especial para ele; assim como já foi. Jenson Alexander Lyons Button venceu sua primeira corrida na Fórmula 1 na Hungria em 2006, época em que competia pela Honda. E será no mesmo travado Hungaroring que ele completará 200 Grandes Prêmios de Fórmula 1.

A marca é história do piloto inglês de 31 anos. Button será o 11º piloto da história da F1 a alcançar os 200 GPs. Com dez vitórias (seis pela Brawn e três pela McLaren, além da primeira pela Honda), Jenson, que está na categoria desde 2000, entrará no circuito húngaro para igualar uma marca. Apenas Michael Schumacher venceu seu GP de número 200. Isso aconteceu na corrida da Espanha do mundial de 2004. Além do heptacampeão, somente David Coulthard (terceiro no GP de Mônaco de 2006) e Nélson Piquet (sexto em Monza, 1991) pontuaram nas corridas em que atingiram a marca histórica.

Abaixo, todos os pilotos que já passaram pela marca de 200 Grandes Prêmios na Fórmula 1:
312 GPs: Rubens Barrichello
276 GPs: Michael Schumacher
256 GPs: Riccardo Patrese
246 GPs: David Coulthard
228 GPs: Giancarlo Fisichella
230 GPs: Jarno Trulli
211 GPs: Gerhard Berger
208 GPs: Andrea de Cesaris
204 GPs: Nélson Piquet
201 GPs: Jean Alesi

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Me dá uma carona aí?

Uma cena depois da vitória de Lewis Hamilton no Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1 chamou a atenção. Depois que recebeu a quadriculada, Fernando Alonso encostou sua Ferrari porque ficaria sem combustível e, desta forma, seria punido pela FIA. Com o mínimo de gasolina no tanque, o bicampeão deixou o cockpit vermelho e voltou para os boxes de carona na Red Bull de Mark Webber.

Isso, além de não ser aconselhável, não é novidade. Há tempos pilotos não querem cansar suas perninhas e sobem no carro de seus adversários para voltar aos boxes. Veja, abaixo, uma sequência com algumas destas cenas que também fazem a história da Fórmula 1.










De cima para baixo:
1) Fernando Alonso pega carona com Mark Webber (Alemanha/2011);
2) Nélson Piquet dá carona para Stefan Johansson, Philippe Alliot e Gerhard Berger (México/1986);
3) Rubens Barrichello pega carona com David Coulthard (Alemanha/1995);
4) Nigel Mansell dá carona para Ayrton Senna (Inglaterra/1992);
5) Senna pega carona com Satoru Nakajima (Itália/1987).

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A batata de Heidfeld assando na Lotus Renault

Um acidente impressionou na quem assistia ao Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1, vencido por Lewis Hamilton. Ainda no início da corrida em Nurburgring, o incidente entre Nick Heidfeld e Sebastien Buemi chamou atenção. O alemão da Lotus Renault tentou ultrapassar o suíço da Toro Rosso e foi espremido para fora da pista. Os carros se tocaram e o germânico levou a pior.

(Formula 1 Website)

(Formula 1 Website)

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O alemão da Lotus Renault não tem feito boas apresentações – aliás, ele já teve algum bom desempenho na F1? –, mas ele não teve qualquer culpa na batida com o suíço da Toro Rosso. Tanto que os comissários da FIA puniram o suíço por causa do acidente. No próximo GP, que será na Hungria, o competidor da Toro Rosso perderá cinco posições de largada.

Quem acompanha o COCKPIT, sabe que já escrevi isso aqui: Buemi e Alguersuari parecem que disputam acirradamente quem faz a pior temporada para dar lugar ao australiano Daniel Ricciardo no ano que vem. Sem dúvida a pior temporada da história da Toro Rosso na F1.

Talvez por já estar no limite da paciência, a equipe anunciou que dará oportunidade ao brasileiro Bruno Senna, piloto de testes do time, no primeiro livre de sexta-feira, em Hungaroring, próxima etapa do mundial de F1. Pelo Twitter, Bruno revelou seu sentimento: “Muito contente de poder andar no primeiro treino livre na Hungria semana que vem! Espero fazer um bom trabalho pra equipe.”

Sinceramente não acredito que o sobrinho do tricampeão Ayrton seja efetivado como titular na Lotus Renault nesta temporada - salvo uma sequência espetacular de besteiras do germânico. É claro que esta oportunidade vale ouro, mas para mim não passa de uma jogada para pressionar o experiente alemão, que anda devendo. Por sinal, ele anda devendo desde que estreou na categoria, em 2002.

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Hamilton impecável

A vitória de Lewis Hamilton no Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1 foi incontestável. Arrojado desde a largada, o campeão de 2008 foi merecedor do lugar mais alto do pódio em Nurburgring. Esta foi a segunda vitória de Lewis em 2011, a 16ª na carreira na F1.

(Formula 1 Website)

O inglês do carro número 3 foi sensacional ao fazer ultrapassagens, principalmente a que deixou Mark Webber para trás, quando o inglês retomou sua posição na pista. Em novo duelo, Lewis tocou roda com Mark, mas tudo dentro da esportividade. Outra ultrapassagem espetacular de Hamilton foi feita sobre Fernando Alonso. O inglês deixou o espanhol para trás logo depois que o ferrarista saiu de seu pit stop. Nesta, Hamilton passou Alonso por fora na curva 2.

Se Lewis fez uma corrida sensacional (ele fez a melhor volta da prova em 1min34s302), o mesmo pode-se dizer de Fernando Alonso. O bicampeão foi incrível e só perdeu a prova pela equipe não ter sido tão rápida quanto a McLaren.

Por falar em pit stop, a Ferrari também ficou devendo na parada de Felipe Massa na última volta. Pressionado por Vettel durante 15 voltas, o brasileiro conseguiu sustentar a quarta posição até a penúltima volta, quando ele e Sebastian entraram juntos para troca de pneus. Erro da Ferrari, rapidez da Red Bull. E não me venham com teorias conspiratórias. Por favor! Felipe Massa não perdeu a quarta colocação ali. E as 12 voltas que ficou atrás de Nico Rosberg sem conseguir ultrapassar a Mercedes?

(Formula 1 Website)

Talvez por estar ‘mal acostumado’, esperava mais de Sebastian Vettel, principalmente por esta corrida ter sido em seu país. Pela primeira vez no ano que o alemão foi burocrático num GP. Mas, na verdade, nada que tenha colocado em risco seu bicampeonato. Estranho mesmo foi não vê-lo no pódio. Isso não acontecia desde o Grande Prêmio da Coréia, no ano passado.

E a chuva, heim? Prometeu e mais uma vez ‘deu bolo’.

(Formula 1 Website)

Veja as posições de chegada do Grande Prêmio da Alemanha, em Nurburgring:
1. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
2. Fernando Alonso (Ferrari)
3. Mark Webber (Red Bull-Renault)
4. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
5. Felipe Massa (Ferrari)
6. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
7. Nico Rosberg (Mercedes)
8. Michael Schumacher (Mercedes)
9. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
10. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
11. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
12. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
13. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
14. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
15. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
16. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
17. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
18. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
19. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)
20. Karun Chandhok (Lotus-Cosworth)

Não completaram:
21. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
22. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
23. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
24. Nick Heidfeld (Lotus Renault)

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Webber faz pole na casa de Vettel

Dez Grandes Prêmios, dez pole-positions da Red Bull. Pela segunda vez seguida, Mark Webber conquista a posição de honra do grid. A surpresa ficou por conta de Lewis Hamilton, que tirou Sebastian Vettel da primeira fila. Aliás, desde o GP de Cingapura que o alemão figurava na primeira fila de grids da Fórmula 1.

(Formula 1 Website)

Seguramente Vettel não está muito preocupado. Com 80 pontos de vantagem sobre Webber, vice-líder do mundial, nesta metade de campeonato, o alemão tem como objetivo vencer em casa. Sebastian vai atrás do que seria uma inédita vitória na Alemanha para ele.

A chuva, mais uma vez, ‘deu bolo’ e não atrapalhou a classificação em Nurburgring. Porém, há um encontro marcado para a hora da corrida. Por isso, o GP da Alemanha deverá ser disputado debaixo de chuva. Por isso, a corrida deverá ser bem interessante, com pista molhada, Hamilton na primeira fila e Vettel vindo de trás, assim como as Ferrari.

Achei legal a postura de Webber. Depois de Silverstone, onde surgiram atritos entre o australiano e o pessoal do time austríaco, sobre ordens de equipe, obediência e etc. e tal, o veterano chegou na casa de Vettel e cravou a pole. Tomara que ele continue com esta postura no restante desta temporada.

Tirando a ‘intromissão’ da McLaren de Lewis, o grid foi dominado por Red Bull e Ferrari. Fernando Alonso, mais uma vez, colocou tempo em cima de Felipe Massa. No placar interno na Ferrari, o bicampeão fez 10x0 em classificações – em nenhuma corrida o brasileiro conseguiu largar na frente do espanhol.

(Formula 1 Website)

Surpresa negativa foi Kamui Kobayashi. O japonês da Sauber não conseguiu passar do Q1 e vai largar na 18ª posição do grid.

Confira o grid para o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1, em Nurburgring:
1. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min30s079
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min30s134
3. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min30s216
4. Fernando Alonso (Ferrari): 1min30s442
5. Felipe Massa (Ferrari): 1min30s910
6. Nico Rosberg (Mercedes): 1min31s263
7. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min31s288
8. Adrian Sutil (Force India-Mercedes): 1min32s010
9. Vitaly Petrov (Lotus Renault): 1min32s187
10. Michael Schumacher (Mercedes): 1min32s482
11. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
12. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
13. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
14. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
15. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
16. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
17. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
18. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
19. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
20. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
21. Karun Chandhok (Lotus-Cosworth)
22. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
23. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
24. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)

* Buemi foi excluído da classificação porque o combustível em seu Toro Rosso era irregular. Por isso, largará dos boxes. Já Liuzzi também perdeu sua posição no grid, mas por outro motivo: por ter trocado a caixa de câmbio, o italiano perdeu cinco posições. Mas, como se classificou em 23º, o piloto da Hispania perde uma e larga em último.

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Sexta-feira com Ferrari e Red Bull na frente

A chuva prometeu, mas não apareceu. Os primeiros treinos livres para o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1 sequer deram um parâmetro de como será a corrida em Nurburgring. Fernando Alonso e Mark Webber dominaram as duas primeiras sessões – a primeira com o bicampeão à frente do australiano e a segunda com o piloto da Red Bull sendo mais rápido do que o espanhol. O mais rápido do dia foi Webber, com 1min31s711.

Red Bull e Ferrari ditaram o ritmo desta sexta-feira. Sebastian Vettel e Felipe Massa ficaram logo atrás do espanhol da Ferrari e do australiano da Red Bull. Assim como em Silverstone, as McLaren ficaram abaixo das expectativas nos treinos. Aliás, Jenson Button e Lewis Hamilton ficaram atrás até das duas Mercedes, que colocou Michael Schumacher em quinto, seguido de perto por Nico Rosberg. Mas tenho certeza de que a dupla inglesa virá forte na classificação.

Abro parêntese para comentar a escapada de Sebastien Buemi. Parece que a luta para ver quem faz uma pior temporada na Toro Rosso está quente. Enquanto isso, o australiano Daniel Ricciardo acumula quilometragem pela Hispania e é lapidado para sentar no cockpit da Toro Rosso no ano que vem. Fecho parêntese.

(Formula 1 Website)

Novidade no cockpit da Lotus. O indiano Karun Chandhok, que é piloto de testes de Tony Fernandes, substitui o italiano Jarno Trulli neste fim de semana. É claro que o italiano tem bem mais experiência do que o indiano, que retorna à F1. Mas isso não será determinante para um bom ou mau resultado em Nurburgring. A jogada visa ao Grande Prêmio da Índia. Os promotores da corrida marcada para 30 de outubro já começaram a mexer os pauzinhos.

Acredito que Trulli (infelizmente) voltará a competir nas próximas corridas, mas o GP da Índia deverá contar com Chandhok na Lotus: no lugar de Jarno ou no cockpit de Heikki Kovalainen.

Nada mais a se destacar nestas duas sessões livres. Esta sexta-feira deu sinais de que a Ferrari poderá dar trabalho aos touros vermelhos. Acredito que a McLaren irá se recuperar para incomodar as duas escuderias. Lutar pela vitória? Sim, principalmente porque o domingo da corrida será de chuva. Isso se a previsão da meteorologia alemã não falhar de novo.

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Olhos e ouvidos atentos

Fim de semana será agitado para quem gosta de velocidade: Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1, GP F-Indy em Edmonton e GT Brasil em Curitiba. Por falar no GP germânico, a briga promete ser boa. O circuito de Nurburgring, que por muitos anos ficou conhecido como inferno verde, foi mutilado e há anos não se parece com a pista de 22 quilômetros que fez história no automobilismo mundial. Os mais antigos lembram e os mais novos certamente já viram em filmes antigos o lendário circuito alemão, que tinha mais de 150 curvas, sendo a Karussell a mais fantástica.


Há tempos a pista alemã foi modificada e encurtada. O traçado atual, de pouco mais de 5.100 metros, passou a semana sendo banhado pela chuva que cai na região. Como a previsão do tempo indica que o sol não vai aparecer por lá nos próximos dias, a corrida será disputada com pista molhada.

Com ou sem chuva, vale ficar de olho em Sebastian Vettel, que busca sua primeira vitória em seu país natal; vale, também, ficar com os ouvidos atentos, principalmente no áudio que vem dos boxes da Ferrari. Afinal, foi em Hockenheim, que sediou o GP da Alemanha no ano passado, que Felipe Massa e o Brasil escutaram uma mensagem nada agradável. O tom pausado do engenheiro Rob Smedley quando disse “Felipe: Fernando is faster than you”, que mais parecia que estava dando aula de inglês para crianças, ainda ecoa como uma das maiores vergonhas da F1. Não pela ordem de equipe, que sempre existiu, mas pela forma com que foi dada. Não escrevo isso em relação a Felipe, mas a todos os pilotos da F1. Espero que isso realmente seja parte do passado.

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O mago dos capacetes fecha a viseira

O mago dos capacetes não está mais entre nós. Aos 74 anos, o designer Sid Mosca perdeu a luta contra um câncer. O mestre na aerografia, responsável pelos desenhos dos capacetes de grandes pilotos, morreu no Hospital Albert Einstein, em Sã Paulo.

Cloacyr Sidney Mosca tinha uma sensibilidade ímpar de captar os sentimentos dos competidores, transferindo esta emoção para seus desenhos em capacetes. Sid criou os desenhos para Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna, além de cuidar dos cascos de Nélson Piquet, Keke Rosberg, Mika Hakkinen, Michael Schumacher, Rubens Barrichello, Felipe Massa, dentre outros.


“A pintura do capacete é a outra face do piloto, que lhe dá uma identificação quando está em ação nas pistas, e me sinto feliz por poder participar da criação da sua imagem, peça valiosa e importante no decorrer da sua carreira. Sinto-me gratificado pelo reconhecimento pleno que tenho tido na minha profissão.”

Bia Figueiredo:
“O céu ganhou, hoje, uma grande estrela: o homem que deu vida e personalidade ao capacete dos maiores campeões do mundo”

Daniel Serra:
“Valeu Sid! Vai com Deus!”

Felipe Massa:
“Perdi um grande amigo, uma pessoa que está intimamente ligada à minha carreira e que participou de alguns dos meus momentos mais felizes na pista. Fiquei muito triste com a notícia da morte do Sid”

Hélio Castroneves:
“Meu Deus, estou chocado com a notícia do falecimento do gênio Sid Mosca. Que Deus o abençoe e proteja. Obrigado por tudo, querido amigo”

Luciano Burti:
“Sid deixou a marca de amor pelo seu trabalho e o carinho por nos pilotos. E isso será lembrado para sempre por todos nós”

Mário Romancini:
“Muito triste com a notícia do falecimento do grande Sid Mosca. Vai deixar saudades e muitas obras lindas”

Ricardo Maurício:
“Vai com Deus, grande mestre das pinturas. Vai com Deus, Sid Mosca”

Rubens Barrichello:
“É com grande pesar que recebi a notícia da morte do grande Sid Mosca. Foi ele quem pintou meu primeiro capacete. Sid sempre foi muito querido por todos. Para mim, ficará teu sorriso e teu abraço amigo. E o ‘painted by SID’ para sempre no meu capacete”

Thiago Camilo:
“Hoje acordei com a triste notícia do falecimento do Sid Mosca. Guardarei as melhores lembranças desse sensacional artista; o maior de todos”

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França quer voltar

Uma boa marolinha nos bastidores da Fórmula 1. A publicação esportiva da França, L’Equipe, informou que o governo francês já começou a mexer seus pauzinhos para retornar à categoria. A intenção é colocar o circuito Paul Ricard no calendário em 2013, intercalando com o Grande Prêmio da Bélgica.


Como o calendário da F1 está inchado, a solução amigável encontrada foi essa. Como (infelizmente) a pista de Spa-Francorchamps vira e mexe fica cambaleando na preferência de Bernie Ecclestone, vejo que esta possibilidade da volta do Grande Prêmio da França é boa. Resta saber se os promotores do GP da Bélgica estão de acordo com a ideia francesa.

Já explicitei sem pudor que sou favorável a manutenção de pistas em países com tradição no automobilismo, desde que sejam bons circuitos, e que reúnam grande número de fãs da velocidade nos dias de Grande Prêmio. Não acho razoável um calendário da F1 com Malásia e Abu Dhabi, por exemplo, e que deixa de fora França, México e Áustria. Se eu não acho razoável, o bolso da FOM acha; com certeza.

Apenas coincidência: o último Grande Prêmio da França foi disputado em 2008. Na ocasião, dobradinha da Ferrari com vitória de Felipe Massa, que terminou aquela temporada como vice-campeão. A última vez que a F1 competiu em Paul Ricard foi no distante 1990. Naquele ano, o vitorioso foi Alain Prost, que ficou com o vice-campeonato depois de todas as 16 provas.

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Desdobramentos de um simples teste na Ferrari

Uma notícia começou a borbulhar nesta quarta-feira. A Ferrari anunciou que o mexicano Sérgio Pérez, da Sauber, fará testes com o modelo F60, que estava nas pistas na temporada 2009 da Fórmula 1. O contato de Pérez com uma Ferrari da F1 está previsto para setembro em Fiorano ou Mugello. Este teste servirá para os italianos observares o comportamento de Pérez no carro vermelho.


Para quem não sabe, o ‘ligeirinho’ tem ligação com Maranello; ele integrou a Academia de Pilotos da Ferrari. Além disso, a Sauber tem uma antiga parceria com a Ferrari – o time suíço compete com propulsores italianos.

Pérez é o mexicano mais talentoso que apareceu na Fórmula 1 depois dos irmãos Rodriguez, que dão nome ao autódromo que fez parte do calendário da F1 até a década de 1990. Ricardo Rodriguez competiu pela Ferrari entre 1961 e 1962 e era apontado como grande promessa do automobilismo. Ricardo morreu na curva Peraltada durante sessão de treino para o GP do México de 1962. Para quem não lembra, a Peraltada é aquela curva em que Ayrton Senna capotou com sua McLaren durante sessão livre em 1991.


Anos depois, seu irmão mais velho, Pedro venceu as duas únicas corridas do país na categoria (África do Sul em 1967 e Bélgica em 1970). A vida de Pedro Rodriguez também foi violentamente abreviada: há 40 anos, Pedro morreu numa corrida de esporte protótipo – mais precisamente em 11 de julho de 1971.

Sérgio Pérez é a esperança mexicana para resgatar o sucesso que os ex-futuros campeões não tiveram. Este teste não significa que ele estará na Ferrari, mas também não é encarado pelos italianos como passa-tempo. O francês Jules Bianchi, hoje na GP2, também participará da sessão juntamente com o mexicano.

É claro que isso não significa que Felipe Massa estará a pé em 2012. Nem cito Fernando Alonso porque o espanhol já sentou no trono de Maranello. Porém, assim como as outras equipes de ponta da F1, a Ferrari está de olho também no futuro. Acredito que Massa não ficará muito mais tempo defendendo as cores da Ferrari. Ou ele sai no final desta temporada por conta própria, caso apareça um bom cockpit na categoria, o que é pouco provável, ou ele faz as malas no final de 2012.

A dúvida que ronda minha cabeça é: se Felipe Massa sair da Ferrari, ele continuará a ter o apoio que hoje possui da Fiat para continuar seu projeto do Racing Festival (Trofeo Linea e Fórmula Futuro)? Sei que, teoricamente, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa; mas, e na prática? Será que realmente são assuntos independentes? E-mails para a redação.

(Formula 1 Website)

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Melhor piloto do que músico

Alguém acha que Sebastian Vettel ficou chateado, desolado por não ter vencido o Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1? Pois bem, o alemão, líder do mundial, deixou seu troféu de segundo lugar de lado e foi curtir um show de rock n’roll na terra da Rainha. A grande atração, claro, foi ele. Nos minutinhos em que esteve no palco, expôs seu lado roqueiro e não titubeou ao pegar a guitarra. Vettel arriscou alguns acordes do clássico Smoke on the Water, da banda inglesa Deep Purple. Sinceramente prefiro Sebastian no cockpit acelerando seu Red Bull. Como músico, ele é um excelente piloto. Confira no vídeo abaixo.



Vettel desempenha muito bem o papel esperado pela Red Bull. Não digo isso nas pistas, mas também fora. É jovem, relaxado, vitorioso e desencanado; é o melhor ‘garoto-propaganda’ dos energéticos. Sobre F1? Ainda não está pensando no assunto. Mas tenha certeza de que o alemão virá muito forte para a próxima etapa do campeonato: o GP da Alemanha, em sua terra natal. Detalhe: Vettel ainda busca uma vitória diante de sua torcida. Não irei me surpreender se o alemão fizer barba, cabelo e bigode em Nürburgring.

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Ferrari Day com Alonso

Errar é humano. Pois é, pode não parecer, mas a equipe Red Bull é formada por humanos. E o ‘grande dia’ chegou. Um erro no pit stop de Sebastian Vettel contribuiu para a magnífica vitória de Fernando Alonso no Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1. Escrevo contribuiu porque o erro não foi decisivo. O bicampeão deu aula e foi merecedor da vitória, que não conseguia desde o GP da Coreia do ano passado. A marca é histórica: Alonso iguala o número de vitórias do tricampeão Jackie Stewart. Festa na Espanha, festa na Itália. Um verdadeiro Ferrari Day!

(Formula 1 Website)

Mesmo tendo feito a melhor volta em Silverstone e vencido com uma mais que folgada vantagem de 16s5 sobre Vettel, a Ferrari de Alonso ainda não chegou perto da Red Bull. A vitória do pessoal de Maranello não assusta, neste primeiro momento, a supremacia do time austríaco. A folga com que venceu deve-se unicamente ao talento do Príncipe das Astúrias. Já escrevi aqui que Alonso é um dos melhores do grid; talvez, venha a ser um dos melhores da história da F1. Verdade seja dita: Alonso é, de fato, chorão; mas, como piloto, é bom demais!

Vettel fez uma corrida discreta, mas arrojada. O líder do mundial, agora com 204 pontos (80 a mais que o vice-líder, Mark Webber), terminou em segundo graças ao ‘pedido’ da equipe para Webber não ultrapassá-lo na última volta. Com os pneus desgastados, Sebastian poderia ter perdido a segunda colocação para o companheiro de equipe. Mas Christian Horner preferiu ver Vettel no segundo lugar. Restou a Webber se contentar com a terceira colocação e guardar de recordação a ótima ultrapassagem por fora que fez sobre Lewis Hamilton na entrada da Lutfield.

Por falar em Hamilton, o campeão de 2008 fez uma excelente corrida. Lewis fez ultrapassagens, conquistou posições na pista e vendeu caro sua posição. Exemplo disso foi a fantástica luta pelo quarto lugar. Hamilton e Felipe Massa tocaram rodas e até danificaram seus carros na última volta em Silverstone. Apesar do arrojo dos dois pilotos, não creio em punição, principalmente para Hamilton; e principalmente porque um dos comissários deste GP é Nigel Mansell (sim, o ‘leão’). O toque foi o tal ‘coisa de corrida’.

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Abro um parêntese para escrever bem rapidinho sobre Jenson Button. O inglês não dá sorte em seu GP natal. Escrevi nesta semana que Button nunca subiu no pódio de um GP da Inglaterra e que desejava quebrar este tabu. Pois é, a McLaren tratou de manter a escrita. Um erro da escuderia no pit stop deixou o campeão de 2009 com a roda dianteira direita frouxa. Logo que saiu dos boxes, Jenson encostou sua McLaren e voltou a pé. O abandono do inglês fez com que ele deixasse a vice-liderança do mundial. A tabela, agora, está assim: Vettel com 204 pontos, Webber com 124, Alonso com 112 e Hamilton e Button com 109. Fecho parêntese.

Antes de terminar este post, sinto-me na obrigação de escrever sobre Sérgio Pérez. O mexicano terminou a corrida britânica na sétima colocação. Um ótimo resultado não só para ele, mas também para a Sauber.

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Veja as posições de chegada do Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1:
1. Fernando Alonso (Ferrari)
2. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault)
3. Mark Webber (Red Bull-Renault)
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
5. Felipe Massa (Ferrari)
6. Nico Rosberg (Mercedes)
7. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
8. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
9. Michael Schumacher (Mercedes)
10. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
11. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
12. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
13. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
14. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)
15. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
16. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
17. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
18. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
19. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)

Não completaram:
20. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
21. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
22. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
23. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
24. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)

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Deixa ou não deixa?

Se o clima na pista era frio, o mesmo não se pode dizer nos bastidores. Aliás, o caldo ferveu; e pode entornar! A tentativa da FIA de inibir a genialidade de Adrian Newey foi derrubada após a classificação para o Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1, com a pole de Mark Webber e Vettel a seu lado.

A discussão girou em torno do difusor aquecido. E, para ser sincero, acho que nem a FIA está seguro de suas atitudes. É um tal de baixar novas regras... Suspendê-las... Criar outras... Enfim, uma bagunça que mancha a imagem da categoria. Afinal, mudar a regra que não trata de segurança no meio de uma competição é um desrespeito com todos – pilotos, engenheiros, mecânicos, público e profissionais da mídia.

Mas isso não é novidade: a federação já agiu assim em outras ocasiões, como em 1994. Naquela temporada, a FIA decidiu alterar o assoalho dos carros visando segurar o então jovem Michael Schumacher e sua Benetton, que caminhavam firmes rumo ao primeiro título mundial. Naquela temporada, até que deu certo; quer dizer, de certa forma. Guiando para a Williams, Damon Hill era único capaz de impedir o primeiro título da Alemanha. A mudança em regra e desclassificações de Schumacher colocaram o inglês no páreo do mundial, que só terminou naquela vergonhosa batida em Adelaide.

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Voltando aos dias atuais, desta vez, a FIA quer segurar Vettel e sua fantástica Red Bull. Nada contra o alemão; apenas para tentar dar um pouco mais de emoção à tabela do mundial – Vettel é líder com 77 pontos de vantagem.

Depois de proibir o difusor com gases aquecidos e ter voltado atrás em sua decisão, a FIA havia tomado nova decisão: apenas 50% do motor acelerado seria permitido. Não demorou muito e a respeitável entidade veio com mais uma novidade: agora, limitou o uso do mecanismo a 10%.

Com ou sem limitação e vendo a FIA se descabelar, a Red Bull é a grande favorita à vitória no GP da Inglaterra. Mas vale ficar de olho nas Ferrari, que surpreendentemente estão forte em Silverstone. Ainda tenho uma pequena desconfiança no rendimento dos carros de Maranello com os pneus duros.

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Só dá Red Bull. Agora, com Webber na pole

Muito se falou nos últimos dias sobre mudança de regra, que o foco era prejudicar a Red Bull e outras coisas mais. Pois bem, a equipe austríaca abriu a asa traseira e passou fácil por isso. O time liderado por Christian Horner colocou seus dois carros na primeira fila, com Mark Webber na pole-position para o Grande Prêmio da Inglaterra. O australiano foi 0s1 mais rápido do que o líder do mundial, Sebastian Vettel. Esta é a segunda vez que Webber larga na frente em 2011 – a oitava pole dele na Fórmula 1.

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Apesar de ter perdido a pole na úmida Silverstone, Vettel mantém um dado bem interessante. O alemão da Red Bull não sabe o que é ficar de fora da primeira fila de um grid de F1 desde a corrida de Cingapura do ano passado. Interessante, também, são os números da escuderia. Esta foi a décima pole seguida da Red Bull, contando a última de 2010. Com isso, o time ingualou a Williams, que atingiu o recorde de dez poles consecutivas entre 1996 e 1997. Curiosamente, Adrian Newey, hoje na Red Bull, era o pai dos FW da Williams daqueles anos.

Mas o destaque desta classificação em Silverstone não foi nenhum dos dois touros vermelhos. O escocês Paul di Resta colocou seu Force India no Q3 e estará na sexta posição do grid. Curiosamente, o Q3 para o GP da Inglaterra contou com a presença de três pilotos que não costumam figurar na última parte das classificações deste ano: além de Di Resta, Pastor Maldonado e Kamui Kobayashi disputaram um lugar entre os dez primeiros. Com a participação destes três, óbvio que alguns nomes teriam de ficar de fora. Pior para Michael Schumacher e Rubens Barrichello.

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E o Felipe Massa, heim?! O brasileiro foi o mais rápido num dos treinos livres e ainda cravou a melhor volta do Q2. Mas nos dez minutos mais importantes, não teve força para superar seu companheiro de equipe. Com a terceira posição no grid do espanhol, o bicampeão faz 9x0 no brasileiro no duelo interna na Ferrari em classificações. A coisa também não está boa para Rubinho, que leva de 5x4 de Maldonado.

Por fim, uma curiosidade. O finlandês Heikki Kovalainen levou sua Lotus para o Q2. Um feito que deve estar sendo comemorado até agora por Tony Fernandes! Na verdade, o extraordinário aconteceu muito mais em função do fracasso das duas Toro Rosso (e com a ajudinha dos pingos de chuva que molharam o asfalto britânico no final do Q1) do que um passe de mágica de Kovalainen.

Confira o grid para o Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1:
1. Mark Webber (Red Bull-Renault): 1min30s399
2. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault): 1min30s431
3. Fernando Alonso (Ferrari): 1min30s516
4. Felipe Massa (Ferrari): 1min31s124
5. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min31s838
6. Paul di Resta (Force India-Mercedes): 1min31s929
7. Pastor Maldonado (Williams-Cosworth): 1min31s933
8. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari): 1min32s128
9. Nico Rosberg (Mercedes): 1min32s209
10. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min32s376
11. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
12. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
13. Michael Schumacher (Mercedes)
14. Vitaly Petrov (Lotus Renault)
15. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
16. Nick Heidfeld (Lotus Renault)
17. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
18. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari)
19. Sebatien Buemi (Toro Rosso-Ferrari)
20. Timo Glock (Murussia Virgin-Cosworth)
21. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
22. Jerôme D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth)
23. Vitantonio Liuzzi (Hispania-Cosworth)
24. Daniel Ricciardo (Hispania-Cosworth)

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Não serviu para nada

Um treino que não serviu para nada. Uma sexta-feira que não serviu para nada. Nos livres, pouca conclusão pôde ser tirada, principalmente em relação às mudanças no regulamento. A chuva que banhou Silverstone impediu os pilotos a serem rápidos; em determinados momentos, não havia competidor no circuito britânico. A verdade é que o melhor tempo de Felipe Massa (1min49s967), conquistado nos últimos minutos do treino, não é parâmetro para a classificação para o Grande Prêmio da Inglaterra.

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Prova disso foi a colocação do líder do mundial. Sebastian Vettel encerrou esta sexta-feira com o 18º tempo. O alemão da Red Bull completou somente quatro voltas em Silverstone. Se dar muita importância para isso, o atual campeão mundial teve tempo até para fazer graça nos boxes da equipe austríaca.

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Os carros ficaram mais tempo nos boxes do que na pista no momento em que o cronometro ficou ligado. No aguaceiro, a melhor volta até então era de Mark Webber, piloto mais rápido do primeiro livre (1m46s603). A primeira hora foi de dar sono. A agitação (se é que posso chamar assim) do treino aconteceu somente nos 15 minutos finais.

Foi aí que Michael Schumacher fez o melhor tempo, que foi rapidamente batido por Nico Rosberg. O filho de Keke sustentou sua posição no treino livre até o finalzinho, quando foi superado por Massa. Depois do brasileiro e do jovem alemão da Mercedes vieram Kamui Kobayashi, que deu uma pancada na sessão matutina, Lewis Hamilton, Jenson Button, Adrian Sutil, Paul di Resta, Rubens Barrichello, Sérgio Pérez e Sebastien Buemi. Mark Webber fechou o segundo livre na 14ª posição, enquanto que Fernando Alonso foi o 15º.

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Uma estreia num circuito de verdade

A grande promessa do automobilismo australiano fará sua estreia da Fórmula 1: o jovem Daniel Ricciardo, de apenas 22 anos, estará no cockpit da Hispania substituindo o indiano Narain Karthikeyan, conforme escrevi aqui no final de junho. E nada melhor do que fazer a primeira corrida no lendário Silverstone. Em épocas Tilkenianas, Silverstone é um circuito de verdade! Assim como Monza, Spa-Francorchamps... Mais algum do atual calendário?


A escassez de pilotos da Austrália nos últimos tempos pode dar a falsa impressão do peso que o país tem na F1. Mark Webber não é o protótipo de campeão mundial (apesar de quase ter sido ano passado) e, por isso, pode ter contribuído para o ‘esquecimento’ da Austrália no mundo da Fórmula 1.

Os mais atentos sabem que a Austrália não se resume a Webber. É só olhar para trás. Foi lá que nasceu um dos maiores da história da categoria: Jack Brabham foi bicampeão em 1959 e 1960 com um Cooper e tri com um modelo construído por ele próprio, em 1966. Além de Brabham, o país também já vibrou com o título mundial de Alan Jones (1980). Também é notório que há tempos a Austrália não produz um vencedor na F1.

No Grande Prêmio da Inglaterra, uma marca ficará para trás. Depois de 34 anos, haverá dois pilotos australianos no grid – isso se a Hispania não pregar uma peça para cima de Ricciardo e não permitir que o jovem fique dentro dos 107%. A última vez que isso aconteceu foi no GP da Áustria de 1977. Na ocasião, Vernon Schuppan, de Surtees, estava no grid e viu o compatriota Alan Jones, piloto da Shadow, vencer sua primeira corrida na F1.

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E para aqueles que gostam de combinações do destino, lanço uma dica: desde 2003, nenhum piloto conseguiu repetir a vitória – Rubens Barrichello, Michael Schumacher, Juan Pablo Montoya, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Mark Webber.

Tem um nome de piloto de ponta aí que está faltando. Pois é, Felipe Massa ainda não tem o troféu de vencedor em Silverstone em sua coleção. Não quero parecer pessimista, mas o cenário não está favorável para o brasileiro da Ferrari. A Pirelli vai utilizar os pneus macios e duros na pista inglesa. E como já se sabe, a Ferrari não rende o desejado com as borrachas duras.

Além de Rubinho, em 2003, o Brasil já venceu ali com Emerson Fittipaldi (1972 e 1975, que foi a última do rato na F1) e Ayrton Senna (1988). Nosso outro tricampeão nunca venceu o GP da Inglaterra, mas foi o brasileiro que mais poles marcou: Nélson Piquet largou na frente em 1984, 1986 e 1987. Senna (1989) e Barrichello (2000 e 2003) foram os outros brasileiros que cravaram poles na corrida britânica.

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Perdeu (bem) mais do que ganhou

Pouco antes do início do mundial de Fórmula 1 deste ano, a Lotus Renault sofreu um duro golpe: o gravíssimo acidente com Robert Kubica obrigou a equipe a uma mudança repentina. Convocado às pressas, o experiente alemão Nick Heidfeld ocupou o cockpit do polonês.

O início da temporada foi promissor para o time preto e dourado. Com dois pódios nas duas primeiras corridas (um terceiro lugar de Heidfeld na Malásia e outro terceiro de Vitaly Petrov na Austrália), o time ficou animado para o restante da competição; o alemão até sonhou com uma vitória em 2011.

Pura ilusão. O rendimento dos carros caiu ao tempo que outras escuderias evoluíram. Hoje, a Lotus Renault tem de fazer um grande esforço para figurar na superpole e terminar um GP na zona de pontuação. Nem mesmo a experiência do alemão é capaz de fazer o carro andar mais rápido para voltar a subir no pódio.

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Aliás, Nick Heidfeld parece estar a fim de quebrar um recorde (negativo) da Fórmula 1. Com 174 Grandes Prêmios disputados e apenas uma vitória, o alemão está atrás da marca de 228 corridas do ainda em atividade Jarno Trulli – o italiano da Lotus também tem apenas uma vitória na categoria. A dificuldade é que Trulli não desiste da categoria e, nos últimos anos, tem sempre arrumado um jeitinho para continuar na F1.

Além dos dois, apenas os franceses Jean Alesi (201 GPs) e Olivier Panis (158), o alemão Jochen Mass (112) e o sueco Jo Bonnier (108) quebraram a marca de 100 GPs tendo vencido apenas uma vez na F1.

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Sonhar não custa nada!

Há um vácuo na carreira de Jenson Button na Fórmula 1, admitido por ele próprio. Campeão mundial de 2009, com 197 Grandes Prêmios disputados e dez vitórias, Jenson tenta pela 12ª vez subir ao pódio no GP da Inglaterra. Mesmo com os bons resultados obtidos por Button, principalmente de 2009 até a atual temporada, o inglês nunca subiu no pódio na corrida em seu país natal.

Com vontade de deixar para trás o melhor resultado conquistado até hoje – quarto lugar em 2004 com a BAR e em 2010 com a McLaren –, o atual vice-líder do mundial sonha com a McLaren virando bem próxima da Red Bull de Mark Webber. A preocupação imediata, em termos de campeonato, é o australiano; Webber está empatado com o britânico no mundial de pilotos – ambos com 109 pontos, a 77 de Vettel.

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A partir do momento que superar o veterano da equipe austríaca, Button poderá pegar seus binóculos, olhar para frente e focar em Vettel. Isso sem se descuidar das Ferrari e do companheiro de equipe, Lewis Hamilton.

Não faço parte da turma que acha que o mundial deste ano é do alemão. Claro que ele tem alguns anos-luzes de vantagem, mas só será campeão se ninguém mais poderá alcançá-lo matematicamente. Assim como é evidente que ele não vencerá todas as corridas que ainda faltam ser disputadas em 2011. É justamente aí que McLaren e Ferrari podem surpreender. E como diz a velha canção: sonhar não custa nada...

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A primeira das 51

Falar bem de Alain Prost em nossas terras é sinônimo de ser crucificado. Pois bem, vou arriscar: há exatos 30 anos, o francês vencia seu primeiro Grande Prêmio de Fórmula 1. O dia 5 de julho de 1981 só não foi o mais importante para Prost na F1 porque ele repetiu a façanha daquela data outras 50 vezes, intercalando quatro títulos mundiais. Mas a primeira foi, sem dúvida, especial; ainda por cima porque foi em sua terra natal.

Dono de um estilo irritantemente conservador, Alain Prost chegou a Dijon-Prenois, local do Grande Prêmio da França daquele ano, com apenas um pódio na F1 – terceiro lugar na Argentina, algumas semanas antes – em duas temporadas. A partir dali, o piloto da Renault, que estreou na F1 guiando para a McLaren, começou a crescer (no sentido figurado, é claro, já que o francês tinha estatura diminuta, em oposição a silhueta de seu nariz) para o circo da Fórmula 1.



Tetracampeão, Prost foi um dos melhores pilotos que a F1 já viu. Não foram poucas as corridas cerebrais que ele fez. O francês, que guiou para McLaren, Renault, Ferrari e Williams, venceu corridas antológicas, como os GPs de San Marino de 1986, da Espanha de 1990 e da Áustria de 1985. Após 13 temporadas, Prost se retirou da F1 em 1993 com quatro títulos (1985, 1986, 1989 e 1993), quatro vices (1983, 1984, 1988, 1990), 51 vitórias e 33 pole-positions.

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Novidade na Williams e Hispania

Recebi a informação de que a Williams acertou parceria com a Renault para fornecimento de motores a partir do ano que vem. O acordo entre o fabricante francês e a escuderia de Grove tem duração de duas temporadas.

Acho que este é um bom passo para o soerguimento da tradicional equipe da Fórmula 1. Os motores Cosworth não estão (aliás, nunca estiveram) à altura do time de Frank. Há tempos Frank tenta reatar o namoro com a Renault. Eles voltaram a trocar olharem em 2010, quando ficaram muito próximos de um acerto. Na ocasião, o COCKPIT comentou o assunto.

Há 14 anos os nomes de Williams e Renault não eram ligados. Dizer que a parceria foi vitoriosa é chover no molhado! Entre 1989 e 1997 (anos em que trabalharam juntos), a dupla conquistou cinco mundiais de construtores (1991, 1992, 1993, 1994 e 1996) e quatro de pilotos (1992, 1993, 1996 e 1997).

Acho que este anúncio da parceria dará novo fôlego a Rubens Barrichello. Se tiver pique (o que ele tem!), Rubinho poderá ficar pelo menos mais um ano no time inglês.

Outra notícia que agitou a F1 nesta segunda-feira foi o anúncio da venda da Hispania a um grupo de investidores espanhóis: Thesan Capital. Vale lembrar que a companhia é associada ao Grupo Nomura, sediado no Japão.

Com um discurso nacionalista, os novos donos da Hispania cogitam fazer uma “progressiva espanhalização” no time. A meta é ser uma equipe inteiramente espanhola, inclusive com pilotos. Será que eles vão tentar contratar Fernando Alonso? Difícil, heim?! É mais fácil arrendar Jaime Alguersuari, que está com a corda no pescoço na Toro Rosso. A intenção da Thesan Capital é tirar a escuderia da rabeira do grid da Fórmula 1.

Sinceramente? Acho que não vai melhorar em nada! O grupo terá uma visibilidade maior para ações de seu interesse, que duvido estejam ligadas ao automobilismo. Não é novidade empresas que não têm a competição automobilística no sangue comprarem escuderias para ampliarem seus negócios. Depois de meia dúzia de anos, passam a diante. Exemplos, inclusive de montadoras, não faltam. Justiça seja feita: a única exceção é a Red Bull. Ou estou esquecendo outra?

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